Lições de 2014 para a infraestutura

Fonte: Valor Online – SP

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Indicadores econômicos preocupantes, escândalos de corrupção e a Petrobras, orgulho nacional, valendo menos do que antes do anúncio das descobertas do pré-sal. Terminamos 2014 com um sentimento de que foi um ano para ser esquecido.

Se quisermos, no entanto, construir um país melhor, o caminho não é o do esquecimento, mas o do enfrentamento com lucidez, para tirar lições valiosas e seguir adiante com mais maturidade. Muitas vezes, é exatamente nos momentos de grandes dificuldades que encontramos as chances de promover mudanças há muito necessárias.

Estamos certamente passando por um período que abalou a confiança dos investidores. Corremos, ainda, o risco de ver empresas de infraestrutura enfrentando problemas financeiros e para captar recursos para realizar novos investimentos. Há dois futuros possíveis.

Num cenário melhor, essa credibilidade pode estar apenas temporariamente comprometida ou, no pior caso, pode acabar sofrendo um golpe profundo e de recuperação difícil, com graves consequências econômicas e sociais. São as ações do governo e da sociedade que vão mostrar qual caminho seguiremos. É hora, portanto, de parar, analisar o cenário com calma e tomar ações efetivas, que possam consertar o que está errado e melhorar o que está dando resultado. De todas as áreas que poderão, neste momento, se beneficiar de uma reflexão profunda, a infraestrutura é certamente um destaque. E, neste caso, pelo menos uma saída já é bastante clara: precisamos investir em ações que fortaleçam as áreas técnicas dos órgãos governamentais, o que resultará numa gestão mais eficiente e afastada dos interesses políticos e eleitorais.

Os casos de corrupção não devem contaminar projetos bem sucedidos e empresas de comprovada qualidade Um primeiro movimento está relacionado com a qualidade dos projetos licitados. O setor de infraestrutura já discute há muito tempo a necessidade que as licitações sejam antecedidas de projeto executivo que detalhe todas as propriedades físicas, legais, ambientais e jurídicas, para que os custos tenham maior nível de assertividade. O “segredo”, neste caso, é investir mais tempo e recursos técnicos no planejamento, etapa que tem sido deixada de lado utilizando-se como desculpa nossos alarmantes índices de atraso na infraestrutura.

Na prática, no entanto, como estamos vendo no caso Petrobras, a pressa não apenas é inimiga da perfeição, mas também pode ser amiga da corrupção, de mais atrasos, de aditivos indevidos e de negócios mal feitos. Com um planejamento técnico adequado, os riscos diminuem e, no final, a obra ficará pronta no tempo adequado. Um exemplo é o Japão que, depois de devastado por terremoto, se recuperou em tempo rápido porque tem estruturas já consolidadas de planejamento. Outros exemplos são a Alemanha, França e Estados Unidos, onde desde a decisão de se fazer uma obra até sua conclusão, o tempo de planejamento ocupa cerca de 45% do total. No Brasil, ao contrário, obras de grande porte já chegaram a ter seu planejamento executado em paralelo com o início físico do projeto.

Além disso, um projeto executivo bem feito agiliza licenciamentos ambientais e pode ser, depois, a referência principal para um comitê de auditoria, com a participação de especialistas independentes e de comprovada experiência, para acompanhar a execução física e contábil. Um segundo passo é investir em novos projetos de concessão e na evolução deste setor. Em duas décadas de bem sucedidas experiências, as concessões de rodovias, por exemplo, já se provaram de grande eficiência, uma vez que são mais transparentes, com leilões públicos realizados na Bolsa de Valores, com grande concorrência entre grandes empresas nacionais e internacionais, resultando em contratos equilibrados e regulados por agências governamentais específicas.

Mais recentemente, o governo também realizou leilões de aeroportos que, nas mãos da iniciativa privada, começam a se destacar como os melhores do país. Na escala de transparência, o modus operandi de um processo de concessão certamente ocupa o topo, com a realização de audiências públicas, perguntas e respostas também públicas e acesso da sociedade a todas as etapas da contratação do projeto. É claro que, também nas concessões, há o que melhorar. Há, por exemplo, necessidade do fortalecimento e aumento de quadro técnico das agências reguladoras. Nos processos de acompanhamento, poderíamos, por exemplo discutir a implantação de um comitê supra institucional, com a presença da advocacia geral do respectivo ente federativo e que divulgasse de forma ampla os resultados de seu trabalho.

Assim como nas licitações da 8666, as concessões também poderiam se beneficiar de projetos executivos mais detalhados, que não apenas facilitariam a produção das propostas, aumentando a assertividade dos preços apresentados, mas também permitiriam às empresas entrar em níveis de detalhes que aumentariam ainda mais o interesse e competição. E quem se beneficia de tudo isso é a sociedade. Por último, é preciso saber separar as coisas. A investigação em curso nos casos da Petrobras é louvável e representa um avanço fundamental e necessário para as discussões de ética no país. Os eventuais casos de corrupção devem ser investigados e punidos, quando atestadas as irregularidades, mas eles não devem, de forma alguma, contaminar projetos bem sucedidos e empresas de comprovada qualidade.

Apesar de nossos atrasos e da grande necessidade de melhorias de processos de gestão, já temos, sim, um importante histórico de grandes obras de infraestrutura, realizadas por companhias nacionais e internacionais extremamente competentes, por meio de milhares de profissionais dedicados e comprometidos com o país. Se olharmos todo esse cenário com mais lucidez, amplificando nosso raio de visão e análise, vamos enxergar que não estamos no caminho do retrocesso. Estamos, apenas, num momento crítico, paralisados com o cenário que nos obriga a fazer escolhas éticas e tomar decisões importantes como sociedade. Nesta encruzilhada de escolhas, não há mais espaço para promessas de números grandiosos. Precisamos de menos esperanças vazias e de mais vontade prática. O lado técnico precisa assumir a direção, se quisermos seguir pelo caminho de rodovias, ferrovias, aeroportos, energia e portos de eficiência e qualidade.

Essa é uma das grandes lições de 2014 para os responsáveis por planejar a infraestrutura brasileira. Paulo Resende, PhD, é coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral

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Casa ecológica é controlada por smartphone

Fonte: BondeNews

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A principal característica da Ecological House 3.0 é o conceito de automação inteligente.

Projetada pelo escritório de arquitetura NOEM, é uma moradia bioclimática, ou seja ela utiliza os recursos disponíveis na natureza para minimizar os impactos ambientais e reduzir o consumo de energia. Com produção pré-fabricada e surpreendentemente controlada por um smartphone para alcançar seu máximo potencial de eficiência energética.

A arquitetura é feita de forma que o uso de luz e ventilação naturais sejam otimizados. O espaço possui sala de estar, sala de jantar, cozinha e varanda no primeiro módulo e quarto de casal, banheiro e home office no segundo. As peças são feitas de madeira a partir de painéis estruturais que são isolados com fibra de madeira para aumentar o conforto ambiental interno.

O novo modelo de residência conta com uma área de 315 metros quadrados e levou apenas 10 semanas para ser construída em Castellón na Espanha. Com design moderno com bordas arredondadas que lembram um smartphone, a Ecological House foi produzida com peças criadas sob medida que foram levadas ao local direto para a montagem.

Devido a automatização, os sistemas de irrigação, iluminação e energia são administrados de maneira portátil. Como tudo na casa, os sistemas contam programação específica que estuda e adéqua seu funcionamento às condições ambientais. A irrigação por exemplo, é ativada conforme as condições do clima, umidade do solo, previsões de chuva e altos níveis de CO2. Já o sistema de iluminação pode ser agendado, ligado ou desligado via GPS. Além disso, informações como consumo de energia e água, temperatura do ambiente, umidade e outros dados relevantes podem ser acessados em tempo real pelo smartphone.

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SP lança sistema de gerenciamento online de resíduos da construção civil

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Na última sexta-feira (12), foi lançado o Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos (Sigor). Trata-se de uma ferramenta que auxiliará no gerenciamento das informações sobre resíduos sólidos no estado de São Paulo, desde sua geração até sua destinação final, incluindo o transporte e destinações intermediárias.

O Sigor é resultado de um convênio firmado entre o Estado de São Paulo, por meio da SMA (Secretaria Estadual do Meio Ambiente) e da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e o SindusCon-SP – Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo.

O sistema envolve, além dos órgãos estaduais, os municípios, os geradores, os transportadores e as áreas de destino de resíduos. Isso permitirá que estado, municípios e setores da sociedade civil tenham conhecimento e acompanhem a situação dos resíduos sólidos.

Também permitirá a obtenção e armazenamento de grande volume de informações em banco de dados, de forma a subsidiar futuras ações de controle e fiscalização, planejamento, elaboração de políticas públicas e estudos de viabilidade para os investimentos necessários à melhoria da gestão dos resíduos sólidos.

O Sigor – Módulo Construção Civil consiste em uma plataforma eletrônica que ficará hospedada no site da Cetesb. Por meio dele, a Cetesb e as prefeituras poderão validar os cadastros das áreas de destinação e os Planos de Gerenciamento de Resíduos elaborados pelos geradores, propiciando agilidade e desburocratização de procedimentos administrativos. O sistema também possui uma funcionalidade para a emissão de relatórios, dentre os quais, o Sistema Declaratório Anual, uma das exigências das Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos.

Para a sociedade como um todo, o site disponibilizará um amplo banco de dados com informações como: relação de transportadores cadastrados nos municípios; relação de áreas de destinação por tipo de resíduos que estão licenciadas a receber; legislação e normas referentes aos resíduos de construção; manuais e publicações e divulgação de eventos e treinamentos. O “Fale conosco” do também permitirá o esclarecimento de dúvidas e a orientação aos usuários do sistema.

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40 exemplos de gestão sustentável

Fonte: Revista INFRA

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Quem não lembra de Karatê Kid – A Hora da Verdade, um filme que conta a história de um jovem lutador (Daniel San) que deseja aprender caratê e para isso convence um experiente mestre (Sr. Miyagi) a lhe dar aulas, que acabam por transformar-se em lições de vida. Na primeira aula, Daniel San lava e poli carros com movimentos circulares das mãos e uma respiração controlada.

Na segunda aula começa a polir o deck da casa do simples Miyagi, novamente com movimentos circulares e respiração controlada. As duas aulas seguintes envolvem tarefas que aparentemente nada têm a ver com artes marciais: pintar a casa, envernizar a extensa cerca etc., sendo que todas com movimento repetitivos para se chegar a perfeição e a agilidade do movimento, onde a vitória também se daria pelo controle, e pela pureza e não pela rudeza. Afinal, se praticar, vai ouvir…

Em novembro tive a oportunidade de assistir a uma palestra do famoso John Kao (conhecido como “doutor criatividade”), que tinha a missão de explicar para a plateia o que é “inovação”. Segundo ele, “uma porta de entrada para criar o mundo que queremos, inovando as formas de como fazemos as coisas para sairmos da mesmice, das dificuldades”.

No dia, Kao sentou-se ao piano, estrategicamente colocado no palco, e tocou uma mesma música de diferentes formas (simples, envolvente, alegre e emocionante) com o objetivo de mostrar que a partitura de música serve de método de controle para que a música seja orquestrada como foi criada. Entretanto, depende do músico a forma que cada um dá para uma mesma melodia. Ele tocou de várias formas e na última vez emocionou fortemente a todos que o assistiam… Mas onde está a diferença? Na forma, no entusiasmo, no envolvimento, no conhecimento adquirido através da repetição e da prática do uso das instruções da partitura.

O palestrante queria dizer para a plateia, que a inovação nada mais é do que se ter clareza sobre o entender o que as pessoas (os clientes) querem. Ele ainda perguntou: “Quer saber se está inovando? Pergunte a si mesmo: ‘Estamos trazendo mais clientes ou perdendo clientes para outras empresas?’ E a resposta a essa questão é que lhe dirá se você está sendo inovador ou não”. E o mesmo vale para a vida profissional, mesmo porque a inovação não está na tecnologia, mas sim na forma de como fazemos as coisas de forma diferenciada.

O meu objetivo com esses dois exemplos é fazer um link com o que é administrar uma propriedade. Ou seja, não adianta implantar tecnologias prediais, sem praticar o uso contínuo e correto de suas possibilidades. E que o resultado positivo pode estar na prática da repetição (não sem sentido), mas para um aprendizado contínuo das possibilidades, como nos ensinou o Sr. Miyagi. É uma jornada de transformação, de melhorias diárias na forma de como tocamos uma mesma melodia, mas sempre com o objetivo de aprimorá-la aos olhos dos clientes, como John Kao tão bem exemplificou.

Agora, acompanhe os 40 cases que elaboramos para esta primeira edição do ano, que traz gestores que implantaram ações que tornaram estes empreendimentos mais amigável em sua eficiência operacional. É importante frisar que a medida que aumenta o número de edifícios sustentáveis no Brasil, cresce a insegurança por uma gestão que acompanhe o desempenho certificado. Na matéria de abertura dos cases, o leitor poderá conferir as orientações de especialistas sobre como corresponder às expectativas na operação e manutenção destes empreendimentos.

Acesse agora a versão digital: http://www.revistainfra.com.br/digital/171_janeiro2015/

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Verão: temperatura quente e consumo de energia em alta

Fonte: Procel Info – Panorama Nacional

Por: Lara Martinho

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Mesmo sendo muito utilizado no verão, o ar-condicionado pode reduzir em até 30% o consumo de energia elétrica se usado corretamente

O verão, estação que começou oficialmente às 21h03, do dia 21/12, é caracterizado, em boa parte do Brasil, por altas temperaturas e a ocorrência de chuvas, trazendo, por um lado, alívio para os reservatórios das usinas hidrelétricas e, por outro, possível aumento do consumo de energia, devido ao uso mais intenso do ar condicionado e dos ventiladores.

Alívio nos dias quentes, o ar-condicionado é responsável por cerca de 45% do consumo de energia elétrica no verão, sendo considerado o “grande consumidor” da estação. No entanto, mesmo quem não abre mão do aparelho pode reduzir a conta de energia em até 30%. De acordo com o especialista em eficiência energética da Light, Antônio Raad, manter o filtro do ar sempre limpo já ajuda na economia. “No verão, como se usa muito o ar-condicionado, o filtro deve ser limpo toda a semana. Já no inverno, pode ser a cada quinze dias”.

Na hora de comprar um ar-condicionado é preciso checar se o aparelho tem o Selo Procel, que indica produtos com maior eficiência. Segundo Antônio Raad, aparelhos com este selo gastam menos energia. “Às vezes sai um pouco mais caro, mas em três meses a economia na conta de luz paga a diferença”, avalia.

Outros hábitos simples podem ser modificados e ajudar nessa economia. O engenheiro do Inmetro Fábio Real dá algumas dicas que, às vezes, passam despercebidas. “Fogão, geladeira e freezer precisam ficar longe um do outro. O fogão gera calor e pode aquecer a geladeira ou o freezer. Com isso, elas gastariam mais energia para se manter geladas. Roupas ou tênis também não devem ser colocados para secar atrás dos refrigeradores. No banheiro deixe o chuveiro na posição verão, em vez de inverno. Enquanto ensaboa o corpo deixe o chuveiro desligado. Segundo o engenheiro, isso representaria uma economia de aproximadamente R$ 6 ao mês por pessoa.

No quarto, o ideal é abrir as janelas e persianas para evitar acender as luzes. O tempo que cada aparelho fica ligado é muito importante, pois influência diretamente na conta de luz.

Outro ponto que passa despercebido pelas pessoas é a iluminação do ambiente. Ambientes que recebem muita luz são mais quentes e propícios a consumir mais energia do condicionador de ar e do ventilador. Por isso, é preciso fazer uma avaliação antes de comprar um aparelho. Trocar o ar-condicionador por um circulador de ar, apesar de um refrigerar e o outro apenas ventilar, quando possível, pode reduzir em dez vezes o consumo. Nas janelas, o uso de vidros especiais ou películas que filtram os raios infravermelhos também ajudam a tornar o ambiente mais agradável, reduzindo a necessidade de refrigeração.

Quer economizar ainda mais? Instale um sistema de aquecimento solar. O custo é elevado, mas o retorno a longo prazo é maravilhoso e é possível recuperar todo o valor investido. Conciliar o uso desses sistemas com chuveiros elétricos, os chamados sistemas híbridos, também merece ser levado em conta antes de tomar qualquer decisão.

Seguem algumas medidas que podem reduzir sua conta de luz no verão:

Geladeira duas portas: Escolha modelos com o selo Procel (garante economia de energia e segurança). Mantenha o equipamento longe da luz do sol e do calor do fogão e a 15 cm da parede (para o ar circular). A borracha de vedação da porta deve estar em bom estado. Abra a geladeira o mínimo de vezes possível. Não deixe o gelo atingir 0,5 cm de espessura e fique atenta à idade da geladeira – as que têm mais de 10 anos despendem o dobro de energia.

Ventiladores e afins: O aparelho pequeno gasta metade da energia que um de teto. A quantidade de pás não influencia no consumo de eletricidade, mas sim a velocidade – quanto mais rápida, maior o gasto. Na hora de usar um condicionador de ar, mantenha a saída de ar desbloqueada, dimensione a potência para o tamanho do ambiente, regule o termostato entre 22ºC e 24ºC e feche portas e janelas.

Computador: Em vez de colocá-lo no modo sleep (ou hibernar), desligue-o. Evite deixar o notebook carregando enquanto dorme ou está fora de casa – dê a carga e retire-o da tomada. Para celulares e baterias de câmeras digitais, aplica-se a mesma regra. Se possível, diminua a intensidade de luz da tela, pois ela pode gastar até 70% da bateria.

Micro-ondas: Descongele os alimentos antes de colocá-los no aparelho. Para acelerar o cozimento, adicione uma pequena quantidade de água. Não deixe o micro-ondas em stand by – a dica também vale para relógios, aparelhos de DVD, de som e video-games. Se possível, retire os equipamentos da tomada enquanto não estiverem em uso.

TV: Desligue o aparelho no botão power (liga/desliga), porque o modo stand by continua consumindo energia. Se você tem o hábito de dormir com a TV ligada, acione a função de desligamento automático. Se possível, substitua o seu aparelho antigo por uma televisão de LCD, que é muito mais econômica.

Lâmpadas: Troque a incandescente pela fluorescente compacta. Como ela economiza 70% de energia, em três meses você recupera o investimento. Outra opção são as lâmpadas LED. Paredes de cor clara ajudam a refletir a luz natural, e isso evita acender lâmpadas. Parcimônia na utilização de lâmpadas decorativas e de iluminação indireta, geralmente do tipo dicróicas, que além do consumo mais alto liberam calor no ambiente.

Ferro de passar: Cuide primeiro das peças delicadas. Depois, das que necessitam de temperatura alta. Ao desligar o ferro, passe itens leves, já que ele esfria só após 10 minutos.

Secador e chapinha: Embora pequenos, eles gastam muita energia! Para diminuir o tempo de uso, enxugue bem o cabelo com a toalha antes e, quando ele estiver quase seco use o secador e a chapa.

Máquina de lavar: No verão, por causa da transpiração excessiva, trocamos mais de roupa. Ao ligar a máquina, junte o máximo de peças e evite a função pré-lavagem ou molho. A água fria economiza 90% a mais que a quente.

FIQUE ATENTO!

Tente utilizar apenas o que for necessário no horário de ponta (entre 18h e 21h). Máquinas de lavar roupas, louças e até o chuveiro elétrico podem ser utilizados fora da ponta, de forma a não sobrecarregar a rede de distribuição da concessionária.

Se for viajar, retire todos os aparelhos possíveis da tomada, assim não há gastos desnecessários.

Instalações elétricas bem conservadas e adequadas à potência dos aparelhos preservam a sua segurança e economizam energia.

Para mais informações e dicas de economia de energia visite a seção de Dicas do Procel Info.

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O novo ar condicionado

Fonte: Revista Brasil Energia – Edição Dezembro 2014

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Brasil – Tecnologias avançadas de troca de calor, refrigerantes mais eficientes e motores magnéticos vão transformar o mercado de climatização

As novas tecnologias aplicadas no setor de ar condicionados e climatizadores foram destaque em reportagem da edição de dezembro da revista Brasil Energia. A matéria revela que a otimização da performance energética em projetos de construção e operação de edifícios incentivou o mercado que está investindo em produtos com menor gasto energético.

Atualmente, o consumo energético das edificações é correspondente a 44% de todo o consumo de energia do país. Segundo o presidente do Green Building Council Brasil (GBC), Manoel Gameiro, com medidas de eficiência é possível, num cenário conservador, reduzir o consumo de energia em pelo menos 30%. O executivo ressalta que a tecnologia de microcanais (microchannel) para trocadores de calor é uma tendência mundial e que permite, além de uma eficiência energética maior, uma redução de 30% a 40% da carga de refrigerantes do sistema.

O executivo prevê que nos próximos anos a tendência é de que os sistemas de climatização passem a atuar com refrigerantes de potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês) abaixo de 150. Gameiro ressalta que atualmente os equipamentos operam com cargas acima de 1.000 GWP, nível considerado elevado pelo segmento.

A reportagem também cita que a busca por certificações, como a Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), tem incentivado investimentos em eficiência energética em edificações. São citados como exemplos o retrofit do edifício Manchete e o Hotel Arena, ambos localizados no Rio de Janeiro. O edifício Manchete, um prédio construído na década de 1960, conseguiu uma economia de energia entre 15% e 20% na fase de operação. Já o Hotel Arena, edificação ainda em fase de construção, a projeção é de que o consumo de energia seja cerca de 20% menor em comparação com prédios do mesmo porte. Nos dois casos, a economia é proporcionada por meio dos sistemas de ar condicionado.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra

Brasil Energia – O novo ar condicionado.pdf

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Eficiência energética, o nosso último recurso

Fonte: Valor Online

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Será necessário racionar o consumo de energia elétrica em 2015? É possível. As elevadas despesas com combustíveis destinados às termelétricas perdurarão em níveis semelhantes aos de 2014? É muito provável, a menos que a situação hidrológica dos próximos meses venha a ser particularmente favorável.

No momento atual, o volume d’água disponível nos reservatórios está extremamente baixo, inferior ao de dezembro de 2000, véspera do racionamento. As usinas térmicas operam a plena carga e, com o início do verão, previsto para ser dos mais quentes, a demanda deverá aumentar. Assim tanto do lado hidrelétrico quanto do termelétrico, a oferta de energia elétrica apresenta muito pouca, senão nenhuma flexibilidade e total dependência do regime hidrológico.

É, portanto, evidente que no quadro atual o aumento da eficiência no uso da energia constitua, praticamente, o único recurso mais efetivo e imediatamente disponível para diminuir a despesa com combustíveis e reduzir o risco de racionamento neste ano. Uma redução expressiva da demanda pode ser alcançada sem prejuízo significativo para os consumidores e para a economia do país. E nenhum artifício contábil que atenue o impacto tarifário dessa despesa, atualmente cerca de R$ 3 bilhões/mês, obviará os efeitos econômicos e ambientais do consumo de combustíveis, ou reduzirá o risco de déficit. Se o consumo total tivesse uma redução de 5%, a redução com a despesa de combustíveis seria superior a 20%.

O custo de uma mobilização criativa em favor do uso correto e racional da energia, ainda que tardia, seria bem menor e propiciaria ganhos substanciais nos diferentes planos. O ano de 2015 será da maior importância para o clima mundial, pelas decisões sobre os esforços para conter o aquecimento global, que deverão ser tomadas e já começaram a ser delineadas recentemente, em Lima. Nesse sentido, torna-se ainda mais premente reduzir o consumo de combustíveis fósseis.

A viabilidade de ser obtida uma resposta positiva e rápida é demonstrada pelo comportamento do mercado da Região Sul, que em 2001 reduziu em cerca de 9% sua demanda apesar de não estar sujeito ao racionamento, apenas por perceber os possíveis ganhos de eficiência indicados pela mídia para as demais regiões do país.

No curto prazo, pela gravidade da situação, devem ser consideradas providências de caráter institucional, bem como medidas pontuais, indicadas a seguir, que poderão ajudar a aliviar, senão a superar, uma possível crise de abastecimento e reduzir custos para os consumidores e para o país, já muito elevados.

• Criar um Comitê Gestor de Eficientização Energética com autoridade suficiente para mobilizar órgãos da administração direta e indireta, nesta incluídos empresas estatais, bancos de fomento, agências governamentais e outras. Esse comitê definiria metas de economia de energia a serem aprovadas pelo MME e perseguidas por todos os consumidores e agentes públicos, com estímulos claros e incisivos nos planos tarifário e fiscal.

• Iniciar, com a maior presteza, ampla campanha pública de eficiência energética, promover amplo esforço compulsório de eficientização de todos os prédios públicos, com recursos orçamentários bem definidos, metas e compromissos efetivos e exigir que todas as licitações públicas de obras e compras considerem aspectos de eficiência energética.

• Alocar, excepcionalmente, pelo período de 12 meses, a partir de janeiro de 2015, todos os recursos gerados e disponíveis no Fundo Setorial de Energia, exclusivamente para programas e projetos de eficiência energética.

•Definir e implementar, em caráter de urgência, incentivos financeiros ao aumento de eficiência e “Leilões de Eficiência Energética”.Recomendar aos órgãos de financiamento que incluam requisitos de eficiência energética na análise e avaliação dos projetos e que criem linhas expeditas de financiamento para implantação de tecnologias já testadas, especialmente nas áreas de iluminação, refrigeração e acionamento.

• Promover a criação de um amplo banco de dados e informações sobre casos de sucesso, novos processos e tecnologias de eficientização no uso final, linhas de financiamentos, normas aplicáveis, tarifas e outras informações que possam contribuir na mobilização dos agentes e setores para obtenção de resultados efetivos.

• Condicionar, temporariamente, qualquer apoio governamental ao financiamento da compra de equipamentos eletrodomésticos de maior consumo, como condicionadores de ar, à substituição por modelos mais eficientes.

Embora a forte elevação tarifária, da ordem de 30%, já prevista, deva estimular os consumidores a utilizar a energia com maior eficiência, será indispensável que o governo se mobilize imediatamente para viabilizar tais iniciativas, dando efetividade aos propósitos de eficientização. Será preciso que além de saber o que fazer, os consumidores tenham acesso a equipamentos e a processos que lhes permitam reduzir seu consumo sem perda de conforto e segurança. São várias as iniciativas viáveis, já disponíveis em diversas linhas e setores.

Apenas como exemplos mais imediatos:

• Viabilizar a oferta de lâmpadas de alta eficiência (fluorescentes compactas e, sobretudo, LED) para uso doméstico, comercial e público. A iluminação é responsável por mais de 11% do consumo final de energia elétrica no país. Se for necessário importar parte dos produtos, abreviar os trâmites legais para que as substituições se façam com a presteza possível.

• Acelerar a implementação de novas soluções para aprimoramento ou substituição de chuveiros elétricos, responsável por cerca de 20% do consumo residencial.

• Estimular a substituição de motores e transformadores elétricos de baixa eficiência ou inadequadamente dimensionados para as funções que exercem, além de intensificar os esforços das distribuidoras para redução de perdas nas redes.

Finalmente, destaca-se a importância de acompanhar e avaliar o efeito de cada medida que venha a ser adotada, tendo em vista a validade e continuidade dos esforços para aumento da eficiência energética, que não pode depender apenas de atenções espasmódicas suscitadas por crises de suprimento.

Autores:

Marcos José Marques é economista, presidente do Conselho do Inee – Instituto Nacional de Eficiência Energética.

Pietro Erber é engenheiro, diretor do Inee

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Casa sustentável gera mais energia do que consome

Fonte: Planeta Sustentável

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rédios comerciais e residenciais são grandes consumidores de luz, respondendo por cerca de 40% da demanda mundial. A boa notícia é que a autossuficiência tem atraído grande atenção por conta do aumento do preço da energia e dos problemas climáticos oriundos das emissões de fontes fósseis.

No mercado de construção civil, uma das investidas mais promissoras são os chamados Edifícios de Energia Zero (zero energy buildings ou ZEBs, na sigla em inglês), que produzem mais energia do que consomem ao longo de um ano.

Longe de um exercício de futurologia, os ZEBs já estão sendo incorporados na estratégia energética de diversos países no mundo como Estados Unidos, Alemanha e Noruega. É deste último que vem um exemplo inspirador: a casa ecológica ZEB Pilot Hous, que produz até 3 vezes mais energia do que necessita. Tudo a partir de fontes renováveis.

ZERO EMISSÃO

A casa faz parte de um projeto-piloto do Centro de Pesquisa da Noruega sobre Zero Emission Buildings (ZEB). O design com toque “surrealista” é assinado pelo escritório noruegês Snohetta.

O objetivo do projeto, concluído neste mês, é zerar as emissões de gases de efeito estufa, tanto a emitida no processo de construção quanto a que é gerada pela operação cotidiana. Para isso, a casa conta com tecnologias para geração independente de energia a partir de fontes renováveis.

ENERGIA SOLAR

O edifício foi construído com as mais avançadas soluções de design, engenharia e tecnologia. O telhado é todo coberto por paineis solares e pode ser orientado para três direções: sul, sudeste e nordeste, o que facilita a utilização de energia solar ao longo de todo o ano.

ENERGIA GEOTÉRMICA

Além do teto solar, a casa conta com um sistema de energia geotérmica sob o chão. Combinadas, as duas fontes garantem eletricidade para suprir as necessidades de energia da casa da família e ainda gerar excedente suficiente para abastecer um carro elétrico durante todo o ano.

VENTILAÇÃO NATURAL

Também há um sistema de ventilação natural que foi construído para maximizar os benefícios da luz natural em todos os cômodos da casa, o que reduz o consumo de energia.

VISUAL FRESCO

Materiais usados no interior da casa foram escolhidos com base na sua capacidade de contribuir para o bom clima interno e da qualidade do ar, bem como garantir um visual rústico e fresco.

Um átrio exterior com lareira e mobiliário facilita a entrada de luz natural e garante um jantar agradável ao ar livre com com a família.

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ABRALIMP realizará um Curso de Aperfeiçoamento para Gestores de Contratos de Limpeza

Aos interessados, segue a divulgação e o link para mais informações (basta clicar na figura).

Abralimp Ja 15

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Onde os engenheiros civis ganham mais (e menos) no Brasil

Fonte: Exame Online – SP

Por: Camila Pati

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Rio de Janeiro tem o salário mais alto

São Paulo – O salário médio de admissão de um engenheiro civil no estado do Rio de Janeiro é maior do que o dobro do que recebe seu colega de profissão em Roraima.

Os dois estados estão nos extremos opostos: enquanto o RJ é o que paga mais aos profissionais de engenharia civil, Roraima é o que paga menos. As diferenças salariais partem de consulta à seção Salariômetro, disponível no site da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

A pesquisa foi feita para a função de engenheiro civil, função de número 214205 na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Os valores salariais, segundo informa a Fipe, têm como base contratações em cada um dos estados entre maio e outubro de 2014, com informações do CAGEDdo Ministério do Trabalho e Emprego.

Veja o ranking de salários de engenheiros civis por estado:

Tópicos: Engenheiros, Engenharia, Profissões, Salários

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