Telhado verde passa a ser obrigatório no Recife

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Capital pernambucana segue o Rio de Janeiro e cria lei municipal sobre o tema. Objetivo é diminuir concentração de calor em áreas da cidade

Recife começou 2015 aprovando uma lei inovadora, no que se refere a construções sustentáveis. Seguindo modelo já adotado na cidade do Rio de Janeiro, a prefeitura da capital pernambucana sancionou legislação que obriga a instalação de telhado verde em prédios residenciais com mais de quatro pavimentos e em casas com área coberta acima de 400 m². O objetivo, segundo o arquiteto e urbanista João Domingos Azevedo, é diminuir a concentração de calor em determinadas áreas da cidade. A lei prevê o plantio de gramas, hortaliças, arbustos e árvores de pequeno porte nas lajes dos edifícios.

Estudos que levaram Recife a adotar o telhado verde mostram que esse revestimento natural reduz em até 6°C a temperatura no entorno do prédio. “A estratégia dos telhados verdes está integrada ao plano municipal de ampliação da cobertura vegetal no território do Recife. Essas iniciativas perseguem a redução das temperaturas de superfície nos diversos ambientes da cidade e a menor emissão de carbono na atmosfera”, cita João Domingos Azevedo, que preside o Instituto da Cidade Pelópidas Silveira – organismo vinculado à secretaria de planejamento urbano da cidade do Recife, e que vai fiscalizar o cumprimento da legislação.

A lei é de caráter urbanístico. Portanto, não interfere na construção civil das edificações. “A técnica a ser usada para a construção da cobertura vegetal fica a cargo dos empreendedores que assinam os projetos construtivos”, explica João Domingos Azevedo. “A elaboração de projetos e execução de obras e serviços (implantação e manutenção) está dentro do escopo da construção civil, e sujeita aos registros e anotações de responsabilidades técnica junto aos conselhos de classe. Da mesma forma, os fornecedores de sistemas e de insumos que irão compor os telhados verdes”, completa.

Divergências e cuidados

Desde a implantação, a comunidade da construção civil do Recife tem feito críticas à lei, sob a alegação de que os projetos irão encarecer o custo da obra. A prefeitura da cidade, entretanto, acredita que isso não inviabilizará a legislação, e que o seu entendimento se dará no longo prazo. “Experiências como as dos telhados verdes passarão a ser entendidas pela sociedade quando estiverem consolidadas, tornando-se perceptíveis à avaliação do cidadão. Ao mesmo tempo, a classe técnica tem sido naturalmente crítica, mas provocado ricos debates sobre o tema. A busca é para tornar viável a implantação e manutenção dos telhados verdes no Recife”, diz o arquiteto.

No Brasil, prevalecem dois modelos de telhados verdes. Um, mais extensivo, projeta um tapete de vegetação rasteira sobre a laje do prédio, variando de 5 a 15 centímetros de espessura. Raramente exerce carga excessiva sobre a estrutura. O cuidado maior é com a impermeabilização da laje e com o escoamento da água acumulada pela vegetação. Já a intensiva funciona como um jardim suspenso, inclusive agregando árvores de pequeno porte. A espessura pode chegar a 50 centímetros e acarreta em sobrepeso estrutural. Neste caso, requer projeto paisagístico, acompanhado de plano arquitetônico e de avaliação de engenheiros civis – no caso do prédio estar construído. Em empreendimentos a serem viabilizados, o projeto deve contemplar o telhado verde.

Entrevistado

Arquiteto e urbanista João Domingos Azevedo, presidente do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira – organismo vinculado à secretaria de planejamento urbano da prefeitura do Recife.

Contato

imprensa@recife.pe.gov.br

planejamentopcr@gmail.com

Créditos fotos: Daniel Tavares/Prefeitura do Recife e Lu Streithorst/Prefeitura do Recife

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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What every TAB technician needs to know about indoor air quality

Fonte (Source): Consulting-Specifying Engineer

Por (By): William Carson Judge, TBE, CxA, Bay to Bay Balancing Inc.

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Poor indoor air quality (IAQ) contributes to a substantial number of health problems. ASHRAE Standard 55-1992 addresses the most common factors related to the comfort of occupants within the space. This article outlines the guidelines.

The U.S. Environmental Protection Agency (EPA) defines indoor air quality (IAQ) as:

“The temperature, humidity, ventilation and chemical or biological contaminants of the air inside a building.”

This represents any condition inside the building that effects the health and comfort of the building occupants; including temperature, humidity, and the concentration of pollutants. ASHRAE defines Acceptable Indoor Air Quality as:

“Air in which there are not known contaminants at harmful concentrations by cognizant authorities and with which a substantial majority (80% or more) of the people exposed do not express dissatisfaction.”

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Effects of poor indoor air quality

Poor indoor air quality contributes to a substantial number of health problems. Studies have linked it to poor performance in both the school and work environments. Effects can be immediate and the result of a single exposure or delayed, not showing up for years. Short term and immediate problems may manifest as allergic reactions, headaches, fatigue or asthma. At the other extreme, years of exposure to Radon may result in lung cancer. A single exposure to asbestos may cause mesothelioma, a fatal lung disease.

Different segments of the population may react differently to exposure. The very young, the elderly and those with suppressed immune systems may be much more likely to succumb to disease as a result of exposure. This increases the significance of these issues in schools, nursing homes and hospitals.

Causes of indoor air problems

Pollution sources inside the building that release or off gas pollutants can include, but are not limited to: air fresheners, smoking, perfume, cleaning products, cooking or process by-products, propane forklifts, boiler combustion by-products and off-gassing of chemicals by furniture, carpets and building materials.

Examples of outside sources of pollutants being taken in to the building through outside air intakes or infiltration into the building can include: radon, pesticides, atmospheric pollution, carbon monoxide and other combustion by-products from vehicle traffic.

ASHRAE Standard 55-1992, Thermal Environmental Conditions for Human Occupancy, addresses the most common factors related to the comfort of occupants within the space and addresses temperature, radiation, humidity, air movement, temperature stratification and drift as well as factoring in the clothing and activity level of the occupants.The scope of indoor air quality extends to temperature, humidity and lighting within a facility.

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The conditions outlined in the table are guidelines from the standard that satisfy the thermal comforts required by the standard.

In addition to comfort issues, extremes in temperature and humidity can also exacerbate other potential sources for IAQ problems. Higher temperatures increase the reactivity of chemicals and accelerate off-gassing of compounds from building materials and interior furnishings. Increased humidity raises the risk of microbial growth and proliferation.

Beyond the physical values of temperature and humidity, many other factors can contribute to the perception of comfort. Air movement also plays a large role in thermal comfort. The lack of air movement can create a sensation of hot/stuffy air. Increased air velocity on the skin accelerates evaporation of perspiration which increases cooling. The same higher level of air movement can induce a chill in others. The goal is to find the balance of these variables that will provide the client with the highest level of satisfaction.

Increased humidity is a major cause of mold growth within the building environment. In high humidity parts of the country, it can be a considerable detriment to indoor air quality. The conditions for mold to grow require three components: mold spores, a media to feed on and moisture. Mold spores are essentially everywhere and mold is capable of using most media as food sources, including drywall, ceiling tiles, carpet and wallpaper. That leaves the control of moisture as the only practical method to control the growth and proliferation of mold.

Control of indoor air quality issues

Control of indoor air quality is typically addressed at three levels. The first step is administrative controls. Some examples of administrative controls are:

  • Making decisions which would prevent the source of the pollutant in the first place
  • Having a no smoking policy or using a different process for an in-house procedure
  • Choosing low emitting products for maintenance and cleaning
  • Isolating some processes in a remote location

Whenever practical, administrative controls are the best solution.

There are times when because of financial cost or sheer practicality, an administrative control cannot be used; in such cases engineering controls provide the next best solution. Engineering controls utilize a line of defense to separate the sources of pollution from the occupants in the conditioned spaces. These controls may:

  • Utilize pressure barriers such as those seen in fume hoods or in isolation rooms operating under a negative pressure.
  • Employ physical barriers such as a glove box in a laboratory or special filtration procedures.

There are times when the contaminant in the space does not come from one point source. This can include the off gassing of chemicals from building materials, cleaners used to clean and wax floors and body odors from building occupants. To address issues such as these, the best solution implements the third level of control, dilution ventilation.

One such solution is to introduce large amounts of fresh air to dilute the concentration of the pollutant to a level where it does not pose a problem.

TAB related issues

It is not the test-and-balance (TAB) technician’s job to design the project, but there are many aspects of the job that can ensure the design intent is fulfilled and the building occupants are provided a healthy facility for their use.

Ventilation is probably the single item over which we have the greatest influence. Most buildings are designed with criteria based on ASHRAE Standard 62, Ventilation for Acceptable Indoor Air Quality, which has become the generally accepted standard for commercial buildings in the United States. This standard combines many parameters to designate the appropriate amount of fresh air for a given space, such as the number of occupants, square footage of the space, the intended use of the space, building schedules, etc. This replaces older references to a fixed cfm per occupant.

Many systems use carbon dioxide (CO2) levels as criteria to control outside air levels. CO2 occurs naturally in the atmosphere typically at levels around 400 parts per million (ppm). Many control systems are designed to increase the outside air when the CO2 level reaches a set value, typically 1000 ppm. CO2 itself is not a problem at these levels: OSHA sets their permissible exposure limit at 5000 ppm. CO2 is used instead as an indicator of the ventilation effectiveness. If CO2 levels are rising to the 1000 ppm level due to generation from the human occupants then it follows that other pollutant levels will rise to potentially unsafe levels.

Outside air flows should be set up so that they satisfy the requirement outlined in the project documents under all conditions. If outside air flow is set on a VAV system at 100% flow then the same system may not provide the design requirement in a minimum flow condition when all terminal unit boxes are satisfied or in a heating mode. While some control systems accommodate such conditions many do not. A failure to meet the design in all modes should be reported and corrective action should be implemented by the project team.

Intermittent occupancy

Rooms hosting large groups such as classrooms, conference rooms or training spaces often have intermittent occupancies. ASHRAE allows the outdoor air requirement to be based on average occupancy as long as the peak occupancy is for a period of three hours or less. There should never be less than 50% of the maximum.

Many systems are wired such that the fan shuts off when the system is satisfied. Under such conditions the system is not meeting the requirements of the project documents and corrective action is required.

Sometimes the outside air itself can cause problems. In warm, humid environments a constant volume unit when satisfied may shut down the coil at the thermostat while the fan continues to bring humid unconditioned air into the space. When the air hits cool surfaces in the space the moisture in the air condenses and provides an avenue for mold propagation. Outside air can also be the source for pollutants. Outside air intakes situated over loading docks may capture truck exhaust and bring it into the space. Exhaust fans discharging polluted air, if located near outside air intakes, may result in kitchen or sewer gas odors being carried into the occupied space. In the worst case you may be exhausting air from an isolation room or chemical fume hood which can then be carried back into the space, resulting in dangerous conditions for the occupants.

Building pressure for most facilities is designed to be neutral to slightly positive. There are exceptions to this such as laboratories, restrooms, etc. which maintain negative pressures by design. In most conditions the amount of outside air will exceed the amount of exhaust air for a given space; this ensures that slight positive pressure and minimizes the chance for infiltration.

An excess of air can lead to over-pressurization of the building and result in problems with doors closing and bubbles in roofing membranes.

Building changes can result in creating IAQ problems where there weren’t any previously. Often walls are moved around, creating areas with no return or poor air mixing. Problems such as these are frequently seen in tenant modifications in office buildings.

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Curso de Eficiência Energética em SP – Faltam apenas 18 dias para o encerramento das inscrições

Conforme já divulgado, a A&F Partners Consulting realizará no próximo mês de junho (26 e 27/06) o curso sobre Gestão Energética em Edificações Comerciais, curso este dirigido aos gestores e supervisores de operação e manutenção.

No entanto, as inscrições serão encerradas até o próximo dia 12/06, razão pela qual recomendamos atenção aos interessados.

Segue abaixo o conteúdo programático e links para acesso ao site de inscrições.

Qualquer outra informação poderá ser obtida através do e-mail treinamentos@afconsulting.com.br

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Curso: Eficiência Energética em Edificações Comerciais (16 horas)

Este curso tem por objetivo introduzir os gestores em empreendimentos e edificações comerciais no universo da eficiência energética, apresentando-lhes os principais conceitos e capacitando-os para aplicá-los em seus respectivos ambientes de trabalho.

O Curso destina-se à engenheiros, técnicos de nível  médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e administradores / gerentes de empreendimentos comerciais.

Público Alvo:

Engenheiros, técnicos de nível médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e gerentes de empreendimentos comerciais

Estruturação dos Módulos:

O Curso Eficiência Energética em Edificações Comerciais foi estruturado basicamente em um único Módulo de 16 horas/aula.

Conteúdo Programático

  1. Introdução
    • Eficiência Energética – Conceito
    • Tipos de Energéticos – Matriz Energética Nacional e Mundial
    • Fontes Alternativas de Energia
    • Consumo Energético em Edificações – Brasil e Mundo
    • Consumo Energético por uso final
  2. Desempenho Energético em Edificações e Variáveis que afetam desempenho Energético
    • Importância da O&M no desempenho Energético
    • Hábitos de Consumo
    • Variáveis ligadas ao uso e ocupação
    • Luminotécnica
    • Ar Condicionado
    • Arquitetura
    • Potência e Consumo
  3. Sistemas e Estratégias de Eficiência Energética em Edificações

AVAC

  • Controle Entálpico
  • Controle de CO2
  • Controle de CO
  • Sistemas de vazão variável
  • COP e IPLV

Sistemas Elétricos

  • Iluminação Natural e Zenital, fluorescente, Led, DALI, e sistemas dimerizáveis
  • Motores Alto Rendimento
  • Correção de Fator de Potência
  • Queda de Tensão Alimentadores
  • Variadores de Frequência

Automação Predial

  • Iluminação
  • AVAC
  • Programação Horária
  1. Tarifas de energia
    • Demanda e consumo
    •  Grupos Tarifários
    •  UFER
    •  Controle de Demanda
    •  Fator de Carga
    •  Mercado Livre e Mercado Cativo
    •  Entendendo a Conta de Energia
  2. Gestão de Recursos Hídricos em uma Edificação Comercial
    •  Conceitos e tipos de recursos hoje disponíveis
    • Matriz de Consumo
  3. Medição & Verificação
    • Conceitos
    •  Protocolo Internacional de Medição & Verificação de Performance (PIMVP)
    •  Abordagens da M&V – Opções A, B, C e D
  4. Monitoramento e Acompanhamento de Resultados
    • Indicadores Energéticos em Edificação
    •  Benchmarking Energético
    •  Relatórios Gerenciais
    • Gestão Energética – ISO 50001
  5. Análise de Viabilidade e Projeção de Economias
    • Pay-back
    • Valor Presente Líquido – VPL
    • Taxa Interna de Retorno – TIR
    • Estudo de caso 1 – retrofit de iluminação
    • Estudo de caso 2 – substituição de chiller
  6. Certificação e Etiquetagem
    • LEED
    • Aqua
    • Procel

Docente: Haroldo Luiz Nogueira da Silva

Profissional respeitado na área de manutenção, mais de 20 anos de experiência no segmento, Haroldo Silva atua nas áreas de consultoria em manutenção predial, eficiência energética, comissionamento de sistemas prediais para certificação LEED e também  treinamento e desenvolvimento de profissionais.

Engenheiro Eletricista pela Universidade Mackenzie, Mestre e Doutorando em Energia pela Universidade Federal do ABC tendo como linha de pesquisa eficiência energética em edificações, tem em seu extenso currículo cargos e funções como Engenheiro de Manutenção na Caixa Econômica Federal, Coordenador de Manutenção dos terminais rodoviários em São Paulo pela Socicam, Gerente de Manutenção no  Santander pela Cushman & Wakefield e Gerente de Propriedade pela Cushman & Wakefield, Sócio Diretor na Preditiva Engenharia, além de atuação como docente na Fatec no curso de Tecnologia em Edificações e em cursos de extensão ministrando treinamentos nas áreas de instalações prediais e gestão de manutenção.

É especialista em Medição e Verificação (M&V), possui certificação CMVP (Certified Measurement and Verification Professional), é membro da Association of Energy Engineers e integrante do comitê Temático de Energia do Conselho Brasileiro de Construções Sustentáveis (CBCS).

Local: Espaço Jacyra Sanches – Próximo da Estação Conceição do Metrô

Horário: das 08:30 às 17:30hs

Pré-requisitos: Sem pré-requisitos

Metodologia: Aula expositiva, acompanhada de dinâmicas em grupo para uma melhor assimilação dos conceitos apresentados, assim como de exemplos práticos.

Inscrições, valores e condições:

Inscrições realizadas até 30/05/2015: R$ 1.190,00 por inscrito

Inscrições realizadas até 12/06/2015: R$ 1.280,00 por inscrito

Para inscrições de Grupo ( 3 ou mais participantes), favor entrar em contato através do e-mail treinamentos@afconsulting.com.br

Link para acesso ao site de inscrições: Curso de Eficiência Energética

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“Bairro Solar”: economia de energia chega a 70 kWh por mês em residências capixabas

Fonte: Folha Vitória

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Já pensou viver em um bairro onde a conta de luz agrada ao bolso, e que por isso, sobra dinheiro no final do mês? O que parece coisa de país de primeiro mundo acontece aqui no Espírito Santo.

Por enquanto, apenas 4.240 residências selecionadas pelo projeto “Boa Energia Solar” possuem mecanismos que ajudam na redução do consumo de energia elétrica. De acordo com a Espírito Santo Centrais Elétricas AS (EDP/Escelsa), a economia registrada economia chega em média a 70 kWh/mês por residência.

As casas ficam nos municípios de Serra, Vitória Vila Velha, Cariacica e Castelo. Segundo a EDP, as residências receberam, gratuitamente, a instalação de painéis solares para o aquecimento da água, reservatório térmico para armazenamento, misturadores de água quente e fria para regular a temperatura até que a água fique agradável ao banho, substituição das lâmpadas ineficientes por outras fluorescentes compactas com Selo PROCEL “A” de eficiência energética, além de orientações de técnicos capacitados sobre a perfeita utilização dos equipamentos.

O sistema garante que a luz do sol será suficiente para aquecer a água do banho em cerca de 80% dos dias do ano. Nos poucos dias em que não houver energia solar, o chuveiro elétrico poderá ser utilizado, mantendo a temperatura da água ideal para um banho confortável. Paralelamente às instalações, os moradores contemplados também recebem lâmpadas fluorescentes, compactas e econômicas, em substituição às incandescentes convencionais e orientações sobre o uso eficiente e seguro da energia elétrica.

Em julho de 2012, os moradores dos bairros Serra Dourada I, II e III, em Serra, foram os primeiros a terem a implantação do projeto. A partir desta data, as outras localidades passaram a receber o programa.

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Inspeção Predial

Fonte: Revista Infra

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Publicações gratuitas do IBAPE/SP auxiliam na manutenção preventiva das edificações

Com o intuito de conscientizar a sociedade e profissionais ligados à construção e gerenciamento de condomínios sobre a importância da manutenção preventiva nas edificações, o IBAPE/SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo) teve a iniciativa de publicar cartilhas com conteúdo didático sobre o assunto, abordando o tema em seus variados aspectos.

Disponíveis no site do instituto para download, as cartilhas abordam os seguintes conteúdos:

A próxima edição será lançada no segundo semestre de 2015. Para mais informações acesse o site do instituto: http://www.ibape-sp.org.br/

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Estudo mostra que terceirização não significa salários mais baixos

Fonte: Veja Online

Por: Bianca Alvarenga

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União Geral dos Trabalhadores (UGT) organiza protesto na Avenida Paulista contra o Projeto de Lei 4330/2004, que regulamenta a terceirização
UGT organiza protesto na Avenida Paulista contra a regulamentação da terceirização (Gabriel Soares/Brazil Photo Press/Folhapress)

Para defender a derrubada do projeto que regulamenta a terceirização no Brasil, o principal argumento usado pelas centrais sindicais ligadas ao PT é que a remuneração e as condições de trabalho de funcionários subcontratados são inferiores às de funcionários diretamente empregados. Uma nota técnica elaborada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp) com base nos dados do Ministério do Trabalho mostra que o efeito apontado pelos sindicatos é uma distorção criada pela própria falta de regulamentação do setor. Quase um terço de toda mão de obra terceirizada se concentra em setores de baixa remuneração e alta carga horária, como telemarketing, limpeza e segurança. Quando isolados esses grupos de atividades consideradas auxiliares e comparados somente os salários dos outros dois terços de terceirizados com a média da remuneração de contratados, fica claro que não há diferença substancial de salários nem de horas trabalhadas. Enquanto os funcionários contratados recebem, em média, 2 270 reais, o grupo de terceirizados não típicos recebe, em média, 2 264 reais.

Esse contingente enorme de terceirizados em atividades consideradas atividades-meio (que não representam a função produtiva principal de uma empresa) foi criado em função de uma determinação do Tribunal Superior do Trabalho de 1994 que proibiu a terceirização de funções que fazem parte da atividade-fim. Assim sendo, como boa parte dos terceirizados desempenha atividades de baixa complexidade em funções de entrada no mercado de trabalho, a média salarial acaba sendo baixa.

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A terceirização que o governo quer

A nota técnica da Fiesp aponta ainda que na indústria da transformação os terceirizados chegam a receber mais do que os contratados. Na indústria, a diferença salarial chegava a quase 10% e o número de acidentes no trabalho era menor entre os terceirizados do que nos contratados – 17,3 por mil trabalhadores contra 28,5 por mil. O mesmo vale para o setor da donstrução, que registra mais mortes entre contratados do que terceirizados, a despeito do que diz um estudo formulado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Mais da metade dos trabalhadores terceirizados da donstrução tinha grau de instrução que varia de ensino médio completo até superior completo, enquanto nos contratados este número alcançava somente 38% do total.

A melhora na qualificação dos trabalhadores é um dos efeitos esperados caso a lei das terceirizações seja aprovada tal como foi proposta: sem a diferenciação entre atividade-meio e atividade-fim. Diz a nota da Fiesp: “A ampliação da abrangência da terceirização possibilitará o surgimento de empresas especializadas em serviços de mais elevado valor agregado, portanto, com trabalhadores mais qualificados e melhores condições de trabalho, elevando assim a produtividade total da economia do país”. Além disso, a lei traria mais segurança para o trabalhador, pois garante que a empresa que contrata os serviços das terceirizadas seja responsável pelo trabalhador subcontratado – aspecto que não está claro nas regras atuais.

Os terceirizados (VEJA.com/VEJA)

Caso aprovada, a lei teria força para mudar, por exemplo, a responsabilização das empresas em casos de calote coletivo ou de irregularidades nas condições de trabalho. Nestes casos e nos mais de 1 milhão de processos relacionados às terceirizações que chegaram aos tribunais em 2014, estariam mais claros e rígidos os parâmetros de responsabilização das empresas e a segurança trabalhista. Entretanto, o que deve pautar a questão no Senado, onde o projeto ainda tramitará por pelo menos quatro comissões, é o incômodo do governo e dos sindicatos com a diminuição da arrecadação tributária e o enfraquecimento dos grupos sindicais aliados. Na última terça-feira (19), durante uma sessão que discutiu o conteúdo do projeto, a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa reclamou o direito de poder fazer o “lobby” pela rejeição do projeto. O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse ter “receio” que a aprovação do projeto interfira nos direitos trabalhistas.

É provável que o projeto seja praticamente reinventado durante a tramitação, principalmente na questão da diferenciação de atividade-meio e atividade-fim. Se assim for, as terceirizações vão continuar concentradas em ocupações pouco qualificadas, sem favorecer o aumento da produtividade e competitividade das empresas.

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Crise atinge empresas de arquitetura e engenharia consultiva

Fonte: Revista Infra

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Levantamento da Sinaenco aponta que 80% das empresas já demitiriam neste ano

A crise econômica que afeta o Brasil de forma mais aprofundada neste primeiro trimestre de 2015 está causando forte impacto nas empresas brasileiras de arquitetura e de engenharia consultiva (A&EC). Responsáveis pelo desenvolvimento de projetos de arquitetura e de engenharia e tendo boa parcela de seus contratos com os poderes públicos, as empresas do setor de A&EC vêm sofrendo com a paralisação quase total das contratações de projetos e serviços especializados pelos órgãos governamentais e com a suspensão de contratos e dos pagamentos relativos a obras que estavam em andamento.

Como consequência desse péssimo cenário econômico, o setor já fechou mais de 20 mil postos de trabalho, entre o final de 2014 e o primeiro trimestre deste ano. Pesquisa realizada pelo Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) neste mês de abril último confirmou essa situação alarmante para o setor: a diminuição do número de funcionários ocorreu em 80% delas. “A crise econômica que estamos vivendo é comparável às piores das chamadas´décadas perdidas´, as de 1980 e 1990. As empresas de A&EC estão sendo obrigados a demitir quadros técnicos altamente especializados, que demoram anos para ser formados, cortando assim parte da inteligência altamente estratégica para o país”, afirma o presidente do Sinaenco, José Roberto Bernasconi.

O presidente do Sinaenco explica que, devido ao fato de o setor ser empregador intensivo de mão de obra altamente especializada, essa é uma situação bastante negativa para o futuro das empresas e do país. “Nossos profissionais, boa parte deles com mestrado, doutorado e até pós-doutorado, são principalmente arquitetos e engenheiros especializados no desenvolvimento de projetos de infraestrutura e, também, de outros serviços que exigem elevada especialização, como as de gerenciamento e fiscalização de obras, de geotecnia e estudos de impactos ambientais, entre outros.” A perda dessa inteligência, desse conhecimento acumulado, é extremamente prejudicial ao país, que transforma profissionais altamente preparados em desempregados, numa repetição do famoso “engenheiro que virou suco”, símbolo da crise dos anos 1980/1990. “Infelizmente, retomamos o nefasto ciclo caracterizado pelo denominado “voo de galinha” na economia, com períodos de expansão seguidos por outros, de recessão, que há até pouco tempo julgávamos ter ultrapassado”, lamenta Bernasconi.

Situação crítica

Para o engenheiro Claudemiro dos Santos Júnior, vice-presidente do Sinaenco, a situação das empresas do setor é “bastante crítica”, agravada pelo fato de que a maior parte dos contratos das firmas de A&EC tem cláusulas de reajuste definidas pela Coluna 39 da planilha da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que corrige os contratos com percentuais que variam entre 50% a 60% do INPC. Esse descompasso entre o percentual de reajuste dos contratos pela coluna 39 da FGV, que totalizou cerca de 4% nos últimos 12 meses, e os que incidem sobre os principais custos das empresas de A&EC, entre os quais cerca de 80% em média são relativos ao pagamento de salários e encargos, leva a um impasse. “Não é possível corrigir os contratos com um índice que é 50% inferior ao que reajusta os salários, responsáveis pela principal despesa das empresas do setor”, reclama ele.

Ambiente econômico difícil

Em Pernambuco, 2015 ainda não começou para as empresas de arquitetura e engenharia consultiva (A&EC). A afirmação do presidente regional do Sinaenco/PE, arquiteto Luiz Antônio Wanderley Neves Filho pode soar como exagero, mas, segundo ele, traduz “a verdadeira e triste realidade do setor no estado”, que começou a não pagar e a paralisar contratos desde o final de setembro de 2014, situação que se mantém até hoje. “Isto tem resultado, para as empresas associadas ao Sinaenco, em grandes dificuldades econômico-financeiras, agravadas ainda para aquelas que têm contratos com a Petrobras por causa da operação Lava-Jato”, explica Neves Filho.

As empresas de A&EC de Pernambuco, por isso, estão tendo que recorrer aos bancos, pagando juros altíssimos, para arcar com seus compromissos, basicamente, com a folha de pagamento. “Muitas delas estão sendo obrigadas a atrasar salários por absoluta falta de condições, por conta da inadimplência do Estado. Vivemos um ambiente muito difícil para trabalhar atualmente”, desabafa o presidente do Sinaenco/PE.

Essa situação, diz o vice-presidente do Sinaenco, Claudemiro dos Santos Júnior, é comum aos demais estados brasileiros. O sindicato, em função dessa conjuntura econômica, vem recebendo consultas de empresas interessadas em diminuir a jornada de trabalho e o salário, proporcionalmente, de seus funcionários. As dificuldades das empresas poderiam ser minimizadas com a retomada dos pagamentos por parte dos governos dos serviços já prestados pelas firmas de A&EC, defende Santos Júnior.

Momento ideal à contratação de projetos

Como os projetos de arquitetura e de engenharia representam o menor percentual no custo global de uma obra pública, “o governo federal poderia aproveitar este momento de crise econômica e de ajuste fiscal para contratar os projetos necessários à infraestrutura brasileira, que, assim, poderiam ser desenvolvidos com o prazo adequado à sua elaboração de forma completa, oferecendo a garantia de empreendimentos construídos com qualidade, no prazo e ao custo estipulados”, propõe Bernasconi.

O presidente do Sinaenco lembra que o projeto executivo, completo, dá ao contratante total controle da execução do empreendimento, proporcionando transparência ao processo. Por isso, diz ele, o projeto executivo, completo, é comparado a uma “vacina anticorrupção”.

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Edifícios sustentáveis são alternativa para momento de condições hídricas desfavoráveis

Fonte: PROCEL Info

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O atual cenário energético reforça a importância da economia de recursos naturais e a reformulação de condutas que tenham como objetivo diminuir o consumo nos edifícios, responsáveis por 40% da demanda total de energia mundialmente. Para atender essa demanda, o Programa EcoCommercial Building (ECB) – iniciativa global da MaterialScience – apresenta um modelo de construção que alia preservação de recursos naturais à viabilidade econômica, garantindo a construção de prédios adaptados às condições climáticas de qualquer lugar do planeta com operação de baixo consumo de energia e recursos.

“Recentemente foi feito um estudo com unidades do Programa ECB de diversos países e ficou provado que a meta de um edifício comercial que gere 100% da sua energia é totalmente viável, independente da condição climática do país”, comenta Fernando Resende, gerente do Programa EcoCommercial Building no Brasil. O estudo também apontou que em 10 anos é factível recuperar o investimento feito para a construção de um prédio deste tipo.

Um dos pontos-chave para o sucesso de uma construção sustentável é a busca pela redução do consumo de recursos em sua operação. Diversas escolhas feitas na etapa de projeto e construção vão impactar significativamente a fase operação, que ao contrário do que se imagina, corresponde a 75% dos custos do ciclo de vida de um edifício, contra 20% da fase de planejamento e construção e 5% da fase de demolição e remoção.

O uso de tecnologias passivas, como isolamento térmico, fachadas e coberturas translúcidas, elementos de sombreamento e proteção solar, ventilação natural, entre outros, contribuem significativamente para esta economia, sem impactar significativamente o custo inicial. “Em alguns casos, é possível até eliminar equipamentos de ar condicionado e reduzir consideravelmente a iluminação artificial”, completa Resende.

Além do Brasil, a MaterialScience mantém ECBs na Alemanha, Bélgica, China, Estados Unidos e Índia. No Brasil, o projeto foi lançado em 2012 e apenas dois anos depois foi o primeiro prédio privado do Brasil a receber a certificação LEED-NC Platinum, e deve ser o primeiro a gerar 100% de sua demanda anual de energia com fonte solar, além de alcançar uma redução de 50% nos custos anuais de energia e eliminação de ar condicionado em 95% dos espaços, com amplo uso de elementos passivos. Adicionalmente, o edifício atinge uma redução de 95% do consumo de água potável.

“Justamente por representarem parcela significativa do consumo de energia global, a melhora da eficiência energética nos edifício terá cada vez mais um papel fundamental. Além da escassez da energia e água, temos vivenciado questões como o aquecimento global e o crescimento populacional acelerado o que tende a dificultar ainda mais a situação e, por este motivo, a forma de pensar o edifício tem que mudar”, afirma Resende.

* Com informações da assessoria de imprensa MaterialScience

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Quantidade nunca foi sinal de qualidade e eficiência…

Recebi hoje pelo facebook uma contribuição da amiga Clara Barreiros, que compartilhou com seus contatos um vídeo sobre o processo de limpeza no trem bala japonês em apenas 7 minutos.

Vejam nestes links os vídeos no Youtube:

       新幹線の掃除(Fastest cleaning of Shinkansen) – Duração: 3:56. por Katsumi Ono 13.274 visualizações 

A Seven-Minute Miracle! The Shinkansen Cleaning Theater …

Isto me remeteu à uma conversa que tive com alguns alunos no curso do FDTE – CORENET nesta última semana, na qual abordávamos justamente a questão produtividade, ao falarmos do exemplo norte americano.

Enfim, “ser mais produtivo” é sem sombra de dúvidas algo que muitas de nossas pessoas precisão aprender em nosso país…

….Sinceramente, vendo a nossa atual situação quanto a não darmos base às nossas crianças e futuros profissionais (me refiro a base escolar), quanto a não educarmos nossos jovens de forma adequada nas escolas e em nossos lares, quanto a não mudarmos a participação (visão, missão e valores) de nossos sindicatos no Brasil e, principalmente, quanto a não mudarmos a “visão míope” e focada excessivamente em legislar para o próprio benefício de nossos governantes, vejo ainda como distante a evolução necessária em nosso setor de prestação de serviços…

Os jovens precisam de exemplos, que devem ser dados por seus familiares, amigos, colegas, chefes e governantes!

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Quatro países da UE iniciam interligação de mercado de energia

Fonte: Valor Online

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Após quase dois anos de atrasos, Alemanha, França e vizinhos no centro-oeste da Europa iniciram ontem à interligação de seus mercados de eletricidade num sistema em que os preços ditarão para onde a energia fluirá entre os países.A interligação de mercados com base nos fluxos combina oferta e demanda através das fronteiras, enviando eletricidade para onde os preços são mais altos.

Espera-se que a média de tarifas com um dia de antecedência suba na Alemanha e diminua na Bélgica e na Holanda, segundo dados da Energy Brainpool, consultoria de Berlim. Oito anos atrás, governos, reguladores, bolsas e operadores de redes elétricas de Alemanha, França, Bélgica e Holanda concordaram em melhorar seus fluxos interfronteiriços.

projeto, que deveria ter começado em 2013, administra melhor a forma como as redes elétricas são utilizadas. Isso significa que, num dia com muito vento no norte da Alemanha, a eletricidade gerada por uma turbina eólica pode chegar a um hospital na França. “A interligação de mercados com base nos fluxos pode elevar as exportações da Alemanha para os países vizinhos e será um elemento de apoio aos preços atacadistas da energia na Alemanha”, disse Alfred Hoffmann, vice-presidente de gestão de carteira trading de energia da Vattenfall em Hamburgo.

Na interligação com base nos fluxos, todos os caminhos interfronteiriços entre as redes elétricas são levados em conta a fim de maximizar a capacidade. No esquema tradicional, os fluxos se baseiam na capacidade disponível de interconexão em cada fronteira, o que pode dificultar a convergência de preços entre as redes nacionais. “Depois do começo bem-sucedido e da preparação intensa, estamos comemorando aqui”, disse ontem Andreas Preuss, porta-voz da operadora alemã de rede elétrica Amprion.

Os preços por hora para hoje já foram calculados pelo novo sistema, disse Preuss. A Alemanha tem os preços de eletricidade mais baixos da região, com uma tarifa média com um dia de antecedência de € 32,11 por megawatt-hora durante os últimos 12 meses. A cifra se compara com € 36 na França, € 41,35 na Holanda e € 43,46 na Bélgica. Os preços podem virar negativos quando a oferta de energia supera a demanda, quando há muito vento ou sol, por exemplo. A Alemanha, maior produtor de energia renovável da Europa, teve 109 horas de preço negativo neste ano, o dobro do mesmo período de 2014, segundo a Epex Spot.

Em média, os preços teriam sido 8,7% mais baixos na Bélgica e 5,8% na Holanda com o sistema de interligação de mercados no ano passado, diz Energy Brainpool. No entanto, flutuações na geração de energia renovável na Alemanha ainda podem ter um efeito maior nos preços do que a interligação dos mercados, segundo Omar Ramdani, diretor de análise da RheinEnergie Trading, de Colônia. “Em média, os preços aumentarão de € 1 a € 2 se não observarmos efeitos contrários da produção de energia eólica e solar.” Embora a interligação possa melhorar os fluxos interfronteiriços, a Comissão Europeia estima que a Europa ainda precisará gastar € 200 bilhões em infraestrutura de energia até 2020, incluindo novas conexões elétricas entre países. “A interligação do mercado terá certo impacto, mas é preciso mais investimento na capacidade interfronteiriça e de interconexão para ter uma grande diferença”, disse Elchin Mammadov, analista de empresas de energia europeias da Bloomberg Intelligence.

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