O setor elétrico brasileiro caiu no colo dos chineses

Fonte: EXAME.com

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Fica difícil entender a diferença entre megalomania e realismo quando se trata das ambições globais da China. Quem não duvidava, há cerca de duas décadas, do potencial econômico do país? Hoje, como se sabe, a China é a segunda maior economia do mundo, exporta mais do que qualquer um e empurra, praticamente sozinha, o PIB global.

Mas, mesmo para os padrões chineses, chamou a atenção o plano da estatal de energia State Grid para a construção de uma rede elétrica global, divulgado em março. A empresa anunciou o objetivo de investir, até 2050, 50 trilhões de dólares (isso mesmo, trilhões) para interligar o parque energético mundial, em parceria com outros sócios.

É bem verdade que, se há uma empresa com musculatura para ter essa ambição toda, essa empresa é a State Grid. Trata-se da maior companhia de energia do mundo, e disparado — com 1,5 milhão de funcionários, fatura 340 bilhões de dólares por ano. E, a julgar pelos movimentos recentes, o colosso energético chinês quer começar seu plano de conquista do mundo pelo Brasil.

A State Grid desembarcou no país há seis anos e, para usar o léxico popular, “chegou chegando”. Após uma série de aquisições, tem hoje 7000 quilômetros de linhas de transmissão em funcionamento e outros 6600 em construção. Em junho, a empresa anunciou a compra da participação do grupo Camargo Corrêa na CPFL, distribuidora paulista de energia e uma espécie de joia da coroa do setor.

É quase certo que comprará também a participação dos demais controladores e assumirá 100% da companhia, a um custo estimado em 25 bilhões de reais. Quando concluida, a aquisição será a maior da história do setor elétrico brasileiro.

Mas o que chama mais a atenção de quem observa o setor elétrico brasileiro é o fato de o apetite da State Grid ser apenas a demonstração de um fenômeno que parece estar em estágio inicial — a dominação do mercado por empresas chinesas. Pelo tamanho que a State Grid tem, é natural que esteja à frente desse processo. Mas ela não é a única.

Nos últimos cinco anos, os chineses investiram cerca de 40 bilhões de dólares no setor elétrico brasileiro. A China Three Gorges (CTG), que opera a hidrelétrica de Três Gargantas (a maior do mundo), entrou no Brasil em 2013 com a aquisição de ativos da portuguesa EDP — 17 bilhões de reais e três aquisições depois, a CTG é hoje a segunda maior geradora do país fora do sistema estatal.

Até mesmo grupos totalmente desconhecidos, como Huadian, SPIC e CGN, estão avaliando a aquisição de ativos de energia no Brasil. Fôlego não faltará: em suas operações chinesas, a Huadian gera o equivalente a toda energia elétrica produzida no Brasil. Hoje, essas empresas são favoritas à compra de uma série de operações à venda no país.

“Eles vão comprar tudo”, diz um banqueiro de investimento que participa das negociações. A visão um tanto fatalista do banqueiro reflete uma realidade — quando os chineses querem comprar alguma coisa, não há concorrentes para eles. “A conta fecha porque seus planos de negócios são de 30 anos”, diz Guilherme Malouf, especialista em mercado de capitais do Machado Meyer Advogados.

Como são estatais, as companhias acessam o crédito de baixo custo dos bancos chineses. A State Grid chegou ao cúmulo de quitar antecipadamente um empréstimo de 1,5 bilhão de reais com o BNDES (com juros de pai para filho) porque preferia captar o dinheiro em casa.

Para vencer o leilão do linhão que transmite energia da usina de Belo Monte para a Região Sudeste, em 2014, a State Grid ofereceu um inacreditável deságio de 38% — a segunda colocada ofereceu 12%. “Essa operação era estratégica para os chineses, e eles não queriam correr o risco de perder”, afirma um assessor que participou da operação.

Na negociação pelas hidrelétricas de Jupiá e Ilha das Flores, em novembro, a CTG pagou 14 bilhões de reais — não houve competição, já que era a única empresa capaz de levantar aquela dinheirama em tão pouco tempo. Pe­lo contrato de concessão, a compradora teria de pagar 10 bilhões de reais já em dezembro e o restante até junho deste ano.

Em maio, a companhia emitiu um bônus de dez anos para pagar a última parcela, com juros de 2,8% ao ano. Para uma empresa brasileira de alta qualidade de crédito, uma emissão teria taxa mínima de 5% em dólar. No mercado bancário, a diferença também é grande. Em operações de infraestrutura do Brasil, o banco de fomento chinês CDB concedeu financiamento a taxas anuais de 6%.

No BNDES, a taxa média é de 11%. “Não nos consideramos mais agressivos em preços. Fazemos uma avaliação racional de valores”, diz Li Yinsheng, presidente da CTG no Brasil. Em cada transação relevante em curso no setor hoje no Brasil há um chinês em discussões avançadas.

A Huadian negocia a compra da Santo Antônio Energia, que tem entre os acionistas Odebrecht e Cemig, que tentam reduzir o endividamento — a Cemig também quer vender o controle da Light, a distribuidora de energia do Rio de Janeiro. A CTG e a State Grid estão discutindo a compra de parques eólicos do grupo Queiroz Galvão.

A State Grid já está de olho na Eletropaulo — a americana AES decidiu vender a empresa. A Eletrobras também busca sócios e estuda a venda parcial ou total de suas distribuidoras. A chinesa Shangai Electric tem interesse em ser sócia da Eletrosul, mas impõe a condição de ser majoritária.

A SPIC, que entrou no Brasil com a compra de operações da australiana Pacific Hydro, e a Gezhouba, que já tem operações em vizinhos da América Latina, também buscam aquisições no país. Os chineses estão ainda investindo diretamente em projetos — a Astroenergy está investindo 1 bilhão de reais em dois parques de geração solar no Ceará.

O estilo de negócios das companhias chinesas vem mudando ao longo dos anos para padrões cada vez mais internacionais. O receio inicial de um navio ancorado no porto de Santos e centenas de trabalhadores dormindo em contêi­neres — como aconteceu na costa africana — aparentemente ficou para trás. A CTG é considerada a mais “ocidentalizada” das companhias em operação no Brasil.

Seu presidente fala inglês nas reuniões com bancos e tem diretores brasileiros sob seu comando. Na State Grid, para cada brasileiro, há um “equivalente” chinês.

Nas negociações, os escritórios de advocacia se apressaram porque precisaram traduzir todos os documentos e contratos para mandarim — a demanda aumentou tanto que, numa transação recente, os tradutores no Brasil estavam saturados de serviço, e os assessores jurídicos tiveram de contratar tradução na China mesmo.

Tudo, aliás, tem de ser feito com antecipação para dar tempo de ir e voltar da China com as definições: as empresas têm hierarquia rígida. Quanto menos internacionalizada for a companhia, mais longas são as reuniões — chegam a durar 14 horas quando os compradores preferem que sejam feitas em português e mandarim.

Estratégia global

A empreitada chinesa no Brasil faz parte de uma lógica maior de investimentos mundo afora. Em 2014, os chineses atingiram, pela primeira vez, a marca dos 100 bilhões de dólares de investimento anual no exterior. Somente no primeiro semestre deste ano, foram mais 87 bilhões de dólares. O investimento internacional é uma orientação do governo.

Em maio do ano passado, o primeiro-ministro Li Keqiang esteve no Brasil para firmar acordos de 53 bilhões de dólares — e para dar uma sinalização explícita às empresas chinesas de que o país deveria ser destino de investimentos.

“Com a desaceleração da economia chinesa e mais de 3 trilhões de dólares em reservas, os chineses precisam achar formas de gastar esse dinheiro fora“, diz Luiz Augusto Castro Neves, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China. O avanço em solo brasileiro também se deve a uma mudança radical no comportamento do governo federal.

Há pouco mais de cinco anos o governo fa­zia os esforços possíveis para mostrar aos chineses que não eram bem-vindos aqui. Quando a State Grid tentou comprar a fatia da espanhola Iberdrola na ­Neoenergia em 2010, os espanhóis foram co­mu­nicados que a transação “não agradava” — ou seja, o governo vetaria se fosse preciso.

Em 2013, quando a mesma empresa tentou adquirir a fatia da Camargo Corrêa na CPFL (a mesma que acabou de comprar), o governo chamou os fundos de pensão que são sócios da empresa para exercerem o direito de preferência de compra e, com isso, fechar o caminho para os chineses. A operação acabou não ocorrendo.

Mas a realidade do setor se impôs e o governo teve de mudar de postura. O apetite chinês encontrou um Brasil em que nunca houve tanta oferta de ativos e participações em empresas de energia. Segundo banqueiros e advogados ouvidos por EXAME, pelo menos 60 bi­lhões de reais em ativos estão em busca de um comprador.

Parte desse feirão se deve à presidente afastada Dilma Rousseff e à famigerada Medida Provisória no 579. A medida obrigou as companhias de energia a renovar antecipadamente suas concessões por taxas 20% mais baixas — quem não aceitasse a im­posição não poderia renovar. Para quem aceitou e para quem recusou, a medida mudou a lógica do negócio, já que afetou o fluxo de receitas e de caixa progra­mado.

Nas contas da consultoria Thymos, o efeito foi um rombo de 67 bilhões de reais para geradoras, transmissoras e distribuidoras. Em seguida ao ajuste, grandes investidores do setor, como Petrobras, Eletrobras, Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão, foram surpreendidos pela Operação Lava-Jato.

Com necessidade de capital para reduzir dívidas, bancar investimento nos projetos e pagar multas e indenizações em negociações de leniên­cia com o governo, essas empresas colocaram seus ativos à venda. Para investidores brasileiros interessados, pesa o alto custo de financiamento.

Para estrangeiras, como a franco-belga Engie e a alemã E.ON, atrapalham a desaceleração da economia europeia e os ajustes de resultados das operações na América Latina.

“Os chineses são praticamente os únicos com disponibilidade financeira hoje para viabilizar os grandes leilões do governo brasileiro”, diz Fernando Camargo, diretor da LCA Consultoria. Eis a ironia maior: as trapalhadas nacionalistas de Dilma Rousseff vão fazer o setor elétrico nacional cair no colo dos chineses.

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MG: Resultados do setor de construção crescem no 2º trimestre e perspectiva é de melhoria

Fonte: O Estado de Minas

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A despeito do cenário ainda instável, a construção civil no estado já registra resultados mais sólidos e a perspectiva para este semestre é de melhoria. A confiança dos empresários do setor está em alta. E investimentos em terrenos e lançamentos já voltaram ao foco das empresas do setor. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Andre de Sousa Lima Campos, as vendas efetivas das empresas já cresceram cerca de 2% no segundo trimestre, frente aos primeiros três meses do ano. E a tendência é de que este resultado se mantenha ou aumente até o fim do ano. “A velocidade das vendas também teve leve melhora”, reforça.

Outro exemplo da retomada pode ser visto no balanço divulgado, ontem, pela MRV. Segundo o diretor-executivo Financeiro, Leonardo Corrêa, a margem bruta da empresa passou de 29,2% nos primeiros três meses do ano para 32,1% no segundo trimestre. A margem líquida, por sua vez, também registrou melhoria, passando de 12,2% para 12,6%, levando os mesmos períodos em consideração. Nos primeiros seis meses do ano o aumento da margem bruta chegou aos 32,5%, com evolução de 3,1 pontos percentuais frente ao primeiro semestre de 2015.

“Atribuo os resultados ao fato de termos times mais alinhados e processos melhores de produtividade. Também está mais fácil a contratação de mão de obra e a negociação com os fornecedores”, justifica. A empresa fechou o segundo trimestre com lucro de R$ 138 milhões – alta de 7,6% frente aos três meses anteriores. A geração de caixa foi recorde no primeiro semestre, alcançando os R$ 324 milhões, com os ajustes. “Em termos de capitalização de mercado, a MRV se mantém como a maior empresa do Brasil em construção imobiliária”, afirma Corrêa.

E para continuar seguindo nessa linha, o investimento no banco de terrenos permanece firme. No segundo trimestre, os aporte foram de R$ 38,5 bilhões, com acréscimo de mais de R$ 2 bilhões frente ao registrado nos primeiros três meses do ano. “Sabemos que depois do tempo bom vem a tempestade. E que depois da tempestade vem o tempo bom”, diz Corrêa ao explicar a visão positiva de futuro da empresa. Atualmente, a MRV tem 217 canteiros de obras em produção em 142 cidades de 19 estados do país. As últimas que passaram a contar com negócios da empresa foram Ribeirão das Neves (Grande BH), Governador Valadares (Vale do Rio Doce), Eusébio (CE), Colombo (CE), Colombo (PR), Itapevi (SP), Itaquacetuba (SP) e Palmas (TO).

Corrêa conta que estão preparando lançamentos para este semestre e o próximo, uma vez que acreditam no potencial do mercado. Os apartamentos que têm sido mais vendidos pela MRV são os de aproximadamente 45 metros quadrados, nas faixas 2 e 3 do programa Minha casa, minha vida, com valor médio de R$ 150 mil. A faixa de renda da maioria dos clientes é de cerca de R$ 3 mil. “É um público muito jovem. São pessoas que saem da casa dos pais, que casam, que precisam resolver a questão da moradia.”

NECESSIDADE

Andre Lima Campos, do Sinduscon-MG, lembra que a demanda por habitações ainda é brutal do país, da ordem de 5 milhões de unidades. E a grande maioria desse déficit se concentra na faixa de renda familiar de seis salários mínimos (R$ 5.280). “A demanda existe”, garante. Tanto que neste segmento, as vendas sofrem menos os momentos de crise. “Os de menos renda e os de mais renda são os públicos que sentem menos. Apesar de a baixa renda sofrer com o desemprego, se ganha na faixa dos dois ou três salários mínimos e continua trabalhando, não vai sentir tanto”, explica.

O presidente do Sinduscon observa ainda que os empresários do setor estão mais confiantes, o que alimenta as perspectivas de resultados positivos nos próximos meses. “O segundo semestre tradicionalmente é melhor.” Andre Lima Campos é também presidente da Emccamp e não tem razão para reclamar do mercado voltado para habitação popular. “Estamos 100% vendidos, sem nada de estoque no Brasil. Agora, estamos com projetos sendo finalizados para aprovação e esperamos lançar cerca de 10 mil unidades neste semestre, em sete empreendimentos”, adianta. E ele acredita que, se o cenário político “firmar” e a economia voltar a crescer, melhoram as condições de crédito e as possibilidades de negócios. Quando isso ocorre, a classe média volta a comprar, buscando migrar para moradias melhores e, consequentemente, movimentando o mercado.

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Eficiência energética: precisamos olhar para os edifícios – Comentários do Blog

Eu costumo dizer em minhas aulas, palestras e conversas com Clientes que a equipe local de Operação e Manutenção, com raríssimas exceções, não consegue planejar e tampouco controlar de forma adequada e eficaz o resultado de suas operações.

A razão?….

A falta te estrutura técnica e em alguns casos, a falta de uma formação e/ou experiência e informação para que este processo (de gestão) seja conduzido de forma acertiva.

O resultado?….

Operações ineficientes, gastos excessivos, custo operacional maior, usuários insatisfeitos e a degradação / desvalorização do setor de Operação & Manutenção.

Mas o principal problema é a falta desta visão…., ou seja, não enxergar esta deficiência e insistir no erro!

Diziam os meus pais que “em terra de cegos, quem tem um olho é rei“…. mas aonde estão este “cíclopes”???

Com o advento da internet e o acesso à todas as informações necessárias, todos nós temos o pleno conhecimento de que os edifícios representam hoje um dos maiores consumidores de energia e água dentre os diferentes setores; no entanto:

  • Não se planeja adequadamente a manutenção, deixando-se de lado as oportunidades de otimização (séria e técnica) de recursos;
  • Não se estabelece um conjunto de metas para o departamento de O&M, com foco em resultados;
  • Não se define uma política de treinamento e, principalmente, de retenção do conhecimento dentro do site, precavendo-se contra a inevitável rotatividade de funcionários e colaboradores;
  • Não se define claramente uma estratégia de gestão dos serviços, através de análises não somente quantitativas, mas também através de indicadores qualitativos (aliás, onde estão os indicadores???);
  • Não se monitoram indicadores de consumo, mesmo em edifícios dotados de uma infraestrutura de M&V (Medição e Verificação) desde o seu nascimento;
  • Não são utilizadas algumas das ferramentas importantes do mercado, como por exemplo o RETROCOMISSIONAMENTO;
  • Entre outras…

Lamentavelmente, o nome disto é “falha da gestão”, com uma “forte pitada” de “falta de visão!

Mas não existe mágica que transforme algo improdutivo ou com um baixo desempenho em resultados aceitáveis sem planejamento e controle, ou melhor, sem uma gestão eficaz!

Não existem milagres sem um trabalho bem planejado e executado!

Até quando vamos “fechar os olhos” e fingir que “Papai Noel” ou o “Coelhinho da Páscoa” existem????

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Eficiência energética: precisamos olhar para os edifícios

Fonte: Portal Convergecom

Por: Lisandro Sciutto, diretor de produtos da Infor Latam

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Um edifício inteligente, de acordo com o Institute of Building Sciences, usa a rede e a tecnologia para controlar e monitorar aspectos dos sistemas elétrico, hidráulico e mecânico. A tecnologia, como a de gestão de ativos, conhecida como EAM, ajuda a atuar preventivamente e evitar falhas, além de apresentar melhor controle dos custos e manutenção.

A prevenção já é uma característica do Brasil em algumas áreas da saúde, por exemplo. No País, a medicina preventiva acontece muito bem. Um bom exemplo é que os planos de saúde oferecem um check up anual, em que é possível fazer os principais exames a fim de prevenir as doenças antes que elas cheguem de repente. E, se o mesmo acontecesse na construção civil? E, se as edificações fossem sustentáveis ainda na fase do planejamento? Evitaríamos não apenas falhas futuras, mas reduziríamos o desperdício de recursos naturais e minimizaríamos os gastos com manutenção.

Vou ilustrar com o exemplo da energia elétrica. A diversidade e intensidade no uso dos recursos naturais renováveis no Brasil é forte e atinge a margem de 41% frente a média mundial de 13%, de acordo com o Balanço Energético Nacional de 2015, do Ministério de Minas e Energia. O mesmo relatório mostra que é preciso atenção sobre a origem do consumo no País, que apresentou retração de 2,1% nos gastos de energia em relação a 2014, no entanto, as edificações brasileiras foram responsáveis por, praticamente, 50% do consumido, contando com setores industrial, público, residencial, comercial e de serviços. Nos EUA, esse número foi de 41% no ano passado, segundo a US Energy Information Administration (EIA).

A tecnologia pode ajudar

Há um amplo espaço para otimizar os recursos energéticos nos edifícios, pois esse é um gargalo quando se fala do segmento corporativo, uma vez que 20% da energia consumida em construções comerciais é desperdiçada, e elas representam, pelo menos 80% dos custos operacionais e de manutenção para CEOs e CFOs. Por isso, a boa gestão do ativo impacta não apenas a margem de lucro mas a responsabilidade social de uma empresa. Além de ser um desafio constante para o País com a crise energética e hidráulica enfrentada no último ano.

A tecnologia de EAM quando conectada a sensores e à internet das coisas oferece informações em tempo real sobre os sistemas AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado), hidráulico e elétrico, conectando os sistemas de gestão do edifício com medidores de energia e gerando informações precisas e em tempo real para melhor gestão do empreendimento. É uma integração que automatiza o envio das informações e define parâmetros para controle da gestão dos ativos prediais – que são muitos. É uma forma de munir os gestores de informações sobre o sistema de energia e ter acesso ao que quase ninguém enxerga, como a origem das falhas. É possível saber, por exemplo, se o aumento do consumo tem origem no ar condicionado de uma unidade que está operando fora do tempo e do padrão previsto, ou, como na medicina, agir de forma preventiva, mostrando quando será necessário realizar a manutenção para evitar um colapso.

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Acordo de Paris sobre mudanças climáticas é aprovado no Senado e vai virar lei

Fonte: Agência Brasil

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O plenário do Senado aprovou na última quinta (11) o projeto de decreto legislativo transformando em lei as regras estabelecidas no Acordo de Paris, assinado pelo Brasil e mais 194 países na capital francesa, no fim do ano passado. O acordo trata de medidas para reduzir as mudanças climáticas, tendo sido aprovado inicialmente, nesta manhã, na Comissão de Relações Exteriores da Casa. O projeto segue agora para promulgação, pelo presidente do Congresso Nacional, quando finalmente as regras terão força de lei em território brasileiro.

O pacto firmado pelas nações quer limitar as mudanças climáticas ao estabelecer metas para frear o aumento da temperatura no mundo. O tratado tem força de lei internacional, com obrigações e recomendações aos países signatários. Cada país deve ter sua própria meta para reduzir emissões poluentes. Para entrar em vigor, é necessário que ao menos 55 países, responsáveis por, no mínimo, 55% das emissões globais, ratifiquem o texto.

O acordo estabelece que um valor mínimo de US$ 100 bilhões anuais deverão ser transferidos de países chamados “desenvolvidos” aos mais pobres, até 2025, para custear ações de combate à poluição. Concluído em dezembro de 2015, o Acordo de Paris limita o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, além de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C.

Para atingir o objetivo, o tratado estabelece metas individuais de cada país para a redução de emissões de gases de efeito estufa. No caso do Brasil, o objetivo é reduzir 37% até 2025 e 43% até 2030 as emissões. Segundo a ONU, o acordo substitui outras metas referentes à diminuição da emissão de gases do efeito estufa estipulada no Protocolo de Kyoto e deve ser revisto a cada cinco anos. Não há, no texto, previsão de quando as emissões precisam parar de subir, para que seja garantida a manutenção do aumento da temperatura entre 1,5ºC e 2ºC.

Reunião da ONU

O projeto foi aprovado a tempo de o Brasil se reunir com líderes mundiais em Nova York, no dia 21 de setembro, para tratar do tema. O encontro, convocado pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, visa a acelerar o processo para restringir as emissões de gases do efeito estufa.

Na reunião, as autoridades brasileiras deverão apresentar um detalhamento das metas do país para reduzir emissões de gases do efeito estufa a partir de 2020, quando começam a vigorar as normas do Acordo de Paris, em substituição às regras do Acordo de Quioto.

Na agricultura, a meta brasileira é restaurar e reflorestar uma área de 12 milhões de hectares. Além disso, restaurar mais 15 milhões de áreas degradadas e aumentar em cinco milhões de hectares o sistema de integração lavoura pecuária e floresta.

Já no setor energético, o objetivo é aumentar para 18% o uso de biocombustíveis sustentáveis. O Brasil pretende atingir 45% de energias renováveis na matriz energética, sendo que desses 28% a 33% são de fonte não hídrica, incluída a energia eólica e a solar. O país ainda pretende ter ganhos de eficiência energética no setor em torno de 10%.


Comentários deste blogueiro:

Será que levaremos este processo com toda a seriedade que lhe cabe?

Como será o processo de fiscalização por parte de nossas autoridades?

Lembro à todos que temos algumas das leis mais restritivas e “duras” em termos da preservação do meio ambiente, embora vejamos as atrocidades praticadas contra o patrimônio que é a floresta amazônica…

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Reunião do GRUPAS – Academia de Facilities

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Reunião GRUPAS – Academia de Facilities
Data: 24 / 08 / 2016
Hora: 08:30 ás 12:00hs

Tema:
ENERGIA
Mercado livre, mercado cativo e eficiência energética
Estratégias e ferramentas para redução de custo operacional com energia

Local:
Campus da Universidade Salesiano – Sala Walter Bini
Rua Pio Xl, 1100 – Alto da Lapa – travessa da Rua Cerro Corá (veja o Mapa)

Dica: Travessa da Rua Cerro Corá
Estação de metrô mais próxima: Vila Madalena

Estacionamento: (PAGO) Pio Park – Rua Pio Xl, 1.320
(1º hora – R$ 10,00 e as demais R$3,00)

Painel de debates
ENERGIA
Mercado livre, mercado cativo e eficiência energética
Estratégias e ferramentas para redução decusto operacional com energia

Painelistas:
Prof. Dr. Alberto Hernandez (POLI-USP)
Sr. Carlos Haiad (Tallento)
Prof. Dr. Moacyr Graça* (POLI-USP)

Coordenação: David Douek (OTEC)

Venha participar dessa imperdível reunião do GRUPAS e tomar conhecimento de importantes assuntos que podem contribuir para excelência de Gestão de Facilities.

Nossa anfitriã, a Academia de Facilities (www.facilitiesservices.com.br) apresentará mini palestra “Você sabe fazer Networking?” Por Fátima Sousa

Ah, não se esqueça: “A RAZÃO DO GRUPAS É VOCÊ“.

Antonio Gentil
Presidente

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O silêncio também incomoda…

Depois de alguns anos alimentando este blog, permanecer sem escrever ou publicar algo há praticamente 2 meses é algo que me incomoda….e muito!

Não existem justificativas “técnicas” para esta ausência, pois simplesmente me atrapalhei com os afazeres do dia-a-dia, deixando de priorizar o blog.

Estou de volta (espero…) e tentando me reorganizar!


After almost 2 years writing posts and sharing FM and O&M industries’ information in this blog, it is really incredible how I could be away from it during this period…

There are no “technical” reasons for that, as I simply got a little bit confused with my daily issues and works to be done, leaving this blog on a second level of priority.

So, I’m back (I hope…), trying to get more organized!

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ABRAVA divulga Workshop gratuito sobre Refrigeração Industrial e Comercial – SP

A ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento) divulgou nesta semana a realização de um Workshop gratuito sobre Refrigeração Industrial e Comercial, nos próximos dias 08 e 09/06, em São Paulo.

Aos interessados, basta clicar aqui ou na figura abaixo, para que sejam direcionados ao site do evento.

Workshop ABRAVA.png

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07/06 – Faltam poucos dias para o evento sobre COMISSIONAMENTO em SP

A BCA (Building Commissioning Association – USA), uma associação norte-americana formada por profissionais e empresas oriundas dos mais diversos setores de engenharia e comissionamento encontra-se também em atividade no Brasil, através de um Chapter local, o BCABrasil Chapter.

Apesar de também promover reuniões internas de planejamento e desenvolvimento do setor e de participar com o apoio de alguns de seus profissionais em outros eventos do setor de engenharia, o Chapter Brasil iniciará neste mês de junho, um processo de maior divulgação sobre o processo de Comissionamento e sua importância, ao mercado brasileiro.

Neste sentido, serão agendados webinars (BCA-USA) sobre diversos assuntos / temas, que serão abertos à todos os interessados em participar, de forma gratuita, pois o processo de difusão deste conhecimento é uma das diversas missões da associação.

Estes eventos contarão com três momentos distintos, sendo estes:

  • Webinar sobre assuntos específicos, apresentados por profissionais norte-americanos (em inglês)
  • Um coffee brake com o intuito de promover a integração dos presentes (networking)
  • Uma pequena apresentação de cases por empresas e profissionais brasileiros sobre a aplicação prática e resultados, no que se refere ao tema apresentado no webinar. Esta pequena apresentação realizada por até 3 profissionais, será seguida de um debate aberto ao público presente, antes de seu encerramento.

Teremos neste próximo dia 07/06 (terça-feira próxima) o primeiro evento neste formato, o qual reunirá algumas das mais importantes empresas e profissionais em atividade no Brasil, no segmento do Comissionamento (AVAC, elétrico, hidráulico, ..).

Trata-se de uma grande oportunidade à todos os que puderem participar.

Entretanto, será importante que todos os interessados confirmem a sua participação até esta próxima sexta-feira, a fim de que se tomem todos os devidos cuidados com a preparação do local.

O evento será gratuito e realizado na sede da ANTHARES, localizada na região do Brooklin, em SP.

O tema deste webinar abordará o uso de coletores de dados (temperatura, umidade, energia, etc) em projetos de comissionamento, sendo esta (uso de data loggers) uma importantíssima ferramenta para o monitoramento e análise de comportamentos da infraestrutura de condicionamento de ar e energia, em nossas instalações.

Os interessados deverão confirmar a presença através do e-mail contato@bcxa.com.br.

Segue abaixo o convite à todos os interessados.

Nos veremos lá!!

Webinar BCA Brasil Jun 16

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Investimentos no Brasil despencam

Fonte: O Estado de Minas – Economia

Por: Autor não informado

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Queda na produção de minério de ferro leva indústria extrativa a recuar 9,6% de janeiro a março (foto: Ivson Miranda/Divulgação Gerdau – 18/2/13) Brasília – A taxa de investimento nunca foi tão baixa no país. O desempenho da construção civil e a queda na produção e na importação de máquinas e equipamentos foram os principais responsáveis por uma Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) 17,5% menor no primeiro trimestre de 2016 em relação a igual período do ano passado. Com isso, a taxa de investimentos ficou em 16,9% do Produto Interno Bruto (PIB), a mais baixa para o período de toda a série histórica, iniciada em 1992. “Para o país crescer razoavelmente bem, a taxa de investimento deveria ficar em 25% do PIB”, destacou Rodrigo Ventura, economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo ele, a construção civil tem um peso de 55,5% no indicador de investimentos, enquanto máquinas e equipamentos representam 30,5% da FBCF.

A construção civil está parada, com queda de 6,2% no primeiro trimestre de 2016 ante igual período do ano passado. Resultado puxado tanto pelo segmento de infraestrutura quanto o imobiliário. Desde o início de 2014, quando registrou 9% de alta, já são oito períodos seguidos de retração na construção civil. “Isso acaba impactando a formação bruta de capital fixo (FBCF)”, explicou Ventura.

Para o professor de economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Fernando Ferrari, vários fatores provocaram o desmoronamento da economia brasileira. “A conjuntura política vem inviabilizando a economia. Não há um arranjo mínimo para medidas de reformas estruturais no governo, o que impede a retomada dos investimentos”, argumentou. Segundo Ferrari, as taxas de juros são muito altas, o que se torna uma dificuldade para o investidor, que precisa tomar crédito para investir. “Os setores mais afetados são os de investimentos públicos e de logística”, listou.

Para ele, a volatilidade da taxa de câmbio também afetou o investimento. “Houve um salto muito grande e o investimento foi totalmente postergado”, disse. “Os empresários veem a queda do PIB diminuir as perspectivas de vendas para as famílias”, afirmou. Sem consumo, não há porque pegar crédito caro no mercado para investir em aumento da produção. “São afetados por isso os setores de bens de capital, máquinas e automotivo. Os mais prejudicados, certamente, são os de consumo durável”, detalhou.

Freio na indústria

Reflexo desse quadro de desconfiança, a indústria nacional continua encolhendo e no primeiro trimestre de 2016 registrou uma queda de 7,3% em relação aos três primeiros meses de 2015. Segundo o IBGE, a retração ocorreu por conta do recuo na produção de petróleo e minério de ferro no país, o que fez o PIB da indústria extrativa encolher 9,6%. “A indústria extrativa mais que dobrou o ritmo de queda. O minério de ferro caiu mais do que petróleo, mas o petróleo pesa mais. Houve parada programada de algumas plataformas para manutenção”, justificou a gerente das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio. O tombo da indústria da transformação também foi grande, de 10,5% em relação a igual período do ano passado, influenciado pela contração na produção de quase todos os segmentos.

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