Investimentos no Brasil despencam

Fonte: O Estado de Minas – Economia

Por: Autor não informado

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Queda na produção de minério de ferro leva indústria extrativa a recuar 9,6% de janeiro a março (foto: Ivson Miranda/Divulgação Gerdau – 18/2/13) Brasília – A taxa de investimento nunca foi tão baixa no país. O desempenho da construção civil e a queda na produção e na importação de máquinas e equipamentos foram os principais responsáveis por uma Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) 17,5% menor no primeiro trimestre de 2016 em relação a igual período do ano passado. Com isso, a taxa de investimentos ficou em 16,9% do Produto Interno Bruto (PIB), a mais baixa para o período de toda a série histórica, iniciada em 1992. “Para o país crescer razoavelmente bem, a taxa de investimento deveria ficar em 25% do PIB”, destacou Rodrigo Ventura, economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo ele, a construção civil tem um peso de 55,5% no indicador de investimentos, enquanto máquinas e equipamentos representam 30,5% da FBCF.

A construção civil está parada, com queda de 6,2% no primeiro trimestre de 2016 ante igual período do ano passado. Resultado puxado tanto pelo segmento de infraestrutura quanto o imobiliário. Desde o início de 2014, quando registrou 9% de alta, já são oito períodos seguidos de retração na construção civil. “Isso acaba impactando a formação bruta de capital fixo (FBCF)”, explicou Ventura.

Para o professor de economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Fernando Ferrari, vários fatores provocaram o desmoronamento da economia brasileira. “A conjuntura política vem inviabilizando a economia. Não há um arranjo mínimo para medidas de reformas estruturais no governo, o que impede a retomada dos investimentos”, argumentou. Segundo Ferrari, as taxas de juros são muito altas, o que se torna uma dificuldade para o investidor, que precisa tomar crédito para investir. “Os setores mais afetados são os de investimentos públicos e de logística”, listou.

Para ele, a volatilidade da taxa de câmbio também afetou o investimento. “Houve um salto muito grande e o investimento foi totalmente postergado”, disse. “Os empresários veem a queda do PIB diminuir as perspectivas de vendas para as famílias”, afirmou. Sem consumo, não há porque pegar crédito caro no mercado para investir em aumento da produção. “São afetados por isso os setores de bens de capital, máquinas e automotivo. Os mais prejudicados, certamente, são os de consumo durável”, detalhou.

Freio na indústria

Reflexo desse quadro de desconfiança, a indústria nacional continua encolhendo e no primeiro trimestre de 2016 registrou uma queda de 7,3% em relação aos três primeiros meses de 2015. Segundo o IBGE, a retração ocorreu por conta do recuo na produção de petróleo e minério de ferro no país, o que fez o PIB da indústria extrativa encolher 9,6%. “A indústria extrativa mais que dobrou o ritmo de queda. O minério de ferro caiu mais do que petróleo, mas o petróleo pesa mais. Houve parada programada de algumas plataformas para manutenção”, justificou a gerente das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio. O tombo da indústria da transformação também foi grande, de 10,5% em relação a igual período do ano passado, influenciado pela contração na produção de quase todos os segmentos.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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