ABRAFAC lota auditório do SECOVI em SP para falar sobre as Melhores Práticas na Gestão de Facilities

A ABRAFAC iniciou o seu ano e agenda de eventos com o seu primeiro FM Debate em São Paulo.

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Comissionamento: Como contratá-lo…

Como já dissemos por aqui, o COMISSIONAMENTO deverá abranger todas as etapas de um empreendimento, ou melhor:

  • Concepção & projetos
  • Seleção e contratação de instaladoras
  • Especificação e compra de equipamentos e sistemas
  • Construção & Instalação
  • Realização de testes funcionais, de desempenho e testes integrados
  • Recebimento e análise da documentação técnica final
  • Especificação da transição entre as etapas de obra e ocupação / operação (treinamento dos equipes)

Portanto, para que se obtenha o melhor resultado, recomenda-se a sua contratação no início do processo.

É importante ressaltar que as empresas de comissionamento necessitarão de informações sobre o empreendimento e sua futura utilização, além de algumas informações básicas como a metragem total construída. Isto se faz necessário, pois os responsáveis pelo comissionamento precisarão determinar:

  • Horas técnicas (HTs) para a análise e o acompanhamento das etapas de projetos
  • HTs para a especificação de cuidados, emissão de relatórios e execução do planejamento para o processo
  • HTs para o acompanhamento de testes em fabricantes e para o acompanhamento durante a fase de construção e instalação
  • HTs para o acompanhamento na fase de testes
  • HTs para a análise de documentos técnicos
  • HTs para a participação em reuniões periódicas com as equipes de comissionamento e gestão
  • HTs para o acompenhamento e treinamento na fase de transição

É evidente que este escopo completo poderá ser modificado pelo contratante, embora recomende-se cuidado ao se decidir por escopos reduzidos, o que poderá provocar e resultar em perda da qualidade e em resultados aquem do esperado.

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Facebook partners with New Mexico solar firms in $45 million project

Fonte: The Stack (divulgação ASHRAE News)

Por: Alice MacGregor

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Facebook has teamed up with local utility and solar energy companies as part of its commitment to green initiatives at its Los Lunas data centre in New Mexico, currently under construction.

At a gathering in Albuquerque, New Mexico’s Republican governor Susana Martinez, officials from the Public Service Company of New Mexico, as well as regional economic development leaders and representatives from local solar firm Affordable Solar, announced the $45 million (approx. £36 million) project.

The majority of the budget will cover the installation, to be coordinated by Affordable Solar. Albuquerque-based Array Technologies was also selected to provide the tracking systems for the new panels, allowing for the infrastructure to follow sun rays and maximise sun exposure.

The solar plant, which will power the social media giant’s data centre, will consist of three 10-megawatt sites made up of tens of thousands of panels. The solar project will span over half a million square feet in the first phase alone.

The first of the farms will be situated right next to the data centre and construction will begin later in 2017, for completion in January next year. All three sites of the solar project are expected to become fully operational from May 2018.

Alongside the data centre construction, the new solar investment is expected to spur significant economic activity, including more than 40 additional full-time positions at Affordable Solar. Each proposed solar site is also expected to generate between 50 and 100 construction jobs.

“It’s more important than ever before that we keep fighting for the tools and reforms that are helping us bring more jobs and investment to New Mexico,” said Martinez.

New Mexico currently has the second-highest unemployment rate in the States, after Alaska.

“This project clearly demonstrates some of the best possible outcomes of an economic development project: supporting a local renewable energy business, creating local construction jobs and helping to grow our economy here in New Mexico,” added President and CEO of energy holding company PNM Resources, Pat Vincent-Collawn.

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ABRAFAC – O 1º FM Debate será amanhã em SP

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Energia solar fotovoltaica: um caminho ensolarado

Fonte: Revista América Economia

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Jovem, emergente e com um potencial de afirmação bastante expressivo, o setor de energia solar fotovoltaica no Brasil passa por um processo de inserção na matriz elétrica do país e de crescimento ao longo dos últimos anos, representando cerca de 63 megawatts (MW), o que equivale a apenas 0,02% de toda a potência instalada no país, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). A compra de energia elétrica pode ser feita de duas maneiras no mercado brasileiro e, para isso, há dois ambientes distintos. Na modalidade regulada, a energia é distribuída por meio de concessionárias aos consumidores que pagam a elas tarifas controladas pelo governo. Já na modalidade de contratação livre, o consumidor pode negociar preços e condições com empresas geradoras ou comercializadoras de energia. Para melhor compreender este cenário, é necessário visualizar também duas frentes de atuação distintas para o setor: a geração centralizada e a distribuída.

O mercado de geração centralizada se relaciona com centrais geradoras de energia elétrica conectadas às redes de linhas de transmissão de grande porte que começaram o seu desenvolvimento em 2013, através da realização de leilões estaduais e federais. Atualmente, a capacidade de potência instalada no país para esta modalidade é de 27 MW. Este tipo de geração movimentou cerca de R$ 13,5 bilhões com a contratação de aproximadamente 3,3 gigawatts (GW) nos leilões realizados entre 2013 e 2015 e com início de suprimento em 2017 e 2018. Ao término deste ano, a expectativa é que haja uma contratação presumida da ordem de 1 mil a 1,5 mil MW, com investimentos estimados entre R$ 4 e 6 bilhões. O estado da Bahia (BA) é líder em geração centralizada com 1 mil MW contratados e que ainda serão instalados até 2018. Em segundo lugar Minas Gerais (MG), em particular na sua porção norte que detém um recurso solar excelente para projetos de grande porte, seguido pelo estado do Piauí (PI).

Já os projetos de geração distribuída dizem respeito aos sistemas de micro e mini geração espalhados ao redor do país e são frequentemente encontrados em telhados de residências, comércios, indústrias, prédios públicos e também nas zonas rurais. No total acumulado até agosto de 2016, a potência instalada atingiu a marca de 35,7 MW com um investimento estimado em R$ 316 milhões e, até o término do ano, a expectativa é de atingir 40 MW fazendo um investimento adicional de R$ 34,3 milhões. Em 2015, os aportes destinados à geração distribuída atingiram R$ 82 milhões. O estado de Minas Gerais (MG) lidera em quantidade de sistemas de geração distribuída com pouco mais de mil pontos de consumo conectados à rede, representando em média de 20% a 25% do mercado nacional, seguido por São Paulo (SP) e Rio Grande do Sul (RS).

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O COMISSIONAMENTO e as dúvidas ao seu redor…

Apesar de bastante comentada, as expressões COMISSIONAMENTO EM EDIFÍCIOS, COMISSIONAMENTO EM SISTEMAS PREDIAIS, COMISSIONAMENTOS EM SISTEMAS INDUSTRIAIS ou simplesmente COMISSIONAMENTO ainda geram muitas dúvidas e um grande mal entendido nos mercados de manutenção e facilities…

Em seu âmago, um processo de COMISSIONAMENTO reúne etapas de planejamento, acompanhamento e validação de atividades técnicas em campo, visando assegurar com que  os sistemas projetados sejam efetivamente instalados e postos à operar e desempenhar conforme o projeto previu.

Em outras palavras, visa garantir aos proprietários ou gerentes técnicos o recebimento daquilo que lhes foi “vendido” ou “prometido”.

Neste contexto, é importante reforçar que:

  • Segundo a Lei de Sitter, a identificação de uma falha ainda na etapa de projetos reduzirá não só o impacto operacional, como fortemente a relação de custos empregados em sua reparação. Além disto, a não identificação de falhas nos momentos iniciais de um projeto acarretará na sua propagação (ou das consequencias geradas por esta falha)  para todas as demais etapas do processo (especificação e compra de sistemas, contratação da instalação, etc..), quando não mitigadas em sua origem. Em função disto, tornar-se-á importante a contratação do comissionamento ainda na fase de concepção e início do desenvolvimento dos projetos
  • Dada a existência de diversas disciplinas de engenharia em sistemas prediais ou industriais, faz-se necessário e obrigatório (legalmente falando) a contratação não só de um engenheiro, mas sim, de uma equipe multidisciplinar que abranja todas as especialidades (engenharias elétrica, mecânica, civil, etc)
  • Não existe a ida ao campo sem um planejamento prévio, incluindo:
    • A análise crítica e prévia dos projetos envolvendo os sistemas à serem comissionados, para que se compreenda em detalhes o objeto do escopo, os seus pontos de atenção e especificidades, as suas lógicas funcionais, a sua integração com outros sistemas e o seu desempenho esperado
    • A separação de detalhes importantes e das bases dos projetos em um documento que orientará o processo de comissionamento durante todo o seu desenrolar
    • A elaboração de um plano de comissionamento envolvendo todas as demais etapas do processo, assim como de checklists em cada modalidade
    • O estabelecimento de um ágil e eficaz processo de comunicação entre todos os envolvidos
    • A formalização e documentação de todo o processo

Existem normas norte-americanas que pautam e detalham o processo de comissionamento como um todo, entre elas a  ASHRAE Guideline 0.

Como outra importante fonte de consulta, os interessados poderão acessar o site da Building Commissioning Association (BCA) ou do CHAPTER BCA no Brasil.

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Manutenção.net lança pesquisa sobre os indicadores de manutenção utilizados

Em sua atual pesquisa lançada ao mercado, a Manutenção.net tem como objetivo conhecer e compreender a evolução dos indicadores de manutenção utilizados pelo mercado, oferecendo posteriormente o resultado à comunidade.

Como disse Deming (William Edwards Demming), ” não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia“.

É realmente impressionante como, em plena era da informática e contando com tantos sistemas informatizados de gestão em nosso mercado (incluindo sistemas mais acessíveis…), as empresas ainda padecem da falta ou falha no uso de indicadores, o que envolve principalmente a sua definição (do que serea importante medir como resultado) e a falta de sua customização na ferramenta.

Enfim, segue o convite da Manutenção.net para que todos possam colaborar!!

pesquisa-indicadores

Clique no link abaixo e responda a pesquisa.

http://paineldeindicadores.questionpro.com

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Espaço Sustentabilidade mostrará inovações na Feira do Empreendedor

Fonte: Procel Info

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Protótipos de startups com projetos inovadores de energias renováveis, eficiência energética e hídrica, design sustentável e robótica aplicada à educação estarão em exposição no Espaço Sustentabilidade na Feira do Empreendedor, do Sebrae-SP, que ocorre de 18 a 21 de fevereiro, no Anhembi, em São Paulo. As inscrições estão abertas e são gratuitas.

“Todas as inovações estarão em uma área de circulação, onde os visitantes poderão conhecer as startups e seus projetos, saber mais sobre as tecnologias envolvidas e se inspirar para novos negócios”, afirma Maria Augusta Pimentel Miglino, consultora do Sebrae-SP e responsável pelo espaço.

Além da presença de startups, o Espaço Sustentabilidade vai contar com uma área para a realização de mini oficinas de temas relacionados à sustentabilidade, como hortas urbanas orgânicas e recipientes biodegradáveis como oportunidades de negócio, plano de negócios circular, liderança para a sustentabilidade, design sustentável, empreendedorismo inovador e sustentabilidade. Esse último tema será trabalhado com a curadoria da ProjectHub, uma rede social para investidores, empreendedores e marcas conectarem negócios e oportunidades.

A expectativa é que cerca de 8 mil pessoas passem pelo espaço para conhecer as novidades e participar das oficinas temáticas. “A proposta do espaço é mostrar que, além das pequenas empresas poderem incorporar ações sustentáveis no dia a dia, existem negócios inovadores que já nascem com DNA de sustentabilidade. Esse tipo de negócio é uma tendência”, afirma a consultora.

Programação Espaço Sustentabilidade

Dia 18

11h às 11h50: Economize energia para lucrar mais: aprenda a fazer seu Mapeamento Energético (consultores do Sebrae-SP)

12h30 às 13h20: Economize energia para lucrar mais: aprenda a fazer seu Mapeamento Energético (consultores do Sebrae-SP)

14h às 14h50: Empreendedorismo inovador e sustentabilidade (ProjectHub)

15h30 às 16h20: Empreendedorismo inovador e sustentabilidade (ProjectHub)

17h às 17h50: Liderança e Sustentabilidade: cultura, pessoas e transformação (Douglas Giglioti)

18h30 às 19h20: Empreendedorismo inovador e sustentabilidade (ProjectHub)

Dia 19

11h às 11h50: Economize energia para lucrar mais: aprenda a fazer seu Mapeamento Energético (Consultores do Sebrae-SP)

12h30 às 13h20: Plano de Negócios Circular: aprenda a fazer o seu (Camila Serra e Flavio Mangili)

14h às 14h50: Hortas urbanas orgânicas e recipientes biodegradáveis como oportunidades de negócio (Rita Araújo e Patrícia Ponce)

15h30 às 16h20: Plano de Negócios Circular: aprenda a fazer o seu (Camila Serra e Flavio Mangili)

17h às 17h50: Liderança e Sustentabilidade: cultura, pessoas e transformação (Douglas Giglioti)

18h30 às 19h20: Empreendedorismo inovador e sustentabilidade (ProjectHub)

Dia 20

11h às 11h50: Economize energia para lucrar mais: aprenda a fazer seu Mapeamento Energético (Consultores do Sebrae-SP)

12h30 às 13h20: Economize energia para lucrar mais: aprenda a fazer seu Mapeamento Energético (Consultores do Sebrae-SP)

14h às 14h50: Hortas urbanas orgânicas e recipientes biodegradáveis como oportunidades de negócio (Rita Araújo e Patrícia Ponce)

15h30 às 16h20: Sustainable Design Thinking (Dani Loren)

17h às 17h50: Conceitos de sustentabilidade aplicados ao sistema-produto (Dani Loren)

18h30 às 19h20: Empreendedorismo inovador e sustentabilidade (ProjectHub)

Dia 21

11h às 11h50: Economize energia para lucrar mais: aprenda a fazer seu Mapeamento Energético (Consultores do Sebrae-SP)

12h30 às 13h20: Economize energia para lucrar mais: aprenda a fazer seu Mapeamento Energético (Consultores do Sebrae-SP)

14h às 14h50: Empreendedorismo inovador e sustentabilidade (ProjectHub)

15h30 às 16h20: A importância do Networking para criar uma rede sustentável de parceiros (Deborah Alquimim)

17h às 17h50: Empreendedorismo inovador e sustentabilidade (ProjectHub)

18h30 às 19h20: Empreendedorismo inovador e sustentabilidade (ProjectHub)

Serviço

Feira do Empreendedor 2017

Quando: de 18 a 21 de fevereiro de 2017, das 10h às 21h

Onde: Parque de Exposições Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1029, São Paulo, SP

Inscrições antecipadas e outras informações em: feiradoempreendedor.sebraesp.com.brou 0800 570 0800

Entrada franca. Evento proibido para menores de 14 anos mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis. Também não será permitida a entrada de animais.

* Com informações do Sebrae-SP

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ABRAFAC – FM Debate – 15/02/2017 – “Melhores Práticas na Gestão de Facilities”

Como disse uma vez Albert Einstein….

É urgente eliminarmos da mente humana a ingênua suposição de que seja possível sairmos da grave crise em que estamos mergulhados, usando o mesmo pensamento que a produziu.

De fato, apesar de várias crises históricas terem se transformado em oportunidades para alguns, estes precisaram inovar, revisar, redesenhar e reconstruir…

É neste sentido que a ABRAFAC promoverá neste mês de Fevereiro um de seus encontros com o FM Debate, apresentando em SP as “Melhores Práticas na Gestão de Facilites”, trazidas por players do mercado.

Segue abaixo a reprodução da chamada, bastando clicar sobre ela para acessar a página do site.

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se não conseguir visualizar, clique aqui

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Conheça os 5 riscos de manter motores elétricos antigos

Fonte: Blog Paraíso das Bombas

Acesse aqui o artigo em sua fonte.

O motor elétrico é usado por toda a indústria brasileira, seja de pequeno, médio ou grande porte. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o setor é responsável por 43,7% do consumo de energia elétrica do país e a força motriz em operação usa 68% dessa energia. Assim, cerca de 30% de toda a energia elétrica do Brasil é consumida apenas por motores elétricos. Diante desse cenário, para que a indústria gaste menos energia e produza mais, se você é um micro ou pequeno empresário ou produtor rural deve providenciar a troca dos motores elétricos antigos por equipamentos mais modernos e eficientes.

Pesquisas de mercado realizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que a prática de recondicionamento de motores antigos tem se tornado cada vez mais comum no setor industrial brasileiro, e para mudar essa realidade, a agência reguladora e as companhias de energia elétrica vem realizando programas de incentivo para a troca de motores elétricos — principalmente os de potência entre 1 e 250 CV. Para entender a importância de trocar os equipamentos da sua empresa, fique atento aos riscos de trabalhar com motores elétricos antigos.

1- Risco de explosão e incêndio

O tempo de vida operacional do enrolamento de um motor elétrico depende de vários fatores, dentre eles a especificação correta — tensão, frequência, potência, fixação, dimensionamento, número de pólos e grau de proteção. E para quem mantém motores antigos em funcionamento, são vários os riscos, inclusive de desencadear desgastes elétricos e gerar queimas. São vários os tipos de queimas de enrolamento, que podem ser ocasionados devido ao tempo de vida do motor e gerar explosões ou até mesmo incêndio em sua indústria:

Falta de fase

A falta de fase pode acontecer devido a queima de um fusível, ao rompimento de um cabo alimentador, a queima de uma fase do transformador de alimentação, ao mau contato nos terminais de uma fase do transformador, ao mau contato em conexões, em chave, contator ou disjuntor.

Sobreaquecimento

Já o sobreaquecimento pode ocorrer devido ao excesso de carga na ponta do eixo permanente ou eventual, ou ainda por causa da sobretensão ou subtensão na rede de alimentação. Outros motivos que podem gerar o sobreaquecimento são os cabos de alimentação muito longos ou muito finos, o excessivo número de partidas em tempo curto, a conexão incorreta dos cabos de ligação do motor e ainda a ventilação deficiente — tampa defletora danificada ou obstruída, sujeira sobre a carcaça, temperatura ambiente elevada, entre outros.

Rotor travado

O travamento do rotor pode acontecer devido ao bloqueio do eixo da carga, a excessiva dificuldade na partida do motor, a elevada queda de tensão, a inércia ou ao torque de carga muito elevado.

Pico de tensão

As possíveis causas do pico de tensão, também gerado pelo desgaste elétrico do motor, são a oscilação violenta na tensão devido a descargas atmosféricas, o surto de manobras de banco de capacitores, ou ainda o motor acionado por inversor de frequência com alguns parâmetros incorretos, como a amplitude do pulso de tensão, rise time, dV/dt, distância entre pulsos e frequência de chaveamento.

2- Risco de circuito elétrico

O curto-circuito é um fenômeno que se deve ao momento em que a corrente elétrica mais forte passa por um circuito que sofre uma queda e cria uma descarga elétrica, que pode danificar o mesmo circuito. Normalmente ocorre devido a falta ou a queda de tensão gerando uma sobrecarga elétrica no motor, criando um contato entre as fases do circuito. Quanto mais antigo for o motor elétrico, maiores as chances dele perder a isolação elétrica ao longo do tempo, o que vai ocasionar o superaquecimento dos fios e permitir o encontro do cobre, ou seja, o curto circuito.

Curto na saída ou interior da ranhura

As possíveis causas do curto-circuito na saída da ranhura são a falha do esmalte de isolação do fio, do verniz de impregnação ou do material isolante, que impede que a corrente elétrica flua desordenadamente pelos enrolamentos. Já o curto-circuito no interior da ranhura pode acontecer devido a contaminação interna do motor, as rápidas oscilações na tensão de alimentação e a degradação do material isolante por ressecamento devido o motor operar com alta temperatura.

Curto entre fases

Já o curto-circuito entre fases pode acontecer por uma contaminação interna do motor, pela degradação do material isolante por ressecamento, ocasionada por excesso de temperatura ou mesmo pela falha do material isolante. Tudo isso provocado pelo grande tempo de uso do motor que desencadeia os desgastes.

Curto entre as espiras

O curto-circuito entre as espiras ocorre devido a contaminação interna do motor, a falha do esmalte de isolação do fio, a falha do verniz de impregnação ou até mesmo as rápidas oscilações na tensão de alimentação.

3- Risco de contato

Outro risco de manter motores elétricos antigos em funcionamento é para os operários da indústria que operam os equipamentos. Motores sem a devida proteção, arranjo físico inadequado, ambientes de calor excessivo, com probabilidade de incêndio, explosão e choques devido a curtos-circuitos são alguns dos riscos de contato entre o funcionário da indústria e os motores com vida útil vencida.

4- Maior custo a longo prazo

São bem altos os custos da energia elétrica no Brasil. Tendo em vista essa realidade, as empresas têm de se esforçar para poupar eletricidade e reduzir gastos. Diminuir o consumo de energia e consequentemente pagar menos por isso sempre foi uma grande preocupação dos países desenvolvidos e um grande desafio para os subdesenvolvidos. Os empresários precisam agir e priorizar a substituição de motores elétricos antigos por novos. Se toda a indústria passa a consumir menos energia, o setor gastará menos e as companhias energéticas não precisarão acionar as termelétricas para suprir a alta demanda.

A Lei 10.295/2001 complementada pela Portaria 553/2005 determina a obrigatoriedade de níveis mínimos de rendimento para motores elétricos trifásicos de 1 a 250 CV — a grande maioria do parque industrial brasileiro — fabricados a partir de dezembro de 2009 ou comercializados a partir de junho de 2010. A legislação serve apenas para novas aquisições e não vale para o parque industrial já instalado. Ainda assim, a indústria deve se conscientizar de que a prática de reparar continuamente motores antigos e queimados, e usá-los sem pensar na substituição por novos, só faz aumentar os gastos com o consumo de energia.

5- Menor eficiência energética

A eficiência energética está diretamente ligada à economia de energia e pode ser atingida por meio da troca de motores elétricos antigos e recondicionados por novos. De acordo com a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a idade média das máquinas do nosso parque industrial é de 20 anos. Praticamente o quádruplo de países desenvolvidos como a Alemanha que tem média de 5 anos. O brasileiro tem a cultura de ajustar e tentar recuperar os equipamentos, e isso só diminui a eficiência energética dos processos.

Os desgastes mecânico e elétrico fazem os motores perderem fator de serviço — potência que o motor entrega. Em média o fator de serviço de um motor novo é 25% maior do que o antigo. Lembrando que quanto mais manutenções forem feitas, menor será o rendimento do motor, que perde 5% de potência cada vez que é rebobinado, em caso de queima, por exemplo. Além disso, um motor novo é menor, mais leve e tem uma mecânica mais eficiente que um antigo. Substituir os motores elétricos antigos é garantia de maior eficiência e incremento da lucratividade.

Os programas de incentivo a troca de motores elétricos antigos são feitos por meio de um sistema de bônus, com o objetivo de reduzir os gastos com energia. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) oferece o Programa Cemig Troca Seu Motor, com bônus de até 40% na compra de um motor elétrico novo, mais eficiente e econômico. Para aderir ao incentivo, empresários devem substituir os motores sob orientação da Cemig, comprando o novo, instalando e descartando o antigo. Depois de comprovada essas etapas, será feito o ressarcimento e obrigatoriamente, todos os motores substituídos deverão ser encaminhados para descarte.

Vale lembrar que esses equipamentos têm uma média de vida útil superior a 15 anos, mas se os motores elétricos antigos não forem substituídos podem comprometer a produtividade e competitividade das indústrias.

Agora que você já sabe os riscos de manter motores elétricos antigos em funcionamento, compartilhe a informação nas redes sociais para atualizar outros empresários sobre a importância da aquisição de novos equipamentos.

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