Cem anos para adaptar todos os prédios na Suíça às exigências ecológicas

Fonte: swissinfo.ch – 15.01.2020 (compartilhado por PROCEL Info)

Acesse aqui a matéria em seu veículo de origem.

Os edifícios são responsáveis por mais de um quarto de todas as emissões de CO2 na Suíça. Apesar dos incentivos governamentais e da necessidade de reduzir o impacto sobre o clima, reformas visando a melhoria da eficiência energética de casas e edifícios avançam lentamente. Por quê?

“No início tinha planejado substituir apenas portas e janelas. Mas quando ouvi falar da possibilidade de apoio financeiro, decidi fazer uma reforma completa”, diz Luca Berini. Ele possui uma casa construída em 1964 no município de Insone, em Lugano, no cantão suíço do Ticino. “Acho que é importante cuidar especialmente do meio ambiente”, diz ele.


Um revestimento de lã mineral com 24 centímetros de espessura, vidros triplos, um sistema de ventilação automática e a substituição do boiler a óleo por uma bomba de calor transformaram a antiga casa numa construção moderna. Ela precisa de 
menos energia, e nela se vive muito melhor. Segundo a mãe de Berini, de 80 anos, “a temperatura é a mesma em todas as salas, e não há mais correntes de ar”.

Graças às reformas, Berini estima que o valor do imóvel também aumentou de 30 a 40%. Ele ficou espantado quando lhe mostramos que, na Suíça, sua história é uma exceção.

Um milhão de casas com isolamento térmico ruim ou inexistente

Na Suíça, os edifícios são responsáveis por cerca de 40% do consumo de energia e por mais de um quarto de todas as emissões. 

Aquecimento residencial é responsável por mais de um quarto das emissões

As emissões dos edifícios não são uma surpresa. Cerca de dois entre três edifícios foram construídos antes de 1980, e a Suíça é o país da Europa que mais usa aquecimento com óleo combustível. A isto soma-se o fato de que de um total de cerca de 1,7 milhões de lares, mais de um milhão está mal ou totalmente sem isolamento térmico, resultando em consideráveis perdas de calor.

Apesar de um declínio acentuado desde 1990, as emissões dos edifícios na Suíça permanecem acima da média em comparação com a Europa. De acordo com os últimos números da Associação Europeia de Fabricantes de Isolamentos (Eurima) para 2014, as emissões de CO2 no sector da construção civil na Suíça foram de cerca de 1,2 toneladas per capita.

(Em comparação: Alemanha: 0,6, Reino Unido e Portugal: 0,8, França: 1,1. Apenas Espanha (1,8), Finlândia (1,6), Itália (1,5), Bélgica e Áustria (1,4) tinham valores mais elevados).

Apenas um em cada cem edifícios foi reformado

Desde 2010, o programa federal suíço de saneamento de edifícios tem apoiado proprietários que querem melhorar a eficiência energética de suas propriedades. O programa, financiado pela Confederação através da taxa CO2 e pelos cantões, forneceu subsídios de CHF 211 milhões em 2018.

“Observamos um interesse crescente. Enquanto há quatro ou cinco anos tínhamos entre 200 e 300 consultas por ano, agora temos mil”, diz Luca Pampuri, da companhia Ticino Energia. Esta companhia também opera o Certificado Cantonal de Desempenho Energético para Edifícios (GEAK) da Suíça de língua italiana. O GEAK é reconhecido por todos os cantões como um instrumento que permite determinar a condição de um edifício a partir de seu perfil energético e avaliar se ele pode se beneficiar de possíveis subsídios.

No entanto, apesar das boas intenções e dos incentivos governamentais, que podem representar entre 10 e 30% dos investimentos, a modernização dos edifícios na Suíça está progredindo apenas lentamente.

De acordo com a Fundação Suíça para a Ciência, a taxa de reformas visando a eficiência energética dos edifícios existentes é de apenas 1% ao ano. Segundo ela, “isto significa que as metas da Estratégia Energética 2050 não podem ser alcançadas dentro do cronograma”. Esta cota deve ser pelo menos duplicada, caso contrário vai ser necessário um século para que os edifícios alcancem um padrão que atenda aos requisitos do desenvolvimento sustentável.

A situação é diferente para edifícios novos que, em 2017, constituíam 12.315 novos imóveis. Embora não exista uma proibição geral de instalação de sistemas de aquecimento a óleo na Suíça, tem havido desde os anos 2000 um forte aumento de instalações com bombas de calor.

E cada vez mais proprietários estão a optar por uma casa com certificação “Minergie”, o mais alto padrão de eficiência energética e qualidade para edifícios. “Dependendo da região, isto representa entre 10% e 25% das novas construções”, diz Andreas Meyer Primavesi, diretor da Minergie Suíça.

Pouca informação e lacunas na lei

As razões para a baixa taxa de reformas podem ser de vários tipos, diz Pampuri, da Ticino Energia. “A geração de proprietários tem na sua maioria entre 50 e 60 anos de idade. Talvez eles não estejam tão interessados em fazer um grande investimento que se amortize apenas depois de cerca de trinta anos. Também deve ser dito que os proprietários frequentemente substituem um velho sistema de aquecimento a óleo por um mais eficiente em termos energéticos, mas do mesmo tipo.

Massimo Filippini é Professor de Economia no Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique e na Universidade da Suíça Italiana. Ele enfatiza outros fatores que tendem a dificultar os investimentos em eficiência energética.

“Estudos recentes em nível suíço e europeu mostram que muitos consumidores não estão informados sobre possíveis soluções tecnológicas e incentivos financeiros do Estado para promover investimentos em eficiência energética. Quem sabe da possibilidade de se obter subsídios estará mais inclinado a agir, a investir”, disse ele à swissinfo.ch.

Os estudos também mostraram que uma parte da população não possui conhecimentos suficientes para avaliar os investimentos em eficiência energética do ponto de vista econômico e financeiro. “Finalmente, é muitas vezes esquecido que, além da economia de energia, a renovação energeticamente eficiente também traz mais conforto e melhor qualidade do ar no edifício. Estes são benefícios que também têm um valor financeiro importante”.

Hans Rudolf Schalcher, chefe do Programa Nacional de Pesquisa “Transformação do sistema energético”, menciona lacunas na lei: “Bombas de calor, aquecimento com lenha, calor residual industrial e coletores solares poderiam fornecer aquecimento e água quente de forma renovável ou neutra em CO2”, escreve ele em um comunicado de imprensa.

Mas “as leis e regulamentos vigentes não atendem mais aos requisitos e possibilidades de hoje”, diz Schalcher. “Os cantões devem centrar suas leis de planejamento, construção e energia na implementação rápida e econômica da Estratégia Energética 2050 e simplificar os procedimentos de licenciamento e aprovação”.

Neste verão, a ONG ambiental WWF declarou a política energética dos cantões no sector da construção civil como “um fracasso”.

Como fazer a mudança de curso?

Aumentar a taxa de CO2 sobre combustíveis ou substituir um sistema de aquecimento a óleo por uma bomba de calor sem otimizar o isolamento do edifício não é suficiente, diz Christian Zeyer, diretor da Swisscleantech. No jornal Neue Zürcher Zeitung, ele sugere a ideia de um fundo para a modernização de edifícios, que seria alimentado por companhias de seguros, fundos de pensão e bancos.

“Ao contrário do programa estatal existente, que cobre apenas uma pequena parte dos custos da renovação relacionada com a energia, o novo fundo pode cobrir até 100% dos custos para tornar uma propriedade eficiente do ponto de vista do clima”, escreve Zeyer. O empréstimo seria reembolsado ao longo de todo o ciclo de vida do investimento.

Segundo Zeyer, todos se beneficiariam deste sistema. “A fim de minimizar os riscos para os investidores, o Estado assume o risco de inadimplência que decorre do prazo mais longo do empréstimo. Em troca, o Estado se beneficia porque consegue cumprir as obrigações do Acordo Climático de Paris no setor da construção civil”, escreve ele.

O governo suíço reconhece que os esforços feitos até agora não são suficientes para atingir os objetivos da estratégia energética e do Acordo de Paris. No final de novembro, o Conselho Federal aprovou uma moção parlamentar pedindo uma redução drástica nas perdas de energia no setor da construção civil.

Além dos transportes, os edifícios estarão no centro dos futuros debates sobre o clima na Suíça, onde os limites de emissão serão discutidos como parte da nova lei de CO2, e também na Europa, onde a renovação de edifícios será uma das prioridades do próximo “Green Deal”.

+ Assim se vive na casa do futuro

O setor imobiliário suíço em números

– Existem cerca de 1,7 milhões de edifícios residenciais na Suíça.

– Quase 4 em cada 5 edifícios foram construídos antes de 1990 (correspondendo à média europeia).

– Mais de 1 milhão de casas têm isolamento insuficiente ou incompleto.

– Quase 2 a cada 3 edifícios são aquecidos com óleo combustível ou gás natural (metano).

– Em 2018, 7.500 edifícios foram isolados termicamente e 3.000 sistemas de aquecimento foram substituídos.

– A taxa de renovação dos edifícios é de cerca de 1% ao ano.

(Fontes: Programa Federal de Construção, Credit Suisse)

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“Uma nova classe de pessoas deve surgir até 2050: a dos inúteis”

Fonte: epocanegocios.globo.com
Com o avanço da inteligência artificial, Yuval Noah Harari, autor de ‘Sapiens’, prevê que muitos profissionais não apenas ficarão desempregados, como também não serão mais empregáveis

Acesse está interessantíssima matéria através do link abaixo:

http://epocanegocios.globo.com/Vida/noticia/2018/01/uma-nova-classe-de-pessoas-deve-surgir-ate-2050-dos-inuteis.html

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Definidas as datas do próximo SANNAR Norte Nordeste em Salvador /BA

XXI – Sannar
 Salão Norte Nordeste de Ar Condicionado e Refrigeração

Dias 11 e 12 de Março de 2020
Local : Senai Cimatec
Av. Orlando Gomes, 1845 – Piatã – Salvador – BA
www.engenhariaearquitetura.com.br/sannar/

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Como conduzir uma concorrência em manutenção

A cada novo ano ou período que se inicia, muitos de nós retomam as suas atividades e, entre elas, a necessidade de consultar os mercados de prestação de serviços para o balizamento de nossos contratos existentes, ou mesmo, a necessidade de buscar por novos fornecedores e melhorias em nossos processos.

Trata-se de uma necessidade em nossas áreas, haja vista que revisitar o mercado e conhecer as suas potencialidades e novas metodologias e técnicas, sempre será importante.

No entanto, isto tomará algum tempo do gestor ou do encarregado em conduzir este processo de uma ponta a outra…, pois o processo de concorrência requererá um conjunto de informações para que as proponentes consigam elaborar as suas respectivas propostas, dentro do espera o contratante.

Importante ressaltar que o resultado de um processo de contratação dependerá de um cuidadoso preparo por parte do tomador, seja ao elaborar o escopo que atinja plenamente as suas necessidades e expectativas, seja especificando SLAs, KPIs, as condições mínimas necessárias para a implantação de uma ferramenta informatizada de gestão, seja delineando as demais condições e necessidades do processo de contratação ou “Bid”.

Em outras palavras, não se deve simplesmente copiar o escopo atual, alterando o que julgamos como necessário para a implementação de melhorias no processo!

É importante que olhemos cuidadosamente o processo, fornecendo aos licitantes ou às proponentes, todas as informações minimamente necessárias para a elaboração de uma boa proposta.

Isto requer como itens ou condições de preparação:

1. O escopo do serviço:

Antes de discorrermos sobre o que deve ser entendido como itens do escopo, devemos lembrar que a sua descrição ou detalhamento tem como principal condição atender as expectativas e necessidades de quem está contratando. Portanto, deve-se compreender que o primeiro passo de todo o processo envolverá:

  • Colocar no papel as nossas necessidades e expectativas
  • Destacar os pontos críticos do processo (cuidados a serem tomados)
  • Lembrar aquilo que não desejamos ou podemos ter, com o novo fornecedor
  • Relacionar as condições básicas para esta contratação, tais como sites, sistemas ou equipamentos abrangidos, horários de atuação, necessidades de se manter ou não equipes específicas residentes no contrato, entre outras

O escopo deverá então contemplar:

  • O objeto da contratação
  • A descrição do serviço a ser contratado
  • A relação de escopos técnicos detalhados, incluindo as atividades, frequências e entregáveis
  • A relação dos sites, sistemas e equipamentos incluídos
  • A matriz de criticidade
  • A matriz de responsabilidades (RACI) e de relacionamento (fornecedor / contratante)
  • Os níveis mínimos e acordados para os serviços (SLAs)
  • Os indicadores de performance e acompanhamento a serem implementados para o acompanhamento dos serviços e entregáveis (indicadores que atendam as expectativas do Cliente)
  • O modelo de avaliação do fornecedor a ser considerado no contrato
  • Os cuidados e requisitos necessários para a implantação do novo contrato
  • Um cronograma contendo não somente o kick-off, mas todas as etapas de implantação, início do processo de medição da performance, prazos para a apresentação dos entregáveis, etc

Importante destacar que outros itens poderão integrar o escopo de contratação, tais como:

  • A necessidade de apresentação de uma Lista de Preços Unitários (LPU) e seu BDI
  • O provimento de bases de operação e ferramentais específicos
  • A estruturação das bases de trabalho por parte da contratada (bases de trabalho, computadores, softwares, internet, ramais, etc)
  • A necessidade de implantação de um software informatizado de gestão ou CMMS, e seus entregáveis
  • Etc…

Mais uma vez, isto ressalta a necessidade de um planejamento prévio ao processo de concorrência.

2. Informações sobre as volumetrias envolvidas:

Além dos quantitativos e descritivos acima relacionados, deve-se providenciar a elaboração de um material que apresente a volumetria dos serviços para as empresas licitantes no processo.

Lembrem-se que, não bastará apenas informar a relação de equipamentos, atividades, frequências, etc…, que possibilitem à proponente dimensionar as suas equipes e recursos para a atuação preventiva ou preditiva!

É igualmente importante que o Cliente informe a volumetria histórica de ocorrências, chamados, corretivas e consumo de insumos e peças, o que traduzirá aos participantes o tempo de atuação corretiva e de atendimento de suas equipes futuras. Isto permitirá com que se dimensione os recursos de forma adequada e mais próximo do real.

3. Itens administrativos importantes:

Também devem ser disponibilizados previamente os documentos como minuta padrão (para a análise prévia por parte das proponentes), regras de fornecimento e conduta ética de fornecedores, relação de documentos técnicos e administrativos a serem apresentados pela contratada, assim como as suas periodicidades.

4. Itens inerentes ao processo de concorrência:

Trata-se aqui da disponibilização de documentos para a apresentação da cotação (planilhas eletrônicas previamente formatadas e travadas para alteração), sendo este um ponto vital que facilitará a vida das equipes de análise envolvidas no processo.

Além destas planilhas, deve-se ainda consultar o mercado para a elaboração da lista inicial dos fornecedores capacitados a atender as demandas e expectativas do contratante, ou seja, a “long list”.

Estes são apenas tópicos a serem observados pelas equipes tomadoras de serviço, ao se elaborar o material de concorrência, lembrando que a omissão ou falta destes cuidados poderá promover o descompasso entre as visões da contratada e da contratante, além de outros fatores como a incapacidade em atender demandas, escopos, etc…

Em outras palavras, a sua operação poderá se tornar uma confusão….

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Um Feliz 2020, com muito sucesso e novos desafios!

Enfim, iniciaremos o novo ano…

Um ano de novos desafios e, aparentemente, com novas perspectivas em nosso cenário econômico!

Temos a expectativa de crescimento do mercado imobiliário e, consequentemente, do mercado de Real Estate, temos a perspectiva de maiores desafios na busca por melhoria contínua em processos voltados às operações, etc…

Que 2020 venha com novos e maiores desafios para todos!

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Retrospectiva A&F 2019…

É muito natural que cheguemos ao período de Natal e ao término de mais um ano, exercitando a reflexão sobre caminhos e decisões tomadas durante a trajetória…

Embora ainda estejamos sob algumas incertezas que pairam sobre o Brasil, vivenciamos sim um ano melhor, com diferentes mercados iniciando novos movimentos, e com uma perspectiva ainda melhor para 2020.

A mídia tem divulgado uma expectativa de crescimento para a construção civil e mercado imobiliário, o que, como historicamente ocorre no Brasil, contribui para a movimentação de nossa economia.

Em 2019, concluimos um importante trabalho para o Hospital Israelita Albert Einstein, iniciado em agosto de 2018, envolvendo a análise de processos e áreas de Facilities, Operação e Manutenção, e Segurança, ajudando-os no redesenho de estratégias e equipes, em busca de melhores resultados. Foram mais de doze meses juntos, atuando em parceria com profissionais de primeira linha em nosso mercado, dentro de uma instituição reconhecida pela sua qualidade técnica e na prestação de serviços.

Iniciamos também um novo projeto para uma multinacional norte-americana, no qual os ajudaremos a redesenhar um processo de cotação de serviços junto ao mercado. Em 2019, também retomamos uma parte de nossas raízes técnicas, gerindo processos de retrocomissionamentos em grandes edificações, assim como conduzindo no campo processos de due diligence e, principalmente, de technical assessments em edificações e sistemas.

Pois bem, é com muito otimismo que estamos encerrando 2019, embalados nesta projeção de “bons ventos” que o mercado sinaliza para o próximo ano de 2020.

Embora esta ainda não seja uma despedida do blog neste ano, aproveitamos desde já para desejar à todos um Feliz Natal e um maravilhoso e próspero 2020!!!

A&F Festas 2020

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Tecnologia Li-Fi…., o que significa?

Os novos projetos de infraestrutura e projetos de edifícios sustentáveis têm se utilizado de novos recursos e tecnologias em automação para sistemas de iluminação interna e também externa.

O artigo abaixo publicado pelo Procel Info esclarece sobre uma destas tecnologias, o Li-Fi.


Fonte: Procel Info

Por: Tiago Reis

Clique aqui para acessar o artigo diretamente em sua fonte.

Uma tecnologia que pode revolucionar o setor de iluminação e comunicação. Essa tecnologia é o Li-Fi, que utiliza a luz para transmitir dados em alta velocidade. Diferente da Wi-fi, que usa ondas de rádio, o Li-Fi usa lâmpadas de LED para transmitir as informações, numa velocidade 100 vezes mais rápida do que estamos acostumados atualmente. O grande diferencial dessa tecnologia é que, a partir de lâmpadas de LED, o usuário será capaz de se conectar à internet com altíssima velocidade e realizar várias funções, como enviar dados, assistir vídeos ou ouvir músicas ou podcasts.

Em entrevista concedia ao Portal Procel Info , durante o III Workshop de Iluminação a LED realizado em outubro no Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica), Isac Roizenblatt (foto), Diretor Técnico da Abilux (Associação Brasileira da Indústria de Iluminação), avaliou a chegada ao mercado dessa nova tecnologia. Para ele, com a evolução constante, é provável que já no início da próxima década essa tecnologia ganhe espaço no cotidiano das pessoas.

Na entrevista, Isac Roizenblatt, também comenta sobre as vantagens e desvantagens do Li-fi, como o mercado de iluminação está se preparando para a consolidação dessa nova tecnologia e quais podem ser os impactos no setor elétrico e de conservação de energia.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

Procel Info: O que é o Li-Fi e quais as suas vantagens em comparação com o Wi-Fi?

Isac Roizenblatt: O problema básico é que o Wi-Fi está quase saturado. Não vai haver espaço mais para você mandar mensagens, informações, vídeos. Não vai haver mais espaço. Então, você vai ter que aproveitar uma tecnologia nova que permita fazer isso. Então, o Li-Fi é o que vai abrir espaço, já que ele é muito mais potente, muito mais veloz e pode carregar um número enorme de informações. Então, ele vai entrar do mesmo jeito que estão os LEDs, ele vai entrar em tudo quanto é lugar. O LED, por ser digital, permite que você tenha essa comunicação para o Li-Fi. Então, ele só tem uma desvantagem: como ele é luz, ele não passa pelas paredes. Ele não consegue atravessar barreiras físicas, porque ele é luz. Então, o que você vai ter que fazer, quando precisar se comunicar com ambiente externo? Você terá que ter um interlocutor entre o ambiente interno e externo, uma espécie de roteador. E depois pode continuar usando o Li-Fi de novo. Por outro lado, como ele não sai pelas paredes, ele tem uma grande vantagem de segurança. O que está naquele local não sai daquele lugar. A outra vantagem é que como a iluminação está em todo lugar, o Li-Fi pode funcionar em todo lugar e isso é uma grande vantagem. Ele é muito mais rápido, porque ele é luz. Os dados trafegam na velocidade da luz, que é muito mais rápida que o Wi-Fi.

Procel Info: Hoje o Li-fi não teria nenhuma comparação com as tecnologias já existentes?

Isac Roizenblatt: Não. Porque todas as outras tecnologias que se usam de Wi-Fi funcionam em ondas de radiofrequência. E esse Li-Fi é luz. Então é uma nova tecnologia que funciona na velocidade da luz. Sobre as dificuldades, todo começo é difícil. O pessoal tem que aprender como funciona, tem que aprender como se faz, tem que desenvolver equipamentos. Vai ter que desenvolver receptores para notebooks e celulares e outros dispositivos móveis. Nas luminárias, vão ter os transmissores. Então, é algo que ainda vai entrar. Por enquanto, o que você tem são aparelhinhos que você conecta a luminária para jogar o sinal para baixo. E você tem aparelhinhos que você conecta ao notebook para jogar o sinal para cima. Então, podemos dizer que ainda estamos em fase de transição.

Procel Info: Como essa tecnologia pode impactar o setor de iluminação e o setor de energia?

Isac Roizenblatt: No setor de iluminação o Li-Fi vai impactar completamente, já que essa tecnologia estará presente em quase todos os lugares, tanto na iluminação interna quanto na externa. Por exemplo, na iluminação pública, uma luminária enxerga a outra, fora as pequenas exceções. Nos ambientes internos, aí não tem problema nenhum, porque realmente está tudo dentro. E tem também a questão da conservação de energia, já que o LED sempre se traduz em eficiência. Mas na conservação de energia, como é algo muito recente, ainda não sei te responder quais seriam os impactos mais significativos. Mas, sem dúvidas, haverá impactos.

Procel Info: É tão revolucionário que fica difícil mensurar os benefícios…

Isac Roizenblatt: Sim. Provavelmente deve ter grandes benefícios, com as cidades inteligentes, a internet das coisas e a digitalização. Como ele vai conectar com a internet das coisas, com a nuvem, com satélites, o Li-Fi vai conectar com tudo. Voltando à conservação de energia, o que eu acho é o seguinte: assim como você pode usar o LI-fi na iluminação pública, diminuindo a luz da via pública depois da meia noite, por exemplo, e algumas ruas. Isso gera eficiência tanto na área de energia, quanto na gestão do serviço de iluminação.

Procel Info: Sobre a implementação em grande escala dessa tecnologia, o senhor acredita que será algo rápido?

Isac Roizenblatt: Olha, o que eu li é que a próxima geração de celulares e notebooks já vai ter o sensor de recepção de Li-Fi. Então, esse vai ser o primeiro passo. Nas luminárias é fácil colocar um driver (sensor) que mande sinal através do LED. Então, eu acho que daqui a uns dois ou três anos isso aqui começa a crescer. A velocidade de evolução é muito rápida. Hoje em dia uma coisa atropela a outra rapidamente. Então, o que eu acho, que nós devemos fazer aqui no Brasil é começar a ter as primeiras instalações para aprender como funciona. Porque aí todos nós aprendemos e, quando realmente tivermos volume, a tecnologia estiver mais desenvolvida, a gente já vai saber como é que se fazem as coisas.

Procel Info: E ter uma tecnologia adaptada para a nossa realidade.

Isac Roizenblatt: Isso mesmo. Então eu acho que a gente deve começar a fazer já. Deve ter alguns experimentos, como, por exemplo, o Cepel, poderia fazer na sua área interior um teste já usando o Li-Fi. Outros casos seriam as distribuidoras de energia. Conversando com o pessoal da Cemig, falei que, por exemplo, poderiam pegar uma avenida em Belo Horizonte e fazer esse teste na iluminação pública da capital mineira. Então, é por aí. Tem que começar a fazer.

Procel Info: Quais são os países mais avançados na utilização dessa tecnologia?

Isac Roizenblatt: No momento, quem está mais avançado nessa tecnologia são os países da Europa e os Estados Unidos. Os melhores exemplos que tenho são de companhias das Europa e dos Estados Unidos. Na Ásia e demais continentes, essa tecnologia ainda possui pouca relevância.

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Unidade do Senac em Sorocaba divulga curso de pós-graduação em Construções Sustentáveis

O SENAC em Sorocaba divulgou nesta semana a realização de uma nova turma do curso “Cosntrução Sustentável e Certificação Ambiental em Empreendimentos Imobiliários“, com carga horária de 366hs.

Para os interessados na região de Sorocaba, segue o flyer da divulgação, bastando clicar na figura abaixo para que sejam redirecionados ao site do curso acima.

Senac Pos Sorocaba

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O filtro negativo que as vezes se cria ao crescermos…

Dentre as várias mensagens e bobagens que recebemos diariamente em nossas redes sociais, recebi hoje pela manhã de um grupo de amigos de infância um filminho criado pela CANON para comemorar o natal…, denominado “Natal sem Filtro”

Trata-se, na realidade, de um lindo trabalho (e de uma maravilhosa ideia) que envolve um grupo de crianças que não se conhecem e que possuem as suas diversidades, embora interajam sem preconceitos ou medos, diferentemente do que muitos adultos fazem…

O resultado deste vídeo demonstra o quão maravilhoso e puro é ser criança, sem medos ou preconceitos, característica esta que lamentavelmente muitos de nós perdem, juntamente com a inocência que carregamos ao aqui chegarmos…

Por esta razão, vemos tanta discriminação, tanto julgamento de “livros pela capa”, sem nos darmos ao direito e a chance, de conhecer o interior das pessoas…

É um lindo trabalho que merece ser visto por aqueles que ainda não tiveram a oportunidade, e que nos faz refletir sobre o sentido desta nossa passagem na terra…

Precisamos voltar a aprender com as crianças!!!

Curtam o vídeo a seguir!

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“É necessário mudar a maneira de pensar edificação no Brasil”, afirma arquiteta do Procel

Separei hoje este artigo (abaixo) publicado pelo Procel, no qual se abordou a necessidade de mudança na forma de se pensar em edificações no Brasil…

Como bem destacado na matéria, existem diferentes momentos que requerem uma nova forma de entendimento e visão, por parte de todos os envolvidos…

  • Concepção: Momento criucial, onde a figura do arquiteto terá uma enorme e fundamental importância na captação de expectativas e visões do proprietário em relação ao seu empreendimento, o seu uso e ocupação, com um olhar para a frente… Importante também a colaboração do arquiteto e das equipes de projeto no delineamento dos sistemas, com foco não só na eficiência energética, como em seu desempenho, longevidade, menores custos operacionais, ou seja, uma significativa influência no ciclo de vida da edificação
  • Uso, Ocupação e Operação: Não bastará (como vários exemplos que temos em relação as certificações obtidas no Brasil…) olharmos apenas para o momento de um novo projeto, de uma nova construção ou de um retrofit!! Temos de começar a enxergar o ciclo de vida do empreendimento ou ativo, buscando pela manutenção de uma OPERAÇÃO SUSTENTÁVEL AO LONGO DE SUA VIDA ÚTIL

É importante que comecemos a preparar os nossos profissionais e jovens com esta visão, para que possamos nos aculturar….e mudar o futuro!

Boa leitura!


 

Fonte: Procel Info

Por: Débora Anibolete

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No último dia 02, a Eletrobras, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel), abriu a primeira Chamada Pública para projetos de edificações NZEB (Near Zero Energy Buildings). O conceito refere-se a construções sustentáveis, que alinham eficiência energética à geração de energia renovável, para reduzir quase a zero seu balanço energético anual. Assim, em um contexto de preocupação global com a preservação de recursos, redução da emissão de gases nocivos ao meio ambiente e com a busca por fontes renováveis de energia, as NZEBs se apresentam como uma alternativa. Na Europa, muitos países firmaram um acordo para promover a sustentabilidade energética em edifícios utilizando esse modelo. No Brasil, no entanto, apesar do grande potencial para a geração distribuída de energia solar, o conceito ainda não está difundido. Dessa forma, a Chamada Pública Procel Edifica – NZEB Brasil visa disseminar essa cultura, bem como sua implementação no país, a fim de auxiliar na redução da demanda por energia nas edificações, consideradas um dos principais consumidores do setor elétrico.

“No Brasil, esse tipo de edificação ainda é pouco conhecido, enquanto que, na União Europeia, edificações novas deverão obrigatoriamente ser NZEB a partir de 2021, sendo que para edificações públicas já é obrigatório. Portanto, ainda estamos um passo atrás. Dessa forma, o Procel pretende fomentar conhecimento, pesquisa e desenvolvimento nessa área, seja junto aos estudantes e profissionais de arquitetura e engenharia, seja junto à indústria da Construção Civil, para que consigamos, em um futuro próximo, avançar para a construção desse tipo de edificação de forma contundente”, explica a arquiteta do Procel, Elisete Cunha.

Para a construção de uma NZEB, é preciso observar diversos aspectos desde a concepção do projeto. Apesar desse tipo de edificação utilizar sistemas de geração de energia, como os painéis fotovoltaicos, esse não é o único fator para a redução do custo da energia elétrica. Um projeto arquitetônico bem feito, pensado sob os aspetos da arquitetura bioclimática, considerando orientação solar, zoneamento bioclimático e topografia, por exemplo, é o ponto de partida para uma edificação eficiente.

Para o desenvolvimento desse tipo de projeto no Brasil, a Chamada Pública Procel Edifica vai disponibilizar R$ 4 milhões, a serem divididos por até quatro projetos. O recurso, proveniente do Plano de Aplicação de Recursos de 2018 (PAR Procel), poderá ser utilizado tanto para a construção quanto para o retrofit de edifícios. Serão aceitas propostas para edifícios residenciais e não residenciais, apresentadas por empresas públicas, autarquias, entes da administração pública direta, sociedades de economia mista e entidades sem fins lucrativos. Como requisitos para a obtenção do recurso, o edital determina que os projetos utilizem, obrigatoriamente, fontes renováveis de energia para a geração na NZEB. Além disso, os selecionados deverão se comprometer e permitir o processo de medição e verificação da construção pela Eletrobras, por meio do Procel, durante o primeiro ano de operação, além de promover a visitação continuada do público ao local.

Desta forma, o Procel propõe que os projetos contemplados nesta seleção sirvam como modelos, não somente para a construção civil, mas também para a sociedade interessada, como estudantes, profissionais de arquitetura e engenharia e até mesmo para o poder público. Assim, espera-se que a disseminação do conhecimento sobre as NZEBs incentive o desenvolvimento de novas tecnologias para edificações, auxiliando na redução do consumo de energia elétrica no setor.

A arquiteta do Procel destaca que, embora a matriz energética brasileira seja majoritariamente composta por usinas hidrelétricas, fatores como o aquecimento global e a escassez hídrica têm levado ao acionamento recorrente das usinas termelétricas. Elisete Cunha acredita que a realização desta Chamada Pública gere dados para o fomento de políticas públicas que permitam a implementação de NZEBs em maior escala, o que, segundo ela, resultaria em benefícios sociais com a redução de emissões de carbono, além de contribuir para a transição de uma matriz energética mais renovável. A profissional destaca, ainda, que o Brasil possui condições “extremamente favoráveis” para a geração de energia renovável, tanto a fotovoltaica quanto a eólica, e que, por isso, acredita que esse tipo de política tenha grande possibilidade de êxito.

“É necessário mudar a maneira de pensar edificação no Brasil, tanto em sua concepção quanto no seu uso! A manutenção do abastecimento elétrico das cidades, a redução de emissões de CO2 e a menor necessidade de investimento em grandes projetos de geração dependem, em boa parte, da eficientização de nosso parque edílico, uma vez que edificações consomem, aproximadamente, 50% da energia elétrica gerada no país. Ao mesmo tempo, temos que associar a geração distribuída à eficiência energética, pois geração distribuída sozinha não é eficiência energética, e isso deve ficar bem claro. Primeiro, devemos ter uma edificação eficiente para, então, diversificarmos a fonte primária de energia elétrica através da geração distribuída de fonte renovável, sendo esta a maneira sustentável. Um projeto eficiente requer uma usina de geração distribuída menor, reduzindo a escala e o custo desta usina, tornando-a mais atrativa, inclusive economicamente. Não há mistério nessa fórmula, e ela é a base de uma NZEB”, explica Elisete Cunha.

Resultado da seleção será divulgado em maio de 2020

As instituições interessadas em apresentar projetos de NZEBs na Chamada Pública Procel Edifica – NZEB Brasil devem fazer a inscrição até o dia 07 de fevereiro de 2020, sendo o prazo limite para a apresentação das propostas o dia 20 do mesmo mês.

Para a seleção dos beneficiados, será considerada a aplicação de conceitos de sustentabilidade, como eficiência energética, uso racional de água, utilização de materiais reciclados e recicláveis e com menor pegada de carbono, gestão de resíduos, durabilidade, inserção urbana, relação com o ambiente externo e escolhas integradas de materiais e sistemas construtivos. É desejável que participem edificações que tenham um uso específico além do demonstrativo.

O resultado do concurso será divulgado no dia 19 de maio. Os projetos selecionados estarão disponíveis no site da Chamada Pública, onde também constam o edital e o link para inscrições.

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