Como lidar com contratos de prestação de serviços ou de aluguéis durante a pandemia?

Não se esqueça! Será nesta quinta-feira as 20:00hs!

Em tempos de pandemia, muitos se perguntam sobre como lidar com os contratos de prestação de serviços ou mesmo de aluguéis…..

A A&F Virtual Office organizou uma Live para ajuda-los no esclarecimento de suas dúvidas e sobre os caminhos possíveis.

A Live já tem data e hora marcada e acontecerá no Instagrama da afvirtualoffice, e você está convidado!

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Como lidar com contratos de prestação de serviços ou de aluguéis durante a pandemia?

Em tempos de pandemia, muitos se perguntam sobre como lidar com os contratos de prestação de serviços ou mesmo de aluguéis…..

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Software para gestão de energia, automação e segurança em edifícios inteligentes

Divulgação: PROCEL Info

Por: Revista Eletricidade Moderna – Março 2020

Clique aqui para acessar a reportagem na íntegra, diretamente na origem.

Em um edifício, ¾ dos custos totais se concentram em atividades de operação e manutenção. Guia apresenta soluções para controle de demanda e de gestão de sistemas de energia, iluminação e climatização

Fontes especializadas em análise de ciclo de vida de edifícios calculam que a operação e manutenção respondem por nada menos de 75% dos custos totais de um prédio comercial. Não por acaso, logo que a tecnologia permitiu, imaginaram-se ferramentas de “informática” para gerenciar mais facilmente esses gastos e reduzir despesas, e desde o final dos anos 1980 o termo “edifícios inteligentes” integra o vocabulário dos profissionais de projeto, construção, instalação e gestão de prédios em geral. 

Sendo a energia elétrica o principal item de custos, foi natural que os primeiros sistemas se dedicassem à gestão energética, atuando no controle da iluminação, ar condicionado, bombas e elevadores. Mas não demorou para surgirem soluções dedicadas à automação da operação (controle de persianas, de brises, de ocupação de salas, de vagas de garagem, etc.), A segurança (controle de acesso e intrusão, detecção e alarmes de incêndios, vigilância eletrônica, etc.). Assim, uma grande quantidade de sistemas e dispositivos, utilizando protocolos distintos, passou a coexistir nas edificações, dificultando a obtenção, pelos gestores, de uma visão do desempenho geral. Mas com a evolução da tecnologia, tornou-se possível a integração desses sistemas e a criação de novas e modernas ferramentas, pensadas para oferecer recursos completos de gerenciamento automático de todas as funcionalidades. Atualmente, graças à digitalização e à conectividade, estão disponíveis recursos fantásticos em favor da economia, produtividade, ergonomia e sobretudo do bem estar dos ocupantes. 

Este texto é um guia e traz um apanhado de sistemas de gestão de edifícios disponíveis no mercado nacional, destinados à aplicação em uma gama diversificada de instalações, dos prédios de escritórios aos shopping centers, passando por hotéis, escolas, clínicas, CPDs e aeroportos, entre outros. 

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O papel do gestor na formação do profissional de operação e manutenção

Há muitos anos atrás, quando ainda era um estagiário de engenharia em uma multinacional fabricante de auto-peças, tive a oportunidade de trabalhar sob a orientação de um experiente profissional e meu professor de fundição na FEI, o Engenheiro Minoru Doi, que ocupava o cargo de Gerente de Produção.

Dentre as rotineiras voltas no chão de fábrica, eu o via se aproximar de operadores e colaboradores tocando-lhes fisicamente e despendendo alguns minutos para uma breve conversa sobre o seu trabalho e condições de operação. Uma das vezes, eu lhe perguntei sobre este hábito, obtendo a resposta de que a presença do líder, supervisor, chefe ou gerente no campo se fazia necessária, para que os funcionários sentissem que não estavam sós e que alguém se preocupava não somente com o resultado da operação, mas também sobre como ela se dava e as condições de trabalho. Ele denominou esta aproximação física como teoria do “toque”, gerando uma aproximação entre líderes e colaboradores.

Anos mais tarde, quando supervisionava equipes de operação e manutenção em indústrias e no setor de serviços, acostumei-me a despender parte do meu tempo para compreender as condições de trabalho de meus funcionários, facilidades e dificuldades sentidas por eles e, principalmente, suas ideias e sugestões. Aproveitava também para compartilhar a minha visão e a visão da empresa sobre o trabalho dele e resultados obtidos / registrados, a título de feedback.

Isto me proporcionava não só uma maior integração e conhecimento em relação a equipe e suas potencialidades, como também proporcionava a minha parcela de ajuda no crescimento destes profissionais.

De forma educada, dizia-lhes quando escreviam mal e precisavam melhorar o seu português, quando preenchiam de forma equivocada formulários ou mesmo quando não se preocupavam em olhar em detalhes condições e parâmetros / comportamentos da operação de equipamentos no campo, aproveitando para lhes explicar fundamentos ou funcionalidades, quando dispunha de tal informação.

Também aproveitava para aprender com estes colaboradores, tornando-me o profissional que hoje sou, graças a este processo de troca, iniciado na década de 80, com os ensinamentos recebidos de meu primeiro chefe e mestre.

Aonde quero chegar com isto?

Quero dizer que não acredito em gestão 100% remota, sem estabelecermos uma forma de aproximação e acompanhamento dos serviços, com o intuito de:

  • Desempenharmos o papel de supervisão e de orientador de nossos colaboradores
  • Repassarmos a visão e as expectativas do Cliente, alinhando-as em relação a visão e expectativas do próprio colaborador
  • Ensinarmos fundamentos, conceitos e objetivos àqueles que desempenham um importante papel operacional
  • Tecermos críticas construtivas, orientando também para a sua correção e, preferencialmente, incentivando a busca por soluções pelo próprio colaborador
  • Incentivarmos nossos colaboradores a se capacitar / se desenvolver, galgando postos e posições compatíveis com o potencial vislumbrado por nós

Em uma das oportunidades que tive de trabalhar com norte-americanos que respondiam pela operação e manutenção de grandes edifícios comerciais no estado de Nova York, ouvi por diversas vezes a expressão “engenheiro de manutenção não pode ficar com o bumbum na cadeira; deve estar presente no campo, inspecionando a qualidade das instalações / dos serviços e se antecipando aos problemas”. De uma certa forma, isto remetia para a mesma preocupação da qual já tinha conhecimento: Avaliar a qualidade e as condições dos serviços e colaboradores, agindo rapidamente e sempre que possível na correção e orientação / capacitação dos profissionais envolvidos.

Esta é, sem sombra de dúvidas, uma das maiores atribuições de líderes, chefes, supervisores e gerentes, ou seja, FORMAR PROFISSIONAIS MELHORES E NOVOS LÍDERES NO FUTURO.

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Agenda de cursos EAD pela AEA para profissionais de FM e Operação e Manutenção

A AEA Educação Continuada divulgou a agenda de cursos na modalidade EAD (ensino a distância) envolvendo alguns temas que contarão com a minha participação como docente:

Conforto Térmico das Edificações – 28, 29 e 30/9 e 1/10 de 2020 – 8h às 18h, ao vivo pela internet, com a participação dos docentes Prof. Ma. Nelson Solano Vianna, Prof. Dr. Marcelo de Andrade Romero, Prof. Dr. Walter José Ferreira Galvão e Prof. Esp. Alexandre Marcelo Fontes Lara

Clique na figura acima ou no link a seguir para ser direcionado até a página do curso: https://www.aea.com.br/cursos/curso-de-retrofit-predial-e-eficiencia-energetica/#resumo

Retrofit Predial e Eficiência Energética – 18.05.2020 a 21.05.2020, ao Vivo pela Internet, com a participação dos docentes Prof. Ma. Nelson Solano Vianna, Prof. André Trujillo, Prof. Dr. Marcelo de Andrade Romero e Prof. Esp. Alexandre Marcelo Fontes Lara

Clique na figura acima ou no link a seguir para ser direcionado até a página do curso: https://www.aea.com.br/cursos/curso-de-retrofit-predial-e-eficiencia-energetica/#resumo

Auditorias em Operação e Manutenção Predial (6 horas) – 14.07.2020 a 15.07.2020, ao Vivo pela Internet, com a participação do docente Prof. Esp. Alexandre Marcelo Fontes Lara

Clique na figura acima ou no link a seguir para ser direcionado até a página do curso: https://www.aea.com.br/cursos-online/curso-de-auditorias-em-operacao-e-manutencao-predial/

Comissionamento em Edificações (8 horas) – 24 e 25 de junho de 2020 – 14h30 às 18h30, ao vivo pela Internet, com a participação do docente Prof. Esp. Alexandre Marcelo Fontes Lara

Clique na figura acima ou no link a seguir para ser direcionado até a página do curso: https://www.aea.com.br/cursos-online/curso-de-comissionamento-em-edificacoes/

Implantação de Contratos em Facility Management (4 horas) – 16 de junho de 2020 – 14h30 às 18h30, ao vivo pela Internet, com a participação do docente Prof. Esp. Alexandre Marcelo Fontes Lara

Clique na figura acima ou no link a seguir para ser direcionado até a página do curso: https://www.aea.com.br/cursos-online/curso-de-implantacao-de-contratos-em-facility-management/

PCM – Planejamento e Controle da Manutenção em Edifícios (32 horas) – 4, 5, 11, 12, 18, 19, 25 e 26/ago – 18h30 às 22h30, ao vivo pela Internet, com a participação dos docentes Prof. Dr. Haroldo Luiz Nogueira da Silva, Prof. Esp. Alexandre Marcelo Fontes Lara

Clique na figura acima ou no link a seguir para ser direcionado até a página do curso: https://www.aea.com.br/cursos/curso-de-planejamento-e-controle-da-manutencao-em-edificios#resumo

Acesse o site http://www.aea.com.br para informações sobre os demais temas e cursos oferecidos.

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Livro “Crônicas do chão de fábrica” vem nos brindar com experiências e lições aprendidas

O amigo e profissional Paulo Walter divulgou recentemente o lançamento de seu livro CRÔNICAS DO CHÃO DE FÁBRICA: HISTÓRIAS E LIÇÕES DA VIDA PROFISSIONAL, reunindo várias de suas experiências na carreira, compartilhadas agora com todos aqueles que apreciam lições aprendidas.

O livro está disponível no site da AMAZON, através do link abaixo: https://www.amazon.com.br/dp/B086XCV7YR/ref=cm_sw_em_r_mt_dp_U_YBFMEbBCGJTE0 , ou clicando na imagem acima.

Parabéns e sucesso Paulo!

Boa leitura à todos!

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A pandemia e a quebra de paradigmas

Historicamente, as guerras tiveram um importante papel para a humanidade, promovendo a análise e revisão de conceitos e posicionamentos, a evolução tecnológica e a adoção de medidas por parte de seus participantes diretos e coadjuvantes.

Lamentavelmente, vivemos hoje o que alguns denominam como WWIII ou terceira grande guerra, unindo o globo no combate contra um inimigo invisível, com uma enorme velocidade de propagação, apesar de uma baixa e quase direcionada taxa de letalidade.

Imagem extraída do monitoramento do avanço do COVID-19 no mundo

Este momentos atual tem provocado mudanças em nossos comportamentos e uma acentuada utilização de recursos tecnológicos para a nossa comunicação, integração e trabalho descentralizado, quebrando paradigmas e mostrando que atividades “não presenciais” são possíveis.

Só para que se tenha uma ideia, investimos há 3 anos em uma potente ferramenta de vídeo-conferência para o nosso escritório em Atibaia, imaginando o tempo economizado com deslocamentos para os grande centros e encurtando os tempos relacionados as nossas comunicações com clientes e fornecedores / parceiros.

Neste sentido, propúnhamos reuniões virtuais com grandes ou pequenos clientes, inclusive já, em tese, habituados com o uso desta tecnologia em suas empresas. O mais incrível, ao menos em nosso segmento de consultoria, operação e manutenção, é que nos deparamos com muitas negativas e insistências para a realização de eventos presenciais, fazendo com que tomássemos a decisão de desmobilizar o nosso equipamento há quase um ano, justamente por falta de uso e por não ser viável a manutenção de sua licença de uso.

Entretanto, se olharmos o momento atual vivido em nosso planeta, veremos a enorme quantidade de eventos não presenciais ou “virtuais” dos quais participamos, com uso de sistemas pagos e gratuitos de web-meeting.

Mais do que isto, já é possível ouvir dos profissionais alguns questionamentos quanto a obrigatoriedade em se manter uma base, um escritório, um local fixo de trabalho…

Lembro-me de que em 1998, quando ainda atuava por uma das empresas do Grupo SEMCO, deu-se o início o conceito de escritório compartilhado, sem estações fixas, como conceito trazido pelo Ricardo Semler para algumas de suas empresas. Não tínhamos mesa, cadeira ou armários fixos, contando com um grande incentivo para a realização de trabalhos remotos, dentro das próprias operações da empresa.

De lá para cá, observamos sim a difusão deste conceito em várias empresas pelo país, embora ainda se observasse a preservação do conceito de trabalho presencial e não a distância, como por exemplo o “home office”.

O COVID-19 está promovendo e possibilitando experiências na utilização destes recursos de tecnologia e comunicação, trazendo para o nosso mercado o conceito de trabalho descentralizado (sem uma base fixa obrigatória) e ampliando o uso de recursos de comunicação via web. Trata-se de uma quebra de paradigmas para alguns e esperamos que este movimento não sofra retrações, possibilitando com que as nossas empresas repensem em suas estruturas e por que não, na qualidade de vida de seus colaboradores.

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Cinco propostas para retomar economia após coronavírus

É estarrecedor como questões políticas e idealismos ainda pautam posicionamentos que deveriam ser técnicos…

Esta boa matéria produzida pelo UOL reúne cinco renomados economistas, alguns com participações em estruturas passadas de nosso governo, dando-lhes a oportunidade de colocar as suas opiniões sobre os caminhos que o país deverá tomar para uma recuperação econômica.

No entanto, apesar de, como não economistas, enxergarmos que o governo (municipal, estadual e federal) precisa não só estabelecer, mas fazer cumprir o teto de seus gastos, incluindo a questão do funcionalismo público, dependendo de ações por parte dos 3 poderes, ainda nos deparamos com visões quanto a tributação maior de ricos e fortunas, além de uma visão assistencialista a longo prazo (não me refiro aqui ao socorro imediato no período de crise e no curto prazo).

Enquanto deveríamos nos concentrar em limitar gastos e direcionar melhor os nossos recursos, e aí me refiro a investimentos (incluindo a nossa infraestrutura de saneamento, saúde, transportes, entre outros) e apoios aos setores mais prejudicados, ajudando a movimentar a nossa economia, recuperando a nossa produção interna (até mesmo em função da alta do dollar que deve permanecer por um longo período) e criar oportunidades de empregos, vemos posicionamentos que se opõem a boa técnica e racionalidade.

É realmente incrível como se objetiva a manipulação de alguns….

Enfim, mas a matéria é muito interessante, apesar de curta. Boa leitura!


Fonte: UOL Economia

Por: Autor não encontrado

Divulgação: SINAENCO

Acesse aqui a matéria diretamente em sua fonte.

Desemprego em nível recorde, diminuição da capacidade produtiva da economia devido ao fechamento de empresas e piora das contas públicas devem compor o quadro da economia brasileira após a crise do coronavírus. A intensidade dessa piora do cenário econômico vai depender da efetividade das medidas emergenciais que têm sido adotadas pelo governo.

Quanto a essas duas afirmações, parece haver consenso entre economistas brasileiros de diferentes vertentes. Mas o que fazer para retomar a atividade econômica passada a fase mais aguda da crise, quando a circulação de pessoas puder ser reestabelecida nas cidades? Aí surgem as divergências.

“Na saída da crise, há quem ache que o governo não vai precisar fazer muito mais coisa, que o mercado vai se recuperar sozinho”, diz Nelson Barbosa, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EESP-FGV). “Isso é um erro, porque teremos famílias e empresas com renda menor, mais dívida e maior incerteza. Então é muito difícil que o setor privado se recupere por conta própria”, afirma Barbosa, que foi Ministro da Fazenda (2016) e do Planejamento (2015) durante o governo Dilma Rousseff (PT).

“Há uma clara necessidade de se gastar de forma temporária em questões de saúde, sociais e em alguns casos empresariais. Mas está claro que não há espaço para outras aventuras, outros gastos, posto que o Brasil ainda não conseguiu recuperar sua saúde fiscal, que se perdeu ali pelos idos de 2014, 2015”, considera por sua vez Arminio Fraga, sócio da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A BBC News Brasil ouviu cinco economistas brasileiros, entre homens e mulheres, liberais e heterodoxos, em busca de propostas para recuperar a atividade econômica do país depois da crise do coronavírus. Confira abaixo as sugestões de Solange Srour, Samuel Pessôa, Armínio Fraga, Nelson Barbosa e Laura Carvalho.

Retomar a agenda de reformas

Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos

Voltar à agenda de reformas anterior à crise do coronavírus é a solução para que o país encontre o crescimento sustentável, mesmo em uma situação econômica pior, com desemprego mais elevado, recessão econômica e perda do poder de compra da população, avalia Solange Srour, da ARX Investimentos.

“Esse é o único caminho para voltarmos a crescer: insistir na agenda de consolidação fiscal e de produtividade”, diz Srour, citando como prioritárias medidas como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial — que permite, entre outras ações, congelar salários do funcionalismo público — e as reformas administrativa e tributária. “Não podemos cair no mesmo erro que cometemos no pós-crise de 2008, quando continuamos expandindo o fiscal, desestruturando a economia.”

Segundo a analista, garantir que o aumento de gastos do governo em resposta à crise seja temporário será fundamental para recuperar a confiança dos empresários no momento de retomada da atividade. “Para crescermos de verdade serão necessários investimentos e para isso, precisa de confiança”, diz Srour.

Assim, ela refuta a ideia de que cortar gastos públicos no pós-crise possa aprofundar ainda mais a recessão esperada. “É a falta de confiança que pode impedir a retomada.”

Possível mudança no teto de gastos

Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV)

Samuel Pessôa, do Ibre-FGV, também aposta na retomada da agenda de reformas para o país voltar a crescer, passado o pior momento da emergência de saúde pública do coronavírus. Mas ele acredita que, se o Congresso conseguir aprovar a PEC Emergencial, reduzindo o gasto obrigatório do Estado, é possível pensar em uma mudança na regra do teto de gastos para abrir espaço ao investimentopúblico, dando fôlego adicional à atividade econômica após o isolamento.

“Gasto obrigatório não pode crescer mais do que o PIB, isso é um disparate e uma urgência a ser atacada”, diz Pessôa. “Atacando isso, dá para pensarmos na proposta do Fabio Giambiagi de mexer no teto de gastos para liberar algum recurso para investimentos”, afirma.

Ao fim de 2019, Fabio Giambiagi e Guilherme Tinoco, economistas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apresentaram uma proposta de flexibilização do atual teto, incluindo um tratamento diferenciado para os gastos de investimento. O investimento público — somando as três esferas de governo e as empresas estatais — chegou a 2,26% do PIB em 2019, quase a metade dos 4,06% de 2013, último ano antes da crise anterior, segundo levantamento do economista Manoel Pires, do Observatório de Política Fiscal da FGV.

Intervenções pontuais em setores estratégicos

Arminio Fraga, sócio da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central

Um dos expoentes do pensamento liberal brasileiro, Arminio Fraga avalia que, na saída da crise do coronavírus, podem ser necessárias intervenções estratégicas do governo em alguns setores mais atingidos pela paralisação da atividade. Fraga, que vinha, mais recentemente, se dedicando ao debate sobre o combate à desigualdade, também avalia que um modelo mais abrangente de proteção social, que inclua os trabalhadores informais, deve entrar na ordem do dia.

“Alguns setores já são muito claros: restaurantes, serviços pessoais, hotéis, companhias aéreas e outros”, enumera Arminio. “Isso é bem diferente da política de ‘campeões nacionais'”, ressalva, fazendo referência à política conduzida pelo BNDES durante os governos petistas de empréstimos subsidiados e compra de participações acionárias de grandes empresas brasileiras. “A sociedade tem que se perguntar se alguns setores, que foram destroçados pelo vírus, merecem algum apoio, se isso faz sentido do ponto de vista social e econômico.”

Com a aprovação do auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais que perderem renda devido às medidas de isolamento social, alguns economistas têm defendido que a política de renda básica se torne permanente. Arminio diz ter dúvidas quanto a um benefício universal, devido ao custo elevado, mas vê com bons olhos a discussão de ampliação do sistema público de proteção social.

“É um tema importantíssimo, é fundamental que se chegue aos informais. As regras — como fazer, o que cada um tem direito, quem contribui ou não — têm que ser avaliadas. Mas tenho certeza que esse é um tema que vai entrar em pauta. Se é que já não está”, afirma.

Frentes de trabalho e retomada do investimento público

Nelson Barbosa, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento

Uma frente de trabalho de saúde pública e a retomada de obras paradas estão entre as propostas do economista Nelson Barbosa para recuperação da atividade após o fim do isolamento social imposto pela nova doença. Para Barbosa, um programa de “seguro-renda”— como o seguro-desemprego atual, mas voltado a todos os trabalhadores, incluindo informais — é uma opção para a ampliação da proteção social na nova conjuntura.

“É preciso que o governo adote um plano de reconstrução. Medidas temporárias, sim, mas que provavelmente vão durar mais de um ano”, afirma. “Por exemplo, diversos países estão pensando em adotar uma força de trabalho emergencial para monitoramento e combate à covid-19 depois da pior fase”, diz.

Barbosa acredita que é possível criar espaço nas contas públicas para a retomada do investimento em obras paradas. “Essa crise mostrou que, quando há um risco, o espaço fiscal é gerado”, afirma. “O governo vai emitir dívida e, quando chegar a hora de pagar, espera-se que a economia já tenha se recuperado, com um PIB e uma arrecadação maior, com a qual vai se pagar parte dessa obrigação”, diz, citando ainda a expectativa de continuidade da queda dos juros, que deve reduzir o custo do endividamento.

Medidas redistributivas e renda básica permanente

Laura Carvalho, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP)

Para Laura Carvalho, a recuperação da economia após o fim do isolamento deve exigir um “novo Plano Marshall”— referência ao plano de recuperação dos países europeus após a Segunda Guerra Mundial. A economista, que ajudou a formular o programa econômico da campanha de Guilherme Boulos (PSOL) à presidência em 2018, avalia que o investimento público deve ser usado neste segundo momento de combate à crise como forma de suprir carências históricas, como na saúde e no saneamento básico.

“Isso exigiria a revisão do teto de gastos e uma mudança na orientação da política econômica, que até aqui tem sido voltada para o Estado mínimo”, diz Laura. Segundo ela, a aposta de alguns economistas na retomada da agenda anterior de corte gastos pode piorar a recuperação, levando a uma retomada em “L”, quando o nível do produto não volta ao patamar anterior à crise.

Conforme a economista, esses investimentos deveriam ser financiados através de um aumento da arrecadação. “Defendo alíquotas superiores de tributação para os mais ricos, que vão sofrer muito menos o impacto dessa crise, com o fim da desoneração de dividendos e de desonerações para setores pouco afetados”, exemplifica, citando ainda a tributação de grandes fortunas e aumento do imposto de renda para os mais endinheirados.

Carvalho defende também que a renda básica emergencial se torne permanente. “Temos no Brasil uma informalidade recorde e essa crise tende a agravar isso. Então temos que pensar na possibilidade de uma rede de proteção social maior, universal e que seja permanente.”

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Sobratema e Analoc fomentam discussão sobre os impactos do coronavírus na construção civil

Fonte: Engenharia Compartilhada

Por: Assessoria de Imprensa

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Webinar promovido pelas entidades também abordou as perspectivas pós-pandemia, tanto no setor da construção, quanto no segmento de locação de equipamentos pesados

Imagem Engenharia Compartilhada – Webinar

Na última quinta-feira (17), a Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) e a Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas (Analoc) promoveram o webinar “Impactos e Perspectivas Pós-Coronavírus no Setor da Construção e no Segmento de Locação de Equipamentos”, com o objetivo de propor uma reflexão sobre novos caminhos para os negócios.

A ação foi mediada por Luís Artur Nogueira, jornalista e economista, que dividiu a apresentação em três partes (a reação do mundo ao coronavírus, os impactos na economia brasileira e o cenário pós-crise), a partir da seguinte questão: o mundo não acabou, apenas fechou temporariamente para balanço em decorrência da nova doença e reabrirá quando ela permitir, o que já começa a acontecer na China e em alguns países europeus.

A partir de então, o jornalista lembrou que a economia global já estava desacelerando em decorrência da guerra comercial travada entre Estados Unidos e China. Ou seja: já não seria um ano fácil, mas a Covid-19 veio para agravar ainda mais a situação. “O mundo está em recessão e o andamento dela dependerá de alguns fatores principais. Primeiramente, quanto mais a China conseguir crescer neste ano, mais suavizada a recessão global será.

Por outro lado, quanto maior for o ‘tombo’ dos Estados Unidos, mais a economia global será prejudicada”, apontou. Para se ter uma base, as previsões mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) revelam que a economia americana deverá encolher 5,9% em 2020, enquanto a China deverá crescer 1,2%.

Na visão de Nogueira, o desenrolar da situação está amarrado a um ponto principal: se haverá ou não uma nova onda de contaminação do coronavírus nesses países. Além disso, o momento veio para mostrar que o mundo ainda é muito dependente da China e que é preciso pensar em alternativas de como resolver essa questão.

Juan Manuel Altstandt, vice-presidente da Sobratema e diretor geral da Herrenknecht do Brasil, complementou a fala do jornalista na primeira parte da apresentação ao trazer uma visão dos impactos que já vem sendo percebidos na Europa, especialmente no segmento de máquinas e equipamentos pesados para a construção civil. Segundo ele, este nicho reúne aproximadamente 1.200 empresas, com 300 mil empregos diretos e um faturamento na ordem de 40 bilhões de euros, o que representa 20% da produção mundial. “Dessas 1.200 fábricas, 62% estão fechadas ou com a produção significativamente afetadas, 35% estão com a produção levemente afetada e apenas 3% não sofreram alterações em suas operações.

Vale lembrar que as empresas paradas ou significativamente afetas estão nessa situação em decorrência da parada das obras ou do cancelamento de novos projetos, restrições de viagens, de movimentação geral e pela quebra na cadeia de produção, que resulta na indisponibilidade de componentes”, disse.

Diante destes números, a previsão para este ano é de que 11% dessas empresas poderão perder 10% de sua produção; 40% perderão entre 10 e 30%; 32% perderão mais de 30% e, novamente, apenas 3% passarão pela crise sem nenhum impacto.

E o que podemos esperar no Brasil?

Na segunda parte do webinar, Nogueira apontou que a recessão da economia brasileira já é uma certeza para 2020 e que, em breve, sentiremos saudade dos chamados “pibinhos” (crescimento em torno de 1%). Caso a recessão do país supere os 5%, é possível que uma depressão econômica aconteça e traga, como consequência, o caos social descontrolado, marcado pelo desemprego.

No entanto, o jornalista pondera que não deveremos chegar à essa situação e que o cenário mais provável é a recessão econômica na faixa dos 3% a 5%. “O que já podemos sentir até o momento são a alta do dólar, a queda das Bolsas, o fechamento temporário de fábricas e lojas, a ampla adoção do home office por parte das empresas, a redução de salários e jornadas de trabalho, bem como demissões”, disse o mediador, listando também a queda abrupta da arrecadação, o engavetamento da agenda de reformas e a antecipação da disputa política de 2022.

No que diz respeito às medidas que já vem sendo tomadas, ele destaca:

• BC: redução de juros e depósitos compulsórios.

• BNDES: carência em empréstimos e foco na folha.

• Bolsa Família: ampliação para mais de 1,2 milhão.

• INSS: antecipação das duas parcelas do 13°.

• Empresas: 3 meses sem recolher o FGTS.

• Trabalhadores informais: recebimento de três parcelas no valor de R$ 600.

Entre as sugestões do que ainda poderia ser feito, Nogueira ressalta a aceleração da transmissão do dinheiro até a ponta final, o fornecimento de crédito para as pequenas empresas sem a exigência de garantias, o aumento dos investimentos públicos em infraestrutura e a união polícia nacional com um discurso de previsibilidade. “É importante pontuar, ainda, que a liberação excessiva de FGTS pode trazer um risco para o setor, afetando especialmente os negócios imobiliários”, complementa.

Diante de todas essas variáveis, Luís Artur Nogueira apresentou as suas projeções econômicas para 2020, com base em quatro premissas centrais: “lockdown” até o final de abril; isolamento seletivo a partir de maio; retorno às aulas em junho e vida normal a partir de agosto.

São elas:

• PIB: -6% a -2%;

• Inflação (IPCA): 2,5%;

• Juros básicos (Selic): 3% ao ano;

• Dólar: R$ 4,50 a R$ 5,50;

• Produção industrial: queda de 1 a 7%;

• Varejo: -3% a 1%;

• Crédito total: 5% a 10% de alta;

• Investimento estrangeiro direto: 50 a 80 bi de dólares;

• Desemprego: salto do patamar atual de 11% para 15%.

Aqui, vale pontuar que as projeções irão variar de acordo com a concretizações das quatro premissas básicas consideradas pelo jornalista. Em outras palavras, quanto mais as premissas atrasarem, pior será a projeção econômica.

Um olhar sobre o futuro da construção e da locação de equipamentos

Na última parte do encontro, Nogueira apresentou sua visão sobre os setores imobiliário e da construção pesada. O primeiro deles, se destaca por apresentar uma significativa recuperação nos últimos anos e por ter obtido resultados positivos em 2019, especialmente na área residencial. “Devido a isso, felizmente temos obras em andamento em 2020, que continuam acontecendo, uma vez que a construção civil está entre setores liberados a operarem normalmente durante a quarentena”, diz.

Outras tendências que merecem atenção é que a incerteza do momento pode paralisar novos lançamentos e atrasar algumas obras. Na outra ponta, o período vem sendo marcado pelo crédito imobiliário barato e com carência.Sobre a construção pesada, por sua vez, o especialista ressalta algumas preocupações. Para começar, trata-se de um setor que já não apresentava recuperação consistente e, além disso, o Ministério da Infraestrutura possui apenas R$ 6 bilhões para serem investidos em 54 obras em 2020.

Em contrapartida, a boa notícia é que Tarcísio de Freitas, Ministro da Infraestrutura, anunciou recentemente que irá pedir mais R$ 30 bilhões para 70 novas obras, o que traz oportunidades para o setor. Além disso, o governo pretende lançar um pacote de obras pós-crise, que inclui a concessões de 44 projetos no 2° semestre deste ano. A partir desta iniciativa, estima-se que o setor da construção poderá gerar cerca de 1 milhão de empregos nos próximos meses.

Como avaliação final, Nogueira pontuou que o momento traz uma oportunidade de ouro para que as entidades discutam a importância de o governo priorizar investimentos públicos, especialmente na área de saneamento, que se mostra bastante promissora. “A mensagem é de que a velocidade de recuperação do Brasil dependerá da nossa capacidade de salvar empresas e trabalhadores.

Logo, 2021 será melhor na medida em que conseguirmos proteger as companhias e os consumidores”, concluiu.

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Como minimizar os danos econômicos causados pela pandemia

Falando um pouco de minha geração (nascidos na década de 60), que não sentiu o peso ou efeitos da WWII e passou por algumas décadas preocupada com a “Guerra Fria” e polarizada, quase como se fôssemos um filme de suspense…., chegamos ao que alguns chamam de 3a Guerra Mundial, uma guerra contra um inimigo invisível…

Mas o fato é que chegamos à este momento ainda sem um campo de visão muito limpo e profundo, tanto do que diz respeito a retomada de nossas vidas e atividades, como também, e principalmente, quanto a recuperação econômica.

Embora tenha dentro de mim a convicção de que retomaremos sim o nosso ritmo de vida, tenho também a impressão de que a velocidade de cruzeiro será outra….., pois não há como não imaginar de que o mundo sairá diferente desta crise, assim como os nossos pais e avós saíra das crises geradas pelas duas grandes guerras.

Isto faz com que tenhamos, embora infelizmente, que exercitar aprendizados que recebemos desde a infância, seja para evitarmos consumíamos e desperdícios (experiências daqueles que vivenciaram períodos de guerra ou do pós-guerra), seja para nos planejarmos melhor e buscarmos alternativas.

No entanto, não existem cartolas com coelhos ou maletas mágicas, neste caso….

Precisamos ter “pés no chão”, ou seja, calma e atitude consciente, acompanhar os “passos no Brasil e ao redor do mundo” (com moderação em função de distorções de nossas mídias…) e utilizar o aprendizado que recebemos.

O desespero de nada ajudará neste momento, pois sempre existirá uma saída, mesmo que esta signifique darmos um ou mais passos para trás.

Li há pouco um artigo escrito por um professor da FEI que aborda exatamente os temas como calma, organização e planejamento, para que se possa vencer e minimizar os danos causados pela crise.

Vejam o pequeno artigo escrito pelo Prof. Paulo Baia da FEI para o Jornal Empresa & Negócios, diretamente no site de origem, clicando no link abaixo.

Fonte: Jornal Empresa & Negócios

Por: Paulo Baia – Professor de Economia do Centro Universitário FEI

Com o pedido de quarentena em diversos países, Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, informou que o choque econômico atual já é maior do que a crise financeira de 2008 ou a de 2001.

Falando mais especificamente do Brasil, a preocupação econômica não é diferente. Por aqui, os setores mais afetados, obviamente, são aqueles que devem parar as suas atividades, basicamente, os serviços não essenciais e o comércio não eletrônico de bens não essenciais. No estado de São Paulo seguem permitidos apenas sete tipos de serviços: saúde pública e privada, transportes públicos, abastecimento, alimentação, segurança, limpeza, bancos e lotéricas.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra, diretamente em sua origem.

Link da matéria em sua fonte: https://jornalempresasenegocios.com.br/artigos/como-minimizar-os-danos-economicos-causados-pela-pandemia/

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