O Gigante Acordou…e espero que de forma definitiva e pacífica

Sinceramente não gosto de misturar política, religião ou minhas preferencias no esporte em discussões ou mesmo no meu trabalho, mas confesso que estou maravilhado com a mobilização que tomou conta deste pais nas ultimas semanas, com exceção aos processos de vandalismo ou agressões que permearam nas ultimas manifestações.

Escrevi recentemente sobre a vergonha do Engenhão no RJ, uma obra que teve o custo de construção extremamente aumentado na época, embora tenhamos lamentavelmente nos deparado com falhas construtivas que interditaram o estádio.

Da mesma forma, nos deparamos recentemente com inaugurações precoces das novas arenas, apenas para satisfazer o poder publico e suas obrigações para com a Fifa, passando por cima de questões técnicas, o que ocasionou falhas em suas inaugurações.

Vemos também a falta de uma gestão adequada nestas arenas, fato este que tem proporcionado um verdadeiro leque de reclamações de usuários.

Quem me conhece pessoalmente sabe que, apesar de um apaixonado por futebol, repudio desde a escolha do Brasil como o pais de uma copa do mundo e olimpíadas tal decisão, pois somos um pais carente em educação, em saúde e segurança, não justificando os gastos com tais eventos neste momento.

Repudio também a entrega de tais empreendimentos sem uma adequada gestão, o que certamente nos proporcionará futuras manifestações e problemas no futuro.

Enfim, fico apenas feliz com a evolução política de nosso povo e deixo aqui o meu apoio às manifestações pacificas.

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Inspeção Predial – Uma Lei que sai do “forno”…

Já escrevi em uma outra situação e ocasião sobre a necessidade de nos (me refiro à nós brasileiros) aculturarmos em questões que envolvam a engenharia, a administração de serviços, etc…, assim como em relação à questão envolvendo a elaboração de Leis que nos obrigam à acelerar tais processos de “aculturamento”, ao mesmo tempo em que faltam braços (fiscalização) para que se faça cumpri-las, o que “mina” este processo e dá espaços aos “jeitinhos brasileiros” que tanto depreciam e desacreditam as instituições e reduzem a “força de lei”…

Há muito alguns profissionais têm batalhado por aprovar uma lei que obrigue a contratação de uma inspeção periódica em edificações e sua infraestrutura, com o objetivo de assegurar a inexistência de riscos operacionais e de riscos ao patrimônio e seus ocupantes.

Enfim, parece que a batalha surtiu efeito e que teremos uma nova lei, conforme transcrevi abaixo, a partir de um e-mail informativo que recebi.

A grande questão passa à ser então como o mercado reagirá ou tratará esta nova lei; será realmente que o objetivo principal desta “batalha” será compartilhado com os contratantes e responsáveis pelas edificações ou será que será apenas mais uma “lei” à ser “contornada com artifícios e jeitinhos”?

Não é de hoje que exemplifico em minhas aulas a existência de grandes edifícios em operação e completamente ocupados, sem que sistemas de segurança estejam operando de forma à garantira a segurança de seus ocupantes, além da própria edificação.

Como tais edificações recebem o AVCB, por exemplo, se não apresentam condições adequadas no que se refere a segurança?

Como os responsáveis por estas operações conseguem dormir tranquilamente nestas condições?

Será que não aprendemos com exemplos anteriores e mais recentes como a casa noturna no Rio Grande do Sul?

Será que apenas “mais uma lei” mitigará tais riscos?

Não pretendo aqui polemizar esta questão, sendo que acho importantíssimo a aprovação desta lei, mas quero deixar claro a minha opinião e visão no que tange a:

  1. A Inspeção Predial, embora executável em diferentes níveis e por profissionais habilitados nas diferentes modalidades de engenharia, não tenderá à recomissionar sistemas, avaliando não só a sua funcionalidade, como principalmente o seu desempenho
  2. Trata-se de uma importante lei, que demandará a seriedade e preocupação por parte de quem a contratará
  3. Os nossos profissionais de Operação e Manutenção precisam compreender que o simples funcionamento de sistemas (automatismos integrados ou não com outros sistemas, tais como alarme de incêndio, etc) não assegura o seu desempenho. Em outras palavras, o simples acionamento de um sistema de pressurização de escadas a partir de um alarme de incêndio não assegurará o seu bom desempenho, ou seja, que haja o diferencial de pressão necessário entre a caixa de escadas e seu exterior, condição esta que salvará vidas
  4. Os responsáveis por uma Operação e Manutenção deveriam cobrar de Bombeiros Militares, representantes do CONTRU, entre outros uma análise criteriosa de suas instalações visando obter a segurança necessária, ao invés de apenas aspirarem o “Alvará”.
  5. O “recomissionamento e o retrocomissionamento” em instalações deverão ser mais difundidos como importantes ferramentas.
  6. Alvarás e demais documentos legais deveriam ser apenas uma consequencia de uma boa vistoria e da avaliação de uma operação segura.

Enfim, não consigo enxergar o avanço e amadurecimento que necessitamos apenas com novas leis, sem o aculturamento de nossos gestores e profissionais técnicos.

Segue abaixo o trecho extraído do e-mail que recebi.

 

Aprovada exigência de inspeção periódica em edificações públicas e privadas 

Edifícios residenciais e comerciais, escolas, igrejas, teatros, cinemas, viadutos, rodovias, pontes, entre outras edificações, estarão sujeitos a inspeções periódicas, caso se torne lei o projeto aprovado nesta quarta-feira (5) pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

O projeto (PLS 491/2011) , do senador licenciado Marcelo Crivella (PRB-RJ), foi aprovado na forma de substitutivo apresentado pelo relator, senador Zezé Perrella (PDT-MG). O texto pode seguir direto para exame na Câmara dos Deputados, caso não seja apresentado recurso para votação pelo Plenário do Senado.

De acordo com a proposta, a inspeção será obrigatória para edificações e seus elementos complementares, como sistemas de ar condicionado, geradores de energia e instalações elétricas, elevadores e escada rolante. De acordo com o substitutivo, ficam dispensadas edificações residenciais com até três pavimentos, além de estádios de futebol e barragens, sujeitos a legislação específica.

No substitutivo, Zezé Perrella prevê que a primeira inspeção seja feita dez anos após a emissão do habite-se. A partir daí, a periodicidade varia conforme a idade do imóvel: a cada cinco anos, para edificações com até 39 anos de construção; a cada três anos, para edificações entre 40 e 49 anos de construção; a cada dois anos, para edificações entre 50 e 59 anos de construção; e a cada ano, para edificações com mais de 60 anos de construção.

O relator torna obrigatória a inspeção a cada três anos para edificações não residenciais com até 39 anos de construção em caso de hospitais e outras unidades de atendimento à saúde; edificação com mais de dois mil metros quadrados de área construída; prédio com mais de quatro pavimentos; ou local para eventos com capacidade para mais de 400 pessoas.

A proposta abre ao órgão municipal ou distrital responsável por fiscalizar as edificações a possibilidade de ampliar ou reduzir a periodicidade das inspeções.

Responsabilidades

De acordo com o texto, caberá ao proprietário ou responsável pela administração da edificação providenciar a elaboração do Laudo de Inspeção Técnica de Edificação (Lite) e o registro do mesmo na administração do município ou DF.

O documento deverá ser elaborado por profissional registrado no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) e junto à administração municipal ou distrital. Em caso de informações falsas no laudo técnico ou de acidentes em que fique comprovada má fé, esse profissional estará sujeito a multa e demais penas civis e criminais.

Na discussão da matéria, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e a senadora Ana Amélia (PP-RS) sugeriram emenda, aprovada pela comissão, para explicitar no texto que caberá ao proprietário contratar profissional habilitado para a realização do laudo, ficando as prefeituras com a incumbência de receber e arquivá-lo, além da função hoje prevista de fiscalização das edificações.

Assim como o autor da proposição, Zezé Perrella acredita que as medidas darão maior segurança às edificações e ajudarão a evitar incêndios, desabamentos de edifícios e viadutos, acidentes em elevadores, entre outros registrados com frequência nas cidades brasileiras. Ele observou que as normas propostas no projeto foram reunidas em três audiências públicas realizadas com especialistas.

Fonte: Agência Senado / Trecho copiado de email recebido do Gabinete Gomide

 

** Em tempo, teremos nesta próxima quinta-feira (27/06) em SP um importante evento sobre a Inspeção Predial, evento este planejado e conduzido pelo Instituto Brasileiro de Perícias do Estado de SP – IBAPE SP, em parceria com o CREA.

Mais informações poderão ser obtidas junto ao próprio IBAPE SP.

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O Valor de uma boa gestão de facilities

Fonte: Valor Econômico / Divulgação Infra

“Problemas no Mineirão obrigam estádio a pagar indenização aos torcedores

Zelar pela segurança e pelo conforto dos usuários das edificações prediais são dois dos muitos papéis do profissional de Facility Manager. Além de demonstrar a preocupação com o seu público, esses fatores, se mal cuidados, podem trazer prejuízos financeiros e também à imagem do prédio e da própria empresa que ocupa a edificação.

Por conta da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, muitos estádios no país estão sendo reformados ou construídos, e é neles que está o nosso exemplo. Inaugurado no último dia 3 de fevereiro, o Mineirão, em Belo Horizonte, passou por alguns problemas, como a falta de água nos banheiros e o fato de os portões terem sido abertos muito tarde, atrapalhando a entrada dos torcedores e fazendo com que muitos deles perdessem o início da partida de reabertura do estádio.

Devido a essas e outras irregularidades, o Cruzeiro (clube que possuía o mando de jogo da partida) e o consórcio Minas Arena (responsável pela gestão do empreendimento) estão sendo condenados a pagar indenizações aos torcedores. Isso prova, mais uma vez, que uma boa gestão dos serviços prestados e da infraestrutura podem, além de oferecer o maior conforto ao público, prevenir problemas capazes de onerar os cofres e também a imagem da empresa.”

 

Comentários do Blogueiro:

A reportagem acima evidencia, de certa forma, a fragilidade que ainda demonstramos na administração de serviços e de espaços específicos.

As grandes arenas recentemente construídas ou reformadas, assim como algumas casas de espetáculos demandam por uma grande e importante atuação do gestor de facilities, que tem sob a sua responsabilidade a gestão dos diversos serviços que assegurem uma adequada e segura operação, além do conforto e segurança aos seus ocupantes e usuários.

O fato é que temos, na realidade, dois fatores principais que contribuem e muito para estas situações:

  1. Heranças (boas ou más…) – Como recebemos os empreendimentos para que sejam “operados / geridos” pelo Facility Manager. Iludem-se aqueles que imaginam que o recebimento de um novo empreendimento trará menos problemas do que um empreendimento existente. Muitas vezes uma obra mal acabada e não devidamente comissionada trará muito mais preocupações ao gestor do que um edifício existente e já “amaciado e mapeado” com o passar dos anos.
  2. A experiência e o perfil do Facility Manager – Somente um gestor com experiência e habilidades conseguirá guiar a sua equipe local através das adversidades que tais contratam possam lhe causar… Da mesma forma, somente um gestor experiente em situações similares exigirá um apoio à sua empresa durante a etapa de implantação e planejamento.

Espero realmente que a realização no Brasil de uma Copa do Mundo e das Olimpíadas sirva para “acordar” empresas e clientes quanto a necessidade de “abrirmos os olhos”…

No entanto e infelizmente……a nossa experiência neste sentido (engenhões, etc) não nos deixa tranqüilos….não é?

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Procel divulga o DOMUS, primeiro software brasileiro para auxiliar no processo de etiquetagem de edificações

Brasil – Conheça o “Domus – Procel Edifica”, o software de simulação higrotérmica e energética de edificações

Ivana Varela, para o Procel Info

Brasil – O Domus-Procel Edifica é o primeiro software brasileiro de auxílio ao desenvolvimento do programa brasileiro de Regulamentação de Eficiência Energética em Edificações. A ferramenta facilita a avaliação para a etiquetagem de edificações públicas, comerciais e de serviços, e permite simulações com variáveis de umidade, calor, consumo e demanda de energia, a fim de proporcionar o máximo de conforto, evitando o desperdício de eletricidade.

Segundo o Gerente do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da Eletrobras, Fernando Perrone, a plataforma Domus Procel Edifica, de simulação higrotermoenergética e de capacitação profissional, é uma ferramenta genuinamente brasileira, que possui uma interface própria de Projeto Assistido por Computador que permite a elaboração rápida de projetos para analise de desempenho de componentes construtivos e de sistemas de climatização. “O programa lê plantas baixas, de softwares como AutoCAD e Vectorworks, entre outros. A leitura também é possível em arquivos do Energy Plus, que permite a obtenção de dados de geometria da edificação e elementos construtivos (camadas e suas propriedades termofísicas, ganhos internos e calendários), que facilita a analise do nível de eficiência de forma rápida, para arquivos nesse formato, tanto para o método prescritivo quanto para a simulação”, diz ele.

Em virtude do enfoque em emissão de etiquetas de eficiência energética para edificações, lembrando-se que elas são responsáveis por cerca de 48% da energia elétrica total consumida no País, no mês passado a Eletrobras lançou o software Domus-Procel Edifica, por um investimento de R$ 1,75 milhão , e através de uma parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), o Ministério de Minas e Energia e o Inmetro.

“A Eletrobras patrocinou essa ferramenta de grande qualidade, com potencial expressivo para redução de energia, contribuindo, assim, para que a sociedade brasileira usufrua conforto e promova sustentabilidade”, afirmou a superintendente de Eficiência Energética da Eletrobras, Renata Leite Falcão.

O Domus – Procel Edifica é um software de simulação higrotérmica e energética de edificações que fornece perfis de temperatura e umidade nas paredes para qualquer intervalo de tempo, além de apresentar valores de temperatura e umidade relativa para cada zona de uma ou mais edificações, considerando não apenas o transporte de calor, mas, também, de vapor e de líquido através do envoltório da edificação. Pode-se também obter e visualizar a ENCE de acordo com o RTQ-C, tanto pelo método prescritivo quanto pelo método de simulação.

Na época das crises mundiais no abastecimento de petróleo, aconteceram grandes perdas em diversos setores da atividade humana, inclusive os elevados preços de energia. Sabendo-se que um projeto energicamente eficiente pode apresentar diminuição substancial de consumo de energia, pesquisas voltadas a eficiência energética foram feitas para o setor de construção civil. Além dos benefícios econômicos, as edificações de alta performance contribuem positivamente para o meio ambiente,reduzindo as emissões e consequentemente atenuando os efeitos do aquecimento global. Desta forma, o Domus-Procel Edifica foi desenvolvido, principalmente para utilização racional de energia e obtenção de um melhor equilíbrio entre Economia, Energia e Meio Ambiente.

Voltado para profissionais de engenharia e arquitetura, o software analisa diversos parâmetros, como conforto térmico, risco de crescimento de mofo e dimensionamento de sistemas de climatização. Uma das características deste software é sua aplicação didática e sua interface amigável, de fácil uso, possibilitando que o profissional da área de energia determine os ganhos térmicos de forma muito mais rápida e precisa, evitando o superdimensionamento de um equipamento. Além de permitir também avaliar de forma simples, alternativas de climatização passiva.

Modelado para simular e analisar parâmetros como conforto térmico e consumo de energia em edificações, o software pode ser considerado de grande importância para melhorar a qualificação de projetos residenciais, comerciais e industriais, tornando viável uma maior eficiência energética destes projetos, sem diminuir os índices de conforto dentro da edificação.

Dentre diversos benefícios da ferramenta computacional, tal como suporte didático a alunos de cursos de Engenharia e de Arquitetura, espera-se que este programa contribua de forma expressiva para a difusão da cultura da eficiência energética em edificações e, consequentemente, para a redução do consumo de energia elétrica em edificações novas e já existentes.

Segundo dados da Eletrobras Procel, o potencial de conservação de energia desse setor é expressivo. A economia pode chegar a 30% para edificações já existentes, se passarem por uma reforma ou atualização, enquanto nas novas edificações, ao se utilizar tecnologias energeticamente eficientes desde a concepção inicial do projeto, a economia pode superar 50% do consumo.

Perrone diz ainda que “Essa poderosa ferramenta computacional promovida pela Eletrobras e referência brasileira de simulação para o processo de etiquetagem de edificações vem propiciar o atendimento ao mercado de profissionais de engenharia e arquitetura, projetistas de climatização, entre outros agentes da cadeia da construção civil brasileira e internacional”, finaliza.

Para saber mais sobre o software “Domus-Procel Edifica”, acesse o Portal da Domus, e encontre disponível o material didático, inclusive vídeos demonstrativos para download e tutorial.

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ABRAFAC divulga tema do próximo FM Debate

A ABRAFAC divulgou o tema para o próximo evento FM Debate que será realizado em 27 de Junho na cidade de São Paulo, o qual abordará a questão do “Retrofit” em edificações existentes.

FM Debate ABRAFAC

Segue o link para os interessados.

 

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Prêmio ABRAFAC Os Melhores do Ano 2013

Terminará no próximo 03 de junho o prazo para a submissão das inscrições ao Prêmio ABRAFAC 2013 e recomendo atenção àqueles que têm a intenção de inscrever seus trabalhos.

Premio Abrafac 2013

Segue o link para os interessados.

 

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Reprodução do Post – As 10 coisas que todo o comprador deseja

Vejam que interessante…como realmente consumidores têm mudado a sua visão e expectativas em relação à produtos e serviços…

Boa leitura!

“10 Things Every Customer Wants”

Escrito por Geoffrey James para a Inc.

Surprisingly, the best price and best value is at the bottom of the customer’s priority list. See what’s at the top.

wackelijmrooster/Flickr

Why does a customer buy from one vendor rather than another? According to research recently conducted by The Rain Group (detailed report here), customers tend to buy from sellers who are superlative at the following tasks:

1. Bring New Perspectives and Ideas

If customers could diagnose their own problems and come up with workable solutions on their own, they would do so. The reason that they’re turning to you and your firm is that they’re stuck and need your help. Therefore, you must be able to bring something new to the table.

2. Be Willing to Collaborate

Customers absolutely do NOT want you to sell them something, even something that’s wonderful. They want you to work with them to achieve a mutual goal, by being responsive to the customer’s concerns and ways of doing business. Ideally, customers want you to become integral to their success.

3. Have Confidence In Your Ability to Achieve Results

Customers will not buy from you if you can’t persuade them that you, your firm, and your firms offerings will truly achieve the promised results. It is nearly impossible to persuade a customer to believe in these things unless you yourself believe in them. You must make your confidence contagious.

4. Listen, Really Listen, to the Customer

When they’re describing themselves and their needs, customers sense immediately when somebody is just waiting for a break in the conversation in order to launch into a sales pitch. In order to really listen, you must suppress your own inner-voice and forget your goals. It’s about the customer, not about you.

5. Understand ALL the Customer’s Needs

It’s not enough to “connect the dots” between customer needs and your company’s offering. You must also connect with the individuals who will be affected by your offering, and understand how buying from you will satisfy their personal needs, like career advancement and job security.

6. Help the Customer Avoid Potential Pitfalls

Here’s where many sellers fall flat. Customers know that every business decision entails risk but they also want your help to minimize that risk. They want to know what could go wrong and what has gone wrong in similar situations, and what steps you’re taking to make sure these problems won’t recur.

7. Craft a Compelling Solution

Solution selling is definitely not dead. Customers want and expect you to have the basic selling skill of defining and proposing a workable solution. What’s different now though is that the ability to do this is the “price of entry” and not enough, by itself, to win in a competitive sales situation.

8. Communicate the Purchasing Process

Customers hate it when sellers dance around issues like price, discounts, availability, total cost, add-on options, and so forth. They want you to be able to tell them, in plain and simple language, what’s involved in a purchase and how that purchase will take place. No surprises. No last minute upsells.

9. Connect Personally With the Customer

Ultimately, every selling situation involves making a connection between two individuals who like and trust each other. As a great sales guru once said: “All things being equal, most people would rather buy from somebody they like… and that’s true even when all things aren’t equal.”

10. Provide Value That’s Superior to Other Options

And here, finally, at the No. 10 spot (below everything else) comes the price and how that price compares to similar offerings. Unless you can prove that buying from you is the right business decision for the customer, the customer can and should buy elsewhere.

Geoffrey James writes the Sales Source column on Inc.com, the world’s most visited sales-oriented blog. His newly published book is Business to Business Selling: Power Words and Strategies From the World’s Top Sales Experts@Sales_Source

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Cinco anos depois de aberto, Engenhão vira incógnita

Valor Online – São Paulo/SP – BRASIL – 10/04/2013

O primeiro estádio olímpico brasileiro, um exemplo de arquitetura arrojada e inovadora, teve o erguimento da cobertura filmado e exibido pelo Discovery Channel no programa “Mega Construções”. Em cerca de 40 minutos, o programa mostra uma obra cheia de percalços, com a troca do consórcio construtor, descoberta de falhas na estrutura, corrigidas posteriormente, e um final feliz, comemorado com um grande churrasco.

Há cinco anos, espectadores assistem jogos, shows e participam de eventos no Estádio João Havelange praticamente todos os fins de semana. Palco de shows com Paul McCartney, Justin Bieber, Lady Gaga ou Roger Waters, teve seu maior público, porém, numa partida de futebol: em 30 de junho de 2007, 43.810 pessoas assistiram ao Botafogo ganhar de 2 a 1 do Fluminense.

No dia 16 de março, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), anunciou que o estádio olímpico, mais conhecido como Engenhão, estava sendo interditado por prazo indeterminado. Um laudo feito pela empresa alemã Schlaich Bergermann und Partner (SBP), especializada em coberturas de estádios, apontava que ventos acima de 63 km/h poderiam causar um grave acidente. “Eu fechei. O fato é que eles vieram aqui e me informaram que havia risco de cair. Mandei fechar”, disse Paes.

O anel da cobertura do estádio olímpico foi finalizada em setembro de 2006. O vídeo do Discovery Channel mostra o alívio dos engenheiro do Consórcio Engenhão. Um deles declara sonhar em vir ao estádio com seus filhos e dizer: “Papai construiu.” No entanto, ao Discovery, ninguém revelou que quando foram tiradas as colunas de sustentação da cobertura, o anel se movimentou mais que o previsto. “Nossos cálculos previam um movimento máximo de 70 centímetros. Foram 17 centímetros a mais”, diz o projetista, Flávio DAlambert, da Alpha Projetos.

Erro de projeto? Problemas na obra? Ninguém conseguiu explicar até hoje. O relatório final apresentado pela auditoria portuguesa TAL Projectos, que também auditou o estádio do Benfica, no qual o Engenhão é inspirado, recomendou o monitoramento constante do arco. O relatório reconhece os problemas: “É sabido que todo o processo de execução do projeto e de construção da cobertura do Estádio Olímpico João Havelange passou por inúmeras vicissitudes.”

A construção do Engenhão foi planejada em duas licitações. A primeira, para o erguimento da estrutura e da cobertura, foi vencida pelo consórcio das construtoras Delta, Racional e Recoma. Iniciado em 2003, o estádio deveria ser concluído em 2005 e custar pouco mais de R$ 60 milhões. Dez aditivos depois, o Consórcio Engenhão, formado pela OAS e a Odebrecht, ganhador da segunda concorrência, que previa a instalação dos acabamentos, foi convocado para assumir aobra em dezembro de 2006. O estádio foi finalizado em um ano e custou R$ 320 milhões.

Com apenas 25% da cobertura pronta, só uma das quatro alas, a oeste estava erguida. Em quatro meses tudo foi entregue. Flávio DAlambert diz que o projeto inicial foi modificado algumas vezes. O arco foi adaptado para as dimensões do estádio, além de modificado para que pudesse ser entregue a tempo.

Em seu relatório final, DAlambert recomendou que fosse efetuado um levantamento topográfico mensal durante três meses e anual posteriormente. O projetista também aconselhou que vários sensores fossem instalados nos arcos para medir possíveis deslocamentos e a velocidade do vento. Além disso, encomendou estudos à Coppe e testes de ventos no laboratório canadense Rowan Williams Davies and Irwin (RWDI). Nenhum problema na estrutura foi detectado.

De fato, depois do movimento inicial inesperado, a cobertura até hoje é considerada estável e não apresentou nenhum abalo. O laudo da RWDI afirmou que apenas com ventos acima de 113 km/h haveria problemas. Como no Rio nunca houve ventos dessa intensidade, o estádio seria seguro.

Engenheiros que fizeram parte do Consórcio Engenhão, que preferiram não se identificar, disseram que desconfiaram da falta de explicações para o movimento inicial. A SBP, autora do laudo que motivou a interdição do Engenhão, é a empresa que atualmente está construindo para o consórcio Maracanã-Rio 2014, formada pela Odebrecht e a Andrade Gutierrez, a cobertura do estádio.

O Engenhão ainda não tem data para ser reaberto. O prejuízo por enquanto está na mão do Botafogo, clube que ganhou a licitação para explorá-lo. No último ano, o estádio rendeu R$ 10 milhões ao clube, com um custo de R$ 400 mil. “Estamos aguardando para ver quanto tempo o estádio terá que ficar fechado”, diz Sérgio Landau, diretor-executivo do clube. Segundo ele, o Botafogo estava negociando novos shows, que agora foram suspensos. “O aluguel do estádio custa entre R$ 700 mil a R$ 1 milhão”, informa.

O prefeito Eduardo Paes diz que não pagará uma nova reforma e a responsabilidade é de quem constrói. “Quando assumi, fui informado que as construtoras o monitoravam. No fim do mês passado, eles vieram aqui e trouxeram o relatório. Por isso mandei interditar, porque afirmaram haver risco. Agora, eles devem dar a solução”, afirma.

Em uma coletiva de imprensa, realizada logo após a interdição do estádio, a Odebrecht e a OAS informaram sobre uma cláusula contratual que as isentava da responsabilidade do projeto. No entanto, Cesar Maia, prefeito na época da construção, afirma que as empresas são responsáveis pela obra. “É previsto o risco de executabilidade. Além disso, ainda não foi provado o motivo do problema”, diz. Procurada pela reportagem, a Odebrecht, líder do Consórcio do Engenhão, não se manifestou.

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Seminário da ANPRAC – Desempenho e Segurança Operacional em Edificações Existentes

Ontem foi realizado na USP em SP o seminário organizado pela Associação Nacional de Profissionais de Refrigeração e Ar Condicionado, a ANPRAC, com o apoio das entidades ABRAFAC, IBAPE-SP, ABEMPI, ASBRAV, ABRAMAN, SINDUSCON, CORENET e LARES, contando com a presença de um ótimo público e proporcionando um importante debate sobre as quatro apresentações feitas.

A participação do público presente demonstrou a importância do tema para que possamos atingir níveis maiores de qualidade em nossas operações.

Eis alguns dos itens apontados pelos palestrantes em suas apresentações:

Marcos Maran (Presidente da ABRAFAC) – O Brasil precisa voltar-se com mais atenção para os edifícios existentes

Alexandre Lara (Diretor da A&F, Conselheiro da ABRAFAC e membro da ANPRAC) – O grande desafio que temos na O&M é de aprimorarmos o processo de GESTÃO

Willi Hoffmann e TomazCleto  (Diretores da Vectus e Yawatz e membros da ANPRAC) – Os profissionais no Brasil ainda não conhecem o que é Comissionamento

David Douek (Fundador e Diretor da OTEC) – A Medição & Verificação é uma importante estratégia para uma adequada gestão energética em um empreendimento

 

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O país das obras atrasadas…

O Estado de S. Paulo – São Paulo/SP – OPINIÃO

O Brasil vai continuar emperrado por muito tempo, se a aceleração do crescimento econômico depender das obras de infraestrutura tocadas pelo setor público ou entregues ao setor privado em regime de concessão ou de parceria. Atrasos nas obras de geração e de transmissão elevam o risco de apagões e de racionamento de energia elétrica nos próximos anos. Construções de aeroportos estão paradas, investimentos em mobilidade urbana vão mal e quem quiser viajar pelo Brasil para acompanhar a Copa do Mundo, no próximo ano, terá de enfrentar condições precárias em todos os tipos de transporte. O País, segundo prometem a presidente Dilma Rousseff e seus auxiliares, vai fazer bonito em 2014. É muito tarde para prometer algo semelhante para a Copa das Confederações, neste ano, mas nenhuma autoridade federal parece ansiosa para discutir detalhes desse tipo. É muito mais confortável discursar como se as obrigações assumidas pelo presidente Luiz Inácio da Silva em 2007 só valessem para o próximo ano e para a próxima Olimpíada, em 2016. Será quase impossível evitar o vexame internacional na Copa do Mundo, mas as piores consequências serão de outra ordem.

 

Por desleixo e inépcia do governo, os projetos concebidos para os grandes eventos esportivos serão concluídos com grande atraso – se forem – e qualquer esforço para apressar sua conclusão implicará enormes custos adicionais. Além disso, o Brasil terá desperdiçado um monte de dinheiro e continuará com uma infraestrutura muito pobre e com padrão muito inferior ao mínimo necessário a um país extenso e com economia diversificada e exposta a uma concorrência internacional cada vez mais dura.

Até o próximo ano os projetos do setor de energia deveriam acrescentar 6.149 megawatts (MW) à capacidade nacional de geração. Se os atrasos persistirem, ficará faltando quase metade (48%) desse total. Também estão fora do cronograma dois terços dos 80 projetos de transmissão previstos para ser concluídos até 2015. Os dados são da Aneel. As falhas de planejamento são evidentes. As autoridades do setor esqueceram-se, por exemplo, de compatibilizar os planos de geração e os de transmissão. Algumas consequências chegam a ser cômicas. Foi muito difundido o caso do parque eólico da Bahia, pronto para produzir eletricidade, mas impedido de funcionar por falta de linhas de transmissão.

No setor do transporte aéreo o quadro é igualmente desastroso. As obras do novo aeroporto de Goiânia, paralisadas há quase seis anos, são hoje apenas uma modesta estrutura de concreto no meio de muito mato. O tempo de paralisação das obras de Vitória, no Espírito Santo, é um pouco menor: o quinto aniversário será em julho, mas sem festa e sem bolo com velinhas. As empreiteiras alegaram rompimento do equilíbrio econômico-financeiro do projeto, abandonaram as obras e recorreram à Justiça. Em Goiânia, o velho aeroporto foi adaptado à maior demanda com um puxadinho. Pelo contrato original, a construção custaria R$ 257,7 milhões e seria concluída em três anos. Um aditivo elevou o preço para R$ 287,6 milhões, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades graves e os trabalhos foram interrompidos.

Em todas as modalidades vai muito mal a execução de projetos. No ano passado, o Ministério dos Transportes desembolsou R$ 10,5 bilhões para obras e compras de equipamentos, embora estivessem previstos R$ 23,2 bilhões no orçamento. Submetido a uma faxina moral e administrativa em 2011, o Ministério operou com muita dificuldade no ano passado.

Para 2013 o novo ministro, César Borges, dispõe de R$ 16 bilhões para investir, mas será uma surpresa se o Ministério apresentar, até dezembro, resultados muito melhores que os do último biênio. De modo geral, o setor de transportes, apesar de bem aquinhoado no Orçamento, tem desempenho limitado por problemas comuns à maior parte do governo. A ineficiência gerencial reflete a baixa capacidade de elaboração e de execução de projetos. Problemas com o TCU são uma das consequências mais notórias dessa incapacidade.

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