Trem-bala na velocidade de um “cágado” e a preço de ouro…

É realmente impressionante o descaso com o desenvolvimento de projetos de grande porte neste país…

Chamo de descaso, pois não acho o nosso povo incompetente para tocar tais projetos, e sim, conduzidos por governantes que criam, alternam e manipulam suas próprias prioridades, sem que estas venham à atender as necessidades do país.

Um exemplo disto é a vinda da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos para o Brasil, haja vista que não temos se quer uma infraestrutura mínima e adequada para  população, embora este seja um outro e longo assunto…

Vejam a seguir uma reportagem do Globo Online em sua coluna de Economia (14/08), também divulgada através da sinopse diária do SINAENCO:

“Mesmo se não sair do papel, trem-bala custará R$ 1 bi até 2014”

O Globo Online – Rio de Janeiro/RJ – Economia

BRASÍLIA – Com o adiamento do leilão por pelo menos um ano, o Trem de Alta Velocidade (TAV) deixou de ser prioridade do governo, mas mesmo que não saia do papel vai custar até o fim do mandato da presidente Dilma Rousseff pelo menos R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O cálculo considera o que já foi gasto até o momento com os estudos de viabilidade econômica do empreendimento, contratação de consultoria, entre outras despesas, e a estimativa de gasto da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) com o projeto executivo do trem-bala, que tem prazo até dezembro de 2014 para ser concluído. O empreendimento liga Rio a São Paulo e Campinas. O presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, informou ao GLOBO que o custo total do projeto executivo é de R$ 900 milhões.

— O impacto do adiamento (do leilão) nos nossos planos de trabalho é residual. O maior trabalho que a gente tem é a realização do projeto executivo do TAV, que vai continuar normal. O custo total do projeto é de R$ 900 milhões — disse Figueiredo.

A EPL acabou de habilitar o consórcio Geodata Italferr para gerenciar os projetos do TAV. Pelo trabalho, a empresa receberá R$ 77 milhões, dos quais R$ 25 milhões este ano. Caberá ao consórcio contratar empresas para elaborar o projeto executivo, que conterá todos os detalhes da parte de engenharia, como o número de túneis, pontes e estações, por exemplo. Além disso, já foram gastos R$ 28,9 milhões com a realização, em 2007, dos estudos que balizaram o edital do leilão.

‘Só quero saber do que pode dar certo’

Anunciado na segunda-feira pelo ministro dos Transportes, César Borges, o adiamento do leilão do trem-bala por um ano, no mínimo, indica que o projeto não sairá do papel até o fim do mandato da presidente Dilma Rousseff. O empreendimento, segundo um interlocutor da presidente, deixou de ser prioridade. Ele resumiu em uma frase a posição do governo, citando música dos Titãs:

— Só quero saber do que pode dar certo. (…) O foco agora é nos leilões de rodovias, portos, Libra (blocos do pré-sal) e aeroportos.

Nesta terça-feira, em entrevista à rádio CBN, a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse que “o governo não desistiu”, mas apenas adiou para 2014 a licitação do trem-bala, atendendo pedido de empresas interessadas na execução do projeto.

— Alguns interessados queriam mais tempo e, se fizéssemos (o leilão) agora, poderíamos ter apenas um concorrente, o que seria ruim para o processo licitatório — declarou à rádio.

Segundo Gleisi, o atraso “faz parte de um processo de aprendizado nosso e também dos investidores brasileiros”.

Na visão de Bernardo Figueiredo, a EPL, criada com a missão máxima de tirar o trem-bala do papel, não será esvaziada com adiamento do leilão. Ele disse que o TAV é apenas uma parte do trabalho da EPL, que também será responsável pela elaboração de um planejamento a longo prazo para o setor de infraestrutura, visando a implementar no país um sistema de logística integrada.

Essa visão não é compartilhada por outros integrantes do governo da área de infraestrutura. Eles destacam que o TAV foi totalmente delegado à EPL pelos órgãos que cuidam do setor, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pelo edital, consumindo a maior parte das atribuições da empresa.

Apesar do adiamento do leilão, a EPL manteve o cronograma de obras do trem-bala. As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2015, de modo que o trem comece a rodar em 2020.

— Não tem plano B para esse negócio. Vamos ter que fazer, e quanto mais cedo melhor. Temos que parar de fazer as coisas só no limite do suportável — disse Figueiredo, lembrando o saturamento de rodovias (com a Dutra) e dos aeroportos, além da existência de vários municípios no eixo Rio-São Paulo que poderão ser alavancados com o trem-bala.

As despesas do governo com o TAV vêm desde 2005, quando a Valec Engenharia Construção e Ferrovias S.A era a responsável pelo projeto e contratou a empresa italiana Italplan Engineering para elaborar o projeto básico da obra. O negócio resultou numa disputa judicial, em que a Ítalplan cobra da Valec € 270 milhões, alegando que o serviço não foi pago. Para defender a estatal, a Advocacia-Geral da União (AGU) contratou um escritório internacional por R$ 1,26 milhão, por dois anos. O caso começou na justiça italiana e está no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em 2007, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) assumiu o projeto do TAV e contratou o consórcio Halorow Sinergia e Prime Engenharia, via BNDES, por R$ 28,9 milhões para realizar os estudos, que serviram de base para a elaboração do edital do primeiro leilão, realizado em maio de 2011, que fracassou por falta de interessados. Na última versão do edital, o governo reformulou o modelo, dividindo o projeto em duas fases (construção e operação), além de assumir todo o risco do empreendimento, via EPL.

‘Governo não sabia o que queria’

Pensada inicialmente apenas para ser um acionista do trem, a EPL acabou virando sócia do negócio, com participação de 45%. Em 2012, o governo injetou R$ 5 milhões para constituir a empresa. Os gastos com custeio da estatal somaram R$ 28,2 milhões em 2012 e neste ano, dos R$ 152,7 milhões orçados, foram empenhados R$ 60 milhões. A EPL conta com três diretores, 151 empregados e paga aluguel de R$ 137 mil por mês (R$ 1,64 milhão por ano) no novo prédio onde foi instalada, segundo dados da própria empresa.

Para o economista Paulo Rabello de Castro, os constantes adiamentos mostram que o projeto do governo tem falhas:

— Dão a entender que o governo não sabia o queria e foi adaptando o projeto ao interesse do investidor. Um projeto dessa magnitude tem que ser cercado de cuidados especiais de comunicação com o público — disse Castro, lembrando que o governo deveria regulamentar o artigo 67 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que manda criar um conselho fiscal com representantes do governo e da sociedade, para analisar a natureza e necessidade dos gastos.

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De volta à estrada…

Lamentavelmente fiquei afastado de escrever em virtude de alguns problemas de saúde na família, que me desviaram a atenção nos últimos meses.

Estou de volta à estrada e pretendo contribuir periodicamente com o blog.

Uma ótima semana!

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Norma de Desempenho entra em vigor

Divulgado pela PINI Web

Por Maryana Giribola

Os desafios do atendimento em projetos de habitação de interesse social e as contribuições da esfera pública para fazer o texto sair do papel

Foto: Marcelo Scandaroli

Os projetos habitacionais que forem protocolados para aprovação nos órgãos públicos a partir do dia 19 deste mês deverão atender à Norma de Desempenho (NBR 15.575:2013 – Edificações Habitacionais – Desempenho), publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em fevereiro deste ano. O texto institui nível de desempenho mínimo ao longo de uma vida útil para os elementos principais (como estrutura, vedações, instalações elétricas e hidrossanitárias, pisos, fachada e cobertura) de toda e qualquer edificação habitacional – inclusive as de interesse social.

As exigências não são mais surpresa para o mercado e podem ser conferidas, em detalhes, nas próximas páginas ilustradas. Projeções apontam, porém, que para atingir os níveis superiores exigidos, poderá haver aumento de cerca de 5% no custo final da obra – construções que já obedecem a todas as normas antigas praticamente não observarão aumento de custo em decorrência da Norma de Desempenho, dizem especialistas.

As construções com mais chances de ter o orçamento impactado pela nova norma são as habitações de interesse social, como a Faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), do Governo Federal. Barbara Kelch Monteiro, coordenadora do grupo técnico de normas da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea), explica que muitos dos materiais e procedimentos utilizados nesse tipo de obra terão de ser revistos. “Para os construtores que trabalham com edificações econômicas, em que o custo é o elemento de seleção de sistemas e materiais, as alterações necessárias para o atendimento aos requisitos da nova norma, mesmo que em seus valores mínimos, poderão aumentar o custo e, consequentemente, o valor final das unidades.”

Atualmente, os projetos enquadrados na Faixa 1 do programa já recebem incentivos públicos para serem viabilizados, como doação de terrenos por parte das prefeituras; obras de infraestrutura; incentivos fiscais, como redução da alíquota do Regime Especial de Tributação (RET) de 4% para 1% para imóveis de até R$ 100 mil; e subsídios adicionais.

O secretário municipal de habitação de São Paulo, José Floriano de Azevedo Marques Neto, afirmou que a prefeitura planeja um modelo que prevê a doação de R$ 20 mil, além dos R$ 20 mil já doados pelo Casa Paulista, para os empreendimentos da Faixa 1 do MCMV. O novo incentivo ainda não é certo, mas, de acordo com José Urbano Duarte, vice-presidente de governo e habitação da Caixa Econômica Federal, esse apoio será fundamental para cumprir a nova norma. A diretora do departamento de produção habitacional do Ministério das Cidades, Maria do Carmo Avesani, afirma, entretanto, que em princípio não existe nenhuma previsão do Governo Federal de revisão ou de reajuste dos atuais tetos do programa em função da Norma de Desempenho.

Subsídios indiretos
Além dos subsídios financeiros do poder público para a Faixa 1 do MCMV, há outras iniciativas públicas que poderiam auxiliar o atendimento das especificações da nova norma, como mapeamentos detalhados das zonas climáticas no Brasil. Segundo a pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Maria Akutsu, a parte 3 da NBR 15.220, que apresenta o zoneamento bioclimático brasileiro, precisaria ser revista.

A norma, que é referenciada na NBR 15.575, apresenta oito regiões bioclimáticas do Brasil, que servem de base para que os projetos atendam aos requisitos de desempenho térmico das fachadas. O problema, segundo ela, é que há inadequações nesse mapeamento. Porto Alegre, Florianópolis e São Paulo, por exemplo, estão enquadrados na mesma zona bioclimática.

“Todo zoneamento climático tem de estar diretamente amarrado e de acordo com o método de cálculo que é utilizado. Pelo método simplificado de cálculo, nem precisaria de oito zonas. Quatro bastariam. Mas por simulação, que é outro método apresentado pela norma, o ideal seria que todas as cidades estivessem mapeadas”, explica a pesquisadora. “O zoneamento em si não garante o cumprimento da Norma de Desempenho, mas um bom mapeamento auxiliaria como base de referência para o projeto”, completa.

Outro mapeamento que pode servir como subsídio para os projetos é o acústico. A iniciativa, já tomada no Brasil pela Prefeitura de Fortaleza, ajuda não só como um processo de gestão de ruídos urbanos, mas também para servir como referência na elaboração de projetos conformes com a Norma de Desempenho. “Se as cidades estivessem cada uma com a sua carta, facilitaria a aplicação da norma para o assunto de vedação vertical externa. Os projetistas projetariam em função de um mapeamento preciso e já elaborado”, explica David Akkerman, presidente da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica).

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Um esforço para a padronização no caso do combate a incêndio…

Durante o II Seminário de Inspeção Predial realizado pelo IBAPE SP (última quinta-feira em SP), foi apresentado pelo Tenente Coronel da Reserva Paulo Chaves de Araújo a informação de que existe um grupo de trabalho, formado em sua maioria por bombeiros militares do Brasil, dedicado à padronizar os conceitos sobre a Segurança Contra Incêndio em nível Brasil.

Segundo o Sr. Paulo Chaves, seria importante um maior envolvimento de entidades civis neste processo, contando com a participação de arquitetos, engenheiros e técnicos, haja vista que a segurança contra incêndios demandará um conjunto de atitudes também por parte de quem projeta, opera e mantém as edificações.

Para quem desejar mais informações sobre o processo de padronização de conceitos, o contato divulgado pelo Tenente Coronel Res. Paulo Chaves de Araújo é pcachaves@uol.com.br

Quem sabe assim, não ajudamos à eliminar tamanha divergência hoje existente entre as próprias corporações de bombeiros militares em todo o Brasil.

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Mais questões culturais no Brasil…. (retrofit em edifícios existentes)

Durante o último (e ótimo!) FM Debate realizado pela ABRAFAC, abordando o tema retrofit em edificações existentes, ouvi alguns questionamentos ao final, no que se refere ao futuro deste mercado de retrofit no Brasil, questões estas dirigidas aos palestrantes em geral (área hoteleira, edificações comerciais, área industrial e área de televisão / instalações especiais).

Para a minha surpresa, que imaginava se tratar de um mercado francamente promissor, ouvi ponderações e comentários dos palestrantes, os quais relataram:

  1. Rede Hoteleira – Temos sim espaço para o Retrofit em hotéis no Brasil, mas demoramos demais para avançar com este processo, haja vista a proximidade dos eventos de maior porte e expressão no Brasil
  2. Edifícios Comerciais – Embora tenhamos um enorme mercado de edificações antigas e que demandam o retrofit, temos também algumas características regionais que foram assim destacadas pelo palestrante:
  • SP – Existe uma questão cultural muito forte no que tange ao desejo de empresas de não retornar ao centro velho, o que limitará esta atividade (retrofit)
  • RJ – Embora extremamente aquecido (mercado em função dos eventos internacionais), uma grande parte de edifícios existentes pertencem a diversos proprietários (geralmente mais de 10), o que tem dificultado e muito a aquisição destes imóveis ou mesmo a venda da idéia e seus benefícios

Precisamos evoluir….. e adotar a “cultura de mudança”…

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A participação em eventos do mercado como dica para se manter informado

Muitas e muitas vezes reclamamos e/ou nos deparamos com a falta de tempo que nos permita o envolvimento em feiras, seminários, congressos, etc…

No entanto, é justamente nestes eventos, evidentemente que selecionados, onde ouvimos as novidades do mercado e nos mantemos atualizados.

Tive a oportunidade de participar nesta última semana em dois destes eventos, sendo um deles realizado pela ABRAFAC – Associação Brasileira de Facilities e o outro realizado pelo IBAPE SP – Instituto Brasileiro de Perícias do Estado de SP.

No caso da ABRAFAC, o FM Debate realizado no Hotel Excelsior (centro de SP) abordou o tema Retrofit em Edifícios Existentes e, de forma muito inteligente, estruturada e muito bem organizada, contou com a apresentação de cases nos seguimentos hoteleiro, de edificações comerciais, na área industrial e na área de televisão.

O evento, realizado no formato de apresentação de casos e abertura para o debate sobre os temas e apresentações, envolveu totalmente o público presente entre 16:00hs e quase 19:00hs. A ABRAFAC está realmente de parabéns pela realização deste evento de ótimo nível e qualidade.

No caso do IBAPE SP, o Seminário abordou questões relacionadas a infraestrutura predial, sua segurança e a importância da Inspeção Predial, atividade esta que conta com uma norma interna do IBAPE SP, além de um comitê da ABNT para a elaboração da NBR específica.

Também muito bem organizado, o evento trouxe apresentações sobre a manutenção predial e seu impacto nos custos operacionais, nos custos da edificação e na garantia imobiliária, sobre sistemas de proteção contra incêndio e, como não poderia deixar de ser, sobre a atividade de Inspeção Predial.

Infelizmente, não pude acompanhar o evento no período da tarde, mas parabenizo o IBAPE-SP pela organização e qualidade do evento.

Em ambos os casos, recebi informações interessantes e importantes à minha atividade, as quais compartilharei com vocês na seqüência deste blog.

Fica aqui a minha recomendação para que separem uma parte de seu precioso tempo, a fim de que possam complementar o seu aprendizado sobre o mercado e sobre temas relevantes à sua atividade.

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ABRAFAC prorroga o prazo para as inscrições no Prêmio Melhores do Ano 2013

Premio Abrafac Prorr

A ABRAFAC informou nesta semana a prorrogação de data para as inscrições no Prêmio Melhores do Ano 2013, sendo que mais informações podem ser obtidas no endereço http://abrafac.org.br/premio/

Pessoalmente, acho importantíssimo compartilhar as experiências e os sucessos em nossos projetos, a exemplo do que é praticado em outros países, nos quais costuma-se premiar as boas práticas.

Enfim, espero que consiga inscrever o seu trabalho!

 

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Parabéns pelo dia do Facility Manager

Hoje 27/06 se comemora no mundo o dia do gestor em facilidades, ou Facility Manager.

No Brasil, apesar de sua existência há muito mais tempo, passamos à reconhecê-lo um pouco mais a partir de 1994, com a chegada das grandes gerenciadoras ao nosso pais.

Enfim, parabéns à todos os que atuam nesta importante área que visa assegurar a infraestrutura, o conforto, a segurança e a produtividade de ocupantes e visitantes em grandes ou pequenas edificações comerciais, industriais, prediais, hospitalares, entre outras.

Parabéns!

 

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O Gigante Acordou…e espero que de forma definitiva e pacífica

Sinceramente não gosto de misturar política, religião ou minhas preferencias no esporte em discussões ou mesmo no meu trabalho, mas confesso que estou maravilhado com a mobilização que tomou conta deste pais nas ultimas semanas, com exceção aos processos de vandalismo ou agressões que permearam nas ultimas manifestações.

Escrevi recentemente sobre a vergonha do Engenhão no RJ, uma obra que teve o custo de construção extremamente aumentado na época, embora tenhamos lamentavelmente nos deparado com falhas construtivas que interditaram o estádio.

Da mesma forma, nos deparamos recentemente com inaugurações precoces das novas arenas, apenas para satisfazer o poder publico e suas obrigações para com a Fifa, passando por cima de questões técnicas, o que ocasionou falhas em suas inaugurações.

Vemos também a falta de uma gestão adequada nestas arenas, fato este que tem proporcionado um verdadeiro leque de reclamações de usuários.

Quem me conhece pessoalmente sabe que, apesar de um apaixonado por futebol, repudio desde a escolha do Brasil como o pais de uma copa do mundo e olimpíadas tal decisão, pois somos um pais carente em educação, em saúde e segurança, não justificando os gastos com tais eventos neste momento.

Repudio também a entrega de tais empreendimentos sem uma adequada gestão, o que certamente nos proporcionará futuras manifestações e problemas no futuro.

Enfim, fico apenas feliz com a evolução política de nosso povo e deixo aqui o meu apoio às manifestações pacificas.

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Inspeção Predial – Uma Lei que sai do “forno”…

Já escrevi em uma outra situação e ocasião sobre a necessidade de nos (me refiro à nós brasileiros) aculturarmos em questões que envolvam a engenharia, a administração de serviços, etc…, assim como em relação à questão envolvendo a elaboração de Leis que nos obrigam à acelerar tais processos de “aculturamento”, ao mesmo tempo em que faltam braços (fiscalização) para que se faça cumpri-las, o que “mina” este processo e dá espaços aos “jeitinhos brasileiros” que tanto depreciam e desacreditam as instituições e reduzem a “força de lei”…

Há muito alguns profissionais têm batalhado por aprovar uma lei que obrigue a contratação de uma inspeção periódica em edificações e sua infraestrutura, com o objetivo de assegurar a inexistência de riscos operacionais e de riscos ao patrimônio e seus ocupantes.

Enfim, parece que a batalha surtiu efeito e que teremos uma nova lei, conforme transcrevi abaixo, a partir de um e-mail informativo que recebi.

A grande questão passa à ser então como o mercado reagirá ou tratará esta nova lei; será realmente que o objetivo principal desta “batalha” será compartilhado com os contratantes e responsáveis pelas edificações ou será que será apenas mais uma “lei” à ser “contornada com artifícios e jeitinhos”?

Não é de hoje que exemplifico em minhas aulas a existência de grandes edifícios em operação e completamente ocupados, sem que sistemas de segurança estejam operando de forma à garantira a segurança de seus ocupantes, além da própria edificação.

Como tais edificações recebem o AVCB, por exemplo, se não apresentam condições adequadas no que se refere a segurança?

Como os responsáveis por estas operações conseguem dormir tranquilamente nestas condições?

Será que não aprendemos com exemplos anteriores e mais recentes como a casa noturna no Rio Grande do Sul?

Será que apenas “mais uma lei” mitigará tais riscos?

Não pretendo aqui polemizar esta questão, sendo que acho importantíssimo a aprovação desta lei, mas quero deixar claro a minha opinião e visão no que tange a:

  1. A Inspeção Predial, embora executável em diferentes níveis e por profissionais habilitados nas diferentes modalidades de engenharia, não tenderá à recomissionar sistemas, avaliando não só a sua funcionalidade, como principalmente o seu desempenho
  2. Trata-se de uma importante lei, que demandará a seriedade e preocupação por parte de quem a contratará
  3. Os nossos profissionais de Operação e Manutenção precisam compreender que o simples funcionamento de sistemas (automatismos integrados ou não com outros sistemas, tais como alarme de incêndio, etc) não assegura o seu desempenho. Em outras palavras, o simples acionamento de um sistema de pressurização de escadas a partir de um alarme de incêndio não assegurará o seu bom desempenho, ou seja, que haja o diferencial de pressão necessário entre a caixa de escadas e seu exterior, condição esta que salvará vidas
  4. Os responsáveis por uma Operação e Manutenção deveriam cobrar de Bombeiros Militares, representantes do CONTRU, entre outros uma análise criteriosa de suas instalações visando obter a segurança necessária, ao invés de apenas aspirarem o “Alvará”.
  5. O “recomissionamento e o retrocomissionamento” em instalações deverão ser mais difundidos como importantes ferramentas.
  6. Alvarás e demais documentos legais deveriam ser apenas uma consequencia de uma boa vistoria e da avaliação de uma operação segura.

Enfim, não consigo enxergar o avanço e amadurecimento que necessitamos apenas com novas leis, sem o aculturamento de nossos gestores e profissionais técnicos.

Segue abaixo o trecho extraído do e-mail que recebi.

 

Aprovada exigência de inspeção periódica em edificações públicas e privadas 

Edifícios residenciais e comerciais, escolas, igrejas, teatros, cinemas, viadutos, rodovias, pontes, entre outras edificações, estarão sujeitos a inspeções periódicas, caso se torne lei o projeto aprovado nesta quarta-feira (5) pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

O projeto (PLS 491/2011) , do senador licenciado Marcelo Crivella (PRB-RJ), foi aprovado na forma de substitutivo apresentado pelo relator, senador Zezé Perrella (PDT-MG). O texto pode seguir direto para exame na Câmara dos Deputados, caso não seja apresentado recurso para votação pelo Plenário do Senado.

De acordo com a proposta, a inspeção será obrigatória para edificações e seus elementos complementares, como sistemas de ar condicionado, geradores de energia e instalações elétricas, elevadores e escada rolante. De acordo com o substitutivo, ficam dispensadas edificações residenciais com até três pavimentos, além de estádios de futebol e barragens, sujeitos a legislação específica.

No substitutivo, Zezé Perrella prevê que a primeira inspeção seja feita dez anos após a emissão do habite-se. A partir daí, a periodicidade varia conforme a idade do imóvel: a cada cinco anos, para edificações com até 39 anos de construção; a cada três anos, para edificações entre 40 e 49 anos de construção; a cada dois anos, para edificações entre 50 e 59 anos de construção; e a cada ano, para edificações com mais de 60 anos de construção.

O relator torna obrigatória a inspeção a cada três anos para edificações não residenciais com até 39 anos de construção em caso de hospitais e outras unidades de atendimento à saúde; edificação com mais de dois mil metros quadrados de área construída; prédio com mais de quatro pavimentos; ou local para eventos com capacidade para mais de 400 pessoas.

A proposta abre ao órgão municipal ou distrital responsável por fiscalizar as edificações a possibilidade de ampliar ou reduzir a periodicidade das inspeções.

Responsabilidades

De acordo com o texto, caberá ao proprietário ou responsável pela administração da edificação providenciar a elaboração do Laudo de Inspeção Técnica de Edificação (Lite) e o registro do mesmo na administração do município ou DF.

O documento deverá ser elaborado por profissional registrado no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) e junto à administração municipal ou distrital. Em caso de informações falsas no laudo técnico ou de acidentes em que fique comprovada má fé, esse profissional estará sujeito a multa e demais penas civis e criminais.

Na discussão da matéria, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e a senadora Ana Amélia (PP-RS) sugeriram emenda, aprovada pela comissão, para explicitar no texto que caberá ao proprietário contratar profissional habilitado para a realização do laudo, ficando as prefeituras com a incumbência de receber e arquivá-lo, além da função hoje prevista de fiscalização das edificações.

Assim como o autor da proposição, Zezé Perrella acredita que as medidas darão maior segurança às edificações e ajudarão a evitar incêndios, desabamentos de edifícios e viadutos, acidentes em elevadores, entre outros registrados com frequência nas cidades brasileiras. Ele observou que as normas propostas no projeto foram reunidas em três audiências públicas realizadas com especialistas.

Fonte: Agência Senado / Trecho copiado de email recebido do Gabinete Gomide

 

** Em tempo, teremos nesta próxima quinta-feira (27/06) em SP um importante evento sobre a Inspeção Predial, evento este planejado e conduzido pelo Instituto Brasileiro de Perícias do Estado de SP – IBAPE SP, em parceria com o CREA.

Mais informações poderão ser obtidas junto ao próprio IBAPE SP.

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