O limite da responsabilidade…

Desde muito novo, ainda quando comecei a minha vida profissional aos 17 anos, ouvi de um colega (isto há exatos 32 anos…) a frase: “obra não se entrega….se abandona…”

É evidente que naquela época, ainda imerso na minha falta de experiência e vivência no assunto, cansei de tanto rir da frase que me soava extremamente engraçada.

No entanto, em alguns anos mais a frente, comecei a participar em um dos lados da mesa nesta questão de fazer ou receber obras e instalações (sentei-me no lado de quem contratava e recebia) e foi neste momento que percebi onde “a porca torcia o rabo….“.

Imediatamente me lembrei daquele meu colega e das risadas que dei e aí…chorei de raiva…..

Anos se passaram e muitas e muitas obras e instalações cruzaram pelos meus caminhos nestes 32 anos de profissão e como ocorre em todo (ou quase…) processo de amadurecimento, começamos a olhar e a alterar a frase inicial que me fez rir muito um dia.

Existem de fato (e muito claramente definidos) os dois lados da mesa e duas visões e missões completamente diferentes:

– A primeira visão, do lado de quem contrata, tem como características e aspirações a contratação do melhor ou do mais necessário, por um preço “justo”, que em alguns casos, pode se acabar se tornando “pelo menor preço”.

Distorcem ainda esta visão algumas atitudes ou visões pessoais de alguns profissionais contratantes, que se assemelham um pouco ao “estofamento de almofadas” (!!). É evidente que esta expressão faz menção àqueles que tentam jogar mais serviços e responsabilidades dentro de um escopo e contrato definidos, aproveitando-se da oportunidade, principalmente do momento da negociação.

Na minha visão, quando ocorre esta situação, não existe somente a culta do “estofador”, mas também existe a culpa de quem “aceita calado” este tipo de situação ou negociação, em prol do novo contrato que acaba de ocorrer. Afinal, não existe mágica na precificação de horas técnicas e serviços e muito menos de “Harry Potters ou Dumbledores” no comando destes contratos.

– A segunda visão, do lado de quem acaba de ser contratado, será sempre à de entregar o “escopo contratado” (o que estiver claramente escrito!!!), com a melhor logística e custo possíveis (tempo e retrabalho são muito caros…), no menor tempo possível.

Se olharmos ao pé da letra, nenhum dos dois lados está errado, com algumas pequenas ressalvas e opiniões pessoais, mas, é também verdadeiro que neste conflito de visões e objetivos diferenciados, nos deparemos com graves questões de execução, supervisão / de gestão e acompanhamento, assim como com questões contratuais e de LIMITES DE ATUAÇÃO.

Até onde vai o limite de cada lado, seja quanto aos seus direitos, seja quanto as suas obrigações….

Será que isto também não é uma questão de ajuste pelos gestores??

Nesta última semana, recebi o contato de uma empresa interessada em certificar-se de que uma instalação  seria entregue de maneira completa e aderente às condições estabelecidas em projetos e normas.

No entanto, ocorre que esta instalação em específico, ou melhor, o sucesso desta instalação dependeria não só do trabalho efetuado pelo instalador, mas também da qualidade da operação e manutenção dos equipamentos já existentes no edifício, os quais seriam responsáveis por suprir o cliente com as condições mínimas necessárias para o bom funcionamento das obras e instalações que estavam sendo concluídas.

O mais interessante (e comum em muitos casos…) é que o instalador vislumbrou como meta a conclusão e os testes / comissionamentos sobre a parte que lhe cabia, ou seja, das instalações sob a sua responsabilidade.

Mas e quanto a outra parte, cujo desempenho seria extremamente necessário e fundamental para o sucesso de sua obra?

Quem veria esta situação e quando seriam feitos os testes INTEGRADOS para a análise do resultado final?

Estas são perguntas que pairam em diversas situações, em diversas obras por aí…

Muitas vezes, a falta de visão e de conhecimento de um gestor, permitirá com que este tipo de lacuna não seja preenchida e que tenhamos problemas operacionais à vista… (e olha o gerente de operação aí gente…..)

Novamente, caberá ao(s) gestor(es)  deste processo como um todo identificar a necessidade de comissionamentos específicos e, caso não tenha esta experiência, identificar a necessidade de contratação de agentes que poderão ajudá-lo à melhor definir e analisar o limite da responsabilidade….para cada um dos lados.

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ASBRAV abre as inscrições de trabalhos para o Congresso MERCOFRIO 2014

Estão abertas as inscrições para o 9º Congresso Internacional de Ar Condicionado, Refrigeração, Aquecimento e Ventilação – Mercofrio

 

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Vale a pena conferir este artigo do Facility Managers de Marcos Maran

Quem conhece um bom pajé?

Data da Notícia: 18/02/14

Procura-se urgentemente um pajé que saiba provocar chuvas.  Mas ele tem que ser competente. Deve conseguir provocar chuvas de grande intensidade e no lugar certo!

Não acredita em pajés? Então, por que não rezar a São Judas, o santo das causas impossíveis?

Seja pajé, seja São Judas, parece que nossa sorte depende mesmo de uma fé imensa de que algo vai acontecer e resolver a falta de água para consumo humano e energia elétrica, uma vez que todo o conhecimento e ciência não foram capazes de antever e tomar ações de mitigação das consequências.

Se dentro de alguns dias, a mãe, ou melhor, a madrasta Natureza insistir em continuar caprichosa e não provocar o aparecimento de nuvens carregadas, que descarreguem volumoso caudal, todos nós estaremos sujeitos a racionamentos de água e de energia. Aliás, mais de 140 cidades já estão!

E ainda por cima esse calorão! Dá-lhe ar condicionado…

Mas como isso ocorreu em tão pouco tempo? Em dezembro passado, nada se ouvia sobre o baixo nível dos reservatórios. Essa é a situação em que ficamos quando as autoridades responsáveis insistem em contar com a sorte e ajuda divina para fazer a gestão de insumos essenciais para o ser humano. Esse cenário precário, que hoje vemos e ouvimos a todo instante, poderia ter sido previsto com relativa facilidade e as providências necessárias para mitigar as dificuldades tomadas com maior antecedência.

No atual estágio do conhecimento e gestão operacional de reservatórios, é perfeitamente possível antecipar medidas, no mínimo de precaução, contra possíveis incertezas da Natureza. Mas não acredito em incompetência por parte dos técnicos responsáveis pela gestão dos recursos, creio que o que houve mesmo foi interferência política daqueles que não gostam de dar notícias que exigem sacrifícios das pessoas, principalmente num ano de eleições. Que azar danado!!! Daí, ouvirmos a mesma cantilena de sempre: que as chuvas não aconteceram da forma prevista ou ocorreram nos locais inadequados, pouco volume… Só falta dizer que Deus não ajuda. Ah, esse Deus brasileiro…

Bom, a intenção deste artigo não é fazer digressões sobre a incompetência dos responsáveis pela coisa pública que, afinal, todos temos acompanhado nos últimos tempos. A motivação é comentar sobre a importância da gestão de facilities em situações como esta. Nós não podemos proceder como nossos administradores públicos, nem ficar jogando a culpa sobre eles. A hora é de ação concreta, pé no chão. Nossos clientes, os ocupantes do edifício, seus usuários, visitantes, dependem de nós para conseguirem um ambiente de convivência e trabalho adequados. Estão dispostos até em colaborar. Temos que tomar providências para que nossos prédios e indústrias sofram o mínimo possível, na possibilidade de um cenário de racionamento.

O momento agora é de retirarmos da gaveta nossos planos de contingência.

Qual é nossa capacidade de reservação de água? Com o perfil de consumo atual, quanto tempo o edifício consegue atender à demanda? Se o tempo é pequeno frente ao tempo de racionamento, onde podemos buscar água? Qual a quantidade? Quanto isso vai custar? O local onde o prédio está permite a circulação e estacionamento de caminhões-pipa? Como assegurar a qualidade dessa água? Que medidas de redução de consumo podemos tomar? Vamos diminuir a pressão das linhas de abastecimento? Quais registros podemos fechar, por exemplo, fontes decorativas? Vamos fazer campanhas de esclarecimento ao público usuário? E os nossos controles e metas de consumo, estão definidos? É hora de colocar aquelas torneiras e vasos sanitários economizadores? E quanto a furar aquele poço e respectiva estação de tratamento tão falados?

E quanto à energia elétrica? Se faltar água nos reservatórios das usinas hidrelétricas, bye, bye… Os apagões já estão acontecendo devido à alta demanda dos sistemas de ar-condicionado.

No caso de um racionamento de energia elétrica, creio que a história de 2001 se repetirá. O racionamento se daria por limites (ou metas) máximos de consumo. Neste caso, temos que responder às seguintes perguntas:

Temos geradores? Eles funcionam em paralelo com a rede? Eles suportam as cargas escolhidas? Somente as essenciais? E o ar-condicionado? Elevadores? Nosso tanque de combustível tem capacidade para quantas horas ou dias de funcionamento? O gerador pode funcionar ininterruptamente quantas horas antes de exigir a parada para troca do óleo lubrificante e filtros? Temos óleo em estoque? Temos contrato de fornecimento de combustível? O local de estacionamento do caminhão-tanque está desimpedido? A manutenção do gerador está em dia? Temos peças essenciais para pleno funcionamento do sistema de geração, difíceis de obter a pronta entrega, em nosso estoque? No estoque de nosso mantenedor? Que peças são essas? Todo o sistema está adequadamente mantido (painéis elétricos, disjuntores, cabos, conexões, relés etc.)? Importante: o pessoal sabe operar o sistema com destreza, agilidade, competência? Sabe resolver pequenas falhas rapidamente? Como vamos tratar o descontentamento dos vizinhos devido ao ruído e poluição provocados pelos geradores?

Como veem, são inúmeras as ações que devem ser tomadas. Lembramos apenas algumas, não esgotamos o rol de atividades que um plano de contingência pode conter. No mínimo, podemos aproveitar o calor do momento (e que calor!!) para atualizar o mesmo, rever  procedimentos, treinar pessoal.

Ainda sobre consumo de energia elétrica, mesmo que não aconteça qualquer racionamento, o excepcional calor dos últimos tempos leva ao maior consumo de energia nos sistemas de ar-condicionado. Esta situação, com certeza, vai levar a maiores gastos com esse insumo. Deste modo, qualquer ação com o intuito de diminuir o consumo de energia elétrica, tais como desligamento de iluminação desnecessária, racionalização de uso de água (menos água, menos bombeamento), é bem-vinda. Para aqueles que possuem contrato de energia no mercado livre, especial atenção deve ser dada no controle da energia consumida versus a contratada. A ultrapassagem do valor contratado obriga o consumidor a adquirir a energia excedente no mercado spot, de curto prazo, cujos preços estão pela hora da morte devido ao cenário de baixo nível dos reservatórios. Na última semana, seu valor atingiu a casa dos R$ 822,00 contra cerca de R$ 350,00 de períodos anteriores. Qualquer ultrapassagem vai provocar um rombo orçamentário!

Ufa… Por essas e outras, alguém aí conhece um pajé?

Marcos Maran

Presidente da ABRAFAC

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Curso Projetista de Sistemas Fotovoltaicos em BH

Fonte: Procel Info – 19.02.2014
Minas Gerais – A Solenerg Engenharia está oferecendo o curso de Projetistas de Sistemas Fotovoltaicos presencial, com o objetivo de capacitar o participante no desenvolvimento de projetos conceituais e básicos de sistemas fotovoltaicos autônomos e para a conexão à rede. O curso é realizado de uma forma interativa e inclui uma parte expositiva, uso de software, práticas de campo e de dimensionamento de geradores autônomos e para conexão à rede (estudo de caso).

Público Alvo: Interessados no aproveitamento da energia solar para gerar eletricidade.

Data: 14 e 15 de março de 2014

Carga horária: 16h

Horário: 08h30 a 17h30

Contato: Paulo Breyner (31) 3262-1534

E-mail: cursos@solenerg.com.br

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Curso da norma ISO 50001 oferecido no RJ – Sistema de Gestão da Energia

Fonte: Procel Info – 19.02.2014
Rio de Janeiro – A Eletrobras, em parceria com a Sociedade Brasileira de Metrologia –  SBM, oferece o curso da norma ISO 50001 – Sistema de Gestão da Energia. O objetivo do curso é fornecer informações relevantes sobre a norma, possibilitando aos profissionais analisarem os benefícios de sua implantação. Ao final do curso, o profissional deverá conhecer a estrutura do sistema de gestão proposto na Norma e avaliar a sua aplicabilidade.

Data: 27/03/2014

Público Alvo: Profissionais de gerência ou técnicos, consultores e acadêmicos interessados em entender o processo de implantação de um Sistema de Gestão de Energia de acordo com os requisitos da Norma.

Requisitos: Formação desejável em engenharia para nível superior ou técnica para nível médio. Experiência com atividades de eficiência energética ou gestão de energia.

Conteúdo Programático: Gestão da energia; Requisitos gerais abordados pela Norma; Avaliação de requisitos específicos; Resultados esperados da aplicação da Normal; Exercícios básicos.

Horário: 8:30 às 17:30

Duração: 8 horas de aula.

Local: Av. Nilo Peçanha nº 50 – sala 2517 – Centro – Próximo ao metrô da carioca – RJ

Investimento: Associados: R$ 377,51 e Não Associados: R$ 453,01

Informações: (21) 2532-7373, cursos@metrologia.org.br ou Clique Aqui

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Qual o esporte que você pratica….tênis ou frescobol?

Provavelmente, vários de vocês já participaram de programas de treinamento em suas respectivas empresas, onde ouviram (em RH) falar sobre a diferença entre a prática do Tênis e a prática do frescobol, no que se refere a cooperação entre equipes ou colegas de trabalho.

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A diferença básica está na forma de se jogar, ou seja, enquanto no tênis um adversário tentará vencer o outro (a qualquer custo…), no frescobol, os dois jogadores farão de tudo para manter a bola em jogo, as vezes redobrando os seus esforços para compensar uma jogada infeliz de seu colega.

Pois bem, compreendida a diferença entre os dois jogos, a questão passa a ser ” qual o esporte você ou a sua equipe, ou mesmo a sua empresa ou parceiros jogam no dia a dia?….”

Jogam do mesmo lado e com um objetivo em comum (frescobol), ou jogam como se tivessem uma bomba relógio nas mãos, pronta à estourar a qualquer momento, mais preocupados em passar ao outro (colega ou departamento).

Muitas vezes, nos deparamos com situações como esta, seja em nosso departamento ou em nossa empresa (entre departamentos e entre parceiros), mas é verdade que nos cabe enquanto gestores identificar estas ocorrências e trazê-las à luz / a tona.

Acreditem…..se alguém não “gritar no jogo e avisar o colega”, a bola vai cada vez mais longe….ou na água, e você cansará de tanto buscá-la até que desista de vez.

Pensem nisto e olhem como e com quem estão “jogando” no seu dia a dia.

Fonte: A figura foi extraída de um anúncio do Governo do Estado do Pernambuco, sobre um torneio de frescobol em Olinda
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Apenas relembrando… Seminário Gestão Integrada de Facilities em SP (20/03)

A DIALOGIA divulgou em janeiro a agenda para março deste ano, quando será realizado em SP o Seminário sobre Gerenciamento Integrado de Facilities.

O programa completo poderá ser acessado através do link: Seminário Facilities 

Dialogia

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ASHRAE desenvolve Norma para Energia em Data Centers

Fonte: Mailing da BCA – Building Commissioning Association

 

ASHRAE Develops Data Center Energy Standard

November 26, 2013
by Linda Hardesty

ASHRAE is creating a standard that specifically addresses the unique energy requirements of data centers with their high plug loads. Standard 90.4P, Energy Standard for Data Centers and Telecommunications Buildings, is being developed in response to requests to recognize the energy performance profiles unique to data centers.

Previously, data centers were included in ANSI/ASHRAE/IES Standard 90.1-2013, Energy Standard for Buildings Except Low-Rise Residential Buildings.

Standard 90.4P will feature a performance-based approach that is more flexible and accommodating of changes, which rapidly occur in the data center design, construction and operations, according to chair Ron Jarnagin. Standard 90.4P is open for advisory public review from Nov. 15-Dec. 30, 2013.

According to ASHRAE, current industry modeling tools do not possess all the necessary mathematical models to accurately model data center HVAC and power design. As a result, demonstrating compliance to the 90.1 Chapter 11 or energy cost budget approaches is not always a practical option. Instead, Standard 90.4P proposes to utilize a performance compliance path known as the Power Utilization Efficiency (PUE) developed by The Green Grid.

Although there is proposed research for the development of mathematical methods and associated software tools to assist data center designers down the road; compliance with 90.4P is intended to be possible without the use of modeling tools at this time.

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Ongoing Commissioning vs. Retro Commissioning: a Source of Confusion

Fonte: Mailing da BCA – Building Commissioning Association

December 12, 2013
by Linda Hardesty

Many building owners express confusion about commissioning, according to a speaker on an Energy Manager Today webinar held earlier this week.

“One thing we hear quite a bit in the market is: what is the difference between retro commissioning or monitoring-based commissioning versus fault detection diagnostics?” said Craig Engelbrecht, director of Smart Services and Technology at Siemens Industry, during the “Smart Building Technology: The Key to Comprehensive Building Performance,” webinar (now available on demand).

Engelbrecht said there are clear differences between the following:

Existing Building Commissioning (EBCx) also referred to as retro commissioning, involves work in the plan, evaluate and implement phases and will rely on people, processes and technologies in order to commission the building to today’s requirements and set KPI for expected operations.

Monitoring Based Commissioning (MBCx), also referred to as ongoing/continuous commissioning, involves ongoing service and data driven measurement and reporting the KPIs for expected operations of today’s requirements and verification of facility improvement measures. Like EBCx, a combination of people, process and technology are necessary for a successful MBCx program.

Fault Detection and Diagnostics (FDD) is an important tool that can be leveraged to create quick and cost effective results of data analysis of equipment/systems to find problems during the evaluate, service and measure phases. FDD relies heavily on technology in order to be successful.

“Existing building commissioning looks at the current days’ building requirements, and it implements what it finds,” said Engelbrecht. But monitoring-based commissioning is about looking at the KPIs that were identified and set during the planning stage and tracking and measuring that you’re on track to meet those KPIs. Fault detection is about finding problems.”

The webinar “Smart Building Technology: The Key to Comprehensive Building Performance,” with Siemens Industry, Navigant Research and Energy Manager Today is available on demand.

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Falando em Experiência….. vejam a reportagem do Estado do Ceará sobre as Arenas Sustentáveis

COPA DO MUNDO – Arenas que “não se sustentam”

O Estado do Ceará – 18/02/2014

Artigo reproduzido a partir da divulgação do SINAENCO

 

A certificação ambiental dos estádios para a Copa do Mundo, conforme padrões internacionais, foi uma condição exigida pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aprovação dos empréstimos que financiaram as obras de todas as 12 arenas. Mas o desafio está em pensar a sustentabilidade para além de 2014.

“Não adianta somente construirmos uma arena de forma sustentável. Não adianta ter grandes projetos inovadores de sustentabilidade e não administrar de forma correta, de forma que venha a causar menos impacto ao meio ambiente”, avaliou Lucas Silva, representante do departamento de sustentabilidade da Arena Pernambuco, durante a mesa-redonda que marcou o último encontro do programa de treinamento de sustentabilidade para operadores de estádio da Copa do Mundo da FIFA 2014, realizado no último dia 7, no Rio de Janeiro.

O programa, lançado no dia 15 de agosto de 2013, teve como objetivo melhorar o nível de conhecimento dos participantes sobre a operação sustentável de estádios de futebol e outras instalações esportivas. Ao longo de três encontros, foram debatidas experiências e alternativas para aperfeiçoar o gerenciamento operacional dos estádios, como o uso de sistemas eficazes de iluminação, a redução da utilização de água limpa; questões de acessibilidade para deficientes e opções de transporte sustentáveis para o público.

IMPORTÂNCIA DO SELO

A Arena Castelão foi o primeiro estádio a ser concluído para a Copa do Mundo e também, o primeiro equipamento do tipo, na América do Sul, a receber a Certificação Ambiental LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), desenvolvida pelo Conselho Americano de Edifícios Verdes (Green Building Council – USGBC).

“Pensando nessa certificação, uma das mais notáveis no mundo, nós adotamos uma série de ações que impactou de forma positiva no meio ambiente. Durante a construção e já em operação, recebemos técnicos da USGBC, o que resultou na alegria de receber o selo. É motivo de muita satisfação mostrar que é possível realizar uma obra com a grandeza do Castelão e, ao mesmo tempo, investir na sustentabilidade ambiental”, avalia o titular da Secopa – Secretaria Especial da Copa 2014, Ferruccio Feitosa.

O Leed possui sete dimensões a serem avaliadas nas edificações. Todas elas estabelecem pré-requisitos que, se atendidos, garantem pontos para a edificação. O nível da certificação é definido conforme a quantidade de pontos adquiridos, podendo variar de 40 (nível certificado) a 110 pontos (nível platina). O Castelão foi reconhecido no nível mais básico. Entre as características que o definem como tal estão: uso racional de água, eficiência energética, qualidade ambiental interna, uso de materiais de baixo impacto ambiental e estímulo a inovações.

CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

Durante a obra do Castelão, foram adotados critérios de eficiência. O complexo empregou sistema de condicionamento de ar que não utiliza gases refrigerantes a base de clorofluorcarbono (CFC), responsáveis pela destruição da camada de ozônio. O desempenho energético foi alcançado com redução comprovada de 12,7% do consumo anual de energia. Já a redução do consumo de água potável foi de 67,61%, conquistados apenas com a utilização de metais e de tecnologias economizadoras.

Valores médios obtidos por ambos os edifícios, segundo o presidente da Arena Castelão, empresa responsável pela operação do estádio, Silvio Andrade. No quesito “Tecnologias inovadoras para controle de efluentes”, foi comprovada a redução de 71,94% no volume de água potável direcionada para a rede de esgoto.

Atualmente, são utilizadas louças com menor consumo de água e descargas a vácuo, que contribuem para a redução do consumo de água potável. “Durante o último ano de operação, a economia foi substancial tanto na parte energética quanto na parte de reuso de água, os quais ficaram coerentes com a previsão de economia de em torno de 70% de água e 15% de energia elétrica”, come-mora o presidente da Arena.

Durante a reforma do Castelão, 97% do resíduo gerado, foram reutilizados no próprio equipamento. “Tivemos muitas demolições para a construção da Arena, utilizamos uma máquina que fez a reciclagem de 27 mil toneladas de concreto, reutilizado, principalmente, na pavimentação do estacionamento”, conta Ferruccio.

SUSTENTÁVEL ATÉ QUANDO?

Até o fim de 2015, a Rede de Catadores de Resíduos Sólidos Recicláveis do Estado do Ceará é a responsável pela coleta, separação e destinação dos resíduos sólidos provenientes dos eventos na Arena Castelão.  A medida beneficia 400 famílias de catadores de 17 entidades.

Dentre as características sustentáveis que devem ir além da Copa, Andrade destaca: o reaproveitamento da água da chuva para irrigação do gramado e para sanitários; a utilização de louças com menor consumo de água e torneiras com temporizadores. No estacionamento, a Arena conta com espaços reservados para carona solidária, carro com combustível renovável e bicicletário para funcionário.

No que diz respeito à utilização de energias renováveis, setor onde o Ceará se destaca pelo grande potencial, tanto o presidente da Arena, quanto o titular da Secopa são categóricos em afirmar que ainda é economicamente inviável. “Nós fizemos um estudo para energia eólica e solar, chegamos à conclusão de que ainda são inviáveis. O vento que chega ao Castelão é muito mais rajado do que constante, o que não justifica fazer um investimento, a energia gerada seria irrisória. O custo da implantação da energia solar também muito alto, em comparação com a energia gerada”, justifica Ferruccio.

BONS EXEMPLOS

Até o momento, o equipamento cearense foi o único a receber o reco-nhecimento, porém outros já estão no processo de qualificação, como o Maracanã, no Rio de Janeiro; o Mineirão, em Belo Horizonte; e o Beira-Rio, em Porto Alegre. Este último representa um belo exemplo a ser seguido, no que toca ao seu plano de gerenciamento.

Para a vice-presidente do Sport Club Internacional, time proprietário do estádio Beira-Rio, Diana Oliveira, o foco não deve ser apenas receber uma certificação ambiental, mas garantir o que ela chama de sustentabilidade social. “Somos um clube de futebol com uma função social muito forte, temos um trabalho com duas mil crianças carentes, já há algum tempo, e estamos interessados nesse tipo de ação. O selo da certificação nos deixa satisfeitos, mas daqui para a frente, o foco principal não está só nos recursos, está também é nas pessoas”, ressaltou durante o último encontro do programa de trei-namento de sustentabilidade.

Porém, para muitos, o Estádio das Dunas, em Natal, inaugurado em janeiro deste ano e em processo de requisição do certificado LEED, detém o título de arena mais verde da Copa. Presente na fase de planejamento e também durante a construção, a arena potiguar apresenta características autossustentáveis para além do Mundial.

A cobertura do estádio possui uma estrutura de calhas que coletam a água da chuva, levada para reservatórios e depois filtrada e reutilizada na irrigação do gramado, nos sanitários e na limpeza das instalações. Além disso, a Arena também pretende usar, em médio prazo, a energia solar, captada através de painéis na cobertura, para a iluminação.

SUSTENTABILIDADE PARA ALÉM DE 2014

Em todo o Brasil, manifestações populares marcaram os preparativos para o Mundial. As reivindicações tomaram forma nas ruas do País em junho do ano passado, durante a Copa das Confe-derações. Antes disso, em 2009, criou-se a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, com representações nas 12 cidades-sede do evento no País. O objetivo é debater, denunciar e exigir reparações às violações de direitos decorrentes da realização a Copa 2014 e também das Olimpíadas 2016.

Segundo o economista e professor universitário, André Lima Sousa, integrante do Comitê Popular da Copa em Fortaleza, calcula-se que cerca de 250 mil pessoas estão ameaçadas ou foram removidas nas 12 cidades-sede para a realização da Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil. “Em Fortaleza, pelo menos três mil famílias estão sob o risco de perder suas casas para dar lugar a obras carentes de planejamento e controle e participação social, além disso, há o problema do endividamento. Durante décadas os governos não terão recursos para investir em saúde ou educação”. Segundo o Portal da Transparência do Governo Federal, em todo o Brasil serão gastos 26 bilhões de reais dos cofres públicos. Para Fortaleza, estão previstos gastos de quase dois bilhões de reais.

Sousa ainda alerta para o fato de que a maioria das obras são exigências da Fifa e visam apenas demandas exclusivas do evento, em detrimento das necessidades da população local. Em Fortaleza, por exemplo, a obra que tem recebido mais críticas foi uma exigência da federação mundial de futebol. O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) é um projeto de mobilidade urbana que vai percorrer a cidade, partindo do Mucuripe (área de concentração de Hotéis) até o bairro da Parangaba, onde está localizado a Arena Castelão, irrompendo 22 comunidades localizadas ao longo do trajeto.

“O último estudo de demanda de mobilidade data de 1996 e Fortaleza já mudou muito desde então. Evidências simples demonstram que esse traçado do VLT não é prioridade, o fato de estar sendo construído sobre a linha de um antigo trem de carga e ao lado de uma Via Expressa são dois exemplos. É uma obra que visa o que alguns chamam de higienização social e quando o circo da Fifa for embora, só vai sobrar a conta para o cidadão pagar”, alerta Sousa.

ATRASOS QUE IMPACTAM

A menos de quatro meses para a abertura da Copa do Mundo, dia 12 de junho, em São Paulo, cinco dos 12 estádios construídos ou reformados para do Mundial ainda serão inaugurados. A necessidade de conclusão obras com velocidade acaba reduzindo a prioridade das questões ambientais e de acessibilidade.

“Certamente o atraso nos estádios e o aumentos nos custos podem causar uma menor atenção a questões de sustentabilidade. A pressão decorrente da pressa em se construir os estádios pode levar a certos abusos, como o desrespeito a condições de trabalho e itens de sustentabilidade previstos, que acabam deixando de ser prioridade”, diz o chefe do departamento de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da Fifa, Federico Addiechi.

Os responsáveis pela operação dos estádios tem um ano, a partir da inauguração, para atender à exigência de certificação internacional, caso contrário, estarão sujeitos a sanções previstas nos contratos de financiamento.

SAIBA MAIS SOBRE O CASTELÃO SUSTENTÁVEL

• Outras características da Arena castelão devem garantir sustentabilidade para além da Copa.

• O Castelão é pintado de branco, ajudando a refratar a luz solar e a dissipar o calor proveniente dela. Também foi considerada a política de proibição de fumo nas áreas internas do complexo e nas externas. A medida, no entanto, prova-se ineficaz à medida que se encontra, facilmente, fumantes inadvertidos nas arquibancadas da Arena Castelão, a cada jogo.

• O USGBC destaca, ainda, um “sistema de monitoramento que assegura o conforto térmico contínuo do público”. Esta, talvez, é a característica mais discrepante com o que torcedores e plateias sentem nas arquibancadas do Gigante da Boa Vista, como é apelidado o estádio. O calor excessivo, maior até do que no antigo Castelão, já foi alvo de várias reclamações de torcedores em redes sociais e matérias veiculadas na mídia cearense.

 

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