Quando um engenheiro civil precisa de um MBA?

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Profissional em cargo de gestão deve buscar estes cursos, que não são recomendados para quem saiu recentemente da universidade

Massa Cinzenta

Pós-graduações e doutorados são os caminhos naturais para engenheiros civis que buscam aprofundar a especialização técnica dentro de uma área específica. Mas e quando o profissional assume um cargo de gestão, as pós-graduações e os doutorados dão conta dos desafios que virão pela frente? É neste estágio da carreira que um curso em MBA (Master of Business Administration ou Mestrado em Administração de Negócios) se mostra importante. “A necessidade de um MBA vai ser útil quando esse profissional (engenheiro civil) passar a exercer atribuições de caráter mais administrativo, de gestão de pessoas e ser envolvido em decisões de negócio. De forma resumida, quando seu foco maior deixar de ser as técnicas da engenharia e passar a ser a gestão”, afirma Armando Dal Colletto, diretor executivo da ANAMBA (Associação Nacional de MBA).

 Armando Dal Colletto: cursos de MBA proliferaram no Brasil, mas falta rigor do MEC

No currículo dos cursos de MBA, 15% das disciplinas são focadas em áreas técnicas, como macroeconomia, estatística e conceitos, e 85% são voltadas em liderança, equipe, desenvolvimento de ideias e produtos, que são competências atreladas ao trabalho do gestor. Segundo o dirigente da ANAMBA, não é recomendável buscar um MBA logo após concluir a graduação. Por cinco razões:

1) Em geral, é entre o penúltimo e o último ano da graduação que o aluno se posiciona sobre sua carreira. Os estágios que fez, e a proximidade com o ambiente de trabalho, despertam as suas convicções vocacionais e ele elege o setor e a especialidade de início de carreira. Neste momento, a gestão ainda não se coloca entre os principais requisitos que ele deve atender para uma primeira contratação.

2) As expectativas sobre o recém-graduado serão muito mais relacionadas com alguma especialidade da sua profissão ou cargo exercido. Assim, uma pós-graduação ajudará muito mais no curto prazo do que um MBA.

3) Somente quando o graduado começar a se voltar para atividades menos especializadas e mais gerencias é que o MBA será de fato útil.

4) A característica de um curso de MBA é a forte participação dos alunos em sala de aula e o desenvolvimento de relações entre alunos e professores. Para tanto, o aluno deve chegar com um mínimo de bagagem (3 a 5 anos de experiência) que permita que ele relate cases e esteja capacitado a debater e trabalhar em equipe.

5) Quem faz um MBA antes da hora, aproveita menos, contribui menos e corre o risco de ter que fazer de novo.

Saiba escolher

Os primeiros cursos de MBA no Brasil surgiram em 1990 e proliferaram rapidamente. O problema é que o MEC (Ministério da Educação) não exerce um controle rigoroso, como faz com pós-graduações e doutorados, e, por isso, a ANAMBA alerta para as escolhas. “Houve uma explosão de demanda e encontramos hoje uma imensa variedade de cursos e preços. Como o MEC não fiscaliza essa área com o mesmo rigor que fiscaliza a graduação, o consumidor corre alguns riscos por ocasião da escolha”, diz Armando Dal Colletto. Não significa, no entanto, que não haja bons cursos no país. “Os credenciados pela ANAMBA ou outras acreditadoras, como AMBA (Association of MBAs), AACSB (Association to Advance Collegiate Schools of Business) e EFMD (European Foundation for Management Development) tem padrões muito semelhantes aos das boas escolas do exterior. Todavia, fazer um MBA fora do Brasil oferece outros diferenciais que podem ser importantes, como a vivência em outra cidade, conhecimento de outras culturas, networking internacional e o branding de uma escola do exterior”, ressalta o dirigente da ANAMBA.

Especificamente para quem atua na construção civil, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) criou três cursos de MBA, voltados para real estate, gerenciamento de facilidades e especialização em gestão de projetos na construção. Os cursos são oferecidos pelo Programa de Cursos de Extensão (Poli-Integra/FDTE). A coordenação está a cargo do Departamento de Engenharia de Construção Civil da instituição. O corpo docente é formado por docentes da Poli e de outras unidades da USP.

 Os melhores MBAs do mundo

Harvard Business School (EUA)

Stanford University Graduate School of Business (EUA)

INSEAD (França)

London Business School (Reino Unido)

The Wharton School, University of Pennsylvania (EUA)

The University of Chicago Booth School of Business (EUA)

IE Business School (Espanha)

The Kellogg School of Management, Northwestern University (EUA)

Oxford University, Said Business School (Reino Unido)

IMD (Suíça)

 Conheça alguns dos melhores cursos de MBA no Brasil:

http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/1168069-conheca-45-cursos-de-mba-no-pais.shtml

Entrevistado

Engenheiro civil Armando Dal Colletto, diretor-executivo da ANAMBA (Associação Nacional de MBA)

Contato: adm@anamba.com.br

Crédito Foto: Divulgação/ANAMBA

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

 

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ASHRAE Brasil Special Sessions – Eficiência Energética em Empreendimentos Sustentáveis

A ASHRAE Brasil divulgou nesta semana o evento à ser realizado em SP no próximo 28/11, com a participação de palestrantes brasileiros e norte americanos.

O evento será realizado na sede da ABRAVA e acontecerá entre as 09:00 e as 13:00hs.

Aos interessados, segue o link para que obtenham mais informações ou efetuem a sua inscrição.

 

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RICS divulga webclass emFacilities Management

A RICS Online Academy Brasil divulgou nesta semana a realização de um webclass sobre Facility Management, que será realizado entre os dias 2 e 4 de dezembro próximo.

Segue abaixo a chamada para o webclass e suas inscrições.

Gestão Operacional de Facilities
Com abordagem única e diferenciada, a WebClass Gestão Operacional de Facilities traz para o aluno uma visão operacional dos serviços de facilities management. Durante as aulas, Walter Palacio FRICS abordará temas como a operacionalização, contratação, entrega e desempenho dos serviços de facilities, além do atendimento ao cliente, segurança e saúde ocupacional e plano de continuidade dos negócios.

O gerenciamento sustentável de edifícios e a gestão de ativos de propriedades também serão discutidos durante o programa.

Público: média gerência e profissionais da área de facilities management. O curso também é indicado para profissionais com interesse em conhecer o RICS Strategic Facilities Management.

Facilitador: Walter Palacio, FRICS

Data: 2 e 4 de dezembro de 2014

Horário:19h30 às 21h

Valor: R$ 215

Faça já sua inscrição!

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Microgeração pode resultar em descontos no CE

Fonte: Ambiente energia

Divulgação: Procel Info

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Ceará – Para incentivar a microgeração de energia renovável ou de elevada eficiência energética o Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Ceará (Sindienergia /CE) e de empresários ligados ao setor propôs ao Governo do Ceará que os consumidores fortalezenses que passarem a gerar a própria eletricidade a partir de fontes renováveis conectados à rede elétrica estadual possam ganhar um incentivo extra.

Além da redução na conta, poderão se beneficiar com descontos no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e no ICMS. O objetivo da medida é incentivar a criação de novos projetos de mini e micro geração solar, eólica e de outras fontes renováveis.

Apesar de ainda não haver uma negociação formal, a microgeração já está presente no estado através de 25 microgeradores de energia já instalados, de acordo com a Aneel. Os equipamentos mais usados são painéis solares e turbinas eólicas.

A cidade de Fortaleza foi a escolhida para dar início à implantação da microgeração, pois tem um potencial para gerar 20 mil MW de energia solar e 6 mil MW de eólica. De acordo com o Sindienergia os consumidores produzem energia e a repassam para a rede. No caso do Ceará, para a Companhia Energética do Ceará (Coelce), gerando um “crédito de energia” que será posteriormente utilizado para abater consumo.

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Seminário em Florianópolis aborda o uso eficiente de energia na indústria

Fonte: Portal FIESC

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Santa Catarina – A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) realiza no dia 28 de novembro o seminário “Uso eficiente de energia na indústria”. O encontro será realizado na sede da entidade, em Florianópolis, das 8h30 às 17h30. Pela manhã, o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, vai falar sobre o programa Indústria+Eficiente e os cases da Tupy, Tigre e BRF que participaram do programa. Também será apresentada chamada pública da Celesc para projetos de eficiência energética e ministrada palestra sobre o uso do gás natural.

À tarde, serão realizadas palestras sobre linhas de financiamento para eficiência energética, atuação da Rede SENAI de Inovação e Tecnologia, uso racional do vapor na indústria, além de apresentação de case da Weg.

As inscrições para o seminário são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail camara.energia@fiescnet.com.br . Informações adicionais pelo telefone 48 3231-4330.

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Guia Exame aborda eficiência energética em rodovias

Fonte: Procel Info (divulgação)

Criação e direitos: Revista Guia Exame

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Clique neste link e leia a reportagem na íntegra diretamente do site da Exame.

Brasil – Reportagem especial mostra projeto da Ecorodovias que utiliza fontes alternativas de energia para abastecimento dos postos de operação.

Brasil – O Guia Exame Sustentável de 2014 traz uma reportagem sobre o projeto de sustentabilidade e eficiência energética da Ecorodovias. A empresa, que administra 1768 quilômetros de estradas nas regiões Sul e Sudeste, mantém desde 2013 investimentos que geram benefícios ambientais e segurança para os motoristas.

Na BR-392, no Rio Grande do Sul, a Ecorodovias passou a gerar a própria energia elétrica do posto de operação localizado no município de Rio Grande. No local, foram instalados um aerogerador e placas fotovoltaicas. Em São Paulo, na rodovia dos Imigrantes, os call boxes e câmeras de monitoramento são abastecidas por energia solar.

Ao todo, a concessionária investiu R$ 2,7 milhões em substituição de lâmpadas e adoção de sistemas eólicos e solares. Além da redução do consumo de energia, as medidas também resultaram em mais segurança para os motoristas. Na BR-101, houve uma redução de 13% no número de acidentes após a substituição das lâmpadas convencionais por lâmpadas de LED.

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Porto Alegre receberá evento sobre Construções Sustentáveis neste próximo 25/11/2014

Organizado e promovido pela New Fields Brasil e ECCOS Recycle, o evento de nome “CONSTRUIR + VERDE” abordará os sistemas de certificação em construções sustentáveis, a importância do comissionamento como ferramenta de qualidade e a apresentação de cases de sucesso.

O evento tomará conta de todo o período da manhã do dia 25/11, abrindo a oportunidade de negócios sustentáveis no período da tarde.

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Aos interessados, segue o endereço para que possam explorar a pauta do evento e efetuar suas inscrições:

www.construirmaisverde.com.br

Aos inscritos, até terça em Porto Alegre.

 

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O futuro das agências reguladoras

Fonte: Valor Econômico

Por: Gustavo Flausino Coelho

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Após os debates eleitorais, polarizados nos dois candidatos finalistas, é possível afirmar que um tema será pauta no mandato a ser iniciado em 1º de janeiro de 2015: as agências reguladoras. Não resta dúvida – tanto para as empresas como para os consumidores – que o governo precisa fortalecê-las a fim de promover o país a um novo patamar de desenvolvimento econômico e social.

O Brasil possui diversas agências reguladoras nacionais relacionadas a setores essenciais. Essas autarquias federais foram introduzidas a partir da segunda metade dos anos 1990 no ordenamento nacional com o intuito de corrigir falhas de mercado, monitorar os agentes econômicos relevantes, garantir a efetividade de políticas públicas de Estado e editar normas de caráter técnico e de modo célere.

As primeiras leis criadoras das agências cultivaram um padrão normativo consistente, em linha com as melhores práticas internacionais da época, permitindo aos estudiosos e profissionais acumular o conhecimento sobre direito regulatório no Brasil. Os investidores nacionais e estrangeiros encontraram nessa nova sistemática a segurança jurídico-institucional desejada para viabilização de investimentos significativos em infraestrutura, demanda histórica do Brasil.

Criação foi feita para viabilizar a regulação eficiente e técnica e manter um ambiente negocial transparente

Do ponto de vista do consumidor, a curva de aprendizado também foi sentida, com a inicial desconfiança sendo superada pela melhoria sensível em diversos setores. No setor de telecomunicações, por exemplo, a Anatel atuou decisivamente na universalização das telefonias fixa e móvel, terminando com as filas e aluguéis de linhas, aproximando o consumidor da agência reguladora no momento inicial. No setor petrolífero, a ANP trouxe transparência aos preços dos combustíveis nos postos e promoveu rodadas de licitações com geração de diversos empregos pela iniciativa privada e receitas aos cofres públicos.

Contudo, esse histórico nos setores regulados tem sido impactado pelos percalços enfrentados nos últimos anos, gerando descontentamento dos consumidores e empresariado. Os sintomas são diversos: atraso na nomeação de diretores (com a consequente falta de quórum para decisão das diretorias), aumento da ingerência de secretarias e ministérios nos setores regulados, indícios de captura política de membros das agências, restrições orçamentárias.

A causa parece ser a percepção de que as agências reguladoras independentes representam um modelo que não deveria ser perpetuado ou aprimorado, mas mitigado e adaptado para atender aos interesses dos ministérios (de Governo) em vez das políticas públicas (de Estado).

Alguns casos recentes exemplificam incertezas na regulação no país. No setor petrolífero, o novo marco regulatório do pré-sal deslocou as atribuições da ANP, dando papel secundário à agência. No âmbito da mineração, as atividades foram impactadas por um futuro projeto de marco regulatório, que deverá criar a ANM com desenho similar à ANP (antes das mudanças do pré-sal).

Ou seja, a regulação da mineração deverá reproduzir o desenho institucional do setor petrolífero de 1997, que foi criticado e alterado a partir de 2010. A nova Lei dos Portos também evidencia a miscelânea de desenhos existentes em matéria regulatória, com a submissão de decisões colegiadas da Antaq ao crivo do ministro-chefe da SEP.

Dado Galdieri/Bloomberg

A ampla discussão sobre o papel essencial das agências reguladoras para o desenvolvimento digno do Brasil precisa ser conduzida pelo Congresso Nacional na próxima legislatura, e a Presidência da República deverá assumir papel de destaque neste debate legislativo, a fim de resgatar a estrutura inicial de autonomia administrativa, financeira e técnica dessas autarquias federais. Medidas como a promulgação de uma lei geral das agências federais permitiriam a correção de algumas inconsistências no desenho institucional das agências e reforçariam a importância da regulação independente em âmbito federal.

Ademais, competirá ao chefe máximo do Executivo adotar medidas administrativas para fortalecimento e revigoramento das agências, tais como a pronta nomeação dos diretores para as vagas vacantes, a adoção de critérios técnicos para escolha desses mandatários (sem preterir profissionais da iniciativa privada) e o incremento razoável do orçamento.

A Constituição Federal consagrou o princípio da subsidiariedade, atribuindo ao Estado o papel regulador e à iniciativa privada a primazia sobre a iniciativa estatal para condução das atividades econômicas. Neste sentido, as agências reguladoras foram concebidas para viabilizar a regulação eficiente e técnica, a fim de manter um ambiente negocial seguro e transparente.

 

Resta aos brasileiros verificar qual será a atuação do governo federal a partir de 2015: retomar o caminho original de incentivo à efetiva regulação por meio de agências reguladoras independentes ou intensificar a captura política dessas autarquias federais a ponto de transformá-las em entes subordinados aos ministérios.

Gustavo Flausino Coelho é advogado e mestrando em direito empresarial na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

 

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Cidades sustentáveis e os desafios da transição

Como bem diz o texto abaixo, o segredo não está apenas na criação mas, principalmente, na gestão…

Vejam como exemplo o ciclo de vida de uma edificação comercial, onde o montante à ser despendido (despesas) mais significativo se encontra na fase de operação e manutenção (algo entre 70 e 80% do custo referente a todo o ciclo de vida).

Pois bem, fazendo esta analogia, onde devemos também atribuir um foco específico? Não seria na operação e no seu controle?

O mesmo ocorre no caso das cidades, onde inevitavelmente precisaremos da estrutura de seus gestores e de uma efetiva fiscalização e controle.

Assim como ocorreu em relação ao processo de educação no trânsito, observa-se um certo êxito nas cidades onde a fiscalização foi ou é mais efetiva, independentemente das questões que envolvam a “indústria de multas”.

A história nos mostra que a evolução humana se dá pelo aprendizado natural (eventos e crises) e pela educação, sendo esta fruto não só de escolas, mas de leis, regras e de uma efetiva fiscalização, que propiciam juntas o aculturamento de seu povo.

 

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Fonte: Jornal do Brasil

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No dia 3 de dezembro de 2011, os participantes do 3 Congresso Ibero-Americano de Engenharia Civil, realizado em Curitiba, aprovaram um Manifesto por Inovações no Pensar, Conceber e Gerir as Cidades. Neste, os engenheiros, após debaterem amplamente o tema Experiências e conceitos inovadores de engenharia civil nas cidades, manifestam a necessidade de ações revolucionárias no trato das questões urbanísticas, desde o modo de pensar e conceber as cidades até sua gestão técnica, tendo como meta viabilizar a almejada sustentabilidade urbana.

Este tipo de manifesto enfatiza a necessidade real de mudar a maneira como a população vive e usufrui dos recursos disponíveis no planeta. Na verdade, o tema tem sido amplamente discutido desde a década de 90.

Atualmente, as cidades são as principais responsáveis pela degradação do meio ambiente e do comportamento consumista daqueles que nelas habitam, colaborando também para o distanciamento das diferentes classes sociais. O interessante é que, de acordo com profissionais de sustentabilidade urbana, serão as próprias cidades que poderão reverter este processo.

A construção civil, por exemplo, produz resíduos e utiliza-se de recursos minerais não renováveis, além de utilizar material tóxico. Só o cimento é responsável de 7% a 10% pela emissão de dióxido de carbono na atmosfera, sendo a terceira maior fonte de emissão deste gás. A primeira é energia elétrica, seguida do transporte. Na área de saneamento, muitas favelas, periferias, pequenos municípios e regiões consideradas rurais, em todo o país, ainda não estão totalmente atendidas nos quesitos água tratada e rede de esgoto.

Para reverter esta realidade, já está em discussão no mundo todo o conceito de construção sustentável, que utiliza tecnologia disponível para o uso de fontes de energia mais eficientes e que reduzem o impacto no meio ambiente, além da adoção de selos que certifiquem obras que atuam dentro de critérios como localização correta, gerenciamento de água e resíduos, materiais e recursos, qualidade do ambiente interno, energia, manutenção, dentre outros. O desafio dos profissionais será o de pensar como obter metrópoles autossuficientes onde as construções funcionarão como verdadeiras fábricas de energia.

E se as cidades não são feitas de pedras e sim de homens, como afirmou no século 15 o filósofo italiano Marsílio Ficino, são estes mesmos homens que precisam despertar para uma nova realidade. O design das cidades precisa mudar. O ensino precisa mudar. O comportamento precisa mudar. O petróleo e a água vão acabar um dia, inevitavelmente, e tudo que se consome está diretamente ligado a estes dois recursos.

Se estes fatos são de conhecimento de todos, por que nos últimos 25 anos, ao invés de reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, a população mundial aumentou em 50% estas mesmas emissões?

Talvez a resposta não esteja apenas nos estudos técnicos de infraestrutura que possibilitem a preservação do meio ambiente e melhoria na qualidade de vida da população, mas sim num plano, numa espécie de estudo social, que traga informações úteis sobre como fazer a transição do pensamento consumista presente para o pensamento ecológico do futuro.

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Vantagens da microgeração ainda são desconhecidas dos brasileiros

Fonte: Ambiente Energia

Divulgação: Procel Info

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Brasil – O uso de fontes renováveis já é uma realidade do sistema elétrico do Brasil, porém, muitos brasileiros ainda desconhecem as vantagens da mini e microgeração de eletricidade através da energia eólica ou solar. Convencer o consumidor residencial e comercial que vale a pena investir na produção de energia limpa, mesmo que o consumo mensal não seja elevado, já consta como um grande desafio.

Devido ao grande potencial do nosso país de produzir energia limpa, o retorno do valor investido em painéis solares e geradores eólicos chega em até oito anos. Esse retorno está associado basicamente à disponibilidade do recurso natural, ao tipo de solução (solar, eólica ou mista), e ao custo do financiamento para o investimento em um equipamento que dura de 20 a 25 anos.

Atualmente o cliente residencial ou comercial de energia de baixa tensão paga à concessionária R$ 0,52 o kWh, em média. E com uma solução eólica ou solar, o kWh pode chegar a R$ 0,19. Além das vantagens financeiras, empresas que investem em energia limpa, por exemplo, podem destacar o fato de utilizar soluções limpas, agregando valor à marca da empresa, que associa sua imagem à sustentabilidade.

Lembrando que a expectativa do setor é que com aprimoramento da Resolução Normativa nº 482/2012, que trata das regras destinadas para a instalação de geração distribuída, aconteça um aumento da geração própria no País. Uma das vantagens para o consumidor é que além de produzir energia elétrica, ele possa obter descontos em sua conta de energia ou até zerá-la, por meio da compensação da produção excedente.

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