Mercado de sistemas de automação e controle vive momento desafiador

Já temos discutido por aqui (neste blog) a importância e corelação entre o desempenho de instalações e até mesmo de uma edificação (energético, conforto, produtividade e bem estar), e um sistema de automação adequadamente projetado, operado e mantido.

Discutimos também a dificuldade que se observa no mercado para a adequada implantação e operação de sistemas de automação, haja vista:

  • A falta de conhecimento e até mesmo de cultura entre os nossos investidores, no que diz respeito a relevância no investimento em um bom projeto de automação;
  • O baixo envolvimento de profissionais da operação e manutenção durante a etapa de desenvolvimento do projeto;
  • A dinâmica de contratação de instalações em uma nova construção ou mesmo de um retrofit, muitas vezes permitindo com que a automação não participe integralmente do processo desde o seu início, o que acaba por possibilitar uma “defasagem” ou “descompasso” entre o conceito originalmente ofertado, e a real e mais atualizada demanda, muitas vezes ajustada ou alterada no decorrer do processo construtivo;
  • A falha ou até mesmo inexistência de um comissionamento, principalmente no que se refere as atividades integradas (com os demais sistemas que possuam interface com o BAS ou BMS);
  • A falta de um envolvimento minimamente adequado de projetistas no processo;
  • O desconhecimento de recursos operacionais de um BAS / BMS por parte das equipes locais de operação e manutenção;
  • e a entrega da operação da automação para empresas ou profissionais de segurança, dentro da dinâmica de uma Central de Operações.

Enfim, esta “realidade” de nosso mercado encontra-se refletida no artigo abaixo, publicado na Revista do Frio, para aqueles que se interessem na leitura. Trata-se, portanto, de um trabalho árduo e de longo prazo, o processo de aculturamento de nossos investidores e tomadores de decisão.


Fonte: PROCEL Info

Artigo divulgado por: Revista do Frio (Março / 2021)

Pandemia afeta de forma distinta as indústrias do segmento

A eficiência energética dos edifícios é cada vez mais uma das prioridades nas agendas dos mantenedores e proprietários de empreendimentos que se preocupam em gerir com o auxílio da tecnologia instalações prediais complexas, como ar-condicionado, iluminação, elevadores e sistemas hidráulicos, entre outras. 

No entanto, o mercado nacional de sistemas de gestão técnica de edifícios sofreu forte revés no ano passado, em decorrência da pandemia de covid-19. 

“A queda na aquisição com qualidade de sistema de automação e gestão de controle foi de 40% nas soluções efetivamente departamento nacional de automação e controle da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), Paulo Américo dos Reis. 

Para ele, embora o País tenha empresas altamente capacitadas e com tecnologia de ponta para ofertar a qualquer tipo de perfil de usuário os corretos sistemas de gestão de edifícios, desde um ambiente de escritórios de pequena amplitude até ambientes de alta complexidade no controle ambiental, esse cenário reflete a pouca ou nenhuma importância que os engenheiros do HVAC-R dão à instalação adequada e eficiente de um sistema do gênero. 

“Os formadores de opinião do nosso setor, infelizmente, estão muito desatualizados quanto ao potencial técnico e de eficiência energética que esses sistemas proporcionam aos usuários finais”, critica. 

Apesar de todas as suas vantagens, como gerenciamento remoto, integração com a Internet das Coisas (IoT) e payback não superior a 24 meses, “um sistema de gestão técnica de edifícios – nomenclatura correta para o chamado sistema de controle ou automação – não possui um processo de comercialização natural na engenharia térmica brasileira”, lamenta. 

Já os negócios de alguns fabricantes do nicho de sistemas de automação e controle aplicados à refrigeração comercial seguiram na direção oposta à do segmento predial, tendo “uma excelente performance no ano de 2020”, segundo o gerente de engenharia da Eletrofrio, Rogério Marson Rodrigues.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Revista do Frio Março 2021.pdf
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Eficiência energética: caminho sem volta com Indústria 4.0

Considerando o foco e objetivos deste blog, ou seja, no sentido de nos trazer a reflexão e importância das atividades de operação e manutenção para o resultado em nossas edificações e instalações, gostaríamos de ressaltar:

  • Que temos, de fato, uma característica extremamente interessante e favorável em relação a nossa matriz energética, conforme poderá se observar no texto abaixo
  • No entanto, ainda mantemos uma posição indesejada se analisados segundo o quesito “eficiência na utilização”, ocupando apenas a penúltima colocação entre as 16 maiores e principais economias
  • É importante ressaltar que a eficiência na utilização demanda por especificações, processos e procedimentos, incluindo o monitoramento e controle sobre o uso da energia, atribuições estas sob a responsabilidade direta de nossos gestores

Isto nos leva novamente à uma operação minimamente estruturada, na qual tenhamos asseguradas as seguintes etapas e condições:

  1. Análise de necessidades: toda e qualquer resultado esperado em uma operação precisará atender ao conjunto de expectativas e necessidades / objetivos traçados para a edificação. A demanda por uma operação eficiente quanto ao uso de energia consumida deverá provocar uma discussão entre as equipes de operação, os responsáveis pela edificação e equipes de projeto, no sentido de que estes definam, em conjunto, aquilo que necessitam enxergar dentro de sua rotina operacional, levando-se em conta os demais critérios e condições como tipo de uso, horários de operação, entre outros
  2. Estudo de Viabilidade: Uma vez traçados os objetivos e necessidades torna-se importante conhecer e mensurar facilidades e dificuldades na implementação de um modelo de monitoramento e controle, haja vista que muitas destas edificações são existentes e não oferecem, necessariamente, uma condição de projeto e instalação tão favorável para a implantação de medidores e equipamentos
  3. Projetos e implantações: Trata-se de uma fase extremamente delicada, durante a qual se executará um conjunto de levantamentos em campo e a própria instalação destes equipamentos no campo, demandando por paradas estratégicas e programadas
  4. Processos, procedimentos e capacitação: Embora a implantação de um conceito de medição e verificação seja de fundamental importância para o acompanhamento, análise e tomada de decisões por parte de seus responsáveis, as etapas anteriores devem também contemplar a reflexão sobre o “modus operandi” destas edificações, permitindo com que políticas, estratégias e processos sejam não só reavaliados, como também e principalmente revistos / readequados. Todos nós sabemos da existência e necessidade de mitigação de riscos e vícios de operação em nossas instalações, requerendo a recapacitação de nossas equipes e colaboradores
  5. Monitoramento e controle: Cientes de que não existe qualquer condição de gerirmos operações sem que enxerguemos de forma contínua os indicadores que reflitam os resultados e o acompanhamento do quão próximos ou distantes estamos de nossos objetivos traçados, esta fundamental etapa também demandará pela ESTRUTURAÇÃO de atividades e equipes, as quais serão responsáveis por acompanhar e analisar criticamente todo e qualquer comportamento / resultado
  6. Diagnóstico e Atitude: Destacamos novamente a importância de uma bem estruturada matriz de responsabilidades, na qual se definirá, por exemplo, a atuação de nossos gestores (supervisores, coordenadores, gerentes e administradores), assim como a implementação de uma rotina de análise, discussão e desenho de planos de ação, a partir dos resultados e tendências apuradas

Em resumo, um bom resultado em relação ao uso eficiente da energia consumida dependerá de um conjunto de ações e planejamentos (acima), além do envolvimento dos próprios usuários, dentro de um programa de conscientização.

Vejam a seguir o texto e artigo sobre o tema.

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Fonte: Revista Controle e Instrumentação (Divulgado pelo PROCEL Info)

Por: Vários colaboradores

Acesse aqui o artigo completo diretamente na fonte.

O custo da energia, a idade média do parque instalado e a responsabilidade ambiental dificultam a vida das empresas que não mudarem sua matriz energética de forma eficiente

Economia circular e fontes de energia são parte importante das reflexões e pesquisas sobre eficiência energética. No Brasil, 46,1% da energia consumida se originam em fontes renováveis, enquanto, nos demais países, esse indicador é de 14,2%. Além disso, 82,9% da energia elétrica gerada no país provém de fontes renováveis; a média mundial é de 26,7%. Mas, a expertise em produção de energia renovável não se estende à eficiência de utilização, pois, entre as 16 maiores economias do mundo, o Brasil ocupa a penúltima posição em questões de eficiência energética. A importância disso cresce, na medida em que o custo da energia se junta à idade média do parque instalado, e à responsabilidade ambiental, dificultando a vida das empresas que não mudarem sua matriz energética de forma eficiente.

Então, a indústria vê duas rotas para a eficiência energética: a atualização de máquinas e equipamentos e a construção de processos produtivos mais eficazes, somados à digitalização e à geração alternativa.

“As novas fontes são, em grande maioria, complementares, ajudam a amortizar o crescimento de consumo, em sazonalidade e picos, refletindo em economia financeira e ambiental”, afirma o professor Márcio Venturelli – coordenador Técnico do Instituto Senai de Tecnologia (IST), especialista em Digitalização e Indústria 4.0.

Além disso, digitalização, analytics e inteligência artificial sendo usadas, desde a geração, até o consumo, passando pela distribuição, apontarão novos padrões.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Revista Controle e Instrumentação Maio 2021.pdf
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Vida após a instalação

Fui convidado no último dia 19/04 pela empresa CT Segurança para participar em uma live, durante a qual se discutiu o tema “Vida após a instalação”, em referência a necessidade de se cumprir o papel da manutenção após o término e entrega de instalações.

Embora a discussão tenha girado ao redor de sistemas eletrônicos e sistemas de segurança, acabamos abordando um pouco sobre a realidade de nossas edificações comerciais, durante uma conversa bastante franca e descontraída, envolvendo o colega João Jaouiche da CT Segurança e o amigo Percival Barboza.

Trata-se de um painel denominado “Arquitetura da Segurança” que vai periodicamente ao ar através do canal da CT Segurança no Youtube.

O tema sem si, é bastante atual, haja vista que o papel da manutenção é assegurar o cumprimento das funções e desempenho de um ativo durante a sua vida útil, o que, dentro da modalidade de instalações eletrônicas (CFTV, Sistema Supervisório, SDAI, entre outros) requer ainda uma atenção especial para a atualização tecnológica.

Segue abaixo o vídeo para quem ainda não assistiu a conversa (https://youtu.be/1JM-H4EvVds).

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Estimativa para o PIB da construção cai de 4% para 2,5% em 2021

Vivemos, sem qualquer sombra de dúvidas, uma verdadeiro movimento de gangorra desde 2020, o que não somente nos traz incertezas, como também afasta os investidores….

É neste cenário que observamos alguns movimentos importantes na cadeia da construção civil, que neste semestre demonstra uma redução, “impulsionando” o nosso PIB da construção.

O artigo abaixo foi publicado em 29/04 por Andreia Verdélio da Agência Brasil e aborda a temática acima.


Estimativa para o PIB da construção cai de 4% para 2,5% em 2021

Expectativa positiva do setor caiu com alta de preço da matéria-prima

Fonte: Agência Brasil

Por: Andreia Verdélio

Clique aqui para ler o artigo em sua fonte.

Rio de Janeiro – O prefeito Eduardo Paes inaugura sala de visitação do Museu do Amanhã, em construção no Pier Mauá, na zona portuária do Rio. Na foto o canteiro de obras do Museu do Amanhã.

A indústria da construção iniciou 2021 com expectativa de crescer 4% no ano, o que corresponderia à sua maior alta desde 2013. No entanto, com o cenário imposto pela falta de insumos, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB – soma de toda a riqueza produzida) do setor caiu para 2,5% em 2021.

No ano passado, o PIB da indústria da construção foi negativo em 7%. Enquanto no primeiro trimestre de 2020, o PIB caiu 1,6%, no mesmo período desse ano a queda deve ser em torno de 0,8% a 1%.

As avaliações foram apresentadas hoje (29) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que aponta, como causa para a redução, as dificuldades impostas pelo desabastecimento e alta dos preços dos materiais. Para o presidente da entidade, José Carlos Martins, não há perspectiva de mudança nesse cenário. “Estamos preocupados no sentido de que não estamos vendo horizonte de que isso seja revertido”, disse.

Ele falou durante um seminário virtual realizado na manhã desta quinta-feira pela CBIC para debater o desempenho do setor. A gravação da transmissão está disponível no canal da câmara no YouTube.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) de materiais e equipamentos, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou alta de 27,26% nos preços, no acumulado de 12 meses, encerrado em março deste ano. Segundo a CBIC, é a maior alta para o período desde que o índice começou a ser calculado, em 1998.

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de fevereiro, mostrou que mais de 70% das indústrias têm dificuldades em conseguir matéria-prima, Estudo da Confederação Nacional da Indústria de fevereiro mostra que mais de 70% das indústrias têm dificuldades em conseguir matéria-prima, o que impacta o nível de atividade..

Atividade e perspectivas

Com isso, os bons resultados alcançados pela indústria da construção no segundo semestre de 2020 não se mantiveram no primeiro trimestre deste ano. De acordo com a CBIC, o nível de atividade da construção começou a perder intensidade a partir do mês de dezembro e o setor encerrou o primeiro trimestre de 2021 em queda. As perspectivas otimistas também vêm perdendo intensidade desde janeiro e estão no menor patamar desde julho do ano passado.

A CBIC citou dados da Sondagem Indústria da Construção, realizada pela CNI com o apoio da câmara, que apontam que o problema da falta de insumos ou seu custo elevado se disseminou ainda mais no primeiro trimestre de 2021, acompanhado por uma situação financeira insatisfatória. A confiança do empresário e a intenção de investir também acumulam recuos.

O indicador de atividade em março deste ano no setor foi de 44,9 pontos, 6,5 pontos abaixo do observado em agosto de 2020, quando a construção começou a fortalecer o seu ritmo, após a queda observada nos dois primeiros meses da pandemia. Segundo a CBIC, é o menor patamar de atividades desde junho de 2020, quando ainda não havia uma completa percepção de que o mercado imobiliário teria excelentes resultados no segundo semestre de 2020.

O setor imobiliário encerrou 2020 com uma queda de 17,8% no número de lançamentos, na comparação com 2019. No mesmo período, entretanto, o número de imóveis novos vendidos subiu 9,8%. “Com esses resultados, mais a redução de 12,3% na oferta final de imóveis novos, a percepção era de que em 2021 os novos lançamentos apresentariam forte expansão. Porém agora existem dúvidas se isso realmente acontecerá, em função do desabastecimento e do aumento dos preços dos insumos, que provocam incertezas sobre o futuro”, explicou a CBIC, em comunicado.

Dessa forma, o setor também contratou menos. Nos dois primeiros meses de 2021, a construção criou, em média, 44 mil novas vagas com carteira assinada por mês. Em março, esse número caiu para cerca de 25 mil vagas, conforme dados divulgados ontem (28) pelo Ministério da Economia.

Impacto na economia

O presidente da CBIC alertou que a indústria de construção é um importante indicador do crescimento da economia. Nesse sentido, as incertezas do atual cenário atrasam investimentos e diminuem a capacidade de recuperação da economia.

Segundo ele, o setor da construção tem uma grande capilaridade e afeta diretamente outros 97 setores. “A definição que se faz da construção como uma locomotiva da economia tanto serve para acelerar o crescimento quando para frear. Quando vem com a expectativa futura de redução da atividade, isso nos preocupa porque a própria atividade do Brasil vai reduzir, pela capilaridade que temos dentro da economia”, disse José Carlos Martins.

Como exemplo, ele cita o setor de saneamento. A expectativa era de que o novo Marco Legal do Saneamento impulsionasse as obras do setor. Entretanto, segundo Martins, com o aumento do preço das matérias-primas, muitas empresas que ganharam concorrências não querem assinar contratos, já que não conseguirão absorver os custos. “Nós temos um problema que é de longo prazo”, ressaltou.

Corte no Orçamento

Para a CBIC, a estimativa de 2,5% de crescimento do PIB do setor pode ser considerada otimista. Mas, esse número ainda pode diminuir, caso se confirme a paralisação de obras do Programa Minha Casa, Minha Vida (hoje Casa Verde Amarela) referentes a faixa 1, em função do corte nas verbas destinadas ao programa no Orçamento de 2021, sancionado semana passada pelo governo federal.

Segundo Martins, estavam previstos R$ 1,5 bilhão, mas o valor caiu para R$ 29 milhões. Somado a isso, os contratos são a preço fixo, então o setor já vinha sofrendo com o aumento nos custos dos insumos. A entidade trabalha junto ao Congresso Nacional para encontrar algum espaço para ajudar o setor e reverter essa situação.

O presidente da CBIC explica que são obras em andamento de 217 mil unidades habitacionais, que empregam em torno de 250 mil trabalhadores diretos. São empreendimentos contratados há bastante tempo ou que já haviam sido paralisados no passado justamente por falta de pagamentos e agora retomados.

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Procel e CBCS apresentam resultados de convênio voltado para o setor de edificações

Fonte: Procel Info

Por: Débora Anibolete, para o Procel Info

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Parceria teve como resultados a criação de Benchmarks de Consumo de Energia para Edificações em Uso e a nova plataforma de Desempenho Operacional de Edificações (DEO)

A Eletrobras, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), e o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) realizaram, no último dia 31, o evento virtual de encerramento e apresentação de resultados do convênio firmado em 2018 voltado para a área de ‘edificações’. Contemplada no 1º Plano de Aplicação de Recursos do Procel (PAR Procel/2017), a cooperação teve como produtos a criação dos Benchmarks de Consumo de Energia para Edificações em Uso e a nova plataforma de Desempenho Operacional de Edificações (DEO). A iniciativa é considerada um marco para o setor, por ser um passo importante para o desenvolvimento de uma base de dados de consumo energético e para a criação de um programa nacional de gestão energética para edificações em operação no país. 

Rovena Rosa/Agência Brasil

“Nós precisamos enaltecer muito o resultado desse projeto, porque compreendendo esses desempenhos energéticos por tipologia [de edifícios], vamos ter condições de programar e desenhar as nossas políticas públicas de uma maneira mais efetiva e eficaz”, destacou, durante abertura do evento, o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Carlos Alexandre Príncipe Pires. 

Considerando a alta demanda energética desse segmento, o convênio foi baseado na elaboração de benchmarks e indicadores de desempenho energético para diferentes tipos de edificações não residenciais em uso. Assim, o objetivo foi fornecer parâmetros para facilitar a gestão energética desses tipos de ocupações. Nesse contexto, foram contempladas 15 tipologias de edifícios: agência bancária; hotel grande, resort; hotel médio; hotel pequeno, pousada; shopping center; supermercado; comércio de varejo, comércio grande; comércio pequeno; restaurante e preparação de alimentos; escola – ensino infantil; escola – ensino fundamental e médio; universidade ou instituição de ensino técnico; hospital; posto de saúde, assistência social; datacenter e CPD. 

Para que se chegasse a esses resultados, foram desenvolvidos arquétipos representativos de cada uma das tipologias, utilizando informações dos bancos de dados de consumo energético da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do próprio CBCS. A equipe do convênio também contou com a colaboração de empresas e instituições parceiras que forneceram informações e permitiram a realização de auditorias energéticas em suas instalações. Entretanto, durante esse processo, foi decretada a pandemia da Covid-19, que inviabilizou algumas visitas presenciais e mudou a rotina de várias tipologias estudadas. Enquanto algumas tiveram aumento expressivo do consumo, como os edifícios dedicados às áreas de saúde, outros tiveram que paralisar atividades, como comércios, escolas e hotéis. A solução foi utilizar os bancos de dados e buscar outras alternativas para obter as demais informações necessárias, como explicou a arquiteta do Procel, Elisete Cunha. 

“Quando a gente não podia ir in loco, tivemos entrevistas em vídeo com os gestores dos edifícios para que a gente conseguisse tirar as dúvidas que ficaram na análise de projetos, que seriam tiradas em uma visita presencial. Uma análise bem minuciosa dos projetos e o Google Street View também ajudaram para que a gente conseguisse verificar um espectro muito maior, principalmente a forma da envoltória dessas tipologias. Os dados de consumo de 2020 acabaram desconsiderados por motivos óbvios, já que o consumo de energia foi bastante diferente e atípico em 2020”, ressaltou a arquiteta. 

Plataforma DEO poderá ser utilizada para auxiliar na gestão energética de edificações em uso 

As informações levantadas por meio do projeto serão utilizadas para compor a plataforma Desempenho Energético Operacional (DEO) do CBCS. A ferramenta vai permitir que os usuários insiram informações sobre o edifício, como os dados de consumo energético mensal, a área, localização, iluminação e equipamentos utilizados, entre outros dados, e, a partir da equação de benchmark da tipologia escolhida, será possível conhecer a eficiência da edificação em comparação com outras semelhantes e, se necessário, realizar um Diagnóstico Energético Operacional para identificar potenciais de melhoria e readequar seu próprio consumo energético. 

“Ao analisar edifícios certificados, de alto de desempenho, eles eram muito bem projetados, mas muitos estavam consumindo mais energia do que era pensado na etapa de projeto. Eles não estavam sendo operados da melhor forma. Então, mesmo edifícios novos possuem um potencial de melhorar o seu consumo desde que tenham uma referência para se balizar. Isso nos levou a ver que eficiência energética operacional é extremamente importante e tem grande potencial para o mercado”, ressaltou o coordenador da Comissão Técnica de Energia do CBCS, Roberto Lamberts, sobre a relevância do uso de benchmarks em edificações. 

O sistema desenvolvido pelo CBCS já esteve disponibilizado para edifícios corporativos, edifícios públicos administrativos e agências bancárias e, no momento, a ferramenta está sendo atualizada para a inserção das 14 novas tipologias e da atualização do benchmark para agências bancárias, contempladas pelo convênio entre o CBCS e a Eletrobras Procel. De acordo com o CBCS, a previsão é que a plataforma esteja em operação novamente no endereço www.plataformadeo.cbcs.org.br  (atualmente em manutenção) ainda no primeiro semestre deste ano, em data a ser divulgada. 

Para a arquiteta do Procel, a realização do projeto com a disponibilização da plataforma, será uma contribuição importante para o setor, por possibilitar a redução do consumo durante a etapa de operação, quando os edifícios têm maior gasto energético. Além disso, esta seria a primeira etapa para o desenvolvimento de uma certificação de eficiência energética para edifícios em operação, assim como as que já existem para construções novas, como o PBE Edifica e o Selo Procel Edificações. 

“A plataforma, que é elaborada pelo CBCS através do benchmarking desenvolvido durante o convênio com a Eletrobras/Procel, permitirá que gestores ou proprietários de edifícios, cujas tipologias correspondam às tipologias da plataforma, verifiquem se seu edifício é eficiente, típico ou ineficiente, em comparação com o consumo de energia elétrica típico registrado para aquela tipologia no Brasil. A plataforma é o passo inicial para conhecer o consumo do edifício em relação aos demais e, assim, verificar se há possibilidade de melhorar sua eficiência. A partir daí, sugere-se que seja feito um Diagnóstico Energético Operacional – DEO da edificação, com profissionais qualificados, o que identificará que ações podem ser implementadas para alcançar esse objetivo”, destacou Elisete Cunha.

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5 Benefícios de uma avaliação energética em edifícios

O tema deste blog se refere a um artigo da revista Consulting – Specifying Engineer, o qual reproduzo abaixo neste blog, para a leitura de todos vocês. No entanto, achei interessante retomar este assunto por aqui (no blog), pois tive recentemente a possibilidade de acompanhar não somente o trabalho realizado pelo profissional e amigo Haroldo Luiz Nogueira da Silva (Preditiva Engenharia) em duas importantes edificações comerciais em São Paulo, como também de ter acesso ao resultado destes trabalhos.

É realmente impressionante como um processo de avaliação energética / auditoria energética em instalações, uma vez conduzido conforme protocolos específicos, nos permite a identificação do uso de recursos como energia e águas, assim como também nos permite enxergar as medidas de economia possíveis para os respectivos sistemas.

Vejam também que estamos falando da identificação de medidas que muitas vezes não possuem custos para a sua implementação, ou mesmo, que possuam um baixo custo. Enfim, o sucesso de uma avaliação energética pode ir além do que simplesmente se imagina como redução em custos, conforme o artigo a seguir destaca.

Uma boa leitura!!


Five benefits of an energy assessment

Fonte (Source): Consulting – Specifying Engineer

Por (By): Andrew Luzenski

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An energy assessment is the first step toward improving the overall health and optimizing the energy performance of your facility.

Courtesy: Camille Sylvain Thompson, Peter Basso Associates (PBA)

The first step in cutting energy bills, operating costs, improving comfort and optimizing efficiency in your building may be to have qualified professional engineers perform an in-depth energy assessment of your building.

This assessment will help you in determining the overall health and performance of your building and where needed, provide suggestions for means of improvement. Consider these five benefits of performing an energy assessment on a building:

1. Lower utility bills and operating cost. An energy assessment provides recommendations to eliminate energy waste in your building and lower energy bills. Sometimes simple, low cost changes like scheduling lighting, equipment or tweaking HVAC control setpoints can have a major impact on reducing energy use, without sacrificing occupant comfort.

2. Optimize equipment efficiency and increase longevity. Reducing equipment operating hours, preventative maintenance, and implementing energy conscious control strategies can improve efficiency of equipment, reduce wear and tear, and make equipment last longer.

3. Uncover hidden energy ‘hogs’. Energy waste doesn’t always jump out at you with loud noises, like a blown relief valve or a cavitating pump. It can be a brand new air handler quietly heating up air and cooling it right back down again for no apparent reason, but going unnoticed because the temperature in the space is just fine. Or, it can be equipment that’s supposed to shut off every night, but no one’s around to verify that it is indeed, shutting off.

Building automation systems rely on a multitude of sensors for proper control and cycling of equipment. When they’re not calibrated or maintained, energy can be wasted unknowingly. These types of corrections can have quick paybacks with big savings.

4. Improve building comfort. Having a professional engineer examine your HVAC systems as part of an energy assessment isn’t a bad idea. Deficiencies contributing to poor space temperature control, drafts, and indoor air quality can be identified, and corrections can be made by building maintenance staff or by hiring a qualified contractor.  Although sometimes these items do not save energy, they can improve occupant comfort and moral.

5. Utility incentives are available. Some utility companies will cover HVAC energy assessment fees for qualified customers, in exchange for an owner’s commitment to spend a fixed amount to implement the items identified in the assessment. These programs follow the process through implementation and provide a method of measurement and/or verification so the actual savings after implementation can be validated.

A major portion of energy consumption in a building is due to HVAC systems. Therefore, it is beneficial to have an assessment performed by seasoned engineers who are experienced in designing and troubleshooting HVAC systems, have an intimate knowledge of  how they use energy and are diligent in finding deficiencies.

This article originally appeared on Peter Basso Associates’ websitePeter Basso Associates is a CFE Media content partner.

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A manutenção em sistemas eletrônicos e de segurança será tema de uma Live no dia de hoje (19/4) as 17 hs

O canal CTSegurança, através de seu programa Arquitetura & Segurança, apresentará o tem “VIDA APÓS A INSTALAÇÃO”, destacando a importância da manutenção como um dos pilares da segurança para a prevenção de crimes.

O evento será realizado hoje as 17hs e falarei sobre o tema manutenção relacionado aos sistemas eletrônicos e de segurança.

Vida Após a Instalação! | Arquitetura da Segurança

Convidado: Alexandre Lara

Com Percival Barbosa e João Jaouiche

Dia 19/04 às 17:00h !!!

Acesse e assista: https://youtu.be/1JM-H4EvVds

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AEA confirma a realização de Curso de Comissionamento em Edificações para os dias 26 e 28/4

A AEA confirmou para os dias 26 e 28/4 a realização do Curso de Comissionamento em Edificações, o qual será apresentado apenas no formato “online”.

Trata-se de um curso de 8 horas, divididos nos dias acima, durante o qual será tratado o tema (comissionamento) e a sua aplicação em edificações existentes. A nossa principal expectativa com este curso será a de orientar o público presente / participante quanto aos conceitos, campos de aplicação e benefícios de sua implementação em operações ou edificações existentes.

Vejam a seguir os links de 2 recentes posts sobre o tema.

Blog AEA: https://www.aea.com.br/blog/o-que-e-comissionamento-em-edificacoes-e-qual-a-sua-importancia/

Blog Alexandre M F Lara: Recommendations for periodic testing, adjusting and balancing of existing buildings / Recomendações para o TAB (teste, ajuste e balanceamento) periódico em edificações existentes

O Curso será realizado pela AEA e ainda há tempo para a inscrição de interessados, através do link a seguir apresentado:

/https://www.aea.com.br/cursos-online/curso-de-comissionamento-em-edificacoes/

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Recommendations for periodic testing, adjusting and balancing of existing buildings / Recomendações para o TAB (teste, ajuste e balanceamento) periódico em edificações existentes

Já comentamos anteriormente neste blog sobre a importância do “comissionamento” como uma “ferramenta” de garantia da qualidade e desempenho em edificações na fase de uso; normalmente, esquecemos que as nossas instalações e sistemas prediais, de uma forma geral, perdem desempenho ao longo de sua vida útil, seja em virtude de alterações na edificação e ambientes por eles atendidos, seja por alterações em componentes da própria instalação, ou seja em função de sua obsolescência ou envelhecimento.

O fato é que temos hoje em nossos grandes centros vários edifícios comerciais e residenciais que apresentam falhas ou desvios em suas operações e na performance de sistemas prediais, sendo necessário a sua reavaliação, o seu comissionamento, ou melhor, o seu retrocomissionamento.

Um simples exemplo sobre este tipo de situação é o sistema de pressurização de escadas de emergência em edifícios, pois quantos de vocês leitores e responsáveis pela operação e manutenção em seus empreendimentos têm a certeza de que os seus sistemas funcionam e DESEMPENHAM conforme o previsto em projeto, assegurando com que as rotas de fuga estejam adequadamente preservadas e seguras?

Assim como o exemplo acima, temos muitos outros exemplos, como sistemas de exaustão, sistemas de captação, tratamento e distribuição do ar externo, sistemas de distribuição do ar condicionado, sistemas de distribuição hidráulica, sistemas de potência, entre outros.

Neste sentido, trata-se de uma necessidade a reavaliação periódica de seus sistemas prediais e riscos, normalmente adicionados pela própria operação e uso da edificação.

Vejam abaixo um interessante artigo em inglês sobre a recomendação para um dos tipos de atividade previstas em processos de comissionamento (o TAB) em edificações existentes, sendo importante que reflitam sobre as suas realidades e sintomas eventualmente já demonstrados por suas edificações….


Fonte (Source): Consulting – Specifying Engineers

Por (By): Gaylon Richardson

Acesse aqui a matéria diretamente em sua fonte / Read this article directly from its source, by clicking here.

Recommendations for periodic testing, adjusting and balancing of existing buildings

Existing, occupied buildings can benefit greatly from the TAB process as well by improving its performance and efficiency.

Courtesy: AABC/Engineered Air Balance Co., Inc.

Testing, adjusting & balancing (TAB) has, for many decades, been an accepted and crucial part of the new construction process for commercial buildings. From small retail stores to schools, large scale office buildings to hospitals and labs, TAB done by a qualified independent agency helps verify that systems are working properly according to the design when owners take occupancy.

But existing, occupied buildings can benefit greatly from the TAB process as well. Over time, changes in building occupancy and usage, equipment aging, repairs, and modifications made (or not made) by operations and maintenance personnel can slowly degrade the performance of a building’s systems. Targeted testing and adjustments where necessary can have a significant positive impact on a building’s performance and efficiency, or in some cases highlight when a complete rebalance may be the wisest course of action.

Courtesy: AABC/Engineered Air Balance Co., Inc.

Because of the many variables involved across so many different types and sizes of buildings, regions, systems, and scopes of work, AABC does not have a standing, published recommendation on whether and how often to do periodic TAB. However, to check on the building’s HVAC performance, AABC recommends the following approach and rationale for building owners interested in considering their options.

AABC recommended periodic TAB audit

To ensure proper and efficient operation of the HVAC and control systems in existing buildings, we offer the following recommendation to building owners and facility managers.

We note that ASHRAE Standard 62.1-2019, Ventilation for Acceptable Indoor Air Quality, Table 8-1, Task ae recommends the following task with a minimum frequency of 5 years:

Verify the total quantity of outdoor air delivered by air handlers set to minimum outdoor air mode. If measured minimum airflow rates are less than the design minimum rate documented in the O&M manual, a ±10 percent balancing tolerance, (1) confirm the measured rate does not conform with the provisions of this standard and (2) adjust or modify the air-handler components to correct the airflow deficiency. Ventilation systems shall be balanced in accordance with ASHRAE Standard 111 or its equivalent, at least to the extent necessary to verify conformance with the total outdoor airflow and space supply airflow requirements of this standard. Exception:Units under 2000 cubic feet per meter (1000 L/s) of supply air are exempt from this requirement.

Based in part on this guidance, we suggest that the list of items below be periodically investigated. If you have a good ongoing maintenance program in each building, we suggest doing so every three years. If you have little or no ongoing maintenance, then consider doing so every year.

Courtesy: AABC/Engineered Air Balance Co., Inc.

(All testing and reporting should follow the ANSI/AABC National Standards for Total System Balance, 7th Edition: https://www.aabc.com/publications):

1. Automatic dampers

  • Verify all move freely.
  • Verify all seals are intact and clean.
  • Verify the building automation system (BAS) controls each properly.

2. Filters

  • Inspect all filters for cleanliness and evaluate frequency of replacement.
  • Verify filters are the same minimum efficiency reporting value rating as designed.
  • Verify the filter racks do not allow air to bypass.

3. Air handler unit (AHU) & exhaust fan systems

  • Verify the control sequence for each AHU and exhaust system.
  • Verify start and stop sequences.
  • Verify interlocks.
  • Verify total airflow with pitot traverse.
  • Verify minimum and maximum outside airflows.
  • Verify relief.
  • Verify systemic pressure losses.
  • Has any system been changed since the original construction?

4. Cooling system

  • Verify start and stop sequences.
  • Verify control sequence for each chiller and pump.
  • Verify the system isolation valves are functional.
  • Verify pressure reducing valve (PRV) and system pressure control is operational.
  • Verify system air control is operational.
  • Verify system automatic air vents are operational.
  • Verify the pressure at the highest point in the system with the pumps off.

5. Cooling tower system

  • Verify start and stop sequences.
  • Verify control sequence for each condenser and pump.
  • Verify the system isolation valves are functional.
  • Verify system fill and pressure equalization control are operational.

6. Heating systems

  • Verify start and stop sequences.
  • Verify control sequence for each boiler and pump.
  • Verify the system isolation valves are functional.
  • Verify PRV and system pressure control is operational.
  • Verify system air control is operational.
  • Verify system automatic air vents are operational.
  • Verify the pressure at the highest point in the system with the pumps off.

7. With all exhaust and supply systems operating at both minimum and maximum setpoints, verify the building pressurization.

8. Verify the calibration of each BAS sensor (temperature, humidity, pressure, CO2and motor sensors).

9. Spot-check operation of variable air volume terminal boxes across design operating range.

10. Submit a report of all tests.

Courtesy: AABC/Engineered Air Balance Co., Inc.

This article originally appeared on the Associated Air Balance Council (AABC) TAB JournalAABC is a CFE Media content partner. 

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Empresa inglesa de arquitetura usa “cão robô” para escanear edifícios em construção ou espaços ocupados, mudando a forma como edifícios são projetados, construídos e até mesmo utilizados / This robot dog is changing the way buildings are designed, constructed an used

Esta incrível reportagem ilustra o uso de tecnologia no segmento de arquitetura, agilizando a elaboração de projetos, assim como a rápida percepção quanto a modificações ou falhas inseridas em construções.

Originalmente criado para a inspeção em ambientes de difícil acesso ou risco, o “cão robô” vem sendo utilizado como uma das mais “novas ferramentas” por uma empresa britânica de arquitetura, escaneando andares ocupados ou mesmo acompanhando a evolução de construções e instalações, conforme matéria abaixo, recentemente divulgada pela ASHRAE.

Considerando que a demora na percepção de falhas ou desvios em instalações e construções incorre em custos relacionados ao retrabalho, ou mesmo para a ineficiência de sistemas, vejo que tecnologias como esta podem reduzir em muito a identificação de tais falhas. Da mesma forma, o levantamento de condições em escritórios existentes poderá reduzir o tempo, além de trazer uma maior confiabilidade e precisão ao processo.

De qualquer forma, o artigo não nos dá mais detalhes sobre o produto gerado pelo sistema de escaneamento, assim como custos, etc, embora seja muito interessante de se observar.

Segue abaixo a matéria retirada diretamente de sua fonte, assim como o link para aqueles que desejem conhecer mais sobre o “cão robô”.


Fonte (Source): Fast Company

Por (By): Nate Berg

Divulgação: ASHRAE

Leia aqui a matéria diretamente em sua fonte / Read this article directly from its source, by clicking here.

This robot dog is changing the way buildings are designed, constructed, and used

Spot can scan and analyze buildings to find mistakes or determine how the space is being used.

[Photo: Aaron Hargreaves/courtesy Foster + Partners]

One of architecture’s newest and unlikeliest tools can now be found clomping through the dusty concrete floors of a half-built building. Just four legs and a torso, it could transform the way buildings get made.

The tool is the dog-like robot called Spot, which was created by Boston Dynamics and is now being used by the London-based global architecture firm Foster + Partners to scan and analyze buildings that are under construction. More commonly deployed in various industrial capacities, from monitoring dangerous oil and gas sites to inspecting areas with unsafe levels of radiation, Spot has become a part-time architect.

Demonstration video (Spot robot dog) can only be seen using this link or reading this article directly from its source / O vídeo de demonstração somente poderá ser visualizado a partir do link abaixo, ou realizando-se a leitura da matéria diretamente em sua fonte:

https://www.fastcompany.com/embed/eFsqahcn?playerID=G2hQKLvX

To test out the robot’s usefulness in the context of architecture, Foster + Partners’ Applied Research and Development group set it loose inside Battersea Power Station, a major redevelopment project under construction on the banks of the Thames in London. Spot is programmed to follow a pre-mapped route through the construction site, scanning the progress of the building and comparing it to the original design. This helps identify any mistakes and alterations that pop up as the digital design gets transformed into concrete and steel and ensures details such as plumbing and electrical conduits are correctly aligned. By monitoring the construction process every week, the architects can quickly see if and how the physical building is deviating from the plans, and then adjust them to account for variations.

[Photo: Aaron Hargreaves/courtesy Foster + Partners]

“Currently the workflows used can be quite linear, and any design or on-site changes can have a knock-on effect in the process,” says Martha Tsigkari, a partner at Foster + Partners, in an email. “Disruptive technologies like Spot allow for any changes to be picked up almost instantly, saving both time and money.”

The firm has also used the robot on a renovation of its own headquarters in London, taking the data collected during its regular scans not only to monitor construction but also to influence the building’s functionality, according to partner Adam Davis. “Our colleagues designing the environmental systems [heating, cooling, and lighting] benefited greatly from having quick, detailed feedback on the as-built conditions before, during, and after the renovation works,” he says.

[Image: courtesy Foster + Partners]

The robot can be used to monitor completed and occupied buildings, performing regular scans to understand how spaces are being used. But though there could come a time when a robot dog roving through a building is as innocuous as an escalator, for now it’s still a curiosity. “For Spot, or any robot, to be useful after occupancy, our entire perception of how we interact with them must change,” says Tsigkari, noting that humans sometimes try to obstruct or even hinder robots when they’re encountered. “We have witnessed nothing but excitement and admiration for Spot during our case studies, but it would be interesting to see what sort of behaviors emerge when robots like Spot become less of a novelty and more of a daily occurrence in our lives.”

[Photo: Aaron Hargreaves/courtesy Foster + Partners]

It’s more likely that Spot will be used to scan buildings after people have gone home. “At the moment, Spot turns heads wherever it goes. For use in occupied buildings, that presents a challenge because ideally you want to capture reality without altering it,” says Davis. Instead, he envisions Spot making the rounds after the office is closed and combining its scans with data from sensors to reconfigure internal building layouts and adjust lighting and temperature control.

[Image: courtesy Foster + Partners]

Down the line, Spot could even come to affect how buildings get designed. Tsigkari says just knowing a regular scan could catch issues later on may allow designers more flexibility in proposing design ideas that are far more experimental. “Disruptive technologies have an interesting way of affecting processes we do not anticipate” she says.

[Photo: Aaron Hargreaves/courtesy Foster + Partners]

For now, Spot’s potential is still being tested. Davis says the biggest innovation it can bring to architecture is an understanding of buildings in four dimensions: how space changes over time, and also how time changes the way spaces are used. “How do spatial arrangements—of furnishings and partitions, for instance—affect the amount of time that people spend in a space and their experience of that time? Is it buzzing with creative energy and social interaction, or does it promote contemplation and focus?” he says. “We can infer a lot of these qualities of space and inhabitation through data. And Spot’s ability to gather spatial data at regular intervals is a big piece of this puzzle.”

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