Mercado de sistemas de automação e controle vive momento desafiador

Já temos discutido por aqui (neste blog) a importância e corelação entre o desempenho de instalações e até mesmo de uma edificação (energético, conforto, produtividade e bem estar), e um sistema de automação adequadamente projetado, operado e mantido.

Discutimos também a dificuldade que se observa no mercado para a adequada implantação e operação de sistemas de automação, haja vista:

  • A falta de conhecimento e até mesmo de cultura entre os nossos investidores, no que diz respeito a relevância no investimento em um bom projeto de automação;
  • O baixo envolvimento de profissionais da operação e manutenção durante a etapa de desenvolvimento do projeto;
  • A dinâmica de contratação de instalações em uma nova construção ou mesmo de um retrofit, muitas vezes permitindo com que a automação não participe integralmente do processo desde o seu início, o que acaba por possibilitar uma “defasagem” ou “descompasso” entre o conceito originalmente ofertado, e a real e mais atualizada demanda, muitas vezes ajustada ou alterada no decorrer do processo construtivo;
  • A falha ou até mesmo inexistência de um comissionamento, principalmente no que se refere as atividades integradas (com os demais sistemas que possuam interface com o BAS ou BMS);
  • A falta de um envolvimento minimamente adequado de projetistas no processo;
  • O desconhecimento de recursos operacionais de um BAS / BMS por parte das equipes locais de operação e manutenção;
  • e a entrega da operação da automação para empresas ou profissionais de segurança, dentro da dinâmica de uma Central de Operações.

Enfim, esta “realidade” de nosso mercado encontra-se refletida no artigo abaixo, publicado na Revista do Frio, para aqueles que se interessem na leitura. Trata-se, portanto, de um trabalho árduo e de longo prazo, o processo de aculturamento de nossos investidores e tomadores de decisão.


Fonte: PROCEL Info

Artigo divulgado por: Revista do Frio (Março / 2021)

Pandemia afeta de forma distinta as indústrias do segmento

A eficiência energética dos edifícios é cada vez mais uma das prioridades nas agendas dos mantenedores e proprietários de empreendimentos que se preocupam em gerir com o auxílio da tecnologia instalações prediais complexas, como ar-condicionado, iluminação, elevadores e sistemas hidráulicos, entre outras. 

No entanto, o mercado nacional de sistemas de gestão técnica de edifícios sofreu forte revés no ano passado, em decorrência da pandemia de covid-19. 

“A queda na aquisição com qualidade de sistema de automação e gestão de controle foi de 40% nas soluções efetivamente departamento nacional de automação e controle da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), Paulo Américo dos Reis. 

Para ele, embora o País tenha empresas altamente capacitadas e com tecnologia de ponta para ofertar a qualquer tipo de perfil de usuário os corretos sistemas de gestão de edifícios, desde um ambiente de escritórios de pequena amplitude até ambientes de alta complexidade no controle ambiental, esse cenário reflete a pouca ou nenhuma importância que os engenheiros do HVAC-R dão à instalação adequada e eficiente de um sistema do gênero. 

“Os formadores de opinião do nosso setor, infelizmente, estão muito desatualizados quanto ao potencial técnico e de eficiência energética que esses sistemas proporcionam aos usuários finais”, critica. 

Apesar de todas as suas vantagens, como gerenciamento remoto, integração com a Internet das Coisas (IoT) e payback não superior a 24 meses, “um sistema de gestão técnica de edifícios – nomenclatura correta para o chamado sistema de controle ou automação – não possui um processo de comercialização natural na engenharia térmica brasileira”, lamenta. 

Já os negócios de alguns fabricantes do nicho de sistemas de automação e controle aplicados à refrigeração comercial seguiram na direção oposta à do segmento predial, tendo “uma excelente performance no ano de 2020”, segundo o gerente de engenharia da Eletrofrio, Rogério Marson Rodrigues.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Revista do Frio Março 2021.pdf

Sobre Alexandre Lara

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira de "Operação e Manutenção Predial sob a ótica de Inspeção Predial para Peritos de Engenharia" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo MACKENZIE, professor das cadairas de Engenharia de Manutenção Hospitalar dentro dos cursos de Pós-graduação em Engenharia e Manutenção Hospitalar e Arquitetura Hospitalar pela Universidade Albert Einstein, professor da cadeira de "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNIP / INBEC), tendo também atuado como professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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