Domos de concreto construídos sem estruturas de apoio

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Quase não se constroem mais conchas, abóbodas e arcos de concreto ou pedra, sobretudo porque esse tipo de construção requer estruturas de apoio grandes e caras, geralmente de madeira.

Dois engenheiros da Universidade de Tecnologia de Viena, na Áustria, pretendem agora reviver essas possibilidades arquitetônicas graças a uma nova técnica de construção que elimina por completo a necessidade de estruturas de sustentação durante a construção.

A laje de concreto é fabricada da forma tradicional, plana, e endurece sobre o solo. Em seguida, infla-se um colchão de ar por baixo da placa, vergando o concreto e formando rapidamente uma concha que se sustenta por si própria – os engenheiros chamam o princípio de “cunha pneumática”.

“É semelhante a uma casca de laranja, que é cortada regularmente e depois achatada em cima da mesa. Nós fazemos ao contrário, começando com uma superfície plana e, em seguida, dobramo-la para formar uma concha,” explica o professor Johann Kollegger, que desenvolveu a técnica juntamente com seu colega Benjamin Kromoser.

Cunha pneumática

Na criação da laje plana de concreto é crucial obter a forma geométrica exatamente correta. Por isso, a placa é constituída por vários segmentos.

São deixados espaços em forma de cunha entre esses segmentos, de modo que todos se encaixem perfeitamente quando a estrutura for erguida.

O colchão de ar que levanta a estrutura é composto por duas folhas plásticas soldadas. Enquanto ele é inflado, um cabo de aço vai sendo apertado em torno dos segmentos de concreto, de modo que eles se elevem no centro e sejam pressionados de fora para dentro.

Para garantir que todos os segmentos de concreto se movam em sincronia perfeita, eles estão conectados com vergalhões de aço de construção.

Como a movimentação surge uma infinidade de pequenas fissuras no concreto, mas isto não parece ser um problema para a estabilidade da concha: “Podemos ver isso em velhos arcos de pedra. Se a forma estiver correta, cada pedra mantém as outras no lugar e a construção fica estável,” garante Kollegger.

Na demonstração da tecnologia, após o concreto estar curado todo o processo foi concluído em cerca de duas horas, erguendo uma concha de concreto de 2,90 metros de altura. Mas os engenheiros afirmam que os cálculos garantem construções de até 50 metros de altura.

O domo de demonstração tem 2,90 metros de altura, mas os engenheiros afirmam ser possível construir estrutura com 50 metros de altura.[Imagem: TU Vienna]

 

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Tecnologia avança e consumidores passam a buscar aparelhos de ar eficientes

Fonte: Procel Info

Por: Luís Mesquita

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Brasil – Mercado aposta em aparelhos inverters, que possuem melhor eficiência energética

Em pleno verão brasileiro o consumo de energia sobe devido ao uso de ar condicionados. Preocupado com a eficiência energética, o Procel, além de contar com a participação de todos no uso consciente da energia elétrica, faz uma rigorosa fiscalização nos aparelhos disponíveis no mercado para assegurar sua qualidade e eficiência. No verão, o ar condicionado chega a representar um terço do consumo de energia da casa.

Ao substituir seu aparelho antigo por um novo com Selo Procel, a economia pode chegar a 480 reais em um ano. Com a adoção de algumas medidas simples no uso dos condicionadores de ar também é possível alcançar uma boa economia de energia. Uma dica interessante é regular a temperatura do termostato para evitar o frio excessivo e manter janelas e portas fechadas durante o uso desses equipamentos. Mais dicas sobre economia de energia para esse e outros equipamentos podem ser encontradas em nosso Portal na Internet.

Segundo o Centro de Pesquisas em Energia Elétrica – Cepel houveram grandes avanços na eficiência energética dos ares-condicionados, principalmente devido às iniciativas do Procel, cujo respectivo selo entrou em vigor em 1996, o que gerou uma valorização dos aparelhos mais eficientes e retirou do mercado os que não alcançavam os requisitos minimos. O pesquisador do Cepel, Paulo Santos explica que a própria população criou o hábito de procurar o Selo Procel, contido nos produtos mais eficientes.

Sobre o futuro do mercado de ares-condicionados o Cepel aposta na tendência, que já está ocorrendo em outros países: a utilização dos aparelhos com rotação variável, os chamados inverters, pois estes têm apresentado melhor coeficiente de eficiência energética quando comparados com os aparelhos de mesma capacidade, salvo algumas exceções, mas que trabalhem com rotação fixa.

Essa rotação refere-se ao motor do compressor. “Esta característica, rotação variável, faz com que estes aparelhos consumam menos, pois se adequam à condição de utilização, não desligam, apenas aumentam ou diminuem a rotação do compressor em função do aumento ou diminuição da carga; enquanto os produtos com rotação fixa sempre trabalham com a sua máxima capacidade de resfriamento, alto consumo, até que se atinja a temperatura ajustada pelo usuário, e ainda têm o inconveniente de ligar e desligar o compressor a cada ciclo”, explica Paulo.

A Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos – Eletros, possui uma visão semelhante a do Cepel. O presidente da Associação, Lourival Kiçula, explica que em relação ao custo beneficio, os condicionadores com maior eficiência energética, apesar de mais caros, se pagam a curto prazo, na economia da conta de energia elétrica.

O Procel conta com a participação da sociedade para praticar a eficiência energética, desde a procura e opção por aparelhos mais eficientes no mercado, aqueles com Selo Procel, até as boas práticas de consumo, como, por exemplo, utilizar a energia com maior responsabilidade. Essas práticas além de gerar maior economia nas contas da casa, resultam em sustentabilidade, trazendo benefícios para todos.

Ao substituir seu aparelho antigo por um novo com Selo Procel Eletrobras, a economia pode chegar a R$ 480 em um ano

Kiçula esclarece que a Associação entende a importância do Selo Procel e exige que todos os seus associados cumpram os requisitos de eficiência energética estabelecidos pelos Inmetro. Outra iniciativa da Eletros é o incentivo dos fabricantes ao uso de materiais ecológicos e sustentáveis.

Antecipando esta mudança no mercado o Procel vem reformulando os padrões de análise para recebimento do Selo. “A equipe da Eletrobras vem acompanhando atentamente a evolução das tecnologias que estão sendo incorporadas nos condicionadores de ar. Atualmente já está em fase avançada um estudo para revisão dos critérios exigidos para a concessão do Selo Procel. Nessa revisão, além de níveis mais exigentes de eficiência energética, está sendo avaliada a possibilidade do Selo exigir também, em seus critérios, um consumo máximo dos condicionadores de ar no modo de espera (stand-by) e o uso de fluidos de refrigeração que não agridam o meio ambiente”, explicou o gerente da Divisão de Estudos e Equipamentos Eficientes – PFDE da Eletrobras, Rafael Meirelles.

Ele esclarece que para receber a autorização do uso do Selo Procel cada modelo deve ser aprovado em ensaios realizados por laboratórios indicados pelo Procel. Para ser aprovado nos ensaios para a concessão do Selo, os condicionadores de ar além de apresentarem um excelente desempenho energético devem também atender a todos requisitos de segurança.

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Conheça 7 materiais e tecnologias sustentáveis para sua reforma

Fonte: ZAP

Divulgação: Procel Info

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Brasil – Englobar economia, sociabilidade e práticas ambientais está se tornando algo cada vez mais importante na vida das pessoas. Se você acha que a reforma da sua casa é uma oportunidade para fazer escolhas mais sustentáveis, essa dica é pra você. E o melhor, tem opções para todos os bolsos.

Existem diversas formas de praticar a sustentabilidade dentro de casa e de forma barata e rápida. Dicas como reciclagem e economia de água já está mais do que clara na cabeça das pessoas e devem ser práticas rotineiras.

Mas, a sustentabilidade não para por aí. Outras coisas, um pouco mais complexas, podem fazer com que os hábitos de sua vida mudem. O site 100 Pepinos separou uma lista de materiais e tecnologias sustentáveis que você pode aplicar na sua próxima reforma.

Telhado verde – É um tipo de cobertura sobre o teto de casas e edifícios feita com plantas. Em geral, são usadas plantas pequenas, que precisam apenas de uma estreita camada de terra, como suculentas ou hortaliças, mas, dependendo da estrutura da laje é possível até ter um pequeno pomar. Para se fazer um teto verde, é preciso cuidado com impermeabilização da laje e com a drenagem da água.

O serviço de empresas especializadas custa em torno de R$150,00/m², mas elas terão cuidado com o peso que a laje pode suportar (lembrando que haverá terra, água e plantas sobre ela) e a impermeabilização adequada para que não ocorram infiltrações pelo teto, que vai ficar cheio de água. Além da diversão de usar uma área verde, ele gera conforto térmico e acústico da casa e contribui pra diminuir a poluição ambiental e aumentar a umidade do ar.

Captação e reuso de água de chuva – A ideia aqui é simples, criar um sistema que coleta e armazena a água da chuva e que permita que ela seja usada para situações que não requerem água potável, como regar o jardim, lavar o quintal ou para a descarga do banheiro, por exemplo.

Os fatores importantes neste caso são: saber dimensionar a quantidade de água que provavelmente cai sobre sua casa – para poder prever a tubulação que vai transportar essa água e o tamanho da cisterna em que ela ficará armazenada – um sistema para filtrar essa água e a forma de fazê-la ficar disponível pra você reusar.

Você pode ter um sistema mais complexo, feito por engenheiros ou técnicos especializados, em que a água é conduzida e bombeada para a tubulação que fica nas paredes da casa, mas você também pode optar por um sistema bem simples e barato, em que a água que cai no telhado é conduzida por uma calha até um reservatório pequeno com uma mangueira acoplada e fica lá guardada pra quando você precisar usar. Dá pra começar com um investimento de R$250,00.

Lâmpadas LED– Elas são feitas com um dispositivo eletrônico que precisa de muito menos energia para gerar luz. Além de consumir menos energia, elas também têm vida útil 40 vezes maior do que as lâmpadas incandescentes comuns. Hoje em dia elas usam o mesmo soquete que as lâmpadas incandescentes e as fluorescentes (ou frias), então são bem fáceis substituir.

Uma lâmpada LED custa cerca de R$ 40, mas a diferença de preço é compensada no longo prazo e na economia de energia.

Tinta ecológica– Essas tintas são feitas com matérias-primas naturais, sem componentes sintéticos ou insumos derivados de petróleo. E podem ser de três tipos: minerais, vegetais e com insumos animais. Geralmente são livres de VOC (Compostos Orgânicos Voláteis), eliminando o impacto negativo na qualidade do ar e não agredindo a camada de ozônio.

Por serem mais naturais são muito usadas em ambientes com pessoas que tem alergias e também são recomendadas para hospitais, restaurantes e quartos de criança. A diferença de preço com relação às tintas convencionais é pequena.

Compostagem – Este é um processo para aproveitar resíduos orgânicos (cascas e restos de frutas, verduras e legumes, podas de plantas, etc) e transformá-los em adubo. Em vez de desperdiçar todos esses nutrientes e mandar para o aterro sanitário ou para o lixão, ele pode ser usado para fazer um composto rico que pode ser usado como adubo.

Não deixa cheiro e é simples de manejar. Só de curiosidade, 50% do ‘lixo’ gerado por uma pessoa poderia ser compostado. Você pode comprar um minhocário, que é um conjunto de 3 caixas onde são colocados os resíduos e minhocas fazem o trabalho de transformá-los em composto. Uma composteira doméstica precisa de uma área de 1 m² na sombra e custa cerca de R$ 180,00.

Energia solar– A energia solar é uma fonte abundante e de baixo impacto ambiental. E é uma alternativa para você produzir sua própria energia. Para isso, é preciso instalar painéis solares que são placas capazes de transformar a energia do sol em energia elétrica. Uma casa que consome 500kWh/mês precisaria de cerca de 20 painéis de 240 Wp.

Esses painéis ocupam mais ou menos 35m², e ter a área disponível também é importante. Eles podem ser instalados sobre o telhado ou cobertura da garagem, por exemplo. Um engenheiro saberá avaliar corretamente. A questão é o custo. Neste exemplo de uma família que consome 500 kWh/mês, os painéis custam o equivalente a 10 anos de conta de luz. Ou seja, você faz um investimento inicial que vai demorar 10 anos pra se pagar, mas vai continuar durando por mais quinze depois disso. Vale muito a pena.

Vaso sanitário com duplo acionamento – O duplo acionamento é um sistema que possibilita usar a descarga com opção para 3 ou 6 litros, ao invés de apenas um sifão, como nas descargas comuns.

Este vaso possui uma caixa com dois compartimentos, que podem ser acionados juntos ou separadamente. Este dispositivo com dois botões possibilita a utilização da água de acordo com a necessidade específica de cada um, proporcionando uma economia de mais de 60% no consumo de água. A caixa de descarga com acionamento duplo custa em torno de R$ 250,00.

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Energias renováveis conquistam espaço

Fonte: Agência FAPESP

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No Brasil, país considerado exemplar no uso de energias renováveis, a pesquisa na área tem sido intensa.

“Vivemos um momento de grande crescimento no mundo como um todo, tanto populacional como econômico, mas não observamos um crescimento proporcional no uso de energias renováveis. A fonte energética que mais cresce é o carvão, o que diz muito sobre a situação que vivemos atualmente”, disse Thomas Hamacher, professor na Universidade Técnica de Munique, moderador do painel e um dos palestrantes.

“Nos últimos anos, as emissões derivadas de combustíveis fósseis têm aumentado mais do que achávamos que fosse ocorrer. Se olharmos para os cenários produzidos pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) no início da década de 1990, vemos que estamos hoje no lado do pior cenário estimado na época”, disse Hamacher.

“Energia é um assunto muito importante no cenário político atual e esses são pontos com os quais temos que lidar. Temos de encontrar soluções globalmente e não individualmente. Não temos uma resposta ainda, mas certamente um caminho é trabalhar mais com energias renováveis”, afirmou.

Hamacher destacou a importância para a Alemanha da questão da chamada “energie wende” (“transição energética”), que visa à substituição do carvão e de derivados de combustíveis fósseis por fontes renováveis.

No Brasil, país considerado exemplar no uso de energias renováveis – em especial por conta da geração de eletricidade por hidrelétricas e pelo uso do etanol como combustível em veículos –, a pesquisa na área também tem sido intensa.

Um exemplo está no Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), que foi apresentado no painel no Deutsches Museum, em Munique, por um dos membros de sua coordenação, Marie-Anne van Sluys, professora no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.

Lançado em 2008, o BIOEN tem como objetivo estimular e articular atividades de pesquisa e desenvolvimento, utilizando laboratórios acadêmicos e industriais para promover o avanço do conhecimento e sua aplicação em áreas relacionadas à produção de bioenergia no Brasil.

“Levando em conta que o programa se encontra em um cenário muito amplo, ele foi criado com cinco divisões, bem diferentes entre elas”, disse Van Sluys.

As divisões do BIOEN estão voltadas para pesquisas em: biomassa para bioenergia; fabricação de biocombustíveis; biorrefinarias e alcoolquímica; aplicações do etanol para motores automotivos; e impactos socioeconômicos e ambientais e uso da terra.

“O BIOEN está focado tanto no conhecimento básico como na geração de novas tecnologias. A participação tem sido muito expressiva. O programa já teve 136 auxílios a pesquisa, envolvendo mais de 400 pesquisadores no Brasil e colaboradores em 15 países, entre os quais a Alemanha”, disse Van Sluys.

Van Sluys destacou que o BIOEN estimulou a criação do Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia, do Programa Integrado de Pós-Graduação em Bioenergia (que reúne as três universidades estaduais paulistas) e a realização de parcerias em pesquisa com empresas e instituições de diversos países.

O BIOEN também deu origem a 15 projetos de pesquisa apoiados por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e a 12 projetos no Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE).

Van Sluys falou sobre a importância de fazer com que a cana-de-açúcar se torne um componente ainda mais importante na matriz energética brasileira.

Por conta disso, pesquisadores ligados ao BIOEN têm estudado alternativas que permitam aumentar a eficiência da cana na produção de energia.

O grupo liderado por Van Sluys na USP, por exemplo, integra um consórcio internacional de pesquisadores que trabalha no sequenciamento e análise do genoma da cana-de-açúcar e que publicou recentemente um conjunto amplo e diverso de sequências do genoma da planta.

ENERGIA FOTOVOLTAICA 

Uma alternativa considerada importante na Alemanha para a “energiewende” é o uso da energia solar.

Roland Zink, professor no Instituto de Tecnologia de Deggendorf, falou sobre a pesquisa realizada por seu grupo a respeito do uso de energia fotovoltaica na Baviera.

“A instalação de painéis fotovoltaicos, subsidiada pelo governo desde o ano 2000, experimenta um forte crescimento na Alemanha. Muitos sistemas têm sido instalados em telhados e temos visto a implantação de usinas de larga escala para geração de eletricidade”, disse Zink.

“Áreas rurais, como no sudeste da Baviera, têm percebido o potencial das energias renováveis como uma oportunidade de desenvolvimento econômico”, afirmou o pesquisador.

Segundo ele, essa espécie de corrida pelo uso da energia fotovoltaica tem levado a região a experimentar problemas tanto técnicos como sociais.

Um problema técnico importante é a instalação não planejada dos sistemas, envolvendo fatores como a escolha de locais menos favoráveis, seja espacial ou economicamente.

O principal problema social, contou Zink, diz respeito às estações de grande porte, que reduzem as áreas de cultivo, já escassas na região, preocupando os agricultores.

O painel sobre energia na FAPESP Week Munich também contou com apresentações dos professores Jürgen Karl (Universidade de Erlangen-Nuremberg), Gilberto De Martino Jannuzzi (Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas) e Denis Coury (Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo).

Karl falou sobre combustíveis renováveis e alternativas de armazenamento. Segundo ele, o uso de energias renováveis tem crescido na Alemanha, respondendo atualmente por mais de 30% da produção de energia no país e substituindo com sucesso as fontes nucleares e o gás natural importado principalmente da Rússia.

“À medida que o uso das fontes renováveis aumentar, precisaremos de capacidades de armazenamento que permitam, por exemplo, manter a energia solar ou do vento não apenas por algumas horas, mas por dias e semanas”, disse.

Jannuzzi, que também é membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG*), falou sobre a flexibilização do sistema energético brasileiro, com o uso de novas tecnologias e aumento da eficiência energética.

Segundo Jannuzzi, a demanda energética no Brasil tem crescido mais rapidamente do que o Produto Interno Bruto: 4,5% de 2012 a 2013, contra 2,3% de aumento no PIB.

O setor energético, que historicamente é dependente da geração por hidrelétricas, tem mudado nos últimos anos, com o crescimento de outras fontes, como o maior uso de termoelétricas.

Coury, que coordena o Projeto Temático “Desenvolvimentos tecnológicos para a proteção, análise, supervisão e automação dos sistemas elétricos do futuro”, apoiado pela FAPESP, falou sobre pesquisas conduzidas por seu grupo com “smart grids”.

“Smart grids” são redes de distribuição automatizadas, baseadas em inteligência computacional e tecnologias da informação. Com uma comunicação interativa entre as partes, elas permitem otimizar o uso de energia elétrica.

Nas “smart grids”, uma máquina de lavar, por exemplo, pode ser programada para funcionar apenas quando receber a informação de que naquele momento a demanda por energia no sistema caiu abaixo de um determinado valor. Ou a energia na casa do consumidor pode ter seu preço aumentado ou diminuído conforme os picos de uso.

 

 

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Ar condicionado em salas de computadores deve seguir a norma técnica

Fonte: Equipe Target

Por: Maurício Ferraz de Paiva

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Um sistema de ar condicionado tem a finalidade de propiciar conforto térmico às pessoas ou a equipamentos especiais. A menos que uma sala possua computadores que necessitem de temperaturas baixas para trabalhar, se as pessoas estão sentindo frio, está havendo desperdício de energia, pois o sistema de ar condicionado esta refrigerando mais do que o necessário.

Deve-se regular o termostato do ar condicionado para uma temperatura onde todos se sintam confortáveis no ambiente de trabalho. Normalmente, no que se refere à temperatura de ar condicionado para sala de computadores, um padrão de 23°C e 50% de umidade pode ser adotado.

Mas, isto é feito quando existe controle de temperatura e umidade do ar, realizado normalmente em sistemas centrais de ar condicionado. Se o condicionamento for realizado com aparelhos, de janela, splits ou self, o controle restringe-se a temperatura.

Os sistemas de ar condicionado de precisão são projetados pra atender as necessidades de ambientes como data centers, salas de telefonia, switches e hubbies, centrais e coletoras de transmissão de telefonia, ambientes críticos de aplicação em mineração, óleo e gás e todos os ambientes onde o controle preciso de temperatura e umidade, e a confiabilidade extrema do aparelho sejam requeridos.

Esses sistemas são especialmente produzidos para ambientes que precisam de exatidão na temperatura para o bom funcionamento. Contam com especificações de alta vazão de ar, controle de condensação, controle de umidade e temperatura e elementos de proteção e redução de consumo de energia. São muito mais eficientes que os sistemas de ar centrais comuns, pois possuem alto índice de automação com sistemas de alerta contra alteração da temperatura e umidade.

Existem características únicas atingidas com o sistema. O ar condicionado de precisão tem como diferenciais sua durabilidade, confiabilidade, controle preciso de temperatura e umidade, alta vazão e alto fator de calor sensível. Além disso, são desenvolvidos para funcionamento 24 horas continuamente, baixa necessidade de manutenção e baixo consumo de energia.

Ambientes críticos requerem um controle rígido de umidade de 45% no mínimo a 55% no máximo e temperaturas estáveis e precisas. Tudo isso para que os componentes eletrônicos sensíveis funcionem perfeitamente e para que as operações de processamento e armazenamento de dados não sofram consequências, como falhas nos elementos e quedas no sistema. Aproximadamente 25% destes problemas são causados por instabilidades no sistema de ar condicionado.

E quais as diferenças entre ar condicionado de precisão e de conforto? O de conforto é projetado para atender as necessidades físicas de um ambiente voltado exclusivamente para pessoas. Possui baixo custo e é de fácil instalação, pois não possui nenhum componente eletrônico mais elaborado, diferentemente do sistema de precisão. O de conforto trabalha oito horas diárias, regula somente a temperatura, tem baixo custo aquisitivo, baixa vazão de ar e baixo calor sensível. Já o de precisão trabalha ininterruptamente 365 dias, faz a monitoração da temperatura e umidade, tem maior custo aquisitivo, tem alta vazão de ar e alto fator de calor sensível.

Uma norma que acaba de ser confirmada é a NBR 10080 (NB643) de 11/1987 – Instalações de ar condicionado para salas de computadores que fixa condições exigíveis para a elaboração de projetos de instalações de ar condicionado, para salas de computadores. Recomenda-se como critérios básicos de projeto: remover o calor onde é produzido; manter as condições de temperatura e umidade nas faixas especificadas; permitir a flexibilidade da instalação; possuir sistema de filtragem adequado; verificar as condições de conforto térmico resultantes.

Quanto à temperatura e umidade relativa, as recomendações são prescritas no item 4.1. A temperatura registrada no termômetro de bulbo seco de (22 ± 2)ºC e a umidade relativa de (50 ± 5)% devem ser mantidas, tanto para a sala do computador, como para as demais salas pertencentes ao sistema, tais como: sala de armazenamento de discos, fitas, formulários e cartões. Deve-se ainda observar que, quando o equipamento do computador não estiver em operação, conforme as condições locais, se deve prever o funcionamento do sistema de ar condicionado, para assegurar a manutenção das condições ambientais.

Para o ar exterior, devem ser adotados valores que mantenham pressão positiva na sala de computador e anexos em relação aos ambientes adjacentes. A carga térmica do sistema é constituída pela que é dissipada pelos equipamentos, que deve ser calculada com base nos dados fornecidos pelos fabricantes dos computadores, e as demais cargas do recinto, conforme os critérios adotados na NBR 6401. Para o insuflamento e retorno de ar, recomenda-se as características prescritas nos itens de 7.1 a 7.5.

7.1 Flexibilidade para permitir remanejamento na sala do computador.

7.2 Para remover a carga térmica do computador, recomenda-se ainda que o insuflamento seja por plenum sob o piso elevado. O “plenum” deve: ser estanque nos limites da sala; evitar concentração; permitir fácil limpeza; ter dimensões compatíveis à distribuição do ar; e ser isolado termicamente, quando necessário.

7.3 Deve-se evitar a colocação de bocas de insuflamento diretamente na base do computador, para impedir que a umidade excessiva do ar danifique os componentes do mesmo.

7.4 Para atender o conforto humano, o insuflamento deve ser acima da zona de ocupação.

7.5 O retorno do ar deve ser feito ao nível do teto e na região do computador.

Já a filtragem do ar, no caso do ar exterior para renovação e o ar a ser insuflado na sala do computador e de fitas e discos deverão ser filtrados. A classe de filtragem do ar insuflado deverá ser a recomendada pelo fabricante do equipamento do computador. Na falta de informação a filtragem deverá ser no mínimo classe F 1 da NBR 6401.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

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Legionnaires’ disease deaths now at 8 in Portugal

Fonte: Outbreak News Today

By: Robert Herriman

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In what has been reported to be the third largest Legionnaires’ disease outbreak seen since the disease was first discovered in 1976, the outbreak in suburban Portugal has claimed the lives of more people.

Legionella/CDC

The death toll has climbed to eight in a Legionnaire’s disease outbreak in Portugal, while the total case count has risen to 317, according to an AFP report Nov. 16.

This is up from the 302 cases of the bacterial infection and five deaths reported by the World Health Organization (WHO) three days ago.

Portuguese health officials have said that cooling towers at a fertilizer plant were the likely source of an outbreak of Legionnaires’ disease. Environment Minister Jorge Moreira da Silva said the cooling towers at Adubos de Portugal, a unit of Spanish company Fertiberia have been shut down in an attempt to get the growing outbreak under control.

On Thursday, the WHO called the outbreak in Vila Franca de Xira, a suburban area of Lisbon, the biggest Legionella disease outbreak detected in Portugal. UN health officials said the outbreak was “rapidly evolving” and considered it a major public health emergency.

According to reports, the current outbreak in Portugal is the third largest registered worldwide, after the 2001 outbreak in Spain (450 cases registered and 6 deaths) and the Netherlands outbreak in 1999 (over 300 infected and 32 dead).

Legionnaires’ disease gained national notoriety in 1976 when the Centers for Disease Control and Prevention (CDC) discovered it during an epidemic of pneumonia among American legion members at a convention in Philadelphia.

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Projeto europeu ajuda na escolha de lâmpadas para uma iluminação de qualidade

Fonte: Portal RTP

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Portugal – Um manual para ajudar os consumidores a escolherem as lâmpadas mais indicadas para uma iluminação eficiente e de qualidade vai ser distribuído por grandes varejistas dos 12 países europeus. Segundo estudo da Universidade de Coimbra (UC), a análise da “qualidade dos vários tipos de lâmpadas disponíveis no mercado, sejam elas fluorescentes ou de LED [light emitting diode], será realizada com o objetivo de transformar o setor de iluminação residencial”.

Trata-se de “ajudar os diferentes atores do mercado de iluminação residencial, que nesta fase se encontra num estado de transição profunda”, sintetiza o pesquisador do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da UC e coordenador do projeto em Portugal, Pedro Esteves.

Os consumidores sabem que precisam ver os lúmen (lm) e não os watts (W) para saberem quanta luz há em uma lâmpada , mas não como reconhecer, por exemplo, uma lâmpada de qualidade, exemplifica o pesquisador da UC, sublinhando que este projeto europeu, denominado “PremiumLight”, pretende responder a estas e outras questões.

“Após a análise e testes de qualidade e eficiência aos vários tipos de lâmpadas recolhidas junto dos fabricantes, de varejistas e lojas especializadas, produzimos um conjunto de informação essencial para orientar o consumidor para a compra de iluminação eficiente e de elevada qualidade”, adianta Pedro Esteves.

O manual, que “começará a ser distribuído por grandes varejistas dos 12 países” envolvidos no estudo, esclarece “efetivamente o que é iluminação de qualidade, quais as suas vantagens (econômica, ambiental e de saúde, por exemplo) e como escolher a lâmpada adequada” às necessidades de cada pessoa e atividades específicas, no interior das habitações, acrescenta Pedro.

“Há uma grande lacuna na informação ao consumidor”, reconhece, exemplificando: “Antigamente, se queríamos mais luz, comprávamos uma com potência (W) maior”, mas “hoje as tecnologias são diferentes e o único termo de comparação entre elas é o lúmen, que nos diz “quanta luz” há em uma lâmpada”.

Sobre as lâmpadas mais eficientes, os investigadores do “PremiumLight” concluem que as diodo emissor de luz (LED) são as que reúnem as melhores características e as únicas com classes de eficiência energética A+ e A++, permitindo economias significativas.

“O custo inicial da lâmpada (10 euros) pode parecer, à primeira vista, muito alto, por algo que estávamos habituados a pagar um ou dois euros”, mas, “a longo prazo, ou seja, até a lâmpada deixar de funcionar, a economia poderá ser superior a 100 euros”, sublinha Pedro Esteves, referindo que este cálculo considera “uma utilização média de mil horas por ano (três horas/dia), a eficiência energética” e que a lâmpada LED dura em média 20 anos.

Financiado em mais de £1.5 milhão pela União Europeia, o projeto, que foi desenvolvido “ao longo dos últimos dois anos”, reuniu um consórcio de 12 países europeus (Portugal, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Alemanha, Áustria, República Checa, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Letónia). Em Portugal, o “PremiumLight” envolveu uma equipe de pesquisadores do ISR de Coimbra.

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Curso aborda projeto de Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica Conectados à Rede

Fonte: Procel Info

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Rio de Janeiro- A Solarize realiza dos dias 11 a 13 de dezembro mais uma edição do curso “Projeto de Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica Conectados à Rede”. Voltado para profissionais da área, como engenheiros, eletricistas, eletrotécnicos, arquitetos e empresários do setor, as aulas serão ministradas pelo professor Hans Rauschmayer, reconhecido especialista em energia solar, capacitado em cursos no Brasil e na Alemanha, as aulas vão abordar técnicas para projetar uma instalação fotovoltaica conectada à rede.

O curso é baseado em conceitos e técnicas que são utilizados na Alemanha, país que apresenta a liderança mundial em energia solar. Também serão destacados durante as aulas a regulamentação brasileira para energia solar, como as exigências técnicas, procedimento de ligação, compensação e tributação.

Além da parte teórica, durante o curso também haverá a apresentação e uso prático de equipamento específico, como medidores de aferição do sistema, simulador de inversor e uma visita técnica a primeira instalação executada no Rio de Janeiro, permitindo aprofundamento e discussão do conhecimento adquirido.

Para informações e inscrições, o interessado pode entrar em contato com o Solarize, pelo telefone (21) 98867-2337 ou pelo e-mail contato@solarize.com.br . A programação completa do curso está disponível no site www.solarize.com.br/agenda/cursofv.html

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Placa solar ajuda na redução da conta de luz

Fonte: Dasol

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São Paulo – Projeto “Boa Energia Solar” da EDP que instala placas solares nas casas teve início no Conjunto Residencial Cocuera; economia chega a 50%

Com mais de dois meses de implantação, o programa “Boa Energia Solar”, realizado pela EDP Bandeirante já apresenta resultados positivos.

Moradores do Conjunto Residencial Cocuera, onde o novo sistema foi implantado, notaram uma economia entre 30% a 50% na conta de luz.

“Antes (de o serviço ser implantado), gastava em média R$ 200 por mês com energia elétrica. E, agora, o gasto reduziu. Uma economia considerável, até porque intercalamos o sistema convencional com o sistema de energia solar. Acredito que será possível reduzir ainda mais a conta”, disse a dona de casa Inocência de Siqueira Firmo Cardoso, de 48 anos. Na casa dela, que fica na Ernesto Ferreli, moram outras cinco pessoas e, segundo ela, não foi apenas a conta de luz que mudou nos últimos tempos.

“Houve uma brusca mudança de comportamento. Ao invés de 15 ou 20 minutos, ninguém em casa passa mais que dez minutos no chuveiro, até porque o próprio equipamento desliga. Isso é muito bom para economia de água, que cada vez está mais escassa”, comenta Inocência.

De acordo com Assessoria de Imprensa da EDP Bandeirante, em Mogi mais de duas mil famílias são atendidas pelo projeto de energia solar. No programa, as famílias recebem os equipamentos, compostos por placa coletora, reservatório térmico, chuveiro inteligente e toda a infraestrutura necessária para o funcionamento.

Além disso, há a doação de um kit com lâmpadas fluorescente compactas, que, em conjunto com o sistema de aquecimento solar, permite uma economia significativa na conta de luz do morador.

A concessionária de energia elétrica do Alto Tietê e Vale do Paraíba não informou quais outras regiões da cidade serão beneficiadas pelo programa. A única informação apresentada é de que, após terminada a instalação no Residencial Cocuera, o programa será levado a 1,2 mil famílias de Taubaté.

No Estado de São Paulo, 5,4 mil famílias já foram atendidas pelo programa “Boa Energia Solar”. “A energia solar está, cada vez mais, se tornando uma realidade no mundo e a EDP entende que é essencial contribuir para o desenvolvimento das regiões onde atua. Por isso, desenvolve projetos que unem sustentabilidade, por meio de fontes renováveis, e conscientização das comunidades locais”, ressalta Solange Gonçalves, Gestora Executiva de Medição e Serviços Comerciais da EDP.

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Academias de ginástica podem gerar energia elétrica

Fonte: Procel Info

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Brasil – As academias de ginástica poderão se transformar, em breve, em micro ou minigeradoras de energia elétrica. Essa medida será possível por meio do projeto piloto da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em parceria com a empresa Adabliu Eventos e a concessionária Light Serviços de Eletricidade.

Nesta fase inicial, o projeto será desenvolvido apenas nas academias públicas, disponibilizadas nas ruas pela prefeitura do Rio de Janeiro. A energia será produzida a partir da adaptação de equipamentos que vão aproveitar a força motriz humana durante a realização dos exercícios físicos.

Segundo o diretor da Aneel, Reive Barros dos Santos, toda a energia produzida será computada e compensada nas instalações da prefeitura. Reive acrescenta que o projeto, que teve início em novembro deste ano, vai passar por uma avaliação em abril de 2015 e se os resultados forem satisfatórios a experiência pode ser ampliada para outros empreendimentos, tanto púbicos quanto privados.

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