1º. Painel Internacional sobre Comissionamento no Brasil

Avatar de Messenger*Comissionamento, Produtividade & Sustentabilidade

Boas Novas & Boas Práticas: os Cavaleiros Solitários uniram-se!

Grupo SGS e Centro de Excelência em EPC promoveram pela 1ª. vez no Brasil um evento internacional focado no “Comissionamento e Principais Desafios”.

No dia 27 de novembro no Sofitel Copacabana, Rio de Janeiro, foi realizado o Primeiro Painel Internacional sobre Comissionamento no Brasil. Participaram Danilo Gonçalves – Diretor Executivo CE-EPC; Edward Bradley – SGS Group – Diretor Mundial Óleo e Gás; Mauricio Guedes – Gerente Executivo de Comissionamento – Enseada Indústria Naval; Marina Fachetti – Gerente Geral ENG-E&P/IEUEPII – Implementação de Empreendimentos Unidades Estacionárias II – PETROBRAS e Alberto Cunha – Diretor de operações Companhia Siderúrgica Suape, que discutiram temas como gestão, gerenciamento da conformidade, visão pessoal sobre os modelos utilizados e tendências para o futuro.

Com a presença do CEO do Grupo SGS Brasil, Marcelo Stenzel e do Diretor do Setor Industrial, Marcio Freitas, o evento que…

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Conforto térmico muitas vezes não representa qualidade do ar correta

Fonte: ASBRAV

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Além da proliferação de vírus e bactérias, a falta de qualidade do ar pode causar sonolência e impossibilita a renovação do ar ambiente, prejudicando a saúde das pessoas

A busca pelo ar condicionado e sistema de climatização corretos não deveria estar ligada apenas com o conforto térmico das pessoas. De acordo com a Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), a qualidade do ar representa muito mais que a sensação de bem-estar que o ar condicionado propicia na maioria dos ambientes.

– É preciso que as pessoas entendam que o sistema de climatização trata, além da temperatura e do conforto térmico, de outros fatores como a renovação do ar, movimentação do ar, filtragem, qualidade e umidade do ar. Estes fatores são mais importantes que apenas o conforto aparente que o ar condicionado pode proporcionar – explica o diretor da ASBRAV, Ricardo Vaz de Souza.

Segundo o profissional, os vírus e bactérias preferem umidades muito baixas ou muito altas para a proliferação, com umidade relativa do ar abaixo de 30% ou acima de 70%. Em ambientes com a climatização operando de maneira adequada, a umidade fica entre 40% e 60%.

Sobre a qualidade do ar, Ricardo Vaz de Souza destaca que os cuidados necessários com o sistema de climatização renovam e filtram o ar. Assim, aumenta a taxa de oxigênio do ambiente, reduzindo o número de poluentes do ar.

– Um ambiente fechado por muito tempo deixa as pessoas sonolentas, sem renovação do ar. Isto baixa o nível de concentração, fazendo com que as os funcionários percam produtividade – ressalta.

A ASBRAV afirma que, através de uma simples troca de filtro, é possível perceber uma redução de até 9% no índice de conversa no ambiente de trabalho pela maior concentração de quem está trabalhando. Outros dados apontam que a redução de doenças respiratórias em um ano, por exemplo, pode representar até 37 milhões de casos a menos de gripe comum ou do tipo Influenza, o que proporciona uma economia de 21 bilhões de Euros.

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Engenharia é área que mais emprega no interior de São Paulo

Fonte: Valor Online – Careira

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A consultoria especializada em média gerência Asap Recruiters mapeou o mercado de trabalho no interior de São Paulo com base em entrevistas de 2.000 candidatos. Campinas e sua região metropolitana lideraram as contratações (19%) em 2014, seguidas de Hortolândia, Limeira, Sorocaba e Jaguariúna.

A área que mais contrata, segundo o levantamento, é a de engenharia (30%). Vendas e finanças também se destacam. O segmento que mais emprega é o industrial (59%). Os percentuais dessas categorias consideraram dados de 2012 a 2014.

A maioria dos profissionais (39%) é especializada em administração, mas há também muitos com formação em engenharia (32%). A quase totalidade (96%) possui ensino superior, e mais de um terço (37%) tem pós-graduação. Grande parte dos candidatos, 72%, provém da própria região Sudeste, além de quatro serem estrangeiros.

Cerca de um terço (32%) dos executivos da amostra têm entre 31 e 35 anos de idade, enquanto 26% estão na faixa dos 26 aos 30 anos. Os de mais de 50 anos são minoria, com 2%.

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Novo ministro da Ciência e Tecnologia é um desastre para os desafios do clima, diz ambientalista

Fonte: Época Negócios – Inspiração

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O ano de 2015 será crucial para a definição de metas ambientais em todo o mundo ou, como definem os especialistas, para a agenda global de mudanças climáticas. Ao longo dos próximos meses, serão fixadas, por exemplo, as propostas para um novo acordo sobre o clima, que será discutido em dezembro, em Paris. Também serão definidas as bases para o desenvolvimento sustentável do planeta, que substituirão os Objetivos do Milênio, fixados pela ONU, em 2000. As posições adotadas nesses dois campos terão impacto duradouro. Podem balizar e evolução da política ambiental até 2030 ou além. No mínimo, o que for decidido nessas duas frentes de trabalho vai nortear o que faremos durante uma década no setor, diz o engenheiro florestal Tasso Azevedo, coordenador do Sistema de Estimativas de Emissão de Gases do Efeito Estufa (SEEG), ligado ao Observatório do Clima, uma rede formada por 30 ONGs no Brasil.

As propostas brasileiras para esses arranjos internacionais estão sendo elaboradas no Planalto. Não se sabe, porém, que rumo tomarão sob a batuta do novo ministério de Dilma Rousseff 2. O que mais preocupa é a escolha do ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, diz Azevedo. Ele, simplesmente, ainda não acredita na existência do aquecimento global. E isso é trágico. O ambientalista conhece os meandros e labirintos da burocracia federal. Presidiu o Serviço Florestal do Brasil, nas gestões de Marina Silva e Carlos Minc, no Ministério do Meio Ambiente. Acredita que o país precisa ousar como nunca nesse campo, pois é um dos que acusam com maior intensidade o impacto das mudanças climáticas. A seguir trechos da entrevista concedida por Tasso Azevedo a Época NEGÓCIOS.

A agenda do clima ganha ou perde com o novo ministério da presidente Dilma Rousseff?
Temos de observar esse tema por partes, avaliando cada um dos ministros. Veja o caso da pasta de Minas e Energia. Sob o ponto de vista da agenda da sustentabilidade, o novo ministro, Eduardo Braga [PMDB], representa um avanço. Ele foi governador do Amazonas, conhece o tema e já participou de reuniões internacionais sobre clima. Por outro lado, a escolha do ministro Aldo Rebelo [PCdoB] para a Ciência e Tecnologia, uma área fundamental para questões climáticas, foi um desastre. É um grande problema, a menos que ele diga algo como: Esqueçam tudo que eu já disse. Isso porque ele já afirmou que não existem evidências de que as mudanças climáticas estejam ocorrendo e muito menos sobre a influência do homem nesse processo. É um cético, mas sem nenhuma sustentação científica.

Em relação a esse tema, ele pode atrapalhar?
Não digo que vá atrapalhar. Tomara que não. O problema é que ele também tem ojeriza ao terceiro setor. Define as pessoas que compõem esse segmento como imperialistas. O ideal seria que não se metesse nesse assunto. A presidente Dilma não tem grande simpatia pelo tema, mas cumpre o seu papel. Acredito que ela seguiria a orientação dos técnicos em decisões no campo ambiental, ainda que fizesse isso sem grande ousadia. Por isso mesmo, é importante observar, agora, o que vai acontecer com os técnicos do Ministério de Ciência e Tecnologia. A atual equipe que trata das questões climáticas é muito boa. Vamos torcer para que seja mantida.

E os demais ministérios? A pasta da Agricultura, por exemplo?
Acho que a mudança não faz grande diferença. A ministra Katia Abreu expõe o seu ponto de vista de forma enfática. Não acho isso ruim. Eu prefiro os que falam o que pensam de forma clara e transparente aos dissimulados. Acredito que, sob o ponto de vista da agenda do clima, a ministra é neutra, embora tenha um inegável viés negativo nesse campo, pois é contra as unidades de conservação e as áreas indígenas. Outro problema é que ela prega o desmatamento ilegal zero. Ou seja, tudo o que for legal pode ser feito. Então, qual a estratégia? É tornar as coisas legais, como reduzir a área reservada para a conservação ambiental nas propriedades agrícolas.
Como o senhor avalia a permanência da ministra Isabella Teixeira, no Meio Ambiente?
Ela compreende bem a agenda de sustentabilidade. Mas não sei se terá força para agir em um ministério com um peso político tão grande. Nesse contexto, eu a vejo como alguém que tem maior possiblidade de executar os projetos do que inlfuenciar de fato as grandes decisões da agenda.

E as outras peças do ministério?
Existe uma curiosidade. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem sensibilidade para questões relacionadas ao meio ambiente. Ele é um exímio conhecedor de árvores. Conhece mais espécies do que muitos engenheiros florestais e eu me incluo entre eles. Ele tem interesse pessoal sobre o assunto. Está preparando um livro sobre árvores do Rio de Janeiro. A esposa do Levy, a Denise, também é ecóloga. O atual ministro do Planejamento, o Nelson Barbosa, também conhece bem a agenda do clima. Quando ocupava o posto de secretário executivo da Fazenda [entre 2011 e 2013], era uma pessoa importante para negociarmos questões relacionadas ao meio ambiente. Na verdade, a avaliação final do novo ministério, sob a ótica do clima, pode não ser ruim, mas precisamos de grandes avanços nessa área.

Por quê?
Em 2015, o mundo vai definir as novas metas para o desenvolvimento sustentável e as regras de um novo acordo climático. Os documentos que surgirão dos debates nessas duas frentes vão balizar o que será feito no setor até 2030 ou 2050. O Brasil ainda não definiu as suas propostas. E é importante que elas sejam muito ousadas. Se adotarmos uma posição contundente poderemos influenciar outros países, principalmente entre os emergentes. As empresas, a sociedade civil e a academia têm um papel importante nesse processo para dar suporte ao governo brasileiro na definição dessas propostas ambiciosas como, por exemplo, o compromisso com o desmatamento zero ou mesmo com a produção e veículos menos poluentes.

Será que isso pode ocorrer em 2015, um ano de apertos na área econômica? O cenário não parece favorável a mudanças que resultem em custos.
É preciso que isso aconteça. O Brasil é um dos países mais impactados pelas mudanças climáticas. Veja, por exemplo, a questão da água. Ela é central tanto para a saúde da população, como para a agricultura um carro-chefe da economia brasileira ou como fonte de produção de energia. Além do mais, o Brasil e o mundo tem muito a evoluir nesse campo. Estamos muito distantes de uma economia de baixo carbono.

O quão distantes estamos?
Uma economia de baixo carbono é aquela que tem níveis pequenos de emissão de gases do efeito estufa. Essa cota tem de ser limitada, em todo o mundo, para que possamos restringir o aumento da temperatura global em no máximo dois graus Celsius até 2100. Nós temos um orçamento de emissões, um limite. Ele é estimado em 3.600 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente [uma gigatonelada equivale a um bilhão de toneladas]. Esse valor é para ser gasto desde o início da era industrial até o ano de 2100. O problema é que já gastamos 2.600 gigatoneladas. Então, o nosso saldo é de mil. A agravante é que emitimos 50 gigatoneladas por ano. Gastando dessa forma, vamos atingir o teto em 20 anos. Por isso, tem de haver uma redução muito forte nas emissões nos próximos anos. Elas, na verdade, têm de ser negativas a partir da segunda metade do século.

E a situação parece piorar. É verdade?
Em 2050, a população global pode atingir 9 bilhões de pessoas. Isso significa que, mantidas as condições atuais, a cota per capita de emissões será de uma tonelada ou no máximo 2 toneladas por habitante do planeta por ano. Uma tonelada é muito pouco. É o que emite um carro, em um trajeto de 20 quilômetros. Uma viagem entre São Paulo e Londres, na classe econômica, com a tecnologia atual, também lança uma tonelada de CO2 equivalente na atmosfera. Um boi emite em um ano 50 quilos de metano, o que equivale a uma tonelada de carbono.

Qual a emissão per capita no Brasil?
Hoje, gira em torno de 7,5 a 7,8 toneladas por ano. É mais alta do que a média global, que está 7 toneladas. Ela já chegou a 18 toneladas, em 1994, quando houve um grande avanço do desmatamento na Amazônia.

O senhor participou da divulgação de um relatório, no fim do ano passado, que aponta para um aumento das emissões no Brasil. Qual foi esse crescimento?
A emissão de gases que provocam o efeito estufa aumentou 7,8% em 2013, em comparação com 2012. O levantamento mostrou que houve uma mudança de trajetória nesse indicador. Ele havia registrado, por exemplo, uma queda de 4,7% entre 2011 e 2012.

O que piorou no último ano analisado?
Todos os setores pioraram. Mas, proporcionalmente, o pior resultado ocorreu na área de energia. Ele está ligado ao aumento de consumo de combustível, lastreado na política de vender carro, vender carro e vender carro. Nessa área, também está acontecendo uma mudança que prejudica o total de emissões de CO2. Constatamos no relatório entre 2009 e 2012, que houve uma troca do tipo de consumo de combustível. O uso da gasolina aumentou pouco mais de 30% e o do etanol caiu em proporção semelhante. Observe-se que a nossa meta, em 2009, era aumentar em 10% o consumo do etanol por ano no Brasil.

E as termelétricas?
Elas contribuíram muito para o aumento das emissões no setor de energia. Entre 2009 e 2013, elas mais do que dobraram o volume de gases lançados na atmosfera. Só esse aumento registrado com as termelétricas, e considerando apenas 2013, equivale à emissão de todos os ônibus que circulam no Brasil em um ano.

Considerando o comportamento atual da espécie, em contraste com as necessidades globais, parece não existir a menor possibilidade de o mundo cortar as emissões de CO2 na proporção necessária até 2100. O que acontecerá?
Não é bem assim. Há 20 anos, as empresas de telecomunicações estimavam que o mundo teria hoje cerca de 5 milhões de linhas de celulares. Só no Brasil temos quase 300 milhões. Esse tipo de tecnologia chegou aos rincões da África. Algo que parecia inacreditável. Outro exemplo: em 2000, toda a capacidade instalada de energia solar do mundo somava 1 gigawatt/hora. Terminamos 2014 com pelo menos 150 gigawatts/hora. E esse salto, embora tenha sido expressivo, ainda nem começou. Mais emblemático ainda é o problema do buraco na camada de ozônio. Há cerca de duas décadas, ele parecia irreversível. Mas um grande acordo foi firmado para a solução do problema. O resultado é que o buraco está sendo fechado.

Então, é possível atingir as metas de emissão?
Sim. Para isso, é preciso de um grande acordo global, que crie condições para uma ruptura, como ocorreu nos exemplos que citei. Não podemos usar o olhar do presente para pensar no longo prazo. Se fizermos isso, os problemas parecem realmente insuperáveis. O fato é que não são. Ocorre que só conseguimos dar grandes saltos dessa magnitude quando há confluência de interesses. É isso o que temos de buscar.

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ASBRAV elege 1ª presidente mulher da história

A Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV) será comandada por Hani Lori Kleber

Eleita por aclamação, a representante comercial e empresária Hani Lori Kleber comandará a entidade pelos próximos dois anos ao lado da nova diretoria composta em chapa única. Hani será a primeira presidente mulher da história da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV).

– Queremos dar continuidade ao excelente trabalho que foi feito pelo presidente, Luiz Afonso Dias. Foram criadas pastas importantes que movimentaram o setor, além de cursos e palestras que qualificam e capacitam pessoas da área – disse.

O segmento de HVAC estima um crescimento de vendas de aproximadamente 10%. O setor espera terminar o ano de 2014 com um total de US$ 16,29 bilhões em vendas de ar condicionado, um crescimento de 10% na comparação com 2013. As vendas em 2013 foram estimadas em US$ 14,8 bilhões e para o final de 2014 a estimativa é somar US$ 16,28 bilhões em vendas no setor HVAC-R

– Diante desse cenário, precisamos sempre investir em qualificação profissional. Precisamos de técnicos responsáveis e comprometidos com o setor e que estejam capacitados. As instalações nos preocupam cada dia mais porque é uma questão de segurança que exista qualidade nas instalações e feita por profissionais habilitados – completou Hani.

A eleição se deu através de Assembleia realizada no final da tarde de segunda-feira (15/12). A nova presidente, Hani Lori Kleber faz parte da diretoria da ASBRAV há aproximadamente 15 anos tendo ocupado cargos de diretora social e secretária. Foi a vice presidente da entidade na última gestão.

A cerimônia de posse da nova diretoria será realizada no dia 14 de janeiro em local a ser definido.

Nominata dos componentes da única chapa inscrita em 08/12/2014 para Eleição da Diretoria Executiva 2015/2016:

Presidente: Hani Lori Kleber – Kleber Representações Ltda

1ª Vice-presidente: Eduardo Hugo Müller – Trane

2º Vice-presidente: Luiz Afonso Dias – Klift Serviços de Climatização Ltda

3º Vice-presidente: Paulo Fernando Presotto – SPM Engenharia

Secretário: Luiz Alberto Hansen – Armax Ltda

Tesoureiro: Adão Webber Lumertz – Refrigeração Capital Ltda

Nominata dos componentes da única chapa inscrita em 08/12/2014 para Eleição do Conselho Deliberativo 2015/2016:

Titulares:

Carlos Lima – Johnson Controls BE do Brasil

Carlos Rodrigues – Daikin McQuay Brasil Ltda

Cesar Augusto Jardim De Santi – Enge Representações Ltda

Gilmar Luiz Pacheco Roth – Acústika Sul Engenharia Ltda

Márcio José Pereira Hoffchneider – Hitachi Ar Condicionado do Brasil

Marcos Kologeski – Kopi Instalações Ltda

Ricardo Albert – Albert Engenharia de Instalações Ltda

Rodolfo Rogério Testoni – Testoni Ind e Com Ltda

Telmo Antonio de Brito – Telco Representações Ltda

Suplentes:

Marcela Marzullo Schneider – LG Electronics do Brasil Ltda

Mario Antônio Reis de Oliveira

Rodrigo da Silva Miranda – Smart Soluções Ltda

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ASHRAE anuncia a próxima Conferência sobre Modelagem Energética e inicia a chamada para os trabalhos

A ASHRAE divulgou nesta semana a divulgação da “Conferência sobre Modelagem Energética: Ferramentas para se projetar Edificações de Alta performance”, a qual será realizada na cidade de Atlanta (EUA) em 30/09/2015.

Aos interessados, segue abaixo a chamada oficial.

ASHRAE Announces Next Energy Modeling Conference, Call for Presenters

Jan 8, 2015

Contact: Jodi Scott
Public Relations
678-539-1140
jscott@ashrae.org

Save the Date: Sept. 30 –Oct. 2, 2015

ATLANTA – ASHRAE has announced that its next “Energy Modeling Conference: Tools for Designing High Performance Buildings” will take place September 30 to October 2, 2015, in Atlanta.

The conference builds on  past ASHRAE Energy Modeling Conferences by addressing the industry need for “how to” do certain aspects of energy and building simulation, according to Dennis Knight, conference chair, said.

“The conference theme is ‘Making the Difference with Modeling: From Concept to Facility Management,’ and broadly covers modeling from start to finish through high quality case study presentations,” he said.

ASHRAE seeks presenters who can speak specifically about the use of modeling to design, construct, commission, operate and maintain new and existing buildings to improve a building’s energy performance and indoor environmental quality while reducing the cost to operate and maintain them.  The conference will focus on the tools, step-by-step processes, best practices and workflows for the application of single or multiple modeling techniques.

Presentations addressing the following modeling techniques and processes are requested:

  • HVAC load analysis
  • Daylighting
  • Water use
  • Computational fluid dynamics
  • BIM integration
  • Indoor environmental quality
  • Natural ventilation and passive systems
  • Humidity control
  • Envelope optimization
  • Whole building simulation
  • Energy analysis
  • Code compliance
  • Building performance rating system analysis
  • Utility rebates
  • Incentive programs
  • Renewable energy systems
  • Performance assessment (modeled versus actual performance)
  • Sensitivity and risk analysis
  • Modeling workflow and quality control for both input and output

Presenters are asked to highlight the economic benefits (business cases) for owners, design professionals, constructors and facility managers for using energy models and building simulations throughout a building’s life cycle:

  • Conceptual design
  • Final design
  • M&V
  • Existing building performance assessment
  • Retrofit assessment and end of useful life decision making

The conference seeks to facilitate communication and coordination within the energy modeling and building simulation industry and software developers to advance the industry’s ability to better model high performance buildings and to advance the practitioner’s understanding of the application of existing and new tools, new technology and processes for energy modeling, whole building simulation and building HVAC system design.

Participants in the conference will be day-to-day energy modeling and building simulation practicing professionals, principals of consulting firms, consulting engineers, other practicing professionals and software developers.

To submit a presentation application, visit www.ashrae.org/EMC2015. Information required for the submission are a 300-500 word abstract, 100 word “promotion” abstract and other information indicated on the website.

Presenters will give an oral presentation, have their presentations posted online for conference attendees and receive a substantially-reduced conference registration rate.

Presentation Schedule:

  • Abstracts due: March 2, 2015
  • Notification of abstract decisions: March 16, 2015
  • Accepted speaker forms due: March 30, 2015
  • Presentations due: Sept. 8, 2015

For more information, including sponsorship opportunities and conference schedule, go to www.ashrae.org/EMC2015.

ASHRAE, founded in 1894, is a global society advancing human well-being through sustainable technology for the built environment. The Society and its more than 50,000 members worldwide focus on building systems, energy efficiency, indoor air quality, refrigeration and sustainability. Through research, standards writing, publishing, certification and continuing education, ASHRAE shapes tomorrow’s built environment today. More information can be found at www.ashrae.org/news.

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A&F lança cursos voltados à Operação & Manutenção em Edificações Comerciais

Reconhecida como uma das mais sólidas e experientes consultorias em Operação, Manutenção e Comissionamento, e líder em sua atividade de consultoria em Engenharia desde 2001, a A&F Partners Consulting iniciará o ano de 2015 com um novo projeto, voltado à capacitação de profissionais em nosso mercado, utilizando sua experiência e a qualidade com a qual construiu a sua história.

Trata-se de aliar toda a sua experiência em Consultoria e em Docência em diversos Cursos e Instituições de renome no Brasil à demanda no mercado por uma melhor qualificação dos profissionais, em busca de seu desenvolvimento e crescimento.

Serão inicialmente 2 cursos no primeiro semestre e 2 previstos para o segundo semestre de 2015, todos realizados em São Paulo.

Aos interessados, seguem abaixo os conteúdos programáticos e links para acesso às páginas.

Código: OM-1 e OM-2

Curso: Gestão da Operação & Manutenção em Empreendimentos Comerciais

O curso é formado por dois módulos, sendo:

OM-1 – Conhecendo a infraestrutura predial (8 horas)

Trata-se de um módulo opcional para aqueles que desejam conhecer melhor a infraestrutura existente em edifícios comerciais, não sendo este curso um pre-requisito para o OM-2.
Destina-se àqueles profissionais que não atuam diretamente na área técnica, embora precisem conhecer a sua infraestrutura. Também destina-se aos jovens profissionais da O&M, mas que precisem aprimorar os seus conhecimentos de uma forma mais ampla sobre a infraestrutura.

OM-2 – O&M em Empreendimentos Comerciais (16 horas)

Trata-se do módulo principal, onde serão tratados todos os aspectos e conceitos de planejamento, controle e gestão da Operação & Manutenção, destinado àqueles que buscam por desenvolver-se na área.

O Curso destina-se à engenheiros, técnicos de nível  médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e administradores / gerentes de empreendimentos comerciais.

Público Alvo:

Engenheiros, técnicos de nível médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e gerentes de empreendimentos comerciais

Estruturação dos Módulos:

O Curso Gestão da Operação em Empreendimentos Comerciais foi estruturado basicamente em dois Módulos (I e II), sendo o Módulo I opcional, para aqueles que desejarem conhecer melhor a infraestrutura técnica existente na maioria das grandes edificações.

Desta forma, a carga horaria será distribuída em:

  • Módulo 1 (Opcional) – 8 horas
  • Módulo 2 – 16 Horas

Os interessados poderão optar no ato de sua inscrição:

  • Opção 1 – Módulo I + Módulo II
  • Opção 2 – Apenas o Módulo II

Conteúdo Programático

Módulo 1 (OPCIONAL) – Conhecendo a Infraestrutura Predial

  1. Introdução a uma edificação comercial e os principais sistemas que a compõem, no que se refere aos:
    1. Objetivos básicos de cada sistema (função)
    2. Principais tipos de sistema encontrados no mercado
    3. Principais componentes de cada sistema (equipamento / componente e função)
    4. Os sistemas abordados serão:
      • Entrada de Energia
      • Entrada de Energia em BT
      • Entrada de Energia em AT
      • Distribuição Elétrica
      • Quadros e Painéis
      • Grupos Moto-geradores
      • Quadros de Medição
      • Sistemas de Iluminação Interna e Externa
      • Sistemas de Aterramento
      • Sistemas de Abastecimento de Água Fria e Potável
      • Sistemas de Tratamento e Reuso
      • Sistemas de escoamento de esgotos e águas servidas
      • Sistemas de retenção e escoamento de águas pluviais
      • Sistemas de Irrigação
      • Sistemas de Combate a Incêndio
      • Sistemas de Ar Condicionado Compacto
      • Sistemas de Ar condicionado Central
      • Sistemas de Tratamento e Renovação de Ar externo, além do controle de CO2
      • Sistemas de Ventilação e Exaustão, além do controle de CO
      • Sistemas de Pressurização de Escadas de Emergência
      • Sistemas de Extração de Fumaça
      • Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio
      • BMS
      • Integração entre sistemas (SDAI, C. Acesso, AVAC, Elevadores)

Módulo 2 – Gestão da O&M Predial

  1. Introdução a Gestão de Facilidades (Facility Management)
    1. Definição
    2. Áreas e Serviços sob a responsabilidade de um gestor de facilities
    3. A Operação & Manutenção Predial e sua representatividade dentro da área de Facilities
    4. Relacionamento com o cliente:
      1. Expectativas e necessidades dos usuários
      2. Expectativa x percepção
      3. Gerenciando percepções e expectativas
  2. Definições sobre Operação & Manutenção Predial:
    1. Operação Predial (conceito, tipos de atuação)
    2. Manutenção Predial (conceito, tipos de manutenção)
    3. Áreas de Missão Crítica (conceito, tipos de áreas de missão crítica sob a gestão de um facility manager)
  3. Planejamento Estratégico:
    1. Conceituação de Planejamento Estratégico
    2. As etapas de um planejamento envolvendo:
      1. A compreensão sobre as necessidades e expectativas do Cliente
      2. A equipe de Gestão da O&M
      3. A definição do escopo e o estabelecimento de metas (níveis ou acordos de serviço, indicadores para o processo, etc)
      4. A seleção de um parceiro estratégico
      5. Mobilização e Implantação
      6. O monitoramento de resultados
      7. O feedback e a realimentação do processo com novas informações
  4. Sistemas Informatizados de Gestão:
    1. Adequando à nossa necessidade
    2. Ferramentas de Gestão e sua aplicação
    3. O papel do Gestor
  5. Documentação Técnica Necessária em Operação & Manutenção
  6. A gestão de resultados
    1. O importante papel do gestor e de sua equipe no resultado global
    2. Relatórios Gerenciais
    3. Indicadores de manutenção
    4. Indicadores energéticos
    5. Gestão de Custos
    6. Gestão Energética
      1. Eficiência Energética – Conceitos
      2. Consumo energético em edificações comerciais
      3. Demanda e consumo
      4. Grandezas gerenciáveis – redução de custos
      5. Perdas no sistema – Fator de Potência, Queda de Tensão
      6. Grupos tarifários
      7. Entendendo a conta de energia
  7. A Manutenção Predial sob a ótica das Normas Brasileiras
    1. NBR 5674 / 2012 – Manutenção de Edificações – Requisitos para o Sistema de Gestão de Manutenção
    2. NBR 15575 – Norma de Desempenho em Edificações Habitacionais
  8. A importância de uma Operação & Manutenção para a Certificação “Verde” de uma edificação
    1. Certificação de Obras Novas (preocupação na fase de projeto)
    2. Certificação de Edifícios Existentes

Pré-requisitos:

Conhecimento prévio da infraestrutura predial ou ter cursado o módulo 1 OPCIONAL.

Metodologia:

Aula expositiva, acompanhada de dinâmicas em grupo para uma melhor assimilação dos conceitos apresentados, assim como de exemplos práticos.

Código: EE-1

Curso: Eficiência Energética em Edificações Comerciais (16 horas)

Este curso tem por objetivo introduzir os gestores em empreendimentos e edificações comerciais no universo da eficiência energética, apresentando-lhes os principais conceitos e capacitando-os para aplicá-los em seus respectivos ambientes de trabalho.

O Curso destina-se à engenheiros, técnicos de nível  médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e administradores / gerentes de empreendimentos comerciais.

Público Alvo:

Engenheiros, técnicos de nível médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e gerentes de empreendimentos comerciais

Estruturação dos Módulos:

O Curso Eficiência Energética em Edificações Comerciais foi estruturado basicamente em um único Módulo de 16 horas/aula.

Conteúdo Programático

  1. Introdução
    • Eficiência Energética – Conceito
    • Tipos de Energéticos – Matriz Energética Nacional e Mundial
    • Fontes Alternativas de Energia
    • Consumo Energético em Edificações – Brasil e Mundo
    • Consumo Energético por uso final
  2. Desempenho Energético em Edificações e Variáveis que afetam desempenho Energético
    • Importância da O&M no desempenho Energético
    • Hábitos de Consumo
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    • Arquitetura
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  3. Sistemas e Estratégias de Eficiência Energética em Edificações

AVAC

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    • Valor Presente Líquido – VPL
    • Taxa Interna de Retorno – TIR
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    • Estudo de caso 2 – substituição de chiller
  5. Certificação e Etiquetagem
    • LEED
    • Aqua
    • Procel

Pré-requisitos:

Sem pré-requisitos.

Metodologia:

Aula expositiva, acompanhada de dinâmicas em grupo para uma melhor assimilação dos conceitos apresentados, assim como de exemplos práticos.

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Estudo climático coloca a humanidade em “zona de perigo”

Fonte: Terra

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As mudanças no clima e o alto número de animais e plantas em extinção estão empurrado a Terra a uma “zona de perigo” para a humanidade. Esta é a conclusão de um estudo científico feito por 18 especialistas internacionais, grupo liderado por Will Steffen da Australian National University, que acaba de ser publicado no renomado jornal Science.

De acordo com o Daily Mail, os pesquisadores pretendiam ampliar um relatório semelhante desenvolvido em 2009 sobre “fronteiras planetárias” para o uso seguro de seres humanos.

A investigação mostra gráficos que comparam a “grande aceleração” da atividade humana desde o início da revolução industrial (em 1750) até 2010 com as consequentes alterações na Terra – nos níveis de gases de efeito estufa, da acidificação do oceano, do desmatamento e da degradação da biodiversidade, por exemplo.

“Fica difícil estimar a escala e a velocidade dessas mudanças. Em uma única vida, a humanidade se tornou uma força geológica em escala planetária. Eu não acho que nós quebramos o planeta, mas estamos criando um mundo muito mais difícil. Quatro limites foram cruzados, colocando a humanidade em uma zona de perigo”, explicou Steffen à publicação.

Os limites ultrapassados citados por ele foram em mudanças climáticas, perda de espécies, uso da terra e poluição por fertilizantes. Entre 9 limites avaliados, uso de água limpa, acidificação do oceano e esgotamento do ozônio foram considerados dentro dos limites seguros. Outras, como níveis de poluição de carbono, ainda estão sendo analisadas.

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Vantagens e desvantagens das bandeiras tarifárias

Fonte: Valor Online

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Neste mês começou a vigorar o sistema de bandeiras tarifárias no Brasil. A implementação desse sistema resultará em uma tarifa de energia elétrica que poderá variar mensalmente, o que é uma novidade no país. Para entender o porquê da mudança, deve-se, inicialmente, entender como funciona o sistema de tarifação atual.

O sistema tarifário vigente no país foi estabelecido nos anos 80. Nesse sistema, as tarifas de energia elétrica são reajustadas uma vez por ano, de forma que as distribuidoras possam repassar os custos da compra da energia aos consumidores. Essa compra é definida por contratos, formalizados após os leilões de energia promovidos pelo governo.

Os contratos, em geral, variam de acordo com o tipo de fonte de energia. Simplificadamente, os contratos estabelecidos entre as distribuidoras e hidrelétricas resultam em um custo fixo para as distribuidoras. Já os contratos estabelecidos entre distribuidoras e termelétricas resultam em um custo fixo e um custo variável. A razão é que as termelétricas funcionam como um “seguro” para o país em períodos de seca. Dessa forma, há um custo fixo para implantá-las – equivalente ao valor do seguro – e um custo pelo uso do combustível quando essas fontes são acionadas, equivalente à franquia do seguro. Assim como os seguros, espera-se que as termelétricas não sejam acionadas com frequência.

No entanto, com os fortes períodos de estiagem que o país vem sofrendo, o uso de termelétricas tem aumentado muito nos últimos anos, aumentando também os custos variáveis das distribuidoras. Como as distribuidoras devem esperar até o próximo reajuste tarifário para repassar esse custo, fica caracterizado um problema de fluxo de caixa, no qual as distribuidoras pagam pelo uso das termelétricas, mas não conseguem repassar imediatamente esse custo à tarifa. Nesse cenário, as bandeiras tarifárias aparecem como uma forma de minimizar o problema.

O sistema de bandeiras tarifárias funcionará de forma semelhante aos semáforos, para sinalizar na conta do consumidor se haverá aumento na tarifa de energia do mês seguinte. A cor das bandeiras irá variar de acordo com um preço que define as condições de cada subsistema do país. Quando o preço for menor ou igual a R$ 200/MWh, a bandeira verde estará acionada e não haverá aumento de tarifa para os consumidores desse subsistema. Quando o preço estiver entre R$ 200/MWh e R$ 350/MWh, a bandeira amarela será acionada e a tarifa aumentará em R$ 1,50 para cada 100 kWh consumido. Quando o preço estiver acima de R$ 350/MWh, a bandeira vermelha será acionada e a tarifa aumentará em R$ 3,00 para cada 100 kWh consumidos.

Esses valores não incluem os impostos, que variam de Estado para Estado, e foram calculados com base em uma previsão da arrecadação necessária para reembolsar as distribuidoras devido ao acionamento das termelétricas. Considerando valores médios de impostos da ordem de 30%, calculados por dentro da tarifa, os aumentos chegam a R$ 2,14 e R$ 4,28 para cada 100 kWh consumidos. Em 2014, as bandeiras já apareceram na fatura do consumidor, mas sem a cobrança, apenas como sinalização.

Obviamente, existem vantagens e desvantagens por sua utilização.

Em teoria, a solução é promissora por dois motivos. Primeiro, por aliviar o problema do fluxo de caixa das distribuidoras, que é o principal objetivo de sua aplicação. Segundo, por seu caráter educativo, que induz os consumidores a reduzirem o consumo de energia quando o subsistema mais necessita, contribuindo para a recuperação dos níveis dos reservatórios e reduzindo o uso de fontes mais poluentes.

Na prática, o benefício da aplicação das bandeiras, no entanto, pode ser limitado e com efeitos colaterais. Primeiro, porque dentro de um subsistema existem várias distribuidoras, umas com mais e outras com menos contratos com termelétricas. Entretanto, a variação das tarifas será igual para todos os consumidores dentro deste subsistema. Como resultado, algumas distribuidoras poderão receber mais do que precisam para honrar seus contratos e outras menos. Em ambos os casos, o reajuste tarifário ainda será necessário, seja para repassar aos consumidores a receita excedente das distribuidoras com menos contratos com termelétricas, seja para repassar aos consumidores o custo excedente das distribuidoras com mais contratos com termelétricas.

Além disto, o caráter educativo das bandeiras, e, consequentemente, os benefícios para o subsistema, podem não ser sentidos se os consumidores não responderem adequadamente às variações de preço.

Por exemplo, considerando os impostos, uma família que consome 200 kWh/mês terá um aumento na sua conta de R$ 4,28 quando a bandeira amarela for acionada e R$ 8,56 quando a bandeira vermelha for acionada, o que pode não ser suficiente para sensibilizar esta família a reduzir seu consumo. Já para os consumidores comerciais e industriais, que são menos flexíveis, as variações na tarifa podem chegar a 5% e 11%, por conta do acionamento das bandeiras amarela e vermelha. Estes valores, associados à incerteza quanto ao acionamento destas bandeiras, poderão ter impacto significativo no fluxo de caixa destes consumidores, resultando em prejuízos para a economia como um todo.

Em resumo: considerando o aumento no consumo de energia nos próximos anos, a expansão das fontes renováveis e, consequentemente, a necessidade de novas termelétricas, as bandeiras tarifárias representam um amadurecimento no setor elétrico brasileiro. Entretanto, o sucesso de sua aplicação dependerá do alívio que trará ao fluxo de caixa das distribuidoras, da adequada resposta dos consumidores residenciais às variações da tarifa e de maior flexibilidade dos consumidores industriais e comerciais no consumo de energia elétrica. A solução para estes desafios pode estar nos programas de eficiência energética, nas campanhas de conscientização e no incentivo à expansão de fontes distribuídas e autoprodução de energia.

Délberis Lima é professor do departamento de Engenharia Elétrica da PUC-Rio.

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Cinco ideias para baixar os custos de energia na empresa

Fonte: Exame.com.br

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São Paulo – A tarifa de energia elétrica para empresas não para de subir no Brasil. Em 2014, o aumento médio foi de 5% em relação a 2013 — e vem mais por aí. Em 2015, o preço do megawatt-hora deve subir pelo menos 12%, segundo projeções da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco). Até 2020, o acréscimo deve ser de pelo menos 9% ao ano.

Um dos principais motivos é a falta de chuvas nas áreas próximas aos reservatórios de usinas hidrelétricas em regiões como Sudeste e Centro-Oeste. Por causa disso, as termelétricas — que fornecem energia até seis vezes mais cara do que as hidrelétricas — aumentaram a produção nos últimos dois anos.

“Num cenário assim, encontrar maneiras de consumir menos energia deveria estar entre as prioridades de um empreendedor”, diz Jayme Buarque de Hollanda, diretor do Instituto Nacional de Eficiência Energética. Há várias maneiras de economizar.

Algumas exigem investimentos parrudos, que demoram a se pagar — como uma reforma. Outras dependem de ações simples e de baixo custo, como reorganizar os turnos de trabalho. Exame PME ouviu quem pôs algumas dessas ideias em prática. A seguir, veja os resultados alcançados.

Empresa de cara nova

Uma característica de negócios em expansão é a constante necessidade de readequar o espaço físico para dar conta do aumento do fluxo de clientes e acomodar os novos funcionários. Mudanças desse tipo são oportunidades para que um empreendedor coloque em prática algumas ações que ajudam a economizar energia.

Foi o que fez a paulistana Vanessa Martins, de 39 anos, sócia da oficina mecânica Torigoe, que em 2014 deve faturar perto de 1 milhão de reais — 10% mais do que no ano anterior. Em 2013, a Torigoe foi transferida para um espaço maior no mesmo bairro de sua primeira sede, o Tatuapé, em São Paulo. “O número de clientes estava crescendo e precisávamos de mais espaço para atendê-los”, diz Vanessa.

Antes da mudança, Vanessa instalou na nova sede um telhado especial com aberturas que permitem a entrada de ar e de luz solar. Na fachada do galpão, ela montou um jardim vertical com dezenas de mudas plantadas em garrafas de plástico, o que ajuda a manter a temperatura interna amena.

Assim, a oficina não precisa de ar-condicionado. “O ambiente está sempre fresco e a abundância de iluminação natural faz com que a gente consiga trabalhar quase todo o expediente sem ligar as luzes”, afirma Vanessa.

Os gastos menores com luz e ar-condicionado ajudaram a reduzir 70% a conta de luz de 2013 a 2014. “Num momento em que a energia está ficando mais cara, não repassamos esse custo extra para os nossos clientes”, afirma ela.

Iluminação inteligente

Resultados como os conseguidos por Vanessa, da Torigoe, também podem ser alcançados por empreendedores que não estão pensando em fazer grandes reformas ou mudar de endereço. Especialistas ouvidos por Exame PME apontam que é possível reduzir a conta de energia com ações simples, que requerem mudanças pontuais no espaço físico.

Pintar o escritório com cores claras e diminuir o número de divisórias que dificultam a difusão da luz são exemplos de mudanças que surtem efeito imediato. Isso acontece porque, num escritório, a iluminação é responsável por cerca de 60% do consumo de energia.

Uma maneira de diminuir os gastos desnecessários é fazer um estudo para saber se as lâmpadas e as luminárias estão dispostas da melhor forma. Geralmente, esse trabalho pode ser designado a um arquiteto especializado em projetos de iluminação.

“Uma boa distribuição das lâmpadas funciona mais do que recriminar os funcionários que saem do ambiente e deixam a luz acesa”, diz André Ferreira, da paulistana Luminae, que faz projetos de eficiência energética.

De acordo com Ferreira, uma empresa de até 50 funcionários que troque 180 lâmpadas incandescentes por modelos de LED pode alcançar uma economia de 80% nos gastos com iluminação. Em pouco tempo, todas as empresas precisarão fazer essa troca.

É que em 2010 uma portaria emitida pelo Ministério de Minas e Energia definiu prazos para que as lâmpadas incandescentes deixem de ser fabricadas, importadas e vendidas. Os modelos com potência acima de 61 watts já são proibidos — e até 2017 as lâmpadas incandescentes de frequência mais baixa também devem sair do mercado.

Blitz nas máquinas

O empreendedor Julio Cesar Marques, de 29 anos, passou boa parte do ano de 2013 buscando jeitos de fazer a empresa da qual é sócio, a Mercadão do Sorvete, mais produtiva. A Mercadão, que mantém uma fábrica de sorvetes em Sorocaba, no interior de São Paulo, está em ritmo de expansão — as vendas de 2013 aumentaram 30% em relação a 2012.

A preocupação de Marques era não permitir que o crescimento fizesse os custos explodir de uma hora para a outra. “Passei um pente-fino em toda a empresa em busca de ineficiências”, diz ele. O esforço começou com uma blitz na produção. “Nossas máquinas tinham quase 15 anos de uso e eu tinha a impressão de que gastavam energia demais”, afirma.

Marques resolveu, então, pesquisar novos modelos de equipamentos para saber se era o caso de comprar alguns novos ou substituir tudo de uma vez. Sua decisão foi pela troca total. “As máquinas mais modernas produzem mais e gastam menos energia do que as que tínhamos”, diz Marques.

Na ocasião, ele recorreu a um empréstimo para financiar 60% da compra de três máquinas de fazer sorvete e picolé, 200 freezers e um climatizador central. Passados alguns meses, a conta de energia caiu pela metade. “Pagamos boa parte da parcela do financiamento com o que deixamos de gastar com energia”, afirma Marques.

Com máquinas mais eficientes e a capacidade de produção incrementada, Marques decidiu colocar em prática um sonho antigo — inaugurar sorveterias para vender seu produto ao consumidor final. Em 2014, duas lojas da Mercadão do Sorvete foram inauguradas nas cidades de Jandira e de Barueri, em São Paulo. “Temos planos de abrir 40 lojas em 2015.”

Turnos reorganizados

Pequenas e médias empresas que fazem uso intensivo de máquinas podem diminuir seus custos ao interromper os trabalhos no chamado horário de ponta, em geral entre 17h30 e 20h30. Esse é o intervalo em que a demanda por energia atinge seu nível máximo — e é quando as concessionárias cobram a tarifa mais alta.

“O melhor a fazer é evitar trabalhar durante essas 3 horas”, diz Fernando Macedo, da ERA, consultoria especializada em redução de custos. De acordo com especialistas, uma fábrica com até 50 funcionários pode diminuir até 40% sua conta de luz caso interrompa as atividades nesse período. Para muitos empreendedores, parar tudo por 3 horas pode parecer uma alternativa um tanto irreal.

“Em situações como essas, é preciso fazer as contas para saber se é o caso de utilizar a energia de geradores nas 3 horas de pico”, diz Macedo.

Eletricidade pelo sol

Nos últimos anos, uma série de novidades tornou a produção de energia solar um pouco mais próxima da rea­lidade das pequenas e médias empresas brasileiras. Uma delas está relacionada a um movimento de mercado. Com o aumento do número de empresas que fornecem equipamentos para gerar energia da luz do sol, o custo dessa tecnologia caiu significativamen­te.

“Nos últimos cinco anos, o preço dos painéis solares caiu pela metade”, diz ­Raphael Pintão, sócio da paulistana Neosolar, que revende placas fotovoltaicas no Brasil.

A outra boa notícia foi a entrada em vigor, em 2012, de uma norma do governo que permite que a energia solar gerada e não usada por imóveis e empresas seja transformada em crédito. O valor pode ser abatido da conta de luz elétrica em até três anos.

Há pouco mais de sete meses, o engenheiro paulista Nelson Akimoto, de 51 anos, instalou 20 painéis fotovoltaicos no prédio on­de fica a sede de sua empresa, a catarinense Nord, de Chapecó, que faz projetos elétricos para grandes obras. Até agora, Akimoto investiu 23 000 reais em sua pequena usina particular.

“Desde então, percebi uma redução de 20% na conta de luz”, diz ele. O retorno sobre o investimento ainda deve acontecer só daqui a seis anos, mas Akimoto acredita que essa é uma boa maneira de se proteger contra as altas de preços nos próximos tempos.

“Quero tornar minha empresa autossuficiente em energia até 2016”, diz ele. “Acredito que quem produzir a própria energia terá um grande diferencial competitivo para mostrar a fornecedores e clientes no futuro.”

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