Eficiência energética: caminho sem volta com Indústria 4.0

Considerando o foco e objetivos deste blog, ou seja, no sentido de nos trazer a reflexão e importância das atividades de operação e manutenção para o resultado em nossas edificações e instalações, gostaríamos de ressaltar:

  • Que temos, de fato, uma característica extremamente interessante e favorável em relação a nossa matriz energética, conforme poderá se observar no texto abaixo
  • No entanto, ainda mantemos uma posição indesejada se analisados segundo o quesito “eficiência na utilização”, ocupando apenas a penúltima colocação entre as 16 maiores e principais economias
  • É importante ressaltar que a eficiência na utilização demanda por especificações, processos e procedimentos, incluindo o monitoramento e controle sobre o uso da energia, atribuições estas sob a responsabilidade direta de nossos gestores

Isto nos leva novamente à uma operação minimamente estruturada, na qual tenhamos asseguradas as seguintes etapas e condições:

  1. Análise de necessidades: toda e qualquer resultado esperado em uma operação precisará atender ao conjunto de expectativas e necessidades / objetivos traçados para a edificação. A demanda por uma operação eficiente quanto ao uso de energia consumida deverá provocar uma discussão entre as equipes de operação, os responsáveis pela edificação e equipes de projeto, no sentido de que estes definam, em conjunto, aquilo que necessitam enxergar dentro de sua rotina operacional, levando-se em conta os demais critérios e condições como tipo de uso, horários de operação, entre outros
  2. Estudo de Viabilidade: Uma vez traçados os objetivos e necessidades torna-se importante conhecer e mensurar facilidades e dificuldades na implementação de um modelo de monitoramento e controle, haja vista que muitas destas edificações são existentes e não oferecem, necessariamente, uma condição de projeto e instalação tão favorável para a implantação de medidores e equipamentos
  3. Projetos e implantações: Trata-se de uma fase extremamente delicada, durante a qual se executará um conjunto de levantamentos em campo e a própria instalação destes equipamentos no campo, demandando por paradas estratégicas e programadas
  4. Processos, procedimentos e capacitação: Embora a implantação de um conceito de medição e verificação seja de fundamental importância para o acompanhamento, análise e tomada de decisões por parte de seus responsáveis, as etapas anteriores devem também contemplar a reflexão sobre o “modus operandi” destas edificações, permitindo com que políticas, estratégias e processos sejam não só reavaliados, como também e principalmente revistos / readequados. Todos nós sabemos da existência e necessidade de mitigação de riscos e vícios de operação em nossas instalações, requerendo a recapacitação de nossas equipes e colaboradores
  5. Monitoramento e controle: Cientes de que não existe qualquer condição de gerirmos operações sem que enxerguemos de forma contínua os indicadores que reflitam os resultados e o acompanhamento do quão próximos ou distantes estamos de nossos objetivos traçados, esta fundamental etapa também demandará pela ESTRUTURAÇÃO de atividades e equipes, as quais serão responsáveis por acompanhar e analisar criticamente todo e qualquer comportamento / resultado
  6. Diagnóstico e Atitude: Destacamos novamente a importância de uma bem estruturada matriz de responsabilidades, na qual se definirá, por exemplo, a atuação de nossos gestores (supervisores, coordenadores, gerentes e administradores), assim como a implementação de uma rotina de análise, discussão e desenho de planos de ação, a partir dos resultados e tendências apuradas

Em resumo, um bom resultado em relação ao uso eficiente da energia consumida dependerá de um conjunto de ações e planejamentos (acima), além do envolvimento dos próprios usuários, dentro de um programa de conscientização.

Vejam a seguir o texto e artigo sobre o tema.

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Fonte: Revista Controle e Instrumentação (Divulgado pelo PROCEL Info)

Por: Vários colaboradores

Acesse aqui o artigo completo diretamente na fonte.

O custo da energia, a idade média do parque instalado e a responsabilidade ambiental dificultam a vida das empresas que não mudarem sua matriz energética de forma eficiente

Economia circular e fontes de energia são parte importante das reflexões e pesquisas sobre eficiência energética. No Brasil, 46,1% da energia consumida se originam em fontes renováveis, enquanto, nos demais países, esse indicador é de 14,2%. Além disso, 82,9% da energia elétrica gerada no país provém de fontes renováveis; a média mundial é de 26,7%. Mas, a expertise em produção de energia renovável não se estende à eficiência de utilização, pois, entre as 16 maiores economias do mundo, o Brasil ocupa a penúltima posição em questões de eficiência energética. A importância disso cresce, na medida em que o custo da energia se junta à idade média do parque instalado, e à responsabilidade ambiental, dificultando a vida das empresas que não mudarem sua matriz energética de forma eficiente.

Então, a indústria vê duas rotas para a eficiência energética: a atualização de máquinas e equipamentos e a construção de processos produtivos mais eficazes, somados à digitalização e à geração alternativa.

“As novas fontes são, em grande maioria, complementares, ajudam a amortizar o crescimento de consumo, em sazonalidade e picos, refletindo em economia financeira e ambiental”, afirma o professor Márcio Venturelli – coordenador Técnico do Instituto Senai de Tecnologia (IST), especialista em Digitalização e Indústria 4.0.

Além disso, digitalização, analytics e inteligência artificial sendo usadas, desde a geração, até o consumo, passando pela distribuição, apontarão novos padrões.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Revista Controle e Instrumentação Maio 2021.pdf

Sobre Alexandre Lara

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira de "Operação e Manutenção Predial sob a ótica de Inspeção Predial para Peritos de Engenharia" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo MACKENZIE, professor das cadairas de Engenharia de Manutenção Hospitalar dentro dos cursos de Pós-graduação em Engenharia e Manutenção Hospitalar e Arquitetura Hospitalar pela Universidade Albert Einstein, professor da cadeira de "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNIP / INBEC), tendo também atuado como professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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