Apertem os cintos……o treinamento sumiu!!!

Alguns afirmam tratar-se do momento econômico de nosso país (e que momento….)…. Outros também afirmam tratar-se da antiga (embora atual…) falta de visão e cultura em treinar seus colaboradores, com a tradicional “fobia” relacionada à perda desta mão de obra treinada para o mercado de trabalho.

Bom, independente de uma ou outra causa (ou justificativa…), o fato é que os promotores de cursos e treinamentos no mercado têm amargado um péssimo início de ano, “superando” ainda as dificuldades naturais que observávamos até o final de 2014.

Particularmente, chamo isto de “falta de visão”!

Falta de visão em enxergar a necessidade de trabalhar a equipe no sentido de reter o conhecimento e aprimorar os seus processos!

Falta de visão também no sentido de motivar o seu colaborador em um momento de recessão quase extrema em que vivemos!

Riscos de perda do colaborador?!?

Diria que o risco será tão maior quanto for a sua falta de cuidados em selecionar perfis e em demonstrar a sua intenção em investir no profissional, assegurando-lhe uma condição de crescimento.

Talvez tenhamos neste último parágrafo um dos grandes “X” da questão, pois as nossas empresas continuam à trabalhar com muito imediatismo, ou seja, na busca “rápida” por profissionais para preencher lacunas e não para, necessariamente, crescer com a empresas.

Daí também a eterna reclamação de vários profissionais que se vêem estagnados e injustiçados em suas posições, muitas das vezes “acorrentados” em alguns contratos da empresa devido ao apreço do Cliente, ou mesmo devido à “terrível e antiquíssima tese” de que “em time que está ganhando, não se mexe!”.

Ora, não existe sucesso eterno!!! Assim como não existe a “falta de necessidade” em aprimorar processos, em capacitar equipes e em inovar.

Em tempos de crise, temos que nos voltar ao principal material ou componente de sucesso em nossas empresas, que são as pessoas em suas diversas posições.

Ao contrário, estamos vendo ou vivendo neste momento a velha tônica do passado, onde observamos o “descarte” para o mercado de importantes profissionais e pilares de empresas de gerenciamento, de manutenção e instalações, meramente por questões de redução de custos, sem que se busque pela melhoria em processos e pela reengenharia interna.

Peço desculpas à aqueles que discordam, mas fazemos hoje, muitas vezes, o que criticamos em nosso governo, pois continua-se à se buscar a imediata redução de custos (síndrome da rainha de copas em Alice no país das maravilhas: Cortem as cabeças!!!), sem tratar de se obter uma visão de médio e longo prazo e sem que se tenha trabalhado com alguns princípios da confiabilidade, a qual requer a discussão de temas e problemas com a participação de profissionais experientes e capacitados.

Será que acordaremos um dia e enxergaremos que a “síndrome da rainha de copas” nos trás apenas resultados imediatos?

Será que, de fato, entenderemos a importância em reter valores,em aprimorar processos e em reter o conhecimento??

Será que entenderemos também a importância de um adequado e focado treinamento para os nossos colaboradores, com o objetivo de capacitá-los parta as mudanças??

Meus caros, a grande e verdadeira resposta está em vocês, ou melhor, na movimentação “cultural” que cada um de nós poderá promover nas respectivas empresas.

Pensem nisso e um bom final de semana!

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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