Telhado verde: ecologia e economia acima de tudo

Fonte: Canal do Produtor

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Com benefícios que incluem melhor eficiência energética e retenção da água da chuva para reuso, a técnica sustentável que substitui telhados artificiais dos edifícios e casas por gramas, hortas e jardins é uma tendência mundial e ganha força inclusive no Brasil. Neste ano, foi sancionada em Recife, Pernambuco, uma lei desta natureza que obriga a instalação de telhados verdes sobre edificações residenciais acima de quatro pavimentos ou em espaços comerciais com mais de 400 m² de área coberta.

Segundo o secretário executivo da Secretaria de Planejamento Urbano da prefeitura de Recife, Fernando Alcântara, o objetivo é aumentar as áreas verdes e diminuir os efeitos do calor na cidade. O telhado verde começou no Canadá, o primeiro país a implementar legislação sobre o assunto e, recentemente, a França também aprovou lei que obriga novos edifícios comerciais a instalarem a cobertura ecológica. No Rio, a técnica é uma das ações exigidas para que o estabelecimento seja qualificado com o selo Qualiverde, criado pela Prefeitura em 2012, e que contempla projetos que adotam práticas sustentáveis. Tramita ainda na Câmara dos Vereadores a lei que prevê benefícios fiscais para estabelecimentos que conseguirem este selo.

Após quase três anos de criação, um dos primeiros a estar perto de conseguir o selo é o Restaurante Ibérico, no Jardim Botânico. Várias soluções sustentáveis foram introduzidas no local, como aproveitamento de água da chuva e utilização de luz solar. Um dos proprietários do espaço, o espanhol Antonio Alcaraz, optar por um telhado verde foi a melhor decisão:

-O restaurante tem três andares e no último estão os equipamentos que ficam sempre ligados. Sem o telhado verde, esse espaço normalmente seria muito mais quente do que é. O Rio tem altas temperaturas, mas como a cobertura verde ajuda a reduzir o calor interno, conseguimos minimizar os nossos gastos com energia, como usar menos o ar-condicionado. Agora vamos passar por modificações e no telhado, que hoje é de grama, vamos plantar hortas – conta o empresário.

Ainda que em passos tímidos, no Rio há moradores que buscam o telhado verde. O arquiteto Duda Porto percebe maior procura por espaços verdes em coberturas, apesar de o público ser mais específico – incluindo moradores que buscam qualidade de vida aliado à preocupação ambiental. Segundo Porto, a média de preço é de R$ 240 por metro quadrado, variando de acordo com os tipos de plantas que serão utilizadas e o número de caixas para adornar a natureza escolhida.

-O incentivo para o uso de telhado verde em nossos projetos vem do resultado de pesquisas que mostram o quanto esta técnica traz benefícios à cidade. Não somente para o edifício, mas também para o meio ambiente. Essa é a maior tendência – opina Porto.

Redução Térmica

Para o especialista do Instituto Cidade Jardim, Sérgio Rocha, este tipo de proteção verde está se consolidando. Além de entregar uma série de benefícios para a residência ou edifício onde é instalado, tem potencial de transformar positivamente bairros e regiões inteiras quando utilizado em escala. Uma laje diretamente exposta ao sol, diz, pode atingir temperaturas maiores que 70ºC, enquanto que à noite a temperatura pode baixar para menos de 15ºC. Já a laje verde, reduz a amplitude dessa variação térmica, passando a oscilar entre 25º e 30ºC.

– Além do conforto térmico, que garante uma melhor eficiência energética e reduz até a utilização de aparelhos como ar-condicionado, os telhados verdes ajudam na redução de enxurradas e enchentes, já que conseguem reter e até reutilizar a água da chuva. Neles é possível plantar alimentos ou usar o espaço como uma área de lazer. Em nossa residência, o utilizamos para eventos e até mesmo para acampar com as crianças – explica Rocha.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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