Resolver a questão? Para que?

Amigos,

Nos vemos a cada dia mais “atolados” em escândalos que envolvem políticos, empresas, além do próprio governo…; estamos em meio à uma crise econômica e política que vem depredando, pouco a pouco, o nosso mercado de construção civil, assim como o mercado de manutenção, de instalações, entre outros…

O efeito em cascata originado pelo escândalo Petrobrás já tem gerado inúmeras vítimas no mercado, em empresas outrora prósperas e não ameaçadas.

Isto seria uma novidade se não estivéssemos acostumados ao “jeitinho brasileiro” de se fazer coisas, de que muitos ainda se orgulham…

Mas será que tudo isto é novidade?….ou será que todos nós nos permitimos fechar os olhos durante anos enquanto se obtinha algum resultado na outra ponta?

Enfim, se existe crise, estamos chegando cada vez mais perto de seu centro; e agora?

Agora vemos partidos e políticos “brincando” de ver o circo pegar fogo (cada vez mais), pois assim será melhor…

Li ainda ontem em um artigo de um grande jornal a frase que traduzia o desinteresse da “mudança no atual governo”, pois não seria isto o mais interessante para os partidos de oposição, neste momento…

É totalmente verdadeiro afirmar que que tivemos no PSDB o governo que ajustou economicamente este país, trazendo-lhe uma estabilidade em sua moeda e favorecendo o crescimento.

Também é verdadeiro afirmar que o PT assumiu este país há várias gestões (vamos chamar assim) gerando muita expectativa em parte do povo, que esperava não só por mudanças na política econômica, mas principalmente por mudanças na redistribuição de rendas e no acesso aos serviços públicos, fator este ainda muito, mas muito precário.

No entanto, em um pais com tamanha arrecadação de impostos e com a tradicional falta de direcionamento e transparência quanto a estes recursos, viu-se o crescimento da ganância e do aproveitamento desta falha antiga da máquina pública, proporcionando um histórico de desvios e escândalos já conhecidos.

Por fim, é verdade quando alguns incriminados pelo escândalo da Petrobrás afirmam que tais falcatruas não são recentes, e que, ao contrário do que alguns pensem, são tão antigas como o militarismo no Brasil.

A diferença, certamente está no oportunismo e na ganância dos mais recentes governos…

Quem paga a conta?… Ora…., somos nós, é claro!

Mas o que fazer então para fazer com a máquina continue à andar e não perca a sua aceleração enquanto as investigações seguem o seu curso?

Este deveria ser o pensamento, ou melhor, a pergunta que nossos políticos (não envolvidos, é claro) deveriam fazer à si mesmos e aos seus partidos.

Precisamos de GESTÃO neste país!

Gestão esta que se inicia com a apuração dos fatos e extensão desta crise, mas como a bateria de canhões voltada à resolução e novo crescimento.

Vejam os exemplos de países destruídos por guerras e por acidentes naturais e a sua volta por cima!!

Precisamos de GESTÃO!

  • de uma auditoria em contas
  • do saneamento em nossa estrutura, reduzindo a conta interna
  • da análise séria de riscos em infraestrutura e riscos na infraestrutura pública
  • de um planejamento para os próximos anos de governo que visem o saneamento destes riscos
  • da instituição de compromissos públicos que envolvam os demais governos
  • da instituição de uma SÉRIA política de fiscalização não só sobre o governo federal mas também, sobre os governos estaduais e municípios
  • da perda de proteções sobre parlamentares e demais políticos pois, não são especiais e não podem ser imunes ou impunes

Precisamos de EXEMPLOS neste país!!

Como disse uma vez o grande Pitágoras: “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens.

Apenas lembrando que as crianças precisam de exemplos e limites, o que nos falta hoje no que se refere à República e aos seus três poderes, com uma pequena exceção ao Judiciário.

Mas para que tudo isto aconteça, não se poderá ou deverá  “sentar na janelinha e ver o trem passar”….

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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