Curso: Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas

Fonte: Target

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O curso Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas, disponível gravado pela internet, visa capacitar e adequar os profissionais que interagem de forma direta ou indireta com um ambiente de atmosfera potencialmente explosiva. Busca-se conscientizar o profissional quanto à importância de se identificar a potencialidade explosiva de um determinado ambiente, classificando-o para, em seguida, fazer a escolha do equipamento adequado a ser inserido.

A base legal do assunto é a Portaria do Inmetro nº 179, de 18 de maio de 2010, com a sua última redação pela Portaria Inmetro nº 89, de 23 de fevereiro de 2012. O curso está em constante evolução, buscando-se com isso, a satisfação das pessoas que participam em sala ou via internet.

Serão abordadas as normas que fundamentam o assunto atmosferas explosivas considerando-se os diversos modelos de equipamentos conforme a classificação de área, as aplicabilidades e compatibilidades com os riscos previstos nos ambientes. Discutem-se os procedimentos de manutenção e instalação adequados, de acordo com as recomendações técnicas compatíveis, fundamentados em normas apropriadas.

Para atender à demanda daqueles que não podem se locomover até as instalações da Target, o curso Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas também está disponível nas dependências da Target ou ao vivo através da internet. Recursos de última geração permitem total aproveitamento mesmo à distância.

Para que uma explosão possa ocorrer, uma atmosfera explosiva e uma fonte de ignição precisam coexistir. As medidas de proteção aplicadas em projetos de instalações elétricas ou de instrumentação em atmosferas explosivas objetivam reduzir a um nível aceitável a possibilidade de que uma instalação elétrica possa se tornar uma fonte de ignição.

As áreas classificadas são divididas em zonas 0, 1 e 2 para o caso de presença de gases, vapores e névoas, de acordo com a NBR IEC 60079-10-1 e em zonas 20, 21 e 22 para o caso de presença de poeiras combustíveis, de acordo com a IEC 60079-10-2. Esta divisão é realizada de forma a quantificar o risco existente, a probabilidade de presença da atmosfera explosiva no local indicado e também de forma a facilitar a seleção de equipamentos elétricos apropriados e o projeto de instalações elétricas adequadas.

Se for feito um bom projeto das instalações elétricas e da instrumentação, é possível alocar muitos dos equipamentos elétricos ou eletrônicos e mesmo alguns equipamentos não elétricos (mecânicos) em áreas não classificadas ou em áreas de menor classificação com menores riscos, tais como áreas do tipo Zona 2 ou Zona 22. Esta boa prática de projeto, a ser aplicada nas etapas iniciais de determinação do arranjo dos equipamentos de processo, colabora de forma fundamental para elevar os níveis de segurança de toda a instalação.

Quando os equipamentos elétricos ou de instrumentação ou não elétricos (mecânicos) são destinados a serem instalados em áreas em que concentrações perigosas e quantidades de gases inflamáveis, vapores, névoas ou poeiras possam estar presentes na atmosfera, medidas de proteção são aplicadas para reduzir a possibilidade de explosão devido à ignição por arcos, centelhas ou superfícies quentes, produzidas tanto em operação normal ou sob condições de falha especificadas. Em qualquer instalação industrial, independentemente do tamanho, complexidade ou porte, podem existir muitas outras fontes de ignição, além daquelas associadas com equipamentos elétricos ou de instrumentação.

Dessa forma, as avaliações de risco e medidas adicionais podem ser necessárias para eliminar o perigo devido a outras fontes de ignição possíveis, incluindo equipamentos mecânicos, como bombas, ventiladores, compressores, caixas redutoras de engrenagem, centrífugas, esteiras rolantes e elevadores. Recomenda-se, dentro das possibilidades técnicas da instalação, que os equipamentos elétricos, eletrônicos e mecânicos, sempre que possível, sejam instalados em áreas não classificadas.

Quando isso não for viável, recomenda-se que os equipamentos elétricos, eletrônicos e mecânicos sejam instalados, sempre que possível, em uma área com os menores requisitos de classificação de áreas de menores riscos de presença de atmosferas explosivas de gases ou poeiras e que requeiram equipamentos elétricos ou mecânicos com nível de riscos mais baixo. As instalações elétricas em áreas classificadas também devem estar de acordo com os requisitos apropriados para instalações em áreas não classificadas.

Entretanto, os requisitos de instalação de equipamentos elétricos, eletrônicos e mecânicos para áreas não classificadas são muitas vezes insuficientes para atender aos elevados níveis de risco e de requisitos de segurança necessários para instalações destes tipos de equipamentos em áreas classificadas. Este fato faz os projetos de instalações “Ex” possuírem particularidades e requisitos específicos que os tornam mais específicos, elaborados e com um grau mais elevado de complexidade.

Assim, os equipamentos e materiais elétricos e de instrumentação devem ser especificados, dimensionados, instalados e utilizados, de forma que operem dentro de suas faixas nominais de potência, tensão, corrente, frequência, regime de serviço e outras características em que a não conformidade possa colocar em risco a segurança do equipamento e, consequentemente, de toda a instalação. Cuidados devem ser tomados para assegurar que a tensão e a frequência sejam apropriadas para o sistema de alimentação no qual os equipamentos são utilizados e que a classificação da temperatura tenha sido estabelecida para a tensão e frequência nominais ou especificadas para os equipamentos.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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