Escolha correta do aparelho de ar-condicionado reflete na conta de luz

Há alguns anos, tive a oportunidade de assistir a uma palestra de um colega que abordava o tema “desempenho energético”, durante a qual ressaltou as seguintes questões:

  • Em sã consciência, nenhum fabricante projeta e lança novos produtos que não tenham como objetivo um melhor desempenho, incluindo o desempenho energético
  • Passamos por uma verdadeira “crise” qualitativa em nossas instalações, onde a má qualidade da mão de obra associada à má gestão interferem diretamente no resultado da obra e instalações
  • Da mesma forma, o desconhecimento de nossos tomadores de serviço quanto aos assuntos e serviços licitados, assim como a forte tendência para a falta de uma justa equalização técnica entre proponentes e a tomada de decisão por preço, acabam por “empurrar” para baixo os resultados em nossa manutenção

Passados alguns anos, vê-se que ainda convivemos e muito com as questões acima, o que sem sombra de dúvidas, interferirá no resultado e no desempenho de equipamentos e sistemas.

É evidente também que somam-se aos fatores acima, outras questões como a falta de investimentos em capacitação, etc.

Enfim, como recomendação adicional deste Blog, não basta ao cliente tomar a decisão adequada quanto ao equipamento que será adquirido, pois este mesmo equipamento só desempenhará se, e somente se, for adequadamente instalado (seguindo recomendações e limites informados pelo fabricante) e mantido.

———————————————————————————————–

Fonte: ASBRAV

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

A contratação de técnicos especializados na instalação do produto também garante melhor eficiência e performance.

Eficiência e boa performance é o que todo consumidor procura ao comprar um ar-condicionado. Para isso a Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV) enfatiza que, para tal rendimento do produto, é necessário garantir os procedimentos corretos de instalação e de testes. Além disto, prestar atenção em itens como o vazamento em tubulações e dutos, evacuação de sistemas de refrigeração, qualidade dos materiais e componentes aplicados. Em tempos de aumento na conta de luz, o consumidor deve estar atento também à energia gasta pelo equipamento. Informação essa que se obtêm através do selo de qualidade Procel.

– Os equipamentos de ar-condicionado de classe A e B são os mais indicados, pois, contêm baixo consumo de energia – indica o conselheiro técnico da ASBRAV, César Augusto De Santi.

Após estes cuidados, o comprador deve, também, cuidar em selecionar um profissional técnico credenciado para analisar o tamanho do ambiente a ser climatizado, as condições solares do local e ajustar periodicamente a manutenção.

– A falta de manutenção pode levar à parada do aparelho, portanto, sugiro sempre a consulta a um profissional habilitado, engenheiro ou técnico mecânico que participe e se responsabilize por todas essas etapas – assegura o diretor técnico da ASBRAV, Ricardo Vaz de Souza.

Com estes cuidados, e independentemente da marca, o consumidor pode ter a garantia de que obterá 100% de eficiência do seu produto.

Publicado em Comentarios do Bloggeiro, Eficiência Energética | Com a tag , , , | Deixe um comentário

GRUPAS divulga local e convoca a sua próxima reunião

Confirme sua presença, Clique Aqui

Reunião Grupas: Teatro Commune
Data: 28 / 04 / 2015
Hora: 08:30 ás 12:00hs

Tema: O Facility Manager como Síndico – Oportunidades e Desafios.

Local: Rua da Consolação, nº 1218 (no sentido centro-bairro, antes do prédio do Tribunal Regional do Trabalho).

Estacionamento(s): (Pago) ao lado do teatro.

Painel de Debates: O Facility Manager como Síndico
Oportunidades e Desafios

“Temas” / Painelistas

1) “Aspectos Jurídicos e Responsabilidades do Síndico” / por Maurício Jovino

2) “Tipos de Empreendimentos” / por Francisco Alves

3) “Características Pessoais e Profissionais” / por Bernardino Costa

Mediador: Antonio Gentil

Venha participar dessa imperdível reunião do GRUPAS e saber mais sobre as oportunidades que estão se abrindo, para os profissionais Gestores de Facilities, na atuação como Síndico Profissional.

Conheça o nosso anfitrião: www.commune.com.br

Ah, não se esqueça: “A RAZÃO DO GRUPAS É VOCÊ“.

Bernadino Costa
Presidente

Publicado em Facility Management | Com a tag | Deixe um comentário

Is acquiring building data tough?

Recebi este “post” através de um grupo do qual participo no Linkedin, mais especificamente de Maria Briggs Berta, que compartilhou um artigo de AutomatedBuildings.com.

Vejam que o problema relacionado ao “protocolo fechado” que permeia vários de nossos sistemas informatizados que utilizamos em edifícios não é só um problema brasileiro…

Segue o link: AutomatedBuildings.com Article – Easy Wins in Building Data Collection

Segue o artigo reproduzido:

Easy Wins in Building Data Collection

At Building Robotics, we believe that the data should be owned by the customer, and that the basic systems and protocols used to gather that data should be open, with open-source implementations existing alongside proprietary ones.

Have you spent time recently begging a facility manager to send you that one CSV data dump you need to close out your project?  Asked to trend a few more points and discovered that the system is already at capacity, and adding more points will cost tens of thousands of dollars?  Discovered trend logs only hold a week’s worth of data when you need an entire season’s-worth of data? Only a few organizations systematically collect, store, and exploit the potential of trend data.  There are lots of reasons for this — primarily, limitations of legacy products, and a perception that the cost of collecting and storing the data is very high due to this sort of factors.

Several existing technology trends should combine to significantly reduce the cost and complexity of data collection.  In particular, the wide adoption of BACnet and availability of gateways from all major vendors means that the multi-protocol integration challenges of yesteryear are, while not gone, less common than they used to be.  Widely-available, inexpensive cellular data connectivity means that moving the data off site no longer requires dedicated phone lines, USB stick drops, or manual emails with CSV attachments on a monthly basis, except in the most remote sites.  And storage costs continue to plummet to the point where the hassle of deciding which data to keep is more expensive than simply keeping all of it.

Despite these underlying trends, building professionals still face limited choices and high costs when designing a data collection infrastructure.  Data collection is often packaged as part of a larger solution for campus energy management, fault detection, controls, or commissioning, and despite the technology advances, vendors are still tied to legacy pricing models, and are in the habit of charging high per-point prices that encourage only collecting a subset of the available data.  These stovepipe solutions increase costs for the customer because they lock the customer into a single vendor who can then bundle more services than needed to increase the size of a sale.

Over the past several years, we have been working on breaking past these barriers, through designing, implementing, deploying, and operating tools based on the Simple Measurement and Actuation Profile (“sMAP”), first through research at U.C. Berkeley, and now at Building Robotics.

If the data are not collected, they will be lost, and so the first critical step is for the data to be extracted from the control systems and meters and archived for future use and analysis.  Taking this step is not necessarily expensive — a few hundred dollars of hardware and tens of dollars per month for maintenance are sufficient in many cases to collect data every five minutes from essentially all of the points in a large building.  Critically, building owners or operators should own this infrastructure and data.  Even without sophisticated analysis tools, this infrastructure practically always pays back essentially immediately — it takes only one avoided truck roll or chiller placed back on a schedule to recoup the modest investment in data acquisition.

Once the data are collected, though, is when true utilization of it can begin.  Because the data are exposed and made available, the value isn’t limited to a single application, and no application needs to foot the bill for installing and managing the data.  Building data finds many different customers within the enterprise.

  • Energy analysts need to track the real-time performance of portfolio-wide energy metrics.
  • Asset managers need to prioritize capital improvements based on real measured performance rather than back-of-envelope guesswork.
  • Space managers can even start to track occupancy to optimize space utilization.


Furthermore, by owning the infrastructure and data itself instead of tying those to a particular application, the enterprise can even use different, competing solutions where they each make the most sense, and enable them to shop their projects to multiple vendors.  Independently, vendors can avoid building the in-house technical expertise in data acquisition that is currently required, and focus on their true competitive strengths: the services and value delivered to the customer.

At Building Robotics, we believe that the data should be owned by the customer, and that the basic systems and protocols used to gather that data should be open, with open-source implementations existing alongside proprietary ones.  That’s why we’re going to keep supporting the open source sMAP project, which allows anyone to use a high-performance time-series engine, as well as a library of drivers for collecting building data.  sMAP is a powerful tool for openness in the building industry, since using it, anyone can building their own low-cost data acquisition infrastructure, and then ask analysts and vendors to play on top.  We believe there are easy wins on the table for a large number of building owners who don’t currently systematically manage their building data, and that a modest investment will pay back immediately, with returns compounded down the road, as the market evolves to offer better products that are easier to install and use, and lower cost.


About the Author

Steve Dawson-Haggerty, PhD, is the CTO at Building Robotics and has extensive experience in building wide-scale data collection infrastructures. Steve leads the team’s efforts in new approaches to optimizing building controls through elegant software, machine learning and carefully tailored occupant-facing controls. In 2015, Building Robotics released its latest product, Trendr which leverages the sMAP open source project to change how people access building data, making it quick, easy and intuitive.

Publicado em Artigos Tecnicos, Comentarios do Bloggeiro, Facility Management | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Contagem Regressiva: Encerram-se hoje as inscrições para o Curso de Gestão em Operação & Manutenção

Hoje é o último dia para aqueles que desejam ainda efetuar a inscrição!!!

Conforme vem sendo divulgado, a A&F Partners Consulting realizará neste 2015 a sua turma do curso de Gestão em Operação & Manutenção na cidade de SP.

O curso será realizado entre os dias 09 e 11/04, iniciando com o Módulo I no dia 09 e o Módulo II entre os dias 10 e 11/04.

Aos interessados, segue abaixo o folder com as informações e o link (basta clicar no folder / na imagem abaixo) para que sejam direcionados ao site de inscrições. Nos veremos lá!! Newsletter 1 AF 2015

Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos, Facility Management | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Contagem Regressiva: Faltam 2 dias para encerrar as inscrições para o Curso de Gestão em Operação & Manutenção

Faltam 02 dias para aqueles que desejam ainda efetuar a inscrição!!!

Conforme vem sendo divulgado, a A&F Partners Consulting realizará neste 2015 a sua turma do curso de Gestão em Operação & Manutenção na cidade de SP. Faltam apenas 09 dias para o Curso e poucos dias para o encerramento das inscrições!! Aos interessados, segue abaixo o folder com as informações e o link (basta clicar no folder / na imagem abaixo) para que sejam direcionados ao site de inscrições. Nos veremos lá!! Newsletter 1 AF 2015

Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos, Facility Management | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Contagem Regressiva: Faltam 3 dias para encerrar as inscrições para o Curso de Gestão em Operação & Manutenção

Faltam 03 dias para aqueles que desejam ainda efetuar a inscrição!!!

Conforme vem sendo divulgado, a A&F Partners Consulting realizará neste 2015 a sua turma do curso de Gestão em Operação & Manutenção na cidade de SP. Faltam apenas 10 dias para o Curso e poucos dias para o encerramento das inscrições!! Aos interessados, segue abaixo o folder com as informações e o link (basta clicar no folder / na imagem abaixo) para que sejam direcionados ao site de inscrições. Nos veremos lá!! Newsletter 1 AF 2015

Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos, Facility Management | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Contagem Regressiva: Faltam 4 dias para encerrar as inscrições para o Curso de Gestão em Operação & Manutenção

Faltam 04 dias para aqueles que desejam ainda efetuar a inscrição!!!

Conforme vem sendo divulgado, a A&F Partners Consulting realizará neste 2015 a sua turma do curso de Gestão em Operação & Manutenção na cidade de SP. Faltam apenas 11 dias para o Curso e poucos dias para o encerramento das inscrições!! Aos interessados, segue abaixo o folder com as informações e o link (basta clicar no folder / na imagem abaixo) para que sejam direcionados ao site de inscrições. Nos veremos lá!! Newsletter 1 AF 2015

Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos, Facility Management | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Evento organizado pelo CTE discutirá os caminhos para a Gestão da Construção no Brasil

O evento,  cujo folder segue abaixo, será realizado em SP no próximo 14/04.

Aos interessados, basta clicar na imagem abaixo para que sejam redirecionados ao site do evento.

CTE Evento 2015 A

Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos, Sustentabilidade | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Energia solar pode ter desoneração, mas acesso a equipamento ainda é desafio

Fonte: Engenharia Compartilhada

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Governo espera que Confaz reduza incidência de ICMS sobre a energia gerada por consumidor e destinada à rede

Reuters

BRASÍLIA – Os Estados e o governo federal estão perto de anunciar desonerações tributárias sobre a chamada geração de energia distribuída, com a intenção de impulsionar no país a produção de energia solar pelos próprios consumidores. Mas para que o programa ganhe escala, ainda é preciso encontrar soluções para facilitar o acesso a equipamentos, afirmam especialistas.

O governo federal espera que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) remova um dos entraves à disseminação da geração distribuída, relativo à tributação dessa energia.

Hoje, o consumidor que possui placas de energia solar e devolve eletricidade à rede paga ICMS sobre toda a energia que ele recebe da distribuidora local, sem considerar a eletricidade que ele produziu e devolveu para o sistema.

A mudança que deve ser aprovada pelo Confaz fará com que o ICMS incida apenas sobre a diferença entre a energia comprada da rede e a energia devolvida a partir da microgeração feita pelo consumidor, segundo uma fonte do governo federal.

Essa mesma fonte disse que a mesma medida – incidência de impostos apenas sobre o “consumo líquido” de energia – valerá também para os federais PIS e Cofins.

“A nossa expectativa é de que tanto o governo federal, através desse ajuste, quanto os estaduais, por nova regulamentação, deem um passo adiante para incentivar o setor”, disse à Reuters o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, tem dito que deve haver acordo no Confaz para resolver a questão.

A próxima reunião do Confaz acontece no início de abril. Segundo a assessoria de imprensa do órgão a pauta dessa próxima reunião só estará disponível a partir do próximo dia 20.

Além da questão da tributação da energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve atacar em outra frente, propondo medidas para desburocratizar o processo de aprovação, pelas distribuidoras, de clientes que queiram fazer a geração distribuída.

Segundo uma fonte do governo federal, hoje esse processo de aprovação é muito complicado. ” A ideia é simplificar”, disse.

Segundo o ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Afonso Henriques Moreira Santos, o ajuste na tributação do ICMS e do PIS/Cofins sobre a geração de energia distribuída conseguirá fazer com que a modalidade torne-se viável, mas para que ela ganhe escala e passe a ser adotada por “centenas de milhares” de consumidores, seriam necessárias outras medidas, para facilitar a compra dos equipamentos.

Entre elas estariam linhas de crédito e desoneração do Imposto de Importação dos componentes, ainda mais levando em conta que a alta do dólar atinge diretamente esse mercado, que hoje ainda depende de importações.

O fomento à geração distribuída integra um pacote que está sendo elaborado pelo governo federal de ações para aumentar a oferta de energia e buscar a eficiência no consumo de eletricidade do país. O pacote deve ser apresentado à presidente Dilma Rousseff ainda neste mês.

Equipamentos

Além de caros, equipamentos como as placas solares (conhecidas tecnicamente como módulos fotovoltaicos), inversores, cabos e a estrutura de sustentação, ainda são em sua maior parte importados, o que ainda expõe esse mercado à atual volatilidade do câmbio.

“É uma nova tecnologia. Tem ainda a questão da oferta desses equipamentos em massa e o próprio treinamento da mão de obra para a instalação”, disse o diretor da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) Marco Delgado.

As famílias que quiserem aderir ao sistema teriam ainda de fazer um investimento razoável. Segundo o diretor da Absolar, para atender uma família de quatro pessoas, o investimento em equipamentos para geração fotovoltaica fica entre 15 e 25 mil reais. “O investimento levaria de 5 a 10 anos para se pagar, mas os equipamentos têm uma vida útil de 25 anos”, disse Sauaia.

O diretor-executivo da Absolar acredita que o custo dos equipamentos poderia ter uma queda de 20 a 25 por cento se o governo conseguisse desonerá-los das cobranças de IPI, PIS/COFINS e se os Estados concordassem com isenção do ICMS.

Uma fonte do governo federal que acompanha de perto o assunto afirmou, porém, que “dificilmente” haverá alguma desoneração para os equipamentos. Segundo essa fonte, o mais provável é que o governo federal tome alguma medida para ampliar o crédito para a compra dos equipamentos.

Em fevereiro, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Romeu Rufino, afirmou que o governo federal estudava linha de crédito específica para financiar aquisição de equipamentos para geração distribuída.

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), Rodrigo Aguiar, disse que é preciso criar um ambiente para atrair para o Brasil indústrias de equipamentos de energia fotovoltaica, a exemplo do que já aconteceu com a energia eólica.

“É preciso ter um arcabouço para que isso ocorra”, disse, afirmando, porém, que a desoneração da geração distribuída por parte do Confaz e do governo federal já deve ajudar o setor.”

Energia solar é alternativa para reduzir dependência

Custo ainda é alto, mas o risco de um eventual racionamento e a economia em médio prazo já justificam investimento em modalidade complementar

São Paulo – Com a crise hídrica e o aumento das tarifas de energia, empresários buscam na fonte solar um meio para economizar e evitar perda de produção em caso de racionamento. Embora os equipamentos ainda sejam caros, quem já instalou painéis fotovoltaicos diz que vale a pena.

É o caso da empresa carioca Qualy Lab Análises Ambientais. A ideia de investir para gerar energia complementar à da rede de distribuição surgiu no segundo semestre do ano passado, quando a estiagem no Sudeste começou a se estender. A instalação durou três semanas. Foram 134 painéis fotovoltaicos, com a intenção de gerar 4 mil kWh por mês.

Quatro meses depois, a empresa já consome essa energia e vislumbra em médio prazo o retorno de um investimento de R$ 270 mil, financiado pelo Banco do Brasil, com carência de seis meses. “Pela quantidade de KW consumida e de KW estimado produzido, teremos 100% de economia [na conta de luz]”, diz o vice-presidente da empresa, Claudio Moises. “O valor que seria pago à concessionária vai ser pago ao banco. No final das contas, o sistema se paga ao longo de cinco a oito anos, dependendo dos aumentos de tarifas”, calcula o executivo.

Para as consultorias que fazem projetos de instalação dos equipamentos, a persistência da escassez de água vai alimentar a demanda. José Renato Colaferro, sócio-fundador da Blue Sol Energia Solar, de Ribeirão Preto (SP), projeta um grande crescimento neste ano. “Numa previsão conservadora, esperamos que a procura dobre”, afirma. Ele explica que pequenas e médias empresas geralmente consomem a energia da rede em baixa tensão, que é mais cara. “Isso aumenta a competitividade da energia solar”, argumenta.

Apesar do interesse pela modalidade, o mercado ainda engatinha no Brasil. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o País tinha apenas três sistemas de geração conectados à rede até o fim de 2012. O número saltou para aproximadamente 300 apenas dois anos depois, mas ainda é baixo. E, em termos de potência, a fonte solar não representa nem 0,01% da matriz energética brasileira. Na Alemanha, onde essa modalidade é mais difundida, a participação na matriz chega a 10%.

No Brasil, o crescimento tende a ser maior nos próximos anos. O gatilho para isso foi dado em outubro do ano passado, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fez o primeiro leilão de energia renovável no país. Foram contratados cerca de R$ 7 bilhões em investimentos na construção de 31 empreendimentos de energia solar e mais 31 de energia eólica.

Incentivos x barreiras

Hoje, os equipamentos utilizados no Brasil são importados. Mas, no início do ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 26 milhões para a startup Pure Energy, controlada pela Cerutti Engenharia, implantar em Alagoas a primeira fábrica de painéis fotovoltaicos no País.

Para Rodrigo Lopes Sauaia, diretor executivo da Absolar, a tributação é uma barreira ao desenvolvimento do mercado. Quem investe em um sistema de geração deve se conectar à rede de distribuição para jogar nela o volume não consumido. Por determinação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), sobre esse valor incide Imposto sobre Circulação e Mercadorias e Serviços (ICMS), o que reduz o valor líquido obtido pelo gerador ao vender o que não consumiu. “O Confaz cobra de 30% a 40% da energia compensada, ou seja, ela perde valor quando é injetada na rede. Esperamos que eles revisem essa decisão”, diz.

A Alemanha usa um modelo de incentivo para quem gera esse tipo de energia, com uma tarifa diferenciada. Os Estados Unidos também oferecem um benefício tributário para incentivar a modalidade.

No Brasil, a expectativa é que as barreiras sejam reduzidas. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, afirmou recentemente que há negociações para estimular o uso da energia solar. O governo estuda novas linhas de financiamento para os equipamentos e discute com o Confaz a isenção de ICMS sobre o que é devolvido à rede distribuidora. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, reiterou na semana passada que o Confaz deverá efetuar uma “desoneração importante” para viabilizar a geração desse tipo. E ontem afirmou que o governo federal deve anunciar “muito em breve” novas políticas de incentivo à modalidade, entre elas a realização de novos leilões.

A Absolar diz desconhecer essas medidas. “Não recebemos uma descrição clara e abrangente dos incentivos planejados pelo governo. Se estas ações tiverem sucesso, conseguiremos superar uma parte relevante dos obstáculos que têm represado a demanda por energia solar fotovoltaica no país”, afirma Sauaia.

Publicado em Eficiência Energética, Sustentabilidade | Com a tag , , , | Deixe um comentário

PIB do Brasil vai passar por dois anos seguidos de queda, prevê BC

Fonte: Valor Online

Por: Denise Neumann

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Em cenário que não contempla racionamento de energia e água, o Banco Central (BC) estima que o Brasil vai passar por dois anos seguidos de retração do Produto Interno Bruto (PIB). O BC projeta queda de 0,5% no PIB de 2015 e revisou de alta de 0,2% para queda de 0,1% a estimativa para 2014, cujo dado oficial será divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas contas do BC, a queda será puxada pelo cenário doméstico, enquanto o mundo ajudará o Brasil neste ano, minimizando os efeitos negativos internos.

A instituição não incorporou em suas projeções a nova série das contas nacionais, cuja metodologia foi revisada. A projeção do BC ainda é mais otimista que a do mercado: no boletim Focus, a estimativa para o PIB de 2015 está em menos 0,83%.

Na revisão de 2014, as projeções do BC pioraram para todos os componentes da oferta, com a agricultura passando de crescimento de 1,4% para 1,3%, a indústria de menos 1,4% para menos 1,7% e o setor de serviços, de 0,7% para 0,6%. Pelo lado da demanda, piorou principalmente a projeção para o investimento, com queda ampliada de 7,1% para 8,2%.

Em 2015, na visão do BC, o investimento (medido pela formação bruta de capital fixo) será, mais uma vez, a principal nota negativa do PIB pelo lado da demanda, com queda de 6%. A demanda das famílias não cai, mas desacelera: a alta de 1% de 2014 cede lugar a uma expansão de apenas 0,2%.

O consumo do governo segue trajetória semelhante, passando de uma estimativa de alta de 1,8% no ano passado para 0,3%, como consequência do ajuste fiscal em curso no governo federal e também em vários Estados. De acordo com a instituição, ”o desempenho dos investimentos no curto prazo está influenciado, em parte, por eventos não econômicos associados ao risco hídrico, ao ambiente político e aos desdobramentos da operação Lava-Jato.

O BC ainda espera alta de 2,4% nas exportações e queda de 3% na importação. A projeção para as exportações, explicou a instituição, “reflete as perspectivas de crescimento para a agropecuária e para a indústria extrativa; a expectativa de maior crescimento global; e os ganhos de competitividade associados à mudança de patamar da taxa de câmbio”. Por outro lado, a redução projetada para as importações considera um “ambiente de moderação no consumo e a depreciação do real”. O BC ponderou ainda que, sozinha, a demanda interna provoca uma queda de 1,3 ponto percentual no PIB,  enquanto o setor externo ajudará a economia, com um impacto positivo de 0,8 ponto percentual.

Pelo lado da oferta, as projeções do BC mostram mais um recuo da indústria (queda de 2,3%) e resultado bastante fraco do setor de serviços (só 0,1% de crescimento). A agricultura, mais uma vez, é o lado positivo, com alta estimada de 1%. As projeções para 2015 não embutem racionamento de água e energia, mas consideram que o risco dessa situação afetará o otimismo de empresários e consumidores, com consequências negativas para a atividade.

(Denise Neumann | Valor)

Publicado em Brasil | Com a tag , , , , | Deixe um comentário