Seminários de inovação tecnológica e eficiência energética serão realizados no Nordeste

Fonte: Canal Energia

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Durante os dias 17 e 18 de agosto, a cidade de Salvador, na Bahia, vai sediar dois importantes eventos do setor. Se tratam do Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica e o Seminário de Eficiência Energética no Setor Elétrico. Os fóruns buscam apresentar os resultados alcançados nos Programas de Pesquisa e Desenvolvimento e de Eficiência Energética, que são realizados pelas permissionárias, concessionárias e autorizadas dos serviços de energia elétrica, reguladas pela Aneel. Será aceito ainda o envio de trabalhos técnicos para as reuniões.

Já entre os dias 7 e 10 de julho, ocorre no município de Campina Grande (PB) a Conferência Brasileira sobre Qualidade de Energia Elétrica. O objetivo do encontro é abordar o tema de maneira mais aprofundada, a partir de palestras de especialistas do setor e professores da universidade local. Trabalhos técnicos também serão recebidos pela comissão organizadora do seminário, que é promovido pela Universidade Federal de Campina Grande.

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Blog José N Construção Sustentável – Industrialização da construção civil: de tendência à realidade

Vejam que interessante a contribuição do Blog José N Construção Sustentável, no que tange ao processo de industrialização da Construção Civil.

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Industrialização da construção civil: de tendência à realidade

O Portal Construção a Seco publica reportagem exclusiva sobre a industrialização dos canteiros de obra.

Confira:
http://construcaoaseco.com.br/home/industrializacao-da-construcao-civil-de-tendencia-a-realidade/

Portal Construção a Seco
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Cel.: 11 98556-9225
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Brasil e EUA anunciam meta de 20% de fontes renováveis não hidráulicas na matriz elétrica

Fonte: Blog do Planalto

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A presidente Dilma Rousseff informou, nesta terça-feira (30), em declaração conjunta com o presidente americano Barack Obama, após realizarem reunião de trabalho, que Brasil e Estados Unidos tomaram a decisão conjunta de assegurar a participação de 20% de energia renovável na matriz elétrica, além de hidroeletricidade, até 2030. Os líderes também enfatizaram a importância do Diálogo Estratégico de Energia.

“Reconhecendo a necessidade de acelerar o emprego de energia renovável para ajudar a mover nossas economias, Brasil e Estados Unidos pretendem atingir, individualmente, 20% de participação de fontes renováveis – além da geração hidráulica – em suas respectivas matrizes elétricas até 2030″, declarou a presidente.

Considerando a matriz energética como um todo, eletricidade e combustíveis, Dilma também anunciou que o Brasil pretende atingir em 2030 uma participação de 28% a 33% de fontes renováveis (eletricidade e biocombustíveis) além da geração hidráulica. Ela afirmou, além disso, que o Brasil pretende eliminar o desmatamento ilegal em território nacional nos próximos 15 anos e, em igual período, pretende reflorestar 12 milhões de hectares de floresta.

O país também tenciona aprimorar práticas de baixo carbono em terras agrícolas e pastagens por meio da promoção da agricultura sustentável e do aumento da produtividade; promover novos padrões de tecnologia limpa para a indústria; fomentar medidas adicionais de eficiência energética; e aumentar a utilização doméstica de fontes de energia não-fósseis em sua matriz energética.

Conferência sobre o clima em Paris

Na declaração conjunta, Dilma e Obama também expressaram o compromisso de trabalhar entre si e com outros parceiros para superar potenciais obstáculos a um acordo ambicioso e equilibrado na Conferência Mundial da ONU sobre o Clima (COP21), que será realizada em Paris no dezembro próximo. A expectativa dos dois países é que haja uma sinalização firme à comunidade internacional que governos, empresas e sociedade civil estão decididos a enfrentar o desafio climático.

“A mudança do clima é um dos desafios centrais do século 21″, afirmou Dilma. A decisão anunciada de assegurar fontes renováveis na matriz energética, “tem muito a ver com as nossas perspectivas e a nossa participação em um acordo global de redução de emissões, para que a gente consiga, de fato, concretizar esse acordo na COP 21″, enfatizou Dilma.

“Saúdo essa decisão pela importância que tem o efeito estufa e o nosso compromisso de manter [a preservação] do meio ambiente e a redução da temperatura impedindo que ela aumente mais que 2 graus”, acrescentou a presidente. Dilma Rousseff lembrou também que Brasil e Estados Unidos são dois países continentais, que têm grandes áreas em que a meta de redução é muito importante. Citou o caso do Brasil, que não apenas reduziu o desmatamento, como também assumiu a meta de chegar ao desmatamento ilegal zero até 2030.

“Queremos virar a página e passarmos a ter uma política clara de reflorestamento”, disse. E destacou que o Brasil assumiu compromissos próprios com o código florestal. Dilma acrescentou que uma área essencial para dois presidentes é a colaboração no setor de eficiência energética. “Nós estamos comprometidos com consumos mínimos de energia, estamos comprometidos com equipamentos em prédios eficientes”, afirmou.

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GRUPAS divulga oportunidade na área de Facilities

Vaga: Gestão de Facilities do edifício sede da Itambé /
Grupo FMG

Será considerado diferencial: experiências anteriores no segmento.
Interessados deverão enviar CV com pretensão salarial para o
e-mail: iara.carvalho@itambe.net 


Ah, não se esqueça “A RAZÃO DO GRUPAS É VOCÊ

Bernadino Costa
Presidente

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O que é BIM?

Avatar de Luciano Hamed Chaves Haidar Sousa#BIM

BIM – Building Information Model, ou ainda, Modelo de Informação e Construção, é um modelo virtual, e esse modelo não é constituído apenas de geometria e texturas para efeito de visualização. Mas, trata-se de uma construção virtual equivalente a uma edificação real, possuindo assim, muitos detalhes no tocante a composição dos materiais de cada elemento, como portas, janelas, etc. Isso permite simular a edificação e entender seu comportamento antes de sua construção real ter sido iniciada. O modelo BIM pode ser utilizado para visualização tridimensional, para auxiliar nas decisões de projeto e comparar as várias alternativas de design e a “vender” seu design para o cliente.
Quanto as alternativas de gerenciamento, já que todos os dados são armazenados dentro de um arquivo “BIM”, cada modificação na modelagem da edificação será automaticamente replicada em cada vista, como plantas, seções e elevações. Isso não só ajuda a documentar o projeto de forma…

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Hoje é o dia internacional do cooperativismo

Em uma época em que “faltam dias no ano” para abraçar tantas comemorações, temos hoje, 04 de julho, a comemoração do dia internacional do cooperativismo, que ocorre simultaneamente com as comemorações do dia da independência nos Estados Unidos.

Sobre o cooperativismo, diria que, praticado de forma adequada, é sem sombra de dúvidas um bom caminho para conseguirmos atingir objetivos e o sucesso com a participação de mais “cabeças” e “mentes brilhantes.

O cooperativismo também visa atingir a um bem comum, um benefício para todos os envolvidos, seja ele em suas vidas profissionais, pessoais, ou mesmo em prol da comunidade local.

Nas empresas, o cooperativismo traz o sentido de união, de equipe, de busca por resultados almejados por departamentos e empresas. O cooperativismo também fortalece a relação entre colegas, permitindo com que cada um conheça o seu parceiro, suas habilidades e carências.

Isto é um dos fundamentos do trabalho em equipe.

Em nossa área de manutenção e operação, temos a oportunidade de observar situações interessantes, as vezes diferentes….

Ao mesmo tempo em que observamos a atuação de grupos e a prestação de auxílio mutuo, vemos também um eventual “separatismo” entre modalidades de manutenção (elétrica, civil, hidráulica, ar condicionado, automação, etc), geralmente causada pela contratação em separado e principalmente, pela falta de uma integração, o que pode ser claramente classificado como uma falha do gestor.

Já diziam os nossos antepassados que “várias cabeças pensam melhor do que uma só cabeça” e acredito que este velho ditado dispense qualquer comentário ou qualquer tipo de defesa.

Voltando à questão da falha de gestão, acrescento mais um ponto importante relacionado às nossas empresas, aos nossos locais de trabalho e até mesmo às nossas casas e famílias…

Os nossos jovens e funcionários (colaboradores, se assim preferirem) precisarão sempre de exemplos, ações estas que devem “obrigatóriamente” partir da chefia imediata, da gerência e alta direção, assim como do chefe de família em nossos lares.

Lamentavelmente, vários poderão não seguir o melhor caminho se não compreenderem a sua importância através dos exemplos.

Em 1994, quando fazia uma ronda matinal com um profissional americano com quem tive a oportunidade de trabalhar, o vi abaixar e pegar no chão um papel de bala, colocando-o em seguida em seu bolso do paletó.

Não resisti e lhe perguntei o porque de fazer aquilo, se poderíamos acionar a equipe de limpeza e ele calmamente e sabiamente me respondeu…

primeiro para que vc me visse, pois gostaria que enxergasse a necessidade de darmos este tipo de exemplo aos nossos colegas e colaboradores, transmitindo assim a visão de dono, que deseja sempre a “sua casa” limpa, organizada e totalmente funcional….

Em segundo lugar, por acreditar que o nosso pessoal não evoluirá sem exemplos que partam de nós, da média e alta gerência e direção

No entanto, o nosso maior “inimigo” nesta batalha do dia dia, pode-se traduzir no conjunto de maus exemplos que vemos todos os dias na TV e noticiários, e que vem de cima…….de nosso governo, que ainda distante desta cultura e sabedoria do cooperativismo, visa o individualismo e o interesse próprio…

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Bons projetos, planejamento e novas tecnologias

Fonte: Revista Infra

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Em entrevista à Revista Infra, presidente da Abrava afirma que bons projetos podem impactar positivamente no desempenho climático e energético das edificações

Brasil – A Revista Infra traz, em sua edição número 174, uma entrevista com o presidente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), Wadi Tadeu Neaime. Na conversa, ele explica que é comum, no setor de construção, observar falhas consistentes de projetos que na maioria dos casos acarreta em aumento de custos e atrasos na conclusão das obras. Wadi Tadeu esclarece que o planejamento muitas vezes é ignorado por uma questão comportamental, já que o ser humano tem como hábito pular várias etapas do planejamento.

O presidente da Abrava recomenda que os projetos de climatização sofrem do mesmo problema, o que num momento em que o custo da energia impacta diretamente nos custos da operação predial, pode representar um aumento considerável dos gastos.

Wadi afirma que a indústria da climatização está sempre evoluindo em busca de oferecer equipamentos cada vez mais eficientes. Ele revela que nos últimos 15 anos, o desenvolvimento da tecnologia voltada para os sistemas de ar-condicionado reduziram pela metade o consumo energético de cada aparelho.

“A refrigeração e o ar condicionado representam sistemas vitais na fabricação e conservação de remédios e de alimentos, nos procedimentos hospitalares e Data Centers, entre outros; além do conforto humano indispensável dentro dos modernos prédios comerciais, assegurando salubridade e produtividade”, explica Wadi Tadeu.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra

Revista Infra Abril_2015.pdf

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Construção verde em alta

Fonte: Correio 24 Horas

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O Brasil encerrou o primeiro trimestre com 966 edificações registradas para receber a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo Green Building Council Brasil. O número representa um crescimento de 5% em relação ao mesmo período de 2014 na quantidade de construções verdes no país – que adotam práticas para reduzir o consumo de água e elevar a eficiência energética, entre outras coisas.

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O que torna uma cidade sustentável?

Fonte: Deutsche Welle

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Alemanha – A cidade de Essen, no oeste da Alemanha, foi escolhida a “capital verde” da Europa para o ano de 2017 – um prêmio dado anualmente pela Comissão Europeia para exemplos de ações ambientalmente importantes, incluindo esforços locais para melhorar o meio ambiente no perímetro urbano e promover o crescimento sustentável.

Desde 2010, o título é concedido a cidades europeias com população superior a 100 mil habitantes. A premiação é dada sempre dois anos antes do período proposto. Para 2016, a vencedora foi Liubliana, na Eslovênia. A inglesa Bristol ganhou o título para 2015, e a capital dinamarquesa Copenhague, no ano passado.

Antigo centro de mineração de carvão, no coração do Vale do Ruhr, Essen foi reconhecida por superar o desafio da sua história industrial e reinventar-se de maneira ambientalmente sustentável. Depois, tornou-se exemplo para outras cidades.

Mas o que, afinal, faz uma cidade ser considerada “verde”?

Inovação em soluções climáticas

Para o concurso, um grupo independente de especialistas analisou as cidades com base em fatores como qualidade do ar, transporte, áreas verdes urbanas e medidas para lidar com as mudanças climáticas.

George Ferguson, prefeito de Bristol, na Inglaterra, descreve as mudanças climáticas como “o maior desafio” que as cidades europeias precisam encarar. Segundo ele, enfrentar isso depende de inovação – e muitas vezes com bom humor. Exemplo disso é o que ficou popularmente conhecido como “poo bus”, ônibus movido a fezes.

“É o ônibus número dois, e funciona por meio de dejetos humanos. Mas não cheira mal”, brinca Ferguson.

O “poo bus” faz parte da campanha de Bristol para reduzir a emissão de carbono em 40% até 2020. Outras medidas rumo a esse objetivo são apoiadas por projetos que incentivam o aumento da energia renovável e a redução no consumo de energia.

Simpatia em vez de punição

Antecessora de Bristol como “capital verde” da Europa, Copenhague tem ambições ainda maiores quando o assunto é mudança climática. A mais ousada é extinguir a emissão de carbono até 2025. Na última década, a cidade já conseguiu reduzir o índice em 40%.

Há ainda mais esforços dos dinamarqueses para aumentar as estruturas construídas com energia renovável e fomentar o uso adequado das bicicletas, com programas como o “bike-butler” (“mordomo de bicicleta”).

Quando as pessoas estacionam as bicicletas em locais inconvenientes, os “mordomos” as removem. Mas quando os ciclistas chegam para pegá-las de volta, eles não são punidos com multa, mas sim cumprimentados de forma amigável. Pode soar quase inacreditável, mas, além disso, a bicicleta ainda recebe um banho de óleo nas correias e tem os pneus cheios.

“Criando soluções aprazíveis e elegantes para quem pedala, tornamos a atividade ainda mais atrativa”, diz Lykke Leonardsen, chefe da agência municipal que tenta “livrar” Copenhague do carbono.

Aparentemente, funciona. Hoje, em Copenhague, 45% de todos os deslocamentos para o trabalho e para a escola são feitos de bicicleta.

Infraestrutura verde

Além de reduzir a emissão de carbono, uma “cidade verde” deve ser também literalmente verde. Isso, porém, não significa apenas ter parques. A expressão da moda em termos de planejamento urbano é “infraestrutura verde”, definida como áreas naturais projetadas para desempenhar uma série de funções.

Ronan Uhel, da agência europeia de meio ambiente, conceitua a infraestrutura verde como “uma solução de base natural” que também pode contribuir para a preservação da biodiversidade.

“Pode estar relacionado à eficiência energética de prédios, pode suavizar as divisões das nossas paisagens, pode ser útil para regenerar a acessibilidade aos rios”, diz Uhel.

Um grande projeto em Copenhague envolveu a criação de uma rede de áreas verdes que pode absorver a água das chuvas – resultado de um replanejamento devido a uma tempestade, em 2011, que causou grandes danos à infraestrutura da cidade e ameaçou risco de vida a várias pessoas.

Agora, essas áreas desviam a água da chuva, ajudam a limpar o ar e atuam como espaços conjuntos para a comunidade.

“Isso está esverdeando a cidade, deixando-a mais saudável e atrativa”, afirma Leonardsen.

Ligação com a economia

Martin Powell, chefe de desenvolvimento urbano da empresa alemã Siemens no Reino Unido, salienta o quão isso é importante:

“Uma cidade verde é absolutamente essencial para atrair o capital humano que você quer ver trabalhando e vivendo no local”, diz.

Powell afirma que os municípios e a iniciativa privada podem “pegar carona” e colocar a infraestrutura verde para investimentos. Ele sugere que, quando grandes edifícios passam por uma renovação energética, podem incluir algumas características.

“Por que não integrar com um telhado verde um lugar permeável, no lado de fora, para ajudar no escoamento da água vinda da superfície, uma drenagem sustentável e outras infraestruturas verdes?”, sugere Powell.

Ferguson, prefeito de Bristol, finaliza dizendo que as cidades são, ao mesmo tempo, fontes de muitos problemas, mas também de muitas soluções.

“Se as cidades podem se tornar um laboratório de mudanças, os benefícios podem ser espalhados por toda a Europa. Uma cidade, sozinha, não vai mudar o mundo. Mas se compartilharmos ideias, e também os problemas, vamos compartilhar as respostas, e aí poderemos mudar o mundo”, conclui.

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Arquitetos de Curitiba criam casa sustentável a partir da energia solar

Fonte: Portal G1

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Com a consciência de que podem contribuir para um sistema energético mais sustentável, os arquitetos Diogo Moro Cunha e Fabrícia Cunha construíram a casa onde moram, em Curitiba, com um sistema de micros geradores, que funcionam a partir da captação solar.

Toda a casa foi pensada para ter alternativas sustentáveis. A família reaproveita a água da chuva, não usa gás e instalou painéis de captação solar. O mecanismo é regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Você tem que realmente acreditar, gostar e trabalhar para isso. Você não pode simplesmente pensar nos números. Ainda hoje é um retorno demorado. Então só ‘planilhar’, colocar na ponta do lápis, realmente muita gente vai falar: ‘será que vale a pena ou não vale?’. Então, por isso que eu digo, você tem que acreditar na questão da sustentabilidade”, diz Diogo.

O sistema de geração funciona da seguinte forma: os painéis de captação transformam a energia do sol na eletricidade que é consumida dentro de casa.

Como o sistema é interligado ao da Companhia Paranaense de Energia (Copel), a energia que não é consumida vai para a rede de distribuição, e um relógio contabiliza o que foi gerado.

Quando o sol se põe, a casa pega a luz do sistema convencional. O relógio, então, marca a entrada da energia. A conta de luz representa o saldo – são cobrados os quilowatts consumidos ou, se o sistema implantado na casa do Diogo e da Fabrícia gerou mais energia, o casal fica com um crédito.

Potencial de geração solar

A energia do sol convertida em energia elétrica quase não é usada no Brasil. Corresponde, apenas, a 0,01% da produção de energia no país, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No Paraná, a fonte também é pouco explorada, mas o potencial de geração é grande.

A produção de energia solar depende da quantidade de sol. Um dia nublado produz menos energia elétrica que um dia de céu azul, e o Paraná é um dos estados com a menor incidência de sol (5,0 kwh/m² por dia). Entretanto, a maior produtora de energia solar do mundo é a Alemanha, que tem uma incidência de sol menor (3,4 kwh/m²).

Segundo o engenheiro eletricista Lúcio de Medeiros, investimentos nessa e outras fontes alternativas são importantes para que a demanda de consumo de energia no Brasil possa ser atendida. “O país precisa acrescentar cerca de quatro a cinco giga watts ao ano para conseguir atender a sua demanda. Se isso não for feito, corremos outro risco de racionamento mais adiante”.

A Aneel acredita que até 2024 seja produzida mais energia nos telhados do que nas usinas nucleares de Angra I e II juntas. “Estamos aproveitando o sol, mas pode ser aproveitado vento, as diferenças de temperatura, várias outras fontes que estão ao nosso redor. Basta nós aprendermos a usar o que deus nos deu, essa energia toda abundante que existe na natureza”, conclui Lourival Lippman, pesquisador do Instituto Lactec.

Painéis solares

Uma pesquisa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontou que quatro em cada dez brasileiros têm interesse em instalar painéis solares em casa, mas o preço ainda é uma barreira. O investimento inicial para a instalação varia entre R$10 mil e R$ 15 mil. Por outro lado, é um sistema com pouca manutenção e vida útil de mais de 20 anos.

O pesquisador do Instituto Lactec Fabiano Ferronato conta que o governo está investindo mais nesse tipo de geração energética. “O governo tá olhando muito mais agora para esse lado. Estão vindo incentivos, têm leis entrando, têm estudos sendo feitos. É uma energia limpa, ecologicamente correta e que, no final, o consumidor vai perceber que a conta de luz vai ser cada vez mais baixa”, explica Ferronato.

Sistema interligado

Assim como a casa do Diogo e da Fabrícia está interligada ao sistema de distribuição de energia da Copel, o sistema da companhia está interligado ao nacional. Segundo o diretor de negócios e desenvolvimento da Copel, Jonel Iurk, todas as regiões do país produzem e transmitem energia para outras regiões.

Quem faz esse gerenciamento é o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), conforme a demanda e a produção de cada região. “É um gerenciamento externo que a Copel acaba acatando essas recomendações e disponibilizando, portanto, conforme a demanda nacional, a energia disponível no Paraná”.

Pesquisa

Pesquisadores do Instituto Lactec, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), que fica em Curitiba, desenvolvem vários projetos para aproveitar a energia que vem do sol. Em alguns desses projetos, são desenvolvidas tecnologias para o cotidiano.

É o caso dos capacitores criados para carregar aparelhos eletrônicos. É um sistema que não precisa de baterias, de manutenção e de nenhuma outra fonte de energia além do sol. Lourival Lippman, um dos pesquisadores do Lactec, explica que esses capacitores têm várias aplicações e são mais duráveis do que as baterias convencionais.

“Enquanto uma bateria dura cerca de dois anos, um super capacitor pode durar 20 anos, 10 vezes mais. Imagine se você pudesse esquecer que tem que trocar a bateria do seu automóvel ou a bateria do seu celular? Seria muito interessante.”, explica Lippman.

Outro projeto desenvolvido no Lactec é o girassol, um aparelho que ganhou esse nome porque acompanha o movimento do sol. Esse aparelho não converte a luz do sol em energia elétrica, ele coleta a luz solar e a transporta diretamente para dentro de um ambiente por meio de fibras ópticas.

Além disso, todos os laboratórios e o estacionamento do instituto usam a energia solar, por meio de placas fotovoltaicas instaladas no telhado. Essas placas transformam a luz do sol em energia elétrica.

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