Coordenação de Projetos – vejam abaixo o ótimo post criado por Luiz Henrique Ceotto sobre o tema. Vale a pena a leitura!!

Por: Luiz Henrique Ceotto 

(clique sobre o nome para acessar o perfil do Ceotto no facebook, onde o post foi divulgado)

A coordenação de projetos deve ser exercida por profissional qualificado

Muitas empresas e gerentes ainda vêem os processos de coordenação de projetos com conceitos superados e limitados. Algo limitado ao simples agendamento de reuniões técnicas semanais e a cobrança do que ficou combinado. O trabalho é deixado para ser feito nas próprias reuniões onde participam muitos profissionais que nada tem a ver com o assunto, tornando-as longas e enfadonhas, com muita perda de tempo e foco de todos os envolvidos.

Decisões são tomadas sem o envolvimento de quem realmente tem o poder de decisão e são frequentemente invalidadas após muita atividade improdutiva. Essa ineficiência é muito mais comum do que se imagina e muitos profissionais têm dificuldades de encontrar uma saída.

A solução está em considerar o processo de gestão de projetos de forma mais abrangente e organizada. Esse processo tem que ser estruturado levando-se em conta que dois importantes fluxos acontecem em qualquer processo gerencial: o fluxo de informações e o fluxo de decisão. Existem várias possibilidades de solução, muitas vezes criando-se instrumentos simples e tendo um mínimo de disciplina é possível se obter excelentes resultados. Alguns instrumentos são sugeridos a seguir e são unanimidade entre os mais experientes gerentes de projeto:

1- Instrumentos básicos de coordenação de projetos: são instrumentos que devem ser elaborados e padronizados de forma a evitar perdas de tempo com atividades burocráticas que não agregam valor. Desses, os mais importantes são os escopos de cada projeto e os contratos com projetistas. Ambos são documentos que variam muito pouco na relação entre projetistas e incorporadores/construtores e já estão bastante discutidos e disponibilizados pelas associações de projetistas, SECOVI e SINDUSCON. Cada empresa contratante deveria ter seu escopo de projeto e seu contrato padrão previamente definidos e discutidos com seus projetistas, afinal, como existe uma grande fidelização entre projetistas e contratantes, não tem sentido discutir esses assuntos no início de cada novo projeto. Somente o custo e os prazos dos serviços deveriam ser pautados para discussão.

2- Autoridade do coordenador: é fundamental que o coordenador tenha autoridade junto aos projetistas de aceitar ou rejeitar a entrega de qualquer etapa e consequentemente, autorizar ou reter o seu respectivo pagamento. Se feitos diretamente pela empresa contratante (incorporadora ou construtora), a revelia do gerente de projetos, desautorizam-no com conseqüências nocivas no prazo e na qualidade dos trabalhos.

3- Manual de diretrizes: deve especificar de forma explicita as premissas que os projetistas deverão usar no projeto, nas diversas matérias envolvidas e representa a experiência das empresas incorporadora e construtora em empreendimentos anteriores, aplicáveis ao projeto em questão.

4- Matriz de responsabilidade: é um documento que contempla de forma explícita todas as fases de projeto, seus produtos e a responsabilidade de cada um dos envolvidos. Evita que haja superposição ou indefinição de responsabilidades, erro muito comum nesse processo gerencial, deixando de forma clara quem participa quem decide e o que precisa ser entregue em cada etapa.

5- Fluxo de atividades: é um instrumento que define de forma geral o fluxo de atividades contido na matriz de responsabilidades, suas precedências e os prazos esperados. Não deve ser demasiadamente detalhado, pois pode fazer a coordenação de projetos se perder num cipoal de atividades menores perdendo o foco no essencial. Esse fluxo deve ser permanentemente revisado e é um importante instrumento para se avaliar o impacto do atraso de uma atividade no restante das etapas de projeto ou mesmo no seu término. Serve também como instrumento de entendimento da relação cliente-fornecedor interno de toda a cadeia de valor do projeto.

6- Validações (“milestones”): são reuniões formais que validam o conteúdo e as decisões de uma fase de projeto de forma que, ao se passar para uma fase subsequente, não se corra o risco de se voltar atrás em definições tomadas. Esse é um importante fator de atraso onde muitas vezes decisões são tomadas por quem não tem a autoridade necessária para tal.

7- Reuniões de coordenação de projetos: devem ser poucas, específicas e voltadas para decisões que envolvam três ou mais matérias simultaneamente. Devem participar somente os envolvidos, serem curtas, terem atas das decisões tomadas e, acima de tudo, muito claras e resumidas. Os projetistas devem ser estimulados e cobrados para fazerem reuniões de entendimento entre si antecipadamente, sem a necessária presença do coordenador, de forma a trazerem propostas de solução já compatibilizadas, deixando para a reunião somente as decisões necessárias. A não observância desse item tem feito muitos projetistas deixarem para trabalhar interfaces somente nas reuniões, tornando-as improdutivas, demoradas e muitas vezes indecisas.

8- Acompanhamento contínuo do custo das decisões de projeto: esse é o item mais importante do processo da coordenação de projetos e evita sustos tardios onde um empreendimento ultrapassa o valor previamente estipulado nos estudos de viabilidade. Esse item requer estimativas de custo constantes mesmo em fases iniciais de concepção. O custo esperado em cada subsistema da obra deve ser informado previamente aos projetistas como premissa de projeto e contemplados formalmente nos documentos de diretrizes. Devem ser avaliadas o custo de todas as decisões de arquitetura e de engenharia, seu impacto na construtibilidade e no orçamento final do empreendimento.

9- Check-List: todo gerente de projeto deve se munir de um instrumento detalhado de verificação antes de liberar uma etapa de projeto para a respectiva validação. Deve contemplar itens de verificação de diretrizes, das principais interferências entre subsistemas, das normas técnicas e levar em conta também os principais erros que aconteceram no passado. Esse check-list deve ser atualizado após cada projeto onde novos itens poderão ser incorporados ou suprimidos em função de sua maior ou menor ocorrência. Nesse ponto, muitas empresas estão adotando o check-list feito por um projetista de mesma matéria, também conhecido por “peer-review” (revisão por um par). Um profissional que num empreendimento é o projetista pode ser “peer-review” em outro, alternando sucessivamente seu tipo de participação. Com um pequeno acréscimo no custo dos projetos é possível se ter uma verificação bastante especializada evitando-se erros importantes que ponham em risco o sucesso de um empreendimento.

10- Avaliação dos projetistas e do coordenador: no final de cada etapa do projeto os projetistas devem ser avaliados em relação às principais expectativas do contratante. Essa avaliação deve ser conduzida pelo coordenador com a presença do contratante e devem ser avaliados itens como presteza dos serviços, proativade na solução dos problemas, interação com os outros projetistas, cumprimento de prazos, qualidade na apresentação dos projetos e especificações, etc. Esse é um dos principais instrumentos de melhoria contínua do nível dos projetistas e que infelizmente, tem sido pouco usado pelas empresas contratantes.

11- Experiência do coordenador: A coordenação de projetos deve também ser exercida por profissional qualificado e esse é um ponto que as empresas contratantes devem ter máximo cuidado. A atividade de coordenação é muitas vezes terceirizada sem o devido cuidado e muito mal remunerada. É comum se confundir erradamente a elaboração do projeto executivo de arquitetura e da compatibilização entre os projetos como a da própria coordenação. Embora importantes, essas duas atividades são partes do processo de coordenação e não podem ser confundidas com o escopo da coordenação em si. O gerente deve ter um bom conhecimento do processo construtivo adotado e ter experiência de obra.

Entretanto, por melhor que sejam os gerentes, projetistas, consultores e o processo de coordenação, tudo pode dar errado se o incorporador não souber o que quer e os objetivos a serem atingidos.

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Maturidade profissional não está ligada à idade

Fonte: Catho – Carreira e Sucesso

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Já não é novidade que, no contexto corporativo, as pessoas são julgadas e avaliadas muitas vezes mais pelo lado comportamental do que pelo técnico. E uma grande parcela das atitudes e postura dos profissionais é relacionada à maturidade, que não necessariamente está ligada ao tempo atuando em uma empresa ou no mercado como um todo.

“A experiência profissional contribui para a maturidade, mas não tem uma relação direta. Tanto que hoje existem profissionais muito jovens, de 20 a 25 anos, com responsabilidades de gestão e nível de comprometimento grande com as empresas onde atuam”, relata Mariana Almeida, gerente de RH da Mega Sistemas Corporativos.

Pessoas com baixa maturidade passam uma imagem para a empresa que pouco contribui para seu crescimento – cargos de gestão ou de tomadas de decisão, por exemplo, acabam ficando mais distantes.

“As mentiras, comportamentos infantilizados, egocentrismo, falta de foco, extrema competitividade em atividades que não são essência do trabalho e brincadeiras inapropriadas no ambiente de trabalho são algumas das características associadas à baixa maturidade profissional”, aponta Henrique Veloso, especialista em gestão de pessoas.

A imaturidade pode fazer com que o profissional se acomode demais na empresa, e permaneça por muito tempo estagnado em determinada função, mas também pode provocar a instabilidade do indivíduo, fazendo com que mude de emprego constantemente.  “Não encarar os problemas de frente e fugir das responsabilidades não colabora nem um pouco com o desenvolvimento profissional, que é consequência da imaturidade”,  conta Mariana.

Como atingir a maturidade

Ser autocrítico é fundamental para encontrar uma postura equilibrada e madura perante o contexto da organização onde atua. A inteligência e o controle emocional bem desenvolvidos são o espelho de um profissional maduro, e saber driblar e superar situações de pressão, cobrança e de conflitos é prova de que o sujeito é bem preparado.

Uma postura madura geralmente contagia e engaja os colegas de equipe, e leva, muitas vezes, o profissional a caminho de um cargo de liderança – a empresa geralmente valoriza e enxerga a maturidade de um funcionário, e abre espaço para que se desenvolva como gestor.

“Ser maduro profissionalmente permite saber lidar com as diferenças entre os indivíduos, saber se comunicar melhor, ou seja, dar e receber feedbacks sobre o trabalho, trabalhar em equipe, reconhecer falhas e aprender com elas. A maturidade também colabora para encarar situações desconhecidas e de pressão, permitindo lidar melhor com o estresse ocupacional”, opina Veloso.

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Eficiência energética para atender a demanda de consumo de energia

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Por: Heverton Bacca Sanches, com Antonio Cesar Germano Martins, Fernando Pinhabel Marafão, Flávio Alessandro Serrão Gonçalves e Helmo Kelis Morales Paredes*

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O Brasil por meio do Ministério de Minas e Energia, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e outros, conhece as características e números do consumo energético nos seus setores residencial, predial público e comercial, industrial e de transportes. Porém, necessita de ações mais efetivas para melhorar a eficiência energética e, consequentemente, aproximar a produção com a demanda, sem os vultosos investimentos necessários para se construir grandes instalações de produção de energia.

No Brasil, segundo o relatório Resultados Procel 2015, a economia de energia, em 2014, foi de 10,517 bilhões de kWh, alcançando a marca de 2,2% de todo o consumo nacional de energia elétrica no período. Isto equivale ao consumo de energia anual de aproximadamente 5,25 milhões de residências brasileiras, ou 1,425 milhão de toneladas equivalentes de dióxido de carbono. Isso corresponde às emissões proporcionadas por 489 mil veículos durante um ano ou ainda a energia fornecida por uma usina hidrelétrica com capacidade de 2.522 MW. Como comparação, a Usina Hidroelétrica de Paulo Afonso IV no rio São Francisco possui uma capacidade instalada de 2.460 MW.

Considerando o clima e a localização privilegiada do Brasil, o estímulo ao uso de sistemas solares poderia ajudar significativamente na diminuição do consumo de energia elétrica no aquecimento de água. Além disto, seria interessante seguir a tendência mundial de crescimento no uso de sistemas de mini e microgeração de energia distribuída, em especial às fotovoltaicas.

Sugerir o uso de sistemas de controle da iluminação com melhor aproveitamento da iluminação natural, automação por meio de sensores de iluminação e dimerização, e principalmente a troca das instalações para a tecnologia Light Emission Diode (LED) podem levar a ótimos resultados, não só nas residências como nos prédios comerciais, públicos e até mesmo nas indústrias.

Projetos arquitetônicos com melhor circulação ou aproveitamento do ar natural, áreas verdes em telhados e nos arredores das construções, isolamento térmico, sistemas de climatização mais eficientes com variação de velocidade (tecnologia inverter), bem como o estudo e implementação de sistemas de troca de calor, podem ajudar na melhora da eficiência no quesito condicionamento de ar.

Na indústria percebe-se que ainda existem oportunidades principalmente nos sistemas motrizes, ou seja, pela utilização de motores elétricos com maior rendimento, cálculo mais adequado das cargas que esses motores acionam e a utilização de inversores de frequência e soft-starters, por exemplo.

No setor de transportes, o Brasil adotou políticas de estímulo ao desenvolvimento da eficiência dos veículos novos por Ciclo Otto e da tecnologia Flexfuel que permite o uso de gasolina ou álcool no mesmo motor. Porém, é importante iniciar um projeto de estímulo ao desenvolvimento e adoção de veículos híbridos e elétricos, principalmente pelo fato dos números do transporte individual serem elevados no país. Além disto, deve-se trabalhar no sentido de se incentivar o uso de transportes coletivos. É importante ainda que o país estimule o desenvolvimento dos modais hidroviários e ferroviários, não só para o transporte coletivo, mas também para o de carga, o que poderia refletir diretamente no consumo do diesel.

Pode-se verificar que existem grandes oportunidades para se investir na melhoria da eficiência energética como meio de se atender a demanda e diminuir a pressão pela instalação de grandes empreendimentos no setor de geração de energia.

* Heverton B. Sanches é aluno de pós-graduação da Unesp-Sorocaba. Antonio Cesar G.Martins, Fernando P. Marafão, Flávio A. S. Gonçalves e Helmo K. M. Paredes são professores da Unesp-Sorocaba.

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USGBC certifica o primeiro empreendimento em sua versão LEED V4 no Brasil

Apesar de construido com uma pequena área, o projeto Lar Verde Lar engana pelo seu tamanho, uma vez que contempla algumas das mais modernas tecnologias embarcadas em uma edificação, tais como a geração de energia com células fotovoltaica, o uso de aquecimento solar, sistema de iluminação eficiente e sistema de irrigação pot zoneamento e tipo de plantação.

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Esta mais nova edificação está localizada na cidade de Governador Valadares em MG e abriga a sede de uma tradicional empresa de controle de pragas, a empresa CONTROLE.

Convidamos à todos para que conheçam um pouco mais sobre este belo projeto, que conquistou a certificação como LEED GOLD V4.

Segue o link para a página do site dedicado ao projeto, onde vcs terão acesso as notícias e informações.

Segue o link para um pequeno filme produzido por uma das empresas envolvidas.

 

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Curso de Gestão da Operação & Manutenção – Inscrições se encerrarão amanhã!

A&F Treinamentos

A A&F Cursos e Treinamentos informa que as inscrições para o seu curso de Gestão da Operação & Manutenção que será realizado na Capital Paulista em abril, serão encerradas amanhã, dia 21 de março.

O curso oferecido em São Paulo será o de Gestão de Operação & Manutenção – Módulo Básico (16 horas) e Módulo Avançado (16 horas), sendo que neste último, os participantes exercitarão em classe as atividades de planejamento e definição dos meios de controle, através de dinâmicas em grupo.

Trata-se de um modelo inovador e mais completo para o tradicional curso oferecido no mercado, pois a A&F entende ser possível ampliar e melhorar o aprendizado através de técnicas aplicadas conduzidas pelos docentes, além de promover a troca de experiências.

Site A&F Cursos

Aos que ainda não se inscreveram, convidamos para que naveguem em nosso site de cursos (clicando na imagem acima) e conheçam um pouco mais do que lhes será oferecido.

Trata-se de uma oportunidade praticamente única em SP, uma vez que a A&F não realizarará várias turmas de seus curso, justamente pela especificidade e pelo nível de customização implantado.

Além das informações gerais sobre os cursos oferecidos, que podem ser localizados na página principal do site, você encontrará também:

  • Página “Nossos Cursos” – mais detalhes sobre os cursos oferecidos
  • Página “Nossos Docentes” – A apresentação dos dois profissionais que encabeçam este projeto de treinamento, ambos com mais de 20 anos de experiência na implantação e gestão de áreas de manutenção e utilidades
  • Página “Agenda 2017” – A proposta de data para os eventos previstos para o correr no Rio de Janeiro (capital) e em São Paulo (capital)
  • Página “Investimentos / Inscrição” – Além dos valores para cada curso, vc encontrará a ficha de inscrição à ser preenchida e posteriormente encaminhada
  • Página “Contato” – Abre uma ficha para preenchimento online, através da qual vc poderá nos solicitar algum esclarecimento adicional

Mas lembre-se…. Por respeitar uma política de spam e costumeiramente não encher caixas postais com mensagens repetitivas, a A&F não enviará muitos mais “lembretes” para que efetue a sua inscrição e recomendamos para que entre em contato e assegure a sua vaga.

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Comentários do blogueiro: Governo quer apressar projetos que liberam terceirização do trabalho

É realmente assustador e lamentável como ainda se enxerga a atuação de sindicatos no Brasil…

Criados no início do século XX para a defesa das condições de trabalho de funcionários em indústrias manufatureiras, período este no qual se tornava, de fato, necessária a organização e ajustes após um enooorme e tenebroso período de escravidão em nossa história, os Sindicatos foram “encorpando-se” ao longo dos anos, auxiliados por leis governamentais e mais a frente, por leis trabalhistas.

Porém, verifica-se também em sua história o direcionamento político destas instituições, misturando-se com questões supostamente relacionadas à sua atividade fim, embora por muitas vezes bastante controversas.

Como resultado desta “evolução”, nos deparamos nas últimas décadas com estruturas por vezes enormes, hierarquizadas e que muitas vezes se assemelham a estatais ainda burocratizadas…. Quanto a sua atuação política, vimos ainda o nascimento de um partido político e a ascenção ao posto máximo de nossa estrutura governamental, o que ecoa até hoje como vitória e conquista por parte destas instituições.

Mas e quanto a principal questão, o principal objetivo destas instituições?

Será que não se perdeu este princípio fundamental, ao ser inundada por esta politização dos sindicatos e pelo crescimento de aspectos como a soberba e desejo de “poder” por alguns de seus comandantes?

O fato é que não vivemos mais a mesma realidade do início do Século XX!!!

Já há algumas décadas, principalmente fora do Brasil, o mundo caminha para a terceirização e para o modelo de trabalho home office, como forma de se assegurar a competitividade destas “industrias” e a sobrevivência de empregos.

É evidente que neste momento, a atuação de sindicatos é importante para se assegurar as condições mínimas e necessárias de trabalho, evidentemente onde existam tais riscos. Entretanto, nadando em um sentido contrário em relacão a este movimento pela competitividade e sobrevivência, ainda vemos a “luta” pela manutenção de modelos hoje quase condenados  e que pouco ou em nada ajudarão a preservação de empregos.

Há quase duas décadas tornei-me um prestador de serviços, terceirizado por força do mercado, que também buscava por reduções de custo e por uma maior competitividade. Apesar de levemente inseguro na ocasião, abracei esta oportunidade (como tantos outros em nosso país) e reinventei, inovei, criei uma série de outras oportunidades que me fizeram crescer ao longo destes anos, construindo e prosperando com o meu próprio negócio.

Em meio a um momento claro de mudanças em nosso país, precisamos ainda nos libertar destas “correntes e preconceitos” que ainda persistem no que se refere a legislação trabalhista pois, se desejamos de fato sobreviver às mudanças globais, os nossos sindicatos precisarão, como dizem os jovens, fazer uma “DR”, ou seja, discutir a sua relação com os trabalhadores e com os mercados aos quais se propõe atuar e ajudar.

Precisamos demover estas cabeças com pensamentos ainda “medievais” de uma suposta “preservação”, quando temos hoje claramente outras ameaças que precisam ser identificadas e combatidas.

Leia a matéria de O Globo sobre: Governo quer apressar projetos que liberam terceirização do trabalho

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Governo quer apressar projetos que liberam terceirização do trabalho

 

 

 

Fonte: O Globo

Por: Geralda Doca

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

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Desemprego. Busca de vagas em banco da Central do Brasil. Governo acredita que projetos vão gerar empregos – Antonio Scorza / Agência O Globo

Na tentativa de gerar empregos de forma mais rápida e, ao mesmo tempo, assegurar a arrecadação com impostos e contribuições federais, o governo decidiu juntar dois projetos que tratam da terceirização e apressar a votação deles no Congresso. Um está em fase final de votação na Câmara dos Deputados e, outro, no Senado.

A ideia é aprovar, nas próximas duas semanas, o projeto 4302, enviado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1998 e que permite a contratação de terceiriazados de forma irrestrita, além de anistiar as empresas de multas e penalidades aplicadas com base na legislação vigente. A mesma proposta amplia o contrato de trabalho temporário de 90 dias para 180 dias. Aprovado, o texto seguirá para a sanção presidencial.

Enquanto isso, a base do governo vai trabalhar para aprovar no Senado outro projeto (4303/2014), que também permite a terceirização de forma ampla. Porém, ele obriga as empresas contratantes a reterem na fonte, descontar na fatura da prestadora de serviços e recolher diretamente para a União impostos e a contribuição previdenciária. A legislação atual determina apenas a retenção na fonte nos contratos de cessão de mão de obra, como atividades de vigilância, limpeza e informática.

TERCEIRIZADA SERIA ACIONADA PRIMEIRO

Porém, como há pontos divergentes entre as duas propostas, o governo está fechando um acordo com os líderes para aprovar, sem alteração, primeiro o da Câmara e, logo em seguida, o do Senado. A ideia, segundo um interlocutor, é juntar os dois, numa espécie de mix, e encaminhar ao presidente Michel Temer para sancionar alguns itens e vetar outros.

A decisão foi tomada no fim de semana, durante reunião do presidente com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado. O assunto foi tratado novamente anteontem em reunião entre líderes dos partidos da base e da oposição com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Uma divergência central entre os dois projetos — o que está na Câmara e o do Senado — diz respeito à responsabilidade da empresa contratante. O projeto da Câmara cria a responsabilidade subsidiária: no caso do não pagamento dos direitos trabalhistas, o trabalhador aciona primeiro a empresa prestadora de serviço e, se ela não comparecer, a contratante. Já o projeto do Senado institui a responsabilidade solidária, na qual o trabalhador pode escolher a quem acionar judicialmente.

Segundo assessores do presidente, o governo prefere a primeira opção — defendida pelos empresários. A retenção de impostos e da contribuição previdenciária também deve ser mantida pelo presidente, apesar das queixas do setor produtivo, sob alegação que a medida representa antecipação de tributos.

O projeto da Câmara é mais simples e não entra na questão tributária. Apenas abre a possibilidade irrestrita para a contratação de terceirizados e veda que esse tipo de contrato seja firmado nos casos de existência de vínculo empregatício. Este item também está contemplado na proposta do Senado.

Representantes do setor produtivo reclamam que o texto do Senado tem penduricalhos e não resolve de forma definitiva a questão da insegurança jurídica. Ele autoriza, por exemplo, a terceirização de “parcela de qualquer atividade” da contratante.

Atualmente, a terceirização não pode ocorrer nas chamadas atividades-fim (principal negócio da empresa), apenas nas atividades-meio (de apoio). Este é o entendimento da Justiça trabalhista. Para o setor produtivo, a vedação prejudica os processos de especialização das empresas, além de gerar risco jurídico.

SINDICATOS REAGEM

Outro ponto de discordância dos empresários no projeto do Senado se refere à representação sindical, no caso de a empresa contratar uma prestadora de serviços do mesmo ramo de atividade econômica. Neste caso, a proposta dá aos sindicatos poder para representar os terceirizados e com isso fazer valer os mesmos direitos da categoria. Para o setor produtivo, isso pode inviabilizar a terceirização, porque pode implicar em aumento de custos.

As centrais sindicais não aceitam a terceirização e foram pegas de surpresa com a decisão do governo de emplacar logo o projeto da Câmara. Os dirigentes sindicais estão se mobilizando junto aos partidos da oposição e da base em defesa da proposta do Senado, sob o argumento de que ela resguarda direitos aos terceirizados.

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GRUPAS lembra à todos sobre a sua reunião programada para a próxima 4a feira em SP

Prezados amigos !

Segue convite da reunião GRUPAS – ABRAVA

Data: 22 / 03 / 2017 (4ª.feira)

Hora: 8h30 às 12h00
Local:
 ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração,

             Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento

              Av. Rio Branco, 1492 – Campos Elíseos – São Paulo

              CEP 01206-001 (Veja o Mapa)

Dica: Pista centro-bairro (Marginal Tietê).

Estacionamentos:

Opção 1 – ABRAVA, gratuíto – sujeito a disponibilidade de vagas

Opção 2 – DGA Park Estacionamentos – Av. Barão de piracicaba, 843

                   Preço bem acessível.

Agenda do dia:

– 08:30h – Wellcome Coffe

– 09:00h – Tema 1: “Reduzindo Despesas sem demitir empregados”

                   Vanessa Cristina Ziggiatti Padula

                   Empresa PK – Pinhão e Koiffman Advogados

– 09:45h – Tema 2: “Oportunidades e Desafios com o segmento de

                                  Facilities”

                   Genivaldo Rosa – Daikin-McQuay Ar Condicionado Brasil

                   Henrique Cury – Presidente Qualindoor ABRAVA

– 10:25h – Coffe-break / Networking

– 10:45h – Tema 3: “Autogestão da Carreira”

                   Edson Kubota – Consultoria Kazzè Recursos Humanos

                   Luiz Carnielli – Consultoria Kazzè Recursos Humanos

– 11:15h – Assuntos Gerais GRUPAS e Encerramento

Com esta agenda, na certa, teremos uma manhã muito produtiva.

Confirme sua presença, afinal “A RAZÃO DO GRUPAS É VOCÊ”. 

Vagas limitadas!

PARA CONFIRMAR SUA PRESENÇA CLIQUE AQUI <<<

Atenciosamente,
Severiano Santos 
Gestão 2017

presidente@grupas.com.br

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RICS realizará nesta semana em SP o Workshop – Gestão Estratégica de Facilities

Clique na chamada abaixo para obter mais informações.

Workshop Gestão Estratégica de Facilities

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Curso de Gestão da O&M em SP: Inscrições se encerram no dia 21/3

A&amp;F Treinamentos

A A&F Cursos e Treinamentos informa que as inscrições para o seu curso de Gestão da Operação & Manutenção que será realizado na Capital Paulista em abril, serão encerradas no próximo dia 21 de março.

O curso oferecido em São Paulo será o de Gestão de Operação & Manutenção – Módulo Básico (16 horas) e Módulo Avançado (16 horas), sendo que neste último, os participantes exercitarão em classe as atividades de planejamento e definição dos meios de controle, através de dinâmicas em grupo.

Trata-se de um modelo inovador e mais completo para o tradicional curso oferecido no mercado, pois a A&F entende ser possível ampliar e melhorar o aprendizado através de técnicas aplicadas conduzidas pelos docentes, além de promover a troca de experiências.

Site A&amp;F Cursos

Aos que ainda não se inscreveram, convidamos para que naveguem em nosso site de cursos (clicando na imagem acima) e conheçam um pouco mais do que lhes será oferecido.

Trata-se de uma oportunidade praticamente única em SP, uma vez que a A&F não realizarará várias turmas de seus curso, justamente pela especificidade e pelo nível de customização implantado.

Além das informações gerais sobre os cursos oferecidos, que podem ser localizados na página principal do site, você encontrará também:

  • Página “Nossos Cursos” – mais detalhes sobre os cursos oferecidos
  • Página “Nossos Docentes” – A apresentação dos dois profissionais que encabeçam este projeto de treinamento, ambos com mais de 20 anos de experiência na implantação e gestão de áreas de manutenção e utilidades
  • Página “Agenda 2017” – A proposta de data para os eventos previstos para o correr no Rio de Janeiro (capital) e em São Paulo (capital)
  • Página “Investimentos / Inscrição” – Além dos valores para cada curso, vc encontrará a ficha de inscrição à ser preenchida e posteriormente encaminhada
  • Página “Contato” – Abre uma ficha para preenchimento online, através da qual vc poderá nos solicitar algum esclarecimento adicional

Mas lembre-se…. Por respeitar uma política de spam e costumeiramente não encher caixas postais com mensagens repetitivas, a A&F não enviará muitos mais “lembretes” para que efetue a sua inscrição e recomendamos para que entre em contato e assegure a sua vaga.

 

 

 

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