Seminário da ANPRAC – Desempenho e Segurança Operacional em Edificações Existentes

Ontem foi realizado na USP em SP o seminário organizado pela Associação Nacional de Profissionais de Refrigeração e Ar Condicionado, a ANPRAC, com o apoio das entidades ABRAFAC, IBAPE-SP, ABEMPI, ASBRAV, ABRAMAN, SINDUSCON, CORENET e LARES, contando com a presença de um ótimo público e proporcionando um importante debate sobre as quatro apresentações feitas.

A participação do público presente demonstrou a importância do tema para que possamos atingir níveis maiores de qualidade em nossas operações.

Eis alguns dos itens apontados pelos palestrantes em suas apresentações:

Marcos Maran (Presidente da ABRAFAC) – O Brasil precisa voltar-se com mais atenção para os edifícios existentes

Alexandre Lara (Diretor da A&F, Conselheiro da ABRAFAC e membro da ANPRAC) – O grande desafio que temos na O&M é de aprimorarmos o processo de GESTÃO

Willi Hoffmann e TomazCleto  (Diretores da Vectus e Yawatz e membros da ANPRAC) – Os profissionais no Brasil ainda não conhecem o que é Comissionamento

David Douek (Fundador e Diretor da OTEC) – A Medição & Verificação é uma importante estratégia para uma adequada gestão energética em um empreendimento

 

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O país das obras atrasadas…

O Estado de S. Paulo – São Paulo/SP – OPINIÃO

O Brasil vai continuar emperrado por muito tempo, se a aceleração do crescimento econômico depender das obras de infraestrutura tocadas pelo setor público ou entregues ao setor privado em regime de concessão ou de parceria. Atrasos nas obras de geração e de transmissão elevam o risco de apagões e de racionamento de energia elétrica nos próximos anos. Construções de aeroportos estão paradas, investimentos em mobilidade urbana vão mal e quem quiser viajar pelo Brasil para acompanhar a Copa do Mundo, no próximo ano, terá de enfrentar condições precárias em todos os tipos de transporte. O País, segundo prometem a presidente Dilma Rousseff e seus auxiliares, vai fazer bonito em 2014. É muito tarde para prometer algo semelhante para a Copa das Confederações, neste ano, mas nenhuma autoridade federal parece ansiosa para discutir detalhes desse tipo. É muito mais confortável discursar como se as obrigações assumidas pelo presidente Luiz Inácio da Silva em 2007 só valessem para o próximo ano e para a próxima Olimpíada, em 2016. Será quase impossível evitar o vexame internacional na Copa do Mundo, mas as piores consequências serão de outra ordem.

 

Por desleixo e inépcia do governo, os projetos concebidos para os grandes eventos esportivos serão concluídos com grande atraso – se forem – e qualquer esforço para apressar sua conclusão implicará enormes custos adicionais. Além disso, o Brasil terá desperdiçado um monte de dinheiro e continuará com uma infraestrutura muito pobre e com padrão muito inferior ao mínimo necessário a um país extenso e com economia diversificada e exposta a uma concorrência internacional cada vez mais dura.

Até o próximo ano os projetos do setor de energia deveriam acrescentar 6.149 megawatts (MW) à capacidade nacional de geração. Se os atrasos persistirem, ficará faltando quase metade (48%) desse total. Também estão fora do cronograma dois terços dos 80 projetos de transmissão previstos para ser concluídos até 2015. Os dados são da Aneel. As falhas de planejamento são evidentes. As autoridades do setor esqueceram-se, por exemplo, de compatibilizar os planos de geração e os de transmissão. Algumas consequências chegam a ser cômicas. Foi muito difundido o caso do parque eólico da Bahia, pronto para produzir eletricidade, mas impedido de funcionar por falta de linhas de transmissão.

No setor do transporte aéreo o quadro é igualmente desastroso. As obras do novo aeroporto de Goiânia, paralisadas há quase seis anos, são hoje apenas uma modesta estrutura de concreto no meio de muito mato. O tempo de paralisação das obras de Vitória, no Espírito Santo, é um pouco menor: o quinto aniversário será em julho, mas sem festa e sem bolo com velinhas. As empreiteiras alegaram rompimento do equilíbrio econômico-financeiro do projeto, abandonaram as obras e recorreram à Justiça. Em Goiânia, o velho aeroporto foi adaptado à maior demanda com um puxadinho. Pelo contrato original, a construção custaria R$ 257,7 milhões e seria concluída em três anos. Um aditivo elevou o preço para R$ 287,6 milhões, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades graves e os trabalhos foram interrompidos.

Em todas as modalidades vai muito mal a execução de projetos. No ano passado, o Ministério dos Transportes desembolsou R$ 10,5 bilhões para obras e compras de equipamentos, embora estivessem previstos R$ 23,2 bilhões no orçamento. Submetido a uma faxina moral e administrativa em 2011, o Ministério operou com muita dificuldade no ano passado.

Para 2013 o novo ministro, César Borges, dispõe de R$ 16 bilhões para investir, mas será uma surpresa se o Ministério apresentar, até dezembro, resultados muito melhores que os do último biênio. De modo geral, o setor de transportes, apesar de bem aquinhoado no Orçamento, tem desempenho limitado por problemas comuns à maior parte do governo. A ineficiência gerencial reflete a baixa capacidade de elaboração e de execução de projetos. Problemas com o TCU são uma das consequências mais notórias dessa incapacidade.

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Faltam apenas 4 dias para o Seminário “Desempenho e Segurança Operacional em Edificações Existentes”

A ANPRAC – Associação de Profissionais de Refrigeração e Ar Condicionado divulgou nesta terça o link para as inscrições no seminário acima, à ser realizado em São Paulo no próximo 09/04, no Auditório Mário Covas – POLI – USP.

As inscrições são gratuitas e limitadas ao número de lugares do auditório, através do link abaixo:

Inscrições Seminário “Desempenho e Segurança Operacional em Edificações Existentes”

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ABRAFAC divulga evento FM Debate em 2013

FM Debate 2013

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Feira exclusiva para Facilities chega a SP

Vem aí a 2ª edição de uma Feira Exclusiva para Facilities!

De 21 a 23 de maio, São Paulo sediará o maior encontro do setor do Brasil.

10º Congresso Infra está recheado de ótimos cases com melhores práticas de gestão de propriedades e serviços para ambientes construídos. Acesse: www.infrasp.com.br

Paralelo ao evento, acontecerá a 2ª Expo Infra Outsourcing & Workplace, uma feira com foco exclusivo para Facilities – onde os gestores poderão solucionar seus problemas de produtos, serviços e tecnologias prediais e corporativas.

Mais informações poderão ser obtidas no site acima ou no http://www.talen.com.br

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“Algo de podre no reino das obras”

Comentário sobre o artigo de O Globo – Infomix (03/04) também divulgado pelo SINAENCO

Vejam inicialmente o artigo:

Algo de podre no reino das obras

Não quero ser alarmista, mas se o Engenhão, com pouco mais de seis anos, teve que ser interditado por causa de ferrugem no arco da cobertura, o que dirá o Elevado do Joá, com seus 40 anos de existência, sujeito à maresia e a uma duvidosa manutenção? A Coppe já deu a resposta. Através de laudo técnico, diagnosticou que “o estado de degradação estrutural pelo avanço da corrosão compromete a segurança do viaduto”. Tudo bem que foram tomadas providências emergenciais para os reparos parciais. Mas será que isso resolve? Engenheiros acham que não. O professor Miranda Batista, que coordenou o estudo, é taxativo: “A vida útil do Joá acabou. A reforma que a prefeitura promete fazer cobre apenas as áreas onde o problema é visível. Mas 60% delas não podem ser fiscalizados.” O vice-presidente da Associação Brasileira de Pontes e Estruturas (ABPE,), Ubirajara Ferreira da Silva, também defende a restauração completa do elevado. “O que o prefeito propõe é atuar com base na incerteza”, ele acusa.

Eduardo Paes alega que, como restam de fato incertezas sobre as reais condições de conservação nas partes internas da construção não visíveis por falta de acesso, é mais econômico realizar as obras que, ao longo do tempo, forem apontadas como necessárias. Mais econômico, sim. O trabalho inteiro custaria mais de R$ 100 milhões. Em compensação, a solução não seria muito mais segura? O relatório dos técnicos não deixa dúvidas quanto à gravidade do desgaste estrutural dos “dentes de apoio das vigas”. Quem já viu um filme parecido com final trágico, como a queda do Elevado Paulo de Frontin, em 1971, não passa hoje pelo Joá despreocupadamente. Como desabafou a jornalista Leda Nagle: “Não posso ficar calada, fingindo que não sei que o viaduto está corroído e ameaçado.”

É evidente o perigo que oferecem nossas obras públicas. O Engenhão, além de tudo, não suporta nem ventos de mais de 60km; o Joá, com estrutura soltando pedaços, é uma situação de risco; prédios do Minha Casa Minha Vida desabando antes de inaugurar; o BRT Transoeste, de apenas nove meses, tendo que refazer o asfalto da pista. Enfim, não dá para não se assustar. Quaisquer que sejam as causas – defeitos no projeto, falhas na execução, precariedade de material, falta de fiscalização, descuido com a manutenção ou tudo isso, a verdade é que há algo de podre com as nossas edificações oficiais, e a culpa talvez não seja apenas da engenharia.

Comentários do Blogueiro:

Existem duas situações distintas no texto acima:

  • Uma obra de 40 anos de idade, aparentemente bem executada na época e sem a devida manutenção ao longo dos anos e gestões responsáveis (ou “irresponsáveis”…)
  • Uma obra de 6 anos, construída as pressas para atender aos jogos Panamericanos, com o custo final bem acima do previsto e certamente entregue à administração do Botafogo FR sem nenhum histórico de manutenção

Aliás, também vimos recentemente casos de obras públicas entregues ao controle e à administração de concessionárias, tal como o caso da Rodovia Fernão Dias que liga São Paulo ao estado de Minas Gerais, onde parte da estrutura em uma encosta desabou parcialmente em função das chuvas (2010 se não me falha a memória) e por falta de manutenção / monitoramento.

O fato é que obras extremamente caras e não comissionadas de forma adequada, ou melhor, sem uma entrega técnica adequada, permanecem sem uma manutenção adequada ou mesmo sem nenhuma manutenção durante a sua vida útil.

Ainda quando há uma atividade de manutenção contratada ou coordenada pelo poder público, nos deparamos algumas vezes com contratos do tipo “eu finjo que executo e você faz que recebe…”, ou com a metodologia do “canibalismo”, quando peças e componentes de equipamentos instalados em áreas não utilizadas são retiradas para atender necessidades em áreas mais nobres, devido à morosidade no processo de compras e reposição de peças.

Mesmo (e lamentavelmente…) movido à tragédias como no recente caso de Santa Maria – RS, o nosso poder público não aprende, não investe e NÃO DÁ EXEMPLO.

Até quando???

 

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Faltam apenas 5 dias para o seminário “Desempenho e Segurança Operacional em Edificações Existentes”

A ANPRAC – Associação de Profissionais de Refrigeração e Ar Condicionado divulgou nesta terça o link para as inscrições no seminário acima, à ser realizado em São Paulo no próximo 09/04, no Auditório Mário Covas – POLI – USP.

As inscrições são gratuitas e limitadas ao número de lugares do auditório, através do link abaixo:

Inscrições Seminário “Desempenho e Segurança Operacional em Edificações Existentes”

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A “Herança” de grandes eventos no Brasil….

Ninguém discute o potencial de crescimento que temos no Brasil, aliado à garra, criatividade e flexibilidade de nosso povo.

No entanto, ninguém poderá também discutir a verdadeira “lambança” que nosso governantes e “parceiros interessados” fazem (ou adoram fazer….) quando temos eventos importantes programados por aqui e principalmente, “muitos investimentos à fazer”….

Vejam na reportagem do globo mais uma “herança” do recente evento dos jogos pan-americanos realizados no RJ que, por sua vez, exigiu um nível de investimentos em infraestrutura muito menor do que o hoje em curso para a Copa do Mundo e Olimpíadas.

Ver a reportagem neste Link.

Não me surpreenderei com futuras surpresas em obras como a do Maracanã, do Itaquerão, dos aeroportos, etc, etc…

Quando vamos evoluir?????

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Palestra ministrada no Instituto de Engenharia em SP – Lições aprendidas com o incêndio da casa noturna “The Station” no estado de Rhode Island, EUA em 2003

Esta apresentação realizada no IE de SP e disponibilizada através  de seu site http://www.iengenharia.org.br mostra uma trágica coincidência entre o evento ocorrido nos EUA em 2003 e a recente tragédia em Santa Maria, sendo que o fato ocorrido nos EUA promoveu mudanças importantes em sua legislação.

Esperamos que as lições aprendidas com a tragédia no Brasil também nos levem à impedir novos acidentes.

Vejam o site do IE para a baixa da apresentação neste LINK.

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Data Center BB-Caixa aposta em sustentabilidade e compliance

Fonte: Information Week – 26.03.2013
Brasília – Inaugurado na quarta-feira (20/03), em Brasília, o Complexo Datacenter Cidade Digital BB-Caixa chega para dar suporte à expansão dos negócios dos dois bancos, oferecendo infraestrutura e energia elétrica pelos próximos 15 anos. De acordo com o presidente do complexo e gerente-executivo da diretoria de TI do Banco do Brasil, Jesualdo Conceição da Silva, a estrutura possui o mais alto nível, sendo classificado como Tier 4, o que deixa o local “tolerante a falhas e eventuais acidentes”. Este é o segundo DC do BB e será usado como espelho da estrutura mais antiga.

Construído para receber a réplica do datacenter original do Banco do Brasil, o complexo possibilita a entrega de redundância dos serviços prestados pelas instituições. A estrutura, que é compartilhada na proporção de 80% para o Banco do Brasil e 20% para a Caixa Econômica Federal, é composta de maneira heterogênea por mainframes, plataformas de high-end e por uma plataforma interna responsável pela parte de integração com os usuários.

Impactos imediatos

“De um lado, o cliente ganha mais segurança, já que mesmo se acontecesse um desastre de grande proporção os negócios continuariam como se nada tivesse ocorrido. Do outro, as duas instituições ganham com a questão do compliance, já que seguem normativas internacionais, como a da Basileia, reduzindo o risco operacional”, afirma Silva. De acordo com o presidente do complexo, o modelo de nuvem privada e o Big Data já são tendências aplicadas no BB e o datacenter irá viabilizá-las da mesma maneira, proporcionando uma gestão dos clientes de forma mais estruturada para atender à demanda de negócios.

Pensado para utilizar os recursos com maior eficiência e perdas mínimas, a edificação foi projetada para maximizar o uso de energia e racionalizar a demanda por refrigeração. “Todo o revestimento interno recebeu um tratamento térmico para minimizar os gastos com refrigeração. Além disso, foram implantados equipamentos de alta performance, como geradores que podem trabalhar com 20% de biodiesel.”

Foi realizada uma parceria público-privada (PPP) com a GBT especificamente para os serviços de colocation, que permite a concessão administrativa à empresa por 15 anos, não envolvendo a compra de equipamentos de tecnologia. “É uma sociedade de proposta específica, justamente para dar uma segurança maior ao projeto”, reitera.

Localizado no Parque Tecnológico Capital Digital de Brasília, o empreendimento funcionará como um viabializador desse novo centro de tecnológico da capital do País. “O mapeamento de risco realizado previamente à obra será um catalisador para novas construções. Além disso, o datacenter representa o primeiro passo para a concentração e oferta de mão de obra altamente qualificada para outras empresas do setor de tecnologia”, destaca Jesualdo.

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