GRUPAS aguarda a inscrição dos interessados para a próxima reunião (28/05) em SP

O GRUPAS – Grupo de Gestores de Facilities enviou nova chamada para a inscrição dos interessados em participar de sua próxima reunião, conforme transcrição do texto abaixo:

Confirme sua presença, Clique Aqui

Reunião GRUPAS  –   GOCIL
Data: 28 / 05 / 2014
Hora: 08:30 ás 12:00hs

Tema: “Segurança na Copa do Mundo”
O que o Facility precisa saber sobre este tema

Local: Rua Quintana, nº1000 – BROOKLIN
Estacionamento: Gratuito – Rua Quintana nº 1012, Hotel Prodigy

Painel:

1a. Palestra: “Ultimando os preparativos para a Copa de 2014”
                    Bruno Hideo Omori – Presidente da Associação Brasileira
da Indústria de Hotéis / SP      

2a. Palestra: “Segurança na Copa do Mundo”
                   Sergio Ehrlich – Diretor de Operações da GOCIL

Debates / Perguntas / Respostas

Venha participar dessa reunião IMPERDÍVEL do GRUPAS, com informações preciosas para você que atua na área de FACILITIES.

Conheça o nosso  anfitrião  visitando: www.gocil.com.br

Ah, não se esqueça “A RAZÃO DO GRUPAS É VOCÊ”

Wantuir Ribeiro
Presidente

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Seguem as recentes pesquisas da Rede Brasileira de Manutenção – Vamos participar?

Bom dia,

Todos os dias os profissionais de Gestão de Ativos, Manutenção e Facilities, tem que tomar decisões como alugar ou comprar, reparar ou comprar um novo equipamento.
As vezes a decisão não é só técnica e nem sempre é só econômico-financeira.

Quais são as práticas do mercado e nas melhores empresas?

Participe das pesquisas da RBM, informe o que se faz na sua empresa e fique sabendo como essas coisas são tratadas nas outras empresas.
As pesquisas podem ser respondidas nos links abaixo:

Alugar ou comprar? Link https://alugaroucomprar.questionpro.com
Praticas de Reparação – Link https://itensreparaveis.questionpro.com

Ao terminar cada pesquisa voce visualiza instantaneamente o resultado parcial.

E estamos encerrando hoje uma pesquisa especial. É a que faz um levantamento sobre as eleições brasileiras de outubro próximo. Como será que vota o profissional de engenharia e manutenção e facilities?
A pesquisa Eleições 2014 pode ser acessada no link https://eleicoes2014.questionpro.com
Abraços
Paulo Walter
RBM – Rede Brasileira de Manutenção
Outras pesquisas em andamento:
As Marcas Mais Conhecidas: https://marcas2014.questionpro.com
Ao participar de cada pesquisa, voce recebe o relatório da mesma gratuitamente
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ASBRAV divulga a chamada de trabalhos para o Congresso MERCOFRIO 2014

A ASBRAV – Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação divulgou esta semana a CHAMADA para a inscrição de trabalhos técnicos para o 9º Congresso Internacional de Ar Condicionado, Refrigeração e Aquecimento – MERCOFRIO, que será realizado de 25 à 27 de agosto na FIERGS em Porto Alegre / RS.

Mais informações poderão ser obtidas no site da ASBRAV 

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O contrato que virou “abóbora”…

É realmente impressionante como tomadores e prestadores de serviço as vezes “brincam” (ou jogam, se assim preferir) com os documentos contratuais acordados e assinados entre as partes.

Elaborados para serem utilizados em uma última instância, os contratos reúnem (ou ao menos deveriam…) todas as condições de fornecimento (objeto, escopo, condições, prazos, entregáveis, etc) e obrigações de ambos os lados, incluindo a avaliação de performance (níveis mínimos de serviço, indicadores de desempenho, formato e freqüência da avaliação, etc).

No entanto, verifica-se constantemente que ambos os lados, muitas vezes desconhecem tais condições, processos e procedimentos, despendendo um tempo precioso em reuniões e principalmente, em trocas “infindáveis” de e-mails para discutir itens teoricamente não claros e suas várias interpretações (muitas vezes…ao gosto do freguês…).

Quando é que as interfaces de um contrato perceberão a importância de dedicar alguns minutos na leitura dos contratos sob a sua “batuta”?

Quando é que os tempos despendidos com idas e vindas de mensagens serão efetivamente convertidos em energia pura, ou seja, em energia direcionada ao próprio contrato, sua gestão e aprimoramento??

Os documentos que integram um contrato precisam ser do conhecimento de todos os envolvidos e respeitados ao longo do processo. Muito cuidado e atenção ao tentarem “interpretá-los ao seu bel prazer“, pois “o que é combinado não é caro” e contratos não “viram abóboras”…

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“Morte” de shoppings nos EUA acende alerta no Brasil

Vejam que interessante esta reportagem compartilhada pelo colega Ferdinando Mugnato sobre o fracasso do modelo de Shopping centers que conhecemos aqui no Brasil, só que nos EUA.

Vale a pena ler!

Fonte: Terra Economia

06 de maio de 2014 • 09h58 • atualizado às 11h25
“Morte” de shoppings nos EUA acende alerta no Brasil

Pesquisa mostra que 36 empreendimentos inaugurados no ano passado abriram em média com metade das lojas fechadas por falta de locatários

Peter Fussy

O fotógrafo Seph Lawless (pseudônimo) publicou recentemente um livro com imagens de shoppings centers abandonados nos Estados Unidos. A obra Black Friday mostra a decadência de um modelo de negócio que cresce no Brasil, mas já acende um alerta preocupante. Segundo pesquisa do Ibope, os 36 empreendimentos inaugurados no ano passado abriram em média com metade das lojas fechadas por falta de locatários.

De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), atualmente cerca de 500 centros comerciais deste tipo operam no Brasil, e o número crescerá para 530 até o fim do ano – a maioria dos novos se localizam fora das grandes capitais. E pode ser esse um dos problemas. Conforme pesquisa do Ibope, muitos centros comerciais foram abertos em mercados que não tinham demanda suficiente.

Entre os shoppings inaugurados entre setembro e dezembro de 2013, a taxa média de ocupação em 21 deles foi de apenas 38%. Segundo Fabio Caldas, coordenador de pesquisa na área de shoppings do Ibope Inteligência, o ritmo de crescimento do varejo não acompanhou o avanço dos shoppings, que terão de se acostumar a um novo ritmo.

Nos Estados Unidos, cerca de 15% no shoppings vão falir ou serão transformados em outros espaços comerciais nos próximos dez anos, principalmente aqueles que não têm uma grande loja de departamentos como chamativo para consumidores, segundo pesquisa da Green Street Advisors. O processo de “morte” destes ícones foi retratado por Lawless como uma representação da falência do estilo de vida americano. Confira abaixo entrevista com o fotógrafo, que usa um nome fictício por medo do governo dos EUA.

Segundo pesquisa, 15% dos shoppings centers nos EUA vão falir ou virar outra coisa nos próximos dez anos. Fotógrafo Seph Lawless acredita que imagens mostram a decadência da sociedade americanaVeja entrevista com o fotógrafo Seph Lawless.

Seu trabalho é baseado na decadência e fracasso. É isto que você pensa sobre a sociedade americana ou sobre o mundo inteiro?
Acredito que a sociedade americana fracassou. Meu país não é mais socialmente ou economicamente viável, e a maioria dos americanos é facilmente guiada como ovelhas por um governo federal tirânico. Meu país está enfraquecido e minha fotografias expõem esta fraqueza. O governo não é muito fã do meu trabalho. Eles prefeririam que os americanos e o mundo pensem que a América ainda é forte e vibrante. Minha arte oferece uma descrição mais precisa do país. Uma revelação mais honesta da América.

Se você tivesse que fazer um projeto sobre o “sucesso” nos Estados Unidos, o que você fotografaria?
Eu fotografaria Americanos protestando contra o governo por causa de injustiças e crimes de guerra. Considero isso positivo e exemplo de algo bem sucedido.

Você planeja expandir o tema de shoppings centers, ou outros fracassos econômicos, para fora dos EUA?
Sim, farei projetos fora da América no futuro.

Quais serão estes projetos?
Em julho, começo a fotografar detentos no corredor da morte para um projeto que será meu terceiro livro no final do ano. O título será “Hauntingly Beautiful” (Assustadoramente bonito, em tradução livre) e será acompanhado de poemas de jovens estudantes. No começo do ano, dois professores usaram as minhas imagens para inspirar escrita criativa entre estudantes de poesia.

Por que você trabalha sob pseudônimo?
Uso um nome fictício por medo do meu governo. Em novembro passado, o Centro Nacional de Antiterrorismo divulgou um documento interno alertando que meu trabalho está expondo vulnerabilidades de segurança e que pode ajudar terroristas. Ameaçadoramente intitulado “Exploração urbana oferece visão sobre vulnerabilidades da infraestrutura”, o papel diz que fotos, vídeos e diagramas postados por Seph Lawless e outros exploradores poderiam ser usados por terroristas para “identificar remotamente alvos em potencial”.

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Despesa com segurança patrimonial chega à 30% do condomínio em shoppings

Publicado por / Fonte: Valor Econômico (06/05/2014)

As despesas com novas tecnologias de segurança e contratação de vigilantes qualificados representam hoje cerca de 30% do condomínio de um shopping center, tornando-se a segunda fonte de gastos de um empreendimento, atrás apenas dos custos com energia elétrica. A estimativa é da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), entidade que congrega 866 estabelecimentos (números de dezembro de 2013) no país.

O tema segurança sempre foi foco de preocupação do setor, mas ganhou força na mídia no Verão passado com os “rolezinhos” (encontros de jov ens mobilizados por redes sociais) que obrigaram até o fechamento das
portas no caso de alguns estabelecimentos, como o Shopping Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa do shopping, as despesas ex traordinárias resultantes dos cinco “rolezinhos” realizados entre janeiro e fev ereiro ficaram em cerca de R$ 500 mil, com gastos em contratação de reforço terceirizado de equipe de segurança, treinamento dos funcionários e medidas judiciais, como “interdito proibitório”, instrumento legal que impedia a realização dos encontros sem aviso prévio.

“O maior prejuízo patrimonial para um shopping não é com relação a bens materiais, mas sim quando a sua imagem fica abalada”, afirma Luis Augusto Ildefonso, diretor institucional da Alshop (Associação Brasileira
de Lojistas de Shopping). Segundo ele, os gastos médios anuais em segurança de um shopping em uma grande metrópole ficam em torno de R$ 2 milhões. “O inv estimento em tecnologia é permanente. Há também
a capacitação das equipes de v igilantes, que inclui treinamentos customizados para integração do funcionário ao empreendimento”, afirma.

Mas, em ocasiões especiais, nem mesmo todo o aparato é suficiente para garantir o sossego dos administradores, lojistas e frequentadores. Para ev itar problemas com ev entuais manifestações no período da Copa do Mundo, a Alshop e a Abrasce irão ingressar com liminares na Justiça estadual, nas cidades-sede dos jogos, pedindo reforço policial nas imediações dos shoppings. O efetiv o de segurança própria também
dev erá ser reforçado em até 30%. “Já estamos preparados. Garanto que não hav erá atos de v iolência da nossa parte. Em casos ex tremos, fechar as portas será a saída mais inteligente para assegurar a integridade de todos”, afirma Luiz Fernando Veiga, presidente da Abrasce.

O monitoramento de um sistema de segurança de um shopping não é uma tarefa que se limita às 1 2 horas diárias de atendimento ao público. “É um gerenciamento ininterrupto durante os 365 dias do ano”, afirma Alex andre Judkiewicz, gerente de segurança do Shopping Iguatemi (SP) e membro dos comitês de segurança da Alshop e da Abrasce. Trata-se de um complex o que env olv e dezenas de câmeras digitais de TV espalhadas nos corredores, depósitos e estacionamento, monitores, alarmes de intrusão, sensores de alta sensibilidade contra fumaça e incêndios, controles de escadas rolantes e elev adores e dispositiv os em áreas de acesso restrito. Todo o controle é feito a partir da central de operações, onde dois ou três funcionários, durante 24 horas, monitoram cerca de 1 0 telas de TV e entram em contato via rádio com a equipe assim que for detectado algo que fuja dos padrões de segurança.

O custo é alto. Para montar um sistema de ponta, um shopping com 40 mil metros de Área Bruta Locável, equivalente a cerca de 200 pontos de v enda, irá gastar R$ 1 ,5 milhão incluído o treinamento com funcionários. “Seriam cerca de 1 50 câmeras”, diz Judkiewicz. Em linhas gerais, as câmeras internas ficam dispostas em pontos com maior risco, como perto de joalherias, bancos, lojas de alto padrão e nas áreas de alimentação, onde são comuns furtos de bolsas.

http://www.valor.com.br/empresas/3531606/despesa-chega-30-do-condominio-de-shoppings

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Instituto de Engenharia de SP divulga curso sobre Inspeção e Auditoria de Instalações Elétricas Prediais para Maio

CURSO: INSPEÇÃO E AUDITORIA DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS

DATA: 12 DE MAIO DE 2014

LOCAL: INSTITUTO DE ENGENHARIA

OBJETIVO

Transmitir os conhecimentos e procedimentos básicos de Inspeção e Auditoria em Edificações Novas, quanto às Instalações Elétricas.

 PÚBLICO-ALVO

Engenheiros Civis, Arquitetos e estudantes de Engenharia

PROGRAMA

  • Introdução;
  • Normas Técnicas Aplicáveis – NBR 5410 e NBR 5416;
  • Os Sistemas Elétricos Prediais;
  • Os procedimentos da Inspeção e da Auditoria das Instalações Elétricas;
  • Estudos de Casos – Fotos;
  • Encerramento;

INSTRUTOR

Oswaldo Boccia Junior

Engenheiro Eletricista formado pela Escola de Engenharia Mauá, Pós Graduado em Avaliações e Perícias, leciona em escolas técnicas estaduais e federais, foi proprietário de Instaladora Elétrica e Hidráulica, procedeu à inspeção de equipamentos elétricos, atualmente presta Consultoria de Avaliação e Perícia em edificações novas e/ou antigas.

Segue o link para os interessados: Curso IESP Maio / 2014

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Energia: Edifícios comerciais rumo à eficiência

Vejam um outro artigo, elaborado pelo colega Marcos Casado, no qual aponta a importância para a operação de empreendimentos sustentáveis, a fim de que os resultados projetados ainda na etapa de projeto possam ser atingidos.

Independentemente do custo de um novo projeto e sua construção, sabe-se que os custos operacionais (operação e manutenção) correspondem à maior parcela dentro do Ciclo de Vida de um empreendimento (entre 70% e 85%).

04 mar 2014 | 10h23

Publicado pela GREEN NEWS

Engº Marcos Casado | Sustentech

Energia: Edifícios comerciais rumo à eficiência

As economias emergentes devem ser responsáveis pelo consumo de dois terços de toda a energia do planeta em 20 anos. É o que garante a Agência Internacional de Energia, com base em previsões que apontam um crescimento acentuado na atividade global de construção na próxima década em países como Brasil, China e Índia. Conjuntamente, esse grupo de países deve ser responsável por cerca de um terço da atividade global de construção em 2025.

Soma-se a estas perspectivas futuras de consumo energético o cada vez mais alto custo da energia. O déficit hídrico, que vem marcando o início deste ano, comprometeu o abastecimento de energia hidrelétrica e exigiu que o governo ativasse a energia térmica de reserva, gerada a partir da queima de combustíveis fósseis, elevando os custos para as distribuidoras que, mais cedo ou mais tarde, chegarão às contas dos consumidores.

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o nível dos reservatórios que abastecem as usinas hidrelétricas está menor que em 2001, quando consumidores comerciais e residenciais precisaram reduzir em 20% o consumo de energia. Embora o governo afirme que os investimentos em energia térmica complementar garantiram melhor infraestrutura para enfrentar cenários extremos,  a conta de luz teria que subir 15% na ponta de consumo para cobrir os custos das térmicas caso o Tesouro decida arcar com metade destas despesas.

Em um mercado em constante efervescência, é impossível ignorar as vastas oportunidades de melhorar o desempenho do elevado estoque de edifícios comerciais antigos em todo o mundo por meio de projetos voltados a uma reforma estrutural, como é o retrofit, tendo como base modelos de serviços que permitam aos proprietários e usuários gerenciar os custos operacionais e de energia.

No Brasil, os edifícios respondem por cerca de 45% do consumo anual de energia de todo o país. Os avanços tecnológicos e de soluções de engenharia tem permitido uma ampla gama de soluções para os mais variados tipos de empreendimentos, valendo-se da grande oportunidade de reverter opções ultrapassadas em sistemas de consumo eficiente, além de investir em novas tecnologias pensando nos projetos que estão por vir.  Hoje já realizamos na fase de projetos, diagnósticos de avaliação do desempenho energético em edifícios comerciais e residenciais existentes ou ainda em construção, onde é possível identificar, comparar e implementar soluções e estratégias que proporcionem a redução do consumo e o uso racional de energia para diferentes tipos de empreendimentos, antecipando-se aos impactos de um aumento de tarifa ou restrição de consumo.
Outra possibilidade a realização de estudo de fontes alternativas de energias renováveis possíveis, que podem ser geradas localmente, diminuindo a carga na distribuição e transmissão das mesmas.

De acordo com o Instituto Europeu de Energia e Transportes, edifícios de alto desempenho (ou inteligentes) consomem de 20% a 30% menos energia e operam com custos até 50% menores em relação a edifícios convencionais – desde que sejam corretamente operados e mantidos. Esse é o motivo para acreditar e sempre buscar a inovação quando pensamos em construção sustentável. Irremediavelmente, o futuro do setor passa por aqui.

Em um planeta faminto por energia, melhorar o desempenho dos edifícios comerciais pode ser o pontapé inicial para avançar em iniciativas de eficiência energética, independentemente da localização.

*Eng. Marcos Casado – Diretor Técnico da Sustentech Desenvolvimento Sustentável
*Eng. Marcos Casado – Diretor Técnico da Sustentech Desenvolvimento Sustentável
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Mercado brasileiro se prepara para a obrigatoriedade da eficiência energética de construções

Fonte: Universidade Federal de Viçosa – 29.04.2014
Publicação: PROCEL
Brasil – Ainda em 2014, a exemplo dos eletrodomésticos, os edifícios públicos serão obrigados a obter a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). A etiqueta informa o consumo de energia da construção, que pode ter níveis de “A” a “E”. Os edifícios com maior eficiência energética recebem a etiqueta “A”. E é justamente sobre a preparação do mercado brasileiro para a obrigatoriedade da ENCE, que a professora do programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFV, Joyce Carlo, pesquisa. Integrante da Rede de Eficiência Energética coordenada pelo Procel Edifica, a professora Joyce estuda principalmente sobre a etiqueta para prédios residenciais.A certificação de edifícios existe desde 2009. Inicialmente, ela era apenas para edifícios comerciais, de serviços e públicos. No ano seguinte, casas e prédios residenciais também passaram a contar com a possibilidade de obter a etiqueta. Até hoje a certificação é feita de forma voluntária. As construtoras podem solicitar a etiqueta para um prédio que está sendo construído, e para construções já existentes, o proprietário que desejar pode entrar com o pedido individual da etiqueta para o seu apartamento.

Entretanto, a previsão é que até 2030, a etiqueta seja obrigatória para todos os edifícios, como já acontece em vários países europeus. Em Portugal, por exemplo, para que um proprietário venda um imóvel, é obrigatório que ele tenha a certificação energética. Isso vai assegurar que o próximo morador saiba se está adquirindo ou não uma casa ambientalmente confortável e com baixo consumo de energia.

Para obter a etiqueta, o edifício passa por duas avaliações: uma do seu projeto e uma do edifício construído. A segunda avaliação verifica se o edifício construído corresponde ao projeto avaliado anteriormente. A professora Joyce explica que esse processo é complexo, exige a visita de um consultor ao edifício para fazer a avaliação, e no Brasil existem poucos laboratórios credenciados. Acrescentando-se que esse processo envolve um custo para o proprietário.

A etiquetagem de edifícios é um processo novo e como tal, requer ajustes de procedimentos e rotinas. Visando contribuir ao aprimoramento da certificação, a professora Joyce acaba de iniciar um projeto de pesquisa em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais. Financiado pela Fapemig, o projeto “Desenvolvimento de Método Simplificado de Etiquetagem do Nível de Eficiência Energética para Edificações Existentes”, tem como um dos seus principais objetivos desenvolver parâmetros para a avaliação de prédios, trazendo agilidade ao processo de etiquetagem e reduzindo os custos da certificação.

O propósito da etiquetagem de edifícios é bem simples: redução no consumo de eletricidade refletindo em economia para o consumidor e em benefícios ao meio ambiente. Para se ter uma ideia, no Brasil, o consumo de energia elétrica nas edificações residenciais, comerciais, de serviços e públicas representa aproximadamente 45% do consumo total. De acordo com informações divulgadas pela Eletrobras, “o potencial de conservação de energia deste setor é expressivo. A economia pode chegar a 30% para edificações já existentes, se estas passarem por reforma e/ou atualização. Nas novas edificações, ao se utilizar tecnologias energeticamente eficientes, a economia pode superar 50% do consumo”.

Para o uso eficiente da eletricidade, o ideal é que a construção de um prédio seja concebida desde o projeto inicial de forma a economizar energia. A professora Joyce avalia que a etiquetagem envolve uma mudança na concepção do projeto, o que exige profissionais preparados para aproveitar ao máximo as propriedades da envoltória e a capacidade de iluminação e ventilação natural das construções. Além da mudança na concepção do projeto, exige também uma mudança na filosofia das construtoras, que nem sempre estão dispostas a investir em construções mais eficientes. Mas o apelo comercial pode ser um aliado, tendo em vista que imóveis sustentáveis apresentam uma maior valorização no mercado.

A expectativa é que a ENCE para os edifícios venha a ter impacto similar à etiqueta dos eletrodomésticos. Uma pesquisa do Inmetro revelou que cerca de 80% dos consumidores conhecem a etiqueta e a maioria inclui essa informação na sua decisão de compra.

Rede de Eficiência Energética

A Rede de Eficiência Energética em Edificações, criada pela Eletrobras, conta com 16 laboratórios de universidades brasileiras, credenciados para proceder à certificação. O Latecae da UFV, coordenado pela professora Joyce Carlo, é um dos laboratórios integrantes.

A Rede de Eficiência Energética em Edificações busca promover o intercâmbio da produção científica e didática entre as instituições de ensino, estimular o desenvolvimento de novas tecnologias de projeto e construção e fomentar as parcerias nas atividades de ensino, pesquisa e extensão entre seus participantes.

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Compre de acordo com a Norma de Desempenho 15575

Vejam o interessante artigo abaixo, publicado pela Revista Digital AECWeb, o qual esclarece e nos alerta um pouco sobre a responsabilidade de cada um de nós dentro de um processo de compras de produtos ou serviços, ainda no que se refere a Norma Brasileira de Desempenho.

Embora a responsabilidade em fornecer os índices de desempenho de seus produtos seja do fornecedor, cabe ao setor de compras selecionar, verificar e atender as especificações

Redação AECweb / e-Construmarket

Compras - Norma de desempenho - NBR 15575

A compra de materiais e serviços que vão conferir à edificação um padrão mínimo de desempenho, em obediência à ABNT NBR 15575, depende diretamente do que foi especificado pelos projetos. “Cabe ao setor de compras selecionar, verificar e atender as especificações”, afirma o tecnólogo Carlos Gilli, gestor de Suprimentos da RMA Construtora. Os itens que compõem cada um dos sistemas previstos pela norma técnica – estrutura, pisos, vedações, coberturas e instalações – pedem conhecimento e cuidados especiais, como a solicitação de laudos e ensaios realizados por laboratórios acreditados.

“De acordo com a NBR 15575, cabe aos fornecedores fornecer os índices de desempenho de seus produtos, através de laudos técnicos que apresentem as características de seus materiais. Porém, no Brasil, isto ainda é muito raro, salvo poucos setores, como os fabricantes de materiais para vedação tipo drywall e blocos cerâmicos normalizados”, comenta Gilli. Ele acredita que, devido à pressão que será exercida pela indústria da construção civil, por meio dos projetistas e construtoras, os fornecedores terão que se adequar à Norma de Desempenho. “Tomados os devidos cuidados – realizando as contratações e aquisições pautadas por considerações técnicas e não somente econômicas, adquirindo produtos e sistemas de procedência comprovada, testados e acreditados por órgãos e laboratórios competentes –, serão atendidos os requisitos de desempenho e vida útil de projeto”, diz.

SISTEMAS

Tomados os devidos cuidados – realizando as contratações e aquisições pautadas por considerações técnicas e não somente econômicas, adquirindo produtos e sistemas de procedência comprovada, testados e acreditados por órgãos e laboratórios competentes –, serão atendidos os requisitos de desempenho e vida útil de projeto

Carlos Gilli elenca aspectos fundamentais a serem observados pelos profissionais de compras para os itens que compõem cada sistema:

Estrutura
Dimensão dos espaçadores de cobrimento das armaduras; índices de cimento e componentes do concreto; os certificados do aço; verificações dimensionais e desvios padrão, de modo que cada item adquirido atenda as normas pertinentes (prescritivas), para que o desempenho da estrutura seja atendido em conformidade com o projeto.

Pisos
Composição dos materiais; granulometria; espessura; índices de isolação acústica; dureza e flexibilidade; durabilidade; resistência; índice de atrito; permeabilidade; resistência ao fogo e vida útil.

Vedações
Composição dos materiais; verificações dimensionais e desvios padrão; resistência mecânica; permeabilidade e estanqueidade; funcionalidade e durabilidade; resistência ao fogo; índices de isolação a acústica e de isolação térmica; materiais e fixação adequados.

Coberturas
Composição dos materiais; verificações dimensionais e desvios padrão; resistências mecânicas; permeabilidade e estanqueidade; resistência ao fogo; funcionalidade e durabilidade; índices de isolação térmica e de isolação acústica. Os itens devem atender as suas normas prescritivas para garantir que o sistema atinja sua vida útil de projeto e desempenho necessários.

Instalações Hidrossanitárias
O departamento de suprimentos deverá observar na aquisição de cada elemento das instalações hidrossanitárias ou na aquisição dos sistemas completos e de empreitadas, a observância às características técnicas solicitadas em projeto, assim como os materiais empregados. Na ampla maioria das aquisições, são materiais industrializados e produzidos por fornecedores de grande e médio porte, empresas de alto nível tecnológico acreditados por certificações ISO e pelo Inmetro. “Ainda assim, deverão ser corretamente especificados e contratados, para que não haja falta ou falha nas informações no ato da aquisição”, observa.

DESAFIOS

Um serviço inicia-se na solicitação ou requisição de compra, passando pelo próprio processo de aquisição e apenas finalizando na entrega e aplicação na obra. Mas, se os serviços ou materiais forem requisitados e comprados de forma incorreta, será improvável que as expectativas sejam atingidas, seja de prazo, custo ou qualidade ao final dos serviços

Segundo o coordenador de Suprimentos, as exigências mais difíceis de serem atingidas, principalmente pelas pequenas e médias construtoras, são aquelas referentes ao desempenho acústico. “Para atendimento desse requisito, não basta apenas seguir as normas pontuais de cada elemento. Não há uma fórmula regular, porque o tratamento acústico depende de inúmeras variáveis dimensionais, elementares, ambientais e geradoras, aplicadas em sistemas compostos, fornecidos e instalados por fornecedores diferentes. Além disso, os sistemas são constituídos por vários tipos de materiais complementares. É o caso do desempenho acústico de uma vedação, que dependerá do desempenho da parede/divisória em conjunto com a esquadria. Ambas demandam projetos específicos para o tratamento em cada ambiente de cada edificação, exigem inúmeros ensaios comprobatórios de desempenho e realizados por poucas empresas acreditadas, principalmente fora das grandes capitais”, alerta.

Gilli complementa dizendo que é de extrema importância que os profissionais de compras se especializem tecnicamente e também na norma de desempenho. “Um serviço inicia-se na solicitação ou requisição de compra, passando pelo próprio processo de aquisição e apenas finalizando na entrega e aplicação na obra. Mas, se os serviços ou materiais forem requisitados e comprados de forma incorreta, será improvável que as expectativas sejam atingidas, seja de prazo, custo ou qualidade ao final dos serviços”, comenta. Na sua opinião, a NBR 15575 veio para por um fim na compra ou contratação apenas por menor preço. “Claro que após adotadas as medidas necessárias e todos os produtos e serviços estejam equalizados tecnicamente e de acordo com as normas, passarão a ser válidas as questões econômicas, porém criar-se-á uma linha de corte mínima de qualidade, principal intuito desta norma”, ressalta.

Segundo ele, deverá ocorrer uma alta nos custos da construção, principalmente para empreendimentos de médio e baixo padrão. “Porém, é difícil afirmar que haverá alta nos preços das unidades, pois estes são influenciados por diversos outros custos do empreendimento e pelo mercado em geral”. Carlos Gilli finaliza, lembrando que a Norma de Desempenho levará o setor a se desenvolver e investir em inovação tecnológica, possibilitando a melhora na imagem da construção civil. “É a oportunidade de nos tornarmos uma indústria de alto desempenho, qualidade e credibilidade”, diz.

Colaborou para esta matéria

Marcio Kamiyama
Carlos Eduardo de Souza Gilli – Formado pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo – FATEC/SP em 2005. Pós-graduando pela Escola Politécnica da USP em Tecnologia e Gestão de Produção de Edifícios. Atua na indústria da construção civil desde 2003, sendo sete anos em cargos de Produção. Há quatro anos, ocupa o cargo de Gestor de Suprimentos da RMA Construtora, atualmente em empreendimentos de edifícios residenciais e comerciais de alto padrão em São Paulo e Santa Catarina.
Link com a localização do Artigo Original: Revista Digital
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