Energias Renováveis: Por que investir no Brasil?

Fonte: Infra

Por: Ana Karina Esteves de Souza, Laura Garcia Freitas de Souza e Patrícia Levy (*)

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Não é de hoje que as preocupações com a eficiência energética e com o meio ambiente vêm colocando as fontes renováveis de energia em primeiro plano quando se trata de investimentos no setor elétrico. Incentivos governamentais às fontes alternativas, aliados ao empreendedorismo da iniciativa privada, atuaram para a inserção definitiva das fontes renováveis na matriz energética do Brasil.

O PROINFA (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas), lançado em 2002, foi uma iniciativa pioneira que tinha por objetivo a contratação, pela Eletrobras, de até 3.300 MW de energia proveniente de fontes renováveis. Apesar de todos os desafios enfrentados, resultou na contratação de um total de 119 novos empreendimentos, com capacidade instalada de 2.649,87 MW.

Desde a criação do PROINFA, dez anos se passaram. De lá para cá, é inegável a evolução do setor elétrico brasileiro, o qual, além de ter crescido 42 GW de capacidade instalada de geração nesse período, consolidou seu marco regulatório e atraiu investimentos externos.

A partir de 2007, a possibilidade de os empreendimentos provenientes de fontes renováveis participarem dos leilões promovidos periodicamente pelo Governo Federal no âmbito do Mercado Regulado de energia resultou, definitivamente, na inserção dessas fontes na matriz energética brasileira. Nesse contexto, segundo a Empresa de Pesquisa Energética Nacional – EPE, o País apresenta, atualmente, uma matriz elétrica com 123 GW instalados, dos quais 12,8% correspondem a fontes renováveis. Em 2005, a participação das fontes renováveis nessa mesma matriz elétrica somava 4,1%, o que corresponde a um aumento de mais que 8% no período.

Nos termos do que prevê a EPE, espera-se que as fontes renováveis alcancem a marca dos 20,8% da matriz energética brasileira já em 2022, sendo que a expectativa do Greenpeace, em seu recente estudo voltado à energia renovável, é de que esse número chegue a 66,5% em 2050.

A fonte solar, ainda com alto custo e mercado em desenvolvimento em solo brasileiro, já cresce apoiada não apenas em uma situação climática e regulatória favorável no País, mas em iniciativas pioneiras voltadas exclusivamente para este mercado, como o Leilão de fonte solar pelo Estado de Pernambuco; alguns incentivos governamentais para geração distribuída e descontos substanciais nas tarifas sobre o uso da rede elétrica.

Não se pode esquecer, ainda, do contínuo progresso das Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs, que, no ano de 2012, tiveram sua capacidade de geração aumentada em 360 MW, como também o potencial de geração da biomassa brasileira, a qual, com a evolução tecnológica corrente, passa a ser mais bem aproveitada para fins de geração de energia.

Toda esta evolução, e a própria consolidação e maturidade do mercado brasileiro de renováveis, está ligada não apenas ao regime de incentivos promovidos pelo governo, mas a uma conjuntura de fatores, dentre os quais exercem papel fundamental os financiamentos concedidos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento – BNDES – e o constante desenvolvimento de um marco regulatório voltado a apoiar a inserção das fontes renováveis como protagonistas da matriz elétrica do País.

No entanto, ainda há muitos desafios pela frente, como, por exemplo, aumentar a competitividade e solucionar não somente os entraves comuns a investimentos em geral no Brasil, como entraves burocráticos, imobiliários e ambientais, mas também os entraves peculiares a cada espécie de fonte renovável, como a nacionalização da produção no caso das eólicas e o alto custo de geração para a fonte solar, contando, nesse contexto, não apenas com a maior participação dos parceiros privados como financiadores e desenvolvedores para os referidos projetos, mas com o contínuo aprimoramento das bases regulatória e tecnológica.

*Ana Karina Esteves de Souza e Laura Garcia Freitas de Souza são sócias e Patrícia Levy é advogada da área de Energia e Infraestrutura do Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogad

 

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O que precisamos para sair da retranca

Fonte: Infra

Por: José Ricardo Roriz Coelho

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Dificuldades econômicas no setor industrial exige mudanças táticas para 2014

Ao contrário da Seleção Brasileira, que, apesar de não fazer uma apresentação de alto nível, jogou para a frente na estreia contra a Croácia na Copa do Mundo, o nosso empresariado está na retranca. A análise de fatos, dados, evidências, sensibilidade do mercado e projeções da economia os tem forçado a jogar na defesa. Tal atitude, porém, não corresponde ao seu perfil empreendedor e ousado, mas evidencia as dificuldades que têm reduzido a competitividade de nossa economia, em especial da indústria de transformação.

As estatísticas vão mostrando, a cada mês, as dimensões dos problemas. Nos primeiros quatro meses de 2014, por exemplo, a balança comercial dos transformados plásticos teve saldo negativo de US$ 904,72 milhões. Ante números como esses, que se repetem em distintos setores, é importante analisarmos com mais atenção os resultados de pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da entidade: pelo menos um terço das indústrias brasileiras não pretende fazer investimentos este ano.

Trata-se do pior resultado do estudo nos últimos três anos. Dentre as 1.200 empresas consultadas em 2013, mais de 80% iriam fazer algum tipo de investimento. A mudança de tática em 2014, com mais cuidados defensivos, expressa a percepção dos setores produtivos de que a economia não está oferecendo cenários que balizem os riscos dos investimentos dentro de padrões compatíveis com a normalidade do capitalismo. Por isso, a maioria está jogando na defesa.

Não é sem razão que tenho insistido na tese de que o Brasil precisa de uma estratégia para iniciar um novo ciclo de expansão. Sem investimentos, é impossível retomar níveis mais elevados de crescimento do PIB. Necessitamos reagir. O primeiro passo é reduzir as despesas públicas, pois com o governo, em todas as instâncias, gastando mal e muito, não temos como baixar os juros, e o alto preço do dinheiro é inimigo do aporte de capital em empreendimentos produtivos. Isso dificulta a obtenção de ganhos de eficiência e produtividade e seus reflexos positivos no equilíbrio entre oferta e demanda, com produtos inovadores e de baixo custo.

Também é preciso racionalizar a burocracia, que dificulta muito o trabalho das empresas. Não só emperra e atrasa numerosos procedimentos, como aumenta os custos. É importante, também, dinamizar programas como as parcerias público-privadas e realizar política monetária (juros e câmbio) de estímulo à economia, além da melhoria dos serviços públicos, pelos quais os brasileiros pagam uma das mais altas cargas tributárias do mundo.

Obviamente, não se pode falar em competitividade sem lembrar as agruras do “Custo Brasil” (composto por carga tributária, que incide inclusive sobre investimentos, algo raro em todo o Planeta; burocracia, capital de giro, energia/matéria-prima e infraestrutura/logística), somado à política monetária na contramão da realidade global. Tudo isso faz com que fabricar no País seja pelo menos 34% mais caro do que nas economias com as quais concorremos.

Algumas vezes, fatores externos, como ocorreu antes da crise de 2008, contribuem para impulsionar as nações emergentes. Em cenários internacionais positivos, os problemas do Brasil ficam mais latentes, mas acabam se manifestando com mais gravidade quando, como agora, a conjuntura global exige mais eficiência de nossa economia. Por isso, precisamos o quanto antes partir para o ataque!

*José Ricardo Roriz Coelho é presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast-SP), vice-presidente e diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp.

 

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Arena das Dunas recebe etiqueta de eficiência energética nível A

Fonte: Brasil Engenharia (divulgação)
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O complexo multiuso é o primeiro do segmento a conquistar o certificado
A Arena das Dunas é o primeiro complexo multiuso brasileiro a receber a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), que trata do desempenho de eficiência energética.

A arena foi classificada no Nível A, com um projeto que utiliza paredes e coberturas com bom desempenho térmico, lâmpadas e condicionadores de ar eficientes, instalação de equipamentos economizadores de água e reaproveitamento de água pluvial.

Além de trazer mais conforto para os usuários, a Arena das Dunas consome menos água e energia, ajudando a preservar os recursos naturais e o meio ambiente.

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O machismo não impera somente em países como o Brasil…

Vejam que neste artigo abaixo, divulgado pelo Institution of Mechanical Engineers (USA), que as modalidades de engenharia ainda são consideradas como profissões masculinas, isto em pleno século 21…

Eu tive grandes e importantes chefes (supervisores, gerentes e diretores) em minha carreira que eram mulheres e com quem aprendi muito do que sei hoje. Ainda jovem e estagiário, tive a oportunidade de observar uma recém-formada engenheira mecânica na supervisão de uma área industrial, sendo comentada por todos como uma excelente e dedicada profissional.

Infelizmente, o mundo parece não ter ainda acordado, ou melhor, reverenciado a força feminina, não só nas áreas e modalidades de engenharia, como também nas demais áreas…

Vejam abaixo o artigo em sua íntegra:

New poll finds engineering is still considered a ‘male’ profession

Fonte: Institution of Mechanical Engineers

By: The press office

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A new survey by the Institution of Mechanical Engineers has found that the majority of the public still consider engineering as a ‘male’ profession, the findings coincide with the appointment of the Institution’s new President Group Captain Mark Hunt, who has vowed to encourage greater diversity during his tenure.

According to the survey, 66% of the public associate the term ‘engineer’ more with men, with just 27% saying they associated the term equally with men and women. According to the poll, 40% of the public think the current image of engineering is deterring women from the profession, compared with 21% saying it is deterring both men and women.

Mark, 42, who today (28 May 2014) became the youngest ever President in the Institution’s 167-year history, said:

“I want to use my year as President to demonstrate what engineers have to offer society, and to broaden public awareness of how engineers are improving the world we live in. I also want to help galvanise action to inspire the next generation of engineering innovators and work hard to encourage more diversity in the industry.”

“Women still make up a worrying low proportion of the engineering workforce, at 6%, and I am determined to help break down the stereotypes that are putting women off joining this vibrant and exciting profession.

“My challenge to every engineer is to ask themselves what they have done today to improve society and then to tell someone about it. We need to be proud of our engineering achievements.”

Mark is the first Royal Air Force Officer to be President and succeeds Patrick Kniveton, Head of Engineering Improvement at Rolls-Royce Marine Power, who became President in 2013.

Mark has been an Engineer Officer in the RAF for 20 years. He has a background in airworthiness and safety and has served widely, including 4 tours in Afghanistan.

Mark is now the Type Airworthiness Authority for the Royal Air Force’s intelligence gathering, surveillance, target acquisition and reconnaissance fleets of Sentinel and Sentry aircraft.  His last role was as Chief Air Engineer at the Royal Air Force’s largest main operating base, Brize Norton, home of the Air Transport and Air-to-air Refuelling Force and gateway to Defence operations.

The Institution of Mechanical Engineers, founded by George Stephenson in 1847, represents more than 106,000 mechanical engineers, in over 120 countries, across such diverse industries as automotive, rail, aerospace, medical, power and construction.

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Alemães querem meta obrigatória para eficiência energética

Fonte: Edifícios e Energia

Divulgação: Procel Info

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Alemanha – A Alemanha defende a introdução de uma meta obrigatória para a eficiência energética no Pacote Energia e Clima 2030, numa posição transmitida pela voz do ministro da Economia do país, Sigmar Gabriel, no Conselho de Energia da União Europeia (UE), na última sexta-feira. No outro extremo, Reino Unido e outros países da Europa de Leste consideram que não é o momento apropriado para definir uma meta vinculativa, em parte devido à crise que se vive na Ucrânia.

Para o governante alemão, a UE “falhou consideravelmente na importância que deu à eficiência energética”, argumentando que só em 2012 foram gastos mais de um milhão de euros por dia em importações de combustíveis fósseis – com destaque para a importação de gás natural liquefeito.

No Conselho, Sigmar Gabriel foi peremptório: “se falamos em reduzir a dependência nas importações, não podemos deixar de nos munir com um dos principais instrumentos para isso: a economia de energia”. Para isso, o responsável vê a introdução de uma terceira meta como algo lógico. “Não nos devemos centrar só nas metas para as emissões de gases com efeito de estufa e energias renováveis. Devemos também definir uma meta obrigatória para aumentar a eficiência energética”, afirmou.

Uma opinião partilhada pelo comissário europeu para a Energia, Günther Oettinger, que já havia dito, em finais de Maio, que “agora mais do que nunca a eficiência energética e a economia de energia devem ser a resposta à dependência energética”. Com essa finalidade, defendeu a apresentação de proposta para uma nova meta vinculativa para a eficiência energética no Outono, como forma de reduzir o consumo energético em 2030. Não deixando de lembrar o desafio de combater os eurocépticos que, segundo o comissário, podem constituir uma ameaça à eficiência energética uma vez que a oposição deste grupo pode comprometer a introdução de uma meta vinculativa.

“Se queremos manter a nossa qualidade de vida, frigoríficos com o mesmo nível de arrefecimento usando menos eletricidade, lâmpadas que só fornecem luz e não aquecem, então temos de conquistar as pessoas e vencer a batalha contra os tablóides e os eurocépticos”, explicou Oettinger no Conselho Europeu de dia 13.

Nesta reunião, os ministros da energia dos diferentes Estados-Membros acordaram limitar a 7% a proporção de integração no mix de combustíveis de primeira geração, devido a receios que a sua ‘cultivação’ conduza ao aumento dos preços de bens alimentares ou mudanças no uso da terra insustentáveis.

Recorde-se que o Pacote Energia e Clima 2030, proposto pela Comissão Europeia em Janeiro, sugeria uma meta obrigatória de redução de 40% dos gases com efeito de estufa e a integração 27% de energias renováveis no mix energético. Neste puzzle a peça “eficiência energética”, pelo menos vinculativa, faltou, estando pendente de uma análise, a publicar neste Verão, dos progressos feitos nesta matéria para alcançar uma meta não obrigatória de 20% em 2020.

Apesar disso, fontes oficiais de Bruxelas lembram que a Comissão reserva o direito de vir a introduzir metas obrigatórias no caso da UE, como um todo, se encontrar longe dos objetivos a cumprir em matéria de eficiência energética.

Neste âmbito, o ministro da Economia alemão e o ministro do Clima e Energia dinamarquês vão organizar, na próxima quarta-feira (18), em Bruxelas, um workshop para discutir as metas para o Pacote Energia e Clima. Enquanto em 26 de Junho será a vez do Conselho Europeu discutir os objetivos para 2030.

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Para melhorar o trânsito, piore

Apesar de concordar “em parte” quando a matéria abaixo aborda a questão do “trânsito induzido”, uma vez que somos seres humanos e que, como seres humanos, nos acostumamos com as situações que nos oferecem conforto…, discordo de uma outra parte deste conceito, quando não leva em consideração que uma infraestrutura mínima e funcional de transporte público seria necessária.

Afinal, considerando que a Inglaterra (presumo que Londres), Paris e Nova York foram citadas como exemplos para a aplicação do conceito acima, vocês concordariam em afirmar que São Paulo possui uma infraestrutura para a mobilidade urbana similar ou, ao menos, proporcionalmente adequada?

Sinceramente, acho que a aplicação deste conceito em São Paulo deveria se chamar de “chuta a bola que eu corro atrás”…

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Fonte: A Folha de SP (Cotidiano)

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 Ao serem expostas ao conceito de “trânsito induzido” (ou “provocado”), muitas pessoas perguntam: então o que o poder público deve fazer, nada? Em uma palavra, a resposta é essa mesmo: “nada”. Explicando um pouco melhor: nada para paparicar os usuários de automóvel, o máximo possível para melhorar a vida de quem anda de transporte público, a pé ou de bicicleta. Ou, ainda sendo mais radical: os governos devem até mesmo fazer alguma coisa para complicar mais o trânsito dos carros particulares, induzindo os motoristas a desistirem.

Há muito tempo, os economistas perceberam que a melhor receita para criar consenso contra a inflação é a hiperinflação. Foi o que aconteceu na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial (quando o salário de um trabalhador pobre correspondia a um carrinho de feira de notas de dinheiro) ou mesmo no Brasil do final dos anos 1980 até o início dos anos 1990, quando a taxa de desvalorização da moeda chegou a 80% ao mês. Inflação baixa, mesmo que constante e consistente como temos hoje no país, não é tão convincente para fazer as pessoas aceitarem sacrifícios. Mas quando o dinheiro se esvai a cada semana, todos topam os sofrimentos dos ajustes para alcançar estabilidade monetária.

O mesmo acontece com o trânsito: ninguém deixa o conforto do carro se não se vir obrigado a isso, poucos adotam o transporte público voluntariamente. Algo precisa forçar essa decisão. E a melhor forma é deixar o congestionamento revelar toda a sua gravidade.

O conceito de “trânsito induzido” é fruto da constatação feita por engenheiros de tráfego nos EUA e na Inglaterra, ao observar que toda obra de melhoria viária resultava em congestionamento ainda maior, no médio prazo, depois de alguma melhora inicial. Ao saber que o tráfego ficou bom em certa via ou área da cidade, gente que não usava carro passa a utilizá-lo para suas perambulações diárias.

Inversamente, o trânsito pode ser reprimido, por assim dizer, reduzindo as faixas de rolamento; fechando avenidas; tirando carros particulares de faixas reservadas para transporte público; eliminando vagas de estacionamento nas ruas para destiná-las às ciclovias (como agora propôs a Prefeitura de São Paulo) e restringindo a criação de garagens em áreas centrais (ao contrário do que propôs a mesma Prefeitura no ano passado). Enfim, medidas que agravam as dificuldades para aqueles que, mesmo tendo acesso a transporte público, insistam em andar de carro.

Para quem gosta de olhar o chamado “primeiro mundo”: Paris e Nova York fazem um pouco de tudo isso. Inclusive, fecham cerca de 30 km de ruas a cada ano, reduzindo as áreas disponíveis para uso de carros particulares.

Nenhuma dessas medidas, se adotada por aqui, será novidade, portanto: elas já foram todas testadas e avaliadas pelas grandes cidades dos países ditos desenvolvidos, que têm congestionamentos como São Paulo e Rio, apesar de infraestrutura melhor de transportes públicos. O resultado das experiências acumuladas é que aquelas cidades não gastam mais fortunas em dinheiro dos contribuintes para construir soluções viárias para automóveis. Ao contrário: melhoram a vida dos pedestres, dos ciclistas e dos usuários de transporte coletivo, mesmo que, às vezes, atazanando os donos de carros.

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A ampliação do rodízio de veículos em SP ainda não está definida, diz Haddad

Fonte: A Folha de SP

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira (16) que a proposta de ampliar a área do rodízio de veículos pode não sair do papel.

O secretário Municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, estimou em janeiro deste ano que uma ampliação da regra poderia ocorrer até abril.

Pelo projeto, a restrição hoje vigente somente no centro expandido da capital paulista seria ampliada para as principais vias que ligam a periferia ao centro da cidade.

“A questão é controversa e está em análise”, afirmou Haddad. “Há técnicos que estão colocando objeções, há outros que estão defendendo, mas isso é uma decisão técnica que precisa ser tomada com cautela, é uma coisa que vai impactar muito.”

O prefeito afirmou que entre as dúvidas que precisam ser sanadas para a implantação do projeto está saber se a mudança traria somente melhorias de curto prazo.

A ideia de ampliação do rodízio tem como base um estudo da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) para aumentar a restrição para cerca de 400 ruas e avenidas de fora do centro expandido. Seriam ao todo 371 km de vias.

Poderiam ser incluídas avenidas como a Aricanduva (zona leste), Eliseu de Almeida (oeste), Inajar de Souza (norte) ou Washington Luís (sul), por exemplo.

O objetivo da ampliação era reduzir a quantidade de veículos nas ruas, inclusive na periferia da cidade, para melhorar o trânsito.

MAIORIA

Segundo Haddad, a ampliação do rodízio de veículos só será adotada “se houver pelo menos uma maioria de técnicos convencidos”.

A medida é polêmica entre especialistas em transporte.

“A ampliação do rodízio é uma medida que vai ter que ser enfrentada, mais cedo ou mais tarde”, diz Marcos Bicalho, que defende medidas crescentes de restrição ao uso do carro em São Paulo.

Ele afirma que a prefeitura deveria fazer a ampliação em áreas onde forem construídos novos corredores e faixas exclusivas de ônibus –priorizando, assim, a circulação do transporte coletivo.

Horácio Augusto Figueira, mestre em engenharia de transportes pela USP (Universidade de São Paulo), não vê a medida para solução.

Ele diz ser contra a adoção do rodízio de veículos porque a alta da frota nos últimos anos reduziu os efeitos da medida em São Paulo.

Figueira argumenta que os motoristas passaram a comprar um segundo automóvel ou uma motocicleta para driblar a restrição.

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NBR 16.280: Novas regras para reformas em edificações

Fonte: ABRAFAC Notícias

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Com o objetivo de aumentar a segurança nos edifícios, foram criadas e alteradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) as normas que regem as reformas, atribuindo responsabilidades a todas as partes envolvidas: proprietários, construtoras/incorporadoras, projetistas, síndicos, engenheiros e arquitetos.

Assim sendo, desde o último dia 18 de abril, está em vigor a NBR 16.280, que estabelece procedimentos a serem seguidos antes, durante e depois da obra, ou seja, desde o projeto até sua conclusão, através da adoção de um sistema de gestão de obras de reforma dentro das edificações. Como responsável legal pelo condomínio, caberá ao síndico assegurar que as normas sejam efetivamente cumpridas.

A nova norma se aplica a todos os tipos de reformas e não apenas às mais complexas. Além disso, é válida também para todos os edifícios, sejam novos, antigos, comerciais ou residenciais, em áreas privativas ou comuns, inclusive para aquelas a serem feitas no interior do imóvel. Nesse último caso, de uma reforma interna de qualquer tipo, o proprietário não poderá realizá-la da forma como quiser. O síndico deverá ser informado e poderá ou não autorizá-la, assim como deverá pedir a avaliação de um especialista quanto à existência ou não de algum risco para o edifício e seus moradores.

Apesar da ABNT NBR 16.280 não ser lei, seu cumprimento é obrigatório dentro dos condomínios. Afinal, todos sabem que as normas técnicas são prestigiadas pelo Poder Judiciário e, portanto, litígios sobre reformas feitas a partir de sua entrada em vigor, que necessitem da produção de prova pericial, sem dúvida, terão a nova norma como parâmetro. O Secovi-SP alerta inclusive que, dependendo dos danos eventualmente causados pela não observância da norma, síndico e/ou condômino poderão ser responsabilizados civil, administrativa e criminalmente.

Mas como saber quais reformas devem seguir as novas normas e diretrizes?

De acordo com a nova NBR, reforma é toda e qualquer alteração que vise recuperar, melhorar ou ampliar as condições de habitabilidade, uso ou segurança e que não seja de manutenção. Em outras palavras, só dispensariam o aval de engenheiro ou arquiteto pequenos reparos, como pintura ou rebaixamento de teto com gesso. O envolvimento de profissionais ou empresas especializadas é necessário nos demais casos, como:

•  remoção ou acréscimo de paredes, furos e aberturas, alterações que impliquem no aumento ou redução de carga;

•    instalações elétricas e a gás;

•    automação, instalação de ar condicionado, exaustão e ventilação;

•    hidrossanitárias, de prevenção e combate a incêndios;

•    revestimentos e impermeabilizações;

•    esquadrias, fechamento de varandas etc.

Vale destacar ainda algumas atribuições da NBR 16.280 para proprietários, profissionais especializados e síndico:

Arquitetos e Engenheiros – deverão fazer um plano de reforma detalhado, com os impactos nos sistemas e equipamentos, horários de trabalho, planejamento para descarte de resíduos, projetos e descritivos etc.

Dono do Imóvel – ao final da obra, deverá atualizar o manual de uso do edifício com o que foi modificado em sua reforma ou mesmo elaborá-lo, no caso do prédio que não o possuir.

Síndico – deverá vistoriar as condições de encerramento da obra, exigir um termo de finalização do proprietário e demais documentos pertinentes para arquivo, assim como suspender as autorizações para entrada de insumos e prestadores de serviços.

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Glossário de melhoria da qualidade

Fonte: Equipe Target

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A publicaçãoThe Quality Improvement Glossary, de autoria de Don Siebels, informa que os benefícios da utilização de técnicas de melhoria da qualidade são bem documentados, e há inúmeros livros no mercado que explicam como usar essas técnicas em quase todos os setores. Mas o mundo da qualidade é repleto de terminologia única e específica, os acrônimos, as frases de efeito, as teorias, e os indivíduos notáveis. A amplitude do material pode ser muito confuso para muitas pessoas e, sem rodeios, intimidante para aqueles que estão começando na profissão de qualidade.

Agora, finalmente há uma ajuda! Novatos, bem como profissionais de qualidade mais graduados, encontrarão nesse livro uma fonte definitiva para termos relacionados com a qualidade, conceitos, pessoas, e siglas, tornando-se uma adição valiosa para qualquer biblioteca de qualidade. Escrito para servir como um guia de fácil utilização, para o mundo muitas vezes confuso de melhoria da qualidade, fornece explicações sólidas e concisas de mais de 2.500 termos, bem como referências a conceitos e informações relacionadas sobre como descobrir mais dados em profundidade.

Também estão incluídas em seus vários apêndices as pessoas influentes no campo da qualidade, uma lista separada de siglas, símbolos estatística e fórmulas comuns. Com uma infinidade de conhecimentos relacionados com a qualidade ao alcance dos leitores, este livro também é muito útil para as pessoas que se preparam para os exames de certificação.

Dessa forma, o autor organizou as definições de termos, conceitos, pessoas ou siglas em ordem alfabética. Cada entrada fornece detalhes suficientes para lançar luz sobre o conceito ou frase aplicada dentro da profissão de qualidade. Igualmente, faz um adendo de “see also”, ou referências a fim de fornecer títulos de livros ou outros materiais publicados onde o termo ou conceito aparece. “See” são referências a outros termos ou frases no glossário que irá fornecer informações adicionais ou comparativas.

Quando os termos têm mais de um significado ou aplicação, as definições são divididas em secções numeradas. O Código de Ética da ASQ foi reimpresso no início do glossário para que ele esteja sempre disponível para fácil referência. As pessoas influentes notáveis na área de qualidade são referenciadas no Anexo A.

As siglas são incluídas no glossário, mas listadas separadamente por conveniência no Apêndice B. Símbolos estatísticos e fórmulas básicas estão detalhados no Apêndice C. A matriz em que os gráficos de controle podem ser usados para usar em qual aplicativo é está incluída no Apêndice D. Os símbolos de dimensionamento geométrico e tolerâncias estão incluídos no Apêndice E. As mais variadas normas relacionadas com a qualidade estão listadas no Apêndice F. Finalmente, os prêmios de qualidade são listados no Apêndice G.

A tarefa de criar um glossário para o profissional da qualidade com tão variadas aplicações foi um desafio. A linguagem usada foi constantemente mudada, com novas palavras e conceitos que estão sendo adicionados e outros que se tornaram obsoletos. Como tal, o vocabulário continua a mudar também. O serviço de imprensa da ASQ vai continuar a liderar o caminho para ajudar a adicionar, à crescente lista, os termos e definições. À medida que novos termos são desenvolvidos, deve-se entrar em contato com o autor para ele incluir em uma edição posterior do glossário.

Apesar dos melhores esforços de todos os envolvidos neste projeto, pode haver erros ou omissões que se tornam evidentes como este glossário é usado. Sinta-se livre para enviar terminologia atualizada/corrigida. Espero que você encontre este glossário um ferramenta útil em seus esforços em direção a uma compreensão mais profunda da campo de qualidade.

Webster’s New World Dictionary (1988) define um glossário como “uma lista de difíceis termos técnicos ou estrangeiros com definições ou traduções, realizado por algum autor em particular, área de conhecimento, etc., muitas vezes incluídos em ordem alfabética que são listados no final de um livro”. Nos últimos mais de 30 anos de trabalho na profissão de qualidade, o autor teve sempre se deparar com uma infinidade de difíceis conceitos ou termos técnicos. Muitos deles eram novos para ele ou um produto de referência no campo da qualidade. Recentemente, houve acréscimo da área ambiental.

Como o autor começou a expandir seu vocabulário, entendeu que a única maneira de se manter era compilar uma lista dos termos diferentes, conceitos, acrônimos, e todas as propostas. Assim surgiu esse glossário que surgiu a partir de notas pessoais e de várias outras fontes publicadas compiladas ao longo dos anos (ver Agradecimentos). Vários termos relacionados com um determinado aspecto da profissão qualidade e definições publicadas anteriormente pela ASQ estão disponíveis. Quando os termos vêm de campos fora da arena qualidade, houve a ideia de defini-los, tanto quanto possível, para aplicações geralmente aceites.

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ABRAFAC estuda ampliar suas atividades no RJ – Comentários Efetuados

Como nem todos observam os comentários no Blog, resolvi postar os comentários efetuados pelos colegas, profissionais e amigos Oldemar Bandeira e Edison Sanromã, assim como a minha resposta.

Comentário do Olemar Bandeira:

“Aproveito para reforçar esta iniciativa lembrando que já temos curso de Pós-Graduação em FM no Rio de Janeiro, na AVM/Candido Mendes, tendo a primeira turma 42 alunos (um sucesso). Este curso está sendo reestruturado para MBA. O grande diferencial é um curso feito por profissionais para profissionais, sendo coordenado por Edison da Silva Sanromã. “

Comentário do Edison Sanromã:

“Fico feliz em ver essas iniciativas e espero que todos tenhamos mais cursos de formação, pois não é fácil conseguir educar e fomentar educação no Brasil. Para quem quiser entrar agora nesse mundo, como aluno ou como professor entrem em contato (edison.sanroma@rio2016.com )”

Meus comentários:

“Caro Sanromã,

Infelizmente ainda estamos longe de um ideal, apesar de termos importantíssimas iniciativas como a da USP em São Paulo, da AVM / Cândido Mendes no RJ, da Facilities em nível Brasil com o esforço de nossa amiga e ótima profissional Fátima Sousa e da AEA, também com um esforço fantástico de nosso amigo e exemplo Lamberto Grinover.
Ainda é muito pouco frente ao nosso mercado, mas vejo avanços.

Um outro ponto importante comentado pelo Oldemar Bandeira refere-se ao fato de profissionais experientes no mercado estarem atuando como docentes; considero muito importante esta troca de experiências, pois tenho sentido cada vez mais esta expectativa por parte de meus alunos.

Um grande abraço e parabéns pelo trabalho no RJ!

Conte com a minha ajuda e apoio!

Alexandre Lara”

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