NBR 16295/2014 – Luvas de Material Isolante

Fonte: Equipe Target

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A NBR 16295 de 05/2014 – Luvas de material isolante (IEC 60903:2002, MOD)é aplicável a: luvas isolantes e luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos, que são normalmente usadas em conjunto com luvas de proteção vestidas sobre as luvas isolantes para prover proteção mecânica; luvas isolantes e luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos, utilizáveis sem as luvas de proteção. Salvo declarado em contrário, o uso do termo “luva” inclui as luvas isolantes e as luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos.

O uso do termo “luvas isolantes” designa luvas que oferecem somente proteção elétrica. O uso do termo “luvas compostas” designa luvas que oferecem proteção elétrica e mecânica.

Neste documento, as seções de requisitos e ensaios estão reorganizadas de forma a reunir os requisitos e ensaios comuns, para então estabelecer separadamente os que são específicos para luvas isolantes para proteção elétrica, normalmente usadas embaixo de luvas de proteção, diferente daqueles específicos para luvas isolantes para proteção elétrica e mecânica combinada. Este arranjo satisfaz a necessidade de modo que um mesmo nível de qualidade de isolamento elétrico seja atingido para todos os tipos de luvas isolantes.

Este documento foi preparado de acordo com os requisitos da IEC 61477, quando aplicável. As luvas especificadas por esta norma devem ser designadas conforme a seguir: por classe, como classe 00, classe 0, classe 1, classe 2, classe 3 e classe 4; por propriedades especiais, pela adição de um sufixo, conforme mostrado na Tabela 1 (disponível na norma). A orientação quanto à faixa de temperatura na qual as luvas podem ser usadas é fornecida no Anexo E.

Todas as luvas podem ser forradas ou sem forro, ter uma cobertura exterior ou não, para proteção contra ataque químico, ou ser especialmente formuladas para reduzir os efeitos do ozônio. As luvas isolantes para proteção elétrica são usualmente produzidas de elastômero.

As luvas compostas são normalmente produzidas de elastômero. No caso de desgaste excessivo ou dano no exterior de uma luva composta constituída de camadas de cores diferentes, a camada de cor diferente de baixo aparecerá.

Quanto ao formato, as luvas devem ser fornecidas com uma orla. As luvas podem ser fabricadas com ou sem orla reforçada. O formato de uma luva é mostrado na Figura 1a (disponível na norma). O formato de uma luva de proteção sem divisão para os quatro dedos é mostrado na Figura 2 (disponível na norma). O formato de uma luva composta longa é mostrado na Figura 1b (disponível na norma). O formato de uma luva com cano em forma de sino é ilustrado na Figura 1c (disponível na norma).

As luvas devem estar isentas, nas superfícies internas e externas, de irregularidades físicas prejudiciais, que podem ser constatadas por ensaio ou inspeção visual. As irregularidades físicas prejudiciais devem ser definidas como quaisquer características que rompam o contorno de superfície lisa, uniforme, como microporosidade, rachaduras, bolhas, cortes, substâncias estranhas embutidas condutivas, pregas, marcas de aperto, cavidades (ar retido), ondulações proeminentes e marcas moldadas proeminentes.

O ensaio de prova (ver 8.4.2.1 ou 8.4.3.1) é considerado bem-sucedido se a tensão de prova for alcançada e mantida durante o período de ensaio, a corrente de fuga não exceder os valores especificados durante o período de ensaio. A medição de corrente pode ser realizada continuamente ou no final do período de ensaio.

O ensaio de rigidez dielétrica (ver 8.4.2.2 ou 8.4.3.2) é considerado bem-sucedido se a tensão em que a perfuração elétrica ocorrer for igual ou exceder os valores especificados. Os corpos de prova devem ser submetidos a ensaios de alta temperatura (ver 8.5) para simular os efeitos de envelhecimento.

Para corpos de prova dumb-bell, o valor mais baixo de resistência à tração na ruptura, deve ser um valor não inferior a 80 % do valor não envelhecido. A deformação permanente máxima após o alongamento, não pode exceder 15 %. Cada luva deve também passar pelo ensaio de prova, mas sem ser submetida ao condicionamento de umidade.

Quanto à resistência à baixa temperatura, nenhum rasgamento, ruptura ou rachadura deve ser visível nas luvas, depois de elas serem submetidas a um ensaio de baixa temperatura (ver 8.6.1). Cada luva deve também passar pelo ensaio de prova, mas sem ser submetida ao condicionamento de umidade. Os corpos de prova tirados das luvas devem retardar à chama (ver 8.6.2). A chama não pode alcançar a linha de referência traçada no corpo de prova a 55 mm de sua extremidade (por exemplo, da ponta do dedo), dentro de 55 s depois da retirada da chama.

As luvas de categoria A devem ser resistentes a ácido (ver 8.7.1). Depois de imersão em uma solução de ácido sulfúrico, as luvas devem passar pelos seguintes ensaios, com sucesso: ensaio de prova de tensão sem condicionamento à umidade; resistência à tração e alongamento na ruptura: os valores obtidos não podem ser inferiores a 75 % dos valores obtidos em luvas que não foram expostas ao ácido.

As luvas de categoria H devem ser resistentes a óleo (ver 8.7.2). Depois da imersão em um óleo, as luvas devem passar pelos seguintes ensaios, com sucesso: ensaio de prova de tensão sem condicionamento à umidade; resistência à tração e alongamento na ruptura: os valores obtidos não podem ser inferiores a 50 % dos valores obtidos em luvas que não foram expostas ao óleo.

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Iluminação e eficiência energética

Fonte: AECWeb

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Brasil – A iluminação dos edifícios compõe, com a envoltória e o sistema de ar condicionado, o tripé da recém lançada etiquetagem Procel Edifica de eficiência energética dos edifícios. O mesmo ocorre com as certificações de impacto ambiental como o LEED, emitido pelo GBC – Green Building Council – e o AQUA da Fundação Vanzolini. “Os processos de certificação adotam, em sua maioria, como forma de premiar o desempenho energético mais eficiente de um edifício, uma metodologia de comparação entre um caso de referência e o projeto proposto”, lembra o consultor David Douek, diretor da OTEC – Otimização Energética para a Construção. Segundo ele, a principal diferença entre essas certificações está na referência utilizada, uma vez que as estratégias de redução de consumo de energia para a iluminação artificial podem ser utilizadas para todas.

“No caso da certificação LEED New Construction, por exemplo, o parâmetro utilizado para a nova versão são os critérios da ASHRAE 90.1 de 2007. Já o Procel Edifica desenvolveu critérios próprios para a utilização como caso base. A certificação AQUA, ainda que não defina qual a referência de comparação, apresenta metas claras de redução em relação ao parâmetro utilizado”, explica Douek. Os três sistemas devem apresentar a maior eficiência conquistada através de simulação computacional de desempenho, que deve ter como resultado final a eficiência resultante da combinação de soluções aplicadas no projeto de arquitetura, no projeto de ar condicionado e no projeto de iluminação artificial.

O consultor Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, ressalta que cada uma das certificações tem pesos diferentes para o consumo energético. “E como a iluminação tem contribuições diferentes dependendo do tipo de edificação, pode haver impacto maior ou menor em função da métrica de avaliação de cada uma das certificações”, diz e exemplifica: “Um estádio de futebol tem boa parte de seu consumo de energia relacionado à iluminação, enquanto um cinema tem a maior parte de seu consumo energético ligado ao sistema de climatização”. Desta forma, a iluminação eficiente tem papel importante em qualquer tipo de certificação, porém é importante analisar de maneira global qual a contribuição da iluminação no consumo total de energia do edifício, para que sejam tomadas soluções efetivamente sustentáveis que tenham impacto significativo na redução de consumo global do edifício.

Soluções de projeto

Os consultores de sustentabilidade são unânimes quanto ao ponto de partida para a redução da iluminação artificial: o projeto arquitetônico deve oferecer soluções de implantação e funcionalidade do edifício, além de integrar a iluminação artificial à natural. Independe de se tratar de um edifício corporativo, residencial ou industrial, os conceitos por trás de uma iluminação artificial mais eficiente são os mesmos, de acordo com David Douek. “O primeiro passo para contabilizarmos ganhos no projeto de iluminação artificial é integrá-lo às condições planejadas de iluminação natural. Isto não significa simplesmente abrir um vão na fachada ou cobertura sem considerar fatores como orientação, proporção e características dos materiais utilizados”, ensina.

Ele sugere o uso de elementos de controle solar como brises, ‘light louvers’ e prateleiras de luz, que podem trazer a luz natural na quantidade e qualidade necessárias ao desenvolvimento das tarefas do ambiente projetado, reduzindo ou eliminando a necessidade de luz artificial em grande parte do dia. “A especificação de luminárias e lâmpadas mais eficientes garantem ganhos complementares de economia. Em edifícios operados 24 horas, é importante considerar estratégias como setorização de iluminação e iluminação de tarefa. Sensores de presença são sempre muito bem vindos em áreas de curta permanência como banheiros e corredores”, complementa Douek.

Luiz Henrique Ferreira defende que para uma correta iluminação natural, devem ser levados em conta aspectos como evitar o aumento de carga térmica de ar-condicionado, evitar o ofuscamento dos usuários, a correta implantação do edifício em relação ao caminhamento do sol e estudos de sombreamento de fachadas por edifícios vizinhos. Alguns exemplos que podem ser considerados são a iluminação natural por bandejas de luz, utilização de vidros de alto desempenho nas áreas envidraçadas e a utilização de aberturas zenitais com iluminação indireta, que não aumentam a carga térmica da edificação.

“Edifícios corporativos possuem uma ocupação bastante densa, o que leva o arquiteto a propor soluções para uniformizar a iluminação natural por todas as estações de trabalho. Os recursos podem ir desde o layout do andar corporativo até a implantação de um átrio interno para garantir iluminação natural”, afirma Ferreira. Segundo ele, no caso de edifícios comerciais, existe o conflito entre aumentar a área de exposição de produtos e permitir a abertura de janelas. “Recurso que, até certo ponto, restringe a instalação de estantes próximas às paredes, mas, por outro lado, facilita a entrada de luz. Nestes casos, a iluminação zenital pode ser uma boa alternativa, desde que levado em conta o aumento da carga térmica de ar-condicionado”, observa o consultor.

Tecnologias

O consultor David Douek destaca algumas tecnologias que colaboraram para reduzir o consumo energético da iluminação, entre elas, lâmpadas e luminárias eficientes, sensores de presença, light tube, dimerização fotosensível e setorização do projeto. Luiz Henrique Ferreira cita a tecnologia LED, lâmpada com baixíssimo consumo e grande iluminância. “É ainda cara, porém, se pensarmos no período de retorno devido à alta durabilidade e o consumo até dez vezes menor que uma lâmpada convencional, as lâmpadas LED são bem competitivas”, observa. Outra inovação são os tubos de fibra ótica, que captam iluminação no exterior da edificação e a conduzem até um ambiente fechado, muito utilizada em banheiros e áreas internas de edificações. “Há, também, a tecnologia de tubo de fibra ótica acoplado a um painel fotovoltaico: durante o dia, a luz do sol ilumina o ambiente conduzida pela fibra ótica e, ao mesmo tempo, carrega uma pequena bateria pelo painel fotovoltaico, que durante a noite aciona uma lâmpada LED.

Uma das grandes metas dos edifícios sustentáveis é a autogeração de energia. Diz David Douek que, embora no Brasil os painéis fotovoltaicos são tidos como viáveis apenas para áreas rurais, em função do custo estimado dos sistemas, outras opções como as PCHs – Pequenas Centrais Hidrelétricas – podem ser consideradas quando a geografia o permitir. “Nas áreas urbanas e, principalmente, em edifícios existentes é sempre interessante tratarmos o imóvel de forma a ampliar os ganhos por iluminação natural. Quando não for possível, reduzir a demanda por energia através da integração das soluções”, orienta. O diretor da OTEC lembra, ainda, que há tecnologias desenvolvidas e outras em desenvolvimento como a transmissão de iluminação natural por fibra ótica, que “poderá vir a ser uma estratégia a ser amplamente utilizada, desde que devidamente amadurecida para a utilização em escala”.

De acordo com Ferreira, existem diversas tecnologias de apoio para iluminação. “E a solução sustentável está ligada ao contexto do local onde o empreendimento será implantado. É importante, sempre, considerar aspectos sociais, econômicos e ambientais na determinação de uma solução, além da matriz energética disponível e emissões de carbono para geração de energia elétrica por fontes alternativas. Dependendo da localização do empreendimento, um sistema de co-geração a gás natural é menos sustentável do que comprar energia da rede proveniente de geração hidrelétrica”, alerta.

Moradias Populares

“Para habitações populares utilizar-se de soluções passivas é, certamente, uma das melhores alternativa para a redução de consumo de energia”, sentencia Douek, que explica: “Isto vale tanto para a iluminação, quanto para o conforto térmico. Iluminação e ventilação naturais, aliadas a uma adequada combinação de materiais e proporção entre tamanho de aberturas e área edificada é sempre o primeiro passo para reduzir a demanda por consumo de energia”.

Quanto à especificação de lâmpadas e luminárias para a habitação popular, o diretor da OTEC ressalta que alguns fatores devem ser levados em conta. “Se considerarmos que as lâmpadas incandescentes são ainda largamente utilizadas em função do preço, apesar de sua menor eficiência, é notável o fato de que ao compararmos com o ciclo de vida de uma fluorescente compacta, a primeira sai perdendo. Se o custo da segunda é mais alto, poderíamos considerar políticas de incentivo para sua aplicação, uma vez que o benefício é de todos”.

Ferreira argumenta que “o melhor modelo de iluminação para moradias populares é aquele que apresente uma boa relação custo-benefício, analisando aspectos de vida útil do sistema, potência instalada (bitola dos cabos, tamanho dos disjuntores), custo de consumo ao longo da vida útil do produto e o custo ambiental do descarte das lâmpadas que, muitas vezes, não é levado em conta. Dependendo da localização da moradia e da disponibilidade de fornecedores e custos de aquisição, uma lâmpada fluorescente pode ser melhor que uma lâmpada de LED e vice-versa”. 

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Faltam 11 dias para o Congresso Brasileiro de Eficiência Energética

Faltam apenas 11 dias para o início do 11º COBEE – Congresso Brasileiro de Eficiência Energética e da Expo Eficiência 2014, à serem realizados no Centro de Convenções Frei Caneca em SP, entre os dias 21 e 22 de julho, das 8:30 às 18:00hs.

Segue o link para os interessados.

Segue o link para as inscrições.

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Eficiência energética é destaque em curso no fim de julho, em Ribeirão Preto / SP

Fonte: Revista Eco Energia

São Paulo – Acontece nos dias 24 e 25 de julho, em Ribeirão Preto, SP, o curso de ‘Caldeiras, Vapor e Energia’, promovido pela Sinatub Tecnologia, em parceria com a ProCana Brasil. O objetivo é mostrar a eficiência energética e os avanços tecnológicos nas gerações de vapor e de energia elétrica, aplicada as plantas industriais e centrais termoelétricas.

Paulo Roberto Dalben, sócio da empresa Fundamento Consultoria Industrial, será um dos palestrantes e falará sobre sistema de recepção e preparo da biomassa para etanol 2G. “Este tema é novo no setor. As plantas de etanol 2G que estão sendo instaladas precisam receber biomassa de boa qualidade com material uniforme, tanto em tamanho das partículas como umidade e teor de impurezas minerais que precisam ser o mais baixo possível para que o processo de tratamento da biomassa seja eficiente e obtenha a maior conversão de açúcar possível”, afirma.

Carlos Eduardo de Abreu, engenheiro mecânico, é outro nome confirmado para o evento. Ele explica melhor o tema de sua palestra. “Desenvolvimento tecnológico de caldeiras para adequar as novas condições do combustível e atender a legislação ambiental será o tema de minha palestra. Trata-se de um assunto importante, que visa mostrar ao usuário tecnologias e conhecimentos para obter a melhor performance do equipamento com a queima do bagaço de cana atual”, diz o engenheiro mecânico Carlos Eduardo de Abreu.

O evento, patrocinado pela Renk Zanini e TGM, é voltado para todos os profissionais que atuem em áreas ligadas a caldeiras, sistemas de vapor, manutenção, produção e segurança industrial, energia, meio ambiente e financeira.

Mais informações pelo telefone (16) 3911-1384 ou pelo e-mail sinatub@procana.com.br 

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Treinamento PV HandsON – Fotovoltáico na Prática (Mês de Julho em SP)

O Procel divulgou a realização de um curso sobre energia fotovoltaica à ser realizado em SP neste mês de julho.

Segue abaixo a reprodução da divulgação.

Fonte: Procel Info

São Paulo – Este treinamento apresenta aos participantes, os conceitos fundamentais para a elaboração de projetos fotovoltaicos e a aplicação prática em uma instalação real. Desde a avaliação de viabilidade do projeto à instalação do sistema de geração. Os temas abordados incluem: – Estimativa de Geração, Dimensionamento do sistema, Sistema de Proteção, Planejamento da instalação, Diagramas elétricos, Estruturas de montagem, Montagem Elétrica, Conexão a Rede

Investimento: R$1.300

Carga Horária: 16h

Próximas Turmas: 25 e 26/Julho/2014

Local: São Paulo-SP

Informações & Inscrições: Portal do Enovasolar

Telefone: (11) 983613977, falar com Marcio Takata

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ABRAFAC lança as inscrições para o Congresso 2014 à ser realizado em Hotel no Guarujá

A ABRAFAC (Associação Brasileira de Facilities) lançou esta semana a chamada para as inscrições dos interessados em participar do Congresso 2014, que este ano será realizado em um Hotel Resort & Spa no Guaruja / SP.

Aos interessados, segue a chamada oficial com o link (basta clicar na figura abaixo).

Congresso ABRAFAC 2014

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Os erros mais comuns da geração Y ao virar chefe

Fonte: Exame.com

São Paulo – Os jovens da Geração Y, aqueles que nasceram entre as décadas de 80 e 90, miram com olhos mais firmes um cargo de liderança e as possibilidades de uma meteórica ascensão profissional. Mas quando, enfim, chegam lá, cometem alguns deslizes típicos de quem ainda não sabe muito bem o que é ser chefe. Veja quais em mais um dosvídeos de carreira. Desta vez, com Sidnei Oliveira, autor do livro “Profissões do futuro”.

Acesse aqui o artigo em seu local de origem, assim como o vídeo com Sidnei Oliveira.

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Engenheiros podem assinar projetos arquitetônicos

Eu, particularmente, discordo desta decisão, não devido à uma mera diretriz ou lei, mas em relação a capacitação de engenheiros para o desempenho desta função.

Apesar de engenheiro por formação, não vejo em muitos profissionais o dom e a visão de proporcionar a harmonia necessária em um projeto.

Independentemente da eterna discussão entre engenheiros e arquitetos, vejo que cada um tem uma função importante e específica e acho que o mais correto, seria a existência de leis que obrigassem a formação de um time de projetos, considerando a participação de engenheiros e arquitetos, para a elaboração de projetos arquitetônicos que também contemplassem acessos e condições para uma melhor operação e manutenção.

Vejam a matéria abaixo.

Fonte: Gazeta do Povo – Curitiba / PR – Imóveis

Autor: Não encontrado

Divulgação: SINAENCO

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O Conselho Regional de En­genharia e Agronomia do P­ara­ná (Crea-PR) venceu a ação pro­posta pelo Sindicato dos Ar­quitetos e Urbanistas no Es­tado do Paraná (SindArq-PR) que solicitava a proibição da emissão das Anotações de Res­ponsabilidade Técnica (ARTs) relacionadas aos projetos arquitetônicos pelos engenheiros civis, assim como a anulação das ARTs já emitidas por estes profissionais. A sentença em 1.º grau, emitida pela juíza federal substituta, Soraia Tullio, coloca a elaboração de projetos como uma atividade compartilhada entre os profissionais das duas categorias, suspendendo a Resolução 51 do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR).

Em nota, o presidente do Crea-PR, Joel Krüger, disse esperar que essa discussão possa ser definitivamente encerrada e que os profissionais da engenharia e da arquitetura possam trabalhar em harmonia. O SindArq-PR informou, por meio da assessoria, que não irá se manifestar sobre o caso. Cabe recurso da decisão.

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Consumo de aparelhos condicionadores de ar e a crise energética brasileira

Fonte: HVAC Mercosul

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Porta-voz do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, do Comitê Temático Energia, e coordenador do Labeee (Laboratório de Eficiência Energética em Edificações), na Universidade Federal de Santa Catarina, o engenheiro Roberto Lamberts apresenta desafios e soluções no atual cenário de crise energética brasileira.

A partir de recente publicação sobre o consumo de aparelhos condicionadores de ar no Brasil, Roberto Lamberts aponta a importância de priorizar o aumento da eficiência energética dos equipamentos com o estímulo à entrada de produtos mais eficientes no mercado e, também, investir em educação para o consumo racional de energia.

 

Em um país como o Brasil, com cerca de 71% da energia produzida a partir de matriz hidrelétrica, a necessidade de reduzir a dependência em relação ao uso da água pela diversificação da matriz energética e a busca por uso racional de energia ficam cada vez mais evidentes. A atual escassez de chuvas, o baixo nível de reservatórios de água no país e o aumento da renda média da população agravam, de forma explícita, o cenário de demanda crescente e abalo da segurança da oferta de energia.

O Brasil é o 9º maior consumidor de energia elétrica do mundo e o estudo da projeção do consumo para os próximos anos aponta continuidade da tendência de crescimento, com uma elevação em cerca de 55% (EPE, 2011). Grande parte dessa energia, assim como na maioria dos países do mundo, é destinada ao condicionamento artificial do ar. O Brasil figura, também, como o 5º maior comprador mundial de condicionadores de ar, considerando os aparelhos de janela e splits. Tal demanda tem se elevado rapidamente nos países desenvolvidos e ainda mais nas economias emergentes de clima quente. No ano de 2005, o condicionamento ambiental já representava 20% do consumo de energia elétrica no setor residencial brasileiro e 47% no setor comercial (ELETROBRÁS, 2009).

Desde 2001, o Brasil possui mecanismos legais para direcionar a política nacional de conservação e uso racional de energia. Porém, apenas em 2007 foi aprovada uma regulamentação específica de condicionadores de ar, estabelecendo níveis mínimos de coeficiente de eficiência energética. Tal coeficiente é a razão entre a capacidade total de refrigeração (expressa em Watts) e a potência elétrica demandada (expressa em Watts). Em 2011, nova regulamentação foi publicada alterando as exigências com o objetivo de elevar os índices mínimos.

A elevação do desempenho dos equipamentos é uma necessidade evidente, tendo em vista o atual panorama energético nacional. Porém, o nível mínimo estabelecido na regulamentação brasileira ainda se mostra tímido se comparado ao praticado em outros países. Os atuais níveis mínimos exigidos pela legislação nacional são compatíveis apenas com o apresentado atualmente na Índia e com o que havia na China em 2004. A China, porém, em 2010 já elevou tal valor, e vários outros países analisados já apresentam dados superiores aos brasileiros.

Uma análise a respeito de condicionadores tipo split demonstra que economias como União Europeia, China e Japão comercializam produtos com eficiência muito superior aos melhores equipamentos brasileiros. O aparelho mais eficiente no Brasil apresenta coeficiente de eficiência energética de 4,79 W/W. Já na China, país de onde são importados grande parte dos condicionadores de ar consumidos no Brasil, há equipamentos com valores superiores a 6,0 W/W, e no Japão tal coeficiente ultrapassa 6,5 W/W.

No Brasil, apesar da tendência de redução do uso de condicionadores do tipo janela, é importante manter o diálogo com a indústria, de forma a elevar os níveis mínimos de eficiência. Quanto aos splits, é imprescindível e urgente a determinação de níveis mínimos de eficiência mais elevados, impulsionando o mercado a privilegiar os melhores equipamentos. É também importante a adoção do coeficiente de eficiência energética sazonal como parâmetro na regulamentação brasileira para favorecer os equipamentos com tecnologia inverter, notadamente mais eficientes que os convencionais.

Leia a publicação na íntegra e acesse números e dados complementares em: http://cb3e.ufsc.br/sites/default/files/projetos/etiquetagem/nota-tecnica-niveis-minimos-ar-condicionado.pdf

PORTA-VOZ: Conselheiro e coordenador do Comitê Temático de Energia do CBCS – Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, o engenheiro civil Roberto Lamberts é também coordenador do Labeee (Laboratório de Eficiência Energética em Edificações), na Universidade Federal de Santa Catarina, onde supervisiona projetos de pesquisa com ênfase em eficiência energética, bioclimatologia e conforto térmico. PhD em Engenharia Civil pela University of Leeds – UK.

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A copa do crescimento (!)

Eu confesso à vocês que estive verdadeiramente “saturado” por esta imersão quase insana em um ambiente gerado pela suposta “Copa das Copas”, jargão este lançado pelo nosso atual governo, com um evidente viés político.

Fiquei abismado ao ver em noticiários torcedores chorando ontem ao presenciar, fosse ao vivo ou através de um veículo de comunicação, a derrota da seleção brasileira para a Alemanha, por uma razão mais do que óbvia para quem assistiu a partida.

Apesar de torcedor do futebol que sou, sempre apostei no crescimento e amadurecimento de nosso povo com a realização desta copa, tanto pelo lado político, quanto pelo lado referente a infraestrutura e hospitalidade, uma vez que tivemos sim a oportunidade de sentir-nos como NYC e Paris (guardando as enoooormes proporções), ao recebermos tantos turistas, de tantos locais diferentes.

Em relação ao amadurecimento político, acho que somente as urnas dirão, pois ainda vejo com muita dificuldade a “libertação” frente aos “favorecimentos” e “produtos de cunho extremamente eleitoreiros”, que fazem infelizmente a “diferença” em algumas regiões de nosso país.

Em relação ao crescimento e evolução de nossa infraestrutura, ainda acho que falaremos muito sobre este assunto, pois como um viajante que sou, ainda enxergo uma relação que “não fecha”, ou melhor, muitos gastos para obras de má qualidade técnica e acabamento em aeroportos e infraestrutura que favoreça a mobilidade urbana.

Por fim, quanto à nossa hospitalidade, lembro-me bem de uma expressão dita ontem ao final do jogo pelo ex-atleta Ricardo Rocha, quando citou que precisaríamos parar de acreditar que temos um jeitinho só brasileiro e que resolveremos tudo, à qualquer momento… É lógico que ele citou isto se referindo ao futebol, mas aproveito o seu gancho para refletir…

Será que ser simpático e receptivo nos eleva à uma categoria de povo desenvolvido neste aspecto? Além da alegria e de “nossas ferramentas de marketing pelo mundo a fora” (futebol, samba, mulheres bonitas, etc…), será que não precisamos nos aculturar mais, nos politizarmos mais,  nos tornarmos um povo adulto e menos apoiado no “tal jeitinho”?

Desculpem-me leitores por usar este espaço para falar um pouco de política, mas eu realmente desejo que possamos crescer com esta Copa, independentemente do resultado, pois isto faz parte do esporte. Fui contrário à sua realização desde o início, haja vista o enorme leque de outras demandas e necessidades que temos e que mereceriam o investimento direcionado à Copa.

Não existe vergonha e sim, a necessidade de acordarmos para a vida, para o mundo que passa por diversas “crises” neste momento, e para a necessidade de cobrar os nossos governantes quanto à conclusão do que foi iniciado e quanto ao direcionamento de seus esforços para as nossas carências em infraestrutura, trabalhando por um Brasil melhor.

Esta sim é “a bola da vez”.

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