Sabesp perde 36% da água e trata 52% do esgoto em SP, diz instituto

Fonte: Jornal da Globo

Por: Isabela Leite

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Desperdício de água no Centro de São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1) Desperdício de água no Centro de São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)

A cidade de São Paulo perdeu 36,3% da água tratada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) em 2012, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Trata Brasil com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

A cada 10 litros tratados, mais de três não são consumidos ou usados de maneira regular. As perdas ocorrem por causa de vazamentos na distribuição, ligações clandestinas, roubos e falta de medição. A pesquisa ainda aponta que a capital paulista só trata 52,15% do esgoto da água consumida.

Os dados são os mais recentes disponíveis no SNIS e colocam a capital paulista em 25º lugar no Ranking do Saneamento Básico nas 100 Maiores Cidades do País, divulgado pelo Trata Brasil. A metodologia foi desenvolvida pela empresa de consultoria GO Associados.

A Sabesp rebateu os dados afirmando que, se considerado apenas os vazamentos, a empresa tem índices melhores que o de países desenvolvidos. Esse indicador era de 20,3% no início de 2014 e já caiu para 19,8% em junho/2014. Nos melhores sistemas do mundo, como Japão e Alemanha, as perdas físicas estão em torno de 8%. No Reino Unido são de 16%, na Filadélfia (EUA) são 25,6%, na França, 26%, e na Itália, 29%, informou a companhia em nota.

Entretanto, a empresa não detalhou os dados, apontando se eles refletem a situação na cidade ou no estado. A companhia informou ainda que prevê aplicar R$ 6 bilhões, entre 2009 e 2020, para atingir índices de perdas de 16,7%. A empresa diz já ter aplicado R$ 1,45 bilhão e que conta com financiamento do Japão.

Já faz mais de um mês que está assim. A gente economiza e vê essa água toda indo embora”

Rosimara da Cunha,
funcionária de salão na Santa Cecília

Vazamento em Santa Cecília
Os problemas apresentados pelo estudo são vivenciados diariamente por moradores da capital. Os funcionários de um salão de beleza na esquina da Alameda Eduardo Prado com a Rua Brigadeiro Galvão, em Santa Cecília, no Centro, dizem que convivem com um vazamento há meses. Nesse período, uma obra chegou a ser feita, mas não solucionou o problema. “Já faz mais de um mês que está assim. A gente economiza e vê essa água toda indo embora”, afirmou a funcionária Rosimara da Cunha.

Maria do Livramento, proprietária de outro salão na região, teve que conviver com água acumulada na porta. “Vem folha, vem lama. Já chegou gente a cair aqui na minha frente. É a maior dificuldade até para entrar aqui no salão. Fica complicado para pessoas de idade para atravessarem”, disse. “Eu não lavo o meu salão há quatro meses para não desperdiçar e vejo essa água limpinha aí na porta, desanima a gente.”

Pedestres precisam desviar de enorme vazamento de agua na esquina das Ruas Eduardo Prado e Brigadeiro Galvao no bairro Santa Cecilia em Sao Paulo. Comerciantes reclamam ha meses do vazamento. (Foto: Victor Moriyama/G1) Pedestres precisam desviar de vazamento na Santa Cecilia (Foto: Victor Moriyama/G1)

Procurada pelo G1, a Sabesp não havia informado qual a situação do reparo até a publicação da reportagem. Neste ano, após o agravamento da crise de abastecimento, a Sabesp informou que diminui o tempo de reparos a vazamentos de 48 horas para um período entre 26 a 30 horas.

No começo do ano, mais de 700 pontos de vazamentos na rede de abastecimento na Grande São Paulo foram apontados por leitores ao longo de poucos mais de dois meses. Os dados compilados em um mapa do G1 serviram para apoiar concessionárias a economizar água no momento em que o Sistema Cantareira começava a entrar em crise.

Sem evolução

O relatório do SNIS mostra que, apesar de 99,1% da população paulistana ser atendida pela rede de abastecimento, mais de um terço da água não é contabilizado como entregue oficialmente aos clientes da Sabesp. As perdas totais de água – na distribuição e faturamento – não tiveram melhoria expressiva nos últimos anos no âmbito nacional. A Sabesp rebate afirmando que, desde 2004, as perdas físicas caíram de 26,7% para 20,3%.

A perda na distribuição ocorre quanto a água sai da concessionária, mas não é entregue por falhas físicas na rede. Já a perda no faturamento ocorre quando a água é consumida, mas não é paga. Isso ocorre, principalmente, por causa de ligações clandestinas e furtos na rede. A situação é recorrente em áreas de ocupação que não foram regularizadas pelas prefeituras, segundo a assessoria de imprensa da Sabesp.

Das 100 maiores cidades do país, 90% não tiveram evolução na redução das perdas ou somente melhoraram seus índices em 10% entre 2011 e 2012. A média das cidades brasileiras na perda de água (faturamento e distribuição) foi de 36,9% em 2012.

A situação é a mesma na cidade de São Paulo, com 11.376.685 habitantes no ano da medição. O menor índice de perdas totais registrado pelo SNIS na capital paulista desde 2003 foi 35% em 2005. O Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento não recebeu os dados referente às perdas em 2003 e 2004.

Os vazamentos são alvo de constante reclamação dos moradores. Em alguns casos, o problema chega a ser solucionado, mas volta a acontecer pouco tempo depois, como na Rua Doutor Almeida Lima, na Mooca, Zona Leste. Segundo o autônomo Rodrigo Ribeiro dos Santos, o mesmo vazamento já foi reparado diversas vezes, mas continua causando transtornos. É inacreditável. Já tem uns seis meses que está assim. A Sabesp também foi lá várias vezes, mas eles não cobriram o cano, que já voltou a vazar, disse o autônomo.

Sabe, nós não lavamos o carro, tomamos banhos rápidos, escovamos os dentes de torneira fechada e vê esse vazamento… É coisa de chocar”

Rodrigo dos Santos, autônomo

Para ele, a água economizada com medidas caseiras acaba sendo desperdiçada na rua. Sabe, nós não lavamos o carro, tomamos banhos rápidos, escovamos os dentes de torneira fechada e vê esse vazamento… É coisa de chocar.”

O mesmo ocorre na Rua Maria Silvina Tavares, no Morro do Índio, na Zona Sul de São Paulo. A dona de casa Adeilza Martins, de 33 anos, relatou diversos vazamentos por lá. Tem uns dois ou três e acaba saindo um monte de água. Já faz pelo menos uns quatro meses. Eles [funcionários da Sabesp] vêm aqui, olham, escrevem para outra equipe vir, quebram a rua, dizem que não é o vazamento certo e vão embora, afirmou.

A moradora tem reaproveitando a água para reduzir o consumo, mas se diz desestimulada ao se deparar com o desperdício na rua. Eu estou lavando roupa com as sobras de água de outra roupa. Eu estou economizando. A gente vê a situação e fica triste. A gente tem filho pequeno e tem hora que não tem água na torneira. E a água fica aí vazando, não é justo.

Moradores lavam as mãos em vazamento de água na Rua Correia Dias na altura do numero 100, no bairro do Paraíso. (Foto: Victor Moriyama/G1) Moradores lavam as mãos em vazamento na Rua Correia Dias, no Paraíso. (Foto: Victor Moriyama/G1)

Retorno baixo do esperado

O tratamento de esgoto é outro serviço com evolução lenta na capital paulista, segundo especialistas ouvidos pelo G1. Temos dois anos de defasagem nos dados, mas ainda há um volume muito grande de esgoto a ser tratado, afirmou o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos. A cidade de São Paulo, segundo ele, é a que mais investe na rede de água como um todo, mas o retorno ainda está abaixo do esperado.

É um indicador [o de tratamento de esgoto] que tem avançado pouco e preocupa, ainda mais em uma crise hídrica como a que estamos passando. Seria um sonho poder usar a água dos rios para o abastecimento da população, mas essa água não é limpa. E isso não é só em São Paulo, mas em várias cidades que lançam o esgoto direto nos rios,  completou.

SAO PAULO, BRASIL, 26 AGOSTO 2014 - Moradores do bairro Jardim Nakamura, zona sul de Sao Paulo reclamam do vazamento de agua na Rua Maria Silvina Tavarez, que durante a noite enche de agua a rua. (Foto: Victor Moriyama/G1)
Moradores do Jd. Nakamura, zona sul de SP, se
queixam de vazamento (Foto: Victor Moriyama/G1)

A Sabesp diz que, desde 1995, desenvolve projeto de saneamento que considera o “maior” em andamento no país. “A Sabesp elevou o índice de coleta de esgoto nas cidades atendidas da Grande SP de 62% para 84%”, informou. Entretanto, a empresa não detalhou a situação na cidade de São Paulo. “Em todas as 364 cidades atendidas pela companhia, a coleta está em 84% e o tratamento, em 78%”, disse a empresa.

Arrecadação x investimentos

O Instituto Trata Brasil defende que, para que os serviços de saneamento sejam expandidos e modernizados, é importante que uma parte relevante da arrecadação das companhias seja reinvestida no sistema. Entre 2008 e 2012, a cidade de São Paulo investiu R$ 5,4 bilhões e arrecadou R$ 17,8 bilhões, segundo o SNIS.

O contrato entre a prefeitura e a Sabesp define que a companhia deve investir 13% da receita bruta, com exceção da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS-Pasep).

A fiscalização da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) é feita após análise pelo Comitê Gestor (formado por integrantes da prefeitura e do governo do estado) de relatório de investimentos enviado pela Sabesp. O documento é enviado para a agência verificar se há descumprimento e informar a companhia e ao Comitê para que os acertos sejam feitos.

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Setor refrigerista busca eficiência energética e sustentável

Fonte: Consumidor RS

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A preocupação do setor refrigerista com a eficiência energética ficou evidente no primeiro dia do Mercofrio 2014 – 9º Congresso Internacional de Ar Condicionado, Refrigeração, Aquecimento e Ventilação, na segunda-feira (25/08). O evento, que ocorre até dia 27 de agosto na FIERGS, é organizado pela Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV).

“Trabalhamos nessa área na disseminação do conhecimento e o congresso é uma ferramenta importante nesse sentido. Estamos a um ano no planejamento do congresso e buscando motivação dos profissionais e pessoas que atuam no setor. Hoje é um dia muito importante para a academia”, destacou o presidente da ASBRAV, Luiz Afonso Dias.

Durante todo dia, acadêmicos participaram das “Sessões Técnicas”, em que apresentaram projetos e artigos científicos sobre os mais variados temas refrigeristas. Um dos assuntos mais abordados por eles foi a eficiência energética.

“A economia de energia é uma moda mundial e foi destaque no Mercofrio. É uma preocupação realmente necessária, pois o crescimento da civilização e da sociedade, das cidades, do número de veículos e a energia é algo muito caro e muito difícil de obter e, às vezes, agressiva ao meio ambiente, na forma de se produzir. Para manter qualidade de vida, manter expectativa melhor para o futuro, nós temos que procurar formas menos agressivas ao meio ambiente”, ressaltou o coordenador das “Sessões Técnicas” e diretor de Ensino e Treinamento da ASBRAV, Paulo Otto Beyer.

A eficiência energética também esteve presente no minicurso do professor da Universidade de Brasília, João Pimenta, na aula intitulada “Análise Energética de Sistemas de Refrigeração e Ar Condicionado”.

“O minicurso visa divulgar aos engenheiros e técnicos os conhecimentos sobre modelagem e simulação computacional de sistemas de ar condicionado e refrigeração de uma forma geral. Existe um grande mérito na pratica da simulação computacional do sistema de ar condicionado e refrigeração, porque justamente o domínio dessa ferramenta e sua aplicação têm potencial de conduzir projetos que sejam mais eficientes no consumo de energia. Os profissionais que poderão utilizar estes conhecimentos também serão capazes de oferecer produtos e soluções mais comprometidas com eficiência energética”, afirmou João Pimenta.

Já o minicurso do professor Maurício Salomão teve os testes, ajustes e balanceamentos como assunto principal.

“O tema é teste, ajuste e balanceamento de sistemas de ar condicionado. O minicurso foi desenvolvido visando o que as pessoas precisam entender no sistema de ar condicionado e com o elas podem fazer as medições adequadas, interpretar e fazer os devidos ajustes necessários para que essas instalações tenham o desempenho esperado neste projeto”, disse Maurício Salomão.

A eficiência energética não era o tema central da aula, mas o teste, ajuste e balanceamento são fundamentais para que a instalação entregue o que foi prometido na aquisição de um ar condicionado, dentro do menor consumo de energia.

O Mercofrio 2014 – 9º Congresso Internacional de Ar Condicionado, Refrigeração, Aquecimento e Ventilação ocorre até quarta-feira (27/08) na FIERGS, localizada na Avenida Assis Brasil, n° 8787. Outras informações sobre o evento podem ser obtidas através do Portal da Asbrav

Sobre a ASBRAV

A ASBRAV desempenha importante papel na defesa dos interesses de seus associados, empresas e profissionais dos setores de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação, na Região Sul. A qualificação profissional é um dos maiores objetivos da entidade. Oferece permanentemente cursos básicos e de atualização profissional na área, e ainda cursos de gestão empresarial para o desenvolvimento gerencial de seus associados. Também estabelece parcerias e cooperação técnica com entidades de ensino no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

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Modernização de processos e de equipamentos é arma para redução dos custos de energia

Fonte: SEGS

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Buscando soluções energéticas que resultem na união entre eficiência e redução de custos, empresas dos segmentos hospitalar e de varejo encontraram no retrofit, o processo de modernização e atualização de equipamentos, uma arma poderosa para reduzir o impacto dos custos de energia e otimizar o plano de eficiência energética.

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, é um exemplo da economia que a modernização de equipamentos pode resultar. Desde 2012 o sistema de LED vem sendo implantado em diversas áreas, assim como setores antigos do hospital estão passando pelo retrofit, substituindo as antigas lâmpadas fluorescentes. De acordo com o coordenador de manutenção do hospital, Coroaci dos Santos Júnior, a redução de custos resultantes da mudança chegou a R$ 2,5 milhões em um ano. “Além disso, estamos trabalhando com um sistema de banco de capacitores para melhorar a qualidade de energia. Se o retrofit não fosse feito, o consumo seria de 6 megawatts-hora/mês. Hoje, estamos na casa dos 5,2 megawatts-hora/mês”, afirma.

Varejo – Caso semelhante de economia nos custos de energia elétrica graças ao retrofit é do Shopping Iguatemi SP, que investiu na revisão total da automação e do funcionamento correto dos timers do sistema de ar condicionado. “O impacto do ar condicionado no consumo de energia elétrica do shopping é de 63%. Com o retrofit, conseguimos uma economia significativa de 15%. Além disso, fizemos o balanceamento da rede de água gelada, de modo que seja distribuída somente a quantidade que cada loja precisa, evitando o desperdício e reduzindo custos”, explica o gerente de manutenção do Shopping Iguatemi SP, Fernando Paiva.

Cases como o do Hospital Albert Einstein e do Shopping Iguatemi SP fazem parte da pauta de debates do seminário exclusivo de Gestão e Eficiência Energética oferecido pelo Energy Summit, que reúne empresários das principais companhias de energia, consumidores, fornecedores de soluções, instituições financeiras e órgãos do governo, de 15 a 17 de setembro, no Caesar Park Faria Lima, em São Paulo.

Sobre o ENERGY SUMMIT 2014

Em sua 15ª edição, o Energy Summit é reconhecidamente o mais tradicional fórum de discussões sobre a indústria elétrica, reunindo especialistas sobre geração, transmissão e distribuição e comercialização do insumo. Em 2014, o Energy Summit acontece de 15 a 17 de setembro, no Caesar Park Faria Lima, em São Paulo. Mais informações sobre as palestras, palestrante e inscrições estão disponíveis no Portal do evento

Sobre o Informa Group

O Informa group é o maior provedor mundial de informação especializada e serviços para as comunidades acadêmica e científica, profissional e empresarial. O grupo tem sua sede em Londres e outros 150 escritórios em 40 países, empregando 10000 funcionários em todo o mundo. As ações do Informa group estão listadas na Bolsa de Valores de Londres, compondo o índice das 250 maiores companhias (FTSE-250:INF). No segmento de eventos, o Informa group é hoje o maior organizador de feiras, conferencias e treinamentos do mundo com capital aberto, com uma agenda de mais de 12 mil eventos por ano. Na América Latina, o Informa Group está presente através de várias empresas como IBC, IIR, BTS Informa, AchieveGlobal e InformaEconomics – FNP.

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Imóveis fazem tudo para economizar água e luz

Fonte: CBIC

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O começo de tudo foi no canteiro de obras. O tapume que abraçava a futura construção anunciava que, ali, estava disponível um novo – e grande – posto de coleta de lixo reciclável para a vizinhança. Os materiais mais usados, como cimento e tinta, foram trocados por versões menos nocivas ao meio ambiente. E aos pedreiros foi oferecido banho quente e toalhas. Era 2006, e a construtora Even começava a cavar espaço no incipiente terreno da sustentabilidade.

No ano passado, a companhia entregou as chaves de seu primeiro imóvel 100% “verde”. Nele, as paredes e contrapiso têm isolamento acústico, os banheiros são abastecidos com água de reúso, os elevadores silenciosos, a água aquecida por placas que captam energia solar, e as escadas de emergência trazem etiquetas escritas em braile. Trata-se do True Chácara Klabin, um prédio residencial de 20 andares, em São Paulo, com apartamentos de 65 metros quadrados, e dois dormitórios. Outros 36 empreendimentos similares estão em fase de certificação. “Desse total, devemos entregar dois neste ano e mais 12 em 2015”, diz Silvio Gava, diretor da Even.

A bandeira com esse tipo de construção foi levantada pelo banco Real (atual Santander), em 2001, quando a instituição recebeu a primeira certificação LEED do Brasil, ao inaugurar uma agência sustentável. A unidade era diferente das demais: aproveitava a água das chuvas na limpeza dos banheiros, utilizava um sistema alternativo para o resfriamento do ambiente, e painéis fotovoltaicos para geração de energia. No início, prédios verdes estavam restritos a empresas que tinham a sustentabilidade no cartão de visitas (como a Natura) e a imóveis comerciais de altíssimo padrão, mas que agora se estendem a empreendimentos residenciais, passando por museus e até estádios de futebol.

Metade dos 12 estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo no Brasil recebeu a certificação LEED: Arena Castelão (Fortaleza), Arena Fonte Nova (Salvador), Mineirão (Belo Horizonte), Arena da Amazônia (Manaus), Arena Itaipava Pernambuco (Recife) e Maracanã, no Rio. O estádio carioca se diferenciou com charme, ao oferecer 9 mil dos 70 mil assentos fabricados com plástico de garrafas PET. “A sustentabilidade está em toda a parte na construção civil, quem não adotar vai ter dificuldade de comercializar”, diz o diz o engenheiro Luiz Henrique Ferreira, da Inovatech, consultoria em projetos sustentáveis.

Segundo ele, todas as empresas de construção civil com capital aberto na bolsa têm pelo menos um empreendimento com certificado. Cyrela, Gafisa, Ezetec e Technisa estão entre elas. Criada em 2005, a Inovatech foi responsável por implantar o sistema de construção sustentável na Even, que conta com a certificação a Aqua de origem francesa e adaptada no Brasil pela Fundação Vanzolini, de São Paulo. Mas também tem atendido clientes diversos que podem estar ligados, ou não, ao ramo da construção civil. Um exemplo é a congregação religiosa Sekai Mahikari, de origem japonesa, que certificou seu templo em São Paulo.

O avanço no setor aumentou a competição no mercado de certificação para a construção civil. O governo federal incentiva empresas a buscarem o selo Procel Edifica e concede, via BNDES, financiamento a juros mais baixos, por meio da Finem – linha voltada para empreendimentos como hotéis. O mínimo de recursos concedidos por esta linha é de R$ 20 milhões. “Hoje as empresas conhecem os benefícios, como a redução de custos operacionais”, diz Daniel Brum, coordenador de sustentabilidade da Engineering, empresa de engenharia que criou a área de consultoria em sustentabilidade em 2009. A Engineering presta serviços ao Hyatt que está construindo na Barra da Tijuca, no Rio.

As certificadoras em geral garantem o carimbo da sustentabilidade no passaporte de empresas que cumprem requisitos como eficiência energética; uso racional de água; qualidade ambiental; uso de materiais, tecnologias e recursos ambientalmente corretos, entre outras ações de menor impacto ao meio ambiente. “A sustentabilidade é um caminho sem volta e a conscientização já está na cabeça do consumidor”, afirma Ferreira.

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ASBRAV elabora “Guia de Climatização de Ambientes Fechados Não Residenciais”

A ASBRAV (Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação) acaba de divulgar a sua mais nova produção e colaboração para o setor do frio: Guia de Climatização de Ambientes Fechados Não Residenciais

O material poderá ser baixado gratuitamente através do link abaixo (clique na figura), auxiliando os consumidores de um modo geral, conscientizando-os sobre a importância da correta instalação de aparelhos de ar condicionado, no que se refere também à sua saúde.

Guias ASBRAV

 

São dois guias, sendo estes:

  • Guia de climatização de ambientes fechados não residenciais
  • Guia de aquisição e instalação de ar condicionado

Parabéns à ASBRAV por sua iniciativa e contribuição!

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Imposto único sobre produção acabaria com monstros tributários

Fonte: UOL

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Se fôssemos imaginar um filme de terror em animação para o cinema, o nome da história seria “A tortura da latinha de extrato de tomate”. No script, uma simpática latinha viajaria da fábrica de extrato onde “nasceu” até o supermercado, onde encontraria seu consumidor.

No caminho, porém, a inocente latinha seria atacada por vários malandros ao mesmo tempo. E aí começaria o terror. Maltratada e machucada, os meliantes a amarrariam, tirando dela boa parte do extrato, deixando-a praticamente morta.

Para apelidar o bando de malvados, poderíamos colocar siglas nas suas camisetas, como  IPI, ICMS, PIS, Cofins, CPP, Cide. Haveria, além destes, outros bandidos coadjuvantes, ajudando a tornar a cena ainda mais macabra.

Na vida real, essa cena de terror acontece todos os dias, bem na nossa cara. As siglas são as dos tributos que “atacam” a pobre lata de extrato (e, de resto, todas as mercadorias negociadas no país). É um ataque impiedoso.

As distorções desse mecanismo horroroso de extração de renda são imensas: burocracia enorme, livros fiscais, infrações e multas, prejuízo para quem quer trabalhar e não conseguePaulo Rabello de Castro, coordenador do Movimento Brasil Eficiente, sobre o sistema tributário nacional

Os impostos atacam a inteira produção brasileira, da fábrica ao supermercado, numa cascata de tributos em cima de tributos, sem nenhum respeito pelo custo final ao consumidor, nem pela margem de lucro do produtor.

Precisava ser desse jeito? Os tributos no Brasil ficam com quase 40% da produção total brasileira. O fisco não espera o ganho do produtor acontecer. A tributação ocorre junto com o nascimento da latinha de extrato. As distorções desse mecanismo horroroso de extração de renda são imensas: burocracia enorme, livros fiscais, infrações e multas, prejuízo para quem quer trabalhar e não consegue.

Não precisava ser assim. O Movimento Brasil Eficiente propôs aos candidatos à Presidência uma forma de acabar com o terror tributário no Brasil sem prejuízo da arrecadação fiscal.

É perfeitamente possível juntar todos os “monstros” tributários num só imposto. Um único tributo nacional compartilhado, chamemos INC, agruparia todos os tributos que hoje infernizam a produção nacional, do mesmo modo que o Simples também juntou vários impostos num só.

A arrecadação será compartilhada, sem ganho ou prejuízo, para todos os Estados e municípios, e para a União federal. Ninguém fica prejudicado na partilha da arrecadação, pois cada ente da Federação terá uma quota calculada de participação, que chamamos de “URV fiscal”.

Ou seja, uma porcentagem prefixada de participação em cada transação fiscal do país. Ao final de cada dia, o total arrecadado será assim repartido, facilitando a vida de quem paga e também para quem arrecada.

O Movimento Brasil Eficiente já publicou até os projetos de lei necessários para resolver o terror dos impostos no país. A sociedade brasileira já pagou muito por um sistema tributário que não passa de um manicômio. Temos que dar um jeito nisso para a economia brasileira voltar a ter uma chance de competir com outros países, criar empregos produtivos no nosso mercado e crescer de modo saudável. Estamos na última hora para tomar essa providência.

O Brasil merece melhor sorte do que ser torturado e amassado como extrato de tomate.

Paulo Rabello de Castro

65 anos, é doutor em economia pela Universidade de Chicago, coordenador do Movimento Brasil Eficiente, presidente do Instituto Atlântico e diretor-presidente da SR Rating, da Macroconsulting e da RC Consultores.

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Mudança na forma de consumir

Fonte: Correio Brasiliense

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O consumo desenfreado e a atividade industrial intensa vão além da poluição e da degradação do meio ambiente. Pesquisas dos cientistas José Goldemberg e Pavan Sukhdev mostram que o mundo já gastou mais de US$ 2,1 trilhões com prejuízos sociais e de saúde em decorrência dos males causados pela exploração inadequada da natureza.

De acordo com Goldemberg, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), o consumo de água em condomínios da cidade de São Paulo já chegou a 800 litros/dia por pessoa em 2013 a média nacional é de 150 litros/dia por pessoa. Em comparação com o número recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o maior município do país extrapola oito vezes mais do que o defendido pela organização. “Civilizações inteiras desapareceram por escassez de água. Portanto, o problema da sustentabilidade é central. Basta pensarmos que um índio na natureza consome uma quantidade de energia 100 vezes menor do que qualquer morador de uma grande cidade”.

A ideia central defendida por Goldemberg é que um dos grandes problemas do consumo de recursos naturais em todo o planeta é o custo operacional das edificações no mundo contemporâneo. Mais especificamente para a arquitetura, Goldemberg mostrou que 41% do consumo de toda a energia gasta pelo ser humano vem dos edifícios. Mas gerenciar a eletricidade é uma questão muito mais fácil do que aquela do gerenciamento de outros recursos.

Seguindo a linha da necessidade de modernização na produção e no consumo de energia e bens renováveis, o pesquisador indiano Sukhdev afirma que quando há debates sobre políticas verdes, sempre existe a discussão de quais grandes setores vão perder ou ganhar. “Muitas das companhias de hoje funcionam ainda como nos anos de 1920. Essas empresas, visando aumentar cada vez mais os lucros, e sem regulamentações apropriadas, passaram a adotar práticas como a publicidade baseada na insegurança nos consumidores, que por sua vez aumentam o consumo”, explica o indiano.

Apesar do desafio pela frente, a economia verde já mostrou seus resultados benéficos em escala econômica. Nos Estados Unidos, a cada US$ 1 milhão investidos em eficiência energética de edifícios, 10 a 14 empregos diretos são criados e três a quatro indiretos. Se 40% do parque imobiliário dos EUA fosse renovado até 2020, 6,2 milhões de empregos seriam criados em 10 anos.

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Energia gerada por placa solar reduz conta de luz em até 95%

Fonte: A Tarde

Divulgação: Procel Info

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Brasil – O processo de conversão acontece num aparelho também instalado no imóvel. A energia das placas solares é convertida de corrente contínua para corrente alternada e assume a mesma voltagem da rede distribuidora de energia elétrica.

A tecnologia existe há 60 anos, mas seu uso em larga escala é uma novidade no país. A popularização destas placas tem se dado nos últimos dois anos, após a resolução 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O texto estabelece normas para o sistema de compensação de energia elétrica. Se a energia produzida é maior do que a que foi consumida, o saldo positivo é encaminhado para a distribuidora através de um medidor bidirecional e usado pelo produtor dessa energia como “crédito”, com validade de 36 meses. O excedente pode abater o valor de consumo a ser faturado pela distribuidora.

Recurso renovável

Além do caráter econômico, uma outra vantagem da geração de energia elétrica a partir de placas solares fotovoltaicas é o seu caráter renovável. A questão ecológica também é levada em consideração, já que não emite gases.

O pesquisador português Nuno Ferreira diz que essa fonte de energia é um complemento àquela gerada pelas hidrelétricas. “Se não estiver chovendo, a [fonte] hídrica não funciona, mas a fotovoltaica produz mais, e vice-versa”, esclarece. Por outro lado, esse processo de geração tem desvantagens. Uma delas é a baixa produção de energia em dias nublados e chuvosos, quando há menor incidência de luz solar.

Outra desvantagem é o elevado custo para instalação. O orçamento é feito a partir do consumo mensal do cliente e o nível de insolação do local, de acordo com Stéphane Pérée, empresário do setor. Estes dados definem o número de placas a serem utilizadas.

“Brasileiro que consome R$ 250 mensais, hoje, deveria investir em torno de R$ 20 mil para ter equipamento que zere sua conta de energia”, diz Pérée.

O preço ainda varia de acordo com o tipo de conversor (monofásico, bifásico ou trifásico) e o tipo de suporte (telhado, solo, cobertura ou fachada), segundo informações da Dya Energia Solar, fabricante brasileira.

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Perfil dos Profissionais de Facilities do RJ

Fonte: INFRA

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A revista INFRA fez uma Pesquisa Interativa, realizada com os participantes do 7.º INFRA Rio em 2013, que republicamos abaixo para quem ainda não teve a oportunidade de ver a grandiosidade do mercado carioca. E é esse perfil de profissional que também estará participando do 8o. INFRA Rio que acontecerá daqui há 12 dias úteis. A programação do evento está imperdível, acompanhe no www.infrarj.com.br

 

 

 

 

 

 

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Estou desempregado, e agora?

Fonte: INFRA

Por: Madalena Feliciano

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Especialista dá dicas sobre como se comportar nessa fase e lidar bem com o tempo livre.

Ficar sem trabalho é uma situação chata e incômoda na grande maioria dos casos, porém, o lado bom é que você terá tempo para repensar sua carreira, atitudes e rever sua empregabilidade.

A partir do momento em que a pessoa está sem trabalho, ela precisa investir em si mesma para que não fique desatualizada do que acontece no mercado. “Essa é a hora para investir em educação. Use a internet como uma aliada e deixe seu currículo cada vez mais recheado. Existem milhares de cursos online, tutoriais, e-books, etc.”, comenta Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers.

Porém, não é só isso. O período fora de um emprego pode ser muito bom para desenvolver outros talentos e dedicar tempo para pessoas que precisam. “É importantíssimo manter-se ativo, seja por meio de cursos variados ou outras ações, como, por exemplo, fazer trabalho voluntário”, comenta a especialista.

O trabalho voluntário é um exemplo de atividade que ocupa o tempo, oferece uma sensação boa para aquele que o realiza – e para quem recebe, sejam crianças, idosos, pessoas com alguma limitação ou até animais – e faz com que a pessoa possa descobrir mais uma área de atuação que realmente goste. “Quando se está empregado nem sempre as pessoas encontram um tempo para fazer o trabalho voluntário, mas, ao serem demitidos, existe muito tempo livre. O trabalho voluntário faz com que a pessoa sinta-se valorizada e – muitas vezes, mesmo quando retorna ao mercado, ela não deixa o voluntariado de lado, pois descobre as vantagens que ele traz para a vida de todos”, exalta Madalena.

Outra atividade que pode ajudar nesse período é visitar eventos, feiras e congressos voltados à carreira. “Além de manter-se atualizado sobre o mercado, cada presença em um evento desses é mais uma oportunidade para conhecer pessoas com interesses semelhantes de forma menos formal – quem sabe seu novo chefe ou colega de trabalho não esteja ali também?”, aponta a coach.

“Se não está na internet, não existe”. Já ouviu falar disso? Então, isso vale para qualquer pessoa. É preciso estar nas redes sociais e saber usá-la a seu favor. “Deixe seus perfis online sempre atualizados e atrativos, tenha um bom networking digital, saiba o que acontece no mundo. Converse com ex colegas de classe ou trabalho, amigos, professores, etc., e faça com que eles saibam que você está à procura de um emprego – de forma sutil. Uma indicação é sempre algo positivo na hora da conquista de um novo emprego”, sugere Madalena.

Porém, enquanto a vaga de emprego “oficial” não aparece, o ideal é não temer o freelancing – e fazer tudo o que é oferecido e esteja dentro das suas possibilidades. “O freelancing é uma ótima maneira de continuar exercendo a profissão com retorno financeiro. Essa é uma fonte de renda que pode ajudar nos períodos de desemprego e, além disso, oferece novas oportunidades de conhecer pessoas da área – ou seja, novas oportunidades de emprego. Para isso, tenha sempre seu cartão de visitas consigo”, conclui Madalena.

Madalena Feliciano, Diretora Geral na Outliers Careers

madalena@outlierscareers.com.br

 

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