CLIMARIO 2014 acontecerá no RJ entre os dias 24 e 26 de setembro

Climario 2014

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Perda de água na rede só melhora com investimento, diz instituto

Fonte: Folha de SP

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A capacidade de investimento está diretamente ligada à melhora no índice de perda dágua. Essa é a avaliação de Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil, que promove estudos sobre saneamento no país.

“A diminuição das perdas acontece basicamente com investimento na rede, em pequenas ações, como a manutenção e o controle de pressão, como na troca de tubulações por novas”, disse.

Ele afirmou que o controle da pressão da água é fundamental, pois transforma pequenos furos na rede em grandes vazamentos, em volume perdido.

O tamanho das redes também dificulta no controle das perdas. “Quanto maior ela for, mais difícil e caro de acompanhar fica.”

Ainda de acordo com o presidente do instituto, muitas cidades do país sofrem com ligações irregulares, como no caso de favelas nas grandes cidades.

Márcia Ribeiro/Folhapress
Vazamento de água na rua José Casadio, 43, no Jardim Zara, em Ribeirão Preto, na última sexta-feira (5)
Vazamento de água na rua José Casadio, 43, no Jardim Zara, em Ribeirão Preto, na última sexta-feira (5)

“Por uma questão social ou política, concessionárias às vezes liberam a água sabendo que vão ter prejuízos em áreas invadidas e favelas.”

Esse problema, no entanto, não é o principal da região. Com exceção de Ribeirão Preto, nas demais cidades não há registros de grandes focos de favelas.

O presidente do Trata Brasil disse ainda que nos últimos anos argumenta com o Ministério das Cidades a necessidade de haver auditoria em números do saneamento básico.

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Eficiência energética, conforto ambiental e comissionamento em empreendimentos comerciais

Fonte: Procel Info

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As exigências de utilização dos edifícios têm aumentado ao longo do tempo. Espera-se hoje que um edifício responda de modo eficiente, econômico e com segurança às diversas situações a que está sujeito, levando em consideração também a redução dos impactos ambientais e a mais conforto aos usuários.

Projetos que visam eficiência energética e conforto ambiental, e contribuam com novas tecnologias e sistemas de automação para a qualidade e desempenho ambiental da edificação, destacam-se entre as novas tendências e exigências. No entanto, de nada valem projetos bem pensados se não há controle da qualidade da obra e do desempenho das edificações na fase de manutenção.

Por isso, o comissionamento em empreendimentos ganha cada vez mais espaço na construção. Este processo de acompanhamento das atividades de projeto e da execução das instalações assegura a entrega da edificação de acordo com o que é exigido pelos projetos, garante uma pós-ocupação com o devido funcionamento dos sistemas prediais e ainda orienta para a manutenção do desempenho previsto.

Esta oficina irá trazer as melhores práticas e projetos que estão sendo implantados por empresas e profissionais quanto à eficiência energética, conforto ambiental e comissionamento de empreendimentos, de modo a garantir o desempenho ambiental na fase de construção, pós-ocupação e manutenção da edificação.

A inscrição online deste evento já está aberta. Vagas limitadas!

Data da oficina: 30/09/2014

Horário: 8h às 14h

Local: Milenium Centro de Convenções – Rua Dr. Bacelar 1043 – Vila Clementino – São Paulo – SP

Maiores informações: Portal do CTE

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2º Congresso Brasileiro de Aquecimento Solar discutiu os caminhos da energia solar térmica com agentes do setor

Fonte: Procel Info

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A ABRAVA (Associação Brasileira de Ar Condicionado, Refrigeração, Ventilação e Aquecimento) realizou entre os dias 27 e 28 de Agosto na cidade de São Paulo a 2ª edição do CB-Sol – Congresso Brasileiro de Aquecimento Solar, neste ano em parceria inédita com a Feira Intersolar South América.

Além de empresários do setor, o evento contou com a participação de representantes de governo e também da Eletrobras, EPE, Inmetro, Ministério das Cidades e Ministério de Meio Ambiente que discutiram temas como a Energia Solar Térmica na Matriz Energética, as contribuições dos 20 anos do Selo Procel Eletrobras, certificação compulsória Inmetro de coletores e reservatórios, normas técnicas e ensaios de produtos, políticas públicas, sistemas de aquecimento solar no Programa Minha Casa, Minha Vida, avanços da tecnologia e a capacitação de profissionais.

O evento reuniu também temas de grande relevância técnica para os profissionais do setor de energias renováveis, construções sustentáveis e arquitetura, qualidade dos materiais e padrões construtivos e a contribuição da tecnologia em programas e ações de eficiência energética. Convidados nacionais e internacionais apresentaram projetos inovadores de aquecimento solar que estão sendo desenvolvidos em várias cidades do Brasil e do mundo.

Simultaneamente ao 2º CB-Sol, ocorreu a Feira Intersolar South América, com mais de uma centena de expositores da tecnologia solar.

Informações sobre o evento e os arquivos com as apresentações realizadas no Congresso estão disponíveis Aqui

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3º ciclo de web seminários sobre arquitetura e construção sustentável

Fonte: Procel Info

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Organizados pela e-Construmarket em parceria com a AsBEA e transmitidos pela Internet em tempo real, os Ciclos de Web Seminários sobre Arquitetura e Construção Sustentável têm o propósito de oferecer conhecimento e fomentar o debate sobre as melhores práticas de sustentabilidade aplicadas ao setor da construção.

Uma iniciativa inédita no país que provê conteúdo gratuitamente para profissionais das principais construtoras e empresas de projeto, discutindo soluções, cases e tendências com especialistas renomados.

Público-alvo: Todos os profissionais relacionados direta ou indiretamente ao setor da construção interessados em aprimorar seus conhecimentos e otimizar o desenvolvimento de seu trabalho.

Duração de cada palestra: 1h

Palestra: Retrofit de edifícios e o case da Sala São Paulo
Data: 7 de outubro:
Palestrante: Nelson Dupré
Horário: 16h

Palestra: Eficiência Energética em Edificações
Data: 8 de outubro
Palestrante: Roberto Lamberts
Horário: 16h

Palestra: Conservação e uso racional da água
Data: 9 de outubro
Palestrante: Orestes Gonçalves
Horário: 16h

OBS: É necessário inscrever-se em cada palestra.

Maiores informações e inscrições: Portal do AEC Web

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Os rumos de nosso mercado…

O mercado de Operação & Manutenção é as vezes imprevisível, as vezes muito previsível e as vezes “recheado” de empirismos…

“Modismos” surgem e movimentam o mercado que, com o tempo, percebe suas lições aprendidas” e retoma os seus rumos…

Um exemplo bastante claro desta mudança de direção é retração da famosa “multi-funcionalidade” no momento da contratação. Surgida como uma “solução” (mais econômica do que técnica”, a multifuncionalidade em modelos de contratação para a manutenção predial provou-se ineficaz pois, como já era previsível, não existem empresas ou profissionais que possuam todo o conhecimento ou experiência necessários à uma operação e manutenção. Algumas arestas eram claramente descobertas, tais como a manutenção em no breaks, em grupos moto-geradores, resfriadores de líquido, entre outros, pois não eram tratadas através de parcerias com especialistas (certamente devido ao custo).

Enfim, como digo em meus cursos e palestras, não existe mágica e sim, uma ilusão…

Outro movimento interessante é a sazonalidade promovida pelo mercado de investimentos, que ao “desacelerar”, costumeiramente “dispara” o desejo de reavaliar contratos e formas de trabalho em operações existentes.

No entanto, apesar de sabido que temos, muitas vezes, um ganho ou um potencial enorme de melhorias em nossas áreas, vejo como ainda muito tímida esta decisão de “escavar” e “explorar” por parte de nossos gestores, normalmente impulsionados pela correria e pressão por resultados…, sem muitas vezes perceber que as oportunidades estão bem ali…..bem abaixo de seus olhares.

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Novos rumos na arquitetura sustentável

Fonte: Arquitetando com Sustentabilidade

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A certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que significa Liderança em Energia e Design Ambiental, é um sistema internacional de certificação e orientação ambiental para edificações, com o intuito de incentivar a transformação de projetos, obras e operações das edificações, com destaque para a sustentabilidade. Foi criada pelo USGBC (Green Building Council dos EUA) há mais de uma década.

Para obter a certificação de uma edificação, o projeto dever ser registrado junto ao Green Building Council Brasil (GBC). Após o registro, a certificação só é validada se for confirmada a existência do que foi estabelecido. Essa certificação é utilizada em 143 países.

As atividades se iniciaram no ano de 2000 a nível global, e em 2007 no Brasil. Hoje, é a principal certificação de construção sustentável para os empreendimentos do Brasil, onde é representado oficialmente pelo GBC-Brasil – Conselho de Construção Sustentável do Brasil.

As edificações interessadas em conquistar o selo LEED devem entrar com pedido de certificação na Plataforma LEED Online, referente ao seu tipo de empreendimento. No Brasil, existem oito selos diferentes:

– LEED NC: para novas construções ou grandes projetos de renovação;
– LEED ND: para projetos de desenvolvimento de bairro;
– LEED CS: para projetos na envoltória e parte central do edifício;
– LEED Retail NC e CI: para lojas de varejo;
– LEED Healthcare: para unidades de saúde;
– LEED EB_OM: para projetos de manutenção de edifícios já existentes;
– LEED Schools: para escolas e
– LEED CI: para projetos de interior ou edifícios comerciais.

Após, a edificação cadastrada passa pelo processo de avaliação do GBC que, no Brasil, leva em conta sete quesitos:

– uso racional da água;
– eficiência energética;
– redução, reutilização e reciclagem de materiais e recursos;
– qualidade dos ambientes internos da edificação;
– espaço sustentável;
– inovação e tecnologia;
– atendimento a necessidades locais, definidas pelos próprios profissionais da GBC, que variam de empreendimento para empreendimento.
Cada quesito tem um peso diferente na avaliação. O empreendimento avaliado pode conseguir até 110 pontos, sendo que, para receber a certificação LEED, é preciso ter pontuação superior a 40. Quanto maior a pontuação da edificação, melhor será o nível do selo conquistado.
Existem quatro tipos:

– Selo LEED: 40 a 49 pontos;
– Selo LEED Silver: 50 a 59 pontos;
– Selo LEED Gold: 60 a 69 pontos;
– Selo LEED Platinum: acima de 80 pontos.

 

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“Faz tudo” em extinção

Fonte: INFRA – Mundo Facility

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NBR 16.280 da ABNT visa ampliar a segurança de obras realizadas em condomínios

Novas normas técnicas estão em vigor para a realização de reformas, serviços e obras nos condomínios – e também nas residências autônomas. Por meio da NBR 16.280, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) regulamentou desde 18 de abril deste ano os procedimentos, que deverão ser adotados para garantir a segurança de obras, desde aquelas aparentemente simples até as mais complexas.

A nova norma procura alterar a cultura da informalidade e modifica hábitos arraigados de contratação de serviços internos de mão de obra sem a especialização necessária, uma prática que gera, há muito tempo, grandes riscos para as partes envolvidas. De acordo com a nova norma, o tradicional prestador de serviços, popularmente conhecido como “faz tudo” – muito comum no Brasil -, deve sair do mercado e não poderá realizar determinadas atividades sem um responsável técnico.

De agora em diante, para contratar a instalação de um aparelho de ar condicionado, por exemplo, o condômino precisará apresentar ao síndico um documento técnico assinado por engenheiro ou arquiteto. Se o síndico julgar que o serviço pode colocar em risco a segurança dos demais moradores e da edificação, deverá tomar providências legais para impedi-lo. A nova norma estabelece que a responsabilidade direta será do engenheiro ou arquiteto que assinar a obra. Portanto, conforme estabelece o documento, a responsabilidade civil e criminal do síndico por tudo aquilo que acontece no condomínio pode não ser líquida e certa, especialmente nas áreas comuns.

No caso de condomínio edilício, o documento diz que caberá ao interessado em realizar a obra a responsabilidade de cumprir todas as normas internas, bem como assumir os riscos relativos aos itens que interfiram na segurança da edificação ao contratar um técnico. Dessa forma, entende-se que a nova norma lança controvérsia, por falta de esclarecimentos.

Entre os pontos polêmicos, está a obrigatoriedade da vistoria pós-obra. Segundo a NBR 16.280, o síndico não tem poder para vistoriar áreas privativas como as unidades autônomas do prédio. Caso haja interpretação literal do texto aprovado, poderá surgir, novamente, insegurança jurídica, uma vez que o síndico é responsável, em última instância, pelas áreas comuns do empreendimento. Porém, mesmo assim, ele poderá transferir a responsabilidade final para quem assinar o projeto da obra (engenheiro ou arquiteto). Poderá, também, acionar órgãos públicos para definir essa responsabilidade ou contratar um advogado.

Se isso não for possível, será cada vez mais difícil encontrar quem esteja disposto a assumir a função de síndico. Todos esses pontos precisam ser claramente explicados, para que não haja duplicação de regras ou interpretações equivocadas sobre a responsabilidade do síndico, do condomínio e também do condômino interessado na realização da obra. O Secovi-SP, por meio da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios, enviou à ABNT uma planilha com as sugestões que considera relevantes. É um tema que deverá ter a participação dos Secovis de outros estados brasileiros, uma vez que a norma tem abrangência nacional.

*Hubert Gebara é vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, presidente eleito da Fiabci Brasil e diretor do Grupo Hubert.

 

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Sabesp perde 36% da água e trata 52% do esgoto em SP, diz instituto

Fonte: Jornal da Globo

Por: Isabela Leite

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Desperdício de água no Centro de São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1) Desperdício de água no Centro de São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)

A cidade de São Paulo perdeu 36,3% da água tratada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) em 2012, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Trata Brasil com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

A cada 10 litros tratados, mais de três não são consumidos ou usados de maneira regular. As perdas ocorrem por causa de vazamentos na distribuição, ligações clandestinas, roubos e falta de medição. A pesquisa ainda aponta que a capital paulista só trata 52,15% do esgoto da água consumida.

Os dados são os mais recentes disponíveis no SNIS e colocam a capital paulista em 25º lugar no Ranking do Saneamento Básico nas 100 Maiores Cidades do País, divulgado pelo Trata Brasil. A metodologia foi desenvolvida pela empresa de consultoria GO Associados.

A Sabesp rebateu os dados afirmando que, se considerado apenas os vazamentos, a empresa tem índices melhores que o de países desenvolvidos. Esse indicador era de 20,3% no início de 2014 e já caiu para 19,8% em junho/2014. Nos melhores sistemas do mundo, como Japão e Alemanha, as perdas físicas estão em torno de 8%. No Reino Unido são de 16%, na Filadélfia (EUA) são 25,6%, na França, 26%, e na Itália, 29%, informou a companhia em nota.

Entretanto, a empresa não detalhou os dados, apontando se eles refletem a situação na cidade ou no estado. A companhia informou ainda que prevê aplicar R$ 6 bilhões, entre 2009 e 2020, para atingir índices de perdas de 16,7%. A empresa diz já ter aplicado R$ 1,45 bilhão e que conta com financiamento do Japão.

Já faz mais de um mês que está assim. A gente economiza e vê essa água toda indo embora”

Rosimara da Cunha,
funcionária de salão na Santa Cecília

Vazamento em Santa Cecília
Os problemas apresentados pelo estudo são vivenciados diariamente por moradores da capital. Os funcionários de um salão de beleza na esquina da Alameda Eduardo Prado com a Rua Brigadeiro Galvão, em Santa Cecília, no Centro, dizem que convivem com um vazamento há meses. Nesse período, uma obra chegou a ser feita, mas não solucionou o problema. “Já faz mais de um mês que está assim. A gente economiza e vê essa água toda indo embora”, afirmou a funcionária Rosimara da Cunha.

Maria do Livramento, proprietária de outro salão na região, teve que conviver com água acumulada na porta. “Vem folha, vem lama. Já chegou gente a cair aqui na minha frente. É a maior dificuldade até para entrar aqui no salão. Fica complicado para pessoas de idade para atravessarem”, disse. “Eu não lavo o meu salão há quatro meses para não desperdiçar e vejo essa água limpinha aí na porta, desanima a gente.”

Pedestres precisam desviar de enorme vazamento de agua na esquina das Ruas Eduardo Prado e Brigadeiro Galvao no bairro Santa Cecilia em Sao Paulo. Comerciantes reclamam ha meses do vazamento. (Foto: Victor Moriyama/G1) Pedestres precisam desviar de vazamento na Santa Cecilia (Foto: Victor Moriyama/G1)

Procurada pelo G1, a Sabesp não havia informado qual a situação do reparo até a publicação da reportagem. Neste ano, após o agravamento da crise de abastecimento, a Sabesp informou que diminui o tempo de reparos a vazamentos de 48 horas para um período entre 26 a 30 horas.

No começo do ano, mais de 700 pontos de vazamentos na rede de abastecimento na Grande São Paulo foram apontados por leitores ao longo de poucos mais de dois meses. Os dados compilados em um mapa do G1 serviram para apoiar concessionárias a economizar água no momento em que o Sistema Cantareira começava a entrar em crise.

Sem evolução

O relatório do SNIS mostra que, apesar de 99,1% da população paulistana ser atendida pela rede de abastecimento, mais de um terço da água não é contabilizado como entregue oficialmente aos clientes da Sabesp. As perdas totais de água – na distribuição e faturamento – não tiveram melhoria expressiva nos últimos anos no âmbito nacional. A Sabesp rebate afirmando que, desde 2004, as perdas físicas caíram de 26,7% para 20,3%.

A perda na distribuição ocorre quanto a água sai da concessionária, mas não é entregue por falhas físicas na rede. Já a perda no faturamento ocorre quando a água é consumida, mas não é paga. Isso ocorre, principalmente, por causa de ligações clandestinas e furtos na rede. A situação é recorrente em áreas de ocupação que não foram regularizadas pelas prefeituras, segundo a assessoria de imprensa da Sabesp.

Das 100 maiores cidades do país, 90% não tiveram evolução na redução das perdas ou somente melhoraram seus índices em 10% entre 2011 e 2012. A média das cidades brasileiras na perda de água (faturamento e distribuição) foi de 36,9% em 2012.

A situação é a mesma na cidade de São Paulo, com 11.376.685 habitantes no ano da medição. O menor índice de perdas totais registrado pelo SNIS na capital paulista desde 2003 foi 35% em 2005. O Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento não recebeu os dados referente às perdas em 2003 e 2004.

Os vazamentos são alvo de constante reclamação dos moradores. Em alguns casos, o problema chega a ser solucionado, mas volta a acontecer pouco tempo depois, como na Rua Doutor Almeida Lima, na Mooca, Zona Leste. Segundo o autônomo Rodrigo Ribeiro dos Santos, o mesmo vazamento já foi reparado diversas vezes, mas continua causando transtornos. É inacreditável. Já tem uns seis meses que está assim. A Sabesp também foi lá várias vezes, mas eles não cobriram o cano, que já voltou a vazar, disse o autônomo.

Sabe, nós não lavamos o carro, tomamos banhos rápidos, escovamos os dentes de torneira fechada e vê esse vazamento… É coisa de chocar”

Rodrigo dos Santos, autônomo

Para ele, a água economizada com medidas caseiras acaba sendo desperdiçada na rua. Sabe, nós não lavamos o carro, tomamos banhos rápidos, escovamos os dentes de torneira fechada e vê esse vazamento… É coisa de chocar.”

O mesmo ocorre na Rua Maria Silvina Tavares, no Morro do Índio, na Zona Sul de São Paulo. A dona de casa Adeilza Martins, de 33 anos, relatou diversos vazamentos por lá. Tem uns dois ou três e acaba saindo um monte de água. Já faz pelo menos uns quatro meses. Eles [funcionários da Sabesp] vêm aqui, olham, escrevem para outra equipe vir, quebram a rua, dizem que não é o vazamento certo e vão embora, afirmou.

A moradora tem reaproveitando a água para reduzir o consumo, mas se diz desestimulada ao se deparar com o desperdício na rua. Eu estou lavando roupa com as sobras de água de outra roupa. Eu estou economizando. A gente vê a situação e fica triste. A gente tem filho pequeno e tem hora que não tem água na torneira. E a água fica aí vazando, não é justo.

Moradores lavam as mãos em vazamento de água na Rua Correia Dias na altura do numero 100, no bairro do Paraíso. (Foto: Victor Moriyama/G1) Moradores lavam as mãos em vazamento na Rua Correia Dias, no Paraíso. (Foto: Victor Moriyama/G1)

Retorno baixo do esperado

O tratamento de esgoto é outro serviço com evolução lenta na capital paulista, segundo especialistas ouvidos pelo G1. Temos dois anos de defasagem nos dados, mas ainda há um volume muito grande de esgoto a ser tratado, afirmou o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos. A cidade de São Paulo, segundo ele, é a que mais investe na rede de água como um todo, mas o retorno ainda está abaixo do esperado.

É um indicador [o de tratamento de esgoto] que tem avançado pouco e preocupa, ainda mais em uma crise hídrica como a que estamos passando. Seria um sonho poder usar a água dos rios para o abastecimento da população, mas essa água não é limpa. E isso não é só em São Paulo, mas em várias cidades que lançam o esgoto direto nos rios,  completou.

SAO PAULO, BRASIL, 26 AGOSTO 2014 - Moradores do bairro Jardim Nakamura, zona sul de Sao Paulo reclamam do vazamento de agua na Rua Maria Silvina Tavarez, que durante a noite enche de agua a rua. (Foto: Victor Moriyama/G1)
Moradores do Jd. Nakamura, zona sul de SP, se
queixam de vazamento (Foto: Victor Moriyama/G1)

A Sabesp diz que, desde 1995, desenvolve projeto de saneamento que considera o “maior” em andamento no país. “A Sabesp elevou o índice de coleta de esgoto nas cidades atendidas da Grande SP de 62% para 84%”, informou. Entretanto, a empresa não detalhou a situação na cidade de São Paulo. “Em todas as 364 cidades atendidas pela companhia, a coleta está em 84% e o tratamento, em 78%”, disse a empresa.

Arrecadação x investimentos

O Instituto Trata Brasil defende que, para que os serviços de saneamento sejam expandidos e modernizados, é importante que uma parte relevante da arrecadação das companhias seja reinvestida no sistema. Entre 2008 e 2012, a cidade de São Paulo investiu R$ 5,4 bilhões e arrecadou R$ 17,8 bilhões, segundo o SNIS.

O contrato entre a prefeitura e a Sabesp define que a companhia deve investir 13% da receita bruta, com exceção da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS-Pasep).

A fiscalização da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) é feita após análise pelo Comitê Gestor (formado por integrantes da prefeitura e do governo do estado) de relatório de investimentos enviado pela Sabesp. O documento é enviado para a agência verificar se há descumprimento e informar a companhia e ao Comitê para que os acertos sejam feitos.

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Setor refrigerista busca eficiência energética e sustentável

Fonte: Consumidor RS

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A preocupação do setor refrigerista com a eficiência energética ficou evidente no primeiro dia do Mercofrio 2014 – 9º Congresso Internacional de Ar Condicionado, Refrigeração, Aquecimento e Ventilação, na segunda-feira (25/08). O evento, que ocorre até dia 27 de agosto na FIERGS, é organizado pela Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV).

“Trabalhamos nessa área na disseminação do conhecimento e o congresso é uma ferramenta importante nesse sentido. Estamos a um ano no planejamento do congresso e buscando motivação dos profissionais e pessoas que atuam no setor. Hoje é um dia muito importante para a academia”, destacou o presidente da ASBRAV, Luiz Afonso Dias.

Durante todo dia, acadêmicos participaram das “Sessões Técnicas”, em que apresentaram projetos e artigos científicos sobre os mais variados temas refrigeristas. Um dos assuntos mais abordados por eles foi a eficiência energética.

“A economia de energia é uma moda mundial e foi destaque no Mercofrio. É uma preocupação realmente necessária, pois o crescimento da civilização e da sociedade, das cidades, do número de veículos e a energia é algo muito caro e muito difícil de obter e, às vezes, agressiva ao meio ambiente, na forma de se produzir. Para manter qualidade de vida, manter expectativa melhor para o futuro, nós temos que procurar formas menos agressivas ao meio ambiente”, ressaltou o coordenador das “Sessões Técnicas” e diretor de Ensino e Treinamento da ASBRAV, Paulo Otto Beyer.

A eficiência energética também esteve presente no minicurso do professor da Universidade de Brasília, João Pimenta, na aula intitulada “Análise Energética de Sistemas de Refrigeração e Ar Condicionado”.

“O minicurso visa divulgar aos engenheiros e técnicos os conhecimentos sobre modelagem e simulação computacional de sistemas de ar condicionado e refrigeração de uma forma geral. Existe um grande mérito na pratica da simulação computacional do sistema de ar condicionado e refrigeração, porque justamente o domínio dessa ferramenta e sua aplicação têm potencial de conduzir projetos que sejam mais eficientes no consumo de energia. Os profissionais que poderão utilizar estes conhecimentos também serão capazes de oferecer produtos e soluções mais comprometidas com eficiência energética”, afirmou João Pimenta.

Já o minicurso do professor Maurício Salomão teve os testes, ajustes e balanceamentos como assunto principal.

“O tema é teste, ajuste e balanceamento de sistemas de ar condicionado. O minicurso foi desenvolvido visando o que as pessoas precisam entender no sistema de ar condicionado e com o elas podem fazer as medições adequadas, interpretar e fazer os devidos ajustes necessários para que essas instalações tenham o desempenho esperado neste projeto”, disse Maurício Salomão.

A eficiência energética não era o tema central da aula, mas o teste, ajuste e balanceamento são fundamentais para que a instalação entregue o que foi prometido na aquisição de um ar condicionado, dentro do menor consumo de energia.

O Mercofrio 2014 – 9º Congresso Internacional de Ar Condicionado, Refrigeração, Aquecimento e Ventilação ocorre até quarta-feira (27/08) na FIERGS, localizada na Avenida Assis Brasil, n° 8787. Outras informações sobre o evento podem ser obtidas através do Portal da Asbrav

Sobre a ASBRAV

A ASBRAV desempenha importante papel na defesa dos interesses de seus associados, empresas e profissionais dos setores de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação, na Região Sul. A qualificação profissional é um dos maiores objetivos da entidade. Oferece permanentemente cursos básicos e de atualização profissional na área, e ainda cursos de gestão empresarial para o desenvolvimento gerencial de seus associados. Também estabelece parcerias e cooperação técnica com entidades de ensino no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

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