Lançamento: Padrão Internacional de Medição de Propriedades

Fonte: Revista Infra

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Padrão internacional traz consistência na medição de imóveis comerciais em todo o mundo

Um novo padrão que irá promover transparência e consistência ao mercado imobiliário foi lançado mundialmente nesta segunda-feira, 24. O International Property Measurement Standard para imóveis comerciais (IPMS for Office Buildings) é o resultado de um esforço global para criar um método único, padronizado e uniforme de medição de propriedades comerciais.

As normas foram estabelecidas por uma coalização formada por mais de 55 organizações, entre elas RICS, Secovi-SP, CB Richard Ellis, Cushman & Wakefield e Colliers que apoiam a padronização, garantindo uma metodologia única e coerente para uso em todo o mundo.

“Este é um avanço enorme para o Real Estate e a RICS está orgulhosa por fazer parte desde o início. Os membros da RICS desempenham um papel fundamental na implementação e consultoria das melhores práticas para o mercado de propriedade em mais de 140 países pelo mundo. O IPMS irá garantir que avaliadores, clientes e empresas recebam informações consistentes, transparentes e que permitam comparações entre propriedades de qualquer parte do mundo”, afirma Sean Tompkins, CEO da RICS.

Para Claudio Bernardes FRICS, presidente do Secovi-SP, “é fundamental que haja padronização e que todos ‘falem a mesma língua’”. E acrescenta: “Um padrão de medida internacional comum irá impactar positivamente os mercados imobiliários em todo o mundo”.

O IPMS surgiu a partir da necessidade de padronização das normas de medição, em substituição as adotadas ocalmente, que muitas vezes são inconsistentes e confusas. Na Índia, por exemplo, as medidas de um escritório podem incluir áreas externas de estacionamento de veículos de passeio, enquanto na Espanha as medidas locais muitas vezes consideram espaços de lazer como área do escritório. Dependendo do padrão utilizado na avaliação, áreas equivalentes podem variar em até 24% ao redor do mundo, segundo pesquisa realizada pela JLL.

“Existe uma tendência mundial em cada mercado de buscar parâmetros para a definição melhor de sua ´área locável´ preservando-se formas e normas locais. A ideia de se buscar uma uniformização das medidas de áreas locáveis com critérios definidos globalmente permitirá um enorme entendimento sobre diversos tipos de edificações, com uma comparação mais justa entre diferentes empreendimentos e principalmente um entendimento técnico maior de usuários e investidores”, afirma Walter Cardoso FRICS, Presidente da CB Richard Ellis no Brasil.

Estima-se que as transações de mercado de imóveis comerciais tenham movimentado US$ 1 trilhão mundialmente ao longo de 2013, de acordo com dados do Real Capital Analytics.  O IPMS chega agora para fornecer dados consistentes de medição, que irão garantir a transparência nas negociações globais de Real Estate.

“Acho que o IPMS será muito importante para o mercado brasileiro no sentido de trazer mais transparência e comparabilidade com os mercados internacionais”, afirma Celina Antunes FRICS, CEO da Cushman & Wakefield para América do Sul.

O governo de Dubai já anunciou planos para adotar o IPMS como padrão oficial do país, em resposta ao crescimento da base de investidores internacionais atuando no setor de imóveis comerciais da cidade. Mais de 100 empresas também já sinalizaram a intenção de utilizar o IPMS em suas transações.

“A padronização trará inúmeros benefícios para o mercado comercial. A maior transparência nas características físicas – resultante da normatização do cálculo da área – possibilitará maior assertividade na análise dos investimentos e na eleição de espaço para ocupação”, diz Paula Casarini MRICS, Vice Presidente da Colliers.

A RICS irá  apresentar em breve o guia de orientação para a utilização do IPMS, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2015. Enquanto isso, a coalizão irá continuar a trabalhar na padronização de normas, com especial atenção para imóveis residenciais – que deverá ser assinado no próximo ano.

Acesse o site: http://ipmsc.org/ 

 

Publicado em Facility Management, Real Estate e Mercado Imobiliário | Com a tag , , | Deixe um comentário

Weg cria programa de eficiência energética

Fonte: Revista Guia Exame Sustentável

Acesse aqui a reportagem na íntegra, no Guia Exame de Sustentabilidade.

Primeira empresa a receber certificação ISO 50.001, fabricante de motores amplia medidas para reduzir o consumo energético de suas unidades

Santa Catarina- Pioneira no Brasil na aplicação de normas internacionais para gestão energética, a fabricante de motores Weg pretende ampliar a utilização da norma ISO 50.001 em suas unidades. Segundo reportagem do Guia Exame Sustentável 2014, a empresa testa desde 2011 as regras da norma ISO 50.001 na fábrica localizada em Jaraguá do Sul. Os resultados foram satisfatórios, já que houve uma redução de 17% no consumo de energia nos laboratórios de testes e 13% nas linhas de produção.

Segundo o diretor de marketing corporativo da Weg, Antônio Cesar da Silva, a economia foi obtida com o treinamento de funcionários para identificar desperdícios e substituição de equipamentos por outros mais eficientes. Com essas medidas, a fábrica de Jaraguá do Sul tornou-se a primeira do Brasil a receber a certificação ISO 50.001. Até hoje, apenas 13 empresas brasileiras possuem o certificado.

Com sucesso obtido em Jaraguá do Sul, a Weg criou em 2013 um programa próprio de eficiência energética. Inicialmente aplicado em três fábricas do grupo, o projeto será ampliado para mais 15 fábricas de motores e outras oito unidades de produção de equipamentos de automação e energia.

Publicado em Sustentabilidade | Com a tag , , , | Deixe um comentário

RICS lança plataforma de ensino digital

Fonte: Revista Infra

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Para profissionais do Real Estate e Construção

A RICS lança no mercado brasileiro a Online Academy Brasil (olabrasil.rics.org), uma plataforma digital de ensino com cursos voltados para profissionais dos setores de Real Estate e da Construção. Lançado mundialmente em 2012, a Online Academy já contabiliza meio milhão de horas de treinamento de 60 mil profissionais em 92 países. Pela primeira vez em português, a Online Academy contará com diversos cursos sobre questões técnicas, profissionais e administrativas de todo o ciclo imobiliário e ambiente construído.

O ensino à distância é cada vez mais uma das principais escolhas para profissionais inseridos no mercado de trabalho que desejam se especializar ou aprimorar seus conhecimentos e técnicas ao redor do mundo. De acordo com a pesquisa da European Learning Trends 2013, realizada pelo grupo Cegos, 53% dos profissionais no Reino Unido optaram por realizar cursos online para se profissionalizar.

Os cursos online é uma das áreas de educação mais promissoras em todo o mundo. Segundo pesquisa da Ambient Insight, é estimando que a receita de cursos e-learning na América Latina alcance a marca de US$ 2.29 bilhões, sendo que em 2011 a receita foi de US$ 1.16 bilhões, um crescimento de 15% ao ano. No Brasil é esperado que esse crescimento seja ainda mais rápido, batendo os 21,5% ao ano.

É nesse cenário que a RICS inova no Brasil trazendo uma plataforma digital direcionada a um setor ainda carente. Pierpaolo Franco, diretor global de treinamentos da RICS, explica que “com o aumento da procura por cursos à distância no mundo, a RICS pretende atender as necessidades dos profissionais do ciclo imobiliário que buscam se especializar nas suas áreas e nem sempre possuem tempo livre”.

“Em uma cidade como São Paulo, o tempo é sempre precioso. A Online Academy permite que os profissionais sigam o seu próprio ritmo de aprendizado e as aulas podem ser feitas em qualquer lugar e a qualquer momento, otimizando o tempo livre”, completa Marcia Ferrari, country manager da RICS no Brasil.

Os primeiros cursos a serem introduzidos no mercado brasileiro serão sobre Ética Profissional, Normas Internacionais de Avaliação, Gerenciamento de Projetos de Construção, Facilities Management, Avaliação para Corretores, e Consultoria de custos.

Sobre os cursos

Os cursos da Online Academy são dividos em três grandes áreas: E-Learning, Web Classes e Distance Learning.

  1. Os cursos E-learning são programas de curta duração sobre os mais variados temas de Real Estate que permitem uma aprendizagem independente e com maior flexibilidade.
  2. As Web Classes, por sua vez, são vídeo aulas online em português com interação em tempo real, conduzidas por profissionais conceituados do mercado de Real Estate.
  3. Os cursos de Distance Learning são de média e longa duração que combinam aprendizagem independente e interativa para melhor fixação do conteúdo.

Informações Adicionais: Fabiana Gimenez – fgimenez@rics.org + 55 (11) 2925-0068

Sobre a RICS – A RICS é uma instituição independente que foi estabelecida no Reino Unido em 1868. Presente em 146 países, a organização é líder mundial em qualificação profissional nas áreas de terras/terrenos, propriedades e construção, além de possuir mais de 118 mil membros em todo o mundo.

No Brasil desde novembro de 2011, a RICS trabalha em cooperação com membros e entidades nacionais de modo a elevar o padrão de excelência profissional das atividades que compõem o ciclo imobiliário, beneficiando toda a sociedade. No campo de capacitação e conhecimento, a instituição oferece treinamentos customizados in-company, cursos online e presenciais. Atualmente são mais de 160 membros no país identificados pelas siglas MRICS (Member) ou FRICS (Fellow), reconhecidas internacionalmente por representarem a excelência técnica em suas áreas de atuação e por seguirem padrões de Ética e Regras de Conduta RICS.

 

Publicado em Facility Management, Real Estate e Mercado Imobiliário | Com a tag , | Deixe um comentário

Primeiro sistema de elevadores sem cabos do mundo

Fonte: Revista Infra

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Após 160 anos de sua invenção, a era dos elevadores dependentes de cabos está chegando ao fim. A ThyssenKrupp apresentou hoje, em Essen, Alemanha, na sede mundial da companhia, a nova tecnologia de elevadores MULTI, um marco revolucionário na indústria de elevadores e que vai transformar a maneira como as pessoas se movem nos edifícios.

Hoje, a maioria dos elevadores utiliza sistemas de eixos verticais, com apenas uma cabina por poço, o que representa uma grande limitação para a indústria da construção civil. O sistema convencional de elevadores também restringe a capacidade de locomoção das pessoas e ocupa espaço excessivo nas construções.

O primeiro passo da ThyssenKrupp para resolver essas questões aconteceu em 2002, com o lançamento do sistema de elevadores TWIN, que oferece duas cabinas por poço e aumenta a capacidade de transporte, além de possibilitar a redução do uso de áreas construídas em até 30%.

O sonho longamente almejado de operar múltiplas cabinas no mesmo poço de elevador agora se tornou possível com o sistema MULTI, que permite a incorporação de até 16 cabinas de elevador por poço, rodando em loop – movimento único circular. Para tanto, a ThyssenKrupp desenvolveu um sistema de motores lineares nas cabinas, transformando os elevadores convencionais em sistemas verticais semelhantes ao do metrô. A tecnologia aumenta a capacidade e a eficiência de transporte, reduzindo a ocupação de área útil e o consumo de energia nos edifícios. Também permite o deslocamento de várias cabinas nos sentidos vertical e horizontal num mesmo poço, o que possibilitará projetos arquitetônicos com alturas, formas e objetivos nunca antes imaginados. Ou seja, o projeto não ficará mais limitado pela altura ou alinhamento do poço do elevador, abrindo novas possibilidades aos arquitetos.

Para Andreas Schierenbeck, CEO da ThyssenKrupp Elevadores AG, o MULTI representa um marco importante no desenvolvimento de tecnologias em transporte para atender às necessidades de mobilidade urbana. “Assim como a natureza da construção civil evolui, é necessária a adaptação dos sistemas de elevadores para melhor atender as exigências deste mercado, bem como o aumento do volume de passageiros. Evoluindo de um sistema dimensional vertical para um sistema bidimensional horizontal/vertical, com mais de uma ou duas cabinas operando em cada poço, o MULTI representa um marco na história da ThyssenKrupp”

Como Funciona

Operando com a premissa básica de um sistema circular contínuo, como o paternoster (cabinas sobem de um lado e descem pelo outro), o sistema MULTI usa tecnologia de motores lineares e um movimento único circular (loop) que pode incorporar até 16 cabinas (oito em cada lado). Com uma velocidade-alvo de 5 metros por segundo, o sistema permitirá um acesso a uma cabina de elevador em cada 15 a 30 segundos, com uma parada para transferência a cada 50 metros.  O tempo de espera pelo passageiro será reduzido, além de contar com a opção de entrada dupla no piso térreo, melhorando a facilidade de acesso em grandes edifícios.

O sistema MULTI também oferece uma movimentação mais rápida e confortável, quando comparado a elevadores de alta velocidade que, limitados pela pressão que exercem sobre o corpo humano, geram desconforto quando a velocidade do elevador supera os 10 metros por segundo.

Mesmo que a altura ideal para a implantação do sistema de elevadores MULTI seja de 300 a 600 m, o uso do sistema não é restrito a esses padrões. Sem depender de nenhum tipo de cabos, com um sistema de trava multinível e transferência de energia indutiva do poço do elevador para a cabina, o sistema MULTI requer eixos de 6 m2, medida ainda menor do que os eixos de 9 m2 do sistema TWIN. Isso significará uma considerável economia de custos para a indústria da construção civil. O aumento da eficiência também resulta em um menor número de escadas rolantes e poços de elevadores adicionais, aumentando em até 50% o espaço útil dos empreendimentos, e consequentemente a rentabilidade das construtoras.

O MULTI garante segurança total por meio de sistemas de multipropulsão e frenagem das cabinas; além do já conhecido sistema de controle desenvolvido pela ThyssenKrupp para os elevadores TWIN, impedindo que haja uma grande aproximação das cabinas dentro dos poços de elevadores.

O sistema também conta com novos recursos, como o uso de materiais leves para cabinas e portas, resultando em uma redução de peso de 50%, em comparação com modelos convencionais. Seu acionamento por sistema linear permite que apenas um motor seja suficiente para os movimentos vertical e horizontal, com um permutador para mover as cabinas de um poço para outro.

Ao combinar tecnologia de ponta com o conceito de operação simplificado e conveniência para o uso de passageiros, o sistema MULTI da ThyssenKrupp transforma em realidade o conceito de flexibilidade com a operação de várias cabina num único poço de elevador.

Confira o vídeo desta tecnologia clicando aqui.

 

Publicado em Artigos Tecnicos | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

A construção civil tem expectativas baixas

Fonte: O Estado de São Paulo

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Os resultados de novembro serão piores que os de outubro, acreditam os empresários da construção civil ouvidos na Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). E “o quadro é ruim para os próximos meses”, disse o economista Marcelo Azevedo, da CNI. É uma mudança relevante, pois o otimismo sempre marcou a construção civil, mesmo em conjunturas difíceis.

O indicador do nível de atividade previsto para este mês é de 47,7 pontos, inferior aos 50 pontos que separam o patamar negativo do patamar positivo. A CNI trata como irrelevante a melhora em relação a outubro, com 47,3 pontos. Acentuou-se a preocupação com novos empreendimentos e serviços (de 47,4 pontos para 46,4 pontos), bem como as compras de insumos e matérias-primas, de 46,5 pontos para 46,2 pontos. Afinal, agravou-se a situação do emprego no setor: num só mês o item número de empregados saiu de 46,8 pontos para 46 pontos.

A comparação das expectativas gerais entre novembro de 2013 e novembro de 2014 também piorou muito, de 56,5 pontos para 47,7 pontos (-15,5%). E, na comparação entre os meses de outubro de 2013 e de 2014, foram registradas quedas de nível de utilização da capacidade (de 71 pontos para 67 pontos), nível de atividade (49 para 42,7 pontos), atividade em relação à usual (de 45 para 40,2 pontos) e número de empregados (de 48 para 43 pontos).

A indústria da construção tem um peso importante, de cerca de 40%, na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), ou seja, na taxa de investimento do País. E esta caiu fortemente, de 18,4% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2013, para menos de 17% do PIB, estimam até economistas ligados ao governo.

Com o ambiente desfavorável aos investimentos em obras governamentais, em razão da fragilidade fiscal, e em estatais, caso da Petrobrás, é certo que a atividade de grandes empresas de construção será afetada, no curto prazo.

O problema é que até as pequenas companhias de construção, que alimentavam maior otimismo, estão agora no campo pessimista. O indicador de nível de atividade das pequenas empresas, por exemplo, caiu de 57,7 pontos, em novembro de 2013, para 46,9 pontos, neste mês, indicando que nem obras municipais nem o programa de habitação popular, sempre presente nas peças de propaganda oficial, têm comportamento satisfatório.

Publicado em Artigos Diversos | Com a tag , , | Deixe um comentário

Usina eólica é inaugurada no Rio Grande do Norte

Fonte: Mercado Ético

Divulgação: SINAENCO

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Elisa Homem de Mello, da Envolverde

A Voltalia Energia do Brasil, empresa produtora de energia elétrica a partir de fontes renováveis (eólica, solar, hídrica e biomassa), inaugura a usina de energia eólica de Areia Branca/RN, formada por 3 parques que deverão entrar gradualmente em operação. Os parques eólicos UEE Carcará I, UEE Carcará II e UEE Terral serão os primeiros parques da empresa Voltalia gerando energia no Brasil, exatamente no estado de maior potencial eólico do país. Eles representam um investimento total de aproximadamente R$ 400 milhões e são provenientes do leilão realizado pela ANEEL em 2011. Com uma capacidade instalada de 90 MW (são 30 aerogeradores com uma potencia unitária de 3MW cada), a geração de energia dos três empreendimentos é suficiente para atender aproximadamente 183 mil famílias.

O Estado do Rio Grande do Norte foi escolhido porque está entre as regiões brasileiras de maior potencial eólico, principalmente em áreas próximas ao litoral, como Areia Branca. O projeto localiza-se em área plana, próxima à costa e com bons acessos, o que facilita a logística. Além disso, a proximidade do ponto de conexão mantém os custos de investimentos em infraestrutura elétrica em patamares aceitáveis, explica Robert Klein, diretor geral da Voltalia Energia do Brasil.

Com investimento no RN na ordem de R$ 1,8 bilhão, a empresa já iniciou a construção de quatro outros parques localizados no município vizinho (Serra do Mel, a cerca de 4km de distância dos parques de Areia Branca). Essas usinas, frutos de uma parceria com a CHESF e a ENCALSO têm início de operação prevista para janeiro de 2016, com um potencial energético instalado de 93MW.Além destes parques, no Leilão de Energia A-5, ocorrido em 2013, a Voltalia vendeu a energia que será produzida por outros quatro parques eólicos, também localizados no município de Serra do Mel, para suprimento em 2018.A Voltalia desenvolve ainda outros projetos na região nos municípios de São Miguel do Gostoso e Touros, ambos no Rio Grande do Norte.

O Brasil, com sistemática dos leilões, aliado ao forte potencial de regime de ventos, mostrou para o mundo que é possível chegar a preços de energia eólica no patamar das fontes convencionais. Alguns países europeus e outros no mundo já adotaram modelos de leilões parecidos e o resultado mostra que as energias renováveis estão dependendo cada vez menos de subsídios dando perspectivas favoráveis para o futuro, conta Robert Klein.

Durante o Coquetel de Inauguração com os administradores do Grupo, a Governadora do RN, RosalbaCiarlini, filiada ao partido dos Democratas, entregou a licença de operação para os parques de Areia Branca e a licença de instalação para os parques de São Miguel do Gostoso. Sempre iremos apoiar os investimentos em energia limpa, que nos proporciona desenvolvimento, justiça social e cidadania de maneira sustentável, esclareceu a Chefe do Executivo. Também estiveram presentes as Prefeitas de Areia Branca, Luana Bruno (PMDB) e de São Miguel do Gostoso, Fátima Neri (PMDB). A cerimônia também contou com a presença do Secretário Chefe do Gabinete Civil, Carlos Augusto Rosado, do Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Silvio Torquato e do Secretário de Comunicação Social, Paulo Araújo.

Benefícios

Destaca-se o aumento de oportunidade de emprego, melhoria na infraestrutura derivada da construção e operação e diversificação das atividades econômicas regionais, com a geração de vagas qualificadas.

Informações da empresa apontam para geração de aproximadamente 700 empregos diretos durante as obra dos parques eólicos de Areia Branca e a mesma quantidade de empregos indiretos.

Além de gerar energia limpa, a Voltalia tem o compromisso social, gerando emprego e renda para região, e ambiental, contribuindo com a preservação do meio ambiente, disse o Diretor da Voltalia no Brasil, Robert Klein.

Há também pagamento referente aos arrendamentos de terras que é feito diretamente aos proprietários das áreas, representando geração e injeção de renda por no mínimo 20 anos.

Outros benefícios alcançados graças ao desenvolvimento da produção de energia eólica são a regularização fundiária e as averbações das reservas legais, conforme determina o Código Florestal Brasileiro.

(Envolverde)

Publicado em Eficiência Energética, Sustentabilidade | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Reino Unido vai usar ar líquido para estocar energia

Fonte: Agência FAPESP

Divulgação: Engenharia Compartilhada

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Processo deverá otimizar utilização de fontes renováveis como a solar e a eólica, reduzindo os efeitos de sua intermitência no abastecimento da rede elétrica

Agência FAPESP

O Reino Unido vai utilizar ar líquido para estocar energia proveniente de fontes renováveis (solar e eólica). O método, já testado em planta-piloto, deverá entrar em escala comercial em 2018.

Segundo os responsáveis pelo projeto, a proposta é contribuir para a superação de altos e baixos no abastecimento provocados pela intermitência das fontes renováveis. Estocada em ar líquido, a energia estaria disponível para o consumo mesmo em dias nublados ou de calmaria.

O projeto foi explicado pelo professor Richard Williams, pró-reitor e diretor da Faculdade de Engenharia e Ciências Físicas da University of Birmingham, no Reino Unido, em evento na FAPESP, realizado para promover a cooperação científica entre pesquisadores brasileiros e britânicos na inovação de sistemas de energia.

“Uma planta-piloto de 350 quilowatts (kW) encontra-se em funcionamento, conectada à rede elétrica do Reino Unido, há três anos. Essa unidade está sendo, agora, transferida para a University of Birmingham como uma plataforma de testes. E o governo disponibilizou um financiamento de £ 8 milhões para que uma unidade de demonstração, de 5 megawatts (MW), esteja operacional em meados de 2015. Tudo isso para que tenhamos a opção comercial da estocagem de energia em ar líquido até 2018”, disse Williams à Agência FAPESP.

O princípio físico do processo é relativamente simples. 710 litros de ar, resfriados a menos de 196ºC, dão origem a 1 litro de ar líquido. Esse ar líquido pode ser estocado e, posteriormente, quando entra em contato com uma fonte térmica, volta a se expandir. A expansão do ar é utilizada, então, para movimentar uma turbina, convertendo a energia mecânica em energia elétrica.

A liquefação do ar é uma forma de estocar a energia proveniente de fontes intermitentes, como a solar e a eólica, assegurando que a rede não sofra decréscimo de fornecimento nos momentos de menor insolação ou de redução no regime dos ventos.

De acordo com Williams, dessa forma, otimizando a utilização de fontes renováveis, a estocagem criogênica (que utiliza temperaturas muito baixas) passa a ser uma importante peça na política britânica de descarbonização da matriz energética.

O Climate Change Act, aprovado pelo Parlamento britânico em 2008, estabelece a redução de 80% nas emissões de CO2 até 2050. E as Renewables Obligations determinam que os provedores de energia elétrica licenciados no Reino Unido forneçam uma proporção crescente de eletricidade gerada a partir de fontes renováveis, fixando a banda de 15% para 2020.

“O ar líquido para armazenamento de energia torna-se mais eficiente acima de 10MW, de modo que não é apropriado para uso em edifícios isolados, mas bastante adequado na escala que vai do bairro ou do parque industrial à cidade. Já no âmbito dos transportes, uma possibilidade é seu emprego em soluções de tecnologia híbrida, para aumentar a eficiência de motores diesel, em caminhões ou balsas de curto percurso, por exemplo”, disse Williams.

AUMENTO NA EFICIÊNCIA

Considerando-se os dois ciclos, de resfriamento e reaquecimento do ar, a eficiência esperada para o processo, na etapa de demonstração, é da ordem de 60%, contou o pró-reitor da University of Birmingham.

“Mas a eficiência pode ser aumentada para 80% ou mais com a utilização de calor residual no ciclo expansivo. Outra forma de aumentar ainda mais a eficiência é conjugar as unidades produtoras de ar líquido com terminais de gás natural liquefeito, de modo a aproveitar o frio residual produzido nesses terminais durante a fase de reconversão do gás ao estado gasoso”, explicou.

Segundo Williams, os impactos ambientais diretos do processo deverão ser muito baixos. “Para o armazenamento de energia, o dispositivo apenas captura e esgota o ar. E, quando a estocagem criogênica é utilizada em motores, o material trocado com o meio é novamente o ar”, disse.

“Como a temperatura de funcionamento desses motores é menor do que a da combustão interna convencional, os componentes podem ser fabricados com plásticos em vez de metais, reduzindo a energia incorporada”, argumentou.

Eleita “universidade do ano” pelos periódicos The Times e The Sunday Times, a University of Birmingham tem entre suas prioridades atuais a criação de soluções inovadoras a partir do conceito de sustentabilidade.

Por isso, somou-se a outras quatro universidades britânicas (Hull, Leeds, Sheffield e York) para formar o Centre for Low Carbon Futures (Centro para Futuros de Baixo Carbono), que reúne engenheiros, cientistas naturais e cientistas sociais focados em alternativas energéticas e mudanças climáticas, em interface com governo, empresas e entidades da sociedade civil.

O Birmingham Centre for Cryogenic Energy Storage (Centro de Armazenamento de Energia Criogênica da University of Birmingham), criado em associação com a University of Hull, é parte dessa iniciativa.

A University of Birmingham mantém acordo de cooperação com a FAPESP para apoiar projetos de pesquisas colaborativas entre o Estado de São Paulo e o Reino Unido. Duas chamadas de propostas já foram lançadas no âmbito do acordo. Na primeira chamada, sete propostas foram selecionadas.

 

 

Publicado em Artigos Tecnicos, Eficiência Energética, Sustentabilidade | Com a tag , , , , , | Deixe um comentário

ASHRAE Brasil realizará evento sobre Eficiência Energética em Empreendimentos Sustentáveis nesta sexta em SP

Acesse o site clicando na imagem abaixo.

imageANPRAC SP

 

Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos, Eficiência Energética, Sustentabilidade | Com a tag , , , , , | Deixe um comentário

Evento sobre Construções Sustentáveis em Porto Alegre atinge os objetivos

Estive ontem na bela e sempre acolhedora Porto Alegre palestrando no evento organizado pelas empresas e instituições Construir + Verde, Eccos Recycle, New Fields e Grupo KSC, evento este que contou com importantes apoios de instituições locais, como a ASBRAV, AEARV, ASAEC e SEBRAE.

Apesar de ser o primeiro evento realizado por seus idealizadores, tivemos uma bem conduzida manhã de palestras, seguido de um bate-papo descontraído no período da tarde, dedicado à uma rodada de negócios.

Lara Construir Verde 1 Nov 14

Não é preciso reforçar a importância de eventos como este, para que possamos não só divulgar conceitos de sustentabilidade em nossa sociedade, assim como entre os profissionais que atuam em projetos, operações, construção, incorporação, etc.

Vivemos hoje uma época de muita “velocidade”, ou melhor, uma época onde a paciência pela obtenção de resultados é cada vez menor…..talvez fruto de todas as facilidades oferecidas pela internet (achamos e atingimos muitas coisas de forma muito rápida!).

O caminho da sustentabilidade em nossas construções e operação em edifícios é irreversível e ponto. Precisamos nos preparar para esta situação, com vistas à tentarmos recuperar o tempo perdido.

Infelizmente, ainda estamos muito….mas muito mesmo….distantes de uma Alemanha, por exemplo, onde temos o incentivo e a fiscalização de órgãos públicos para a prática e implantação de soluções sustentáveis.

Parabéns aos organizadores (MV Trevisan) e à todos os envolvidos no evento, pelo sucesso obtido.

Publicado em Palestras, Sustentabilidade | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Usinas que “criam” água serão instaladas em São Paulo nos próximos anos

Fonte: Engenharia Compartilhada

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

O estado de São Paulo passa pela sua maior crise hídrica da história, com reservatórios de água quase secos e risco de desabastecimento da Região Metropolitana de São Paulo. Uma ideia inusitada pode ajudar a evitar que o pior aconteça para a população paulista — uma máquina que “faz” água a partir do ar. Falamos com o engenheiro Pedro Ricardo Paulino, criador da Wateair, para entender melhor como isso funciona, e como as máquinas serão recriadas em tamanho maior na forma de usinas de “criação” de água.

“Basicamente, esse processo funciona com a condensação forçada a partir do resfriamento súbito do ar”, ele explicou. Atualmente, sua tecnologia consegue “criar” água em pequena escala, mas há planos de criar usinas maiores para dar conta de ajudar no abastecimento de São Paulo. Segundo Paulino, a abordagem deve ser levemente diferente para a produção em grande escala. “Estamos desenvolvimento uma sistemática diferente, já que por esse o consumo elétrico seria alto”, ele explicou. A ideia geral continuará sendo a mesma — a “transformação” da umidade do ar em água se dará pela condensação através de choque térmico. “Mas o novo projeto ainda não está pronto”, ele ressalta.

Em relação às usinas criadas em parceria com o governo estadual, Paulino estima que elas terão em torno de 500 metros entre os espaços para geração de energia, para a condensação do ar e o armazenamento da água. Os locais escolhidos para abrigar as instalações são as margens dos rios Tietê e Pinheiros que, de acordo com o engenheiro, são os locais ideais para colocar essas usinas — apesar de ainda não ter nenhuma área definida para a construção de uma delas.

E quanto tempo leva até elas ficarem prontas? Bem, isso depende de muita coisa. Como o projeto ainda não está pronto, é difícil dizer com certeza quanto tempo a construção das usinas demorará. Mas Paulino estima que a primeira deve chegar em cerca de dois anos. As outras, que se aproveitarão de um projeto finalizado e executado, tendem a demorar menos. O engenheiro lembrou das usinas de dessalinização da água do mar instaladas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Inicialmente estimava-se que elas levariam dois anos para ficarem prontas, mas acabaram demorando cinco. Isso porque muitos testes foram feitos durante a instalação delas, e isso acabou atrasando um pouco o andamento do projeto. Para as usinas de condensação do ar de São Paulo, o mesmo pode acontecer.

A boa notícia é que, além de oferecer uma opção para o abastecimento de água que não seja através das represas, as usinas da Wateair podem purificar o ar. “Pode acabar com o cheiro de esgoto que tem no ar nas proximidades dos rios”. Isso seria excelente. Ao longo dos próximos meses vamos acompanhar o desenvolvimento do projeto das usinas e torcer para que, de fato, elas contribuam, mesmo que pouco, no abastecimento de água em São Paulo.

 

Publicado em Cidades, Sustentabilidade | Com a tag , | Deixe um comentário