O poder da energia fotovoltaica no Brasil, por Mauro Borges Lemos

Fonte: ClicFolha

Por: Mauro Borges Lemos

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Minas Gerais acaba de dar um passo decisivo para a consolidação da produção de energia solar no Brasil. Sob a liderança da Cemig, sempre à frente na pesquisa e desenvolvimento de alternativas energéticas, a subsidiária Renova acaba de firmar parceria com a empresa norte-americana SunEdison, uma das maiores empresas desse mercado no mundo, e que promove o desenvolvimento de tecnologia solar extremamente competitiva. Juntas, Renova, Cemig e SunEdison vão trabalhar para fazer a energia gerada a partir dos raios solares a alternativa energética mais competitiva do mercado dentro de cinco anos.

O Brasil é um dos países com o maior potencial de crescimento em energia solar, especialmente, pelo fato de possuir os melhores índices de insolação do planeta. Dessa forma, é necessário aprofundar no estudo e pesquisa dessa tecnologia, para não perder o timing e ficar atrás na corrida da energia fotovoltaica mundial. Recentemente, perdemos o boom da microeletrônica e, assim, a possibilidade de desenvolver o conhecimento de purificação do silício – a despeito de possuirmos as maiores reservas mundiais desse material, matéria-prima para a fabricação de componentes de celulares, computadores, lâmpadas especiais e, sobretudo, painéis solares de geração elétrica.

Sem o conhecimento do processo de purificação do silício, que é essencial para o desenvolvimento das placas solares, vamos precisar superar diversas barreiras para que possamos atingir o protagonismo nessa tecnologia. Mas esse é um desafio que Minas Gerais e a Cemig estão dispostos a enfrentar.

Ciente da importância de seu papel na consolidação da energia solar no Brasil, o governo de Minas Gerais sancionou em julho último a Lei 21.713, que estimula a produção e a comercialização dessa energia no Estado a estabelecimentos com atividade de geração, transmissão ou comercialização de energia solar. A nova norma amplia para 20 anos o prazo para a concessão de crédito de ICMS relativo à aquisição de energia solar produzida no Estado. Esse é um grande incentivo ao desenvolvimento da energia solar fotovoltaica.

Além disso, Minas Gerais pode ser considerado o estado mais avançado no aproveitamento da energia solar para aquecimento de água. Nos últimos anos, a Cemig, por meio do programa de Eficiência Energética instalou, aproximadamente, 26 mil sistemas de aquecimento solar de água em casas da Cohab Minas. No Mineirão foi instalada uma usina solar fotovoltaica com capacidade de 1,4 MWp, constituindo-se na maior usina solar em operação no Brasil e uma das maiores do mundo. Seguindo essa linha, recentemente, a Cemig anunciou que planeja investir R$ 4 bilhões na instalação de uma planta integrada para a produção de energia fotovoltaica no Estado, que inclui a instalação de uma fábrica para a produção local das placas e demais equipamentos necessários, em um acordo que prevê transferência de tecnologia no estado da arte. A Companhia está buscando parceiros para viabilizar o projeto.

Com investimentos, incentivos e foco no desenvolvimento de novas tecnologias para geração de energia elétrica, o Brasil pode dar um grande passo para diminuir a dependência da hidrologia e elevar o grau de confiabilidade do sistema elétrico. E Minas Gerais estará liderando esse processo.

* Mauro Borges Lemos é diretor-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig)

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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