Governo aposta na iniciativa privada para reverter fracassos em obras de infraestrutura

Embora os especialistas em economia afirmem que as medidas divulgadas nesta semana pelo governo em nada possam auxiliar na melhora de nosso PIB, vemos novamente a divulgação de programas e projetos que “trarão uma luz no fim do túnel”, a exemplo dos PACs, etc…

Assim como o projeto de se trazer a Copa do Mundo (e Olimpíadas também…) para o Brasil, projeto este que acabou se transformando em uma enorme possibilidade de favorecimentos para alguns (corrupção, desvios, obras de má qualidade, inexistência de legados efetivos, etc…), temo que o novo (embora velho por estarem usando a base do programa lançado ainda no governo FHC) programa seja mais uma destas oportunidades para alguns, apesar de certamente proporcionar melhoras aos usuários em ferrovias, estradas e outros, devido a atual e total incompetência do poder público em fazê-lo.

Vamos ver em qual sabor de pizza isto acabará se transformando…

Vejam a reportagem abaixo.

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Fonte: Estado de Minas

Acesse aqui a reportagem em sua fonte.

Dilma e ministros participaram do lançamento do novo pacote de privatizações. Joaquim Levy espera que os efeitos sejam sentidos a partir do ano que vem.

Sem dinheiro no caixa para tocar projetos de infraestrutura, o Palacio do Planalto apostara na iniciativa privada para retomar investimentos em grandes obras. A presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou ontem um pacote de privatizacoes estimado em R$ 198,4 bilhoes, sendo R$ 69 bilhoes a serem gastos ate 2018. O novo plano e a segunda etapa do Programa de Investimento em Logistica (PIL), lancado em agosto de 2012, mas que ate agora representou uma colecao de fracassos para o governo. Na primeira etapa, estavam previstos investimentos de R$ 130 bilhoes, dos quais R$ 79 bilhoes deveriam ser gastos em rodovias e ferrovias ate 2017. Ate agora, no entanto, cerca de R$ 2,2 bilhoes foram gastos em rodovias e nem um centavo em ferrovias.

Durante o lancamento, Dilma afirmou que o pacote servira como uma virada de pagina gradual e realista diante das duras dificuldades no cenario economico do pais. Estamos iniciando uma progressiva virada de pagina, gradual e realista, para mostrar que, se sao grandes as dificuldades, maiores sao a energia e a disposicao do povo brasileiro e do seu governo para fazer nosso pais seguir em frente, disse a presidente. Segundo ela, assim como o ajuste fiscal em que o governo cortou R$ 70 bilhoes no Orcamento de 2015 e alterou regras nos direitos trabalhistas , o novo plano servira para dar oxigenio do otimismo e da esperanca aos investidores. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, garantiu que nao faltarao recursos para infraestrutura nesta rodada de concessoes. Ele ressaltou que o pais tem um mercado financeiro maduro para absorver a demanda por novos investimentos e que o pacote representara um choque positivo na produtividade nacional. Esse plano vai se desdobrando ao longo do tempo. Sem duvida nenhuma ajuda a ter expectativas de crescimento. Sera um choque positivo na nossa produtividade e capacidade de competitividade na economia brasileira, disse Levy.
Segundo o ministro, o novo pacote tera pouco reflexo na economia ainda este ano, mas aumentara a partir do ano que vem, quando as obras estiverem em curso. Os impactos diretos correspondem a um acrescimo de 0,25 ponto percentual no PIB. Mas existe ainda um impacto indireto, que pode mais do que dobrar isso. Tem algum reflexo ja este ano, mas os efeitos serao mais significativos em 2016, avaliou Levy. No plano apresentado ontem, entre 2015 e 2018, deverao ser gastos R$ 69,2 bilhoes, e o restante, R$ 129 bilhoes, a partir de 2019.

Escoamento

Os gastos em ferrovias, que nao decolaram na primeira etapa do PIL, serao priorizados na nova fase do programa. Para as estradas de ferro a previsao de investimentos chega a R$ 86,4 bilhoes, sendo que quase metade desse montante R$ 40 bilhoes sera destinado para a ferroviaBioceanica, que atravessara o Brasil do Porto de Acu, no Rio de Janeiro, ate uma saida no Oceano Pacifico, no Peru. A ferrovia, negociada com o governo da China, e considerada estrategica para o escoamento da producao brasileira. Autoridades brasileiras e chinesas marcaram para maio do ano que vem a entrega de um estudo sobre a viabilidade dessa obra. A Bioceanica sofre fortes ressalvas pelos altos custos de uma construcao para cruzar a Cordilheira dos Andes.
As rodovias federais incluidas no programa passarao por obras de duplicacao e revitalizacao, com investimentos previstos de R$ 66,1 bilhoes. O governo preve o leilao de 15 lotes de estradas, totalizando 6,9 mil quilometros. Cinco leiloes serao marcados para este ano, para obras estimadas em R$ 19,6 bilhoes, e 11 leiloes em 2016, totalizando R$ 31,2 bilhoes. O Planalto negocia tambem novos investimentos em trechos ja concedidos a iniciativa privada, com estimativa de R$ 16 bilhoes. Serao negociados projetos de ampliacao de capacidade de trafego com as concessionarias. Entre os trechos, esta a Rodovia Fernao Dias, que liga Belo Horizonte a Sao Paulo.
O governo federal estuda revisar algumas obrigacoes determinadas as empresas. Na primeira versao do PIL, a empreiteira que recebesse a concessao teria obrigacao de duplicar os trechos cedidos em cinco anos. Esse prazo devera ser negociado nas proximas privatizacoes. Sera mantida a regra que estabelece que vencera o leilao a empresa que oferecer o menor valor de pedagio, cuja cobranca so podera ser feita apos a conclusao de 10% das obras.
Para os aeroportos, algumas regras sobre a privatizacao ainda nao foram definidas. O governo confirmou a entrega a iniciativa privada dos aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Florianopolis, com uma estimativa de gastos de R$ 8,5 bilhoes para aumentar a capacidade dos terminais. Segue indefinida a possibilidade de haver reducao na participacao da estatal Infraero nas novas concessoes. Nos leiloes anteriores Guarulhos, Campinas, Brasilia, Confins e Santos Dumont , a Infraero ficou com 49%. A expectativa era de que esse percentual caisse para 15%, mas a questao ainda sera avaliada pelo Planalto, segundo informou o ministro da Secretaria de Aviacao Civil, Eliseu Padilha. (Colaborou Flavia Ayer)

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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