Impermeabilização deve vir contemplada no projeto

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Impermeabilização deve vir contemplada no projeto

Infiltrações, carbonatações e desplacamentos estão entre as patologias mais comuns quando o isolamento de paredes e lajes apresenta problemas

Patologias com origem em erros no projeto de impermeabilização são mais comuns do que se imagina. Quem garante é a engenheira civil Virginia Pezzolo, com vasta experiência no assunto e que recentemente participou do webseminário organizado pela e-Construmarket, intitulado“Patologias decorrentes de falhas na impermeabilização”. “Vários fatores influenciam na impermeabilização. Desde climáticos e ambientais, passando por outros projetos envolvidos na construção, como o arquitetônico, o hidráulico e o elétrico. O paisagismo também tem grande influência”, resume.

Infiltrações, carbonatações e desplacamentos estão entre as patologias mais comuns quando a impermeabilização apresenta problemas. Por isso, em sua palestra, Virginia Pezzolo listou os cuidados que se deve ter para que o projeto não deixe espaço para falhas. “Ele precisa resistir às degradações devidas às influências climáticas, térmicas, químicas e biológicas; resistir às pressões hidrostáticas de percolação, coluna d’água, gases ou atmosféricas; apresentar aderência, flexibilidade, resistência, estabilidade físico-mecânica e vida útil compatíveis com as solicitações previstas no projeto, além de atender premissas da Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575) e de certificações Acqua e LEED, se assim for requerido”, explica.

A primeira norma de impermeabilização no Brasil surgiu em 1975, motivada pelas obras do metrô de São Paulo. Atualmente, os projetos devem seguir a ABNT NBR 9575/10 (Impermeabilização – Seleção e Projeto). A norma interage com outras normas técnicas, principalmente nos quesitos que envolvem projetos hidráulicos e elétricos. Também precisa levar em consideração os sistemas construtivos da obra. “A estrutura influencia diretamente no projeto de impermeabilização. Alvenaria convencional, concreto ou drywall pedem projetos diferenciados”, diz Virginia Pezzolo.

Pontos críticos

A engenheira civil revela que há também projetos especiais que exigem impermeabilizações específicas. “Em uma cozinha industrial, onde o piso ficará exposto a ácidos láticos e gorduras, o projeto precisa atender a resistência química à ação destes elementos altamente corrosivos. Da mesma forma, em uma cidade como São Paulo, onde a chuva tem acidez por causa da poluição, os revestimentos também exigem impermeabilização diferenciada”, afirma. Incluem-se no rol de projetos especiais de impermeabilização obras como câmaras frigoríficas, lagoas de efluentes industriais, caixas d’água, heliportos, áreas industriais sujeitas a derramamento de produtos químicos e áreas expostas às ações de ozônio ou gases.

As normas técnicas brasileiras de impermeabilização, incluindo os produtos impermeabilizantes, são regidas pelo CB-22 da ABNT. No entanto, quando usados materiais importados sem norma vigente no país, Virginia Pezzolo comenta que não há empecilho em se utilizar normas internacionais. Atualmente, além de materiais cada vez mais eficientes, há equipamentos que detectam patologias provenientes de problemas com a impermeabilização. Juntas de dilatação, ralos, ar-condicionado e áreas com paisagismo estão entre os pontos frágeis e mais propensos a patologias. “Um ralo com falhas na impermeabilização para escoar a água é um caminho livre para a carbonatação, mesmo em obras jovens”, alerta a engenheira.

Assista a palestra de Virginia Pezzolo

Patologias decorrentes de falhas na impermeabilização

Entrevistada

Engenheira civil Virginia Pezzolo, graduada pela Escola de Engenharia Mauá-SP e sócia-gerente e responsável técnica da Proassp Assessoria

Contato

proassp@proassp.com.br

Créditos fotos: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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