Logística será carro-chefe de investimentos, diz BNDES

Fonte: Valor Online SP

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O vice-presidente do BNDES, Wagner Bittencourt, confirmou que o banco trabalha com o Palácio do Planalto num plano de concessões. Bittencourt reiterou que o setor de logística será o carro-chefe dos investimentos nos próximos anos e que prevê aportes de quase R$ 600 bilhões em infraestrutura até 2019. Além de logística, o executivo também destacou investimentos em transporte. “É preciso investir 0,4% do PIB anualmente em mobilidade, o que não é pouco”, disse ele, que participou ontem da abertura do XXVII Fórum Nacional, organizado pelo ex-ministro do Planejamento João Paulo Reis Velloso, na sede do BNDES. Bittencourt também afirmou que há previsão de investimentos que somam R$ 192 bilhões, nos próximos quatro anos, na geração de energia, inclusive em fontes renováveis. “Esse setor não só está contribuindo mais para uma geração renovável, mas também criando uma cadeia de fornecedores. O leilão para energia solar também irá criar uma cadeia, como foi observado no setor eólico”, disse Bittencourt.

Na área de petróleo e gás, o banco de fomento espera pela divulgação do novo plano de negócios da Petrobras. “Aguardamos a movimentação da Petrobras na divulgação [do plano]. Pode ser que os investimentos sejam menores, mas ainda deve ser um crescimento importante”, afirmou. O executivo do BNDES classificou ainda a situação econômica brasileira como “bastante desafiante”, mas acredita que o país tem bases sólidas, como dívida reduzida e boas reservas, “o que leva hoje o Brasil a ter uma situação muito mais equilibrada”. Para Bittencourt, “a inflação é significativa” e, com esforço econômico, deverá chegar a 5,6% a partir de 2016. Em outro painel do evento, o economista da Universidade de São Paulo (USP), Gilmar Masiero da Universidade de São Paulo (USP), especialista em estudos sobre a Ásia, comparou o Brasil com a Coreia do Sul e mostrou como a país asiático evoluiu para uma economia com intenso uso da tecnologia. Ele aponta três fatores que levarem à explosão industrial da Coreia: políticas econômicas claras do governo, promoção de exportações par ao mercado global e incentivo à competitividade das indústrias de melhor desempenho. O economista lembrou que a educação foi a chave que alavancou o desenvolvimento coreano.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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