Selo Procel Edificações é mais uma ferramenta para a eficiência energética

De: Procel Info

Por: Tiago Reis

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Brasil – Imóveis certificados podem ter um potencial de economia de energia de até 50%

Brasil – As construções brasileiras agora contam com um instrumento que vai contribuir para aumentar a eficiência energética no país. Lançado no final de novembro, o Selo Procel Edificações tem como grande meta fomentar o aumento dos níveis de eficiência energética nos imóveis públicos, comerciais e residenciais, segmento responsável por quase 50% de todo o consumo de energia do país. A nova certificação segue a mesma lógica do Selo Procel para equipamentos e eletrodomésticos, que é a de reconhecer e sinalizar os melhores e mais eficientes de cada categoria.

Desenvolvido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) em parceria com Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), o Selo Procel Edificações tem um potencial de economia estimado em 50% para as novas edificações e de até 30% para as construções já existentes que passarem pelo chamado retrofit, um programa de modernização das instalações elétricas.

“É um potencial de redução, porque a eficiência energética depende do comportamento e dos hábitos dos moradores e usuários. Não adianta ter uma construção eficiente se não houver uso eficiente”, explica o gerente do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da Eletrobras, Fernando Perrone.

Para candidatar-se à obtenção do Selo Procel Edificações, o empreendimento deverá apresentar a classe A, a mais elevada de eficiência energética, em cada um dos três sistemas analisados: envoltória, que contempla as fachadas e telhados, iluminação e os sistemas de ar condicionado. Todas as classes devem seguir as recomendações da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence). As edificações são avaliadas em duas etapas: uma no projeto e outra após a conclusão da obra, sendo que o imóvel pode conquistar o selo de forma individual nestas duas etapas.

Para o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, a expectativa é de que em um curto espaço de tempo, os imóveis brasileiros já sejam construídos seguindo as recomendações do Selo Procel Edificações.

“Nós já iniciamos o processo de avaliação. Alguns selos já foram outorgados e já estamos analisando um certo número. O que nós queremos, é que, dentro de um futuro próximo, todas as principais edificações do país cumpram os requisitos do Selo Procel, e sejam edificações cada vez mais eficientes”, disse José da Costa Carvalho Neto.

Até o momento, duas edificações já construídas e outros sete projetos já receberam o Selo Procel Edificações. Localizados em Santa Catarina, o edifício-sede da Eletrosul, em Florianópolis, e o setor de manutenção da companhia, em Campos Novos, foram pioneiros no país ao conquistar a certificação.

De acordo com o gerente da Assessoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Eletrosul, Jorge Luís Alves, o trabalho para a conquista do Selo começou em 2003, quando a empresa implementou a Casa Eficiente, um laboratório para testar novas tecnologias de conservação de energia. O sucesso do projeto, que foi a primeira residência do Brasil a conquistar a classificação em eficiência energética, fez com que a companhia ampliasse os investimentos para aumentar o uso eficiente de energia em suas edificações. “Pelo fato do projeto da Casa Eficiente ter sido exitoso, os diretores da empresa passaram a assimilar os novos conceitos e implementá-los em novas obras” explica Jorge Luís Alves.

Construído na década de 1970, o edifício-sede da Eletrosul passou por um retrofit no qual os sistemas de climatização e iluminação foram modernizados com a instalação de luminárias de alto brilho e reatores eletrônicos em todas as áreas. Jorge salienta que, mesmo tendo um projeto vanguardista para a sua época, já que o projeto com mais de 40 anos já contemplava o aproveitamento de água de chuva, economia de energia e uma série de ações e recursos nos termos que são utilizados hoje em dia, a economia de energia da edificação, após a conquista do Selo Procel chegar a 48%.

Já o Centro de Manutenção de Campos Novos foi pensado desde o projeto para ser uma construção sustentável e eficiente, sendo o primeiro projeto da empresa a contemplar todos os conhecimentos adquiridos no projeto da Casa Eficiente.

Inaugurado em 2013, o prédio, de 558 metros quadrados, utiliza recursos para o melhor aproveitamento da luz do sol, luminárias e aparelhos de ar condicionado eficientes, janelas com vidros duplos e telhas especiais. Parte da cobertura foi construída com uma inclinação específica para o melhor aproveitamento dos raios solares e a consequente geração de energia fotovoltaica. O centro de manutenção também conta com uma “Torre Sustentável”, onde ficam os reservatórios de 10 mil litros que contém água potável, de água da chuva e de água quente, proveniente do aquecimento solar.

Jorge esclarece, que apesar do custo de uma construção sustentável ser em média de 30% a 40% superior ao de uma construção convencional, o investimento vale a pena. Ao todo, a Eletrosul investiu na edificação cerca de R$ 1 milhão no de Campos Novos e a expectativa e de que em até cinco anos esse valor seja recuperado com a economia proporcionada pela edificação. O gerente revela que outros três prédios da Eletrosul estão sendo construídos seguindo as recomendações do Selo Procel Edificações. Os prédios do Centro de Visitantes do Complexo Eólico Cerro Chato e Centro Regional de Manutenção, ambos em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul e o alojamento para os funcionários da Usina de São Domingos, no Mato Grosso do Sul poderão ser em breve contemplados com o novo Selo.

Outra empresa que também investe em eficiência energética em suas edificações é a Caixa Econômica Federal. O banco público conquistou o Selo para o projeto do edifício-sede da Caixa, em Londrina, no interior do Paraná. Segundo o Superintendente Nacional de Infraestrutura e Patrimônio da Caixa, Sergio Geraldo Linke, a instituição bancária investe em eficiência energética em suas agências desde 2005. Desde então, a instituição bancária possui um grupo técnico de engenharia e arquitetura para tratar dos projetos relacionados à eficiência energética e sustentabilidade. Linke revela que várias agências da Caixa são etiquetadas pelo Procel devido aos seus elevados níveis de eficiência energética. Entretanto, a instituição desejava quantificar cientificamente esses dados e por isso, o prédio de Londrina foi escolhido para receber o Selo Procel Edificações.

“Como as nossas agências já estavam com alto nível de eficiência energética, nós vimos no Selo a oportunidade de quantificar cientificamente essas unidades que nós já estamos construindo e reformando desde 2005. Em 2009, quando foi lançada a etiquetagem energética de edificações, a Caixa foi a primeira empresa a ter os seus imóveis reconhecidos com as etiquetas de eficiência energética. Então, a partir dali, nós temos sete imóveis etiquetados e dentre esses sete, então foi escolhido o imóvel de Londrina, para receber Selo, porque o imóvel de Londrina está entre os etiquetados pelo Inmetro e pelo Procel. Ele possui o nível A geral e o nível A em cada uma das componentes da etiqueta energética o que levou a agência a conquistar o Selo Procel”, explicou Sergio Linke.

Linke acrescenta que dentro do programa de eficiência energética da Caixa outras agências estão sendo preparadas para a obtenção do Selo. Para ele, a nova certificação é positiva para todos os lados, já que representa uma conscientização e economia de energia para as empresas, além de contribuir para a redução do desperdício e da demanda de eletricidade do país.

Interessados em conseguir mais informações sobre o Selo Procel Edificações podem consultar o portal Procel Info e clicar no link Selo Procel Edificações ou enviar uma mensagem para o e-mail procel@eletrobras.com.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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