O Médico, o Engenheiro e a necessidade de evoluir…

Existem situações pelas quais passamos e coisas que ouvimos que nos fazem pensar, refletir…

Há aproximadamente uns 40 días atrás, participei em uma reunião cujo tema referia-se à discussão de um relatório que criticava fortemente a qualidade e a não aderência às normas, de uma determinada instalação.

Nesta reunião, durante um momento de grande excitação e incômodo de parte do público afetado pelo relatório, um colega da mesa pediu a palavra e disse: “Engenheiro adora criticar o trabalho de outro engenheiro, faltando as vezes com o devido respeito….Vocês já viram um médico falar mal de outro colega?”

Pois bem, apesar de parecer uma frase de indignação e “dor de cotovelo”, não era o caso pois, de fato, o relator do trabalho havia sido muito vago, apresentando um trabalho com muito pouco embasamento técnico, embora “alfinetasse diretamente” o executor da obra e, de sobra, o projetista do sistema.

Nesta última semana, passei por uma situação que me remeteu à este caso de 40 dias atrás, pois me consultei com um profissional médico que achou um absurdo o tratamento que me havia sido prescrito por um outro colega, colocando inclusive em dúvida a formação e especialização do outro profissional. De fato, acho que ele tinha razão, sem entrar no mérito da questão, e apenas externou a sua indignação, principalmente com a minha falta de preocupação em “sondar melhor” um profissional (especialização, experiência, etc), antes de procurá-lo.

Enfim, um médico criticou o outro colega e de forma igualmente dura.

Moral das histórias acima…

1. Não podemos considerar uma crítica como um crime, desde que embasada tecnicamente, relatada dentro de uma conduta profissional e ética e efetuada de forma respeitosa e no momento apropriado.

2. Não podemos nos melindrar com tais atitudes pois, desde que respeitando os “passos acima”, críticas existem para que possamos refletir, melhorar e evoluir, seja no lado afetado (pela crítica), seja no lado do relator, quando ouve-se uma contra-resposta que esclareça ou justifique a situação.

3. Precisamos parar com estas preocupações e trabalhar para obtermos a melhoria de processos e das pessoas que nele atuam.

Reflitam, evoluam e tenham um ótimo final de semana!

Sobre Alexandre Lara

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira de "Operação e Manutenção Predial sob a ótica de Inspeção Predial para Peritos de Engenharia" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo MACKENZIE, professor das cadairas de Engenharia de Manutenção Hospitalar dentro dos cursos de Pós-graduação em Engenharia e Manutenção Hospitalar e Arquitetura Hospitalar pela Universidade Albert Einstein, professor da cadeira de "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNIP / INBEC), tendo também atuado como professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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