Artigo Infra – 21/08 – Limpeza do ambiente de trabalho influencia produtividade

Além de beneficiar a saúde, ela é um fator que auxilia no desenvolvimento das empresas

Manter o ambiente limpo traz bem-estar, isso todos sabem. Porém, segundo pesquisa feita por USGB (Green Building Association), a influência da limpeza na saúde e no comportamento das pessoas é maior do que a maioria imagina. E isso se estende ao ambiente coorporativo, refletindo nos resultados das companhias.

“Os dados apontam para uma melhora de 40% na produtividade de fábricas que são adequadamente limpas”, afirma Renato Ticoulat, diretor de Novos Negócios da Jan-Pro, multinacional americana líder no segmento de franchising e limpeza sustentável.  “Já em escritórios, o crescimento na produtividade varia entre 2% e 16%. As vendas também são afetadas pela higiene no ambiente. Em um supermercado, por exemplo, estima-se que locais bem limpos garantam até 7% mais vendas por m²”, completa Ticoulat.

Parte desse aumento no desempenho pode estar ligado à diminuição no número de faltas de funcionários quando o local está livre dos riscos da limpeza incorreta. Uma pessoa adulta, por exemplo, não comparece ao trabalho, em média, quatro dias por ano em decorrência de problemas respiratórios. De acordo com um levantamento da Universidade de São Paulo, este número é quatro vezes maior que o registrado em 1978. Em um ambiente limpo, esse índice tende a cair.

Um ponto que merece atenção é a necessidade de realizar a limpeza da forma certa, utilizando os processos e produtos adequados para cada local. Há cinco métodos que são comumente usados e podem ser aplicados em  qualquer tipo de instalação:

– Limpeza comum, com a remoção de contaminantes e lixo do meio ambiente, onde os germes não são mortos, mas removidos juntamente com a sujeira;

– Sanitização, que reduz a população microbiana, mas não ao nível de desinfecção;

– Anti-sepsia, que inibe e destrói microorganismos na superfície da pele, numa tentatia de prevenir infecções;

– Desinfecção, que destroi ou remove os microorganismos patogênicos; e

– Esterilização, que elimina totalmente as formas de vida microbiana, utilizando produtos químicos especiais. Este é o processo mais profundo para matar todas as formas de germes, bactérias etc.

“No Brasil as pessoas costumam relacionar limpeza apenas com a aparência, mas parecer limpo não significa que o trabalho esteja finalizado. Há meios mais confiáveis e exatos para avaliar uma limpeza que a simples observação”, explica Ticoulat.

Segundo ele, a Jan-Pro otimiza o trabalho e diminui custos, já que as técnicas e os aparelhos utilizados aumentam a relação de m² limpo em determinado período de tempo. Assim, é possível reduzir os gastos com mão de obra, realocando funcionários. Há também a preocupação com aqueles que realizam o serviço: os utensílios são ergométricos e não prejudicam a saúde. Cada local – academia, hospital, indústria –, recebe o tipo de limpeza mais adequado, de acordo com suas especificidades. Ao final, há um rigoroso controle, é possível mensurar os resultados e garantir que as superfícies estão realmente limpas e não apenas parecendo estar.

As vantagens da limpeza realizada de maneira profissional e responsável podem ser vistas desde o ambiente de trabalho mais agradável até no rendimento de uma empresa. Porém, é preciso ficar atento. A boa aparência pode camuflar resíduos indesejáveis.

Sobre Alexandre Lara

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira de "Operação e Manutenção Predial sob a ótica de Inspeção Predial para Peritos de Engenharia" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo MACKENZIE, professor das cadairas de Engenharia de Manutenção Hospitalar dentro dos cursos de Pós-graduação em Engenharia e Manutenção Hospitalar e Arquitetura Hospitalar pela Universidade Albert Einstein, professor da cadeira de "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNIP / INBEC), tendo também atuado como professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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