A pandemia e a quebra de paradigmas

Historicamente, as guerras tiveram um importante papel para a humanidade, promovendo a análise e revisão de conceitos e posicionamentos, a evolução tecnológica e a adoção de medidas por parte de seus participantes diretos e coadjuvantes.

Lamentavelmente, vivemos hoje o que alguns denominam como WWIII ou terceira grande guerra, unindo o globo no combate contra um inimigo invisível, com uma enorme velocidade de propagação, apesar de uma baixa e quase direcionada taxa de letalidade.

Imagem extraída do monitoramento do avanço do COVID-19 no mundo

Este momentos atual tem provocado mudanças em nossos comportamentos e uma acentuada utilização de recursos tecnológicos para a nossa comunicação, integração e trabalho descentralizado, quebrando paradigmas e mostrando que atividades “não presenciais” são possíveis.

Só para que se tenha uma ideia, investimos há 3 anos em uma potente ferramenta de vídeo-conferência para o nosso escritório em Atibaia, imaginando o tempo economizado com deslocamentos para os grande centros e encurtando os tempos relacionados as nossas comunicações com clientes e fornecedores / parceiros.

Neste sentido, propúnhamos reuniões virtuais com grandes ou pequenos clientes, inclusive já, em tese, habituados com o uso desta tecnologia em suas empresas. O mais incrível, ao menos em nosso segmento de consultoria, operação e manutenção, é que nos deparamos com muitas negativas e insistências para a realização de eventos presenciais, fazendo com que tomássemos a decisão de desmobilizar o nosso equipamento há quase um ano, justamente por falta de uso e por não ser viável a manutenção de sua licença de uso.

Entretanto, se olharmos o momento atual vivido em nosso planeta, veremos a enorme quantidade de eventos não presenciais ou “virtuais” dos quais participamos, com uso de sistemas pagos e gratuitos de web-meeting.

Mais do que isto, já é possível ouvir dos profissionais alguns questionamentos quanto a obrigatoriedade em se manter uma base, um escritório, um local fixo de trabalho…

Lembro-me de que em 1998, quando ainda atuava por uma das empresas do Grupo SEMCO, deu-se o início o conceito de escritório compartilhado, sem estações fixas, como conceito trazido pelo Ricardo Semler para algumas de suas empresas. Não tínhamos mesa, cadeira ou armários fixos, contando com um grande incentivo para a realização de trabalhos remotos, dentro das próprias operações da empresa.

De lá para cá, observamos sim a difusão deste conceito em várias empresas pelo país, embora ainda se observasse a preservação do conceito de trabalho presencial e não a distância, como por exemplo o “home office”.

O COVID-19 está promovendo e possibilitando experiências na utilização destes recursos de tecnologia e comunicação, trazendo para o nosso mercado o conceito de trabalho descentralizado (sem uma base fixa obrigatória) e ampliando o uso de recursos de comunicação via web. Trata-se de uma quebra de paradigmas para alguns e esperamos que este movimento não sofra retrações, possibilitando com que as nossas empresas repensem em suas estruturas e por que não, na qualidade de vida de seus colaboradores.

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Cinco propostas para retomar economia após coronavírus

É estarrecedor como questões políticas e idealismos ainda pautam posicionamentos que deveriam ser técnicos…

Esta boa matéria produzida pelo UOL reúne cinco renomados economistas, alguns com participações em estruturas passadas de nosso governo, dando-lhes a oportunidade de colocar as suas opiniões sobre os caminhos que o país deverá tomar para uma recuperação econômica.

No entanto, apesar de, como não economistas, enxergarmos que o governo (municipal, estadual e federal) precisa não só estabelecer, mas fazer cumprir o teto de seus gastos, incluindo a questão do funcionalismo público, dependendo de ações por parte dos 3 poderes, ainda nos deparamos com visões quanto a tributação maior de ricos e fortunas, além de uma visão assistencialista a longo prazo (não me refiro aqui ao socorro imediato no período de crise e no curto prazo).

Enquanto deveríamos nos concentrar em limitar gastos e direcionar melhor os nossos recursos, e aí me refiro a investimentos (incluindo a nossa infraestrutura de saneamento, saúde, transportes, entre outros) e apoios aos setores mais prejudicados, ajudando a movimentar a nossa economia, recuperando a nossa produção interna (até mesmo em função da alta do dollar que deve permanecer por um longo período) e criar oportunidades de empregos, vemos posicionamentos que se opõem a boa técnica e racionalidade.

É realmente incrível como se objetiva a manipulação de alguns….

Enfim, mas a matéria é muito interessante, apesar de curta. Boa leitura!


Fonte: UOL Economia

Por: Autor não encontrado

Divulgação: SINAENCO

Acesse aqui a matéria diretamente em sua fonte.

Desemprego em nível recorde, diminuição da capacidade produtiva da economia devido ao fechamento de empresas e piora das contas públicas devem compor o quadro da economia brasileira após a crise do coronavírus. A intensidade dessa piora do cenário econômico vai depender da efetividade das medidas emergenciais que têm sido adotadas pelo governo.

Quanto a essas duas afirmações, parece haver consenso entre economistas brasileiros de diferentes vertentes. Mas o que fazer para retomar a atividade econômica passada a fase mais aguda da crise, quando a circulação de pessoas puder ser reestabelecida nas cidades? Aí surgem as divergências.

“Na saída da crise, há quem ache que o governo não vai precisar fazer muito mais coisa, que o mercado vai se recuperar sozinho”, diz Nelson Barbosa, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EESP-FGV). “Isso é um erro, porque teremos famílias e empresas com renda menor, mais dívida e maior incerteza. Então é muito difícil que o setor privado se recupere por conta própria”, afirma Barbosa, que foi Ministro da Fazenda (2016) e do Planejamento (2015) durante o governo Dilma Rousseff (PT).

“Há uma clara necessidade de se gastar de forma temporária em questões de saúde, sociais e em alguns casos empresariais. Mas está claro que não há espaço para outras aventuras, outros gastos, posto que o Brasil ainda não conseguiu recuperar sua saúde fiscal, que se perdeu ali pelos idos de 2014, 2015”, considera por sua vez Arminio Fraga, sócio da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A BBC News Brasil ouviu cinco economistas brasileiros, entre homens e mulheres, liberais e heterodoxos, em busca de propostas para recuperar a atividade econômica do país depois da crise do coronavírus. Confira abaixo as sugestões de Solange Srour, Samuel Pessôa, Armínio Fraga, Nelson Barbosa e Laura Carvalho.

Retomar a agenda de reformas

Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos

Voltar à agenda de reformas anterior à crise do coronavírus é a solução para que o país encontre o crescimento sustentável, mesmo em uma situação econômica pior, com desemprego mais elevado, recessão econômica e perda do poder de compra da população, avalia Solange Srour, da ARX Investimentos.

“Esse é o único caminho para voltarmos a crescer: insistir na agenda de consolidação fiscal e de produtividade”, diz Srour, citando como prioritárias medidas como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial — que permite, entre outras ações, congelar salários do funcionalismo público — e as reformas administrativa e tributária. “Não podemos cair no mesmo erro que cometemos no pós-crise de 2008, quando continuamos expandindo o fiscal, desestruturando a economia.”

Segundo a analista, garantir que o aumento de gastos do governo em resposta à crise seja temporário será fundamental para recuperar a confiança dos empresários no momento de retomada da atividade. “Para crescermos de verdade serão necessários investimentos e para isso, precisa de confiança”, diz Srour.

Assim, ela refuta a ideia de que cortar gastos públicos no pós-crise possa aprofundar ainda mais a recessão esperada. “É a falta de confiança que pode impedir a retomada.”

Possível mudança no teto de gastos

Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV)

Samuel Pessôa, do Ibre-FGV, também aposta na retomada da agenda de reformas para o país voltar a crescer, passado o pior momento da emergência de saúde pública do coronavírus. Mas ele acredita que, se o Congresso conseguir aprovar a PEC Emergencial, reduzindo o gasto obrigatório do Estado, é possível pensar em uma mudança na regra do teto de gastos para abrir espaço ao investimentopúblico, dando fôlego adicional à atividade econômica após o isolamento.

“Gasto obrigatório não pode crescer mais do que o PIB, isso é um disparate e uma urgência a ser atacada”, diz Pessôa. “Atacando isso, dá para pensarmos na proposta do Fabio Giambiagi de mexer no teto de gastos para liberar algum recurso para investimentos”, afirma.

Ao fim de 2019, Fabio Giambiagi e Guilherme Tinoco, economistas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apresentaram uma proposta de flexibilização do atual teto, incluindo um tratamento diferenciado para os gastos de investimento. O investimento público — somando as três esferas de governo e as empresas estatais — chegou a 2,26% do PIB em 2019, quase a metade dos 4,06% de 2013, último ano antes da crise anterior, segundo levantamento do economista Manoel Pires, do Observatório de Política Fiscal da FGV.

Intervenções pontuais em setores estratégicos

Arminio Fraga, sócio da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central

Um dos expoentes do pensamento liberal brasileiro, Arminio Fraga avalia que, na saída da crise do coronavírus, podem ser necessárias intervenções estratégicas do governo em alguns setores mais atingidos pela paralisação da atividade. Fraga, que vinha, mais recentemente, se dedicando ao debate sobre o combate à desigualdade, também avalia que um modelo mais abrangente de proteção social, que inclua os trabalhadores informais, deve entrar na ordem do dia.

“Alguns setores já são muito claros: restaurantes, serviços pessoais, hotéis, companhias aéreas e outros”, enumera Arminio. “Isso é bem diferente da política de ‘campeões nacionais'”, ressalva, fazendo referência à política conduzida pelo BNDES durante os governos petistas de empréstimos subsidiados e compra de participações acionárias de grandes empresas brasileiras. “A sociedade tem que se perguntar se alguns setores, que foram destroçados pelo vírus, merecem algum apoio, se isso faz sentido do ponto de vista social e econômico.”

Com a aprovação do auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais que perderem renda devido às medidas de isolamento social, alguns economistas têm defendido que a política de renda básica se torne permanente. Arminio diz ter dúvidas quanto a um benefício universal, devido ao custo elevado, mas vê com bons olhos a discussão de ampliação do sistema público de proteção social.

“É um tema importantíssimo, é fundamental que se chegue aos informais. As regras — como fazer, o que cada um tem direito, quem contribui ou não — têm que ser avaliadas. Mas tenho certeza que esse é um tema que vai entrar em pauta. Se é que já não está”, afirma.

Frentes de trabalho e retomada do investimento público

Nelson Barbosa, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento

Uma frente de trabalho de saúde pública e a retomada de obras paradas estão entre as propostas do economista Nelson Barbosa para recuperação da atividade após o fim do isolamento social imposto pela nova doença. Para Barbosa, um programa de “seguro-renda”— como o seguro-desemprego atual, mas voltado a todos os trabalhadores, incluindo informais — é uma opção para a ampliação da proteção social na nova conjuntura.

“É preciso que o governo adote um plano de reconstrução. Medidas temporárias, sim, mas que provavelmente vão durar mais de um ano”, afirma. “Por exemplo, diversos países estão pensando em adotar uma força de trabalho emergencial para monitoramento e combate à covid-19 depois da pior fase”, diz.

Barbosa acredita que é possível criar espaço nas contas públicas para a retomada do investimento em obras paradas. “Essa crise mostrou que, quando há um risco, o espaço fiscal é gerado”, afirma. “O governo vai emitir dívida e, quando chegar a hora de pagar, espera-se que a economia já tenha se recuperado, com um PIB e uma arrecadação maior, com a qual vai se pagar parte dessa obrigação”, diz, citando ainda a expectativa de continuidade da queda dos juros, que deve reduzir o custo do endividamento.

Medidas redistributivas e renda básica permanente

Laura Carvalho, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP)

Para Laura Carvalho, a recuperação da economia após o fim do isolamento deve exigir um “novo Plano Marshall”— referência ao plano de recuperação dos países europeus após a Segunda Guerra Mundial. A economista, que ajudou a formular o programa econômico da campanha de Guilherme Boulos (PSOL) à presidência em 2018, avalia que o investimento público deve ser usado neste segundo momento de combate à crise como forma de suprir carências históricas, como na saúde e no saneamento básico.

“Isso exigiria a revisão do teto de gastos e uma mudança na orientação da política econômica, que até aqui tem sido voltada para o Estado mínimo”, diz Laura. Segundo ela, a aposta de alguns economistas na retomada da agenda anterior de corte gastos pode piorar a recuperação, levando a uma retomada em “L”, quando o nível do produto não volta ao patamar anterior à crise.

Conforme a economista, esses investimentos deveriam ser financiados através de um aumento da arrecadação. “Defendo alíquotas superiores de tributação para os mais ricos, que vão sofrer muito menos o impacto dessa crise, com o fim da desoneração de dividendos e de desonerações para setores pouco afetados”, exemplifica, citando ainda a tributação de grandes fortunas e aumento do imposto de renda para os mais endinheirados.

Carvalho defende também que a renda básica emergencial se torne permanente. “Temos no Brasil uma informalidade recorde e essa crise tende a agravar isso. Então temos que pensar na possibilidade de uma rede de proteção social maior, universal e que seja permanente.”

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Sobratema e Analoc fomentam discussão sobre os impactos do coronavírus na construção civil

Fonte: Engenharia Compartilhada

Por: Assessoria de Imprensa

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Webinar promovido pelas entidades também abordou as perspectivas pós-pandemia, tanto no setor da construção, quanto no segmento de locação de equipamentos pesados

Imagem Engenharia Compartilhada – Webinar

Na última quinta-feira (17), a Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) e a Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas (Analoc) promoveram o webinar “Impactos e Perspectivas Pós-Coronavírus no Setor da Construção e no Segmento de Locação de Equipamentos”, com o objetivo de propor uma reflexão sobre novos caminhos para os negócios.

A ação foi mediada por Luís Artur Nogueira, jornalista e economista, que dividiu a apresentação em três partes (a reação do mundo ao coronavírus, os impactos na economia brasileira e o cenário pós-crise), a partir da seguinte questão: o mundo não acabou, apenas fechou temporariamente para balanço em decorrência da nova doença e reabrirá quando ela permitir, o que já começa a acontecer na China e em alguns países europeus.

A partir de então, o jornalista lembrou que a economia global já estava desacelerando em decorrência da guerra comercial travada entre Estados Unidos e China. Ou seja: já não seria um ano fácil, mas a Covid-19 veio para agravar ainda mais a situação. “O mundo está em recessão e o andamento dela dependerá de alguns fatores principais. Primeiramente, quanto mais a China conseguir crescer neste ano, mais suavizada a recessão global será.

Por outro lado, quanto maior for o ‘tombo’ dos Estados Unidos, mais a economia global será prejudicada”, apontou. Para se ter uma base, as previsões mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) revelam que a economia americana deverá encolher 5,9% em 2020, enquanto a China deverá crescer 1,2%.

Na visão de Nogueira, o desenrolar da situação está amarrado a um ponto principal: se haverá ou não uma nova onda de contaminação do coronavírus nesses países. Além disso, o momento veio para mostrar que o mundo ainda é muito dependente da China e que é preciso pensar em alternativas de como resolver essa questão.

Juan Manuel Altstandt, vice-presidente da Sobratema e diretor geral da Herrenknecht do Brasil, complementou a fala do jornalista na primeira parte da apresentação ao trazer uma visão dos impactos que já vem sendo percebidos na Europa, especialmente no segmento de máquinas e equipamentos pesados para a construção civil. Segundo ele, este nicho reúne aproximadamente 1.200 empresas, com 300 mil empregos diretos e um faturamento na ordem de 40 bilhões de euros, o que representa 20% da produção mundial. “Dessas 1.200 fábricas, 62% estão fechadas ou com a produção significativamente afetadas, 35% estão com a produção levemente afetada e apenas 3% não sofreram alterações em suas operações.

Vale lembrar que as empresas paradas ou significativamente afetas estão nessa situação em decorrência da parada das obras ou do cancelamento de novos projetos, restrições de viagens, de movimentação geral e pela quebra na cadeia de produção, que resulta na indisponibilidade de componentes”, disse.

Diante destes números, a previsão para este ano é de que 11% dessas empresas poderão perder 10% de sua produção; 40% perderão entre 10 e 30%; 32% perderão mais de 30% e, novamente, apenas 3% passarão pela crise sem nenhum impacto.

E o que podemos esperar no Brasil?

Na segunda parte do webinar, Nogueira apontou que a recessão da economia brasileira já é uma certeza para 2020 e que, em breve, sentiremos saudade dos chamados “pibinhos” (crescimento em torno de 1%). Caso a recessão do país supere os 5%, é possível que uma depressão econômica aconteça e traga, como consequência, o caos social descontrolado, marcado pelo desemprego.

No entanto, o jornalista pondera que não deveremos chegar à essa situação e que o cenário mais provável é a recessão econômica na faixa dos 3% a 5%. “O que já podemos sentir até o momento são a alta do dólar, a queda das Bolsas, o fechamento temporário de fábricas e lojas, a ampla adoção do home office por parte das empresas, a redução de salários e jornadas de trabalho, bem como demissões”, disse o mediador, listando também a queda abrupta da arrecadação, o engavetamento da agenda de reformas e a antecipação da disputa política de 2022.

No que diz respeito às medidas que já vem sendo tomadas, ele destaca:

• BC: redução de juros e depósitos compulsórios.

• BNDES: carência em empréstimos e foco na folha.

• Bolsa Família: ampliação para mais de 1,2 milhão.

• INSS: antecipação das duas parcelas do 13°.

• Empresas: 3 meses sem recolher o FGTS.

• Trabalhadores informais: recebimento de três parcelas no valor de R$ 600.

Entre as sugestões do que ainda poderia ser feito, Nogueira ressalta a aceleração da transmissão do dinheiro até a ponta final, o fornecimento de crédito para as pequenas empresas sem a exigência de garantias, o aumento dos investimentos públicos em infraestrutura e a união polícia nacional com um discurso de previsibilidade. “É importante pontuar, ainda, que a liberação excessiva de FGTS pode trazer um risco para o setor, afetando especialmente os negócios imobiliários”, complementa.

Diante de todas essas variáveis, Luís Artur Nogueira apresentou as suas projeções econômicas para 2020, com base em quatro premissas centrais: “lockdown” até o final de abril; isolamento seletivo a partir de maio; retorno às aulas em junho e vida normal a partir de agosto.

São elas:

• PIB: -6% a -2%;

• Inflação (IPCA): 2,5%;

• Juros básicos (Selic): 3% ao ano;

• Dólar: R$ 4,50 a R$ 5,50;

• Produção industrial: queda de 1 a 7%;

• Varejo: -3% a 1%;

• Crédito total: 5% a 10% de alta;

• Investimento estrangeiro direto: 50 a 80 bi de dólares;

• Desemprego: salto do patamar atual de 11% para 15%.

Aqui, vale pontuar que as projeções irão variar de acordo com a concretizações das quatro premissas básicas consideradas pelo jornalista. Em outras palavras, quanto mais as premissas atrasarem, pior será a projeção econômica.

Um olhar sobre o futuro da construção e da locação de equipamentos

Na última parte do encontro, Nogueira apresentou sua visão sobre os setores imobiliário e da construção pesada. O primeiro deles, se destaca por apresentar uma significativa recuperação nos últimos anos e por ter obtido resultados positivos em 2019, especialmente na área residencial. “Devido a isso, felizmente temos obras em andamento em 2020, que continuam acontecendo, uma vez que a construção civil está entre setores liberados a operarem normalmente durante a quarentena”, diz.

Outras tendências que merecem atenção é que a incerteza do momento pode paralisar novos lançamentos e atrasar algumas obras. Na outra ponta, o período vem sendo marcado pelo crédito imobiliário barato e com carência.Sobre a construção pesada, por sua vez, o especialista ressalta algumas preocupações. Para começar, trata-se de um setor que já não apresentava recuperação consistente e, além disso, o Ministério da Infraestrutura possui apenas R$ 6 bilhões para serem investidos em 54 obras em 2020.

Em contrapartida, a boa notícia é que Tarcísio de Freitas, Ministro da Infraestrutura, anunciou recentemente que irá pedir mais R$ 30 bilhões para 70 novas obras, o que traz oportunidades para o setor. Além disso, o governo pretende lançar um pacote de obras pós-crise, que inclui a concessões de 44 projetos no 2° semestre deste ano. A partir desta iniciativa, estima-se que o setor da construção poderá gerar cerca de 1 milhão de empregos nos próximos meses.

Como avaliação final, Nogueira pontuou que o momento traz uma oportunidade de ouro para que as entidades discutam a importância de o governo priorizar investimentos públicos, especialmente na área de saneamento, que se mostra bastante promissora. “A mensagem é de que a velocidade de recuperação do Brasil dependerá da nossa capacidade de salvar empresas e trabalhadores.

Logo, 2021 será melhor na medida em que conseguirmos proteger as companhias e os consumidores”, concluiu.

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Como minimizar os danos econômicos causados pela pandemia

Falando um pouco de minha geração (nascidos na década de 60), que não sentiu o peso ou efeitos da WWII e passou por algumas décadas preocupada com a “Guerra Fria” e polarizada, quase como se fôssemos um filme de suspense…., chegamos ao que alguns chamam de 3a Guerra Mundial, uma guerra contra um inimigo invisível…

Mas o fato é que chegamos à este momento ainda sem um campo de visão muito limpo e profundo, tanto do que diz respeito a retomada de nossas vidas e atividades, como também, e principalmente, quanto a recuperação econômica.

Embora tenha dentro de mim a convicção de que retomaremos sim o nosso ritmo de vida, tenho também a impressão de que a velocidade de cruzeiro será outra….., pois não há como não imaginar de que o mundo sairá diferente desta crise, assim como os nossos pais e avós saíra das crises geradas pelas duas grandes guerras.

Isto faz com que tenhamos, embora infelizmente, que exercitar aprendizados que recebemos desde a infância, seja para evitarmos consumíamos e desperdícios (experiências daqueles que vivenciaram períodos de guerra ou do pós-guerra), seja para nos planejarmos melhor e buscarmos alternativas.

No entanto, não existem cartolas com coelhos ou maletas mágicas, neste caso….

Precisamos ter “pés no chão”, ou seja, calma e atitude consciente, acompanhar os “passos no Brasil e ao redor do mundo” (com moderação em função de distorções de nossas mídias…) e utilizar o aprendizado que recebemos.

O desespero de nada ajudará neste momento, pois sempre existirá uma saída, mesmo que esta signifique darmos um ou mais passos para trás.

Li há pouco um artigo escrito por um professor da FEI que aborda exatamente os temas como calma, organização e planejamento, para que se possa vencer e minimizar os danos causados pela crise.

Vejam o pequeno artigo escrito pelo Prof. Paulo Baia da FEI para o Jornal Empresa & Negócios, diretamente no site de origem, clicando no link abaixo.

Fonte: Jornal Empresa & Negócios

Por: Paulo Baia – Professor de Economia do Centro Universitário FEI

Com o pedido de quarentena em diversos países, Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, informou que o choque econômico atual já é maior do que a crise financeira de 2008 ou a de 2001.

Falando mais especificamente do Brasil, a preocupação econômica não é diferente. Por aqui, os setores mais afetados, obviamente, são aqueles que devem parar as suas atividades, basicamente, os serviços não essenciais e o comércio não eletrônico de bens não essenciais. No estado de São Paulo seguem permitidos apenas sete tipos de serviços: saúde pública e privada, transportes públicos, abastecimento, alimentação, segurança, limpeza, bancos e lotéricas.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra, diretamente em sua origem.

Link da matéria em sua fonte: https://jornalempresasenegocios.com.br/artigos/como-minimizar-os-danos-economicos-causados-pela-pandemia/

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O quanto os nossos responsáveis por assegurar a acessibilidade em nossas operações se colocam na posição ou condição de quem depende de acessos adequados?

Esta é, sem dúvida alguma, uma pergunta intrigante e ao mesmo tempo complicada de se responder…

Trata-se, na realidade, de uma provocação!

Há décadas contamos com requisitos obrigatórios para a adequação de nossos edifícios e espaços, possibilitando com que portadores de necessidades especiais consigam usa-los ou acessa-los, sem qualquer dificuldade.

Mas na visão de vocês leitores….., será que realmente temos edificações acessiveis à todos?

O quanto estamos, de fato, embuidos em promover o acesso adequado ao próximo e o quanto estamos nos empenhando apenas para cumprir requisitos legais? O quanto que os nossos responsáveis, sejam eles legisladores, projetistas, administradores e proprietários, exercitam colocar-se na posição de quem utilizará rampas, acessos, etc, ao elaborarem o seu trabalho?

Ainda que não possamos obviamente generalizar, vemos diariamente tal desrespeito às Normas e Leis em vigor, principalmente pelo poder público, seja em função de adequações em travessias de ruas, nos quais muitas vezes cadeirantes precisam de ajuda, seja em função da falta ou falha na fiscalização de obras em edificações ou áreas privativas.

Vejam este interessante post do Diário da Inclusão Social e boa reflexão!

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What’s so important about air filtration? / O que é tão importante a respeito da filtragem de ar?

Embora escrito em inglês, este artigo produzido por Kevin Langan o ajudará na compreensão sobre a razão de nos preocuparmos com a filtragem do ar e as principais diferenças entre os filtros.

Diria ainda que o mais importante de tudo será compreender o que está além de “simplesmente” editarmos um PMOC para o atendimento à legislação, haja vista que muitos ainda se preocupam muito mais em atender leis, do que promover. de fato, condições ambientais internas adequadas para o ser humano e sua produtividade.

Boa leitura!


Although writen in english, this article produced by Kevin Langan will help you in understanding the reasons and concerns about air filtration and differences between filters.

I’d also highlight that the most important goal will be understand what is, in fact, beyond just preparing a PMOC documentation to attend brazilian legislation, as many operations still just spend their time to comply with legislations recquisites, rather than providing real indoor air quality conditions for occupants and their productivity.

Good reading for all!


Source (fonte): Consulting-Specifying Engineer

By (por): KEVIN LANGAN, PE, IMEG CORP., ROCK ISLAND, ILL.

Click here to read this article directly from its source.

What’s so important about air filtration?

Filters are ubiquitous in air handling systems, so it’s helpful to understand the different options for filters and to learn about how they function

Almost every air handling system has some level of air cleaning capability. Air filtration refers to removing airborne particles using media filters. From a high level, air filtration is provided in a heating, ventilation and air conditioning system for two main reasons: to protect equipment components from accumulating dirt/debris and to reduce the quantity of air contaminants inside the building environment.

In the most basic sense, air filters work by capturing a portion of the particles in the air that passes through the filter. While the basic concept of air filtration remains the same, the mechanism used to capture particles and the quantity/size of particles captured can vary considerably between different filters.

As described in Chapter 11 of the 2017 ASHRAE Handbook: Fundamentals, air contaminants can either be in the form of particles or gases and vapors. Gases and vapors exist in air as individual molecules, whereas particles are significantly larger than individual molecules. Given their relatively small size, gases and vapors are typically not removed from air through traditional media filtration and are not explored as part of this article.

Airborne particles can consist of many different materials. These particles can either be produced outdoors or inside the building. Outdoor particles can be produced from natural processes (such as wind, volcanic activity or decay of organic materials) or human activities (such as construction, agriculture, industrial plants and transportation). Particles also can be produced inside the building from building occupants, material off-gasing and building activities. Airborne particles can be composed of solids, liquids or a combination of the two and can be broken into the following categories:

  • Dusts, fumes and smokes.
  • Mists, fogs and smogs.
  • Bioaerosols (i.e., viruses, bacteria, mold spores, allergens, dander and endotoxins).

Additionally, the sizes of various airborne particles can vary considerably. See Table 1 for typical sizes of some common airborne particles.

Table 1: Typical sizes of common airborne particles are indicated. Courtesy: IMEG Corp.

The portion of air particles captured and the size of captured particles determines the removal efficiency of an air filter. The most widely used air filter efficiency scale in the HVAC industry is the minimum efficiency reporting value scale developed by ASHRAE. The MERV scale ranges from MERV 1 to MERV 16, with increasing MERV ratings corresponding to higher capture efficiency of more and smaller particles.

The testing procedures and parameters used to determine the MERV ratings of air filters are governed by ASHRAE Standard 52.2: Method of Testing General Ventilation Air-Cleaning Devices for Removal Efficiency by Particle Size. Table 2 provides a high-level summary of the ASHRAE 52.2 MERV performance requirements as well as the types of particles filtered by each rating.

Filtration efficiencies above the highest MERV rating (MERV 16) are typically defined by high-efficiency particulate air and ultralow penetration air filters. HEPA filters are defined by the United States Department of Energy Standard DOE-STD-3020-2015 as filters that remove at least 99.97% of airborne particles with diameters greater than or equal to 0.3 microns. This size range includes all bacteria, mold spores, dander and some smoke and fumes (see Table 1).

Table 2: An overview of filtration performance requirements for various MERV ratings is from ASHRAE Standard 52.2-2017. Courtesy: IMEG Corp.

ULPA filters remove at least 99.9995% of airborne particles 0.12 microns or larger, with increasing levels of ULPA filtration efficiencies beyond this base level. ULPA filtration levels are defined by the Institute of Environmental Sciences and Technology Recommended Practice IEST-RP-CC001 and European Standard CSN EN 1822-1.

Media filtration mechanisms

There are a variety of mechanisms by which the air particles are captured in a media air filter. In general, media air filters function by forcing air to flow through a fibrous media. As the air flows through this media, some of the particles in the air are captured by the media. As outlined in Chapter 29 of the 2016 ASHRAE Handbook: HVAC Systems and Equipment, the five main mechanisms by which particles are captured by the media are straining, inertial impingement, interception, diffusion and electrostatic effect.

Straining works by forcing an air particle through an opening that’s smaller than the particle, trapping the particle. This mechanism is typically most effective on larger particles.

Inertial impingement works by forcing the air around filter fibers. As the airstream curves around filter fibers, the inertia of the airborne particle can force it into a filter fiber. Depending on the properties of the particle and the fiber surface, the particle may remain stuck to the filter. Inertial impingement is more common with higher velocity permanent media filters.

Interception works similarly to inertial impingement, but with some important differences. With interception, the airstream curves around filter fibers. The airborne particles get close enough to the fibers that they make contact and adhere through molecular interactions. The contact between the particle and filter fiber occurs more on the side than the front of the fiber, which differs from inertial impingement. Also, because interception requires close interaction between particles and filter media, it’s more common with low-velocity extended media filters.

The diffusion capture mechanism is essentially an extension of the interception capture mechanism. Diffusion works through the normal erratic movement of very small particles. This erratic movement can bring particles close enough to filter fibers to be captured via interception. The buildup of particles on filter media actually increases the effectiveness of diffusion capture. Diffusion is more effective at lower velocities and with smaller particle that move via diffusion.

Electrostatic effect works by giving the filter media an electrostatic charge, which can attract and capture particles with the opposite charge. The filter’s electrostatic charge can be passive or active. A passive charge is added during the manufacturing of the filter or is generated in the filter media as air passes through it. On the other hand, an active charge is added to the filter with a power source.

Filter styles

While the particle capture mechanisms of all media filters fall within the five categories laid out, filters can be constructed in many different ways. Depending on the application, several variables surrounding the design of a filter can be adjusted to achieve a balance between filtration efficiency, air resistance, particle holding capacity, leakage potential and cost.

As a filter holds onto more particles, its filtration efficiency actually increases due to smaller and smaller airways, but so does its air resistance. A filter with higher particle holding capacity allows it to trap more particles while minimizing the increase in air resistance. This increases the life of the filter, decreasing operating costs in the form of filter replacements.

Also, a filter usually has a maximum air resistance for which it’s designed. A pressure drop across the filter that is higher than this design value can result in damage to the filter. Some filter design variables that can be adjusted include: media material, media assembly style, filter installation style, edge sealing style and filter size.

Fiberglass is the most common filter media material used in commercial HVAC systems. There are several properties of fiberglass media that can be adjusted based on the requirements of a filter. Some examples of these properties include average diameter and length of the glass fibers and the packing density of the glass fibers. In general, denser packing of the glass fibers can offer better filtration efficiency but will have a higher air resistance. Coarser fibers are used for lower filtration efficiencies while finer fibers are used for higher filtration efficiencies.

Fiberglass fibers used in HEPA and ULPA filters are especially fine and are often referred to as microglass. Some filters even contain different types and densities of fiberglass throughout the depth of the filter. These variations can allow for increased particle holding capacity.

Note that there are also other filter media materials besides fiberglass. Permanent media filters, also referred to as washable filters, often have media consisting of metal and/or plastic filaments arranged in a weave. These filters typically have relatively low efficiencies, with MERV ratings between 1 and 4, but they are designed so they can be cleaned of captured particles and reinstalled.

HEPA and ULPA filters can be constructed of plastic fibers, such as polypropylene and expanded polytetrafluoroethylene (i.e., Teflon). Expanded PTFE offers some advantages over microglass filter media, such as more uniform fiber size distribution, smaller fiber size, increased media strength and more chemical resistance. These properties offer lower air resistance and less potential for filter damage at higher airflows and pressure drops. Additionally, some filter medias are embedded with antimicrobial materials to help maintain the integrity of the filter throughout its life.

In addition to the media material itself, there are many variations of media arrangement within a filter.

The simplest arrangement of filter media is a flat panel across the face of the filter, with or without a supporting material included to hold the media in place. The flat panel media arrangement is used with lower efficiency filters with minimal filter depth. This style of filter is not commonly seen in health care central air handling systems.

Perhaps the most common style for arranging media in a filter is to form the media into a series of pleats. This effectively increases the surface area of the filter, which helps to reduce air resistance and increase particle holding capacity. A supporting structure is sometimes required to maintain the arrangement of the pleats. The style and material of the pleat support structure depends on the spacing of the pleats, the maximum resistance rating of the filter and the depth of the filter.

Thin filters (e.g., depths less than 4 inches) with efficiency ratings less than MERV 8 might have self-supported pleats or a cardboard pleat support structure. Deep filters (e.g., 6 or 12 inches deep) with higher efficiencies might have pleat supports/separators constructed of aluminum or plastic. Some deep filters are constructed of multiple v-banks of thin pleated media filters. The v-banks are supported by a rigid plastic or metal structure. This arrangement can achieve a higher amount of media area than a typical deep pleat filter, increasing dust holding capacity and decreasing air resistance.

Thin pleated filters are typically referred to as “pleated filters” whereas deep pleated filters are referred to as “box filters” or “cartridge filters.” These types of filters are most commonly seen in health care central air handling systems.

Another filter media arrangement style is the bag filter. Bag filters consist of multiple media pockets supported by a frame on the front face of the filter. As air flows through the filter, it inflates the media pockets. This style of filter can accommodate relatively deep filters and high filter efficiencies, but not HEPA/ULPA ratings. These filters are susceptible to leakage and damage from impacts or moisture. They are seen in health care HVAC systems, but are not as common as pleated and cartridge filters.

Filters can be installed into air handling systems in two main ways: side-load and front-load. As implied by the name, side-load filters are loaded from the side of the air handling system. The filters are inserted in one side of the unit, with additional filters pushed into the side of previously loaded filters until they cover the entire width of the air tunnel.

This installation style in convenient from a maintenance standpoint, but it does have drawbacks. The seals between the filters are only achieved by the sides of the filter frames being pushed against each other. Ultimately, this does not achieve an airtight seal and will result in unfiltered air bypassing the filters. This is typically acceptable for low efficiency filters (i.e., MERV 8 or less) but is less acceptable for higher efficiency filters (i.e., MERV 13 and higher).

Front-load filters are installed into the air handling system from the front. Each filter is mounted into a grid-style frame that covers the face of the air tunnel. This requires more work to install the filter and requires a higher cost filter. However, this installation style offers much better sealing around the edges of the filter. Each filter is able to be sealed to the filter frame, minimizing the bypass of unfiltered air. Because of this feature, front-load filters are much preferred for high-efficiency filters.

There are also various options for the sealing mechanism around the edge of a filter. For low-efficiency side-load filters, there may not be any sealing mechanism, other than the flat frame of the filter. Front-load filters can be provided with a gasket material on the filter header, where the filter contacts the air handling system filter support frame. This gasket can be especially effective because the airflow against the front face of the filter pushes the gasket tighter against the support frame.

For HEPA/ULPA filters, a gel-seal with knife-edge design can be provided to seal around the filter. This sealing system includes a channel filled with gel. A knife-edge or thin metal protrusion is inserted into the gel when the filter is installed. This seal results in virtually no air leakage around the edges of the filter. A gel-seal with knife-edge system is basically required for any HEPA/ULPA filter that will be field tested for performance to HEPA/ULPA standards.

Experience has shown that a standard filter gasket will allow too much particle leakage for the filter to pass HEPA/ULPA performance requirements. This is especially applicable for pharmacy clean rooms within health care facilities. Per pharmaceutical regulations, the HEPA filters serving these spaces have to be tested biannually. Typically, it’s difficult to get a high-performing gel-seal with knife-edge system in a central air handling unit, so the HEPA filters perform best when installed in ceiling mounted laminar flow diffusers or fan filter units.

Health care filtration requirements

The main code/standard governing required filtration levels in health care facilities is ASHRAE Standard 170: Ventilation of Health Care Facilities. ASHRAE 170 is adopted as code in numerous jurisdictions and compliance with the standard is required for Centers for Medicare and Medicaid Services reimbursements.

ASHRAE 170 lists required minimum filter efficiencies for systems serving various types of spaces within a health care facility. The minimum filter efficiencies are listed for two filter banks: the filter bank upstream of the main heating and cooling coils (normally referred to as the “pre-filter”) and the filter bank downstream of all wet cooling coils (normally referred to as the “final filter”). In general, a minimum filter efficiency of MERV 7 is required for pre-filters and MERV 14 is required for final filters. Some spaces do not require final filters, while other spaces require higher filtration levels. Refer to Table 3 for a summary of the filter efficiency requirements included in the 2017 version of ASHRAE 170.

Table 3: Minimum filter efficiency requirements are from ASHRAE Standard 170-2017. Courtesy: IMEG Corp.

In addition to ASHRAE 170, there are additional standards that place filtration requirements on spaces within a health care facility. The most notable examples are USP General Chapter <797> Pharmaceutical Compounding – Sterile Preparations and USP General Chapter <800> Hazardous Drugs – Handling in Healthcare Settings, which govern the compounding of drugs in pharmacies. These regulations require HEPA filtration for most compounding clean rooms.

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Artigo de Luiz Henrique Ceotto sobre a retomada dos setor da Construção Civil e Mercado Imobiliário

Fonte: Linkedin

Por: Luiz Henrique Ceotto

Acesse aqui a fonte do artigo diretamente no Linkedin.

Recebi uma “provocação” de amigos para falar da retomada da construção civil nos próximos meses. Como não sou economista, tenho dedicado bastante tempo em ler e entender as previsões econômicas de todos os matizes e com isso poder ter alguma posição a respeito. Uma coisa é certa, é mais fácil fazermos previsões para daqui 5 anos do que para daqui a 5 meses. Estamos vivendo uma crise profunda, equivalente a uma guerra mundial, com a única vantagem de perdermos muito menos vidas e não destruirmos fisicamente nossas cidades, fábricas e infraestrutura. Mas haverá destruição de empresas, empregos, confiança e um enorme incremento da pobreza em todo mundo.

Dos trabalhos que li, uma das melhores análises foi feita pelo Mckinsey em conjunto com a Oxford University para o efeito do corona-vírus na economia mundial, dos EUA, Europa e China, a qual pode ser vista em detalhes no link abaixo:

https://www.mckinsey.com/business-functions/strategy-and-corporate-finance/our-insights/safeguarding-our-lives-and-our-livelihoods-the-imperative-of-our-time?cid=soc-app

De uma forma bem resumida, nesse artigo foram estudados 9 senários possíveis variando a duração da curva de infecção (e eventual reinfecção) e as medidas tomadas pelos países para sua mitigação. Como as medidas que serão tomadas são de natureza política, e não obedecem necessariamente a uma lógica científica, não é possível termos muita certeza em qual cenário escolher. No artigo, foi escolhido um intervalo possível entre dois cenários intermediários “centrais”, nem tão pessimista nem tão otimista. O cenário A3 (um pouco mais otimista) prevê uma recuperação relativamente rápida, mas sem nova onda de incidência do vírus. Essa recuperação mundial aconteceria até o final de 2020.  O cenário A1 (um pouco mais pessimista) prevê algumas ondas de reincidência do vírus e necessidade de algumas novas quarentenas para debelar essas reincidências, atrasando a recuperação econômica, que somente voltaria a situação pré-crise no final de 2021.

O que mais me impressionou foi a simulação da magnitude do impacto comparada as várias crises que aconteceram nos últimos 100 anos, a qual reproduzi na figura anexa. O cenário A3 (mais favorável) faria o PIB dos EUA cair 8% no período e o A1 (mais pessimista) faria cair 13%.

No gráfico, o impacto mais otimista seria equivalente ao dobro do impacto da crise financeira de 2008 e a menos otimista a três vezes ou equivalente ao impacto da própria IIWW. Mesmo atingindo picos equivalentes a IIWW o impacto total seria menor pois a duração da crise seria bem menor. As “áreas” sob as curvas é que determinam o impacto total e, mesmo a hipótese menos favorável, teria um impacto 4 a 5 vezes menor do que a IIWW.  Ainda assim será o maior choque econômico desde a IIWW e muito maior do que a crise financeira de 2008. Nós, os mais velhos, nunca vimos um impacto tão grande como o que estaremos vivendo.

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Examinando com cuidado o estudo desse artigo, dá para imaginar pelo menos a ordem de grandeza do impacto na economia brasileira e de certa maneira o impacto na construção civil e no mercado imobiliário. São setores com vieses diferentes.

Se a construção civil, na sua área de infraestrutura, for usada pelo governo como alavanca para a retomada da economia, com contratos importantes de estradas, portos, sistemas de esgoto, água e hospitais, o impacto nesse setor será positivamente muito grande e sua recuperação muito rápida.

Mas no mercado imobiliário, na minha opinião, a saída é muito mais complexa e lenta. O mercado imobiliário precisa de compradores e para isso são necessários 3 requisitos básicos: empregos (confiança), aumento de renda (formação de poupança) e crédito. O governo tem anunciado medidas importantes de crédito pela CEF, mas por maiores que sejam não serão suficientes para alavancarem o setor. No máximo atenuarão a onda de inadimplência e distratos junto a bancos e construtoras. A recuperação econômica do mercado imobiliário só acontecerá quando os dois outros requisitos derem sinais de recuperação. Esse tripé tem que parar em pé para que o setor volte a crescer. Isso sempre aconteceu em todas as outras crises do passado. O mercado imobiliário é o primeiro a ser atingido e o último a se recuperar nas crises econômicas.

Dessa forma, acredito que não haverá atividade econômica significativa no setor imobiliário nos próximos 12 meses, sendo pior nesses primeiros 6 meses (até outubro). Haverá muitas dificuldades e desemprego, pois, as empresas precisarão reduzir seus custos fixos para fazer frente a drástica redução de vendas e quebra de caixa nesse período.

A retomada provavelmente será gradual a partir do início de 2021. Muitas empresas compraram terrenos para lançamento numa visão otimista de recuperação de mercado que existia no final do ano passado e até fevereiro desse ano. Esses terrenos foram comprados com preços elevados e isso dificultará empreendimentos viáveis num futuro próximo. Soma-se a isso o fato de que a maioria dos donos de terreno tem um custo muito baixo de mantê-los (custo de IPTU e vigilância) e, não sendo estimulados a baixar seus preços de venda, poderão manter suas posições de preço alto com facilidade complicando ainda mais a retomada.

Resumindo, vejo um possível bom futuro na construção civil de infraestrutura a depender de uma visão política de recuperação econômica, mas uma recuperação lenta e sofrida para o mercado imobiliário. 

A única certeza que tenho é que o único setor que não vai sentir qualquer efeito dessa crise é o do funcionalismo público, em particular do legislativo e judiciário. Com o conceito divino de “direitos adquiridos” outorgados a si mesmos, esses setores pesadíssimos da sociedade continuarão recebendo seus salários integrais e bem maiores que da iniciativa privada, vantagens, benefícios e aposentadorias sem que nada tivesse acontecido. Acho que não será dessa vez que vamos reconhecer que os tais “direitos adquiridos imexíveis” foram na verdade direitos “usurpados” por essa casta, e caberá a sociedade carregar o peso desse estado enorme e ineficiente mais uma vez. Mas esse é outro assunto…

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