Vidros Fotovoltaicos serão instalados no aeroporto de Viracopos, em Campinas

Fonte: Construir Sustentável – Seção Green Building

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VIDROS FOTOVOLTAICOS SERÃO INSTALADOS NO VIRACOPOS

Uma parceria entre a Soliker Brasil e o Consórcio Construtor de Viracopos (CCV) instalará na ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, 33 claraboias no teto do terminal, gerando uma capacidade instalada de 117kWp em uma área de cerca de 33 mil m².

Uma parceria entre a Soliker Brasil e o Consórcio Construtor de Viracopos (CCV) instalará na ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, 33 claraboias no teto do terminal, gerando uma capacidade instalada de 117kWp em uma área de cerca de 33 mil m².

Os vidros laminados beneficiarão o novo terminal com grande aproveitamento da luz natural, utilizando a fonte renovável para geração de energia elétrica, além de garantir isolação térmica e sonora. Num momento em que o país corre risco com apagão, alta dependência de hidrelétricas, os vidros fotovoltaicos se tornam uma alternativa para geração de energia, criando independência dos métodos de fornecimento convencionais.

Com as mesmas características mecânicas dos vidros laminados comuns, utilizados em grande escala na construção civil, os fotovoltaicos apresentam como diferencial a sua capacidade de transformar energia solar em energia elétrica, graças as suas células de silício. A tecnologia conhecida como Filme Fino (Thin film), baseada em silício amorfo, garante maior performance em condições de baixa radiação e alta temperatura, em ângulos de inclinação “não ótimos” e obtenção de diferentes níveis de transparência na aplicação.

“Os vidros laminados fotovoltaicos, através do sistema BIVP (Building Integrated Photovoltaic), podem ser usados simultaneamente como material de cobertura da edificação e como geradores de energia, promovendo uma redução de custo, mitigando o uso de materiais de construção e energia elétrica. Consequentemente, além de agregar valor à edificação, a redução no consumo de combustível fóssil, e emissão de gases nocivos à camada de ozônio” explica Alvaro Costa, diretor de negócios e sócio-proprietário da Soliker Brasil.

As 33 claraboias que estarão no novo terminal de Viracopos tem estrutura de 100m2 cada, todas compostas de vidros duplos baixo emissivo, que impedem a transferência térmica entre o ambiente interno e externo sem prejuízos a entrada de luz natural, totalizando 138kWp de potência instalada. Utilizando-se de um fator médio de gasto residencial (120kWh/mês), seria possível abastecer aproximadamente 145 residências, poupar 520 árvores e deixar de emitir aproximadamente 10 toneladas de  CO2. Estima-se uma economia mensal de R$ 7.500,00.

A ideia da Soliker Brasil surgiu por meio do sistema europeu de incentivo ao público para que fosse utilizada a energia solar para geração de energia elétrica. “Queremos reforçar no Brasil a cultura da sustentabilidade e apresentar as vantagens de utilizar a energia solar como fonte de geração de energia elétrica. A Europa, por exemplo, já conta com políticas para a implementação de sistemas de energia renováveis em edificações, a fim de torná-las sustentáveis”, afirma Gabriela Corte, diretora de negócios corporativos e sócia-proprietária da Soliker Brasil.

(Redação Construir Sustentável pautado por Alfapress Comunicações)

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ABESCO divulga o 11º COBEE e a Expo Eficiência 2014

A ABESCO – Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia iniciou a divulgação do 11º COBEE – Congresso Brasileiro de Eficiência Energética, juntamente com a Expo Eficiência 2014, eventos que serão realizados em SP nos dias 21 e 22 de Julho.

Vejam abaixo o link para que possam obter mais informações

COBEE 2014

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Prêmio ABRAFAC 2014 – Restam apenas 3 dias para se encerrar o período de inscrições

Premio 2014

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Será época de caqui???….

Vejam que absurdo e como estamos muito….mas muito distantes de países desenvolvidos….

Se já convivemos hoje com a queda da qualidade em nossos projetos, observando um número cada vez maior do uso da função “copy & paste“, imaginem obras de grande porte, como as contratadas pelos órgãos públicos, sendo contratadas sem ao menos um projeto básico!

Lembro aos queridos leitores que o projeto básico, apesar de seu nome, carrega consigo (ou ao menos deveria carregar) os principais requisitos do proprietário e o conjunto de diretrizes para o desenvolvimento dos projetos executivos não só da construção, como de suas instalações.

Já o projeto executivo, tem a importante função de transformar tais requisitos, diretrizes e “bases” para os projetos em algo executável, ou seja, considerando limitações e características físicas, etc…

O risco de se contratar “banana” por “laranja” será altíssimo se uma seqüência lógica for seguida, além de cercada por todos os cuidados técnicos e processuais que uma licitação de serviços requer.

Em outras palavras… Isto será “a festa do caqui” para alguns…..menos para àqueles que serão os responsáveis por operar e manter os “elefantes brancos pernetas”.

Segue abaixo a reportagem sobre o tema RDC e sua votação que deverá acontecer amanhã.

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Senado vota ampliação da licitação simplificada para todas as obras

Fonte: Congresso em Foco – Brasília/DF – Notícias
Autor: Eduardo Militão
Divulgação: SINAENCO

“Os anteprojetos são melhores que os projetos básicos”, diz Gleisi

O Senado tenta votar, nesta terça-feira (20), a ampliação para todas as obras públicas sob responsabilidade de prefeituras, estados ou União do sistema de licitações simplificadas, o chamado Regime Diferenciado de Contratações (RDC). Ao contrário da Lei de Licitações, o regime dispensa a existência de um projeto básico antes da concorrência. O governo, que criou o RDC em 2011 para acelerar as obras da Copa do Mundo, afirma que o novo modelo garante a entrega da obra. Como alternativa à antiga Lei 8.666/93, o sistema é utilizado hoje em obras da Copa, das Olimpíadas, da saúde e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Passando pelos senadores, a proposta vai à sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Inicialmente, a Medida Provisória 630/14 permitia o uso da Lei 12.462/11 na construção de presídios. Mas modificação feita pela relatora, a ex-ministra da Casa Civil Glesi Hoffman (PT-PR), ampliou o RDC para quaisquer obras. A oposição e o Ministério Público, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal, enxerga na ampliação do RDC um caminho para desvio de dinheiro e “compras abertas”. Ao lado deles, o Conselho de Arquitetura de Urbanismo (CAU) e o Sindicato Nacional da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) criticam o método de contratação.

De acordo com Gleisi Hoffman, não há risco com a ausência prévia dos projetos básicos. Isso porque o governo fará os anteprojetos de engenharia. “O anteprojeto precisa ter a concepção da obra de engenharia, os níveis de solidez e a segurança”, afirmou a senadora, que administrou as obras do PAC quando estava na Casa Civil. Pelo RDC, é a empreiteira que tem de fazer o projeto básico e apresentar o preço do empreendimento. “A Lei nº 8.666, de 1993, tem se revelado um conjunto de normas em muitos aspectos ultrapassado”, afirmou Gleisi em seu relatório.

A senadora disse que os avanços tecnológicos permitem que os anteprojetos sejam “melhores” que os projetos básicos feitos pelo governo segundo as regras da Lei 8.666/93. Ela disse que os anteprojetos, por terem concepção técnica, não permitem “o temor” dos engenheiros e arquitetos. A relatora destacou que o RDC foi muito utilizado nas reformas dos aeroportos. Gleisi leu decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que determina abertura de licitação para obras no aeroporto de Vitória (ES), “preferencialmente por meio do RDC”.

Porém, ela admitiu que os descontos nos valores das obras são menores do que na lei tradicional. A senadora disse que o motivo é que os preços no RDC são mais reais dos que os apresentados no processo comum. “Dão desconto 20% e 30% para ganhar a licitação, mas depois exigem aditivos de 50%. Quem paga é o contribuinte”, reclamou Gleisi.

Em seu relatório, a senadora diz que as licitações em aeroportos levaram 53 dias em média para serem homologadas pelo novo regime no ano passado. Já nas concorrências pela Lei 8.666, foram necessários 135 dias. No DNIT, as obras rodoviárias gastaram 379 dias com a contratação integrada permitida pelo RDC. Pela lei atual, foram 774 dias, de acordo com dados trazidos pela senadora.

Ponto a ponto: o que são as licitações simplificadas

Dinheiro para empreiteiras

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) estranha a ampliação do sistema às vésperas. “É dar dinheiro para empreiteira em ano eleitoral”, disse. O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) concorda. Ele lembra que, em 2011, o governo falava em exceção e agora quer generalizar o sistema. “Diziam que era uma exceção à Lei de Licitações, só para Copa do Mundo e Olimpíadas, por isso o nome ‘Diferenciado’”, destacou Randolfe. “A exceção virou regra. Quem são os maiores financiadores dos partidos políticos? Empreiteiras. É a esculhambação”, protestou. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) diz que a aprovação do sistema “significa a extinção da Lei de Licitações”.

Critérios vagos

Na última quarta-feira, o senador Pedro Taques (PDT-MT) rebateu, um a um, os argumentos de Gleisi Hoffman. Ele disse que simplesmente dizer que o anteprojeto terá “concepção” é “dar voltas às palavras”. “Não há norma que possa definir o que é o anteprojeto. A única definição são os critérios vagos do art. 9º”, afirmou o senador.

Ele disse ser necessário buscar a redução dos prazos das licitações e adotar uma “série de boas práticas” contidas no RDC, mas não a custa de projetos mal feitos. “Elaborar projetos é demorado, mas é necessário, senão a obra cai”, disse Taques, acrescentando a possibilidade de fraudes e desvios de dinheiro.

O senador afirmou que os descontos exagerados de “aventureiros” realmente ocorrem na lei atual. “Mas é exatamente o projeto que permite avaliar proposta inexequíveis. Sem projeto,ficará muito mais vulnerável”, avaliou Taques. Ele lembrou que artigo da lei do RDC permite, sim, aditivos, alguns sem limite, ao contrário da antiga lei de licitações.

A oposição não está sozinha. Desde 2011, o Ministério Público questiona a lei no Supremo Tribunal Federal, alegando que ela permitiria “graves desvios de dinheiro”. Em entrevista ao à Revista Congresso em Foco, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, diz que o regime é uma “compra aberta”, sem nenhum tipo de controle.

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USGBC disponibiliza os Guias de Estudo em Português para quem quiser baixá-los gratuitamente

O USGBC disponibilizou a partir desta última semana o download gratuito de quatro Guias de Estudo LEED Versão 2009, traduzidos para a língua portuguesa.

LEED Guias de Estudo

Seguem abaixo os links para os interessados:

Leed Green Associate Study Guide

Green Building and LEED Core Concepts Guide

Leed AP BD+C Study Guide

Leed AP O+M Study Guide

 

 

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Instituto de Engenharia em SP realizará palestra sobre Segurança contra Incêndio

Acontecerá nesta próxima quarta-feira (21/05) as 20hs no Instituto de Engenharia em SP, a palestra “Segurança contra Incêndio – Relacionados ao novo decreto estadual do Corpo de Bombeiros do Estado de SP”, sendo um evento gratuito, mas que requererá a inscrição prévia dos interessados.

Os palestrantes serão os Coronéis da Reserva Carlos Cotta e José Félix Diogo.

Aos interessados, segue o link para acesso direto na página do IE SP

 

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SINAENCO lança campanha no Facebook sobre os absurdos da MP 630 (RDC)

O SINAENCO – Sindicato Nacional da Arquitetura e da Engenharia Consultiva lançou uma página no Facebook com o intuito de auxiliar na divulgação das “barbáries” inseridas no contexto da MP 630, ou seja, com a continuidade e maior aplicabilidade da RDC, mesmo tendo esta sido “criada” para reduzir o vexame pela falta e falha de planejamento na preparação da copa do mundo no Brasil.

Se já não temos de forma “natural” a cultura de planejar, principalmente quando falamos em médio e longo prazo, imaginem o que farão os nosso políticos e administradores públicos se legalmente amparados pelo mesmo critério de contratação em caráter emergencial, amparando-se na RDC ampliada…

Sinceramente, não acredito que o TCU terá fôlego para acompanhar tantos eventos que serão iniciados e amparados no RDC…

Enfim, lamentavelmente isto é o Brasil…

Vejam a página criada pelo SINAENCO

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O preço do imediatismo brasileiro e a falta de olharmos para o futuro…

Há muitos anos, fui apresentado em um evento à um ilustre engenheiro, autor de várias publicações e que teve uma importância participação na discussão (década de 60, se não me engano) sobre a despoluição do Rio Pinheiros em SP.

Naquele dia, eu me convenci ao ouvir aquele senhor, sobre ser “nata” a ignorância e a falta de cultura para um planejamento à médio e longo prazo entre nós brasileiros…

O fato é que já se discutia no final da década de 50 e início da década de 60 a necessidade e os métodos de despoluição, propostas estas apresentadas por especialistas ao então governo, que certamente não julgou ser uma proposta relevante para o seu plano de gestão e investimentos…

Bom, como resultado, quem mora próximo ou passa frequentemente às margens do Pinheiros, sabe que temos em SP um esgoto à céu aberto…

Mudando o assunto de “pato para ganso”….

Li esta manhã uma pequena divulgação do PROCEL sobre uma tese de mestrado de uma engenheira, abordando a possibilidade de ampliarmos a geração de energia com a “reengenharia” de usinas existentes, ou seja, com um custo / investimento infinitamente menor do que iniciar uma nova construção.

Vejam o artigo abaixo retirado do “PROCEL Info de 16.05.2014):

Fonte: Revista Planeta – 01.05.2014

Brasil – O Brasil poderia gerar 11 mil megawatts de potência elétrica (quase uma Belo Monte) simplesmente reformando as hidrelétricas já instaladas, propõe a engenheira Elisa de Podestá Gomes. Em sua tese de mestrado defendida na Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, Gomes diz que a repotencialização (modernização da estrutura de geração com a adoção de novos equipamentos) ampliaria em 6 mil MW a potência de 43 usinas erguidas há 30 anos. Outros 5 mil MW viriam do aproveitamento de 12 “poços” (os espaços no muro da barragem deixados para a instalação de geradores não instalados), identificados em 12 hidrelétricas no país. Vantagens da ideia: custos incomparáveis aos de uma nova construção e muito menor impacto socioambiental. Basta de desperdício.

 

Será que vamos novamente deixar passar o tempo, investindo milhões em novas usinas e deixando de explorar melhor a infraestrutura que temos???

…Realmente, torna-se difícil esperar por uma resposta apropriada em um país como o nosso, onde não se consegue enxergar e assumir erros como a construção de  “elefantes brancos” para a copa do mundo, ao custo de pequenos palácios…

 

 

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RJ – Evento de lançamento de guias técnicos e livro de eficiência energética na arquitetura ocorreu nesta sexta (Eletrobrás / Procel)

Em evento ocorrido nesta sexta-feira (16) na Eletrobras, no âmbito das ações do Procel Edifica, foram lançados o livro “Eficiência Energética na Arquitetura” e os guias técnicos “Planejamento e Controle Ambiental-urbano e a Eficiência Energética” e “Elaboração e Atualização do Código de Obras e Edificações”. Com conteúdos atualizados, as publicações oferecem conceitos, recomendações e instrumentos aos gestores e profissionais da construção, possibilitando a reflexão e a orientação sobre os temas propostos.

 

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Eletrobrás Procel incentiva prédios sustentáveis

Fonte: Panorama Nacional / Divulgação: Procel Info – 14.05.2014

Brasil – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica promove uso eficiente da energia elétrica em edificações

Débora Bravo, para o Procel Info

Brasil – A busca pelo consumo eficiente de luz e água é constante tanto para os cidadãos quanto para o governo. Pensando nisso o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) passou a atuar na promoção de eficiência energética em edificações. A intenção é promover o uso racional da eletricidade nos edifícios reduzindo assim os gastos desnecessários de energia e os impactos sobre o meio ambiente. O programa auxilia o uso eficiente da energia elétrica nos prédios desde sua fundação e tem como objetivo incentivar a conservação e a utilização consciente dos recursos naturais (água, luz, ventilação, etc).

Com a estabilidade econômica, a alta taxa de urbanização e a expansão de serviços há um crescimento cada vez maior do consumo de energia. E somado a isso temos o atual cenário no fornecimento de energia no país. De acordo com o Balanço Energético Nacional de 2013, 48% da energia elétrica produzida no país é consumida pelas edificações comerciais e residenciais, em sua operação e manutenção que inclui seus sistemas artificiais, para o conforto do ambiente para os seus usuários, como iluminação, climatização e aquecimento de água. 

Estima-se que a economia de eletricidade conseguida, considerando os padrões instituídos pela etiquetagem, pode chegar até 30% em edificações já existentes e a até 50% em prédios novos. 

Os prédios que se encaixam neste modelo, a fim de evitar o consumo exagerado de energia, conseguem a certificação da etiqueta PBE Edifica que possui uma classificação que vai do nível A (mais eficiente) ao E (menos eficiente). No Brasil já existem alguns prédios com essa certificação e que contribuem com o meio ambiente. A Eletrosul é um exemplo. A empresa tem como objetivo o compromisso com a sustentabilidade nas suas novas instalações. Em abril de 2013, inaugurou seu primeiro prédio de uso administrativo, que obteve a etiqueta de nível A em eficiência energética. As instalações do Setor de Manutenção de Campos Novos (SC) dispõem de recursos arquitetônicos para aproveitar melhor a luz natural, isolação térmica e uso racional da água.

Em setembro do mesmo ano, o edifício sede da Eletrosul, em Florianópolis, também recebeu a etiqueta nível A de eficiência energética. Suas instalações foram projetadas de forma a reduzir o consumo de energia elétrica nos sistemas de climatização e iluminação.

A intenção da Eletrosul é que todos seus projetos arquitetônicos sejam avaliados e ajustados dentro do conceito de eficiência energética.

Segundo o gerente da Assessoria de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, Jorge Luis Alves, “uma construção sustentável, hoje, tem custo quase equivalente ao de uma construção convencional. Dependendo das tecnologias adotadas, esses valores podem variar até 10% a mais – um investimento adicional rapidamente revertido em decorrência da economia no custo operacional”. A redução no consumo de energia e de água pode ser de até 60% e 40%, respectivamente.

A empresa além de evitar o desperdício dos recursos naturais ainda consegue economizar. O resultado financeiro também é um bom motivo para que empresas privadas e órgãos públicos pensem nas construções dos prédios sustentáveis.

A questão financeira é um fator importante para se pensar na construção de edifícios sustentáveis. Ao contrário do que muitos pensam nem sempre se gasta mais para fazer um prédio desses. Suênia Sousa, gerente do Centro Sebrae de Sustentabilidade de Cuiabá (MT), garante que os custos são iguais. É possível investir em uma construção sustentável e pagar o mesmo valor que um prédio normal. 

O Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), em Cuiabá, foi cuidadosamente projetado e construído de acordo com os princípios da construção sustentável. O prédio é outro exemplo de eficiência energética no país. Em outubro de 2013, o edifício-sede conquistou a certificação Procel Edifica com nível A. Entre as características da edificação se destacam: a iluminação natural, preservação da vegetação nativa, aproveitamento da água da chuva no sistema de abastecimento e manutenção, menor impacto possível do terreno, e utilização de materiais de baixo impacto ambiental. 

O Centro pretende gerar e difundir conhecimentos e práticas em sustentabilidade, aplicadas às micro e pequenas empresas distribuídas pelo país. O propósito do CSS “é ser um ambiente de laboratório vivo para mostrar aos pequenos empresários que a sustentabilidade é possível nas construções e nos negócios” afirma a gerente. O espaço recebe durante o ano mais de seis mil visitantes que desejam conhecer melhor o tema sustentabilidade.

“Nosso objetivo é conscientizar a classe empresarial de que é possível ser sustentável. Nós pensamos no pequeno empresário e mostramos que ele pode construir de forma eficiente sem gastar a mais do que o planejado” comenta Suênia.

E quem sai ganhando não são apenas os responsáveis pelos prédios (empresas privadas e órgão públicos), mas também a sociedade e, principalmente, o meio ambiente.

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