Como a indústria 4.0 pode ajudar na eficiência energética?

Recentemente, o PROCEL divulgou um artigo divulgado em abril pelo Portal Totvs sobre os benefícios da Industria 4.0 em projetos e processos de eficiência energética.

Desde que a automação predial e a autumação industrial surgiram em seus respectivos ambientes ou “habitats”, vislumbraba-se não somente um ganho em produtividade, mas também outros benefícios como menores tempos de resposta em sistemas, o registro de comportamentos e de comandos de operadores, uso racional de recursos e infraestrutura, entre outros.

Ou seja, a entrada da modalidade de automatização e controle em processos se tornou o coração de edifícios ou indústrias, ao menos….. deveria ter se tornado na visão dos responsáveis envolvidos.

Como o advento da internet, ou melhor, com a evolução da internet e o surgimento de ambientes em nuvem e compartilhados, o acesso a estas informações tornou-se mais fácil, ágil e em tempo real, na maioria das vezes, ampliando tais ganhos e controles, esteja você onde estiver.

Vejam que alguns setores da indústria mantêm atualmente dois ou três operadores para que acompanhem a operação de toda a sua área de utilidades, mesclando o monitoramento indoor, a partir de salas de controle, com rondas no campo, para a visualização de equipamentos e processos e para o cumprimento de pequenas manuteções detectivas ou preventivas.

Estamos, de fato, em uma era de mais facilidades e não, de dificuldades.

Entretanto, temos de ainda adquirir uma cultura maior do que a que temos hoje…

Os cuidados para a obtenção de resultados satisfatórios devem se iniciar ainda na fase de PROJETO, envolvendo não somente profissionais de TI e automação, mas toda a equipe técnica envolvida e que será a responsável pela operação e gestão futura. Cuidados também precisam ser tomados durante a fase de obras e implantação, ao adequarem projetos e todos os registros / DOCUMENTOS AS BUILT.

O processo de COMISSIONAMENTO também deverá coexistir ao longo de todo o processo, assegurando com que todos os benefícios e funcionalidades idealizadas pelos proprietários e responsáveis sejam finalmente e completamente atingidas em seu término.

E por fim, deve-se entregar esta “ferramenta” aos técnicos capacitados, para que seja possível extrair todos os benefícios a partir dos investimentos realizados.

Não há dúvidas desta nova era e de seus benefícios, mas também é fato, de que precisamos evoluir com ela, no que se refere aos pontos de atenção acima.

Vejam na sequencia o artigo divulgado pela Totvs e PROCEL.

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Como a indústria 4.0 pode ajudar na eficiência energética?

Fonte: Portal Totvs (11.04.2019)

Acesse aqui o artigo em sua fonte.

Em tempos de um mercado tão acirrado, gerenciar o consumo energético representa um importante diferencial competitivo. Nesse sentido, a transformação digital fornece soluções cada vez mais produtivas para otimizar o desempenho operacional das organizações.

Com base na tecnologia e em ações inteligentes, é possível alcançar outro patamar de eficiência energética na indústria.

No entanto, o assunto costuma gerar algumas dúvidas. Afinal, quais são exatamente os objetivos de quem busca a eficiência no consumo de energia? Como a indústria 4.0 pode ajudar? Quais práticas devem ser adotadas? Reunimos aqui as respostas para essas e outras perguntas. Confira!

Os objetivos da eficiência energética na indústria

O custo do consumo energético é gigantesco em qualquer empresa, principalmente no setor industrial.

Ações que otimizam a gestão desse recurso tão valioso são sempre interessantes, já que permitem uma redução considerável dos gastos. Entretanto, esse não é o único objetivo que as empresas buscam ao elaborar um plano de eficiência energética.

O primeiro ponto é a otimização do uso dos recursos da empresa. Os impactos de um consumo mais adequado podem ser sentidos na produtividade, já que as práticas adotadas trazem consigo mudanças importantes na dinâmica operacional da organização.

Para consumir eletricidade e outros recursos energéticos de forma otimizada, a produção industrial deve evoluir a um outro patamar de qualidade.

Com isso, temos um segundo ponto de destaque: a inovação. O investimento feito para transformar a maneira de lidar com as fontes de energia resulta em avanços significativos.

Afinal, a tecnologia desempenha um papel essencial nesse processo, mas seus benefícios se estendem para outras atividades da indústria, principalmente as de gestão.

Vale destacar também a capacidade de controle de desperdício que essa mudança proporciona. Com maior controle sobre o consumo energético, a empresa promove uma cultura de sustentabilidade — algo que não só beneficia toda a comunidade ao redor, como gera um diferencial competitivo no mercado.

Não é à toa que o uso consciente de energia representa um dos pilares da jornada digital: seus impactos vão além da economia financeira, podendo remodelar toda a estrutura operacional da empresa.

A colaboração da Indústria 4.0

Uma indústria inteligente está diretamente relacionada ao conceito de eficiência energética. Estamos falando do setor que mais consome energia.

No Brasil, por exemplo, a parcela da indústria representa ao menos 41% do total consumido, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). As oportunidades para consumir com mais eficiência, no entanto, são muitas.

Um estudo da Comerc Esco mostra que o setor poderia economizar R$ 4 bilhões em 2020 com o uso de tecnologias de controle energético. Para começar, algumas empresas adotam soluções para coletar dados e proporcionar uma compreensão maior sobre o consumo interno.

A Internet das Coisas (IoT)

Dispositivos com a tecnologia IoT são capazes de se conectar a uma rede wireless e trocar dados via internet. Estamos falando de um dos maiores potenciais de inovação para a indústria de hoje, já que as possibilidades de aplicação são incontáveis. Ao lidar com o consumo de energia, o cenário não é diferente.

No chão de fábrica, a tecnologia pode ser implementada para coletar dados de desempenho das máquinas, reunindo-os em um sistema de Business Intelligence (BI). É possível armazenar um volume gigantesco desses dados (Big Data) e processá-los para identificar anomalias no desempenho do maquinário.

Sensores em um eixo, por exemplo, podem criar gráficos com dados de temperatura, vibração, velocidade etc. Se um desses indicadores sofre alterações inesperadas, o gestor solicita uma manutenção preventiva para evitar quebras e, ao mesmo tempo, recolocar o desempenho nos padrões adequados.

Com isso, a fuga de energia — um problema muito comum na indústria — pode ser combatida de forma sistemática.

Controle automatizado das instalações

A gestão de facilities também pode ser beneficiada pelas tecnologias da Indústria 4.0. Com a implantação de um sistema automatizado para gerenciar a iluminação e o ar-condicionado, por exemplo, o consumo energético pode ser alinhado às necessidades reais da empresa.

A iluminação pode ser reduzida em horários de almoço ou após o expediente nos escritórios. O ar-condicionado, por sua vez, pode ser ajustado automaticamente de acordo com a temperatura de cada setor.

Os primeiros passos rumo à eficiência energética

A Indústria 4.0 é formada por um ecossistema amplamente interconectado. Seu funcionamento depende de sistemas que conversem entre si, permitindo que as decisões tomadas reflitam em ações integradas em toda a empresa.

Para tanto, a abordagem deve ser mais abrangente: cada equipamento deve ser observado para que seu desempenho seja mantido sob controle, dentro das expectativas de consumo energético e de produção enxuta. Mas, afinal, por onde começar?

Planejamento e inovação tecnológica

O primeiro passo é investir em tecnologias que promovam o uso mais inteligente da informação. Internet das Coisas, Big Data, Computação em Nuvem, Analytics e Business Intelligence são alguns exemplos.

Uma produção enxuta é aquela que rende mais utilizando menos recursos, algo que deve estar entre os principais objetivos desse processo.

Um bom sistema de gestão (ERP) é de extrema importância para garantir o controle adequado sobre as operações. De nada adianta coletar dados nas máquinas e otimizar seu desempenho se essas ações não estão alinhadas à estratégia de negócios da empresa.

Um ERP eficiente permite registrar os dados e utilizá-los como base para tomadas de decisão mais eficazes, criando um diálogo entre as relações com o mercado e as internas (entre os setores).

O uso de fontes alternativas de energia também deve ser avaliado, já que pode trazer benefícios interessantes do ponto de vista financeiro. No entanto, tenha em vista que o ponto central dessa nova fase da indústria está na disponibilidade e eficiência das fontes de energia.

Por isso, alternativas devem ser sempre avaliadas com base nas demandas reais da empresa. Painéis solares estão entre os mais procurados atualmente.

Para ir além, faça uma análise dos ativos à disposição. No ambiente fabril brasileiro, é comum encontrar motores com mais de 20 ou 25 anos de atividade. São tecnologias que já não oferecem uma relação custo-benefício tão significativa, já que apresentam consumo energético mais alto.

Estima-se que os motores consumam cerca de 70% da energia elétrica na indústria, um índice que expõe a necessidade de reavaliar a forma como eles são utilizados.

Por fim, analise as características da sua empresa e veja quais alternativas podem ser viáveis. As possibilidades são muitas: da reforma estrutural para maior aproveitamento da luz natural até a terceirização de certas atividades para reduzir custo e consumo.

Em pouco tempo, é possível colocar a empresa em um bom ritmo de inovação, aproximando-a dos padrões de produção enxuta da Indústria 4.0.

Coloque a eficiência energética na indústria entre as pautas a serem discutidas na sua empresa e conquiste resultados cada vez melhores no mercado em que você atua!

Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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