Conheça as tendências no mercado de construção civil

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Tecnologias avançadas e projetos sustentáveis são alguns dos destaques

De 2015 a 2017, o setor da construção civil amargou números negativos provocados pela crise econômica que assolou o país. Agora, no entanto, a economia se recupera lentamente. Se, em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) teve uma queda de 6%, em 2018, espera-se um crescimento de 2% – um aumento tímido, mas que já sinaliza uma recuperação. Os dados são da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O reaquecimento do mercado, por sua vez, traz novas perspectivas e formatos de trabalho, com o emprego de mais tecnologia e projetos voltados para o meio ambiente e para a sustentabilidade. O objetivo é maximizar os resultados por meio da otimização e das facilidades proporcionadas pela tecnologia.

A internet das coisas (IoT) é uma das tendências para este ano. Ela pode auxiliar o rastreamento, em tempo real, de equipamentos (como as betoneiras) e colaboradores, para proporcionar maior segurança e produtividade nas obras. Aplicativos e softwares, realidade aumentada e virtual também fazem parte das inovações para o setor.

Todo esse conjunto tecnológico é capaz de agilizar os processos e a comunicação dentro dos canteiros, além de transformar os ambientes em locais mais funcionais e inteligentes. Engenheiros e arquitetos tomaram posse desses dispositivos, seja em construções residenciais ou em edifícios públicos e privados.

Na esteira das novas tecnologias, uma que ganha destaque é o Building Information Modeling (BIM), um método de construção que faz a análise de dados dos edifícios e oferece informações minuciosas de cada detalhe da construção para engenheiros, arquitetos, planejadores e responsáveis pela compra de materiais. Dessa forma, todos os profissionais podem ver a atualização do modelo do edifício em tempo real e adicionar mais dados. O BIM trabalha com modelagens em 3D.

Quando se fala em inovação no setor de construção civil, um aspecto que não pode faltar são os edifícios projetados com base em boas práticas para o meio ambiente. Um conceito que vem sendo empregado nos últimos anos e que deve ser uma tendência também para os próximos anos é a construção enxuta (lean construction, em inglês).

A mentalidade nesse tipo de construção é utilizar os recursos de forma otimizada por meio de um planejamento detalhado e consolidado. O foco é evitar desperdícios e outros problemas que podem comprometer o resultado final da obra. Nesse modelo, os profissionais procuram, por exemplo, comprar os materiais necessários para uma determinada fase da construção, e não para o projeto inteiro de uma vez.

Outras soluções são empregadas para a execução de um projeto sustentável. Os tijolos inteligentes reduzem o custo e economizam energia, e as impressoras 3D produzem obras mais limpas e imprimem peças reutilizáveis, diminuindo o desperdício de materiais. Nesse campo, também estão as cidades inteligentes.

Elas utilizam soluções tecnológicas capazes de transformar o ambiente urbano e lidar com problemas clássicos dos cidadãos. O objetivo é oferecer melhores serviços, principalmente de mobilidade urbana, além de utilizar com mais eficiência a energia, visando um mundo mais sustentável.

A segurança também é um ponto muito valorizado pelos construtores. Para auxiliar em um maior controle, nada melhor do que introduzir ferramentas tecnológicas nos canteiros de obras. Os sensores exercem um papel fundamental na coleta de informações sobre aspectos inerentes à situação

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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