O custo do retrabalho…

Cada um sabe aonde aperta o seu próprio calo...”, assim diziam os nossos pais, avós, …, enfim, a quem a nossa geração chamou de “antigos”.

Esta situação ou ponto de vista é praticamente o mesmo quando se trata da questão “retrabalho” em uma empresa, pois o tamanho da “dor de seu calo” dependerá do tamanho do sapato, tipo de forma, se está ou não usando meia grossa, se está inflamado, e assim por diante.

Pois é…, cada segmento poderá e certamente sofrerá um impacto diferenciado, com impactos diretos e/ou indiretos em:

  • Custos operacionais ou de construção
  • Custos administrativos (que nem sempre são computados)
  • prazos
  • Imagem e respeito pelo departamento (quando houver atraso ou desrespeito ao orçamento)
  • Qualidade do local de trabalho para os usuários, envolvendo conforto, produtividade, entre outras

O fato é que, independentemente do segmento ou do tamanho da conta, todos sabemos que estes índices de retrabalho ocorrem; mas o que fazer para combatê-lo??

Para que possamos tentar responder de uma forma mais genérica esta pergunta, teremos de retomar um velho tema abordado por aqui, neste blog…. O PLANEJAMENTO & O CONTROLE DAS ATIVIDADES.

  1. Primeiramente, não se gerencia o que não se mede, inclusive as perdas de produção ou retrabalho, sendo necessário o estabelecimento de métricas e de um processo
  2. Ainda que existam métricas, lembrem-se de verificá-las quanto a sua abrangência, pois em muitos casos, os custos indiretos não são considerados, o que, dependendo de sua representatividade, poderá gerar distorções
  3. A apuração das métricas e resultados para os níveis de serviço devem respeitar um procedimento “sagrado”, ou seja, que deverá ser respeitado e cumprido
  4. Por fim, o cumprimento destes procedimentos sempre demandará pela atribuição de responsáveis, além de sistemas informatizados que os auxiliem

Em resumo, assim como já discutimos no quesito manutenção e operação, o resultado de seu negócio ou operação dependerá do quão cuidadoso, refinado / detalhado, customizado e técnico for o seu planejamento, assim como também dependerá do quão ajustado, sério e constantemente monitorado for o seu processo de avaliação.

Em ambos os casos, a capacitação e o monitoramento serão ferramentas importantes!

Frase de William Edwards Deming:

“Não se gerencia o que não se medenão se mede o que não se definenão se define o que não se entendee não há sucesso no que não se gerencia

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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