Legado para Cidade Olímpica

Um pouco antes da Copa do Mundo realizada no Brasil, transcrevi para este Blog uma matéria que tratava justamente da importância de um evento desta magnitude para um país, baseada no trabalho de planejamento prévio realizado em Londres, antes dos jogos olímpicos lá realizados.

Além de minha indignação na época por estarmos sediando os dois eventos (Copa do Mundo e Jogos Olímpicos), indignação esta pura e simplesmente embasada na falta de infraestrutura básica em nosso país (e não sobre uma suposta falta de capacidade em realizá-los), que ao meu entendimento, seria a nossa prioridade, compartilhava a minha preocupação com a falta de planejamento e de uma análise mais aprofundada e “técnica”, permitindo com que tivéssemos, de fato, um legado.

Enfim, tivemos uma primeira “fotografia” deste “legado” logo após o evento da Copa do Mundo, quando nos deparamos com obras semi ou mal acabadas e projetos outrora prometidos (para o evento) e posteriormente engavetados…

E vejam que nem me refiro aqui ao caos político e econômico “regado” de um tempero chamado corrupção e mau uso do dinheiro público…

E agora, estamos a poucos meses das Olimpíadas no Brasil e nos deparamos com uma realidade semelhante à da Copa do Mundo, haja vista que temos mais obras atrasadas e mal acabadas, projetos outrora prometidos e não cumpridos (despoluição da lagoa e Baia de Guanabara), sistemas de transporte que permitiriam uma maior mobilidade urbana, entre tantos outros…

Além disto, e corroborando com o descaso de nossos governantes, vemos no post anterior, referente a matéria do Valor Online, a indefinição quanto aos benefícios possíveis (e ainda não claramente definidos) referentes ao legado tecnológico.

Que me perdoem os otimistas de plantão, mas alguém ainda acredita neste legado?

Por esta razão e por tantos outros acontecimentos que “banham” o nosso país nos últimos meses, é que nos deparamos com um outro indicador alarmante, porém expressivo, que é o número de brasileiros que vêm buscando por alternativas de mudança para países como o Canadá, Austrália, entre outros…

Uma boa semana à todos!

 

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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