Manutenção dos extintores de incêndio devem obrigatoriamente seguir as normas técnicas

Fonte: Target

Por: Equipe Target

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Os riscos de extintores que não cumprem as normas técnicas

Devido ao alto índice de não conformidades por parte das empresas certificadas, o Inmetro decidiu mudar o programa de avaliação da conformidade de extintor de incêndio, passando a utilizar o mecanismo de Declaração do Fornecedor, procedimento pelo qual um fornecedor dá garantia escrita de que um produto, processo ou serviço está em conformidade com requisitos especificados. A declaração de conformidade feita pelo fornecedor será sucedida por um registro feito pelo Inmetro, tendo este maior poder de acompanhamento das empresas registradas e dos produtos por ela fornecidos.

Além disso, existem as normas técnicas para os extintores de incêndio que devem ser cumpridas obrigatoriamente. Incluem a NBR 12962 – Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio; a NBR 13485 – Manutenção de Terceiro Nível (Vistoria) em extintores de incêndio – Procedimento; a NBR 5770 – Determinação do grau de enferrujamento de superfícies pintadas; a NBR 9695 – Pó para extinção de incêndio – Especificação; a NBR 15808 – Extintores de incêndio portáteis; a NBR 15809 – Extintores de incêndio sobre rodas; a NBR 12274 – Inspeção em cilindros de aço sem costura para gases – Procedimento; a NBR 12639 – Cilindros de aço-carbono sem costura, para armazenamento de gases à alta pressão destinados a instalações contra incêndio – Especificação; a NBR 12790 – Cilindro de aço especificado, sem costura, para armazenagem e transporte de gases a alta pressão – Especificação; a NBR 12639 – Cilindro de aço, sem costura, para armazenagem e transporte de gases a alta pressão – Especificação; a NBR 14105 – Manômetros com sensor de elemento elástico – Recomendações de fabricação de uso; a NBR 13243 – Cilindro de aço para gases comprimido – Ensaio hidrostático pelo método camisa d’água – Método de ensaio; e a NBR 5426 – Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos.

Segundo o Inmetro, o mecanismo representa uma intervenção menos onerosa nas relações de consumo, e, também, mais ágil no atendimento das demandas da sociedade por avaliação da conformidade. O acompanhamento desse programa – por meio de verificações de acompanhamento inicial e de manutenção do Registro das Empresas de Inspeção Técnica e Manutenção de Extintores de Incêndio – será feito pela Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade/RBMLQ.

Na manutenção dos extintores de incêndio, alguns cuidados que devem ser tomados. Os extintores de gás carbônico devem ser inspecionados semestralmente. Os demais, anualmente. Quando o extintor de incêndio estiver submetido à ação do tempo e à condições agressivas, merecem atenção especial quanto aos prazos para inspeção mencionados no item anterior, que podem ser reduzidos em razão do estado em que o extintor se apresentar.

Deve-se exigir da empresa, que fará a manutenção, extintores substitutos para deixar no local, garantindo sua segurança e a do seu patrimônio e, também, a ordem de serviço devidamente preenchida e assinada pelo técnico responsável. Assim como a relação das peças trocadas. Todos os extintores que possuem um indicador de pressão devem ser verificados se ele está na posição correta, com o ponteiro na área verde e se o extintor não deve apresentar sinais de ferrugem ou amassados.

Antes de apagar o fogo, há a necessidade de saber a sua origem. Para cada classe de fogo existe pelo menos um tipo de extintor e todos trazem as suas especificações:

Classe A – Combustíveis sólidos – Quando o fogo é gerado por material sólido como madeira, papel e tecido. Os extintores mais indicados são os à base de água ou espuma produzida mecanicamente;

Classe B – Líquidos Inflamáveis – Quando o fogo é gerado por líquidos inflamáveis como álcool, querosene, combustíveis e óleos. Os extintores mais indicados são aqueles com carga de pó químico ou gás carbônico;

Classe C- Equipamentos Elétricos – Quando o fogo é gerado por equipamentos elétricos como transformadores, fios e cabos. Os extintores mais indicados são os com carga de pó químico ou gás carbônico.

Cabe ressaltar que não deve se usar um extintor de incêndio com carga de água para apagar fogo Classe B, o que pode propagar o fogo, e o Classe C, devido aos riscos de curtos circuitos e choques elétricos.

Enfim, todos os extintores de incêndio devem ostentar o selo de identificação da conformidade do Inmetro que demonstra o cumprimento das normas técnicas. Para os extintores novos o selo é na cor vermelha, com as seguintes inscrições: a logomarca do Inmetro; o número de série do selo; a identificação do fabricante; e o número de licença do fabricante.

O extintor de incêndio deve passar por exames periódicos, realizados por empresa registrada junto ao Inmetro. Esse procedimento não requer a desmontagem do extintor, podendo ser realizada no local. A finalidade é verificar se o mesmo permanece em condições de operação, no que diz respeito aos seus aspectos externos, servindo também para definir o nível de manutenção a ser executado, caso necessário.

A manutenção é um serviço de caráter preventivo e/ou corretivo, obrigatoriamente realizado por empresa registrada junto ao Inmetro. Essa manutenção é realizada em três níveis: 1º Nível – de caráter corretivo, geralmente efetuada na inspeção técnica e no local onde o extintor está instalado; 2º Nível – de caráter preventivo e corretivo, requer execução de serviços na empresa registrada; e 3º Nível – processo em que se aplica a revisão total do extintor de incêndio, incluindo o ensaio hidrostático.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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