A ISO 9001:2008 para pequenas e médias empresas

Fonte: Target

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A ISO 9001 pode melhorar o desempenho das pequenas e médias empresas

O livro ISO 9001:2008 para pequenas e médias empresas, de autoria de Denise E. Robitaille, as pequenas e médias empresas podem entender a ISO 9001:2008. Ele pretende facilitar sua implementação e desenvolvimento. O estabelecimento, a implantação e a manutenção da ISO 9001, em conformidade com o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), devem permitir que a organização obtenha os múltiplos benefícios ao alcançar a certificação. As organizações devem também alcançar melhorias na qualidade dos produtos, satisfação dos clientes e um processo efetivo – o que terá um impacto positivo ao final da implantação.

A aplicação da ISO 9001 cresceu e diversificou. Houve uma explosão no número de organizações que produzem itens que precisam estar de acordo com as normas internacionais de SGQ. Neste livro fez-se um esforço para tornar geral o uso da palavra “produto” a fim de abranger todas as organizações. Entretanto, embora esta palavra possa dar muita clareza, a palavra “serviço”, é ocasionalmente usada.

A outra palavra que necessita uma consideração especial é “organização”. A diversificação na ISO 9001 resultou em uma proliferação de certificações entre entidades não lucrativas, educacionais e governamentais. Disto resultou que o uso genérico de “organização” é universalmente utilizado. Exceto naqueles casos em que fica muito mais claro e faz mais sentido, usar a palavra “negócios”.

Tradicionalmente companhias com menos de 50 pessoas são consideradas pequenas, enquanto aquelas com até 500 empregados são consideradas de tamanho médio. Não há uma definição precisa nem um número exato. Por exemplo, uma organização pode ter 90 pessoas mas se 80 delas trabalham nas mesmas tarefas rotineiras e a alta administração é constituída por apenas dois indivíduos, ela pode ser considerada um pequeno negócio.

De outro lado com o advento da tecnologia virtual, uma companhia de software, de média para grande, poderá ter facilmente menos que 50 empregados. A multiplicidade e complexidade do processo, a propriedade, e os níveis do gerenciamento, o uso de subcontratados, e a complexidade do produto, também contribuem para determinar “pequenas” versus “médias”.

É importante ter em mente que as pequenas organizações tendem a ter características semelhantes. Elas tendem a ter poucas pessoas no topo do gerenciamento ou no gerenciamento médio. Elas geralmente têm processos menos complicados. Isto, por sua vez, significa, geralmente, menos documentos. Entretanto, este não é sempre o caso. Uma firma considerada pequena pode ter muitos, muitos documentos.

Pequenas organizações podem ter poucas pessoas, por isso tendem a ter muitos funcionários com o mesmo treinamento. Um indivíduo pode usar “muitos chapéus”. Em organizações com menos de 20 pessoas é muito comum que vários indivíduos tenham múltiplas tarefas. Talvez o melhor exemplo seja do entregador/recebedor. Este indivíduo é responsável por ambas funções, embora no sistema da ISO 9001 estes processos sejam considerados separados e únicos .O despacho é geralmente o processo sequencial após a produção e inspeção final. Os requisitos são encontrados na subcláusula 7.5.5. Receber é um processo diretamente relacionado à função de compras e associado mais diretamente a subcláusula 7.4.3. Deste modo você tem uma pessoa e a descrição de um trabalho, mas de acordo com a ISO 9001, dois processos diferentes.

A comunicação ocorre de modo diferente em pequenas organizações. Geralmente, há apenas uma localização e um prédio. Consequentemente, a comunicação é geralmente feita face a face, e e-mails internos não são muito frequentes. As reuniões tendem a ser menos formais e as mudanças são implantadas com um mínimo de burocracia. Isto não isenta a organização de observar os requisitos visando uma bem controlada documentação e gravação de registros. Simplesmente significa que a comunicação ocorre de maneira diferente da que poderá ocorrer em uma grande corporação aonde, por exemplo, mudanças na engenharia precisam ser aprovadas pelos donos dos processos em três continentes.

Implantar um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), em uma pequena organização, não é mais fácil nem mais difícil do que em uma grande organização. Os recursos são diferentes; cada uma tem seus próprios desafios, dificuldades e vantagens. O que se deve ter sempre em mente é que esta é a sua organização e estes são os seus processos.

Na verdade, a ISO 9001:2008 define os requisitos, mas não dita os modos de aplicação. Utilizando este livro você terá condição de desenvolver ou renovar seu SGQ , Deste modo ele será muito útil para você e seus clientes. A ISO 9001 é uma norma internacional que define os requisitos para estabelecer um sistema para gerenciar sua organização e processos para melhor servir seus clientes. Essa norma não reinventa sua companhia, nem é um processo para dificultar a implantação de seu sistema.

Assim, é uma metodologia lógica baseada em como dirigir seus negócios. Ela traz consistência e controle para as práticas de todos os dias. A filosofia básica e´:”Faça o que você diz e diga o que você faz”. Mais ainda, ela aumenta a efetividade do processo ao fornecer requisitos que ajudam você a monitorar e analisar a performance dos indicadores principais para a manutenção e desenvolvimento.

Mais de um milhão de organizações em todo o mundo são certificadas pela ISO 9001. A norma já foi estabelecida em pelo menos 20 países. As companhias que utilizam esta norma internacional pertencem aos mais variados campos e industrias. Mesmo companhias muito pequenas, como aquelas que têm apenas um funcionário, têm sido certificadas.

Pode-se dizer que a ISO 9001 melhora a execução dos negócios em sua companhia e essa é a mais simples e melhor razão para “implementar a ISO”. Ela ajudará você a aperfeiçoar a sua organização. Ela ajudará a trazer consistência e definição para os processos, o que resultará em poucos defeitos e práticas mais eficientes. Pense nisto como um investimento.

Sobre Alexandre Lara

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira de "Operação e Manutenção Predial sob a ótica de Inspeção Predial para Peritos de Engenharia" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo MACKENZIE, professor das cadairas de Engenharia de Manutenção Hospitalar dentro dos cursos de Pós-graduação em Engenharia e Manutenção Hospitalar e Arquitetura Hospitalar pela Universidade Albert Einstein, professor da cadeira de "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNIP / INBEC), tendo também atuado como professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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