De onde vem a inteligência (ou falta de) dos prédios inteligentes?

Vejam abaixo um artigo divulgado através do boletim periódico do PROCEL, abordando a importância de hoje sobre os sistemas de automação em uma edificação.

Eu acrescentaria no mínimo três outras preocupações que nada mais retratam falhas operacionais e estratégicas recorrentes em grande parte das operações, sendo estas:

. A falta de um projeto de automação alinhado com os requisitos do proprietário ou requisitos da edificação, falha esta originada na concepção e que certamente dificultará a customização deste sistema inteligente para atender aos objetivos do empreendimento

. A operação dos sistemas de automação por profissionais não técnicos e inexperientes no quesito operação

. A falta de políticas na operação que envolvam o aculturamento de clientes e usuários, ensinando-os sobre a importância em se operar as instalações seguindo as orientações de projeto ou adequando-as de forma embasada. Ao contrário, muitos destes sistemas são hoje operados para atender de forma quase irrestrita aos usuários e clientes, ignorando lógicas operacionais e setpoints e consumindo mais energia, água, etc…

Precisamos nos aculturar e os profissionais de operação e manutenção são responsáveis por esta importante medida junto aos seus clientes e usuários.

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Artigo: De onde vem a inteligência dos prédios inteligentes?

Fonte: Scheneider Electric – 25.04.2014

Brasil – O mundo está usando muita energia e de forma ineficiente. Em poucas palavras, este é o desafio coletivo. A demanda de energia vem aumentando mais do que o fornecimento, o que significa que para se alcançar qualquer nível de sustentabilidade, existe uma clara necessidade de geração, entrega e consumo de energias mais eficientes.

Com a tecnologia atual, o mundo poderia operar com o mesmo nível de potência e conforto usando menos energia. A inteligência digital, também chamada de tecnologia inteligente, desempenha um papel muito importante nesta evolução. Com o aumento no preço da energia e a crescente pressão para ser de fato energeticamente eficiente, há uma demanda cada vez maior de gestão de edifícios de forma geral.

Um edifício inteligente permite que seus proprietários e gerentes otimizem os benefícios, quando os equipamentos estão associados aos diversos sistemas desse edifício – por exemplo, AVAC, incêndio e segurança – são reunidos em um sistema consistente de automação e controle.

Dois fatores-chave: interoperabilidade e mudança de comportamento

A arquitetura aberta é uma das principais possibilidades da adoção de modelos de prédios inteligentes. Uma arquitetura aberta estabelece protocolos de comunicação que permitem que sistemas de controle do edifício de diferentes fornecedores troquem informações, sincronizem equipamentos e alcancem um excelente desempenho. A mudança de comportamento é outro fator crucial para se alcançar a verdadeira eficiência. O desafio para os fornecedores é trazer soluções que facilitem essa mudança.

Sem a necessidade de grandes investimentos, um sistema inteligente de gestão de energia transforma o uso da energia passiva em otimização de energia ativa ao oferecer aos clientes o controle que eles desejam e a economia necessária.

A Arquitetura EcoStruxure de Gestão Energética Ativa da Planta ao Plugue™ da Schneider Electric™ permite que os clientes percebam com mais rapidez as melhorias na eficiência energética em termos de uso, custo, segurança e impacto ambiental.

Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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