Saiba como economizar energia mesmo fora do horário de verão

Fonte: Metrópolis

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O horário de verão acabou neste domingo (19/2). Se você quiser continuar a economizar energia elétrica mesmo assim, o professor Mauricio Tavares, coordenador do curso de Engenharia Elétrica do Centro Universitário Iesb, dá algumas dicas.

De acordo com ele, medidas simples, como tirar os aparelhos eletrônicos da tomada, evitando o modo stand by, pode gerar uma economia de 12% na conta de energia elétrica. Confira outras dicas.

Fique atento

– Compre lâmpadas tipo led ou fluorescente, que apresentam um nível de eficiência energética maior do que as comuns. Procure aquelas com Selo Procel;

– Utilize moderadamente equipamentos como ar-condicionado;

– Ajuste a temperatura do chuveiro elétrico, o maior consumidor doméstico, para a posição desligado/verão;

– Na hora de comprar novos aparelhos, prefira aqueles com selo Procel ou etiqueta nível “A” de eficiência energética;

– Tire os aparelhos eletrônicos da tomada, evitando o modo stand by. Apenas essa medida pode gerar uma economia de 12% na conta de energia elétrica;

– Fique atento à manutenção do freezer e geladeira. Troque as borrachas das portas desses equipamentos sempre que necessário;

– Evite abrir a geladeira sem necessidade, pois cada vez que a porta é aberta, a temperatura no interior do aparelho aumenta e o motor precisa trabalhar mais para resfriá-la.

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Turbina inovadora gera energia barata com ondas do mar

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Começou, no litoral da Espanha, o teste de mais uma tecnologia objetivando gerar eletricidade limpa e sustentável explorando as ondas do mar.

O projeto Opera, financiado pela União Europeia, lançou ao mar o primeiro protótipo do gerador Marmok, um novo tipo de gerador cujas turbinas podem gerar até 30 kW cada uma. O segundo protótipo deverá ser ancorado no mesmo local em 2017.

O dispositivo é descrito por seus idealizadores como um “absorvedor pontual” baseado no princípio da coluna de água oscilante – a força vem das ondas do mar, mas as turbinas são giradas por ar.

Trata-se de uma grande boia flutuante, com 5 metros de diâmetro, 42 metros de comprimento e 80 toneladas de peso. A boia, que acomoda duas turbinas com capacidade nominal de 30 kW, fica quase inteiramente submersa.

As ondas capturadas criam uma coluna de água dentro da estrutura central da boia, estrutura esta que se move como um pistão pelo movimento de ida e volta das ondas, comprimindo e descomprimindo o ar em uma câmara na parte superior do dispositivo.

O ar é então expelido pelo topo, onde é aproveitado por uma ou mais turbinas, cuja rotação aciona o gerador de eletricidade.

“Este projeto colaborativo europeu de demonstração da energia das ondas irá produzir dados importantes, que permitirão a próxima fase de comercialização da produção de energia a partir do oceano,” disse Lars Johanning, da Universidade de Exeter e principal pesquisador do projeto.

A propósito, um dos grandes argumentos da equipe é que este dispositivo deverá produzir eletricidade a um custo muito baixo – eventualmente o menor custo dentre os vários projetos de geração de energia no mar atualmente em testes na Europa, envolvendo exploração das ondas, das marés e das correntes oceânicas.

A grande diferença é que trata-se de um projeto público, com dados compartilhados entre pesquisadores de várias universidades, enquanto a maioria dos outros testes são empreendimentos privados, o que torna virtualmente impossível dispor de dados confiáveis que permitam comparar as diversas tecnologias e traçar planos de longo prazo para a geração sustentável de energia.

No geral, o projeto Opera pretende desenvolver tecnologias que permitam uma redução de 50% nos custos operacionais em mar aberto, acelerando assim o estabelecimento de padrões internacionais e reduzindo as incertezas tecnológicas e os riscos técnicos e empresariais para adoção da tecnologia em larga escala.

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Participe da pesquisa nacional sobre as expectativas dos profissionais de manutenção

Segue abaixo a chamada da RBM – Rede Brasileira de Manutenção :

http://expectativasic-mro.questionpro.com/ 

participe da pesquisa Nacional sobre as expectativas dos profissionais da Manutenção quanto ao ambiente de trabalho e desenvolvimento de negócios na área. Seu relatório completo e gratuito sai na hora.

RBM

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Últimas semanas para inscrição no programa mundial de aceleração de startups da EDP

Fonte: Procel Info

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Startups com ideias inovadoras para o setor elétrico terão até o dia 28 de fevereiro para se inscreverem no Free Electrons Global Accelerator, iniciativa do Grupo EDP realizada em parceria com outros sete players mundiais do mercado energético.

Com o programa, a EDP, empresa que atua nas áreas de geração, distribuição, comercialização e soluções em energia elétrica, visa o fomento à criação de projetos inovadores relacionados à energia limpa, eficiência energética, mobilidade elétrica, digitalização, serviços de apoio ao cliente e internet das coisas. O período de seleção ocorrerá em março e as 12 selecionadas serão divulgadas no início de abril. Os interessados podem se candidatar pelo site www.freelectrons.co.

“Visando uma estratégia de escopo global, a EDP tem monitorado o ecossistema empreendedor a fim de trazer transformações significativas para o Setor de Energia, capazes de impulsionar a competitividade da companhia. Já as Startups terão a oportunidade de estarem inseridas em um programa de alto nível para seu desenvolvimento nos principais polos de empreendedorismo do mundo” afirma Livia Brando, gestora de Estratégia e Inovação.

As startups escolhidas participarão de um programa de aceleração com duração prevista de seis meses e passarão por três módulos de um processo de “customer adoption” focado em empresas do setor de infraestrutura. Com duração de uma semana cada, as três fases serão realizadas em São Francisco/Silicon Valley, Lisboa/Dublin e Singapura.

Os 12 selecionados competirão ainda por dois prêmios que somam US$ 200 mil. O primeiro, de US$ 25 mil, será entregue aos empreendedores com o melhor pitch durante um concurso em Dublin. Por fim, ao término do programa, a equipe mais bem avaliada em todas as fases receberá US$ 175 mil e o título Free Electrons de Melhor Startup de Energia do Mundo.

O Free Electrons é resultado da parceria entre oito companhias internacionais: AusNet Services, Dubai Electricity and Water Authority (DEWA), ESB (Electricity Supply Board), EDP (Energias de Portugal), Innogy, Origin Energy, Singapore Power (SP) e Tokyo Electric Power Company (TEPCO). A iniciativa conta ainda com o apoio das aceleradoras New Energy Nexus e da Swissnex San Francisco.

Os parceiros do programa são líderes do movimento de transição para uma matriz energética limpa em mais de 40 países, representando cerca de US$ 148 bilhões em faturamento e permitindo o acesso dos empreendedores a mais de 73 milhões de clientes finais em todo o mundo.

Uma abordagem vantajosa para ambas as partes

As empresas e os aceleradores que apoiam o programa Free Electrons assumiram o compromisso de promover um futuro em que a energia é inteligente, limpa e acessível a todos. A iniciativa foi desenvolvida para que startups ligadas ao setor energético possam aperfeiçoar seus produtos e serviços, testá-los e desenvolver uma carteira de clientes global. Para isso, os parceiros disponibilizarão os seus conhecimentos, recursos e acesso à sua carteira clientes em troca de oportunidades de investimento e de parceria.

EDP e Empreendedorismo

O Grupo EDP, por meio do seu Ecossistema de Inovação e do EDP Open Innovation, apoia o empreendedorismo no setor de energia desde 2007. Nesse sentido, a empresa conta com iniciativas como o EDP Ventures (fundo de capital de risco corporativo), a EDP Starter (programa de incubação de negócios) e o desenvolvimento de diversos projetos piloto e de demonstração tecnológica via programas como P&D da Aneel, dentre outros.

* Com informações da EDP

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Artigo – Arquitetura sustentável: o que é, para que serve e como fazer?

Fonte: WWF

Por: Alessandra Barassi

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O significado da palavra “sustentabilidade” ainda não está muito claro no inconsciente coletivo. Então, para não complicar muito, aí vai a explicação clássica: sustentabilidade = pessoas, planeta e viabilidade econômica! Ao falarmos de arquitetura sustentável, estamos falando daquela que atende as necessidades das pessoas, respeita o planeta e é viável economicamente.

Na prática, isso quer dizer que os projetos precisam ser mais inteligentes! Edifícios devem ser confortáveis e causar menos impacto ambiental, além de ter baixos custos de execução e manutenção ao longo de sua vida útil. E para se chegar a projetos inteligentes é necessário adotar o “design integrado”, em que se equacionam vários critérios de sustentabilidade como orientação solar, ventilação natural, materiais ecológicos, uso eficiente de água e energia, gestão de resíduos, entre outros.

Há quem pense que para atender a todos esses critérios seja necessário dispor de muitos recursos. Não necessariamente. Estudos indicam que construções sustentáveis podem custar cerca 5% mais ou até custar menos, se bem projetadas (como visto no GSA LEED Cost Study, de 2004). É possível adotar estratégias passivas, que dispensam equipamentos caros e adotam soluções de desenho ainda no papel.

Em tempos de energia cara, uma preocupação corriqueira é o gasto com ar-condicionado, que pode perfeitamente ser minimizado em um bom projeto. Basta orientar as maiores janelas de uma casa para o lado onde o sol nasce e posicionar sanitários, despensas e depósitos no lado poente. Assim, a luz da manhã fica garantida com temperaturas amenas e o calor da tarde não incomoda ambientes de baixa permanência. Um exemplo simples de estratégia passiva, sem custo extra.

É claro que, conforme a escala e necessidade de cada projeto, nem sempre será possível adotar apenas estratégias passivas. Em um grande edifício corporativo, com muitas salas de trabalho, é provável que não seja possível posicionar todas as janelas para o nascente. Nesses casos, é preciso lançar mão de estratégias mecânicas de alto desempenho, como um ar condicionado central, para garantir o conforto de todos os colaboradores. Ainda assim, seria eficaz projetar uma proteção externa para as janelas do poente (os brises ou venezianas) para reduzir o calor e a frequência de uso dos condicionadores de ar.

Outra estratégia importante é a escolha de materiais ecológicos (não nocivos à saúde e de baixo impacto ambiental). No que se refere a materiais estruturais, é necessário optar por aqueles com baixas emissões de CO² no processo produtivo. A madeira, além de ser renovável, é capaz de estocar CO². No caso das tintas, vernizes e químicos em geral, há no mercado uma série de produtos à base de água, atóxicos e de baixo poder contaminante, sem qualquer custo adicional. Basta prestar atenção e fazer a escolha correta. Optar por sanitários de duplo acionamento, arejadores e restritores de vazão em lavatórios contribui para reduzir cerca de 30% do consumo usual de água. Plantas nativas nos jardins favorecem a biodiversidade e requerem menos irrigação.

Assim, para praticar arquitetura sustentável é fundamental entender as edificações como sistemas e pensar os critérios de sustentabilidade de forma integrada. Edifícios compõem bairros, cidades e países! Devem ser entendidos como integrantes do meio ambiente, que além de demandar água, energia e materiais de construção em larga escala, também demandarão infraestrutura, transporte e serviços. Portanto, um projeto sustentável prevê soluções menos impactantes em todo o ciclo de vida do edifício, inclusive o correto descarte ou reciclagem do material empregado. Pensando dessa maneira, cada projetista será também um agente de proteção do nosso planeta.

* Alessandra Barassi é arquiteta, com mestrado em Projeto e Construção Sustentável e profissional acreditada LEED. Tem mais de 15 anos de atuação no Brasil, Chile e Itália, tendo sido palestrante em eventos e conferências de grande relevância para o setor como a ExpoGBC, Sustencons, Feicon e Morar Mais por Menos, entre outros. Atualmente, presta consultoria em construção sustentável e certificação LEED.

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Rede Brasileira de Manutenção lembra a todos sobre as pesquisas ainda abertas e solicita a sua colaboração

A RBM (Rede Brasileira de Manutenção) encaminhou nesta segunda um email aos inscritos em seu mailing, lembrando-os sobre a importância em participar nas presquisas ainda em aberto.

A sua participação será muito importante!! Veja a chamada e os links abaixo.

Olá, bom dia

Estamos próximos do fim do segundo mês de 2017 e parece que 2016 está longe, muito longe.

O país inteiro está mobilizado para trabalhar no presente e fazer bonito num futuro bem próximo. Nada de esperar para ter boas notícias somente daqui a 1 ou 2 anos.

Para quem está agora a frente da gestão da informação nas empresas é fundamental estar bem informado e posicionado sobre os dados que nos levam à tomada de decisões.

Por isso convidamos você a responder agora as três pesquisas que estamos conduzindo pela RBM – Rede Brasileira de Manutenção:

TERCEIRIZAÇÃO NA MANUTENÇÃO

http://manutencaonet.acemlnc.com/lt.php?s=642302f759436a15f5c7816969cefb3b&i=156A536A10A1592

SALÁRIOS E BENEFÍCIOS NA MANUTENÇÃO http://manutencaonet.acemlnc.com/lt.php?s=642302f759436a15f5c7816969cefb3b&i=156A536A10A1590

PAINEL DE INDICADORES

http://manutencaonet.acemlnc.com/lt.php?s=642302f759436a15f5c7816969cefb3b&i=156A536A10A1591

Estes levantamentos são anuais e já por muitos anos nos retornam informações de valor sobre cada tema para nossa comunidade.

Para responder cada pesquisa não serão necessários mais que cinco minutos do seu tempo.

Assim que você finaliza as respostas de cada questionário recebe um relatório Flash e depois, uma vez que a pesquisa seja encerrada, receberá em seu e.mail um relatório completo, com números e gráficos bem detalhados.

É da nossa prática o sigilo e respeito aos dados individuais, só nos interessando a boa informação, disseminar as boas praticas e os bons resultados. É bom a nível profissional e profissional e ótimo para as nossas empresas.

Lembre-se de gravar seu relatório que é disponibilizado assim que você finalizar suas respostas.

Abraços

Equipe de Pesquisas

RBM – Rede Brasileira de Manutenção

www.manutencao.net

www.indicadoresdegestao.com

www.congressoeseminarios.com

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GRUPAS divulga o convite para a sua próxima reunião

Vejam a seguir o convite:

Prezados amigos !

Segue convite da reunião GRUPAS – BUNGE BRASIL

Data: 24 / 02 / 2017 (6ª.feira)

Hora: 8h30 às 12h00
Local:
 Edifício Atrium Faria Lima

              Rua Diogo Moreira, 184 – 14º andar – Pinheiros – São Paulo

              CEP: 05423-010 (Veja o Mapa)

Dica: Rua paralela da Av. Rebouças, à direita de quem desce no sentido

           da Marginal.

Estacionamentos Conveniados

Opção 1 – NETPARK, no edifício, R$30,00 (para o período e já com 33%

                   de desconto e com manobrisa)

Opção 2 – Estacionamento de 3ºs, ao lado R$25,00 (preço fixo, sem

                   pavimentação, sem manobrista)

Agenda do dia:

– 08:30h – Recepção dos convidados

– 09:00h – Apresentação BUGE (portfólio e estrutura de Facilities)

– 09:45h – Assuntos Gerais Grupas

– 10:10h – Coffe-break / Networking

– 10:30h – Tema da Palestra: Sem Crise, veja as oportunidades!

                   Palestrante: Celso T. Saito

– 11:15h – Tour pela edificação e encerramento

Briefing da empresa anfitriã: ,

Uma das maiores empresas de alimentos e agronegócios do país. A Bunge está no Brasil há 110 anos. Possui diversass instalações, entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição e silos, em 17 estados e no Distrito Federal. O edifício Atrium Faria Lima, faz parte da restrita lista dos 79 empreendimentos brasileiros que possuem o principal selo de construção sustentável do mundo – a certificação LEED.

Bem, agora é contingo, acesse o link abaixo e confirme sua presença, afinal “A RAZÃO DO GRUPAS É VOCÊ”. 

Vagas limitadas!

PARA CONFIRMAR SUA PRESENÇA CLIQUE AQUI <<<

Atenciosamente,
Severiano Santos 
Gestão 2017

presidente@grupas.com.br

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Procura por certificados de energia renovável dispara em 2016

Fonte: Canal de Energia

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A preocupação das empresas e dos consumidores brasileiros em utilizar energia limpa e contribuir para a redução das emissões de gases poluentes na atmosfera fez disparar no ano passado a demanda por Certificados de Energia Renovável, os chamados RECs (na sigla em inglês). Foram negociados 107.543 RECs em 2016, conforme levantamento feito pelo Instituto Totum, que coordena o Programa de Certificação de Energia Renovável e é o emitente local dos RECs. Para fins de comparação, em 2015 e 2014 foram transacionados 13.462 e 244 RECs, respectivamente, o que mostra o crescente interesse do mercado por esse tipo de produto. A expectativa do Totum é que até o final de 2017 o mercado movimente cerca de um milhão de RECs.

Segundo Fernando Lopes, diretor do Instituto, os certificados de energia renovável surgiram diante da impossibilidade de o consumidor identificar a origem dos elétrons. Em qualquer parte do mundo, a matriz elétrica é composta por um mix de fontes, como termelétricas a carvão e a óleo (mais poluentes), eólicas e solares (com baixo impacto ao meio ambiente). Como nem todos os consumidores têm condições de investir em uma usina para gerar sua própria energia renovável, a saída então é receber a energia da forma tradicional e adquirir o volume de energia equivalente ao consumo por meio de certificados. Cada certificado equivale a 1 MWh de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis.

Dessa forma, os consumidores estão investindo na geração da mesma quantidade consumida em energia limpa, ou seja, eles se “apropriam” somente da parte limpa que é colocada no sistema. Com os RECs as empresas e consumidores podem garantir 100% de energia renovável para seu uso sem ter de investir, elas próprias, em geração. “Esse é um sistema que existe no mundo, mas que não existia aqui no Brasil”, disse Lopes.

O programa de certificação brasileiro foi criado pela Totum em 2012. “No início, os empreendimentos de geração utilizavam essa ferramenta do certificado para valorizar sua própria energia, mas a ponta do consumo não estava consciente disso”, comentou o diretor. Em 2014, as RECs brasileiras conseguiram o reconhecimento internacional, concedido pelo Green Building Council, órgão de certificação mundial de edificações verdes.

“Para você ter essa certificação Green Building, um dos itens é gerar ou consumir energia renovável. Só que no Brasil não existia um modelo de certificação para esses empreendimentos. Trabalhamos junto ao Green Building e conseguimos dar uma equivalência, o que explica o grande aumento da procura por esses certificados. Cerca de 90% da demanda por certificados são para edificações construídas com esse padrão verde”, explicou Lopes.

Outro fator que ajudou a aumentar a demanda por emissão de certificados foi que a Totum também conseguiu em meados de 2016 o reconhecimento da Internacional REC Standard (IREC), órgão que define as regras para os sistemas de RECs no mundo. Muitas organizações têm metas internas de sustentabilidade. Há empresas de atuação global que possuem metas de 100% renewables nos próximos quatro a seis anos em nível mundial, segundo Lopes.

“Com a implantação do IREC no Brasil, no ano passado, conseguimos atender a demanda de empresas multinacionais que possuem políticas internas que exigiam a compra de certificados reconhecidos mundialmente. Porém, mesmo no País, a procura de empresas por RECs vem aumentando muito”, afirmou Lopes. A oferta de energia renovável também vem sendo ampliada. Até meados do ano passado a oferta estava limitada a três empreendimentos (dois hídricos e um eólico), agora existem mais de 15 empreendimentos capazes de gerar RECs e outros dez em processo de adesão.

Apesar do crescimento significativo desse mercado em 2016, o Brasil ainda está engatinhando nessa questão de RECs. “Nos EUA, por exemplo, distribuidoras locais de energia ofertam RECs aos seus clientes, de forma tal que consumidores residenciais podem escolher o tipo de energia que consomem. Com o tempo, o Brasil poderá chegar a esse patamar de desenvolvimento”, concluiu Lopes. O programa tem a participação da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

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BCA Chapter Brasil realizará o 1º Workshop de Comissionamento de Instalações no Rio de Janeiro

O Chapter Brasil do BCA (Building Commissioning Association) realizará nos próximos dias 08 e 09 de março o 1º Workshop de Comissionamento de Instalações no Brasil, sendo que a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida para abrigar este importante evento.

A participação é GRATUITA e as vagas serão limitadas, sendo importante que os interesados “corram” e garantam a sua inscrição.

Vejam a chamada abaixo e cliquem na figura para serem redirecionados ao site do BCA Chapter Brasil:

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Custos de um comissionamento no Brasil…

Embora não se tenha um registro ou alguma estatística que nos mostre o patamar de gastos com o comissionamento no Brasil, alguns palestrantes e especialistas no assunto têm constantemente se apoiado em indicadores norte-americanos, que apontam para gasto de 1% à 4% do valor total de uma obra, no que se refere ao seu comissionamento.

No entanto, é importante ressaltar que este percentual divulgado por alguns profissionais ou entidades norte-americanas inclui em sua composição:

  • A participação de uma autoridade de comissionamento na gestão / condução do processo
  • A contratação de comissionadores (empresas de comissionamento) especializadas para cada modalidade de infraestrutura comissionada
  • Custos de eventuais testes em fabricantes ou laboratórios especializados, no que se refere ao objeto do comissionamento
  • A geração de toda a documentação técnica necessária (evidências, registros, manuais de treinamento, etc)
  • o comissionamento integrado de sistemas
  • A preocupação com a transição entre obra, ocupação e início de operação

No Brasil…

Infelizmente, além de não termos qualquer indicador aqui no Brasil, diria que ainda podemos nos deparar com uma grande distorção real em relação aos indicadores norte-americanos, em função de erros conceituais na prática do comissionamento em nossa realidade local…

  • A figura do gestor e condutor do processo (autoridade de comissionamento) ainda é muito pouco utilizada, além do fato de que não se têm como hábito avaliar a capacidade e experiência técnica na gestão destes processos sobre os contratados
  • Ainda nos deparamos com a falta de cultura e conhecimento do assunto por parte dos proprietários, construtoras e mesmo de instaladoras
  • Ainda se permite a execução de atividades de comissionamento sem planejamento e sem que tenham sido traçados os objetivos a partir de uma análise crítica quanto as expectativas do proprietário, bases de projeto, projetos em todas as suas etapas, etc…
  • Vemos instaladoras realizando “comissionamentos” com pessoal despreparado e sem conhecimento técnico e instrumentação para tal
  • O tratamento ainda “individualizado” de sistemas, sem a visão integrada do edifício e sem olhar para a sua ocupação e operação futura

Como não poderia ser diferente, os resultados por aqui têm demonstrado edificações praticamente não comissionadas, embora tenham uma documentação produzida pelos responsáveis; vemos também edificações parcialmente comissionadas, ou seja, sem a visão integrada e sem que a preocupação com o desempenho de sistemas e do próprio edifício tenham sido adequadamente contempladas no processo.

Enfim, ainda temos muito o que evoluir…

Para aqueles que queiram se aprofundar no tema, recomendo para que consultem alguns importantes guias sobre o tema:

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