Cumprindo a norma técnica, pode-se evitar incêndios em subestações elétricas

Fonte: Equipe Target

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Incêndios em subestações acarretam vários problemas

Mauricio Ferraz de Paiva

Normalmente, nesse tipo de instalação elétrica, algumas perguntas são inevitáveis. Para uma dada subestação qual o grupo de equipamentos que apresenta o maior risco de incêndio para a sua continuidade operacional? Se um incêndio ocorresse em uma subestação, em que locais a sua propagação poderia rapidamente envolver outros equipamentos?

Dessa forma, em um projeto de subestação de energia elétrica há um grande esforço em assegurar a confiabilidade do sistema. Além disso, os equipamentos são testados para um conjunto de especificações rígidas, tendo por intenção garantir a confiabilidade.

A NBR 13231 de 04/2014 – Proteção contra incêndio em subestações elétricas estabelece os requisitos mínimos exigíveis para proteção contra incêndio em subestações elétricas, de sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia. As subestações podem ser do tipo externa ou interna, convencional ou compacta. Esta norma não se aplica a subestação compacta blindada e subestação ou transformadores móveis.

A última revisão da NBR 13231 foi realizada pelo ABNT/CB 24 em 2005 e teve como intuito identificar e adequar as práticas e tecnologias de segurança contra incêndio em subestações elétricas, além de consolidá-la junto a normas de âmbito internacional específicas sobre o assunto. A revisão atual inclui mudanças de formatação segundo os novos padrões da ABNT e atualiza as práticas de proteção contra incêndio em subestações elétricas, aprimorando procedimentos e incorporando tecnologias seguras de prevenção e combate ao incêndio, incluindo também aspectos relacionados ao risco ambiental na proteção contra incêndio.

As alterações incluídas nesta norma foram baseadas na pesquisa de Comitês Técnicos especializados, experiências de campo adquiridas do incêndio de subestações elétricas, avanços na engenharia de proteção contra incêndio e em normas internacionais aqui referenciadas. O impacto do risco de incêndio na saúde, segurança, continuidade de serviço e preservação patrimonial é a razão para promover a prevenção, proteção e outras medidas de segurança contra incêndio.

Os riscos de incêndio são condições que criam o potencial para um incêndio e possuem no mínimo os seguintes atributos: importância de um possível incêndio; consequência da perda em potencial; e a probabilidade de ocorrência em algum momento. O processo de análise e identificação dos riscos de incêndio deve ser usado em subestações novas e existentes para determinar o nível apropriado de proteção contra incêndio para mitigar as consequências do incêndio. A análise dos riscos de incêndio deve ser realizada por um time constituído de projetistas da subestação, especialistas na proteção contra incêndio e pessoal de operação, de forma que todas as perspectivas estejam incluídas no processo.

A probabilidade de incêndio e potencial magnitude de suas consequências devem ser quantificadas para ajudar a justificar a necessidade de proteção contra incêndio. Os registros históricos de incêndios em subestações também ajudam na análise dos riscos de incêndio.

A análise dos riscos de incêndio deve ser documentada e estar disponível junto ao projeto executivo da subestação. Os itens a seguir apresentam riscos de incêndio conhecidos, encontrados em subestações. Para informações adicionais, consultar NFPA 851 e folhas de dados da Factory Mutual: FM Data Sheets 5-4, 5-19 e 5-31.

Óleo mineral é o líquido isolante de uso predominante em transformadores e outros equipamentos elétricos, que constitui um dos principais riscos de incêndio em uma subestação. Consequentemente, muito desta norma trata de riscos e meios de proteção com base em incêndios de óleo mineral. Com base na massa e potencial de liberação de energia, um equipamento isolado em óleo mineral é normalmente a maior fonte de combustível presente na maioria das subestações, incluindo: transformadores e reatores: tanques principais, buchas, radiadores, conservadores, comutadores de derivação em carga e bombas de resfriamento; transformadores de instrumentos; reguladores de tensão; disjuntores; cabos: isolados a óleo, tubulares, caixas e juntas de transição; capacitores; sistemas de óleo lubrificantes (por exemplo, para compensadores síncronos); casas de bomba e plantas processadoras de óleo.

Existem vários líquidos isolantes alternativos com melhores propriedades de segurança contra incêndio, desenvolvidos com pontos de fulgor e combustão mais altos, que são reconhecidos como fluidos dielétricos que reduzem os riscos de incêndios em relação ao óleo mineral. Esses fluidos são classificados como fluidos de alto ponto de combustão ou classe K, e são um meio eficaz de reduzir o risco de incêndio em uma subestação.

Fluidos de alto ponto de combustão ou classe K são líquidos isolantes para uso em transformadores ou outros equipamentos, que possuem ponto de combustão mínimo de 300 °C pelo método de ensaio “vaso aberto Cleveland”, conforme NBR 11341. A designação “classe K” é estabelecida pela NBR 5356-2. Anteriormente eram denominados “fluidos resistentes ao fogo”.

A Tabela 1 (disponível na norma) apresenta exemplos de fluidos dielétricos de alto ponto de combustão (classe K) e seus respectivos valores de ponto de fulgor, combustão e nível máximo de contaminação com óleo mineral, para atender à classificação de fluidos de alto ponto de combustão (classe K). Para comparação, o óleo mineral isolante possui ponto de fulgor de 145 °C e ponto de combustão de 160 °C.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

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Top 10 skills every Facility Manager needs

Fonte: iofficecorp.com/blog

By: Elizabeth Dukes

Facilities Management is a diverse field that asks a lot of those who work in it. The professional, interpersonal, and even emotional demands that FMs face every day are significant, and they can seem to come from all directions.

So here at the dawn of a new year, we thought we’d reflect on the strengths and skills that are most in-demand in the 2014 FM marketplace. They’re the Top Ten Attitudes & Aptitudes that’ll empower you to take on each day’s challenges like an FM champ.

10. Numerical Know-How

Most FMs aren’t economists, mathematicians, or CPAs. But budgeting and financial planning are nevertheless important parts of the job. You need to know what your company’s key metrics are and how to calculate them. The more financial insight you have, the more effective a manager you’ll be.10 skills every FM should have to manage their team.

But even if you were never a “mathlete” in school, you can learn the skills you need to understand high-level business budgeting. Critical thinking goes a long way. In addition to numerical know-how, employers look for someone with an analytical approach, a commitment to getting (and improving) results, and good old-fashioned business sense.

9. Legal Eagle-bility

A superhero FM doesn’t need a law degree any more than a math degree, but having an appreciation for the impact that federal, state, and local law have on your facility is important. Whatever industry you find yourself in, chances are good that numerous statutes and regulations apply to everything from HR to day-to-day operations.

Occupational Health & Safety laws are especially important to commercial facilities. Familiarity with OSHA regulations and other applicable law is a real benefit for any FM, especially those who manage high-risk sites or who work in a heavily regulated field. E911 is obviously important too. You need to understand your responsibility for making sure emergency contact is properly coordinated with physical location. It’s also good to know the basic principles of your state’s tort law, especially where premises liability, personal injury, and employment law are concerned.

8. Insider’s Insight

As an FM, you probably know a lot of about the Facility Management field. But what about your company’s industry? Are you an expert in their universe as well as your own?

Let’s say you’re the FM for the second-busiest hospital in your city. Sure, you know the building and how to run it, but how much do you know about healthcare? You don’t need an M.D., but understanding how the medical industry operates will enable you to diagnose (pun intended) your facility’s problems. Armed with an insider’s insight, you’ll be better poised to take your hospital to #1.

You also need to know your own company’s specific vision, values, and goals. How do they fit into the larger, industry-wide picture? How do they differentiate themselves? What objectives are they targeting within their market? Employers need an FM who can help guide them along a strategically charted, goal-oriented path.

7. A Go-with-the-Flow Attitude

A lot of leadership is intuitive, but good instincts can be learned. Are you generally easygoing, or are you naturally “on edge”? Either personality type can serve you well in different situations, but flexibility is an especially valuable trait for FMs.

Ours is a dynamic profession. Every day is different, and problems pop up without warning. If that kind of environment excites you, you’re already two steps ahead. But if uncertainty is a stressor, it doesn’t mean you can’t be the best of the best among FMs. It’s never too late to learn to take a deep breath and recalibrate your approach to the unknown.

6. Emergency Reflexes!

Part of going with the flow means keeping calm in an emergency. If you’ve never faced a true emergency, you might not know how you’d naturally respond. Some people panic; others become instinctively solution-oriented and level-headed. As a general rule, “cool and collected” is the most effective approach to even the direst emergency. Planning is part of that. If you already know exactly how to react when an urgency arises, you won’t be caught off-guard. So be prepared!

5. Project Leadership

Facility Managers often double as Project Managers. Or maybe you work alongside a designated PM. Whatever the task at hand may be, yours is a position of leadership. You’ll need to set goals, motivate your workforce, monitor performance, and measure results.

While there’s no real substitute for experience, even a newcomer to project management can learn a lot about leadership by taking a seminar or reading a book. It helps to have project management software you can rely on too, and that brings us to #4…

4. IT Savvy

FMs may not need a background as software engineers, but the reality is that today’s FM world is more technology-reliant than ever. The more quickly you embrace that, the more valuable you’ll be in your field. Everything from room reservations to asset monitoring and facility maintenance is managed on the computer today (and, increasingly, on smartphones and tablets). IT plays an invaluable role in the way FMs communicate with their workforce, customers, and coworkers as well.

Your employer will look to you as the expert in facility management software. They likely don’t have time to educate themselves on the latest developments, so they’ll depend on you to keep the facility on solid technological ground. That’s why you’ll want to keep yourself apprised of the latest trends in FM software development. Make sure your IT platforms are situated to solve problems and eliminate waste.

3. Sustainability

Sustainability continues to trend not only as a buzzword but also as an emerging corporate value all around the world. That’s especially true in the facilities sector. A sustainable building is an efficient resource for any company, so your employer will count on you to keep your facility as green as can be. Start looking for ways to enhance efficiency. Make sustainability a goal and take proactive steps toward it. It’s good for your professional portfolio, the environment, and the bottom line. Win, win, win!

2. Cross-Networking

Companies consist of numerous divisions charged with specific sets of responsibility. Often, these areas of oversight overlap. That’s especially common in Facilities Management because the physical workspace intersects with almost everything that happens inside it. That’s why FMs need the ability to network laterally across the entire organization with IT, HR, administration, other executives, etc. Take a step back and think about all the ways your job complements the work others are doing elsewhere in the company. What can you do to improve those relationships?

1. People Skills

At the end of the day, Facilities Management is all about the people you serve. Your ability to connect with, engage, and inspire the others around you will make the most determinative difference in your performance as an FM. The good news is that people skills are among the most easily acquired traits on this list. Much of it comes down to your own perspective.

Respect is the cornerstone of every productive working relationship. Communication matters, too. Don’t just convey information; make sure your meaning is understood (and, in turn, make sure you understand others as well). Identify the objectives of the people you work with, learn what motivates them, and commit yourself to forging a professional connection that inspires each party to bring out their very best.

You’re a leader in a “people profession.” What could be more exciting than that? Make it your goal to be the best FM you can be in 2014. Using our list as a guide, seek out the skills that will benefit you the most and commit to making this year the most successful one yet… not only for you but also for all the people you serve!

 

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NBR 15.538 / 2014 – Medidores de Água Potável – Ensaios para a avaliação de eficiência

Fonte: Equipe Target

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A NBR 15538 de 04/2014 – Medidores de água potável – Ensaios para avaliação de eficiência especifica os critérios e os procedimentos para avaliação da eficiência em medidores de água potável fria com vazão permanente(Q3) até 2,5 m³/h. Os medidores submetidos aos ensaios desta norma devem estar previamente aprovados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A temperatura da água durante o ensaio deve estar compreendida entre 1 °C e 40 °C. A pressão de ensaio não pode ultrapassar a pressão máxima para a qual o medidor foi projetado.

A água utilizada nos ensaios deve possuir características semelhantes àquela fornecida ao abastecimento público, e devem ser adotadas medidas para que as partículas em suspensão na água de ensaio não influenciem os resultados finais dos ensaios. Antes de efetuar cada ensaio, deve-se eliminar o ar de todo o sistema (purga). As instalações para execução dos ensaios devem ser providas de padrões de referência adequados e verificados pelo Inmetro, e devem ter seus instrumentos de medição auxiliares verificados pelo Inmetro ou por laboratórios com padrões rastreados pela Rede Brasileira de Calibração (RBC). Recomenda-se consultar os regulamentos técnicos metrológicos aplicáveis e demais normas vigentes, para ensaios não previstos por esta norma.

Para a determinação do índice de desempenho da medição (IDM), o perfil de consumo apresentado nesta nrma foi elaborado com base em ligações de água com abastecimento indireto. O Anexo C apresenta o procedimento padrão para levantamento de perfil de consumo.

Este ensaio é indicado para os medidores com Qn ≤ 1,5 m³/h ou Q3 ≤ 2,5 m³/h. Para os medidores com Q3 = 2,5 m³/h, a faixa de medição (Q3/Q1) deve ser maior ou igual a 80. O objetivo é verificar o desempenho do medidor após a realização dos ensaios de desgaste acelerado contínuo em vazão de sobrecarga (Q4) e cíclico em baixas vazões. Durante o período de transição de três anos, previsto na NBR 16043-3, o ensaio de desgaste acelerado contínuo pode ser realizado em vazão máxima (Qmáx).

As vazões para verificação do erro de indicação estão definidas na Tabela 2 (disponível na norma). Cada medidor de água deve ser ensaiado no mínimo duas vezes em cada vazão e deve-se calcular a média aritmética do erro relativo. O ensaio é considerado aprovado se a média aritmética dos resultados naquela vazão for inferior ou igual ao erro máximo admissível e se um dos erros não for superior ao erro máximo admissível.

O ensaio de desgaste acelerado contínuo em vazão de sobrecarga é definido na NBR 16043-3. Durante o período de transição de três anos, previsto na NBR 16043-3, o ensaio de desgaste acelerado contínuo pode ser realizado em vazão máxima (Qmáx).

A tolerância na variação relativa da vazão de ensaio é de 0% a – 10%. O tempo total de escoamento é de 100 h, com variação de ± 5%. A Figura 1 (disponível na norma) representa as diferentes vazões, tempo de duração e ciclos aos quais os medidores de água são submetidos. A vazão de ensaio deve ser alterada a cada 4 h e o tempo de alteração deve ser menor do que 60 s.

A variação da vazão e do tempo total de escoamento em cada patamar deve ser menor ou igual a 10%. A duração de tempo total do ensaio não pode ser inferior a 100 h. O Anexo A apresenta o desenho esquemático da bancada de desgaste cíclico em baixas vazões.

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Esta frase é por si só explicativa…

Vejam a foto e a frase nela contida que recebi recentemente de amigos.

Preciso dizer algo a mais?

Espero que a nossa juventude assimile aprendizados como os dizeres nesta frase, a fim de que tenhamos um processo futuro de renovação de nossos governantes, já aculturados em relação a ética, ao respeito pelo ser humano, etc…

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Obs.: Foto recebida através do Facebook

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Pesquisa RICS aponta tendência do mercado imobiliário brasileiro

Fonte: RICS Brazil

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A mais recente pesquisa global de propriedade comercial realizada pela RICS (Royal Institution of Chartered Surveyors), em maio de 2014, com profissionais brasileiros do setor indicou que a confiança do mercado imobiliário nacional está em queda.

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O levantamento indica que o Brasil e a Rússia não acompanharam a recuperação global na confiança do mercado de propriedades, como observado em outros países, a exemplo do Japão e dos Emirados Árabes.

Pela sexta vez consecutiva, o RICS Occupier Sentiment Index – OSI (Índice de Sentimento do Ocupante) se manteve em patamar negativo (-42 pontos) com relação à confiança na locação de propriedades comerciais do tipo varejo, escritórios e subsetores industriais. A procura por espaços continua em queda nos setores analisados, enquanto a oferta por espaços disponíveis para ocupação aumentou novamente.

No que se refere ao RICSInvestment Sentiment Index– ISI (Índice de Sentimento de Investimento) o Brasil retornou para o patamar negativo, após uma guinada no último trimestre de 2013. Isso é reflexo da queda nos inquéritos sobre investimentos, nos valores de capital e na elevação dos preços de imóveis.

A RICS Global Commercial Property Monitor, realizada a cada três meses, é um guia de tendências do mercado de propriedade comercial. Foi pedido aos profissionais das 965 empresas mundiais que participaram da pesquisa para comparar as condições dos três últimos meses em relação aos três anteriores.

Caso queira receber o relatório sobre o Brasil, em inglês, envie e-mail para: ricsbrasil@rics.org.

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Brasil aposta nas redes elétricas inteligentes

Fonte: Noodls (12.06.14)

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Brasil – As smart grids ou redes elétricas inteligentes (REI) são consideradas um tema relativamente novo no mundo e com alto potencial de desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), e de geração de oportunidades, novos serviços e mercados. Apesar de se tratar de um movimento recente no Brasil, o país já conta com mais 200 projetos pilotos em andamento, envolvendo cerca de 450 instituições – entre ministérios, agências reguladoras, universidades e empresas.

Mapeamento divulgado, na última quarta-feira (11), no Workshop de Redes Elétricas Inteligentes – promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em parceria com o Instituto da Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (iAptel) – mostra que existem mais de 300 fornecedores nacionais de tecnologia da informação e comunicação, 126 centros de pesquisa e desenvolvimento e inovação e 60 concessionárias em atuação neste segmento no território nacional.

Os investimentos na área chegaram a R$ 1,6 bilhão, nos últimos anos, com recursos originários especialmente do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Inova Energia (R$ 1,2 bilhão), sendo essa última ação parte do Plano Inova Empresa, lançado pelo governo federal, em março do ano passado, para estimular a produtividade e a competitividade em vários setores da economia.

Somente a Finep, agência de fomento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destinou R$ 637 milhões – em subvenção econômica, crédito e recursos não reembolsáveis – a iniciativas de empresas e de instituições de ciência e tecnologia. Por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o MCTI lançou, em 2013, uma chamada pública no valor de R$ 8 milhões com o intuito de apoiar projetos de pesquisa científica e de inovação em REI, contemplando 13 projetos em diversas regiões do país.

No Workshop de Redes Elétricas Inteligentes, o coordenador de tecnologias setoriais da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCTI), Eduardo Soriano, apresentou as ações do ministério – em parceria com a Aneel – que estão previstas para fortalecer o setor no país, entre elas, a criação de mecanismos para fomentar recursos humanos, com a oferta de cursos específicos para mestrado profissional no âmbito do programa Ciência Sem Fronteiras, além da criação de laboratórios de pesquisa na área.

No encontro, Soriano destacou, ainda, a possibilidade de incentivos fiscais para empresários interessados em investir no segmento a partir da Lei de Informática e da Lei do Bem. Participaram do evento, em Brasília, cerca de 150 representantes de concessionárias, empresas fornecedores de tecnologias da informação e da comunicação (TIC), centros que desenvolvem pesquisas na área e do governo federal, incluindo o MCTI a Finep.

Tendência mundial

Como explica o especialista na área de energia e combustíveis da Setec, o interesse no segmento se justifica diante da tendência mundial de modernização dos sistemas elétricos e da constatação do alto índice de perdas na distribuição da energia no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), essas perdas chegaram a 16,5%, em 2012, tanto por motivos técnicos como comerciais, especialmente devido a furtos, fraudes e a problemas de medição e de faturamento.

A expectativa é de que as redes elétricas inteligentes possam contribuir no aperfeiçoamento do sistema, por utilizarem tecnologias digitais avançadas para monitorar e gerenciar o transporte de eletricidade em tempo real com fluxo de energia e de informações bidirecionais entre o sistema de fornecimento de energia e o cliente final. “É colocar inteligência nas redes elétricas, fazendo com que elas trabalhem de forma mais efetiva, melhorando a gestão, aumentando eficiência energética e a economia dessa energia”, reforça Soriano, que é coordenador de Tecnologias Setoriais da Setec.

Imagina não precisarmos ligar para a concessionária quando faltar energia? Podermos acompanhar o quanto estamos gastando e saber quando a energia está mais cara ou barata? A concessionária interromper o fornecimento de apenas poucas quadras ao invés de desligar toda a região quando ocorrer um problema? A empresa poder fazer o desligamento remoto quando detectar o não pagamento da fatura? Ou, ainda, a possibilidade de termos uma energia pré-paga como ocorre com os celulares? Exemplificou o especialista do ministério, ao citar iniciativas de REI em prática em algumas cidades europeias.

“Então isso é muito importante para o Brasil, vai aumentar a qualidade da energia na casa do consumidor. O que é possível com o uso de tecnologia da informação e comunicação nas redes elétricas, com colocação de transformadores e de chaves inteligentes, e de sistemas de computação. O relógio não vai ser mais um relógio, mas um microcomputador”, ressaltou o coordenador.

Ação integrada

O MCTI faz parte de um grupo interministerial que tem como foco fazer a política industrial e tecnológica para a implantação dos smart grids no Brasil. Fazem parte 17 instituições, além de especialistas de universidades nacionais e internacionais. O órgão é responsável pela formulação e pela implementação da Política Nacional de Ciência e Tecnologia, e tem promovido ações integradas e cooperadas para o desenvolvimento da CT&I na área de energia elétrica.

Entre os estudos realizados, está a publicação Redes Elétricas Inteligentes: Contexto Nacional, de 2012 – encomendado ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo ministério -, que teve por objetivo congregar uma visão panorâmica sobre as transformações nas redes de energia elétrica.

O MCTI fez também missões à Europa (Reino Unido, Alemanha, Espanha e Portugal), visando aumentar a cooperação internacional na área, o que resultou na realização de projetos de cooperação científica entre universidades. Em 2014, o ministério está envolvido no projeto Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil, que busca contribuir para o progresso e o aprofundamento da parceria estratégica e das relações bilaterais entre o Brasil e a União Europeia por meio do apoio ao intercâmbio de conhecimentos técnicos.

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Condomínio de SC utiliza energia solar e repassa excedente ao sistema

Fonte: Envolverde – 11.06.2014
Divulgação: Procel Edifica
Santa Catarina – Produzir a própria energia, ajudar no abastecimento da região onde se mora e ainda ganhar um desconto na conta no fim do mês. Essas são algumas vantagens das regras criadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica há um ano para conectar as placas solares e hélices privadas na rede de distribuição. A outra está diretamente ligada à sustentabilidade. O primeiro condomínio residencial do Brasil a aproveitar esses benefícios está em Florianópolis.

O empreendimento tem 28 placas fotovoltaicas que fornecem 90% da eletricidade consumida nas áreas comuns do condomínio – o restante é repassado ao sistema que alimenta o bairro. Idealizador do projeto no Vivá Residence Cacupé, Luiz Marchi explica que este é só o começo – um manual de boas práticas entregue a cada novo morador incentiva que as casas construídas no local utilizem o mesmo sistema.

O Vivá Residence Cacupé é um condomínio de casas situado em uma das regiões mais tradicionais e bonitas da Ilha de Santa Catarina. O empreendimento, lançado no final de 2013, é dividido em 43 áreas com metragens que variam de 700 a 900 m². De um total de 99 mil metros quadrados, onde mais da metade são preservados.

Tudo no empreendimento é pensado para que as pessoas vivam em comunidade e de forma diferenciada. Do chão em lajotas permeáveis à horta orgânica em forma de mandala, a ideia é que os futuros moradores experimentem a sustentabilidade e uma vida com mais prazer em convívio com a natureza.

Nesse pacote estão incluídos, além da usina geradora de energia fotovoltaica, neutralização do carbono gerado na obra e reaproveitamento da água da chuva para irrigação de jardins e horta.

O empreendimento tem, ainda, um Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS para separação e destinação correta dos resíduos gerados. Além disso, os resíduos orgânicos são transformados em adubo para jardins e hortas, por meio de compostagem.

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Definição de padrão internacional de medição de propriedade é desafio no setor imobiliário

Fonte: RICS Brazil

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Atualmente a medição de uma propriedade pode variar em até 24%

O diretor global da Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS), Peter Bolton King, ministrou palestra sobre IPMS (padrão internacional de medição de propriedade), em São Paulo, na sede do Secovi. “A medição de propriedade é uma ferramenta importante no entendimento da avaliação de ativos e, portanto, do investimento em potencial do imóvel. Os investidores, atualmente, precisam tomar decisões baseadas em informações que variam de país em país. O IPMS pretende encontrar uma solução para esse problema, diminuindo os riscos e garantindo que os investidores tenham informações confiáveis e transparentes”, afirma King.

A clareza na comparação entre áreas dos imóveis, possibilita ao investidor, ou ao inquilino fazer comparações e optar pela melhor escolha dentro do mercado. A medição de propriedades é importante para a comparação de imóveis e, portanto, sua consistência e clareza proporciona maior confiança dos investidores e ocupantes e maior estabilidade para o setor.

Atualmente, os padrões de medição não são consistentes. As propriedades são medidas de diferentes formas ao redor do mundo e, dependendo do padrão utilizado, podem variar em até 24%, segundo apontou um estudo realizado pela JLL. Durante a palestra, King mostrou alguns exemplos de diferentes países. Na Espanha, a área útil de um imóvel frequentemente inclui a piscina; na Índia, a área medida pode incluir a vaga de garagem e em certas partes do Oriente Médio, a medição inclui toda área aprovada mesmo que ela não tenha sido construída. “Se um prédio tivesse a licença de ter 20 andares, mas apenas 15 andares foram construídos, a área total do edifício é medida incluindo os cinco andares não construídos”, explicou King.

Com tantos padrões diferentes no mundo, é difícil para os investidores e ocupantes clareza sobre a real metragem dos espaços negociados. A implementação de um padrão de medição de propriedade global proporciona consistencia. Isso resultará em mais transparência no mercado, maior confiança do público em geral e maior estabilidade para o setor. Além de trazer melhorias na avaliação e consistência de relatórios financeiros nos mercados internacionais.

A RICS é uma das instituições parte do IPMSC (International Property Measurement Standard Coalition), uma coalizão com mais de 45 organizações internacionais responsáveis pelo desenvolvimento e implementação de um padrão internacional de medição de propriedades.

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Sr. Dinheiro prova a existência de uma bolha imobiliária

Fonte: CORENET Global – Brazil Chapter

Luis Carlos Ewald, mais conhecido como Sr. Dinheiro, prova, em um artigo dividido em duas partes, que estamos perto de uma bolha imobiliária.

SÃO PAULO – Luis Carlos Ewald, mais conhecido como Sr. Dinheiro, prova, em um artigo dividido em duas partes, que estamos perto de uma bolha imobiliária. Veja quando será a hora de investir em imóveis. A segunda parte do artigo será publicada nesta terça-feira (03).

“Quase todo mundo tem como objetivo prioritário na vida conseguir comprar a sua casa própria. Mas, normalmente os recursos financeiros são escassos e é necessário tomar dinheiro emprestado em Bancos. E isso custa juros e uma vida amarrada em longos financiamentos. Daí, para tomar essa decisão de adquirir o seu teto, duas coisas são fundamentais: um preço justo para o imóvel e uma taxa de juros baixa.

Pois é. No momento os preços dos imóveis estão artificialmente muito altos em todo o país e as taxas de financiamentos imobiliários voltaram a ser impagáveis, com raras exceções tipo Minha Casa Minha Vida.

E para princípio de conversa, do termo “bolha”, tão badalado por aqui, pode ser uma provável crise imobiliária que pode acontecer no curto e médio prazo, por várias razões demonstradas a seguir. Quem tem medo do termo bolha quer desclassificar a nossa situação dizendo que nos EUA era outra coisa, que envolvia especulação, crise bancária, fraudes, etc. É quem comprou e não consegue vender pelo preço acredita que vale. Isso aconteceu muitas outras vezes, mas ninguém se lembra…

E o pior, esses se expressam com a frase mais perversa criada ao longo de oito séculos de crises financeiras: agora é diferente!

Mas, que aqui os preços vão cair, ah isso, vão! Ou, no mínimo, ficarão estagnados, como já estão, por falta de compradores nesses preços, ou seja, perdendo a renda de aplicações na atual taxa SELIC, que está muito alta novamente.

E porque deve acontecer a curto prazo? Curto prazo, no caso, será logo após a Copa, pois todos os especuladores apostaram na Copa, como se os estrangeiros estivessem ansiosos para comprar imóveis muito mais caros aqui que nos seus países, para aqui conviver com os eventos de grande emoção do nosso cotidiano…

Acontece que isso foi papo de especuladores para encontrar compradores idiotas. É a clássica teoria, comprovada na prática, do “the greatest fool”. Assim, quem compra um produto que já é caro, pode até se achar tolo, mas pensa em vender para “um idiota maior”, e assim por diante, chegando no final de várias transações até chegar ao the greatest fool, que fica “pendurado na brocha”, isto é, fica sem encontrar comprador. Caso muito parecido com nossas conhecidas pirâmides.

E quem são os especuladores? São todos aqueles que compraram na planta para tentar vender na entrega das chaves, momento crucial do compromisso financeiro. É claro que alguns ganharam, mas muitos leigos, maria-vai-com-as-outras, compraram para ter seu primeiro imóvel para morar e pagarão caro por isso, mas, como vão morar, tudo bem…

Porém, aqueles idiotas que se deixaram levar, em todo o país, e compraram tarde demais salas comerciais com preços artificialmente elevados, vão ter que bancar por um bom tempo para conseguirem alugar: hoje cerca de 30/40% de vacância no Brasil todo (Rio, Niterói, Salvador, Recife, Osasco, Fortaleza, Curitiba, Goiania, São José dos Campos… e por aí vai), pois numa Economia com baixo crescimento e altos custos, quem se arrisca a comprar para empreender com um pibinho na faixa de 2%? Só um idiota maior: ver na internet a “teoria do idiota maior”.

A oferta de financiamentos e as facilidades foram enormes quando as taxas SELIC cairam abruptamente até os históricos 7,25% ao ano. Acontece que agora que já está em torno de 11%/ano os Bancos querem é comprar títulos do Governo, pois rendem muito mais, sem risco e sem trabalho. Daí, financiamento barato agora só no “Minha casa minha vida”, segmento que não deve sofrer crise, mas só serve para baixa/média renda, de até R$ 5.000,00 por família.

E há um ditado do Mercado Financeiro: “O Mercado desconta tudo”. Pois bem, pelo menos 5 grandes construtoras estão à beira da insolvência, com quedas maiores nas suas cotações da Bolsa até mesmo que as da coitadinha da Petrobrás… É sinal de que? Lançaram ações , levaram grana boa para especularem nos preços de terrenos e construções, e agora estão super estocadas e aguentando devoluções.

E o que são esses feirões da CEF pelo Brasil a fora? A CEF comprou aquele montão de imóveis para ela ou tem muita devolução? A caixa preta da CEF não revela a verdade. Hoje se vê anúncios para fins de semana com liquidações de estoques de construtoras com descontos de até 40%! E não é uma só, não: são várias!

Repito: só vale a pena comprar agora é no “Minha casa Minha vida”, porque os preços não subiram por causa da limitação do valor de financiamento em cada Estado. No entanto, tem que examinar o padrão das construções para não comprar gato por lebre…”

“Quais os principais sinais de crise, a qual derrubará os preços artificiais dos imóveis para níveis de preços em que efetivamente conseguem ser vendidos? Uma coisa é o preço anunciado e outra, muito diferente agora e daqui para frente, é o preço que se consegue vender… (Os anúncios de lançamentos em Sampa abandonaram os 2 qtos/sala e só se lança sala/qto., pois não há mais poder aquisitivo). Que tal?

Seguem vários sinais indicativos da crise que está por vir. Os imóveis residenciais só encontram inquilinos pagando no máximo 0,35% ao mês do “valor fantasia do imóvel” das capitais! Agora se vemos anúncios “vende-se” em casas antigas em zonas preferenciais, coisa que não existia durante o início da especulação, pois as construtoras se antecipavam, brigavam para comprar e seduziam possíveis vendedores com tentadoras ofertas fora da realidade.

Quem precisar vender um imóvel agora tem que baixar até 30% do “valor fantasia” para conseguir vender rápido. A exaustão da poupança prevista para dar entrada já é uma realidade, pois todos que sonhavam já compraram, se endividaram, e não há mais renda disponível para compras nesses níveis de preços.

Exemplo: imóvel usado de classe média intermediária em Botafogo, Rio, que pedem R$ 800.000,00 (absurdo!) com R$ 300.00,00 de entrada, com a primeira prestação em financiamento de 100 meses pelo SAC custa R$ 5.000,00 de juros (1%) mais R$ 5.000,00 de amortização (1%) mais outros penduricalhos; para comprar tem que ser diretor de empresa e ganhar no mínimo R$ 35.000,00 por mês! Quem é que pode? Ah, pode ser em 200 meses: tá bem, R$ 7.500,00, mas e o condomínio, o IPTU, a mobília, etc?

Nos Aeroportos do Brasil inteiro o que se ouve é: “Quero ver na Copa!” No mercado imobiliário é: “Quero ver depois da Copa!”. Pequenas casas de sala/2qtos na “Comunidade” do Vidigal que há exatamente 4 anos eram vendidas a R$ 20.000,0 já estão pedindo R$ 100.000,00 e já teve venda, sem esgotos e com “gatos” de água e luz…

Quanto subiram os preços dos imóveis (no lançamento e nas fantasias anunciadas) nos últimos 5 anos em quase todo o Brasil? De 100% até 300%! Pode? Pois é, mas agora quase nada se vende se grandes descontos não forem feitos!

Assista e divulgue. Estrelado pelo Prêmio Nobel de Economia, meu parceiro nessa opinião, Robert Shiller, que está avisando todo mundo que o prenúncio da bolha é iminente.

Tem vários especialistas que alegam que aqui é diferente (olha aí a frase maldita), que há um deficit de cerca de 6 milhões de moradias e coisa e tal: esquecem que nesses níveis de preços não há mais compradores. E que a carência é em imóveis para baixa renda.

Em face disso tudo, uma pergunta que todos fazem nas minhas aulas e Palestras: É melhor comprar ou alugar? Claro que é melhor alugar! Você paga no máximo 0,5% mensais de aluguel ou para comprar paga no mínimo 1,0% ao mês de juros, e ainda tem a amortização! Alugue e poupe a diferença. Economize, poupe e acumule, para adiante, sem pressa, comprar a vista!

Finalmente: qual é a definição de bolha, em qualquer mercado? É algo que tem grande chance de estourar, porque houve um grande aumento irracional de preços num muito curto espaço de tempo.

Quem ficou até agora comprado para investir terá alcançado a desagradável posição do the greater fool .

Recomendação: quem “estiver comprado” venda rápido, antes do efeito manada ser detonado, com todo mundo querendo vender ao mesmo tempo. Se não comprou e resistiu à tentação, parabéns. Espere com bastante calma até os juros voltarem a cair e os preços dos imóveis já tiverem caído na real.”

Acesse a parte 1 e a parte 2 deste artigo em sua fonte de origem.

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Data Centers da Google “aprendem” a reduzir seu próprio consumo de energia

Fonte: Tec Mundo

Divulgação: Procel Info

Estados Unidos – Economia de energia não é mais um assunto novo entre as pessoas e as principais empresas do mundo, principalmente se estamos falando da Google, que é responsável por inúmeras buscas que são feitas através do seu buscador todos os dias. Todo esse serviço é realizado através do funcionamento de diversos data centers que consomem uma grande quantidade de energia elétrica.

De acordo com uma postagem feita em seu blog oficial, a empresa cortou significantemente a sua “conta de luz” através de um sistema de aprendizado semelhante ao utilizado em ferramentas de reconhecimento de voz, que possuem a capacidade de analisar diversas variáveis que podem influenciar diretamente na quantidade de consumo de energia.

Este feito só foi possível graças aos esforços e à criatividade de Jim Gao, um dos engenheiros responsáveis pela manutenção dos data centers da Google. Tudo começou com um projeto que visava à melhoria de diversos fatores de funcionamento dos equipamentos, que o levou a criar uma medição de eficiência, o PUE (Power Usage Effectiveness).

Máquina inteligente

Através das análises feitas através do PUE, Jim obteve dados importantes que o levaram a criar um cálculo que pode corrigir falhas, prever e melhorar a performance dos data centers. Depois de várias tentativas e erros, o engenheiro conseguiu atingir 99,6% de precisão de todas as informações fornecidas através deste método.

O resultado foi a criação de uma “rede neural”, que é uma espécie de máquina capaz de realizar um diagnóstico completo de todos os aspectos que influenciam no consumo de energia e decidir automaticamente uma série de alterações no comportamento e funcionamento de cada uma das partes do data center — garantindo assim, uma maior eficiência nas situações mais diversas que o servidor encontrar.

Se você estiver curioso para entender um pouco mais sobre o projeto, Jim disponibilizou um Livro Branco com todas as informações a respeito deste engenhoso projeto para que outros data centers consigam criar alternativas para resolver o problema do consumo de energia de forma mais eficiente. 

Acesse aqui o artigo em seu local de origem.

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