Embora saibamos que um “novo processo” geralmente sofre mudanças em seu curso e que, em muitos casos, sofre distorções que acabam por banalizá-lo em parte, é realmente triste ver a reação do mercado…
Ao mesmo tempo em que “alguns poucos cavaleiros” lutam por estabelecer / fincar uma bandeira do “COMISSIONAMENTO” no Brasil, dando início a um DN (Diretório Nacional) na ABRAVA e também à um CHAPTER da BCA no Brasil, continuamos à observar enormes distorções no mercado…
Continua-se à ouvir (até mesmo de consultorias que atuam em processos de certificação) sobre a existência de um “processo de comissionamento LEED”, o que inexiste….
Continua-se à observar o comissionamento sendo comercializado como uma forma de organizar documentos “comprobatórios”, sem a preocupação em se qualificar projetos, sem definir as bases técnicas para a execução de um comissionamento, sem qualificar as instalações de forma adequada, sem planejar a execução e a validação de testes funcionais, testes de desempenho e testes integrados…
Enfim, que “processo de comissionamento” é este que assola o mercado?
Ou melhor, quais os frutos que poderão, de fato, ser colhidos nestas operações?
Como citei no início do texto, ainda que saibamos deste fluxo ou “dor” natural do crescimento (me refiro às distorções e desalinhamentos naturais em um percurso), realmente não é fácil assistir à tudo “de cadeirinha”, sem nenhuma manifestação….
Planeja-se para 2015 a realização de uma primeira conferência no Brasil sobre o COMISSIONAMENTO, ato este em discussão e em fase de planejamento dentro do pequeno grupo de “cavaleiros solitários“, o que será de extrema importância para aculturar este nosso mercado.